Retaliação de Serra abre crise na Polícia Civil de SP
Uma ação da Secretaria de Segurança Pública contra o líder da greve dos policiais civis em São Paulo, Sérgio Marcos Roque, abriu uma crise na cúpula da Polícia Civil do Estado. O delegado Domingos de Paula Neto, diretor do Departamento de Inteligência (Dipol), pediu demissão por não concordar com a ordem de transferência dada pelo secretário Ronaldo Bretas Marzagão.
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Para o delegado André Dahmer, diretor Adpesp a transferência do presidente da entidade para do Dipol para o Decap foi mais uma atitude autoritária do governo do estado. “Ele não precisaria ter feito isso, foi uma maneira de calar a nossa boca, uma vez que no Decap tem uma portaria que proíbe declarações” revela.
“É praticamente impossível a categoria se sentir à vontade em um governo que trata seus trabalhadores dessa forma arbitrária. O pedido de demissão do delegado Domingos de Paula, um dos delegados mais eficientes em nosso quadro, é uma perda, principalmente para a população, pois ele é o principal responsável pela diminuição de homicídios do Estado. É um trabalhador digno e classista, por isso não aceitou o que fizeram. Saiu do conselho da Policia Civil para entrar na historia”, opina Dahmer.
Queda de braço
A temperatura na Polícia Civil já estava alta desde que a Secretaria da Segurança tomou conhecimento da atitude de um delegado do 98º Distrito Policial, na zona sul de São Paulo, que se recusou a registrar um roubo e impediu que o escrivão o fizesse. A situação piorou quando Domingos procurou o delegado-geral Maurício Lemos Freire na manhã de ontem e comunicou sua decisão.
Freire tentou demovê-lo, mas não conseguiu. Domingos reafirmou sua lealdade ao delegado-geral e à instituição e disse que não poderia compactuar com a ordem de transferir Roque. Com a saída de Domingos, o governo nomeou para o Dipol o atual diretor da Corregedoria da Polícia Civil, Gaetano Vergine. O delegado Alberto Angerami, que dirigia o Departamento de Administração e Planejamento (DAP), assumiu a corregedoria. Para seu lugar no DAP foi a delegada Ana Paula Ramalho Soares, que se tornou a primeira mulher a fazer parte do Conselho da Polícia Civil.
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A LEALDADE AO ANTECESSOR NÃO ERA ASSIM TÃO GRANDE, NÉ?
POIS RAPIDAMENTE ACEITOU A CADEIRA DE DG, SORRINDO!
E SE EM VEZ DO DIPOL FOSSE O DEIC, ENTREGARIA O CARGO?
ARBITRARIEDADE: ARBITRARIEDADE, NESTE ESTADO, ESTÁ INSTALADA NA DELEGACIA GERAL…
CLASSISMO DA CLASSE ESPECIAL ( para jamais perderem a classe ).
não só aceitou a cadeira de DGP sorrindo como fez questão de mandar o antecessor pra bem longe, sem chance nem de dar pitacos no conselho… pra não correr o risco …
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