
No interior de SP, delegados só prendem casos graves
Por José Maria Tomazela
Sorocaba, SP – Com as cadeias superlotadas e sem vaga para novos presos, os delegados da Polícia Civil da região de Sorocaba, no sudoeste paulista, só estão pedindo a prisão temporária de suspeitos ou acusados em caso de crimes graves. A orientação partiu do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, como uma medida extrema.
“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”. Nos demais, eles devem concluir o inquérito e só então pedir a prisão preventiva, já que nesse caso o preso vai para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
A medida se deve à situação de caos em que se encontram as prisões vinculadas à Secretaria da Segurança Pública na região. A cadeia de Itapeva, a 280 km de São Paulo, está sob ameaça de interdição pela Justiça. Uma vistoria realizada na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara constatou que o prédio tem capacidade para 50 detentos, mas abrigava 191. De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), os presos dormem nos banheiros, os sanitários estão entupidos e sem chuveiro e, para tomar banho, eles usam canequinhas.
Os médicos que atendem os detentos a cada 15 dias não conseguem extinguir doenças provenientes da superlotação, como a sarna. O prédio não tem laudo do Corpo de Bombeiros, nem alvará da Vigilância Sanitária e está em condições precárias.
O titular do Deinter 7 disse que a cadeia de Itapeva não é a única com problemas. “Todas as nossas unidades estão com 300% da capacidade nominal e em algumas temos limitações impostas pela Justiça.”
O excedente chega a 1.100 detentos na região. Em Cesário Lange, a cadeia é para 12 presos, mas abriga 56 e já chegou a ter 80. De acordo com o diretor, todos os dias há necessidade de fazer o remanejamento de presos para aliviar a tensão no sistema, o que ocupa parte do efetivo da Polícia Civil e prejudica outras atividades, como a investigação.
“Nossa expectativa é de que a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória da Secretaria de Administração Penitenciária) resolva ou pelo menos alivie o problema”, disse. Está em obras um CDP em Iperó e há previsão de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) em Porto Feliz, além de um complexo feminino em Votorantim. A Prefeitura de Porto Feliz é contrária à obra e tenta o embargo judicial.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que até 2011 serão construídas 49 novas unidades prisionais no Estado de São Paulo, gerando mais 39.540 vagas
depois idezm que os policiais são vagabundos imaginen se trabalhassemos com aumento de salario
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Colega Pior. Acredito que este é o motivo maior do Governo acabar com a moral da Polícia. Determinando que sejam elaborados B.O.s dos mais diversos fatos, mesmo atípicos (pisei no cocô, peidaram no cinema, etc…), não temos tempo para investigar e prender ninguem. Não se prendendo ninguém, as cadeias não lotam e o Governador não cai (pois a única vêz que eu ví que o Governador quase caiu foi quando invadiram o Carandirú pois se o Secretário não segura dizendo que foi ele que deu a ordem, o Governador tinha caído).
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não é pq eles fizaram algo de errado eles meresam tar ali as cadeias sao uma vergonha os presos sao muito humilhado
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