AUGUSTO PENA SOFRE TENTATIVA DE HOMICÍDIO E DELEGADO QUE BUSCAVA AS PROVAS DE CORRUPÇÃO NO GABINETE DO SECRETÁRIO É DEFENESTRADO DA CORREGEDORIA GERAL 8

Policial ameaçado é transferido

Pena, que acusa ex-secretário adjunto, foi retirado do presídio da polícia; delegado do caso perde o cargo

Bruno Tavares e Marcelo Godoy

Ameaçado de morte depois de ter delatado 20 delegados e investigadores e de ter acusado de corrupção o ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto, o investigador Augusto Pena foi transferido às pressas ontem do presídio especial da Polícia Civil (PEPC), no Carandiru, para a Penitenciária 2 de Tremembé, no Vale do Paraíba, a mesma que abrigou o publicitário Marcos Valério. O motivo da transferência é que Pena corria risco porque seus colegas policiais não admitiriam sua permanência no presídio da polícia. O delegado que investigava o caso, Gérson Carvalho, foi transferido ontem da Corregedoria.

Pena aceitou fazer delação premiada e depôs ao Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Assumiu achaques à cúpula do Primeiro Comando da Capital e entregou esquemas de corrupção para compra de decisões em processo administrativos para absolver policiais corruptos. Assinadas por Malheiros Neto, as decisões eram tomadas em nome do secretário Ronaldo Marzagão.

O pedido para que o policial fosse transferido foi feito pelo diretor da Corregedoria da Polícia Civil, Alberto Angerami. Ele justificou o pedido afirmando que Pena corria risco de morrer se permanecesse no PEPC. Pena depôs na corregedoria e disse que foi ameaçado por dois investigadores e um delegado no presídio. Contou ainda que o sócio e “primo” de Malheiros Neto, Celso Augusto Hentscholer Valente, o teria procurado no PEPC e pressionado para que não fizesse a delação.

Na semana passada, o delegado Carvalho tomou o depoimento dos policiais acusados por Pena de ameaçá-lo. Fez mais. Foi atrás de cópias dos processos administrativos cujas sentenças supostamente foram negociadas em troca de até R$ 300 mil de propina – Pena afirmou que levava o dinheiro em mãos para Malheiros Neto e para Celso. No mesmo dia, Carvalho enviou as cópias ao Ministério Público Estadual (MPE), conforme lhe havia sido requisitado. Há 40 anos na polícia, o delegado de classe especial foi pego de surpresa ontem. Soube pelo Diário Oficial que havia perdido o cargo de diretor da Divisão de Operações Policiais (DOP), da corregedoria.

Constrangido e magoado, o homem que já chefiou departamentos importantes da polícia e foi o responsável em 1994 pelo inquérito que provou que os donos da Escola de Base haviam sido acusados injustamente, recebeu a solidariedade de amigos. Disse a eles que sempre cumpriu com seu dever.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a saída de Carvalho foi uma mudança de rotina. Para seu lugar, foi escolhido Roberto Avino, que trabalhava no Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública (CIISP). Criado por Marzagão, o setor reúne e analisa informações de inteligência das Polícias Civil e Militar e é vinculado ao gabinete do secretário.

O Estado procurou o advogado de Malheiros Neto, Alberto Zacharias Toron, mas não conseguiu localizá-lo. Toron sempre repudiou as acusações de Pena. “Ele tem de provar o que diz.”

Valente, que é advogado, afirmou ao Estado que tudo o que Pena disse é mentira.
O advogado do policial, Ivelson Salotto, afirmou que seu cliente fez a delação sem consultá-lo.
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O doutor Toron sofisma em termos primários, para um advogado criminalista.
Ora, legal e profissionalmente falando,  quem deve buscar as provas para sustentar ou não as acusações de Pena é o Estado; através da Polícia, Ministério Público e Poder Judiciário.
Com efeito, para crimes do cárcere denunciantes do cárcere. Para  crimes  de quadrilha, denunciantes da quadrilha.
Ao advogado Valente – suposto concorrente de Malheiros na venda de decisões absolutórias;  lavradas em nome do Secretário de Segurança -nenhuma alternativa resta salvo chamar o denunciante de mentiroso.
E a remoção, cumpulsória,  do Delegado Gerson de Carvalho  foi providencial e sintomática: MALHEIROS VENDIA CARGOS E INDULGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS.

NÃO FOI “DITABRANDA”…NOS PORÕES IMPERAVA A “DITABRANCAPURA” 24

Mas, se as chamadas “ditabrandas” -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.

( Quem escrevou tal editorial da Folha de São Paulo?  Só pode ser coisa de

algum atormentado pelo fantasma do PAULO FRANCIS, ou  discípulo daquele  filósofo angelizador de torturadores. )  

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DA  DITA  BRANDA

Ditabrancapura foi um combustível para as bestialidades praticadas nos aparelhos de tortura.

A Ditabrancapura fez muitas vítimas…

Mas  foi branda  apenas com um.

O mais famigerado.

Nem autópsia  – ” por medo da vexação”  –  se fez…

E para quê?

Pois a baba não era de afogado no mar.

Era baba de afogado no pó do porão de Brancapura.

Todos sabiam.

SARGENTO PILOTAVA SEU HONDA CIVIC DE FORMA ABUSIVA E FOI PRESO EM FLAGRANTE POR HOMICÍDIO DOLOSO 14

27/02/2009- 02h06

PM que dirigia em alta velocidade atropela e mata adolescente na zona oeste de SP

RACHEL AÑÓN
da Agência Folha

Uma adolescente de 13 anos morreu e a irmã dela ficou gravemente ferida após serem atropeladas por um policial militar na noite de ontem no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. O condutor do veículo foi agredido por pessoas que estavam no local e está hospitalizado.

