POLICIAIS DO DEINTER-9 DE PIRACICABA ADEREM À GREVE… 1

Policiais de Piracicaba aderem à greve
quarta-feira, 6 de agosto de 2008(Jornal de Piracicaba)
Policiais civis de Piracicaba e microrregião irão aderir à greve organizada pelas entidades de classe que representam a categoria. Delegados, investigadores, escrivães e carcereiros já manifestaram apoio ao movimento, marcado para começar no próximo dia 13 e sem previsão de encerramento. As principais reivindicações são salariais, mas abrangem ainda melhores condições de trabalho. A Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo), uma das 19 representantes dos policiais civis que organizam a campanha, afirmou que a mobilização ganhou força em todo o Estado.
Segundo a assessoria de imprensa da Adpesp, fatos recentes, como a proibição judicial de veiculação de uma campanha publicitária em que atores representando policiais batem à porta do que seria o gabinete do governador José Serra (PSDB) cobrando soluções para os problemas de segurança de São Paulo sem serem atendidos, ou a reunião realizada ontem com o secretário estadual de Gestão Pública, Sidney Beraldo, que conforme a associação acabou sem propostas reais, contribuíram para dar mais força à greve.

Anteontem, aproximadamente de 20 delegados que atuam nos 11 municípios abrangidos pela Delegacia Seccional de Piracicaba se reuniram e discutiram sobre a adesão à greve. O Jornal de Piracicaba ouviu policiais que participaram do encontro e afirmaram que o grupo está fechado. Na próxima segunda-feira, uma nova reunião será feita para definir como será o esquema de trabalho no período da manifestação, já que 30% do quadro de funcionários deve continuar desempenhado a função por ser um serviço público essencial à população.

As delegacias só deverão desenvolver algum tipo de trabalho caso a Polícia Militar e a Guarda Civil realizem prisões em flagrante. Boletins de ocorrência serão feitos apenas para casos graves, como homicídios. A Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) e o Centro Emissor de Carteiras Digitalizadas também devem trabalhar com o quadro de funcionários reduzido, deixando o serviço mais lento.

Apesar dos transtornos, os policiais civis pedem a compreensão da população. “É importante que a sociedade entenda esse movimento. Estamos há dez anos sem aumento salarial e desde os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) nada foi feito”, disse um policial civil.

Levantamento apresentado pelo comitê que organiza o movimento, com base em dados de sindicatos, associações e secretarias de administração dos Estados, aponta que os delegados de São Paulo recebem o pior salário entre os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Em média, são R$ 3.680,18 considerando as escalas extras de trabalho. No DF, os rendimentos são de R$ 10.862,14.

As reivindicações incluem ainda a reestruturação da Polícia Civil, fixação de carga horária semanal, trabalho noturno com remuneração diferenciada, aposentadoria especial e eleição do delegado geral.

De acordo com a Adpesp, uma cartilha orientando os policiais sobre a greve e como deverá ser desempenhada as funções será distribuída hoje.

Os policiais ainda receberam a recomendação da Delegacia Geral para que não paralisem suas atividades. O delegado seccional João José Dutra disse que irá aguardar para falar sobre o assunto, mas declarou que a Polícia Civil não irá parar 100%. “O trabalho tem que ser realizado, mas não será um expediente normal”, prevê. Em média, a Polícia Civil registra 60 ocorrências por dia em Piracicaba. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não se pronunciou sobre a greve.

Um Comentário

  1. Greve de Policiais, da seccional de Americana, duvido, acho dificil, quase impossivel. O Homem autorizar, voce conhece ele……

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