Investigador afirmou que apenas ‘anotava gorjetas’
O investigador Aparecido da Silva Santos, encarregado de expedir CNHs na Ciretran de Ferraz de Vasconcelos, negou que os lançamentos com nomes e valores anotados em suas agendas fossem a contabilidade da propina arrecadada pela máfia. Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, Cido afirmou que registrava as “gorjetas ou gratificações” que recebia dos candidatos e frisou que “jamais solicitou ou exigiu qualquer importância indevida para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa naquela Ciretran”.
Ele disse não se lembrar do teor dos diálogos interceptados, em que apareceu tratando sobre a concessão de CNH para um analfabeto e um deficiente físico, pois falava muito ao telefone. As investigações revelaram que as carteiras de habilitação eram vendidas a preços que variavam de R$ 750 a R$ 1.800.
O escrivão Ulisses da Silva Leite, outro acusado, disse desconhecer como a Ciretran inseriu 1.956 declarações falsas no sistema de emissão de CNHs. O investigador Johnson Benedito de Paula afirmou que soube pela imprensa que seu nome constava da agenda de Cido e negou receber propina.
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