O acidente ocorreu por volta de 21h de ontem no semáforo do cruzamento da avenida Jaguaré com avenida Kenkiti Shimomoto.

Segundo testemunhas, Glaucia Cabral da Silva, 13, e sua irmã Graziela, 19, atravessavam no local quando o motorista do Civic cinza-grafite, passou o semáforo vermelho em alta velocidade e as atingiu. O carro bateu ainda contra um poste de iluminação e em uma árvore.

O sargento Marcos Crispilho, lotado no 16º Batalhão da PM, também sofreu ferimentos, o que não o impediu de ser agredido pelos transeuntes. Graziela e o policial estão internados no Hospital das Clínicas. Não há informações sobre o estado de saúde dos dois.

O caso está sendo registrado no 93º Distrito Policial do Jaguaré.

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Pessoalmente não comungo da posição que defende a classificação de homicídio doloso  eventual  –   quando o autor, embora não queira diretamente o resultado,  assume  o risco de produzi-lo  –  em acidentes de trânsito.  Assim, não posso defender a lavratura de prisão em flagrante –  por homicídio doloso – no caso do Sargento da Pm.

Lamentável sob todos os aspectos.

Contudo, fosse um policial civil ao volante de um Honda Civic –  aparentemente novo – restaria outras indagações: “é roubado ou o polícia é ladrão”? 

No mesmo sentido –  dias atrás –  dois jovens tenentes se envolveram em tiroteio durante tentativa de roubo da motocicleta Honda 750 cc, também nova,  de um deles.

Ou eles adoram casamento com carnê de  60  parcelas, ou ganham muito bem.

Reforçarei; se fosse “nóis nessas fitas”?

Tudo ladrão! 

Pois aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro…em cima do muro 17

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DO COMÍCIO DA CENTRAL
“Foi publicado um edital de convocação, datado de 19 de fevereiro de 1964, dirigido “aos trabalhadores e ao povo em geral”, que manifestariam “sua inabalável disposição a favor das reformas de base”. Além dos organizadores Osvaldo Pacheco da Silva e Hércules Correia dos Reis, assinaram o edital representantes de mais de 19 entidades, entre os quais Dante Pelacani, do CGT, Clodesmidt Riani, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Lindolfo Silva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o editor Ênio Silveira, do Comando dos Trabalhadores Intelectuais (CTI), Marcelo Cerqueira, da União Nacional dos Estudantes (UNE), e o deputado Sérgio Magalhães, pela Frente Parlamentar Nacionalista (FPN).

O edital deixava claro o objetivo de demonstrar em praça pública a decisão do governo federal de implementar as reformas agrária, bancária, administrativa, universitária e eleitoral, que deveriam ser concretizadas ainda naquele ano de 1964. Outro objetivo era a defesa das liberdades democráticas e sindicais, exigindo-se a extensão do direito de voto aos analfabetos, soldados, marinheiros e cabos, assim como a elegibilidade para todos os eleitores e a necessidade de imediata anistia a todos os civis e militares indiciados e processados por crimes políticos e pelo exercício de atividades sindicais.” (excertos da  FGV  http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/verbetes_htm/5779_1.asp  )

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Curiosidades: o PSDB abriga homens de ações políticas completamente díspares. Serra, então com 21 anos, defensor das reformas de base anunciadas por João Goulart.  

Aloysio Nunes Ferreira Filho, idem,  então com 19 anos, ligado ao PCB, foi presidente do diretório da Largo do São Francisco.

E Geraldo Alckimin( com 12 anos em 1964) , aparentemente, um  “Ademarista”  convicto. O estilo Ademar de Barros: tocador de obras, o tipo de arregaçar a camisa e amassar barro só para o eleitorado ver. É certo que o também médico Alckimin  não incorporou o lema “ROUBA MAS FAZ”. Também é certo que não tenha cofres, abarrotados de dinheiro,  espalhados por aí. Mas na prática em relação aos policiais estaduais adotou o mesmo trato do inventor da “caixinha” ( dois ): POLÍCIA  TEM DISTINTIVO E REVÓLVER NÃO PRECISA DE DINHEIRO.

MAIS UM PLANO ALCKIMISTA: CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA DEMITIDOS DA EMBRAER…PIADA DE PÉSSIMO GOSTO! 4

Serra lança pacote de recolocação de demitidos da Embraer; sindicalista diz que é “paliativo”

colaboração para a Folha Online

Adversários no campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), colocaram a demissão de mais de 4.000 empregados da Embraer como tema de discussão de suas agendas.

Serra anunciou hoje um pacote de medidas para facilitar a recolocação dos demitidos no mercado. Entre as medidas anunciadas estão a criação de cursos de qualificação profissional para os demitidos e inserção de seus dados no cadastro de vagas de trabalho do Estado.

As medidas foram negociadas numa reunião convocada às pressas por Serra e que reuniu uma tropa tucana no Palácio dos Bandeirantes –sede do governo paulista. Participaram do encontro os secretários Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), e os deputados Emanuel Fernandes (PSDB) e Hélio Nishimoto (PSDB).

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OU SERÃO CURSOS DE DESQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA REAPROVEITAMENTO EM FÁBRICAS DE CARROÇAS? 

O NOSSO GOVERNADOR JOSÉ SERRA DEVERIA LUTAR CONTRA A ABSURDA DEMISSÃO EM MASSA NA EMBRAER E COSIPA

27/02/2009- 11h29

Justiça concede liminar que suspende 4.200 demissões na Embraer

SILVIO NAVARRO
da Folha de S.Paulo

Atualizado às 11h45.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu liminar nesta sexta-feira suspendendo, até a próxima quinta, as mais de 4.200 demissões feita pela Embraer na semana passada. A liminar é resultado de ação das centrais Força Sindical e Conlutas, que ontem protocolaram no TRT de Campinas (93 km de SP) uma ação de dissídio coletivo para pedir a anulação das demissões.

