FRASE DO DIA: VERDADEIRAMENTE, ESCRIVÃO QUE GRAFA “HETERNAS” – ALÉM DE OFENSA AO ETERNO – JAMAIS SERIA UM LEÃO DO TECLADO…É UM BURRINHO! ALIÁS, PARECE QUE O ESCRIVÃO THIAGO FAZ ESCOLA 4

Aí doutor Guerra, o senhor afinou para o Thiago?
Ficou com medo de ser questionado e perder na argumentação?
Que feio!
O sr. é leão só por trás da tela, não é?

LEÃO DO TECLADO

12/10/2009 em 17:56 Editar

  • 9.Escrivão Diz:

    05/10/09 at 11:27
    Desculpem-me pelo erro de português na palavra Eterna… de fato ficou feio pra caramba e a correria quando foi elaborado esta sugestão não justificaria, mas me atentarei para que não ocorra novamente… pelo menos esta palavra acho que não erro mais, mesmo se não houver corretor de texto automático..rs… (sou péssimo em português embora minha carreira, mas me esforço para melhorar)… obrigado por alertar. Abços!

    Responder
    thiago lopes damaceno Diz:

    05/10/09 at 18:18
    O importante é a atitude sua!!!

    Sei que vc não é leão de internet. Continue assim, vc faz a diferença

    ________________________

    Então doutor, não vai responder aos ataques.

    ESCRIBÃO NUFABETO

    12/10/2009 em 18:20 Editar

  • HETERNAMENTE NUFABETO

  • Assim não dá!

    O meu governador , caso saiba desses pequenos deslizes, certamente NOS DEIXARÁ EM PELO.

    Afinal, como é que alguém tão letrado , ocupando o cargo de escrivão da Polícia Civil, pode reclamar de vencimentos na ordem de R$ 2.000,00?

    Nível universitário nada,  quem escreve “HETERNAS” merece o bolsa escola.

    DA FOLHA ON LINE: Horário de verão começa no próximo fim de semana; relógios devem ser adiantados

    12/10/2009 – 14h01

    Horário de verão começa no próximo fim de semana; relógios devem ser adiantados

    da Folha Online

    O horário de verão deste ano começará à 0h do próximo dia 18 (um domingo), quando os relógios deverão ser adiantados uma hora no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A medida valerá até a meia-noite do dia 20 de fevereiro de 2010.

    A mudança afetará os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

    A expectativa do ONS (Operador Nacional do Sistema) é que o horário de verão reduza entre 4% e 5% a demanda de energia elétrica no país, o que significa uma economia de 1.800 megawatts nas três regiões onde a medida será implantada.

    09285142

    Horário de verão

    O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda, resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.

    O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário ocorreu nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.

    APENAS UM ENTRE MILHARES DE POLICIAIS DOENTES E PRONTOS PARA MATAR OU MORRER 3

    Policial civil faz mulher refém após discussão.
    Portal Terra

    Um investigador da polícia civil fez a mulher refém no final da noite do sábado (10/10) na cidade de São Lourenço da Serra, região metropolitana de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o homem se entregou sem machucar a vítima depois de aproximadamente meia hora de negociação.
    O investigador estaria embriagado e feito a mulher como refém por volta das 23h30.
    A Polícia Militar foi acionada e conseguiu a rendição do homem. O caso foi encaminhado para o distrito policial de Itapecirica da Serra. 

    JORNAL DA CIDADE DE BAURU : Em apenas 10 meses, 521 fogem e são recapturados 1

    Em apenas 10 meses, 521 fogem e são recapturados 
    Segundo a Polícia Civil, são 521 homens entre condenados e fugitivos de penitenciárias locais e de outras regiões

    Somente na última semana, entre segunda e sexta-feira, a Polícia Militar (PM) capturou 11 foragidos da Justiça – três eram fugitivos do Instituto Penal Agrícola (IPA). São condenados por crimes que vão de furto e não-pagamento de pensão alimentícia a roubo e homicídio. Alguns, eram procurados pela Justiça de Bauru. Outros, fugiram do cumprimento de penas impostas pela Justiça de Piratininga, Bariri, Piracicaba e Grande São Paulo. Ao todo, de janeiro a início de outubro, foram 521 condenados ou fugitivos capturados na cidade, segundo a Polícia Civil.

    Entre cumprimentos de mandado de prisão, recaptura de detentos e condenados localizados, foram presos 880 na área da Delegacia Seccional de Bauru, que abrange a cidade e outros 18 municípios da região. Somente em Bauru, foram 521 pessoas, segundo informação da Polícia Civil. Uma média de 55 prisões de foragidos por mês.

