Inquérito vai para o Ministério Público, que decidirá se abrirá ou não processo
Filipe Rodrigues/ O VALE
Inquérito concluído ontem pela Corregedoria da Polícia Civil confirmou as agressões do delegado Damasio Marino ao advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. O MP poderá aceitar a denúncia, pedir mais informações ou arquivar o caso.
O documento foi feito com base nos depoimentos de Marino, Morandini, cinco testemunhas e o resultado de um exame de corpo de delito, feito pelo cadeirante após a agressão sofrida no dia 17. Os depoimentos colhidos pela corregedoria confirmam a agressão do delegado e o resultado do exame de corpo de delito afirma que os ferimentos sofridos por Morandini foram causados por objeto contundente.
Ontem, Morandini depôs como réu de uma acusação em que Marino acusa o advogado de ter cuspido em seu rosto. O advogado confirma ter cuspido, mas alega que atingiu o vidro do carro do delegado.
Processos”Ele [Marino] responde por dois processos: um criminal e outro administrativo. O MP irá analisar pela parte criminal, em que ele é acusado por lesão corporal dolosa e ameaça com arma de fogo”, diz o delegado corregedor Antonio Álvaro Sá de Toledo.
Mesmo com o inquérito entregue, a Corregedoria ainda espera ouvir a noiva de Marino, que estava no veículo do delegado no momento da agressão. Ela será ouvida na quarta-feira. “Faremos ofício com o depoimento e enviaremos para que seja anexo ao inquérito”.
Luiz Antonio Lourenço da Silva, advogado de Marino, informou que ele não irá se pronunciar sobre as acusações.
Delegado acusa advogado cadeirante de injúria real
Em um outro processo, é Marino quem acusa Morandini, por injúria real, cuja pena pode chegar a três meses de prisão.
Ontem, Morandini prestou depoimento como réu no 1° DP. O depoimento durou cerca de uma hora e, segundo o delegado Rubergil Violante, faltam outras testemunhas para serem ouvidas, antes que o inquérito seja concluído.
No sábado, foi publicada portaria no Diário Oficial, informando que Marino foi afastado por 30 dias. Depois, ele exercerá funções administrativas, com o salário reduzido em até 30 %.