O TRT informou ter avisado os sindicatos e a Embraer. Procurada pela Folha Online, a fabricante de aviões não confirmou o recebimento do texto que comunica a decisão.

Ontem, o tribunal já havia agendado para a próxima quinta uma audiência de conciliação entre a Embraer e as entidades sindicais para analisar as dispensas, motivadas pela crise internacional e pela queda da demanda por aeronaves.

O presidente do TRT da 15ª Região, em Campinas, desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, disse ontem em entrevista à Agência Folha que uma negociação prévia poderia resultar em alternativas à rescisão: “Você pode reduzir a jornada, reduzir salário; são mecanismos que podem mitigar esta situação mais grave”, afirmou.

Na ação protocolada, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa. A decisão de hoje foi classificada pelo presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, como “um gol de placa”.

As centrais alegaram ainda que a empresa tem alta lucratividade, o que poderia, na opinião deles, evitar as demissões no momento de crise.

A Força e a Conlutas agendaram um protesto para hoje, a partir das 14h, em São José dos Campos, onde fica a sede da Embraer.

Antes disso, na segunda-feira (2), deve ocorrer uma audiência de mediação entre a Embraer e representantes dos funcionários, agendada pelo Ministério Público do Trabalho. A audiência atende a representação registrada pelo sindicato para pedir que as demissões da Embraer sejam anuladas.

Demissões

A Embraer alegou que os efeitos da crise financeira internacional são os responsáveis pela queda das encomendas, o que gerou a necessidade de demissões.

O corte representa cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados, e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a ‘eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial.

A Embraer também revisou suas estimativas para 2009. A empresa calcula entregar 242 aeronaves no período (ante 270 na previsão anterior), com uma receita prevista de US$ 5,5 bilhões (ante US$ 6,3 bilhões). Por conta da redução da estimativa de receita, a empresa refez sua previsão de investimentos para US$ 350 milhões neste ano (ante US$ 450 milhões).

Com informações da Folha Online

Ora, será que a perda de pouco mais  de 10% da receita bruta de uma empresa como a Embraer só poderá ser equilibrada com o sacrifício de 20% dos trabalhadores? 200px-serra02032007-2E a Cosipa continuará demitindo funcionários às vesperas de completarem 20 anos de empresa?

27/02/2009

400 são demitidos na Cosipa desde janeiro

Bruno Saia
do Agora

O Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista anunciou ontem que a Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), que fica em Cubatão (56 km), demitiu cerca de 400 trabalhadores desde o início do ano.

Segundo a empresa, foram 301 funcionários demitidos do início de janeiro até o dia 18 de fevereiro.

Cerca de 8.000 trabalhadores da empresa participaram ontem de um protesto contra os cortes. O sindicato pretende denunciar as demissões no Ministério Público do Trabalho e acionar a Justiça do Trabalho para conseguir uma liminar (decisão provisória) que suspenda as demissões e reintegre os trabalhadores.

Em nota, a empresa afirma que as demissões são justificadas pela atual queda da procura por produtos siderúrgicos no mercado. “A Usiminas tem ampliado as ações que possibilitem reduzir custos operacionais. Reduções no quadro de empregados têm ocorrido, mas de forma pontual e criteriosa”, afirma a nota da empresa.

SECCIONAL DE SUMARÉ…A POLÍTICA CONTRA-ATACANDO O PLANO DE EXTINÇÃO DE UNIDADES 11

EM SUMARÉ
Autoridades querem criação de seccional
Cristiani Custódio – Nova Odessa
 
A instalação de uma delegacia seccional em Sumaré foi discutida ontem durante debate de segurança pública na Câmara novaodessense. A precariedade de recursos humanos na Polícia Civil foi determinante para que autoridades cobrassem a instalação de mais uma unidade na Região.
 
Atualmente, a Seccional de Americana atende cerca de 1 milhão de habitantes de nove municípios (Americana, Artur Nogueira, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré). Se criada, a nova seccional atenderia 532,1 mil pessoas de quatro cidades – Sumaré, Monte Mor, Nova Odessa e Hortolândia.
 
Delegado em Nova Odessa, Antônio Donizete Braga admitiu a defasagem no quadro de policiais. Apesar da atual resolução preconizar 26 funcionários, a delegacia conta atualmente com 15 pessoas. Segundo ele, apesar dos cursos de qualificação e aperfeiçoamento oferecidos aos policiais civis, a defasagem ainda é grande e atinge também outras cidades da Região. “Por outro lado, Casa Branca que tem 30 mil habitantes, é sede de Seccional e conta com batalhão, DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), cadeia, Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) e DIG (Delegacia de Investigações Gerais)”, disse.
 
Para o delegado, não adianta reforçar Guarda Municipal e Polícia Militar e não atualizar a Polícia Civil. “É preciso urgente fazer algo que não foi feito quando se criou o batalhão de Sumaré, que é a criação da Seccional dessa cidade. Essa é a única forma que temos de fortalecer a polícia na região”, disse.
 
A deputada Ana Perugini (PT) concorda com a necessidade de criação da seccional e se comprometeu, junto do deputado Chico Sardelli (PV), discutir o assunto. “Faremos uma análise porque realmente há uma discrepância grande entre uma seccional e outra”, disse. Sardelli se comprometeu a analisar o assunto. “Temos que unir forças e exigir do governo estadual medidas para melhorar a segurança pública na RMC (Região Metropolitana de Campinas)”, disse.
 