    Para Pellegrino Bacci Neto, primeiro secretário do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, os números refletem o resultado do trabalho das policiais Civil e Militar para tirar os foragidos de circulação. “O esforço é muito grande das polícias. Mas elas não podem parar suas atividades pela comunidade saudável, para sair somente perseguindo esses indivíduos”, pondera.

    Bacci Neto, que também é advogado coordenador da recém-criada Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, destaca que muitos dos condenados capturados já são fugitivos do sistema prisional. Principalmente os que se beneficiam das saídas temporárias, mas não retornam às unidades, conforme estabelece a regra do sistema. “É preciso reavaliar a política de concessão desses benefícios. Hoje temos presos que não são pais saindo para passar o Dia das Crianças com suas famílias”, pontua.

    Intensificado

    O tenente-coronel Benedito Roberto Meira, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar (4.º BPMI), informa que foi intensificado o trabalho de abordagens pelos policiais. Ao realizar a averiguação de uma pessoa, com revista e checagem de seus dados, a PM consegue verificar nos sistemas da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e na Rede Infoseg, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, se esta é procurada pela Justiça ou fugitiva de alguma penitenciária. “Se a pessoa diz que não está com os documentos, o sistema nos permite muitas formas de confrontação de dados”, enfatiza Meira.

    O comandante também informa que a regionalização do Centro de Operações da PM (Copom) tornou ainda mais ágil a forma de checar dados de suspeitos. “Antes, muitas janelas ficavam abertas. Agora, elas estão ainda menores. O sistema não trava”, destaca. Mas ele ressalta que de nada adianta a PM oferecer várias ferramentas de combate ao crime, se as abordagens não forem realizadas. Por isso, Meira informa que o Batalhão incentiva os policiais a abordarem um número cada vez maior de eventuais suspeitos.

    Para Bacci Neto, a população poderia contribuir com o trabalho da polícia. “Quando for parado para uma abordagem, o cidadão precisa saber que é um fato comum. Não precisa fazer cena, ficar nervoso. É uma atitude de rotina e é só manter a tranqüilidade”, diz.

    Sobre a quantidade de condenados que ainda não tinham sido presos e foram capturados esta semana, Meira pondera que esse problema é reflexo da complexidade do sistema e legislação penal. Ele avalia que muitas vezes, quando uma pessoa é presa em flagrante, o sistema processual é bastante rápido até que ela esteja fora da unidade penitenciária por meio de pedidos de liberdade provisória. A partir daí, até ser efetivamente condenada e ter a prisão determinada, o andamento passa a ser bastante lento.

    ____________________

    Penitenciárias com 14 fugas em 8 dias

    O Jornal da Cidade apurou que de 1 a 8 de outubro 14 pessoas fugiram das unidades prisionais de regime semi-aberto da cidade, sendo das Penitenciárias 1 e 2 e Instituto Penal Agrícola (IPA). Somente no último dia quatro, seis reeducandos fugiram do IPA. Ainda no mês passado, reportagem publicada no JC denunciava que todo dia pelo menos um preso de um dos três presídios do regime semi-aberto de Bauru foge.

    Em agosto, por exemplo, as evasões somaram 41 no IPA e penitenciárias 1 e 2, o que dá uma média de 1,3 por dia, de acordo com dados da 2.ª Vara das Execuções Criminais. Mesmo sem levar em conta se os números alcançam ou não o universo real de ocorrências (subnotificação), a proporção de 40 fugas mensais leva ao expressivo número de 480 foragidos no ano.

    As ocorrências, de outro lado, estimulam outros crimes. Em uma das fugas, o cunhado de um agente penitenciário do IPA foi morto. No final de agosto, de uma só vez, quatro presos saíram da unidade num sábado à noite.

    Na ocasião, o cunhado de um agente penitenciário que ajudava a procurar os fugitivos foi espancado e morto. Lorenil Batista da Silva, 42 anos, cunhado do agente Wagner Roberto Valentim, tomava conta do único dos quatro fugitivos que havia sido recapturado e que estava algemado a uma grade.

    Conforme o registro policial, foi quando chegou um carro, e seus ocupantes, para libertar o preso que estava algemado, agrediram Lorenil, que morreu no local.

    No final da semana passada, um dos foragidos naquela noite foi recapturado. Robson Aparecido dos Santos, 35 anos, foi localizado por policiais da Base Comunitária Noroeste em sua residência, na Vila São Sebastião, após denúncia anônima. Mas Santos negou envolvimento com o homicídio. 

