AS SECCIONAIS E O MONOPÓLIO NA APURAÇÃO DE CRIMES CONTRA O ERÁRIO 1

20/06/2008 – 12h07
PF faz buscas em gabinetes de deputados durante operação contra desvio de verbas
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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal realiza buscas nesta sexta-feira nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) durante a operação para combater o desvio de dinheiro público para casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios.
A operação, batizada de João de Barro, cumpre 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão temporária em sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e os de prisão pelo juiz Hermes Gomes, da 2ª Vara de Governador Valadares (MG).
Segundo a PF, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais revelou indícios de fraude na execução de obras.
O desfalque atingia as chamadas Transferências Voluntárias, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
De acordo com a polícia, parte dessas transferências se destinam a custear obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Polícia Federal informou que os projetos apresentados pelo esquema receberam o repasse de R$ 700 milhões, e a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões tenham o mesmo destino.
Cerca de 1.000 policiais federais participam da João de Barro.
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Enquanto assistimos a uma Polícia Federal atuante, convivemos internamente com a subserviência das Delegacias Seccionais quando se trata da apuração de crimes cometidos por funcionários públicos municipais e estaduais. Especialmente quando versam sobre dilapidação de verbas públicas.
Casos em que todo o trabalho é direcionado à blindagem dos maiores beneficiários.
Por essa razão há quem nos compare aos cachorros vira-latas.
Baldios e inofensivos.

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