JOÃO JORGE GUERRA CORTEZ

Quinta-Feira, 16 de Junho de 2005, 08:06

Delegado recebe última homenagem

Da Redação

 

A presença maciça de policiais civis e militares marcou a última homenagem ao delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, encontrado morto, com dois tiros, na manhã de terça-feira, em seu apartamento. O velório foi realizado ontem na Academia de Polícia Dr. Coreolano Nogueira Cobra, na Cidade Universitária, na Capital, onde iniciou sua carreira.
  Colegas e amigos, além de familiares — a irmã do delegado veio de Miami para o funeral — lotaram o salão de entrada da capela ecumênica. Estavam presentes desde funcionários do Palácio da Polícia de Santos até autoridades, como o secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, e o comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, Elizeu Eclair Teixeira Borges.
  Antes de assumir a Delegacia Seccional de Santos, Guerra já havia passado por cargos como assistente de três delegados gerais do Estado de São Paulo, a titularidade da cidade de Peruíbe e a Seccional de Itanhaém. Ele foi lembrado como um profissional íntegro por seus colegas. Um deles, o chefe dos escrivães da Delegacia Seccional de Santos, Marco Antônio Hellmeister, se recordou de quando Guerra o designou para o cargo há três anos. ‘‘Inicialmente, seria algo provisório. O antigo chefe se aposentou e eu fiquei no cargo. Nosso contato era diário e sempre agradeci a ele pela oportunidade’’.
Aceitação
  O diretor do Deinter 6, delegado Alberto Corazza, falou sobre a morte do amigo. ‘‘Não nos cabe explicar, apenas aceitar. Nós, cristãos, acreditamos que a morte é a passagem para a vida eterna e Guerra era um filho de Deus. Perdemos um profissional da mais alta estirpe’’.
  Corazza disse que tinha uma relação quase como de pai para filho com Guerra. ‘‘Me penitencio por não ter percebido o que ele poderia fazer naquela noite, principalmente por saber o que acontecia’’.
  O cortejo até o Cemitério Santa Isabel, em Peruíbe, onde moram os pais do delegado, foi escoltado por várias viaturas da Polícia Civil. Pelo caminho, alguns policiais que não puderam acompanhar todo o percurso aguardavam a passagem do cortejo com as sirenes das viaturas ligadas.
Secretário
  Ainda durante o velório, o secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que, apesar dos problemas pessoais pelos quais passava, o trabalho ainda era uma das satisfações do delegado. E citou sua participação na Operação Indra, desenvolvida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) de São Paulo, apoiada pelo Deinter 6.
  Descartando qualquer ligação entre a operação e a morte de Guerra, o secretário observou que o delegado participou de uma reunião na noite anterior à sua morte, justamente para acertar detalhes sobre o trabalho, que culminou com a apreensão de 180 quilos de cocaína em um sítio de propriedade de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho. ‘‘No trabalho, sua vida estava normal, estava animado. A polícia não tem motivo para esconder nada’’.
  Amigo pessoal de Guerra, antes mesmo de ele ser delegado, Saulo destacou suas qualidades. ‘‘Ele foi promovido a delegado de classe especial antes de completar 50 anos. Estava no topo da carreira e tinha toda uma perspectiva de chegar a cargos de diretoria’’.
  Ao falar da Operação Indra, o secretário revelou que certamente as investigações terão novos desdobramentos. ‘‘Se contarmos com a ajuda do Governo Federal, já que já sabemos de onde e como vem a droga e consequentemente a lavagem de dinheiro, não há dúvidas de que vamos avançar e até chegar em pessoas de certa relevância social’’.
  Também o delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo, ressaltou o profissionalismo de Guerra: ‘‘Todas as promoções dadas ao Guerra foram por merecimento. Era um profissional que se dedicava de corpo e alma ao trabalho.

 

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Quarta-Feira, 15 de Junho de 2005, 07:15

Delegado seccional é encontrado morto

Da Redação

 

 

Atualizado às 17h04

Valéria Malzone (*)

O delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, foi encontrado morto por volta das 10h30 de ontem, em seu apartamento na Praia do Boqueirão. Segundo a Polícia Civil do Estado, trata-se de um caso de suicídio, embora o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, tenha afirmado que ‘‘nada está sendo desprezado’’.
  Guerra foi achado somente usando cueca, deitado em posição de decúbito dorsal (costas) em sua cama, e o corpo apresentava dois tiros: um no peito e outro na cabeça, logo abaixo do ouvido direito. A arma usada foi uma PT.40 (pistola semi-automática), de uso da própria polícia.
  ‘‘A perícia está sendo realizada e o quadro é de suicídio, inclusive porque não havia sinais de qualquer tipo de violência no local. Todos os cômodos estavam em ordem e seu celular e suas coisas estavam sobre um criado-mudo’’, disse Desgualdo.
Salmos
  No apartamento, localizado no oitavo andar da Avenida Vicente de Carvalho, 18, a polícia encontrou muitos textos — inclusive de internet — religiosos. ‘‘Havia cartas de salmos, um CD tocando esse tipo de música e bíblias abertas (uma no quarto e outra na sala) nos salmos, que se referem ao consolo, à consolação’’, avaliou o delegado geral.
  Para ele, a leitura e o volume desses textos encontrados no apartamento evidenciam um estado de espírito conturbado. ‘‘Há algum tempo, talvez em razão da sua separação (ocorrida há cerca de um ano), sabemos que ele se encontrava em processo de depressão’’, garantiu Desgualdo.
  Apesar da hipótese e do quadro mais provável de suicídio, o delegado geral assegurou que a perícia vai analisar todos os detalhes da cena, como as trajetórias dos projéteis, os ângulos de tiros (laudos perimetroscópicos), presença de impressões digitais, além da opinião do Instituto Médico Legal de Santos (local para onde foi levado o corpo no final da tarde de ontem).
Dois tiros
  Desgualdo enfatizou que o fato de o corpo de Guerra conter dois tiros não inviabiliza a hipótese de suicídio. ‘‘É costume muitas vezes no suicídio você encontrar mais de um disparo, dependendo da região do corpo em que se atinge’’.
  O delegado geral ainda explicou: ‘‘Pegar um órgão vital é uma coisa. Pode também haver até um espasmo, após o primeiro tiro (provocando um segundo). E, se ocorrer um que não se atinja de imediato um órgão vital, é claro que dá para disparar um segundo ou até um terceiro tiro’’, garantiu Desgualdo.
  As balas foram transfixantes (atravessaram de lado a lado). ‘‘Isso tudo está sendo observado e registrado’’. Aparentemente, o delegado geral acredita que a bala da cabeça (abaixo do ouvido direito) não tenha acertado o sistema nervoso central.
  ‘‘A necropsia irá analisar o horário do fato. O que sabemos até agora é que até às 22h30 de ontem (segunda-feira), ele ainda estava com vida. Pelo estado de rigidez do corpo, acreditamos que tenha sido por volta das 23 horas’’.
  Os exames estavam sendo realizados pela Polícia Científica de Santos e por peritos papiloscopistas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital.
  Ainda no início da noite de ontem, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Pinho designou o promotor Otávio Borba de Vasconcellos Filho para acompanhar todo o caso.
Confirmação
  No final da tarde de ontem, durante entrevista coletiva à Imprensa, no Palácio da Polícia Civil de Santos, foi descartada qualquer hipótese de homicídio. Houve a confirmação de suicídio.
  Participaram da coletiva o delegado divisional do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Armando Oliveira.

Quarta-Feira, 15 de Junho de 2005, 07:17

Posse no atual cargo ocorreu há 5 anos

Da Redação

 

  O delegado João Jorge Guerra Cortez tinha 47 anos de idade e 18 de profissão. Ele assumiu a Seccional de Santos no dia 18 de junho de 2000. Além de Santos, o setor abrange também os municípios de São Vicente, Bertioga, Guarujá, Cubatão e Praia Grande.
  Entre as suas missões, estava a de apurar as infrações cometidas por policiais e o estímulo ao policiamento judiciário, que é um trabalho de investigação.
  ‘‘Trabalhamos junto com ele desde a época da Academia de Polícia. Ele era uma pessoa muito correta e direita. Também era um pouco introvertido, mas de um sentimento muito puro’’, afirmou o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo.
  ‘‘Ele era um companheiro da primeira hora. Fazia o que gostava, que era a investigação’’, completou. ‘‘A polícia perdeu muito’’. Guerra era separado e deixou um filho de 10 anos de idade. Sua família, os pais, são de Peruíbe (Litoral Sul).
Honra
  ‘‘Temos que tocar a vida em frente e honrar a figura de Guerra, que era uma figura intrépida. Ele foi sempre um delegado linha-de-frente’’, enfocou o diretor do Deinter-6, o delegado Alberto Corazza. ‘‘Ele enfrentou perigos, tiroteios. Ele não era acomodado, de papel. Era um homem altamente competente, apaixonado pela investigação e fez grandes casos em Santos’’, emendou.
  Corazza confirmou que Guerra atuava recentemente no caso Naldinho. ‘‘Ele transmitia informações ao delegado Ivaney (Ivaney Cayres de Souza, diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos, Denarc) e acompanhamos essas investigações desde o início’’.
  O diretor do Deinter-6 disse que o caso Naldinho foi passado ao Denarc porque o órgão tinha mais liberdade de ação. ‘‘Os policiais de lá são menos conhecidos do que os daqui e tinham muito mais liberdade para fazer as campanas, investigar etc’’.
  Corazza garantiu entretanto que ‘‘não há nenhuma possibilidade, nesse mundo, de qualquer ligação entre essa depressão (que seria a causa do suicídio) e a investigação que estava sendo feita’’. O diretor assegurou que Guerra já havia passado por pressões maiores, em outras investigações.
Bíblia
  ‘‘Ele estava com problemas pessoais. Inclusive, comentamos muito sobre esses problemas. Líamos a Bíblia juntos e até levava ele para comer em casa’’. Mas Corazza observou que ele era mesmo muito introspectivo. ‘‘Ele dificilmente se abria por completo’’.
  Para o diretor, as pessoas introspectivas têm mesmo esse problema. ‘‘Eles entram em uma roda-viva e as dificuldades vão acumulando e acumulando e a depressão leva a um maior recolhimento; e isso tudo a uma depressão fantasiosa para um momento propício’’.
  É por esse motivo que Corazza disse não ter dúvidas de que houve mesmo suicídio. ‘‘Trabalhei por dois anos na Delegacia de Homicídios do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) e nossa experiência nos leva a crer que não há outra hipótese a não ser suicídio’’, ratificou.
Colaborou Amanda Guerra