O assessor parlamentar do deputado Vanderlei Macris (PSDB), Benjamin Vieira de Souza, o Bill, disse que o assunto já é discutido pelo deputado. Segundo ele, Macris tratou do caso com o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Paulo Afonso Bicudo, e com o vice-governador Alberto Goldman.
Todo O Dia (26.02.09)
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Sumaré possui Delegacias além da conta; todas funcionando  precariamente em virtude de total falta de aparelhamento e manutenção por parte do governo estadual. 
Será, caso alguém aprove tal ideia,  mais uma Seccional “de porcaria”, aliás, a serventia: tornar um Titular de município – um entre os vários que serão promovidos da 2a. para a 1a. classe-  Seccional “de porcaria”. 
Pois uma Seccional como essa de Casa Branca  –  salvo lá residirem 30.000 bandidos perigosos – é acinte.
Coisa para apadrinhar algum figurão local.
Enfim,  tem muito aspirante a cacique pra pouco índio.
Ora, razoável seria propor-se o retorno daquelas cidades para a circunscrição de Campinas.
Sumaré seria mais uma Seccional de papel ; sem policiais e, especialmente,  sem os serviços auxiliares de medicina forense e criminalística.
Chega da velha mentira: “primeiro a gente cria as Unidades, depois o governo é obrigado a abrir concursos”.  

E o pessoal da polícia civil então? Estes, coitados, tem um blog chamado “Flit Paralisante”- https://flitparalisante.wordpress.com/, que já foi tirado do ar uma três ou quatro vezes pelo Serra. 8

http://blog.danielflorencio.com/2009/01/25/serra-o-senhor-da-guerra/

Reproduzo aqui comentário recebido em meu post sobre José Serra:

# Adriano Says:
January 25th, 2009 at 2:02 pm e

Os “paulistadas” até que estão tentando mostrar não apenas para São Paulo, mas para o Brasil quem é o Serra e seus métodos. Infelizmente não temos tido o devido destaque, nem mesmo na blogosfera. Vejamos o caso do Paulo Henrique Amorim, que até ameaças de morte já recebeu pelas denúncias que tem feito sobre o papel da mídia (ou merdia?) em São Paulo e o governo do Serra. Ele já foi demitido do IG e o Serra já pediu a demissão dele da Record (até agora os bispos não cederam, mas vão ceder em breve, você vai ver!) Outro que está comendo o pão que o capeta amassou é o Nassif, que também foi torrado na TV Cultura, ai por força e obra da Veja e do Serra é claro. Se você tem dúvida disso faça uma leitura mais atenta dos postes do PHA e do Nassif sobre o governo Serra que voce vai saber mais do que estou falando. E o pessoal da polícia civil então? Estes, coitados, tem um blog chamado “Flit Paralisante”- https://flitparalisante.wordpress.com/, que já foi tirado do ar uma tr~es ou quatro vezes pelo Serra. Por tanto, meu amigo, a paulistada está na luta, não vamos deixar a peteca cair por aqui também.

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Pô Adriano,  legal a lembrança e o comentário,  COITADOS não!

Abraços da  Paulistada “que está na luta”.

 

DA QUEDA DO ATUAL DELEGADO GERAL…OS ALCKIMISTAS E VIRA-LATAS ESTÃO CHEGANDO…ESTÃO CHEGANDO OS ALCKIMISTAS 23

ANJO Nº 13:                         

A propósito da indagação feita na postagem “CULTO À PERSONALIDADE”, vamos observar os recentes atos do meu governador José Serra.

Depois de abandonar a candidatura de Geraldo Alckmin  –   (Alquimím, segundo Sílvio Santos); assim deixando na mão todos os investidores e  os colaboradores do ex-governador, os quais ansiavam saírem do desemprego ou cargos menores nas Secretarias de Saúde e Administração Penitenciária; bem como a NASA ou chefias menores nos quadros da Polícia Civil –  lhe arranjou a SEGUNDA MAIOR SECRETARIA DE ESTADO em termos de orçamento.

 A Secretaria de Desenvolvimento, em termos de recursos, perde apenas para a Casa Civil.

Obviamente o meu governador determinou o quadro  eleitoral de 2010, ou seja, a própria candidatura à Presidência do Brasil; impondo, desde já, Geraldo Alckmin  como futuro governador de São Paulo.

Kassab jamais buscará planos mais altos contrariando a aliança  do DEM com o PSDB.  

Por conseqüência: grandes alckmistas –  especialmente  aqueles que transformam licitação em puro ouro – serão estrategicamente colocados nos mais altos postos da SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA.  

Todos  apaniguados do Promotor de Justiça dono de um bar  , simbolicamente, denominado VIRA LATA.

Ou será Vira-Lata?

As novas regras ortográficas me deixaram mais estúpido…

Mas continuando, assim  , caso Ivaney  tome a cadeira do atual DGP, não se assustem…

Tudo aqui é possível…

O inadmissível, inclusive.

SINPOLSAN REVELA: temos na cúpula, escolhida pelo governador, autoridades que adotam a prática ditatorial que manchou por vinte anos a história do nosso país…dos negros tempos que vivemos à época do DOPS e do DOI-CODI… 5

A distância entre a teoria e a prática                        

É decepcionante ver que em pleno “Estado Democrático de Direito”, sob a égide de uma “constituição cidadã” (como foi chamada nossa Lei Maior) e, tendo no governo do estado um partido que se auto-intitula “SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA”, temos na cúpula, escolhida pelo governador, autoridades que adotam a prática ditatorial que manchou por vinte anos a história do nosso país.                       

Tivemos acesso ao material do “Setor de Inteligência” do DEINTER-6. Como nos velhos tempos da ditadura, alguns funcionários desse setor ficaram às espreitas, infiltrados, tirando fotografias, mapeando e seguindo alguns colegas que participaram do nosso movimento grevista! O movimento era legítimo e garantido por liminar. Ainda assim, fomos fotografados, identificados, como se fossemos marginais, como se estivéssemos fazendo algo ilegal.                       

