BAIXADA SANTISTA: MÉDICO PERUANO, EX-DIRETOR DE SAÚDE DE MONGAGUÁ, PRESO POR ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO 6

28/04/2010 19h13 – Atualizado em 28/04/2010 19h28

Presos 16 acusados de desviar produtos para produção de cocaína

Os produtos eram comprados por uma farmácia e repassados a traficantes.
Um dos presos é ex-diretor de Saúde de Mongaguá.

Do G1 SP

Foram presas nesta quarta-feira (28) em São Paulo 16 pessoas acusadas de desviar produtos farmacêuticos usados na produção de cocaína.

Os produtos químicos eram comprados legalmente por uma farmácia em Mongaguá, na Baixada Santista, e depois repassados a traficantes, principalmente da Zona Leste da capital. Entre os presos está um médico peruano, ex-diretor de Saúde de Mongaguá.

A Prefeitura de Mongaguá diz que desconhecia o envolvimento do ex-funcionário com o crime.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/presos-16-acusados-de-desviar-produtos-para-producao-de-cocaina.html

Justiça Militar decreta prisão de 12 policiais acusados de tortura e morte 6

Edição do dia 28/04/2010 

Eles são suspeitos pela morte de um motoboy, em 9 de abril, na Zona Norte.
Os 12 serão levados para o presídio ainda na noite desta quarta (28).

Do G1 SP 

 A Justiça Militar decretou nesta quarta-feira (28) a prisão de 12 policiais militares apontados como os autores da tortura e do assassinato de um motoboy dentro de um quartel da zona norte. As prisões foram decretadas a pedido da Corregedoria da PM, que começou a investigar o caso assim que a TV Globo noticiou o assassinato.

A vítima foi Eduardo dos Santos, motoboy, de 30 anos. Ele e mais três rapazes foram presos no dia 9 de abril, durante uma discussão na rua por causa do furto de uma bicicleta. Todos foram levados para um batalhão da PM na Zona Norte. 

Testemunhas afirmaram que Eduardo foi torturado. Horas depois, Eduardo foi levado ao hospital por policiais militares, mas já chegou morto. Dos 12 PMs que tiveram prisão temporária decretada, 10 são soldados, um é sargento e outro é tenente. 

Eles são acusados de formação de grupo para prática criminosa e homicídio provocado por tortura. Também são acusados de prevaricação, porque alguns dos PMs não participaram diretamente da tortura, mas não fizeram nada para impedir. 

Os 12 policiais serão levados para o presídio da PM na Zona Norte de São Paulo. A Corregedoria tem agora 20 dias para concluir a investigação e convencer a Justiça da necessidade de transformar os acusados em réus. 

Pelos crimes de tortura e assassinato, os PMs podem pegar pena máxima de 30 anos de prisão. O Departamento de Homicídios da Polícia Civil também investiga o assassinato do motoboy.

EX-DELEGADO ANDRÉ DI RISSIO – FILHO DE UM DESEMBARGADOR – FOI CONDENADO A 23 ANOS DE RECLUSÃO 25

Condenado ex-delegado a 23 anos por corrupção em SP

28 de abril de 2010 | 10h 04

AE – Agência Estado

O ex-delegado de polícia André Luiz Martins Di Rissio Barbosa foi condenado a 23 anos e 8 meses de prisão, além de uma multa de R$ 67 mil. O juiz Waldyr Calciolari, da 25ª Vara Criminal de São Paulo, considerou Di Rissio culpado de cinco acusações de corrupção passiva e uma de advocacia administrativa, mas lhe deu o direito de apelar em liberdade. 

A decisão não é definitiva, e a defesa deve recorrer. Di Rissio foi surpreendido pela Polícia Federal (PF) durante a Operação 14 Bis, em 2006, que apurou um esquema de contrabando e corrupção que atuava no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Di Rissio era então o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo. 

Em dezembro de 2009, ele foi demitido da polícia pelo então governador José Serra (PSDB). A decisão foi baseada no processo administrativo da Corregedoria da Polícia Civil, que recomendou sua demissão mesmo tendo mobilizado seis desembargadores e dois deputados estaduais e um federal que prestaram depoimento em sua defesa. 

O juiz declarou no processo a perda do cargo do delegado. Para fixar a pena do réu acima do mínimo legal, o juiz levou em consideração o “dolo extremado do réu” e o fato de sua “ter maculado a instituição”. 

O magistrado determinou a punição ao ex-delegado somando a pena de cada suposto crime de corrupção e advocacia administrativa que teria sido praticado por Di Rissio. Segundo a acusação, o então delegado teve conversas interceptadas nas quais ele pedia favores a colegas policiais que investigavam contrabandista, dono de bingo, de casa de prostituição e um amigo.

Recurso 

A reportagem procurou a defesa de Di Rissio. A advogada Maria Elizabeth Queijo adiantou que vai recorrer da sentença do magistrado da 25ª Vara Criminal. “Ainda não tomei ciência do teor da sentença, mas posso afirmar que o recurso é uma certeza”, assinalou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

https://flitparalisante.wordpress.com/2009/12/19/ex-presidente-da-adpesp-andre-luiz-martins-di-rissio-barbosa-sofre-demissao-a-bem-do-servico/