TRATADO DO “CICLO COMPLETO” DA POLÍCIA MILITAR POR CACO BARCELLOS…A HISTÓRIA DA POLÍCIA QUE MATA…ALIÁS, QUE MATA E ROUBA 69

Rota 66 – A História da Polícia que Mata
           O livro de Caco Barcellos começa com jeito de ficção, contando a história de um jovem rico da cidade de São Paulo e sua última noite junto com a namorada, levando-a para passear em seu Fusca e deixando-a em casa antes de se encontrar em um bar com os amigos.
            No meio das conversas, um dos amigos de Francisco Noronha, o Pancho, o convence, junto com um terceiro, a se vingar de um cara que lhe devia dinheiro roubando o rádio do carro dele. Ao invadirem a casa, são surpreendidos pela Veraneio cinza da Polícia Militar que os persegue pela cidade e os mata, num dos casos raros de assassinato de jovens ricos da metrópole por parte da polícia. Noronha e seus amigos morreram numa madrugada de 1975 no bairro dos Jardins e os policiais da Rota 66 que os assassinaram jamais pagaram pelo crime.
            Barcellos começou a pesquisa do livro para registrar os casos de criminosos mortos pela polícia a partir de 1972. Quando deu sua pesquisa por completa, no início da década de 90, havia chegado à conclusão de que os criminosos eram minoria entre os assassinados nessas duas décadas. A maioria das vítimas da Polícia Militar de São Paulo era inocente. Eles preferiam assassinar homens pobres, jovens, negros ou pardos, mas nem por isso as mulheres escapavam. Dentre os criminosos mortos, cerca de 34% das vítimas, apenas 2% era de latrocidas e estupradores, o tipo de criminoso mais odiado pela sociedade. Boa parte havia praticado furtos e a maioria não era reincidente. Ainda assim a polícia alardeava a cada morte que havia eliminado um criminoso “de alta periculosidade”.
            A narrativa do livro vai se alterando, passa a remeter menos à ficção e tornar os fatos cada vez mais reais. À medida que Caco Barcellos descreve o modo como pesquisou cada caso, torna o texto mais parecido com uma grande reportagem na qual denuncia a ação dos policiais da Rota – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – sediada no 1º Batalhão da Polícia Militar, dentre elas tortura e assassinato de inocentes, alterações da cena do crime e a impunidade com a qual eram presenteados pelos colegas do IPM – Inquérito Policial Militar.
            “Rota 66” é uma leitura forte, revoltante e de certa forma esclarecedora. Narra com frieza as mortes ocorridas no período da pesquisa e as ações da Polícia Militar, que acoberta os crimes e homenageia aqueles que cometeram o maior número de assassinatos. Também abre os olhos para os novos métodos de tortura criados e aplicados após a ditadura militar e a corrupção que existia – e ainda existe – dentro das organizações policiais.
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O livro tem de tudo sobre a secular história da PM Paulista; de Roberval Conte Lopes ao  falecido Coronel Ubiratan  “Viagra” . Este bem antes de ganhar fama mundial com a chacina do Carandiru era um dos respeitáveis oficiais da doutrina do ciclo completo PM: “perseguir, torturar e matar “.

TEORIA E PRÁTICA DO CICLO COMPLETO DA POLÍCIA MILITAR PELO OFICIAL ALESSANDRO RODRIGUES DE OLIVEIRA 14

Sábado, 13 de Junho de 2009, 06:25

Após mais de 10 anos, ex-tenente da PM vai a júri pela segunda vez

Da Redação

 

EDUARDO VELOZO FUCCIA

Dez anos após o crime que manchou a secular história da Polícia Militar de São Paulo e depois da realização de oito júris populares, o Caso da Cavalaria poderá ter o seu desfecho na esfera processual penal com a realização do nono e derradeiro julgamento, se não houver mais recurso de apelação.

Na próxima segunda-feira, a partir das 9 horas, no Fórum de Praia Grande, senta no banco dos réus Alessandro Rodrigues de Oliveira. Segundo-tenente expulso da PM, era ele quem comandava a guarnição da viatura Blazer do Regimento de Cavalaria 9 de Julho acusada de executar com tiros na cabeça dois adolescentes e um jovem.

Anderson Pereira dos Santos, de 14 anos, Thiago de Passos Ferreira, de 16, e Paulo Roberto da Silva, de 21, ainda tiveram os corpos ocultados em um mangue de Praia Grande. Os cadáveres só foram achados 17 dias depois. As vítimas foram abordadas na saída de um baile carnavalesco do Ilha Porchat Clube, em São Vicente.

Apesar de ficar na Luz, na região central de São Paulo, o Regimento de Cavalaria 9 de Julho teve alguns de seus integrantes destacados para atuar no reforço do policiamento de verão na Baixada Santista, em 1999. Na madrugada de 17 de fevereiro, patrulhava a região a guarnição do então segundo-tenente Alessandro.

Sob às ordens do oficial, atuavam os soldados Edivaldo Rubens de Assis, Marcelo de Oliveira Christov e Humberto da Conceição, co-réus do mesmo processo e também expulsos da PM. Segundo testemunhas, os quatro policiais detiveram as vítimas com truculência próximo ao clube e as colocaram na parte de trás da viatura.

