JUÍZA AFASTADA POR DELEGAR DECISÕES PROCESSUAIS A ADVOGADOS E SERVIDORES 7

2010/03/13 at 19:09 – REPORTER AÇO 

Poder Judiciário moderno.

Terceirizando decisões e sentenças (como se isso fosse novidade).

Fonte : Consultor Jurídico

Visita da Corregedoria.
TJ afasta juíza acusada de “terceirizar” decisões.
Por Fernando Porfírio

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça paulista afastou, cautelarmente, por 90 dias a juíza titular de uma vara na Grande São Paulo. A decisão foi tomada, por votação unânime, em sessão reservada do colegiado. Uma visita da Corregedoria Geral de Justiça flagrou irregularidades que vão desde o acúmulo de processos parados e fora de planilhas até a delegação da função de tomar decisões a servidores e advogados. Outra correição está marcada para a próxima semana.

Se comprovada, a acusação de delegação de função é vista pela corregedoria e pelos integrantes da cúpula do Judiciário paulista como falta de natureza grave. Uma sindicância será instalada para apurar a denúncia. A magistrada será ouvida, quando apresentará sua versão e terá direito à ampla defesa e ao contraditório. Só depois disso, o Órgão Especial irá se manifestar pela instalação ou não de procedimento administrativo disciplinar.

Uma juíza de Osasco foi deslocada para substituí-la enquanto durar seu afastamento.

MEMÓRIA: TUDO E TODOS CONTRA AS ASPIRAÇÕES DA POLÍCIA CIVIL 19

Greve policial não pode privar cidadão, diz desembargador Henrique Nelson Calandra, entrevista a Folha de S. Paulo, 21/09/08

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2109200811.htm

Magistrado acha reivindicação salarial justa, mas critica a paralisação de delegacias

Eleição de delegado-geral poderia reduzir o poder de secretário da Segurança, diz Henrique Nelson Calandra, presidente da Apamagis

ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

O desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) e membro do Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, disse enxergar com “tristeza” a greve dos policiais civis.

A categoria começou a fazer paralisações em todo o Estado na última terça. Anteontem, o comando de greve afirmava ter uma adesão de 90% das delegacias na capital e de 100% no restante do Estado. Para o governo, são 30% de adesão na capital e 40% no interior. Os policiais reivindicam reajuste salarial imediato de 15%, mais duas parcelas de 12% nos próximos anos (2009 e 2010).

Apesar de considerar justa a reivindicação salarial, Calandra disse não concordar com a privação do atendimento à população -já vítima de tantos problemas com a segurança pública. O desembargador disse ainda não concordar com os pedidos de eleição direta para delegado-geral, nem com o pedido para a prerrogativa de “inamovibilidade” (os policiais só poderiam ser transferidos de unidade se concordassem).

Para Calandra, a eleição de delegado-geral poderia reduzir o poder do secretário da Segurança e criar uma instituição autônoma -alheia à política de segurança do Estado. A transferência de policiais, em alguns casos, é salutar para o próprio policial, afirma o desembargador. Ele não concorda, porém, com transferências punitivas.

FOLHA – Como o sr. vê a greve dos policiais civis em São Paulo?

HENRIQUE NELSON CALANDRA – Com preocupação, porque segurança pública é prioridade para todos os povos do mundo. Eu vejo com muita tristeza o fato de nós chegarmos a um ponto em que policiais [civis] estão fazendo greve. Porque é precisamente na mão deles que repousa a tarefa de polícia judiciária, que é a parte ligada à investigação de crimes.

Os níveis de salário dos delegados da polícia são realmente muito baixos no Estado de São Paulo, diferente do que ocorre em outros Estados. O que houve foi uma supervalorização da Polícia Federal, e a polícia estadual acabou ficando descompassada, acabou ficando num andar abaixo. Justamente a polícia de São Paulo, considerada a força mais elitizada do país.

No que se refere a pagamentos e subsídios, nós ficamos em um patamar muito inferior na retribuição aos policiais. Espero que o Poder Executivo encontre uma solução conciliatória [para a greve].

FOLHA – Acha justa a reivindicação, mas não a paralisação. É isso?

CALANDRA – Acho que a paralisação de um serviço essencial, como é a polícia, acaba impactando de modo negativo na opinião pública. Porque as pessoas vitimadas pela violência ficam sem a oportunidade de receber um atendimento por parte da polícia judiciária. Isso é uma frustração, que se soma a tantas outras que fazem parte do nosso cotidiano. Porque o povo tem que encarar organizações criminosas e violência de toda ordem. Com a greve dos policiais no Estado, não tem nem a quem se queixar.

FOLHA – Eles pedem também a eleição para delegado-geral. É justo?

