VAMOS ROUBAR POR QUEM? Resposta

Dilma ataca viúvos do Brasil que crescia pouco

Na despedida do governo, pré-candidata do PT critica Serra e tucanos, sem citá-los, e se mostra otimista: Até breve

Chico de Gois e Luiza Damé

BRASÍLIA. A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, de 62 anos, despediu-se ontem do governo Lula, depois de sete anos e três meses em postos-chaves na Esplanada dos Ministérios, com um discurso emocionado, de elogios ao presidente Lula e de ataques indiretos ao PSDB e a seu principal adversário nas eleições deste ano, o tucano José Serra. Ao passar o cargo na Casa Civil para sua principal auxiliar, Erenice Guerra — acusada de ter elaborado o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique com cartão corporativo —, Dilma, otimista, despediu-se dos colegas de ministério com um “até breve”.

Embora sem citar PSDB e DEM, que estiveram no governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), Dilma foi contundente ao classificá-los como viúvos do poder: — Aqueles que lamentam, os viúvos do Brasil que crescia pouco, (o Brasil) da estagnação, fingem ignorar que esta mudança é substancial. Têm medo.

Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso e tem certeza que sua vida mudou.

Não aceita mais migalhas, parcelas ou projetos inacabados.

No nosso governo, o povo não é coadjuvante.

E atacou Serra indiretamente: — Não importa perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos de que participaram.

Devem ter seus motivos. Temos um patrimônio, nós que fizemos parte da era Lula.

Em entrevista, afirmou estar preparada para o embate: — Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. Minha vida não foi uma coisa muito fácil — disse, em referência ao fato de ter sido presa e torturada na ditadura. — A eleição é um momento do exercício da democracia. Difícil mesmo era aguentar a ditadura.

Chamado para defender governo

Dilma definiu a saída do governo como uma “alegria triste”.

— Sob sua inspiração, presidente, quem fez tanto está pronto para fazer mais e melhor. Estamos simplesmente dizendo até breve. Hoje, nós sabemos que o Brasil é um país pronto para dar um novo e decisivo passo rumo a um futuro de prosperidade econômica e social.

Dilma conclamou os outros nove colegas, que deixaram suas pastas para disputar as eleições, a não se dispersar e a defender o legado do governo Lula. O presidente, que discursou em seguida, elogiou os ministros que deixavam os cargos, e, em especial, a ministra, dizendo que ela é parte integrante do “sucesso” de sua gestão e que “foi de uma competência extraordinária”.

Mesmo admitindo que a pré-candidata não é um primor de simpatia, Lula viu nas atitudes dela um fato positivo: — A Dilma é o que ela é.

A pré-candidata falou por 30 minutos, em nome dos ministros que saíam. Para Dilma, Lula conseguiu realizar o sonho da geração dela — redemocratização, liberdade e justiça.

— Com o senhor, vencemos e vamos vencendo a cada dia.

Vencemos a miséria, a pobreza, a submissão, a estagnação, o pessimismo, o conformismo e a indignidade — disse.

E seguiu: — O povo brasileiro nos ensina a ser fortes. Com a alegria do nosso povo, aprendemos muito. Aprendemos que temos de ser otimistas. Com nosso povo, aprendemos que temos de ser resistentes. E com o senhor aprendemos que temos de ser corajosos. Nosso governo mudou o Brasil.

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