INTEGRAR AS POLICIAIS…PRIMEIRAMENTE CUIDEMOS DE INTEGRAR A POLÍCIA CIVIL, ATROPELADA INTERNA E EXTERNAMENTE POR CUSPIDORES DE PORTARIAS E LEGULEIOS 1

Especialistas divergem sobre a eficácia dos “remendos”

DA SUCURSAL DO RIO

Gabinetes de gestão integrada (GGIs), informatização das informações e treinamento conjunto são algumas das medidas implementadas para melhorar a integração entre as polícias estaduais no país. Mas gestores e especialistas da área divergem sobre a eficácia dos “remendos” feitos para melhorar a organização do setor.
Os GGIs são espaços para criar ações integradas entre as duas polícias.
A informatização da informação torna sua transferência entre os órgãos independente de relação pessoal. O treinamento conjunto, ainda não implementado, diminuiria a diferença cultural entre as polícias.
Para o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, estas medidas “são experiências, não modelos definitivos”. Para ele, o sistema atual duplica cargos e gastos.
“Há uma disputa por poder natural entre as instituições. Isso gera problemas não só de relacionamento mas também na qualidade do serviço.”
O coronel Luiz de Castro Jr., diretor de polícia comunitária da PM paulista, defende o sistema atual. Para ele, a integração entre as polícias “é plenamente possível”. “O texto constitucional dá missões diferenciadas às polícias. Não havendo conflito de competência, não há porque não ter harmonia.”
Na avaliação do ex-secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, “o sistema atual exige que uma instituição se relacione com outra de forma perfeita, o que é sociologicamente inviável quando há treinamento e cultura distintas”.
Para o presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil, Abizair Paniago, o baixo investimento no setor, o desvio de policiais de suas funções e falta de regulamentação da atividade policial impedem a condenação do modelo atual.
“Não se pode condenar algo sem ter sido implementado.”
Mas para o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, esta é uma “argumentação dissimulatória”. “Não adianta ficar investindo na conjuntura, se a estrutura é adversa.”
O sociólogo Luiz Flávio Sapori diz que o sistema atual não é o ideal, mas “não é suficiente para explicar os elevados níveis de homicídios no Brasil”. “Boa gestão da política de segurança pode reduzi-lo.”
Para o pesquisador da FGV-SP, Theodomiro Dias Neto, “esse esforço de integração no campo do comando muitas vezes não chega aos escalões inferiores”. Ele diz que investir em polícia comunitária é mais eficaz do que apostar na reforma.

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