CALANDRA – Toda aspiração democrática é válida, porque legitima aquele que dirige. Assim é na eleição do procurador-geral de Justiça. Só que as coisas ligadas à polícia têm outra conotação. A força policial está toda estruturada em função de uma carreira hierarquizada, na qual as ordens vêm do secretário do Estado, que comanda as polícias. Na medida em que houver eleição para delegado-geral, haverá perda do poder de mando do secretário da Segurança Pública, e a polícia passará a ser comandada por ela mesma.

Deixa de ser um órgão de Estado. Poderia haver uma lista tríplice, como ocorre no Ministério Público, na qual o governador escolhe o nome, mas tenho minhas dúvidas da eficácia disso para a organização da atividade policial.

FOLHA – E o pedido dos policiais para a “inamovibilidade”?

CALANDRA – A transferência punitiva e a transferência por transferir têm sido obstadas pelo Judiciário, já faz um longo tempo, para qualquer categoria de funcionários. Agora, haverá situações em que transferir o policial faz parte da dinâmica da própria investigação. Haverá policiais que não conseguem desvendar certos crimes. Só mesmo substituindo, removendo ele para outra localidade onde não seja tão conhecido é que vai ser possível ao policial ter maior capilaridade com certos segmentos que podem trazer informações para desvendar crimes. Imagine o policial que não pode ser transferido. Um policial ameaçado de morte, que insiste em ficar em determinado lugar. Vão deixar ele lá até ser morto ou vão mudá-lo para outra região do Estado, onde ele possa ter maior tranqüilidade.

APARECIDO LAERTES CALANDRA – O SUPOSTO CAPITÃO UBIRAJARA – APOSENTA-SE QUASE AOS 70 ANOS 28

Segurança Pública

GABINETE DO SECRETÁRIO

Resolução de 12-3-2010

Aposentando

nos termos do artigo 126, III, “a” da CE/89, combinado com

o artigo 3º da EC 20/98 e EC 41/03, a vista do que consta no

Processo SSP-10987/72, APARECIDO LAERTES CALANDRA, RG

2.506.664, Delegado de Policia de 1ª Classe, Pad. IV, do SQC-III,

do QSSP.

voluntariamente, com proventos integrais, 

Aloysio Nunes Ferreira diz a aliados que deve disputar o Senado pelo PSDB…SERÁ QUE ALCKMIN APRENDEU ALGO COM AS DUAS DERROTAS? 5

Serrista abre espaço em SP para Alckmin

Aloysio Nunes Ferreira diz a aliados que deve disputar o Senado pelo PSDB

Chefe da Casa Civil era um dos principais obstáculos à tentativa do ex-governador paulista de voltar ao cargo; desfecho contraria Kassab

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Numa demonstração de que já está fora da disputa pelo governo de São Paulo, o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), avalia a hipótese de concorrer ao Senado em outubro. Amigo de Nunes Ferreira e pré-candidato ao Senado, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) até avisou a aliados que os dois deverão estar na disputa por duas vagas.
Além de Quércia, Nunes Ferreira admitiu a outros aliados -parlamentares e integrantes do governo- que analisa a possibilidade. O aceno foi recebido, no meio político, como um sinal de que ele atende a um pedido do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Braço direito de Serra, Nunes Ferreira repete que ainda não conversou com o governador sobre seu destino político. Mas sua movimentação alimenta a crença de que Serra já fez um apelo para que desista do governo em favor da candidatura do secretário estadual e ex-governador Geraldo Alckmin.
Segundo aliados de Nunes Ferreira, Alckmin ainda não foi informado da opção por seu nome. Leal ao governador, o chefe da Casa Civil abriria mão da disputa interna no PSDB.
Antes disposto a concorrer ao governo, Nunes Ferreira conta a aliados que tem assistido até à TV Senado.
A hipótese de sua desistência contraria o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Desafeto de Alckmin, Kassab trabalha pela candidatura de Nunes Ferreira.

Câmara
A candidatura de Nunes Ferreira enterraria a pretensão de outros dois secretários estaduais: Paulo Renato Souza (Educação) e Xico Graziano (Meio Ambiente).
Os dois já manifestaram ao partido a intenção de concorrer ao Senado. Mas admitem desistir para apoiar a candidatura de Nunes Ferreira.
Nomes fortes para a Câmara dos Deputados, Paulo Renato e Graziano informaram ao PSDB que preferem ficar nos cargos, caso não concorram ao Senado.
O PSDB tem insistido para que concorram, como estratégia para reforçar a campanha de Serra no Estado. Depois de avisar à própria família que não disputaria, o deputado Arnaldo Madeira foi persuadido a voltar atrás. Sob pressão, Paulo Renato e Graziano devem disputar.