A suspeita dos acusados era a de que os rapazes estavam envolvidos em um roubo, cuja suposta vítima nunca apareceu. Os jovens também não foram encaminhados ao distrito policial para as averiguações de praxe. Inúmeras buscas pela região, inclusive na Serra do Mar, foram realizadas com o intuito de localizá-los.

Antes do encontro dos corpos, os policiais não admitiam sequer a abordagem. Porém, a localização de uma mancha de sangue no chiqueirinho (compartimento de presos) da Blazer vinculou os policiais de forma irrefutável às vítimas. Exame de DNA revelouque a amostra hematológica coletada na viatura era de Paulo Roberto.

Os réus tiveram as preventivas decretadas, sendo processados por três homicídios qualificados e três ocultações de cadáver. Submetidos a julgamentos distintos, foram condenados, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a realização de novos júris. Administrativamente, foram expulsos da corporação.

No primeiro julgamento, Alessandro foi condenado a 59 anos e 6 meses de reclusão. Com a decisão do TJ-SP, o segundo júri ocorreria em 10 de abril de 2006, mas foi adiado a pedido da defesa. Ela tentou desaforá-lo (transferir a sua realização para outra comarca), mas teve seu pedido negado.

A nova data do julgamento foi marcada para 24 de março de 2008, mas ele também não aconteceu porque a defesa se retirou do plenário, antes do início da sessão, por causa da falta de uma testemunha. O júri de segunda-feira será presidido pela juíza Suzana Pereira da Silva e terá na acusação o promotor Fernando Pereira da Silva.

A pretensão do promotor é que Alessandro seja de novo condenado, “porque ele era o oficial e comandou toda a ação”. Segundo ele, os homicídios foram triplamente qualificados pela crueldade, pelo emprego de meio que impossibilitou a defesa das vítimas e para assegurar a impunidade do abuso de autoridade na detenção.

Réu retorna ao regime fechado por burlar lei

Da Redação

 

Alessandro Rodrigues de Oliveira é o único réu do Caso da Cavalaria que atualmente cumpre pena em regime fechado. Em 26 de março de 2007, ele conquistou o direito ao regime semi-aberto, porém, burlou as suas regras com a prática de três faltas graves previstas na Lei de Execução Penal e retornou ao sistema mais severo.

Pelo tempo de prisão cumprido, Humberto da Conceição, Marcelo Christov e Edivaldo de Assis também progrediram para o regime semiaberto. Desse modo, podem sair pela manhã do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da Capital, para realizar trabalho externo, devendo retornar à noite.

Embora expulsos da PM, os réus continuam na prisão da corporação porque à época do crime a integravam. A conquista do regime semi-aberto deveu-se ao cumprimento de um sexto da pena ­ entendimento da jurisprudência, embora o texto original da Lei dos Crimes Hediondos determinasse o cumprimento integral em regime fechado.

Em 28 de março de 2007, a Lei 11.464 alterou a Lei dos Crimes Hediondos (que engloba os homicídios qualificados), estipulando o cumprimento de dois quintos da pena, se o réu for primário, para a progressão de regime. Porém, a regra só é aplicável aos delitos cometidos após essa data e não abrange os acusados do Caso da Cavalaria.

FALTAS GRAVES

Em decisão fundamentada, na qual detalhou as três “faltas graves” atribuídas ao ex-tenente, o juiz Luiz Alberto Moro Cavalcante, da Vara de Execuções Criminais da Justiça Militar de São Paulo, regrediu Alessandro do regime semi-aberto para o regime fechado, em 18 de dezembro do ano passado.

Segundo o magistrado, após conquistar o direito ao semiaberto, Alessandro começou a trabalhar como estagiário em um escritório de advocacia e voltou a cursar a Faculdade de Direito. No entanto, ele trocou de escritório e passou a aliciar clientes do antigo local de trabalho para a segunda banca jurídica, ferindo a ética.

Não bastasse essa conduta, o condenado visitou unidades da PM para captar eventuais novos clientes, apresentando-se como “advogado”. O ex-policial negou a acusação, mas admitiu ser chamado de “doutor” porque se vestia com terno. Para o juiz, “houve falsa identidade, que até pode caracterizar exercício ilegal de profissão”.

Por fim, Alessandro montou uma empresa de “gestão empresarial”e indicou à Junta Comercial endereço diverso ao do Presídio Militar Romão Gomes, violando determinações do Código Civil. Conforme o magistrado, com essa outra falsidade, o réu objetivou ocultar da administração do presídio a criação da empresa.

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Se não fosse pelos trabalhos da inoperante e burocrática Polícia Civil, esse animal atualmente seria Capitão ou Major.

E pela conduta do “ex-tenente” ,  antes e depois, verifica-se que que a “reserva moral” da Polícia Militar , há séculos, foi  para a reserva .

Delegada Vera D´Antracoli é acusada de ter feito uso irregular do Registro Digital de Ocorrências e de ter forjado flagrantes…O SÉRPICO APONTAVA VIRTUDES E DEFEITOS, MAS NADA DESSA NATUREZA… 29

SINDICATO denuncia ex-titular da Dise
Delegada Vera D´Antracoli é acusada de ter feito uso irregular do Registro Digital de Ocorrências e de ter forjado flagrantes
Marcelo Alvarenga

Vera: Não quis se manifestar
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região (Sinpol), Valdir Fernandes da Silva, acusa a delegada Vera Lúcia D´Antracoli Ribeiro Neves de ter cometido uma série de irregularidades e ilegalidades durante o período em que comandou a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), entre elas, a de ter mandado seus subordinados forjarem flagrantes.