Não fosse o suficiente, alguns desses colegas estão sofrendo perseguições e retaliações, com ameaças de “bonde”, remoções e designações ao arrepio dos princípios administrativos. Alguns estão sendo inclusive chamados à CORREGEDORIA, como se tivessem cometido algum crime funcional ou ilícito administrativo. Lembra-nos até a abominável prática dos negros tempos que vivemos à época do DOPS e do DOI-CODI…  

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DESDE 1983 GOVERNOS DEMOCRÁTICOS PAULISTAS , digo de todos aqueles  vertentes do MDB, especialmente PMDB e PSDB, este  formado pela ala social-democrata e os intelectuais do partido ligados ao ex-governador paulista  Franco Montoro, ATESTAM O QUANTO A DITADURA MILITAR  FOI BOA PARA O POVO.

E TUDO QUE FOI  BOM PARA O POVO,  FOI IMITADO E APERFEIÇOADO PELOS PARTIDOS  DOS  DEMOCRATAS.

SITE OFICIAL DA POLÍCIA CIVIL …INFORMAÇÃO OU CULTO À PERSONALIDADE? 8

Disciplina, criatividade e autenticidade. Três grandes marcas do delegado seccional de polícia de Diadema, Ivaney Cayres de Souza. Profissional de segurança pública há 28 anos, ele contabiliza realizações tidas como visionárias em sua carreira, iniciada na cidade de São Caetano do Sul, na grande São Paulo, macrorregião para onde retornou em maio de 2008. 

Na capital paulista, o delegado trabalhou nos distritos 2º, 3º e 4º, no qual foi recordista como plantonista: 5 anos e 3 meses. Isso numa época em que o DP abrangia a área que hoje é circunscrição do 78º distrito. “Numa única noite chegava a lavrar 7 flagrantes. Por mês, tocávamos uns 300 inquéritos (policiais). E o DP tinha 190 presos”, lembra Ivaney, para quem essa experiência foi uma escola.

Locais de trabalho foram vários: o antigo Cerco, Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado, unidade sul; a Corregedoria da Polícia Civil; o antigo Degran (diretoria); a seccional de Santo André quando de sua inauguração; e o Demacro, cuja diretoria ajudou a compor em seguida a sua criação. Inclusive o ainda atual símbolo do departamento foi por ele idealizado.

Tendo passado pelo Decap, como assistente da diretoria, tornou-se, em 1994, o titular do 78º DP, onde permaneceu por 3 anos e meio. “Foi um distrito que me deixou muitas saudades. Lá tivemos muitas ideias, como o primeiro projeto de polícia comunitária, o primeiro interrogatório virtual, o software de retrato falado informatizado, o primeiro da Polícia Civil, com o que passamos a atender a polícia inteira”, relembra o seccional.

Outro software adquirido pelo delegado era destinado às investigações sobre pessoas desaparecidas, pois trabalhava a sobreposição de imagens, como exemplo, a de um crânio encontrado com a fotografia do desaparecido para a determinação da identidade, e ainda possibilitava o envelhecimento e rejuvenescimento de faces.

“No 78º tínhamos viaturas descaracterizadas, o que era difícil na época, e um trabalho parecido com o Infocrim, que era compilação de dados e textos. Então, tudo o que acontecia na minha área eu tinha pesquisa imediata por texto, por imagem, descrição ou modus operandi, o que conseguimos com a ajuda de parceiros”, contou Ivaney, que dirigia o que na época se chamava delegacia padrão, hoje conhecida como participativa. “O 78º DP era o piloto”, completou.

Duas marcas o seccional considera indeléveis em sua vida: além da passagem pelo 78º distrito, o trabalho que realizou no Departamento de Investigações sobre Narcóticos. Para ele, o apoio da hierarquia foi uma das coisas mais importantes e que fizeram a diferença em suas gestões no Denarc, onde o seu trabalho como assistente entre 1997 e 98, o levou à diretoria em 2003.

Lá, o delegado deixou sua marca na Divisão de Inteligência e Apoio Policial e na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes). Fez o primeiro leilão de preservação de bem (de veículos), juntamente com o Departamento de Recuperação de Ativos e o Ministério Público de São Paulo, e criou o Núcleo de Apoio e Proteção às Escolas (NAPE). “Comecei a falar do preconceito. Inserir o Denarc nas comunidades, com palestras de investigadores abnegados. Tentar trazer as pessoas do vício para a saúde”, disse.

Ivaney também foi co-criador do SOE, Setor de Operações Especiais, do Denarc, unidade que então foi entregue ao atual delegado geral, Mauricio José Lemos Freire, que montou o sistema de treinamento de 6 meses para os 28 policiais saídos da Academia de Polícia para o setor.

Já na 5ª seccional, Ivaney Cayres inovou com a primeira pesquisa de qualidade em delegacias. Os funcionários dos DP’s ligavam para as pessoas (vítimas) para saber como foram atendidas no distrito, e se houve solução para o problema registrado. “Quando assumi, havia 47,3 % de erros em B.O’s. Implantamos esquema de reciclagem, um cursinho, com os delegados e escrivães, no dia de folga. Saí de lá com 2,3 % de erro. Foi válido”, contou.

O desafio seguinte: a diretoria do Detran, Departamento Estadual de Trânsito. “É um departamento com cara de secretaria de Estado, mas avançamos na parte tecnológica, investimos na Divisão de Crimes de Trânsito, montamos esquadrão de motos. Tínhamos o objetivo de diminuir os crimes de trânsito”, disse.

A filosofia profissional do delegado baseia-se no conhecimento da profilaxia dos problemas detectados em sua área de trabalho. E polícia comunitária, para ele, é a perspectiva mais benéfica e completa do trabalho da polícia judiciária, que atende a uma demanda diversificada, nem sempre de natureza exclusivamente criminal. “Pró-atividade é o sujeito saber o que está acontecendo, saber o que pode fazer e o que não puder, pedir ajuda para o delegado seccional”, frisou.

