PARA OS APÁTICOS DELEGADOS DE POLÍCIA… 36

Não somente por este meio coletivo, mas também no particular, temos conversado bastante a
respeito da ausência dos colegas, com relação á participação nos assuntos que interessam á
classe em geral e não somente a problemas regionalizados.

Acredito que o que conseguimos através da greve, ou seja, a extinção de uma classe e as futuras
promoções automáticas, além daqueles que alcançarão a condição de promoção por merecimento,
foi o bastante e suficiente para muitos, pri ncipalmente aqueles que estão chegando na carreira.
Afinal, o que muitos antigos levaram 15 anos ou mais para alcançarem, conseguiu-se em dois ou menos
anos.

Não só falando dos antigos que estão na ativa, mas quanto aos aposentados NENHUM benefício tiveram
com a greve, a não ser o desgaste causado pela frustração.
Salvo raras exceções, temos menos de 10  colegas aposentados no Grupo e que reclamam pela situação
da miserabilidade suportada.
É inadmissível, por exemplo, ver o nosso colega Antonio Claudio, aos 70 anos, recomeçar sua vida
como corretor de imóveis, depois de ter se dedicado uma vida inteira á Polícia.Se ele e outros foram bons
ou maus para a administração, não vem ao caso, importa que eles foram Funcionários Públicos e mereceriam
uma aposentadoria tranquila e digna.

Outros aposentados tiveram melhor sorte, montaram empresas, indústrias, adquiriram imóveis que lhes rendem
alugueres, fizeram grandes poupanças que lhes oferecem vultosos juros, se transformaram em fazendeiros,
construtores e outros atributos.

Na verdade Marilda, a suposta UNIÃO que se almeja e xistir na Polícia Civil, passa por crivos externos melindrosos,
confusos, difusos e de foro íntimo, sendo tão vulnerável como bexiga cheia de ar nas mãos de crianças.
A qualquer instante um mero alfinete faz com que tudo voe pelos ares e o que aparentava estável
torna-se fungível e pouco vestígio deixa da prova que um dia existiu.

A classe dos Delegados de Polícia é e sempre foi dividida por nichos específicos : o delegado que está no plantão é
muito unido com o titular que lhe oferece certas regalias e benesses, as quais deixo de mencionar aqui.
O delegado que está encostado em uma divisão ou departamento é muito unido ao Diretor, porque entre
eles existe uma cumplicidade de diversos acordos e regras intrínsecas, mesmo que favoráveis
ou contrárias a toda instituição ou ética diversa.
O delegado titular é muito unido ao seccional e todos aqueles que o cercam, estendendo sua união e laços com
outras carreiras como investigador e escrivão chefes.

Então pergunto : EXISTE REALMENTE UNIÃO ENTRE DELEGADOS, VOLTADOS PARA A FINALIDADE DE DEPU RAR
A CARREIRA, RESGATAR A DIGNIDADE, EXIGIR DIREITOS??
Eu respondo : NÃO EXISTE!
O que existe são apenas  INTERESSES momentâneos,pessoais,em torno de uma situação,local e cargo
ocupado em determinado tempo.Passado o momento, os laços se rompem, pois o que os unira era mais
frágil que o vento que passou pela janela.

A identidade de princípios havida durante a greve, foi exceção e não regra, movida pela gota d’ água da
insuportabilidade dos plantões, da exclusão, dos escândalos envolvendo corrupção generalizada nos vários
escalões , escalas aviltantes,abandono, falta de liderança ou referencial positivo, etc.
Contrariamente aos escritores que só perderam sua inspiração depois de passada a ditadura,
aceitamos passivos á opressão que o governo nos impõe através dos baixos salários e continuamos
reféns da apatia, embora não alcançados os objetivos.

Portanto Marilda, temos de concordar que  “tudo que mais nos uniu, separou, tudo que tudo exigiu, renegou”,
e questionarmos se a Polícia Civil, representada pelos Delegados, realmente quer algum tipo de mudança ou se não é melhor deixarmos tudo como está e sempre foi, como o vento que passa pela janela.

Bjs.

(Obs.: correspondência  por mim subtraida do grupo Delpol – PC  e publicada sem autorização )

SE NÃO FOR POSSÍVEL FORTALECER A CLASSE –  CONSEQUENTEMENTE A POLÍCIA CIVIL  –  A QUAISQUER CUSTOS…

MELHOR ACABARMOS COM A CARREIRA DE UMA VEZ POR TODAS.

POIS FRACOS E PARASITAS NÃO MERECEM DIRIGIR COISA ALGUMA…

ALIÁS , FRACOS E PARASITAS DEVEM SER EXTINTOS DO PLANETA.

