09/10/2007 – 20h20 – Atualizado em 09/10/2007 – 20h52
Corregedoria investiga policiais por seqüestro de comparsas de Abadia
Policiais seriam do equipe do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). Segundo piloto de traficante, polícia chegou a pedir R$ 1 milhão pela libertação.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai investigar uma nova denúncia de corrupção contra uma equipe do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). Os policiais são suspeitos de seqüestrar o piloto da quadrilha do traficante colombiano Juan Ramirez Abadia, o Chupeta, e exigir resgate para a libertação. A denúncia partiu de André Barcellos, o piloto da quadrilha do traficante Abadia. Para a polícia federal, o piloto contou que, no meio do ano passado, ele e um amigo saiam de uma loja de automóveis na Zona Norte de São Paulo, quando foram abordados por policiais em três carros. De acordo com o piloto, eram policiais do Denarc. Ainda segundo o piloto, ele e o amigo foram algemados. Enquanto rodavam pela cidade, os policiais disseram que conversas gravadas revelavam o uso de um avião para o tráfico de drogas. O piloto chegou a afirmar que as informações que os policiais passaram para eles eram verdadeiras. Os policiais então exigiram R$ 1 milhão pela libertação. Ainda segundo ele, o seqüestro só terminou no dia seguinte, quando os policiais receberam US$ 220 mil, mais de R$ 400 mil de resgate. O próprio Abadia confirmou o pagamento do resgate em depoimento. Ele disse que o piloto ficou refém enquanto o amigo foi liberado para buscar o dinheiro. Ele pegou US$ 100 mil com um comparsa do traficante, e os outros US$ 120 foi pegar na casa d o próprio Abadia. De acordo com o piloto, os policiais levaram também R$ 85 mil, que ele carregava numa maleta, e mais uma caminhonete, que foi transferida para o nome de terceiros 20 dias depois do seqüestro. O piloto ainda descreveu os policiais e informou os apelidos: Bob e Alemão. È possível que eles sejam os mesmos que, dois meses antes, seqüestraram um outro integrante do grupo e tomaram dele US$ 400 mil. Nesta terça-feira (9), a Corregedoria da Polícia Civil mandou apreender um carro que, segundo uma das denúncias, foi vendido pela quadrilha para pagar propina a policiais em um – dos seis casos de extorsão relatados até agora. O veículo pertencia a Daniel Maróstica, apontado como um dos gerentes do traficante colombiano. Maróstica vendeu o carro para uma loja, em São João da Boa Vista, a 229 km de São Paulo, que repassou a um comprador de uma cidade vizinha. Num dos depoimentos sobre corrupção, consta inclusive o número de um rádio que, de acordo com a denuncia, um policial chamado “Pedro” deixou para se comunicar com a quadrilha de Abadia. A reportagem do Jornal Nacional ligou para o número e quem atendeu foi um homem chamado “Pedro”, que falou pouco e desconversou. A reportagem perguntou se ele estava sabendo sobra as negociações. “Não, não estou sabendo, não. Mas assim que possível, eu entro em contato com você e a gente conversa”, disse.
Corregedoria investiga policiais por seqüestro de comparsas de Abadia
Policiais seriam do equipe do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). Segundo piloto de traficante, polícia chegou a pedir R$ 1 milhão pela libertação.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai investigar uma nova denúncia de corrupção contra uma equipe do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). Os policiais são suspeitos de seqüestrar o piloto da quadrilha do traficante colombiano Juan Ramirez Abadia, o Chupeta, e exigir resgate para a libertação. A denúncia partiu de André Barcellos, o piloto da quadrilha do traficante Abadia. Para a polícia federal, o piloto contou que, no meio do ano passado, ele e um amigo saiam de uma loja de automóveis na Zona Norte de São Paulo, quando foram abordados por policiais em três carros. De acordo com o piloto, eram policiais do Denarc. Ainda segundo o piloto, ele e o amigo foram algemados. Enquanto rodavam pela cidade, os policiais disseram que conversas gravadas revelavam o uso de um avião para o tráfico de drogas. O piloto chegou a afirmar que as informações que os policiais passaram para eles eram verdadeiras. Os policiais então exigiram R$ 1 milhão pela libertação. Ainda segundo ele, o seqüestro só terminou no dia seguinte, quando os policiais receberam US$ 220 mil, mais de R$ 400 mil de resgate. O próprio Abadia confirmou o pagamento do resgate em depoimento. Ele disse que o piloto ficou refém enquanto o amigo foi liberado para buscar o dinheiro. Ele pegou US$ 100 mil com um comparsa do traficante, e os outros US$ 120 foi pegar na casa d o próprio Abadia. De acordo com o piloto, os policiais levaram também R$ 85 mil, que ele carregava numa maleta, e mais uma caminhonete, que foi transferida para o nome de terceiros 20 dias depois do seqüestro. O piloto ainda descreveu os policiais e informou os apelidos: Bob e Alemão. È possível que eles sejam os mesmos que, dois meses antes, seqüestraram um outro integrante do grupo e tomaram dele US$ 400 mil. Nesta terça-feira (9), a Corregedoria da Polícia Civil mandou apreender um carro que, segundo uma das denúncias, foi vendido pela quadrilha para pagar propina a policiais em um – dos seis casos de extorsão relatados até agora. O veículo pertencia a Daniel Maróstica, apontado como um dos gerentes do traficante colombiano. Maróstica vendeu o carro para uma loja, em São João da Boa Vista, a 229 km de São Paulo, que repassou a um comprador de uma cidade vizinha. Num dos depoimentos sobre corrupção, consta inclusive o número de um rádio que, de acordo com a denuncia, um policial chamado “Pedro” deixou para se comunicar com a quadrilha de Abadia. A reportagem do Jornal Nacional ligou para o número e quem atendeu foi um homem chamado “Pedro”, que falou pouco e desconversou. A reportagem perguntou se ele estava sabendo sobra as negociações. “Não, não estou sabendo, não. Mas assim que possível, eu entro em contato com você e a gente conversa”, disse.