
Embora ganhando muito mais, continuam prestando-se para qualquer coisa.
Aliás, viver na dependência de honorários para complementação dos vencimentos é indefensável para uma Carreira que deveria agir, independentemente, em busca da aplicação do direito honesto, vale dizer, de Justiça.
Ora, quem necessita ganhar a causa para ficar com a verba de sucumbência , dificilmente, advogará o bom direito.
Estará sempre buscando engordar o “bolo” dos honorários que, posteriormente, serão divididos entre os diversos membros.
E disse prestando-se para qualquer coisa para servir ao grupo de poder , transitoriamente, responsável pelo governo do Estado.
Agindo até policialescamente; com cores e penas de arapongas.
Dificilmente agirão conforme a pessoal consciência ética e jurídica.
Como não são detentores dos predicamentos indispensáveis ao exercício – imparcial – da defesa do interesse público, ou seja, como não são vitalícios, funcionalmente independentes, tampouco gozam inamovibilidade, acabam fazendo esse papel “sui generis” no contexto da administração da Justiça estadual.
Por vezes parecendo advogados privados da vontade do chefe.
Assim, urge que a PROCURADORIA DO ESTADO SE TORNE INDEPENDENTE DO CHEFE DO EXECUTIVO.
E que seus membros, tal como a Magistratura e Ministério Público, conquistem aquelas prerrogativas.
Sem elas estarão sempre nas mãos do chefe.
Não se sabendo obrigados a quê.
E que a GRAÇA nos salve de toda imparcialidade.