À frente da delegacia seccional de Diadema, Ivaney espera contar com a colaboração constante dos delegados da área, para conjuntamente, administrar os índices de criminalidade da região, com diligência e seriedade, procurando, pelo exemplo, ele próprio, demonstrar que lealdade ao comando, responsabilidade pela honra das pessoas e a atitude de prestigiar os policiais em razão do bom trabalho que fizerem são mais que características pessoais, mas ferramentas de trabalho fundamentais para a Polícia Civil. “Você tem que estabelecer limites, exigir condutas e dar o exemplo. Fazendo isso, o respeito vem sozinho”, declarou.
Por Kerma Sousa Matos
DGP – Assessoria de Imprensa

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O Culto da Personalidade ou Culto à personalidade é uma estratégia de propaganda política comum em regimes autoritários, baseada na exaltação das virtudes – reais e/ou supostas – do governante, bem como da divulgação positivista e inventiva de sua figura. O culto inclui cartazes gigantescos com a imagem do líder, constante bajulação do mesmo por parte de meios de comunicação e perseguição aos dissidentes do mesmo – tudo isso é culto à personalidade. Hitler, Stalin, e Saddam Hussein são apenas alguns exemplos dessa tendência política. (  Wikipédia ).

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CURIOSIDADE:

DETRAN: “É um departamento com cara de secretaria de Estado, mas avançamos na parte tecnológica, investimos na Divisão de Crimes de Trânsito, montamos esquadrão de motos. Tínhamos o objetivo de diminuir os crimes de trânsito” (Ivaney Cayres de Souza ).

Ora, de tal comparação –  por abalizada autoridade na área – fácil  compreendermos a excelência da máquina administrativa estadual.  

Nada mais. 

RELATÓRIO SOBRE A VIOLÊNCIA E CORRUPÇÃO POLICIAL 4

26/02/2009 – 08h36

Relatório dos EUA diz que polícias são responsáveis por abusos no Brasil

da BBC Brasil

 O relatório anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre os direitos humanos, divulgado nesta quarta-feira (25), diz que, embora o governo brasileiro “em geral” respeite os direitos de seus cidadãos, as polícias estaduais continuam a cometer abusos no Brasil. “Continua a haver numerosos e sérios abusos, e os históricos de vários governos estaduais são fracos”, diz o relatório, relativo ao ano de 2008, no seu trecho reservado ao país. “Ainda que as autoridades civis mantenham um controle efetivo das forças de segurança federais, as forças em nível estadual cometeram inúmeros abusos dos direitos humanos.” “O governo federal e seus agentes não cometeram assassinatos politicamente motivados, mas homicídios sem justificativa pelas polícias militar e civil nos Estados foram comuns.” Corrupção O documento ressalta que existe no Brasil respeito a vários direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos –como o de liberdade de religião e de reunião. Mas diz que ainda há violações em muitos outros setores. A parte reservada aos abusos por parte das autoridades policiais e carcerárias é uma das mais extensas, e dá exemplos de abusos diversos. As alegações do Departamento de Estado são semelhantes às incluídas no relatório relativo ao ano de 2007, que destacava que, em 2007, a polícia brasileira esteve envolvida em assassinatos praticados por esquadrões da morte. Em outros trechos, o Departamento de Estado lista exemplos de crimes cometidos contra mulheres e crianças e destaca que “discriminação de raça, gênero, status social, contra deficientes, contra mulheres, afro-brasileiros, homossexuais e indígenas continua existindo”. Outro problema apontado pelo relatório é a corrupção. De acordo com o Departamento de Estado, apesar da lei brasileira prever penalidades para autoridades corruptas, “o governo não implementa a lei de forma efetiva, e autoridades frequentemente praticam a corrupção com impunidade”.

O CICLO COMPLETO DE POLÍCIA, ALIÁS, DA POLÍCIA MILITAR 66

“Ciclo Completo de Polícia”: dizem que é a execução das funções judiciário-investigativa e ostensivo-preventiva pela mesma instituição policial.

No fundo, no fundo, é a Polícia Militar querendo ampliar as manias de prender, levar para o batalhão, dar umas botinadas no pobre, chamar a imprensa e, só depois, “apresentar o FLAGRANTE  para o BEL. DE PLANTÃO fazer.”

Relevante informar: para a PM,  e similares,  todos confessam.

Para o BEL , na presença dos PMs,  GMs ou ASPs, todos baixam a cabeça e dão aquele sorriso típico.

Os suspeitos quando interrogados formal e reservadamente, de regra, esclarecem os motivos da “confissão”.

Aliás,   coisa que BEL DE PLANTÃO não pode fazer sob pena de escreverem “o Delegado se trancou com o preso, depois estranhamente determinou apenas a lavratura de BO”.  

Outra curiosidade do ciclo completo: O PRESO SEMPRE CONVIDA OS POLICIAIS PARA REVISTAREM O SEU DOMICÍLIO.

Depois da inicial amabilidade  , em autorizar o ingresso ao domicílio,  se tornam violentos. 

Daí a necessidade das algemas e emprego moderado de força física.

Eis todo o ciclo completo de investigação dos órgãos ostensivos, ou seja, prendo, arrebento e escrevo só aquilo que me aproveita.

O CASO DOS IRMÃOS NAVES: AS TÉCNICAS E RESULTADOS DO CICLO COMPLETO DA POLÍCIA MILITAR 20

O Caso dos Irmãos Naves 

narrado por Rogério Schietti Machado Cruz
Promotor de Justiça do MPDFT

Considerado o maior erro judiciário do Brasil. Aconteceu na cidade mineira de Araguari, em 1937. Os irmãos Naves (Sebastião, de 32 anos de idade, e Joaquim, contando 25), eram simplórios trabalhadores que compravam e vendiam cereais e outros bens de consumo.  

