AS REMOÇÕES EM BAURU – O SECCIONAL DISSE UMA COISA…A REALIDADE É OUTRA – HÁ QUEM SOUBE DA REMOÇÃO SÓ PELA IMPRENSA E BOCA DE TERCEIROS 1

14/08/2008
Polícia Civil troca comando da Ciretran e muda cinco delegados
Luciana La Fortezza
O titular da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) não é mais o delegado Adib Jorge Filho. Ele foi substituído pelo então titular do 1.º Distrito Policial (DP), Dernival Inforzato. Ao aproveitar a mudança determinada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o delegado Seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, efetuou mais três remanejamentos.Segundo o que foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado, a então titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), Rejani Borro Tiritan, assume a vaga deixada por Inforzato. Vai para o lugar dela Silberto Sevilha Martins, então responsável pelo 3.º DP. Reassume a delegacia Marcelo Haddad, que atuava como assistente de Pinezi, cujas funções serão assumidas por Jorge Filho.“Não foi nada imposto, tudo foi dialogado antes. Todos estão satisfeitos com seus novos lugares. Foi de agrado geral. Adib vai ficar responsável pelo setor de polícia judiciária”, informou o Seccional, após elogiar efusivamente todos os envolvidos no remanejamento. De acordo com ele, Tiritan e Haddad solicitaram a mudança, sendo que Inforzato e Martins foram deslocados em virtude do perfil e conhecimento na área.Segundo Pinezi, os delegados há mais de dois anos à frente dos órgãos de trânsito devem ser substituídos conforme exigência do diretor do Detran, Ruy Stanislau Silveira Mello. Tal substituição só não foi implementada em municípios onde o delegado é único, acrescenta Pinezi.A históriaA mudança no comando da Ciretran havia sido anunciada pelo JC há quase dois meses, quando a rotatividade foi estabelecida pelo Detran.Na época, o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), Renato Cruz Swensson, participou de reunião em São Paulo, que contou com a presença de Silveira Mello e de outros oito diretores de Deinter do Estado de São Paulo.Conforme a reportagem apurou na oportunidade, Swensson levou com ele as atas das correições realizadas nas Ciretrans das sete seccionais ligadas ao Deinter-4. Como uma quadrilha de venda ilegal de CNHs (Carteiras Nacional de Habilitação) foi desbaratada em Ferraz de Vasconcelos (e envolvia Ciretrans da grande São Paulo e da Baixada Santista), todas as circunscrições do Estado passaram pelo pente-fino, conforme determinação da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Mas, segundo o diretor do Deinter-4, não foi constatada qualquer irregularidade. Os problemas foram identificados em São Paulo, por meio da Operação Carta Branca, movida pelo Ministério Público. A investigação do esquema começou com a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul. Os policiais verificaram que diversas ocorrências envolvendo motoristas com carteiras emitidas no Estado de São Paulo eram suspeitas de fraude. Entre os fatores que despertaram a desconfiança de policiais estão CNHs de pessoas analfabetas e deficientes físicos, que não possuíam a carteira para portadores de deficiência. Um caso semelhante foi identificado em Bauru.

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