SALÁRIO PARA TODOS É O QUE INTERESSA…SALÁRIO IGUAL PARA ATIVOS E APOSENTADOS Resposta


”Hoje é a polícia que se tornou um bico”
Sérgio Marques Roque, presidente da Adpesp; Para Presidente da Associação dos Delegados da Polícia do Estado de SP, a Polícia Civil precisa ser valorizada

Josmar Jozin, JORNAL DA TARDE
Para Sérgio Marcos Roque, de 66 anos, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a Polícia Civil precisa ser reestruturada para melhorar o atendimento. Segundo ele, de 80% a 90% dos investigadores têm outra atividade para complementar a renda. Além disso, diz, só 5% das ocorrências são investigadas, porque a equipe de plantão nos distritos não pode ir ao local do crime.

Por que a polícia quer fazer greve?

Para que possamos oferecer um melhor serviço. Depois do resultado da estatística do Instituto São Paulo contra a Violência, que mostrou que só 5% das ocorrências são investigadas, ficou claro que precisamos prestar um serviço melhor à população. Nossa tarefa é de Polícia Judiciária, que é investigação dos crimes, e para isso precisamos modificar a estrutura. A valorização passa por um reajuste salarial. Quase 80% dos investigadores fazem bico, porque não conseguem manter suas famílias com aquele salário. Ele é obrigado a fazer bico e já chega cansado. Hoje é a polícia que tem se tornado um bico.

De quanto seria esse reajuste?

Nós temos cálculos de que a defasagem é de 58% no período de cinco anos. Para se ter idéia, de 1997 até 2000, não houve reajuste para delegado. Em 2001, tivemos 6%; em 2002, 7%; 2003, nada; em 2004, 8%; 2005, 10%; em 2006 e 2007 não tivemos reajuste. Eles falam em gratificação. É uma forma de burlar a lei.

O sr. acredita que pode sair algum acordo na negociação proposta pelo Tribunal Regional do Trabalho?

Temos esperanças. Isso é um fato inédito. Só agora o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito de ser aplicada a mesma lei de greve da iniciativa privada.

Como melhorar esse serviço?

Precisa melhorar as condições de trabalho ao delegado de polícia e aos demais investigadores. Um plantão funciona com cinco equipes. Cada dia fica um delegado, dois investigadores e um escrivão. Teríamos de reduzir o número de unidades e sempre ter um delegado e uma equipe para sair com uma pessoa que, por exemplo, teve a casa furtada. Ela não quer fazer B.O., quer que a polícia tome uma providência, investigue e recupere o que perdeu.

Isso não é feito?

Não temos condições. Se saírem o delegado e o escrivão, quem fica na delegacia? Suponhamos que a pessoa vá ao distrito à noite. Tem lá um delegado, um escrivão e dois investigadores. Vai a pessoa lá e diz que a casa foi furtada ou roubada. A lei manda que o delegado se desloque para o local e colha todos os vestígios do crime, junto com a perícia. Só que o delegado não pode sair da unidade.

Tudo isso explica o baixo índice de esclarecimento de crimes?

Não dá para mascarar. Mas queremos melhorar. É isso talvez que o governador não esteja entendendo.

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