Silva enviou, há 20 dias, um ofício ao Conselho da Polícia Civil solicitando que Vera fosse afastada do trabalho policial e juntou diversas denúncias protocoladas por funcionários, além de 208 assinaturas, encaminhando-as ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional de Mogi, que culminaram, preventivamente, no afastamento da delegada do comando da Dise há cerca de duas semanas e sua transferência para prestar serviços policiais na Cadeia Pública. Veículos de Imprensa nacional, como a TV Record, estiveram ontem na cidade para apurar o caso.

Segundo o presidente do Sinpol, entre as denúncias protocoladas estão o uso irregular de viatura policial e do sistema de Registro Digital de Ocorrências (RDO), além de adulteração na elaboração de flagrantes. “Temos um CD com gravações que comprometem seriamente a delegada. Em uma delas, ela fala com um funcionário sobre forjar um flagrante de tráfico”, contou Silva.

As denúncias foram apresentadas ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional pelos policiais da Dise, por intermédio do Sinpol. “O policial tem medo de representar contra um delegado, mas a situação estava tão insustentável que eles vieram me procurar. Fomos até a Seccional para comunicar o que estava ocorrendo. Ela, constantemente, humilhava os policiais”, explicou.
De acordo com o sindicalista, os crimes que são atribuídos a Vera podem, inclusive, resultar na perda de seu cargo. “A presença dela na região é insustentável. O sindicato colheu 208 assinaturas de policiais do Alto Tietê que se mostraram solidários aos funcioná-rios da Dise e também manifestam o desejo de nunca ter de trabalhar com ela”, destacou.

Agora, segundo Silva, se o Conselho da Polícia Civil, que é dirigido pelo delegado-geral Domingos Paulo Neto, decidir acatar o pedido de afastamento da delegada, ela deverá ser recolhida para o Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), onde ficará até que as investigações contra ela sejam apuradas. “Se a remoção for aceita, ela não poderá assumir nenhuma delegacia. Ficará apenas à disposição do Demacro”.

Outro lado
O Mogi News procurou a delegada para que ela se manifestasse sobre as denúncias e o ofício, mas ela preferiu não comentar o assunto. Vera estaria sendo vítima de ameaças e questiona a forma como as denúncias e o abaixo-assinado foram feitos.

O caso segue para a investigação do delegado seccional de Polícia Civil, João Roque Américo, por meio de um procedimento administrativo. No entanto, Américo preferiu não se manifestar sobre o fato, mas disse que a Seccional estaria tomando as providências necessárias.

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Pelo que sei ela não é uma flor; temperamental e, muitas vezes, destemperada. Mas nada chegou ao conhecimento deste Blog e do Ouvidoria do Policial acerca de indignidades funcionais como as noticiadas.

Assim,  toda cautela nunca será demais.

Pode ser vingança  orquestrada pelo  CAZÉ. 

TODA A VERDADE ACERCA DAS DISPUTAS POLICIAIS: O ESTADO NÃO OUVE A DISCÓRDIA 29

Quem defende e se agarra ao inquérito policial –  como propriedade do Delegado de Polícia – não preside inquéritos policiais; se é que algum dia dedicou-se a tão  desgastante trabalho.

Quem defende o ciclo completo como sendo o remédio para todos os males da segurança pública, não está nas ruas  – uniformizado – cumprindo os seus deveres.

Valendo dizer: tais discussões inúteis são alimentadas por inúteis; esquecidos de que todos os assuntos pertinentes às policias sempre foram – e serão –  discutidos e decididos sem a menor participação das Polícias. 

Por uma questão fundamental: nunca houve concórdia entre Delegados e Oficiais da PM.

Assim,  a modernização das Polícias, com ou sem inquérito policial, ciclo completo ou  juizado de instrução , refletirá a vontade da comunidade acadêmica,  advogados, promotores e juízes. Com os estragos –  posteriormente –  acrescidos pelos legisladores.

Houvesse seriedade,  policiais militares e civis –  há muito –  estariam irmanados buscando a melhor solução para a Sociedade.

Não há espírito público, apenas corporativismo.

PIADA CASTRENSE: “A agilidade da polícia ostensiva em muito supera a burocratica e ineficiente polícia civil”(“SIC”) 6

A verdade é que quem não tem competência não se estabelece. O FALIDO INQUERITO POLICIAL tem de acabar. A modernização com o ciclo completo de polícia é algo inevitável. A agilidade da polícia ostensiva em muito supera a burocratica e inefeciente polícia civil.

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A polícia ostensiva é tão ágil que   SÓ HÁ CRIMES NA FORMA TENTADA…

O ladrão sacou a arma, logo após,  já é preso.

Tamanha a rapidez dos órgãos ostensivos…

Sempre estão no lugar certo; na hora certa.

Sempre alertas e vigilantes.

Diga-se de passagem,  tão pequeno  é o número de crimes   –  já que raramente ocorrem crimes por conta da agilidade do policiamento ostensivo – que a Polícia Civil , há tempos, não tem o que fazer.

Os Promotores não oferecem denúncias, os magistrados não julgam e não há trabalho para advogados criminalistas e defensores públicos. 