“Estamos a 12 de janeiro. Dia terrível para os irmãos Naves. O depoimento de Malta tinha sido tomado a 7. Nos cinco dias subseqüentes, o tenente era ferro em brasa. Diligências aqui, lá, acolá. Dia a dia, levava os presos pro mato. Longe. Onde ninguém visse. Nos ermos cerradões das chapadas de criar emas. Batia. Despia. Amarrava às árvores. Cabeça pra baixo, pés para cima. Braços abertos. Pernas abertas. Untados de mel. De melaço. Insetos. Formigas. Maribondos. Mosquitos. Abelhas. O sol tinia de quente. Árvore rala, sem sombra. Esperava. De noite cadeia. Amarrados. Amordaçados. Água? Só nos corpos nus. Frio. Dolorido. Pra danar. Pra doer. Pra dar mais sede. Pra desesperar. Noutro dia: vai, vem, retornam. O mesmo. Noutra noite: assim. Eles, nada. Duros. Nunca viu gente assim. Nunca teve de ser tão cruel. Tão mau. Tão violento. Nunca teve tanto trabalho para inventar suplícios. E, nada. Dia. Noite. Noites. Dias. Assim, assim. Um dia: 12, vão lá, à beira do rio Araguari, descem a serra. Eles vão juntos. Depois, separados. Escondidos, um do outro. Amarrados nas árvores. Como feras. Como touros no sangradoiro. Pensam que é o fim. Não agüentam mais. Inchados. Doloridos. Dormentes. Esperam. Morre? Não morre? O tenente estava satisfeito. Tinha um plano. Perdera a noite. Mas valia, valeu. Conta pros dois, antes de separá-los, de amarrá-los longe, invisível um ao outro. Vocês vão morrer agora. Vamos matá-los. Não tem mesmo remédio. Não contam. Não confessam. Morrem. Morrerão. Separa-os. É a vez do Bastião. Tiros perto dos ouvidos, por trás. Gritos. Encenação. Ele resiste. Largam-no. Voltam para o Joaquim: Matamos seu irmão. Agora é a sua vez. Vai morrer. Joaquim era mais fraco. Aniquilado. Descora mais ainda. Não tem mais sangue. Verde. Espera. Tem piedade! Não me mate, seu tenente. Não tem jeito. Você não conta: morre. Bastião já se foi. Você vai também. Irá com ele. Só se contar. Confessa, bandido! Confessa, bandido! Confessa! Não quer mesmo? Então, vamos acabar com essa droga. Podem atirar. Atenção: Preparar! Fogo! Tiros. Joaquim sente o sangue correr perna abaixo. Não sabe onde o ferimento. Pensa que vai morrer. O delegado: Andem com isso, acabem com ele. Por piedade, seu tenente! Não me mate! Eu faço o que o senhor quiser! Pode escrever. Assino tudo, não me mate! Não agüento mais. Joaquim perde os sentidos. É levado secretamente aonde possa ser curado do ferimento. Mantém-se ausente. Feito o curativo. Não pode contar a ninguém. Caiu; machucou-se. Só. Tem de repetir tudo na Delegacia. Direitinho. Cara boa. Se não fizer, não terá mesmo outro jeito. Você é que sabe, Joaquim. Só se quiser morrer. Joaquim não mais vê Sebastião. Acha que está morto. Apavorado, procura controle. Quando está em ordem, levam-no à delegacia. Vai depor. Segunda. Terceira vez. Desta vez é confissão. Perfeita. Minuciosa. Bem ensaiada. Decorada como discurso de menino em grupo escolar…” (p. 58).

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OBSERVAÇÕES PESSOAIS:

No livro “O CASO DOS IRMÃOS NAVES, UM ERRO JUDICIÁRIO” ( Ed. Del Rey, 3ª ed., Belo Horizonte, 1993), o advogado dos irmãos Naves, João Alamy Filho, dá a sua interpretação das condições que tornaram possível esse tremendo erro: estávamos sob nova ditadura. Não havia garantias legais. Subvertia-se a ordem democrática, extinto o Legislativo, o Poder Executivo sobrepunha-se à lei e ao Judiciário. Saía-se de uma breve revolução. Forçava-se punição criminal comum como substrato da punição criminal política. A pessoa humana, o cidadão, era relegados a um plano inferior, secundário. Interessava-se apenas pelo Estado. A subversão da ordem influenciava a subversão do Direito, e a falta de soberania do Tribunal Popular. Naqueles tempos o Tribunal de Justiça podia reformar o veredito do Júri, o que não acontece mais hoje. ”

OS TEMPOS SÃO OUTROS.

MUITAS COISAS MUDARAM É VERDADE. SÓ NÃO MUDOU A NATURAL INCLINAÇÃO ESTATAL PARA INJUSTIÇAR  PRETOS  e  POBRES.

MELHOR AINDA SE FOR  “PRETO-POBRE”.

 

Joaquim Naves era sócio de Benedito Caetano. Este comprara, com auxílio material de seu pai, grande quantidade de arroz, trazendo-o para Araguari, onde, preocupado com a crescente queda dos preços, vende o carregamento por expressiva quantia. 

Na madrugada de 29 de novembro de 1937, Benedito desaparece de Araguari, levando consigo o dinheiro da venda do arroz. Os irmãos Naves, constatando o desaparecimento, e sabedores de que Benedito portava grande importância em dinheiro, comunicam o fato à Polícia, que imediatamente inicia as investigações. 

O caso é adrede atribuído ao Delegado de Polícia Francisco Vieira dos Santos, personagem sinistro e marcado para ser o principal causador do mais vergonhoso e conhecido erro judiciário da história brasileira. Militar determinado e austero (Tenente), o Delegado inicia as investigações e não demora a formular a sua convicção de que os irmãos Naves seriam os responsáveis pela morte de Benedito. 

