AS INVERDADES DA ADMINISTRAÇÃO QUE SERÃO REPETIDAS AOS ÓRGÃOS DE IMPRENSA Resposta

Há alguns dias, sindicatos que representam os funcionários da Polícia Civil de São Paulo anunciaram uma greve a ser iniciada nesta terça- feira, 16 de setembro, às 8 horas da manhã.
As reivindicações são de aumentos e outros benefícios que, somados, representariam um acréscimo de R$ 3 bilhões à folha de salários da Polícia Civil, hoje da ordem de R$ 7 bilhões anuais.
Estão, portanto, inteiramente fora da realidade orçamentária do Estado.
Para organizar sua greve, os sindicatos publicaram uma cartilha com procedimentos a serem seguidos durante a paralisação.
É importante observar que muitos são ilegais, como aquele que restringe os serviços a serem prestados à população enquanto durar a greve.
Ou ainda contrariam abertamente a liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho, e mantida na segunda-feira, 15, pelo Supremo Tribunal Federal que estabelece “a manutenção de 80% do efetivo de profissionais da Polícia Civil” em atividade e que nenhum serviço pode deixar de ser prestado, independentemente de qualquer paralisação.
A multa diária pelo descumprimento é de R$ 200 mil.
O Governo de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Gestão, vem tentando o diálogo com os sindicatos e apresentou propostas, antes mesmo do início das manifestações dos policiais, que contemplam boa parte das reivindicações apresentadas e apontam no sentido da valorização contínua das carreiras.
São Paulo tem aquela que é considerada a melhor polícia do país e o governo tem sido coerente e consistente em sua política de investimentos nesse setor, seja em equipamentos, treinamento ou pessoal, com excelentes resultados.
Assim é que, no ano passado, foram concedidos reajustes e incorporações de benefícios aos salários dos policiais civis resultando em aumentos de até 23,43% nos vencimentos, que custaram R$ 500 milhões aos cofres públicos.
As propostas apresentadas agora representam aumentos de até 28% para delegados em início de carreira, extinguindo a chamada “quinta classe” e incorporando-a à “quarta classe”.
Repetida nas “classes” superiores, essa medida resultaria na promoção de cerca de 1.000 dos 3.500 delegados.
Benefício semelhante seria estendido aos operacionais da Polícia Civil, com mais promoções.
Se considerada também a extinção do primeiro degrau do benefício relativo à localidade de trabalho (conhecido como ALE I), que seria elevado ao segundo degrau, o aumento chega a 38%.
Outras mudanças contemplam ainda aposentados e pensionistas e a reestruturação de cargos, abrangendo o conjunto dos policiais civis paulistas.
Entretanto, os sindicatos escondem deliberadamente de suas bases os benefícios das propostas apresentadas pelo governo, oferecem números falsos para a imprensa e, amparados nessa manipulação, decretam uma greve despropositada que atinge um serviço essencial à população e gera intranqüilidade.
Não querem dialogar.
Optaram pela intransigência e pelo risco.
Não se pode colocar em jogo a segurança dos cidadãos, e o governo vai às últimas conseqüências para evitar que isso aconteça.
A Secretaria de Segurança Pública está atenta a todos os abusos e vai reportá-los prontamente à Justiça, além de agir para que a população não seja atingida, mobilizando todos os seus recursos nesse sentido.
As propostas apresentadas estão prontas para serem enviadas à Assembléia Legislativa e, aprovadas, serão imediatamente implantadas na Polícia Civil.
O governo não fará isso enquanto perdurar a situação de greve.
Mas continua aberto ao diálogo e à negociação que se prestem ao interesses de todos, em especial da população do Estado de São Paulo.

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