DELEGADA QUE INVESTIGOU CARDEAIS AGORA ESTÁ SENDO ACUSADA DE “FRAUDE PROCESSUAL” 21

Delegada que acusou policiais vira plantonista
Enquanto esteve na Corregedoria da Polícia Civil de SP, Alexandra Randmer da Silveira foi a “campeã de indiciamentos’

04/08/2008

A delegada Alexandra de Agostini Randmer da Silveira, 37, teve sua situação profissional definida pela cúpula da Polícia Civil de São Paulo: de integrante da Corregedoria Geral da corporação, onde foi considerada a “campeã de indiciamentos” no primeiro semestre de 2008, com 54 policiais acusados de crimes, ela virou plantonista no 13º DP (Casa Verde), na zona norte de São Paulo.

A decisão de retirar a delegada da corregedoria e mandá-la para um distrito policial da capital partiu do chefe da corporação, o delegado-geral Maurício José Lemos Freire.

No dia 29 de junho, apenas cinco dias após concluir a investigação sobre as 29 pessoas -dentre as quais nove policiais civis, sendo três delegados- suspeitas de utilizar a infra-estrutura da Polícia Civil em Ferraz de Vasconcelos (Grande SP) para falsificar e vender CNHs (habilitações), a delegada foi retirada da corregedoria.

De acordo com o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, do Ministério Público de Guarulhos (Grande São Paulo) e também um dos responsáveis pela investigação contra os acusados de vender CNHs falsas, a retirada da policial da corregedoria foi uma “retaliação”.

Rotina administrativa

Em nota oficial, o delegado-geral, Maurício Freire, informou que a transferência da delegada “deu-se a pedido do delegado diretor da Corregepol [corregedoria], Francisco Alberto de Souza Campos”. A mudança, segundo ele, foi “por razões de rotina administrativa”.

Além de sair da corregedoria, onde ficou um ano e meio, a delegada também foi ameaçada, em maio, quando investigava cinco policiais suspeitos de desviar 327,5 kg de cocaína.

A informação é de outros delegados ouvidos pela Folha e que pediram anonimato, já que Freire os proíbe de conceder entrevista. Questionado sobre a ameaça contra a policial, Freire afirmou: “Não é raro que autoridades policiais recebam ameaças ao longo de sua vida profissional”.

A delegada não foi encontrada ontem pela reportagem para falar sobre a sua transferência e sobre a ameaça.

Ao terminar a apuração sobre a máfia das CNHs, a delegada pediu a decretação da prisão preventiva dos 29 suspeitos. Além de ser contra o pedido da decretação da prisão preventiva dos três delegados acusados, segundo apurou a Folha, a cúpula da Polícia Civil não queria que ela pedisse à Justiça a quebra dos sigilos fiscal e telefônico de todos os acusados.

Chegou à cúpula

Durante as investigações sobre a venda das CNHs falsas, a delegada e a Promotoria descobriram que um integrante da cúpula da Polícia Civil, o também delegado Elson Alexandre Sayão, chefe do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro SP) e braço direito de Freire, alertou um de seus subordinados sobre a apreensão de 200 CNHs emitidas em Ferraz de Vasconcelos.

Em uma conversa gravada com autorização da Justiça, Sayão foi flagrado ao ligar, em 22 de abril, para o também delegado Carlos José Ramos da Silva, o Casé, para alertá-lo sobre a apreensão das carteiras.

Casé foi o coordenador da Polícia Civil na região de Ferraz até 21 de maio. Em 17 de julho, ele acabou preso sob a acusação de receber dinheiro dos suspeitos de vender CNHs falsas.

Apesar de o chefe da Polícia Civil ter afirmado, na nota oficial, que a transferência da delegada Alexandra da corregedoria da corporação não afetou as investigações do órgão, um desdobramento do que ela e a Promotoria investigaram após a prisão de Casé estava previsto para ocorrer nos próximos dias.

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Através de comentário postado, ontem,  neste Blog, leitor informa acerca do suposto indiciamento da Delegada por “fraude processual”, nos autos dos inquéritos em desfavor dos Delegados Carrel e Cazé, ambos presos preventivamente no meado de 2008.

As retaliações , além das já sofridas, eram esperadas. Todavia não acredito que a juntada aos autos de  denúncias anônimas –  por correio eletrônico ou postais – possa caracterizar “fraude processual”…Também não é  de se acreditar tenha ela produzido as supostas denúncias.

Ora, em relação a Carrel há depoimentos produzidos pelo Ministério Público; em relação a Cazé uma série de indícios também inicialmente produzidos por outros órgãos.

Duas coisas são certas: Carrel e Cazé são homens poderosos; homens poderosos e com BONS COMPANHEIROS.

Para eles: QUASE TUDO É POSSÍVEL.

SIPESP IMPETRARÁ MANDADO DE SEGURANÇA EM FACE DO PLANTÃO ESCRAVÃO E VIRTUAL NAS CIDADES DE HORTOLÃNDIA E MONTE MOR 34

Devido ao fato do Delegado titular do Município de Hortolandia/SP, PETERSON TADEU DE MELO desrespeitar a legislação vigente não cumprindo o  Decreto nº52.054 de 14 de agosto de 2007, o qual estipula que o policial civil não pode exceder o plantão de 12h por 36h.

