ERROS, MAS QUE ERROS? Resposta

PEDOFILIA

Corregedoria deve encaminhar para o Comando da Polícia Civil prévia dos documentos

quinta, 17 de dezembro de 2009, 20:14
Por: Érica Bernardes

O Regional

O Regional

Movimentação policial no bairro Higienópolis, no início deste ano

Orelatório de apuração da Corregedoria da Polícia Civil de São José do Rio Preto quanto aos procedimentos adotados pelas delegadas Rosana Vanni dos Santos e Maria Cecília de Castro Corrêa quanto às investigações dos envolvidos em um caso de pedofilia, ainda está em fase de conclusão. O órgão deve encaminhar ao Comando Geral da Polícia Civil, ainda esta semana, uma prévia dos documentos que apontam falhas das delegadas.
Caso o Comando acate os argumentos que constam no processo, ambas poderão responder a inquéritos criminais. No início do ano, elas tiveram de prestar depoimentos tanto na corregedoria quanto para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, sobre os procedimentos que elas resolveram adotar. O teor do relatório não foi divulgado pela polícia.
Um dos supostos erros que teriam sido cometidos por Maria Cecília – titular da Delegacia de Defesa da Mulher – foi a omissão de outros eventuais envolvidos nos casos de abusos sexuais contra crianças. No primeiro inquérito, ao qual ela foi a responsável pelas apurações, foi indiciado apenas o borracheiro J. B. N. M., de 42 e seu sobrinho W. M. S., de 19. Nesse caso, ela não teria levado em consideração outros nomes de envolvidos que teriam sido citados pelas crianças.
Outro ponto que pode ser destacado como erro no relatório é a não citação no inquérito de dois suspeitos que também teriam passado por sessões de abusos com essas crianças.
Já a delegada Rosana Vanni, que na época havia assumido as investigações de forma interina, teria avisado o advogado de um dos suspeitos de que a polícia participaria de uma operação de busca e apreensão numa residência localizada no Jardim do Bosque, em Catanduva. Quando os policiais entraram na residência, não foi encontrada uma CPU de computador, mas apenas o monitor com indícios de que havia sido desligado de forma abrupta.

Delegadas

A reportagem de O Regional tentou entrar em contato com as delegadas envolvidas nesse caso. Rosana Vanni, titular do 2º Distrito Policial de Catanduva, preferiu não falar sobre o assunto. Maria Cecília, que responde pela Delegacia da Defesa da Mulher (DDM), não foi encontrada.

Envolvidos

Dos supostos envolvidos no caso, apenas o borracheiro J. B. N. M. e o seu sobrinho, W. M. S., pegaram 11 e sete anos de prisão, respectivamente. A polícia ainda não conseguiu provar o envolvimento dos demais acusados na suposta rede.

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