SEGURANÇA PRIVADA EM SÃO PAULO…NADA MUDOU ( pra melhor )! Resposta

PREMIADO NO 1º BIMESTRE
“Policiais enriquecem com segurança privada” e “Delegado coloca empresa em nome de ‘laranja'”
autor: Mario Cesar Carvalho (SR/Folha)
data de publicação: 08 e 09/02/98 (caderno São Paulo)

 O delegado Ivaney Cayres de Souza, da Polícia Civil paulista, tem uma empresa de segurança em nome de outra pessoa, informa Mário Cesar Carvalho. Estatuto do servidor o proíbe de dirigir empresas privadas.(Folha de São Paulo 9/02/98).
O “laranja”, Valdir Prudêncio, confirmou sua condição: depois negou. Souza não quis comentar. A Secretaria de Segurança ordenou apuração de enriquecimento de policiais com proteção privada, revelada ontem pela “Folha”. (pág. 1 e 3- 7)

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Para cada agente público de segurança, há três privados

Brasil tem aproximadamente 1,7 milhão de vigilantes contra 602 mil policiais civis, militares e federais e bombeiros

Média brasileira é superior à dos Estados Unidos, com 2,5 agentes privados para cada público, e do México, com índice de 2 para 1

LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Existe no Brasil um “exército” privado de vigilantes, responsável pela segurança principalmente das classes alta e média alta, empresas, locais de entretenimento e do próprio poder público, que é quase o triplo do tamanho do efetivo total de policiais civis, militares e federais, além dos batalhões do Corpo de Bombeiros das 27 unidades da federação.
São aproximadamente 1,7 milhão de vigilantes cadastrados -sendo que somente 455 mil têm carteira assinada-, segundo a Polícia Federal. Por outro lado, o país conta com 602 mil agentes da segurança pública -de acordo com números de 2006 (último ano disponível) repassados pelos Estados ao Ministério da Justiça.
O crescimento da segurança particular é significativo, o que faz o Brasil superar a média de agentes privados versus agentes públicos de países como Estados Unidos (2,5 por 1) e México (2 por 1). Dessa conta, contudo, estão excluídos os cerca de 800 mil vigilantes clandestinos estimados pela PF, órgão responsável por autorizar e fiscalizar as empresas do setor e que responde pelo treinamento dos vigias.
Só em 2008, 139.654 novos cadastros de agentes particulares foram lançados no sistema da instituição. De 2002 até janeiro deste ano, o número de profissionais cresceu 87%.
O cruzamento das informações, feito pela Folha, revela também a substancial diferença da expansão entre os serviços público e privado: de 2003 a 2006, o efetivo responsável pela segurança pública aumentou 5%; na iniciativa privada o salto foi de quase 40%.
São Paulo é o Estado que mais utiliza segurança privada -são 464 mil homens cadastrados, contra 121 mil agentes de segurança pública, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. A média, de 3,8 por 1, é maior que a nacional.
A procura cada vez maior por segurança privada, reflexo, segundo especialistas, do aumento da sensação de insegurança da população, leva ao aumento da oferta de trabalho na área. Oportunidade que fez Márcio Henrique, 42, procurar o setor.
“[eu] Era vendedor, estava desempregado e vi que era um bom negócio”, diz o cearense radicado em Brasília há 37 anos, dez deles como vigilante -Márcio trabalha em uma agência do Banco do Brasil.
Para as empresas do setor, que movimentaram R$ 16,7 bilhões no ano passado, o que conta na hora de contratar é a experiência prévia em segurança, o que torna policiais e membros das Forças Armadas potenciais candidatos, segundo o especialista Calil Buainain.
Assim foi com Onésimo Rodrigues, 27. Antes de entrar na Prosegur, uma das maiores do ramo, ele serviu por dois anos no Batalhão da Guarda Presidencial do Exército, em Brasília. “A diferença salarial é grande”, conta ele. “O setor público é o que mais utiliza a segurança privada”, afirma Adelar Anderle, coordenador-geral de controle da segurança privada da PF.
Apesar do grande número de seguranças privados, o percentual de pessoas que usam o serviço é baixo. Em Belo Horizonte, por exemplo, só 10% da população de 2,4 milhões de habitantes usavam vigilância particular em suas ruas, segundo estudo do Crisp de 2005.