O SIPESP expediu ofícios as autoridades competentes (Dr. Peterson, Delegado Seccional de Americana/SP e Diretor do Deinter-9, Piracicaba/SP), sendo o de nº060/09, endereçado ao Delegado Seccional de Americana/SP Dr. João José Dutra (cópia no final da matéria), ambos, cobravam o cumprimento do mencionado decreto. O SIPESP esta esperando as respostas dos oficios, caso se faça necessário, será usado o mesmo procedimento da cidade de Mococa/SP, fazendo-se necessário o ajuizamento do Mandado de Segurança judicial, gerando o processo nº473/09 da 2º Vara.

Na cidade de Mococa atualmente cumpre-se o Decreto nº52.054

THIAGO LOPES DAMACENO – MOCOCA/SP – DEINTER 9

DELEGADO SINDICAL DO SIPESP

Segue abaixo cópia do protocolo:

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http://thiagoldamaceno.wordpress.com/2009/06/09/sipesp-cobra-cumprimento-do-decreto-n%C2%BA52-054-na-cidade-de-hortolandiasp/#comment-624

Veja os ofícios no Blog do escrivão Thiago Damaceno

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DIA DE PLANTÃO: trabalho das 9h00 as 15h00, retornando das 18h00 as 9h00. Das 9h00 as 10h00 aguarda a funcionária da prefeitura conferir o expediente e objetos apreendidos.

“OS SEM-DEPUTADO” SÃO REMOVIDOS PARA MUITO LONGE…OS “COM-DEPUTADO” PODEM ATÉ INTERROGAR PRESO DE MADRUGADA…TÁ TUDO CERTO! 1

N/t do art 36, IV, da LC nº 207/79
a Delegacia de Polícia do Município de Sete Barras, para
sede de exercício do Dr. FÁBIO DE OLIVEIRA MARTINS PIERRY
– RG 15.285.080, Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão II,
lotado na Delegacia Geral de Polícia, classificado no DEINTER
6 – SANTOS, anteriormente com sede de exercício na Delegacia
Seccional de Polícia de Santos.(DGP-4203-P)

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Causa revolta a remoção do colega PIERRY, pois para quem possui domicílio em Santos, filho pequeno, esposa professora, remoção no interesse do serviço para Sete Barras é punição.

E deve ser, muito embora mascarada.

A cidade de Sete Barras é um lugar aprazível para jovens solteiros; com menos de 30 anos.

Fui titular de Sete Barras em 1989… Nestes 20 anos não mudou muita coisa. Continua sendo a região mais pobre do Estado.

Mas na administração a coisa é assim, quem não tem irmão ou cunhado deputado vai pra longe…

Quem tem deputado pode continuar pertinho de casa…

Pode até continuar dando ordens para o Carcereiro: “trás o meu preso”, digo, “trás o preso”!

Oh!…Ai!…Ui!… Upa!

Tá tudo certo!

“CPI da Petrobrás visa favorecer a eleição de José Serra…Serra privatizará a empresa se for eleito presidente da República…Globo, Folha, Estadão e Veja trabalham para José Serra e são pagos com dinheiro dos impostos dos paulistas”…SERÁ? 5

Dia 19, avenida Paulista

Atualizado e Publicado em 09 de junho de 2009 às 15:13

por Eduardo Guimarães

Quem poderia atuar contra tal poder? O Judiciário? O Ministério Público? Esqueçam. A Cúpula do Judiciário está no bolso de José Serra e de FHC, bem como a grande mídia. E o MP morre de medo deles.

E o Legislativo? Esse está de joelhos, acossado pelas denúncias midiáticas sobre passagens, castelos etc.

 

.CPI da Petrobrás visa favorecer a eleição de José Serra.

.Serra privatizará a empresa se for eleito presidente da República.

.Globo, Folha, Estadão e Veja trabalham para José Serra e são pagos com dinheiro dos impostos dos paulistas. 

Dia 19 estarei na Paulista. Levarei o megafone que já usei tantas vezes em atos públicos e, no que depender de meu esforço, arregimentarei muitas das pessoas inconformadas com esses crimes de lesa-pátria aos quais me referi acima.

Espero vocês lá na Paulista dia 19, os que tiverem condições de ir. Quem reclama da sabotagem do país pela oposição e pela mídia e não for porque não quis ou porque teve preguiça, que por favor não se queixe depois

íntegra no  BLOG DO AZENHA

:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dia-19-avenida-paulista/

Só burros se tornam Ministros da Educação “neztepaifz”…disse a Professora roubada por duas reformas,uma do maldito PSDB e outra dos duas vezes maldito PT 5

MARINGONI26102005Li disse:
07 Jun 2009 � s 13:22

Noffaaaa, que sublime!

Paulo Renato não é o tal que submete texto à apreciação de poderosos antes de publicar?

Quando Ministro da Educação transformou o livro didático nessa porcaria que temos por aí.Tudo foi equadrado no modelito sócio-histórico adorado pelas esquerdas.Autores que não se enquadraram não foram aprovados pelo MEC.
Ademais,não fez nada do que deveria ter feito:acabar com a promoção automática,elevar a média para a aprovação,selecionar os melhores via exame de admissão para escolas públicas, como era antes,quando escola pública era sinônimo de qualidade.
Foi um dos arquitetos da falácia “toda criança na escola”, sem qualidade,transformando escolas em crechões,professores em babás.A obrigatoriedade da frequência escolar era só para os vagabundos dos pais receberem o tal bolsa-escola.Vincular recebimento ao desempenho que era bom?nada…

Tem grandes seguidores na sua saga de transformar escolaridade em terceirização da “educação”,esta,sim,obrigação dos pais e não dos professores.Depois dele,na escola,faz-se de tudo, menos estudar,sentar bundinha na cadeira e queimar pestanas em cima de livros.
Que saudades das escolas de antes que ensinavam até latim,dois ou três idiomas,cálculos.Hoje é só recreação,tudo lúdico,crechão.

Aqui em SC o PSDBosta está enterrando de vez a pouca qualidade que ainda havia nas escolas públicas.O Conselho Estadual de Educação aprovou resolução no final de 2008 proibindo reprovação de alunos que não sabem nem as letras do alfabeto.Não reprova nem por faltas,desde a primeira série até à terceira série.A desculpa é o tal ensino de nove anos, que transformou a primeira série em mero prezinho,tudo lúdico,sem obrigação de alfabetizar…Como, segundo o modelo adotado, o tal processo sócio-histórico…,a alfabetização ou letramento pode se prolongar até a terceira série,não é mais coisa de primeiro ano primário,os alunos chegam às séries finais do Ensino fundamental completamente analfabetos funcionais,ou acham que de quinta em diante os mestres vão fazer o que não foi feito em 4 anos?Ahh sim,eles querem que os mestres resolvam a defasagem com aulinhas especiais,no contraturno,não é lindo?Como se todos os professores ganhassem 40h/semanas,dois turnos,direto na mesma escola…Acho lindo:internato para professores, mas alunos? ora,ora,estudam se quiserem,como nunca querem pois passam mesmo…Tem tabela fixa:aprovação tem de ser de 70% das turmas, todas,todos os níveis…A média que antes era cinco,para inglês ver,agora é três.Antes para tentar uma nota dez no exame final( depois de trocentas chances de recuperação durante o ano),tinha de ter uma pontuação mínima;se tivesse, digamos,média dois ou três,nem tirando 10 no exame passaria.Agora não; se tiver um três de média,vai pra exame mesmo precisando de mais de 10…Se tirar o 10(milagres acontecem),junta com o três e graças a uma fórmula matemágica passa, é aprovado.
Sem falar que pode faltar até 50% dos dias letivos.

Não é lindo?Coisas do PSDB daqui…Os petistas com diploma,com fita de intelectuais,só fita…

Paulo Renato é burro.Só burros se tornam Ministros da Educação “neztepaifz”.

Ainda bem que meu martírio acabou.Depois de 30 anos dando murro em ponta de faca,querendo qualidade a toda força,para quem tem cacife mental e não para quem não nasceu para a vida acadêmica(nem todos nascem para isso), me chegou o dia do descanso da guerreira,duas vezes roubada por duas reformas,uma do maldito PSDB e outra dos duas vezes maldito PT.

http://www.raul.blog.br/371/educacao-com-professores-e-livros/

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O QUE O  PSDB INVENTOU, O PT IMITOU…E FOI BOM PARA O POVO.

UM BURRO ( por vezes VEADO )  é Ministro ou Secretário de Educação.

MÉDICO  é Ministro do Planejamento ou Secretário de Desenvolvimento.

ECONOMISTA é Ministro da Saúde.

PROMOTOR governa pelo Governador( assim não tem fiscal da lei ).

ENGENHEIRO CIVIL  é gestor de recursos humanos…

E por aí vai a escalação dos times.

E quem é Secretário de Segurança ou Ministro da Justiça?

Ora, pra  tocar a Polícia quando não é  um bunda,  é um  Pinto! 

Mas  com  adjunto  –  advogado –  pra fazer “o meio”!

FAÇAMOS ENTÃO EXAME DE TOQUE NO CANDITADO A PRESIDENTE…MAS A PRIMEIRA DEDADA MERECIDAMENTE SERÁ NO BRILHANTE PHD A. BARROS 4

1465633930Deu no Estadão:

“…O que está em jogo não são as qualidades ou os defeitos da ministra Dilma, sua competência maior ou menor ou a admiração que tenhamos ou não por ela. Trata-se dos custos que a evolução da saúde da ministra poderá ter para todos os brasileiros.

Correremos o risco de viver anos em sobressalto, porque crises, depois que começam, adquirem dinâmica própria. Nem sempre sabemos quando e como elas começam. E nunca sabemos quando nem como terminam.

Crises acontecem. Algumas são previsíveis; outras, não. Algumas podem ser evitáveis; outras, não. Levar adiante a candidatura da ministra Dilma Rousseff pode ser entrar numa crise previsível, de desfecho completamente desconhecido, mas que pode ser muito caro para todos os brasileiros. ”

Alexandre Barros, cientista político (Ph.D., University of
Chicago), é diretor-gerente da Early Warning: Análise de
Risco Político (Brasília)
E-mail: alex@eaw.com.br

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Meu caro,  segundo o seu geométrico raciocínio,   caso a sua mulher  –  ou seu homem – tenha a necessidade dos mesmos cuidados da  Senhora Dilma , diante dos imprevisíveis custos dessa dinâmica de blá-blá-blá que descreveu, sabemos o desfecho que  dará   a ela (ou ele)  :  JOGARÁ NO LIXO.

Ah!, tu és formado  na  Chicago ou  Sicago no bairro da Liberdade?