A partir de então inicia-se uma trágica, prolongada e repugnante trajetória na vida de Sebastião e Joaquim Naves, e de seus familiares. 

Submetidos a torturas as mais cruéis possíveis, alojados de modo abjeto e sórdido na cela da Delegacia, privados de alimentação e visitas, os irmãos Naves resistiram até o esgotamento de suas forças físicas e morais. Primeiro Joaquim, depois Sebastião. 

A perversidade do Tenente Francisco não se limitou aos indiciados. Também as esposas e até mesmo a genitora deles foram covardemente torturadas, inclusive com ameaças de estupro, caso não concordassem em acusar os maridos e filhos. 

A defesa dos irmãos Naves foi exercida com coragem e perseverança pelo advogado João Alamy Filho, que jamais desistiu de provar a inocência de seus clientes, ingressando com habeas corpus, recursos e as mais variadas petições, na busca de demonstrar às autoridades responsáveis pelo processo o terrível equívoco que estava sendo cometido. 

Iniciado o processo, ainda sob as constantes e ignominiosas ameaças do Tenente Francisco, os irmãos Naves são pronunciados para serem levados ao Tribunal do Júri, sob a acusação de serem autores do latrocínio de Benedito Caetano, ao passo que a mãe dos irmãos, D. Ana Rosa Naves, é impronunciada. 

Na sessão de julgamento, a verdade começa a surgir, com a retratação das confissões extorquidas na fase policial, e, principalmente, com o depoimento de outros presos que testemunharam as seguidas e infindáveis sevícias sofridas pelos acusados na Delegacia de Polícia. 

Dos sete jurados, seis votam pela absolvição dos irmãos Naves. 

A promotoria, inconformada, recorre ao Tribunal de Justiça, que anula o julgamento, por considerar nula a quesitação. 

Realizado novo julgamento, confirma-se o placar anterior: 6 X 1. Tudo indica que os irmãos Naves seriam finalmente libertados da triste desdita iniciada meses antes. Ledo engano: o Tribunal de Justiça resolve alterar o veredito (o que era então possível, mercê da ausência de soberania do Júri no regime ditatorial da Constituição de 1937), condenando os irmãos Naves a cumprirem 25 anos e 6 meses de reclusão (depois reduzidos, na primeira revisão criminal, para 16 anos). 

Após cumprirem 8 anos e 3 meses de pena, os irmãos Sebastião e Joaquim, ante comportamento prisional exemplar, obtêm livramento condicional, em agosto de 1946. 

Joaquim Naves falece, como indigente, após longa e penosa doença, em 28 de agosto de 1948, em um asilo de Araguari. Antes dele, em maio do mesmo ano, morria em Belo Horizonte seu maior algoz, o tenente Francisco Vieira dos Santos. 

De 1948 em diante, o sobrevivente Sebastião Naves inicia a busca pela prova de sua inocência. Era preciso encontrar o rastro de Benedito, o que vem a ocorrer, por sorte do destino, em julho de 1952, quando Benedito, após longo exílio em terras longínquas, retorna à casa dos pais em Nova Ponte, sendo reconhecido por um conhecido, primo de Sebastião Naves. 

Avisado, Sebastião apressa-se em dirigir-se a Nova Ponte, acompanhado de policiais, vindo a encontrar o “morto” Benedito, que, assustado, jura não ter tido qualquer notícia do que ocorrera após a madrugada em que desapareceu de Araguari. Coincidentemente, dias após sua efêmera prisão e o citado juramento, toda a família de Benedito morre tragicamente, na queda do avião que os transportava a Araguari, onde prestariam esclarecimentos sobre o desaparecimento daquele. 

O caso passou a ser nacionalmente conhecido. A imprensa o divulgou com o merecido destaque. A mesma população que, influenciada pela autoridade do delegado, inicialmente aceitava como certa a culpa dos irmãos Naves, revoltava-se com o ocorrido, tentando, inclusive, linchar o desaparecido Benedito. 

Em nova revisão criminal, os irmãos Naves foram finalmente inocentados, em 1953. 

Como etapa final e ainda custosa e demorada, iniciou-se processo de indenização civil pelo erro judiciário. 

Em 1956 foi prolatada a sentença, que mereceu recursos pelo Estado, até que, em 1960, vinte e dois anos após o início dos suplícios, o Supremo Tribunal Federal conferiu a Sebastião Naves e aos herdeiros de Joaquim Naves o direito à indenização. 

No livro “O CASO DOS IRMÃOS NAVES, UM ERRO JUDICIÁRIO” ( Ed. Del Rey, 3ª ed., Belo Horizonte, 1993), o advogado dos irmãos Naves, João Alamy Filho, dá a sua interpretação das condições que tornaram possível esse tremendo erro: estávamos sob nova ditadura. Não havia garantias legais. Subvertia-se a ordem democrática, extinto o Legislativo, o Poder Executivo sobrepunha-se à lei e ao Judiciário. Saía-se de uma breve revolução. Forçava-se punição criminal comum como substrato da punição criminal política. A pessoa humana, o cidadão, era relegados a um plano inferior, secundário. Interessava-se apenas pelo Estado. A subversão da ordem influenciava a subversão do Direito, e a falta de soberania do Tribunal Popular. Naqueles tempos o Tribunal de Justiça podia reformar o veredito do Júri, o que não acontece mais hoje. 

Segue, para ilustrar o sofrimento por que passaram os irmãos Naves, um trecho do livro de onde se extraíram as informações do texto supra, quando são descritas as torturas físicas e morais impingidas a Sebastião e Joaquim, pelo Delegado de Araguari, tenente Francisco Vieira dos Santos: