Resposta

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

Resposta

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

Resposta

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

A GREVE É IRREVERSÍVEL Resposta

:: Governo chama entidades e não apresenta proposta
Os advogados da ADPESP entraram com Agravo Regimental, na 8ª Câmara de Direito Público. Foi sorteado como relator o Desembargador Paulo Dino Mascareti, para apreciar ao pedido de cassação da liminar que impede a veiculação do filme da Campanha do Basta, censurado ontem pelo governo do Estado. “Caso não tenhamos resultado até amanhã, 7/8, já estamos preparando peça jurídica para recorrer ao STJ, em Brasília”, destaca Sergio Roque, presidente da ADPESP.
O secretário de gestão pública, Sidney Beraldo, convidou os presidentes das entidades representativas, dos policiais civis, para uma reunião em seu gabinete, onde se esperava a apresentação de alguma proposta atendendo às reivindicações. A reunião foi improdutiva. Por meio do secretário, o governo disse que no momento a única proposta concreta possível é a de aprofundar os estudos da reestruturação das carreiras e, destacou ainda, que qualquer aumento significativo de salário está descartado, uma vez que o contingente é muito grande e isso acarretaria em despesa que o governo não pode suportar. Os representantes então lembraram ao secretário que a categoria está a menos de 200 horas de uma greve e que ele deveria se preocupar mais com isso. A reunião encerrou com as lideranças deixando a secretaria dispostos a investir ainda mais na mobilização da greve, para que o governo perceba que não pode tratar os policiais paulistas dessa forma. A Polícia quer respeito para continuar trabalhando pelo povo de São Paulo. O governo parece que ainda não percebeu isso.

A GREVE NÃO TEM CUNHO ELEITORAL…13 É O NÚMERO DA OUTRA BESTA Resposta

Serra: ameaça de greve da polícia tem cunho eleitoral
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
O governador de São Paulo, José Serra, criticou o movimento grevista na Polícia Civil pela ameaça de paralisação. Segundo ele, a ameaça tem cunho eleitoral. “Algumas forças de dentro (do sindicato) estão de olho nas eleições municipais”, disse Serra. O sindicato da Polícia Civil foi procurado pela reportagem, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Serra disse que a proibição de uma propaganda veiculada na televisão que denunciava que há 14 anos não haveria aumentos no órgão foi uma ação da Procuradoria Geral do Estado, com a participação da Justiça, sem intervenção direta do governo do Estado. “Foi uma regulação normal do que passa na televisão.”
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu a veiculação na televisão de uma propaganda sobre a provável greve da Polícia Civil. A paralisação está prevista para o dia 13.
O governador atacou ainda a iniciativa da bancada do PT, que propôs investigações relativas a contratos de administrações estaduais com a Siemens. “Se fosse séria (a denúncia), eles estariam preocupados com o conjunto do Brasil, até porque não há nenhuma denúncia específica em relação a São Paulo”, disse.
Segundo o líder do PT, deputado Roberto Felício, a empresa é suspeita de atuar em parceria com a suíça Alstom em supostos esquemas de pagamento de propina como meio de garantia de contratos com o governo estadual.
José Serra fez os comentários em lançamento de um convênio entre o governo estadual e as fundações Paula Souza e Roberto Marinho para oferecer novas vagas no telecurso do ensino técnico em escolas da região metropolitana de São Paulo.
Redação Terra

O EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR JOSÉ SERRA NECESSITA DE UM ASSESSOR LEAL, COMPETENTE E MEDIANAMENTE INTELIGENTE…EU! POIS FIZERAM DELE UM DITADOR Resposta

Justiça barra propaganda na TV sobre greve de policiais
Governo paulista obteve liminar alegando que filme causaria pânico na populaçãoComercial faz parte de campanha de sindicatos e associações de policiais civis, que pretendem iniciar paralisação no dia 13 DA REPORTAGEM LOCAL
O governo de São Paulo conseguiu na Justiça suspender a exibição em emissoras de TV de uma propaganda de greve da Polícia Civil. A Procuradoria Geral do Estado, órgão responsável por defender judicialmente os interesses do governo, alegou ao Poder Judiciário que o filme de 30 segundos propagaria pânico na população.O comercial faz parte da “Campanha do Basta”, idealizada por 12 sindicatos e associações de policiais civis que pretendem entrar em greve no dia 13 deste mês. A categoria alega que não consegue negociar com o governo uma pauta de reivindicações que inclui repo sição salarial e medidas de valorização da carreira policial.Os sindicatos avaliam que existam 36 mil policiais civis no Estado, entre delegados, investigadores, escrivães, agentes e carcereiros -pela lei, 30% desse total deve continuar trabalhando em caso de greve.Como a decisão do desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça, foi em caráter liminar, cabe recurso. A Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) informou que entrou ontem com um pedido no TJ para cassar essa medida.O filme em questão mostra atores representando policiais civis batendo em uma porta, que sugere ser a do gabinete do governador José Serra (PSDB).Eles dizem: “Governador, precisamos falar sobre a segurança da população. Governador, queremos falar dos salários, os mais baixos do Brasil”.Os policiais retratados deixam o local e uma mensagem diz: “Os policiais civis vêm insistindo em conversar com o governador e ele não atende. Continuamos trabalhando em respeito ao compromisso da polícia com o povo de São Paulo até agora. A polícia quer respeito para não ter que parar”.A propaganda já foi veiculada na TV Bandeirantes, no dia 1º, e na TV Record, no dia seguinte. Como a decisão do desembargador foi dada no plantão do TJ, neste último fim de semana, o comercial não pôde ser exibido ontem num dos intervalos do Jornal Nacional, da Rede Globo -como previa a campanha publicitária dos sindicatos. As entidades afirmam ter gasto R$ 300 mil para passar o filme nas três emissoras.A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do governador Serra. O procurador-geral do Estado, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, autor do pedido, não foi encontrado pela Folha. No documento, obtido pela reportagem, Nusdeo diz ter procurado a Justiça com o objetivo de “garantir o direito constitucional da população à segurança” e também “garantir a sensaç ão de segurança”. Para ele, a propaganda “extrapola os limites do direito à informação e livre manifestação objetivando causar pânico à população” e “exorbita o direito à liberdade de manifestação”.”Não queremos discutir só remuneração, mas atendimento melhor à população”, disse Sergio Marcos Roque, presidente da Adpesp, que pretende se reunir hoje com um representante do governo. O vídeo proibido pela Justiça, a pedido do governo, pode ser visto no site http://www.comitedocidadao.com.br/. (ANDRÉ CARAMANTE, LUÍS KAWAGUTI e KLEBER TOMAZ)

O GOVERNO E O DESEMBARGADOR TOMAM O POVO POR INCAPAZES… 2

Sim, incapazes de discernir sobre aquilo que busca causar pânico e afrontar a ordem e segurança pública.
Para eles a população é ingênua e manipulável pela televisão…
Talvez tenham razão, basta ver a quem escolhemos como representantes legislativos, governadores e presidentes.
O brasileiro é tomado como idiota; necessitado de quem lhe diga aquilo que pode – ou não – ver e ouvir.
Com efeito, quem assiste ao Jornal Nacional e, logo após, “A Favorita”, achará o vídeo institucional apropriado para crianças, ou seja, de censura livre.
Farsa!
Farsa!

GOVERNADOR NÃO QUER FALAR SOBRE A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO E VETA ANÚNCIO DE POLICIAIS NA TV GLOBO Resposta

Quarta-Feira, 06 de Agosto de 2008
Estado veta anúncio de policiais na TV
Vídeo com pedido de aumento para polícia seria exibido na Globo
Bruno Tavares
O governo de São Paulo conseguiu barrar na Justiça a veiculação de uma peça
publicitária elaborada em conjunto por nove associações e sindicatos de
policiais civis do Estado. A categoria está em campanha salarial desde o mês
passado e planejava exibir ontem, no intervalo do Jornal Nacional, da Rede
Globo, um vídeo de 34 segundos sobre o tema. A liminar em favor da
Procuradoria-Geral do Estado foi concedida anteontem pelo desembargador
Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.
Em seu despacho, o magistrado acatou a tese do procurador-geral, Marcos
Fábio de Oliveira Nusdeo, de que a peça “extrapola os limites do direito à
informação e livre manifestação, objetivando causar pânico à população”. Nas
imagens, quatro atores vestidos como policiais civis batem à porta de um
gabinete com a inscrição “governador”, clamando por uma audiência.
“Governador, queremos falar dos salários, os mais baixos do País”, diz uma
atriz. “Governador, precisamos falar sobre a segurança da população”, diz
outro ator.
A Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo (Adpesp) já
recorreu da decisão. “É uma censura. Nem a ditadura militar fez isso”,
protestou o delegado Sérgio Roque, presidente da Adpesp. “Não queremos
apenas melhores salários. Nossa proposta é de uma completa reestruturação da
Polícia Civil, mas o governador, mal assessorado, não quer nos ouvir.” A
inserção no Jornal Nacional custaria R$ 150 mil às associações de classe.
Os policiais planejam entrar em greve a partir do dia 13. A categoria quer
aposentadoria especial e o direito de eleger o delegado-geral. A principal
reivindicação, porém, é salarial. Os delegados paulistas têm uma das mais
baixas remunerações do País (R$ 4.247), atrás apenas de Minas, Bahia e Pará.

PÂNICO E DESORDEM EM SÃO PAULO: AUTORIDADES E POLICIAIS SÃO PROPRIETÁRIOS DE MILÍCIAS Resposta

Valendo-se da cleptocracia instalada na administração pública, autoridades governamentais fecham os olhos para as “milícias paulistas”.
Ou seja, as empresas de segurança empregadoras de policiais civis e militares.
Atividade informal, exercida paralelamente ao trabalho policial, desgastante, perigosa e, também, mal remunerada.
O recrutamento de policiais por tais “empresas” leva em conta a especialização do contratado, desnecessidade de treinamento, de registro trabalhista ou qualquer espécie de seguro saúde. Especialmente a condição de agente público desse “segurança”, capaz de conferir maior credibilidade e facilidades perante a Administração Pública.
Salientando-se que tanto os policiais civis, quanto os policiais militares, sujeitam-se ao mercado da segurança privada “só para complementarem os péssimos salários pagos pelo governo estadual”.
Absurdamente, diversos donos “dessas milícias” ocupam cargos na cúpula da Segurança Pública.
E mais: prestam serviços para outros órgãos públicos.
Estes – tenham certeza – não querem a valorização do servidor público policial; muito menos a diminuição da criminalidade pelo implemento da eficiência resultante da valorização e capacitação dos membros das Polícias Civil e Militar.
Eles – com grande ajuda governamental – lucram com o pânico e a desordem, há muito, suportados pelo cidadão.
Ora, para o policial em geral nunca há recursos; sempre com a contemporânea desculpa dos limites impostos pela lei de responsabilidade fiscal.
Só não há responsabilidade fiscal, muito menos moral, quando se trata da malversão das verbas publicas para fins de peculato, ou seja, “para roubar o povo”.
Pânico e desordem são causados por tragédias como a do METRÔ- Companhia do Metropolitano de São Paulo, e da TAM, nos quais se verificam indícios de contratos superfaturados, com empresas de duvidosa idoneidade, para a realização de obras e serviços públicos.
A “cleptocracia” é o governo dos ladrões; neste governo o fim é o lucro ilícito.
A violência é ouro; quantos mais mortes , maior a lucratividade.

PÂNICO E DESORDEM EM SÃO PAULO: 21.670 CARROS FURTADOS OU ROUBADOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2008 3

SÃO PAULO EM ALERTA

Em Perdizes, dez pessoas ficam sem o carro por dia
Perdizes, Pinheiros e Lapa detêm recorde de furtos de veículos em São Paulo

No primeiro semestre deste ano, 5.432 motoristas da zona oeste tiveram os carros furtados ou roubados; na cidade, foram 21.670 casos

LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Perdizes, Pinheiros e Lapa, bairros de classe média na zona oeste, detêm um recorde oneroso. Locais em que mais se roubam e furtam veículos, basta às seguradoras conferir os CEPs residenciais dos proprietários dos veículos. Se os números corresponderem a algum dos três bairros, automaticamente, o custo do seguro para o consumidor sofre acréscimo que pode chegar a 20% sobre o valor pago em regiões menos atacadas pelos chamados “puxadores” (ladrões) de carros.
As seguradoras chamam a isso de “gravame”. Tem a ver com a -atenção para a expressão-chave- “alta sinistralidade”, ou alta incidência de roubos e furtos dessas regiões.
No primeiro semestre deste ano, 5.432 motoristas da zona oeste ficaram com as chaves de seus carros penduradas nas mãos. Foram 29,8 veículos por dia; ou um sem-carro a cada 48 minutos. Toda a cidade de São Paulo registrou, no mesmo período, 21.665 carros furtados -119 por dia, ou um sem-carro a cada 12 minutos.
O campeão 23º DP, em Perdizes, teve 885 casos no segundo trimestre -média de dez por dia. Em seguida, o 14º DP (Pinheiros), que inclui a boêmia Vila Madalena, e 7º DP (Lapa), tiveram, respectivamente, 589 e 472 registros.
O 30º DP (Tatuapé), na zona leste, vem em quarto, com 380.
A supervisora administrativa Neuza de Almeida Pereira, 56, moradora na zona oeste, onde também trabalha, esteve anteontem à noite no DP de Perdizes. Foi lavrar boletim de ocorrência sobre o furto de seu Chevrolet Celta, preto, quatro portas, quase zero-quilômetro.
Todo dia, Neuza parava o carro na mesma rua. Ontem, o Celta, que ela comprou por R$ 26.000, se desmaterializou. “Não acreditei. Dei uma volta no quarteirão, para ver se o encontrava. Em vão.” Taxistas de um ponto próximo disseram a ela que ali “é um festival”, referindo-se à freqüência de furtos. “Eu até achava estranho que fosse tão fácil parar naquela rua, enquanto outras pareciam estacionamento de shopping em época de Natal. Descobri por quê”, disse Neuza, que já “perdeu” outro carro, em 1995.
A indústria de seguros e de recuperação de veículos não pára de crescer. Na sede da Tracker, no Campo de Marte, ao lado do heliporto, um mapa imenso da capital tem milhares de fitinhas vermelhas e amarelas pregadas com alfinetes.
As fitinhas vermelhas concentram-se na zona oeste. Em cada uma, está escrito o modelo do carro, o ano de fabricação, o número do protocolo da comunicação de roubo ou furto.
Cada uma está pregada no local de onde o veículo foi levado. São tantas que forram o mapa como aqueles tapetes peludos. As fitinhas amarelas espalham-se por toda a cidade. Mostram onde o carro foi recuperado.
A Tracker é uma empresa caçadora de carros roubados. Há quatro meses, o jornaleiro Claudio Manuel Ferreira, 36, morador da Vila Sônia (zona oeste) usava a Parati da mãe. Parou o carro por dois minutos na porta de casa -foi pegar um agasalho. Quando voltou, cadê?
Só que o carro de Ferreira estava equipado com um emissor de radiofreqüência, acionado a partir de telefonema. Antenas espalhadas pela cidade captaram o bip-bip; computadores localizaram o carro em um mapa; do Campo de Marte um helicóptero levantou vôo; motos e carros saíram no encalço do carro. “Em meia hora, me telefonaram para eu ir ao DP, que o carro estava sendo levado para lá. O boletim de ocorrência ainda estava sendo lavrado e eu já sabia onde estava a Parati.”
Segundo o diretor nacional de operações da Tracker, o militar da reserva do Exército colombiano Carlos Alberto Betancur Ruiz, o emissor de radiofreqüência emite ondas que podem ser rastreadas mesmo que o veículo esteja em uma garagem subterrânea, em uma caixa fechada -o que o torna particularmente útil em casos de roubos e furtos.
Segundo Betancur, a empresa mantém antenas, aviões, helicópteros e equipes de terra em toda a América do Sul. “Conseguimos recuperar nove em cada dez veículos roubados ou furtados.” Mas a eficiência da operação, diz ele, depende de rapidez. “As quadrilhas desmontam um carro em menos de 30 minutos.”

PÂNICO E DESORDEM: ENTRE 2004 a 2007, O GOVERNO PAULISTA SONEGAVA ESTATÍSTICAS CRIMINAIS Resposta

SÃO PAULO EM ALERTA

Mapa do crime revela as áreas perigosas
Informações inéditas da polícia de SP mostram que periferia tem mais crimes contra a vida e áreas ricas, mais crimes contra o patrimônio

Jardim Herculano, Capão Redondo e Parque Santo Antônio formam “triângulo da morte’; zona oeste tem mais furto e roubo de veículos

ANDRÉ CARAMANTE
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Dados inéditos do setor de inteligência da polícia de São Paulo, obtidos pela Folha, revelam como se distribui, distrito a distrito, a criminalidade pela cidade de São Paulo.
Os números, do segundo trimestre deste ano, mostram que a violência se espalha pela cidade, mas segue lógica própria.
Os crimes contra vida (homicídios e estupro) atingem, principalmente, as regiões mais pobres. Os crimes contra o patrimônio (roubos, furtos e latrocínio) se concentram na região central e em bairros mais ricos.
No primeiro caso, destaca-se o chamado “triângulo da morte”, formado pelas regiões dos distritos policiais de Jardim Herculano, Capão Redondo e Parque Santo Antônio, onde 31,5% dos domicílios têm renda de até três salários mínimos.
Na área formada por essas três delegacias, que inclui bairros como Jardim Ângela e Jardim São Luis, ocorreram 44 homicídios nos meses de abril, maio e junho -14,7 por mês em média-, ou seja, 14,5% dos casos da cidade no período (303).

Crimes patrimoniais
Dos chamados crimes contra o patrimônio, o furto de veículos é uma das principais referências para a lógica da violência na cidade.
A análise dos números da polícia permite dizer que esse tipo de crime é mais freqüente na área formada por bairros como Perdizes, Lapa e Pinheiros, todos na zona oeste, onde 52,3% das residências têm renda superior a 20 salários mínimos.
Essa mesma área da zona oeste, aliada ao centro e aos Jardins, é responsável ainda pelos mais altos índices de outros furtos (celulares, carteiras, arrombamentos em residências etc.) e roubos (praticados sob grave ameaça, com a utilização de arma, por exemplo). Na classificação da polícia, os Jardins estão na área central.
Os números do Mapa da Violência fazem parte da base de dados da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), órgão da Secretaria da Segurança Pública que estuda a criminalidade a fim de adequar a utilização das forças de segurança no policiamento da cidade.
Desde 2002, os governos Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (PFL, hoje DEM) e José Serra (PSDB) divulgam só os dados macros da cidade, sem dividi-los por distritos policiais ou seccionais, como a Folha os apresenta nesta edição.
Ao longo desse período, a reportagem pediu várias vezes essas informações à secretaria por considerá-las de interesse público, mas não as conseguiu.
Os dados que a Folha revela não incluem crimes registrados em delegacias especializadas -como o Deic (roubos) e o Denarc (drogas)-, o que pode causar diferenças em relação às informações gerais do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br/estatisticas).
Entre 2004 e 2007, o governo paulista chegou a divulgar estatísticas criminais erradas. Só em crimes patrimoniais como seqüestro, roubo a banco, de veículos e de carga, mais de 16 mil ocorrências ficaram de fora da contagem oficial.

Outros crimes
Os números apontam ainda as regiões com maior incidência de roubo a banco, roubo de carga, estupro e tráfico de drogas. Roubos a banco estão concentrados em uma área da zona sul (Santo Amaro, Ibirapuera, Vila Clementino, Campo Limpo e Cidade Ademar) e em um trecho da zona oeste (Perdizes, Pinheiros e Itaim Bibi). Juntos, os bairros têm 50% dos roubos a banco entre abril e junho.
Os de carga acontecem predominantemente nas áreas próximas às rodovias Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, além da área central, que inclui as regiões de comércio popular do Brás e ruas 25 de Março e Santa Ifigênia.
Os estupros ocorrem principalmente nos extremos da cidade. O tráfico, na zona norte.