Associação diz que 80% dos delegados aderiram à greve em SP 1

Associação diz que 80% dos delegados aderiram à greve em SP
Em nota, SSP diz que paralisação é “despropositada”.
Sindicato dos Investigadores não fechou balanço da adesão ao movimento.
Do G1, em São Paulo
Cerca de 80% dos delegados de São Paulo aderiram à greve por reajuste salarial iniciada às 8h desta terça-feira (16), de acordo com a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. A categoria conta com 4.500 profissionais, sendo que 4.300 deles são associados. O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, por sua vez, ainda não fechou um balanço do movimento, mas estima que a adesão é maior no Interior do estado do que na capital. Em nota distribuída à imprensa nesta tarde, a Secretaria de Segurança Pública questionou a legalidade da greve, mas afirmou estar aberta ao diálogo.As delegacias cujos policiais civis aderiram à greve estão atendendo apenas os flagrantes ou os casos mais graves, conforme é determinado pela cartilha dos sindicatos com os procedimentos a serem seguidos durante a paralisação, alguns considerados ilegais pela secretaria. Além disso, uma liminar do Ministério Público do Trabalho, mantida na segunda-feira (15) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estabelece “a manutenção de 80% do efetivo de profissionais da Polícia Civil” em atividade e que nenhum serviço pode deixar de ser prestado, independentemente de qualquer paralisação. A multa diária pelo descumprimento é de R$ 200 mil, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com balanço da associação dos delegados de polícia, até as 13h desta terça-feira cerca de 60 DPs da capital – assim distribuídos: seis na 1ª seccional; quatro na 2ª; sete na 3ª; nove na 4ª; nove na 5ª; 12 na 6ª; quatro na 7ª; e nove na 8ª – foram afetados pela paralisação. Na nota distribuída à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública afirma que as reivindicações de aumentos e outros benefícios somados representariam um acréscimo de R$ 3 bilhões à folha de salários da Polícia Civil, atualmente da ordem de R$ 7 bilhões anuais. “Portanto, inteiramente fora da realidade orçamentária do Estado”, alega na nota. Na nota, o Governo de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Gestão, afirma também que vem tentando o diálogo com os sindicatos e que apresentou propostas que contemplam boa parte das reivindicações apresentadas. No ano passado, foram concedidos reajustes e incorporações de benefícios aos salários dos policiais civis resultando em aumentos de até 23,43% nos vencimentos, que teriam custado R$ 500 milhões aos cofres públicos, segundo a SSP. Conforme a secretaria, a greve é “despropositada” e “atinge um serviço essencial à população e gera intranqüilidade”. “Não se pode colocar em jogo a segurança dos cidadãos, e o governo vai às últimas conseqüências para evitar que isso aconteça. A Secretaria de Segurança Pública está atenta a todos os abusos e vai reportá-los prontamente à Justiça, além de agir para que a população não seja atingida, mobilizando todos os seus recursos nesse sentido”, afirmou na nota. Apesar disso, o governo estadual garante que está “aberto ao diálogo e à negociação que se prestem ao interesses de todos, em especial da população do Estado de São Paulo”

Um Comentário

  1. DESPROPOSITADA É O SALARIO QUE É PAGO PARA OS POLICIAIS DE SAO PAULO,DESPROSITADA É COMO O GOVERNO ARRANCA QUASE QUE CINCOENTA POR CENTO DO SALARIO QUANDO O POLICIAL SE APOSENTA DESPROPOSITADA É RETIRAR DO POLICIAL TODO AMOR QUE TEM PELA PROFISSÃO OBRIGANDO-O A TRABALHAR EM OUTROS EMPREGOS FAZENDO DA POLICIA UM MERO BICO DESPROPOSITADA É COMO COM RARISSIMAS EXCEÇÕES OS PARLAMENTARES PAULISTAS NÃO ESTÃO AJUDANDO OS POLICIAIS NUMA INTERMEDIAÇÃO COM O EXECUTIVO

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