FATURANDO PACIENTES NO LAÇO Resposta

Rafael Ilha diz que foi usado por cliente que queria prejudicar ex-mulher
Fabiano Nunes, Diário de S.Paulo
SÃO PAULO – O ex-polegar Rafael Ilha Alves Pereira, de 35 anos, está preso há 12 dias no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros I, zona oeste de São Paulo, acusado de tentar seqüestrar a estudante de Direito Karina Souza da Costa , de 28 anos, no dia 1º de julho. Ele alega que foi fazer uma abordagem para internar Karina após receber um pedido do ex-marido dela, Pedro José de Santana Vaz, que acusava a estudante de ser viciada em drogas.
Em entrevista ao Diário de S.Paulo o ex-polegar conta sua versão da tentativa de seqüestro – considerada por ele apenas uma abordagem para tratamento de drogas. Ele acredita que foi enganado pelo ex-marido de Karina. O casal está em fase de separação e luta pela guarda dos filhos.
– Eu creio que ele tentou mesmo prejudicá-la. Ela não é viciada – disse.
Durante a semana, o juiz David Capelatto, do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária, negou o pedido de liberdade provisória para Rafael. Ao longo de toda a entrevista, realizada numa sala da diretoria do CDP, Rafael permaneceu algemado pelas mãos e pés. Ele chorou ao comentar sobre os dois filhos e disse que lutará para concorrer na eleição para vereador em São Paulo. Após sua prisão, o PTB cassou a inscrição de sua candidatura.
– Eu ainda não fui julgado e nem condenado, minha candidatura não pode ser cassada. Diário de S.Paulo – O que aconteceu quando você foi abordar a Karina naquela noite?
Rafael – O Pedro, que esteve internado na clínica, ligou mais de 40 vezes e disse que estava com um problema sério com a mulher. Ela estaria viciada em crack ou cocaína. Quando encontrei com a Karina, ela estava vindo da academia. Ela pensou que eu estava lá para resgatá-la e avançou em mim, começou a me arranhar. Um cara chegou, e ela disse que eu estava tentando seqüestrá-la. O marido da Karina esteve em sua clínica em Juquitiba para encomendar o resgate?
Não, ele me ligou do Amapá. E eu comentei com ele que não tinha como fazer o resgate da pessoa sozinho. Teria que chamar uma ambulância, ter um pedido do psiquiatra, o encaminhamento médico junto. Você acredita que ele usou dessa artimanha para prejudicá-la numa disputa judicial pela guarda dos filhos?
Eu creio que ele tentou mesmo prejudicá-la. Só depois eu soube que o casal está se separando. Entrei de gaiato no navio? Entrei. Fui totalmente ingênuo nesse caso.
Porque uma pessoa que vai para a academia às 6 horas da tarde não é viciada. Pode ser que ele realmente tenha me usado. Por que você levou as faixas de quimono e as injeções com calmante?
As faixas estavam no carro porque eu havia transferido dois pacientes para uma psiquiatria. As injeções estavam com prescrição, se necessário.
Mas a abordagem precisa ser na presença de um responsável da família e do médico. Eu falei isso pra ele. Por isso que de qualquer forma eu não poderia fazer essa intervenção. Fui apenas para conversar. Por que você levou um paciente para abordagem e estava com a camiseta do Denarc?
O Cristiano é um paciente que estava para sair naquela semana e pediu para dar uma volta. Ele ficou dentro do carro. E eu não usei a camiseta, ela ficou no banco de trás, foi um presente que ganhei. E o que você achou da decisão do PTB de cassar sua candidatura a vereador?
Eu fiquei decepcionado. Eu nunca procurei o PTB, foi o partido que me procurou. Isso não pode ser cassado, não é bem assim do jeito que eles pensam. Quem são eles para me julgar? Mas o que me deixa mais preocupado agora é minha família, meus filhos. Quantos filhos você tem?
Tenho um casal. Quando fui preso, minha mulher pegou as crianças e saiu de São Paulo. Meu filho é muito apegado a mim. Ele teve febre na noite da minha prisão. Então minha maior preocupação é essa: meus filhos e minha mulher. Mas eu tenho certeza de que o Senhor vai abençoar, e a Justiça vai ser feita.

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