Colaborou FELIPE SELIGMAN

O GOVERNADOR JOSÉ SERRA – PARA PRESERVAR A POLÍCIA CIVIL – DEVERIA EXONERAR O SECRETÁRIO E TODOS OS DELEGADOS COM PATRIMÔNIO INCOMPATÍVEL COM A DEDICAÇÃO EXCLUSIVA AO SERVIÇO PÚBLICO…TEM OU TEVE EMPRESA DE SEGURANÇA: “FORA”! 4

 Ex-secretário é acusado de vender cargos
Policial suspeito de extorsão acusa o advogado Malheiros Neto, ex-adjunto da Segurança Pública, de cobrar por cargos na Polícia Civil

Augusto Peña depôs ao Ministério Público; ele diz que interessados pagavam de R$ 100 mil a R$ 300 mil por nomeações em delegacias

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

O policial civil Augusto Peña, preso desde maio de 2008 sob suspeita de extorsão de dinheiro, acusou o ex-secretário-adjunto estadual da Segurança Lauro Malheiros Neto de vender cargos de chefia dentro da Polícia Civil. Malheiros nega as acusações (leia texto abaixo).
Peña prestou depoimento ao Ministério Público no último dia 4. Ele afirmou que havia um esquema de corrupção que funcionava na sede da Secretaria da Segurança, na rua Líbero Badaró (centro de SP).
No depoimento aos promotores, Peña citou o nome de seis delegados que, segundo ele, teriam pago propina a Malheiros Neto para conseguir escolher cargos. Os depoimentos estão sendo mantidos em sigilo. Dois dos envolvidos já deixaram as funções após a saída de Malheiros Neto da secretaria.
Para obter a vaga, os interessados pagariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil, além de pagamentos mensais ao ex-secretário. Uma das hipóteses é que os policiais pagavam para ficar em delegacias onde depois poderiam praticar algum crime, como extorsão, e obter lucros.

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Para preservar toda a Polícia Civil  –   que não pode ficar a mercê de quem comprou a cadeira, tampouco suspeitando dos superiores honestos –   e resguardar a própria imagem.

Pois não demorará para que até ele ( governador )  acabe acusado de ser conivente com a  ” cabala das cadeiras valoro$a$”. 

Com efeito,  em 2006, Vossa Excelência declarou possuir um patrimônio de R$ 872.893,62.  Que hoje deve chegar em torno de  R$ 1.200.000,00. 

Nem sequer possuia casa própria.  E tinha o mesmo carro há sete anos.  

José Serra (PSDB): R$ 872.893,62
Três salas comerciais do Edificio Premium Tower Altamura = R$ 240.000,00
Banco Itaú S/A = R$ 18.281,65
Banco Safra S/A = R$ 5.000,00
Banco Safra S/A = R$ 1.938,99
Banespa Santander S/A, fundos de investimentos = R$ 16.288,08
Banespa Santander S/A, investimento Master = R$ 168.801,44
Caixa Econômica Federal, FIC personal = R$ 289.454,69
Caixa Econômica Federal, poupança = R$ 2.644,71
Imóvel, loteamento na fazenda Campo Verde = R$ 61.069,81
Parte de uma área de 14.365 m2 em São Paulo = R$ 44.414,25
Veículo Vectra 1999 = R$ 25.000,00.

É certo  que o Vossa Excelência é um bom homem. Quase ingênuo,   segundo o advogado Saulo Ramos.

Mas será que não percebe que Delegado de Polícia  , exercendo funções de comando no seu Governo, com patrimônio de um, dois, três, dez milhões de reais, alguns muito mais – NO RASO, NO RASO É LADRÃO…

Serão todos herdeiros de milionários?  

Não dá para perceber que a blindagem de determinados cardeais –  depois de vários escândalos –  leva à conclusão de que verdadeiramente pagam pelo cargo. E se compram o cargo ( a luva ), depois pagam aluguel, é porque auferem grandes lucros.

PONTO 40 ( ou metralhadora antiaérea calibre 50)… para o delegado geral de polícia, o secretário de segurança e enfim o governador Resposta

TRECHO DO LIVRO

PRIMEIRO CAPITULO

Na prática, delegados não entendem nada de investigação. Fazem o trabalho da burocracia de rotina, determinam diligências baseados nas informações que os investigadores conseguem e as formalizam. Sãos os tiras que estão na linha
de frente, buscam testemunhas, sujam as mãos na ilegalidade, recolhem a mesada de bicheiros, donos de máquinas de bingos, puteiros e entregam a recolha do dinheiro ao delegado.
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Da sala do meu delegado de plantão, o dinheiro subia para a sala do delegado titular, e de lá para o delegado seccional da região. Seguia para o delegado geral de polícia, o secretário de segurança e enfim o governador.

SITE: http://www.verbeat.org/blogs/cultcoolfreak/Ponto40_capitulo1.pdf

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Evidentemente, como consta no prefácio, trata-se de ficção…

Inspirada  noutros tempos.

Coisa do passado!

Atualmente, político exigindo propina da  Polícia, é caso isolado.