    Lígia Ligabue 

    OAB DEFENDE EXAME DA OAB PARA DELEGADOS OU SE DEFENDE COMO PODE…É QUASE GRÁTIS, NÉ?

    MARCELO disse

    10/10/2009 às 5:59 PM

     

    4 Votos

     

    Quantcast

     

    Bem, gostaria aqui de externar minha humilde opinião acerca da matéria postada pelo ilustre Dr. Leonardo, que, diga-se de passagem, o trabalho que este profissional tem prestado a nós, aspirantes na profissão e que padecemos de angústia e sofrimento na caminhada até a sonhada carteira, ou como alguns dizem “carteirinha”???
    Parabéns Dr. Leonardo, seguramente muita gente aqui, reza muito pelo seu sucesso, eu me incluo nestes.
    Com relação à nova invenção da OAB, de estar a incluir que os candidatos ao cargo de delegado de policia e afins, passem por esta humilhação da qual somos feitos de idiotas, pois este exame não passa de um verdadeiro estelionato branco, até porque não avalia ninguém, é no mínimo ridículo.
    Já se passar pela cabeça do sr. Serra pactuar com essa nova invenção, certamente dará com os burros n´agua. Vai faltar delegado em São Paulo.
    Meus Amigos, será que ninguém é capaz de perceber que essa besteira de criar mais um obstáculo para as carreiras jurídicas é pura COMEDEIRA DE DINHEIRO!!!
    Essa conversa fiada de que os serviços prestados por estes profissionais seriam aprimorados e revertido ao jurisdicionado é pura BALELA!!!
    Vejam. É obvio, e todos aqui sabemos dos números auferidos pela ordem, com esses três certames por ano, logo, se ninguém parou para fazer contas, experimente! É divertido, mas aconselho usar uma calculadora de mais de dez dígitos.
    Quando o exame não era unificado, ficava mais difícil apurar estes valores, mas agora, qualquer um com o mínimo de interesse pela causa, vai me dar razão.
    E digo isso, convicto de minhas palavras, pois dinheiro MOLE como esse, todo mundo quer ganhar, senão vejamos: rsrs
    Alguém aqui seria capaz de arriscar dizer por que existe verdadeiros quebra-quebra pela cadeira de presidente das seccionais? Ora, o cargo não é remunerado?
    Mais uma vez digo que somos perfeitos idiotas, pois pagamos o dobro do valor exigido para prestar exame da ordem com relação a outros concursos, como por exemplo o da Magistratura. Lembrando sempre que os concursos públicos se você passar, vai enfiar um BELO contra-cheque no bolso, e o da OAB, você leva o quê? Não há necessidade de dizer.
    Outra questão, e que ninguém parou pra pensar. Porque a OAB, louca por dinheiro como é, não faz um pente fino, ou melhor dizendo, não faz um balanço nos quadros de suas seccionais e apuram os inscritos que estão em débito com suas anuidades? Ah!!! A eleição é só agora, então o corre-corre vai começar… É piada, não é colegas!!!
    Agora, sem brincadeira. Dr. Leonardo que me corrija se eu estiver errado! Não é uma P…, sacanagem com aquele profissional cumpridor de suas obrigações, e que esta em dia com seu órgão de classe, ter que dividir a mesa na sala de audiência com um colega que a anos não paga nada, não vota e pior só faz criticas a classe???
    Porque então a OAB não se preocupa em por Ordem na casa??
    A resposta é por demais óbvia, não existe e não existirá um Presidente de Conselho Federal, que ajuizará uma Ação de Cobrança de anuidade, porque não tem coragem, e é mais fácil tirar dinheiro de 31.000 candidatos, (3 vezes por ano), jovens e aflitos, do que enfrentar a fúria dos Velhos Chacais, é dinheiro limpo, não acham???
    Pois segundo o Regulamento Geral, quem não paga não Vota, quem não vota, acontece o que? NADA.rsrs ( e não adianta pedir pra anular essa questão também)
    Se o art.134 do RGEAOAB, fosse cumprido a risca, haveria muito Advogado impedido de advogar, o que seria uma medida honesta por parte da OAB.
    Por fim, com relação a esta conversa MOLE também de que os cursos jurídicos estão deficientes e blá,blá,blá, Deficientes são eles, pois só existe um culpado por essa PORCARIA TODA, a OAB.
    Vejam se o Conselho Regional de Medicina, abre as pernas para os empresários donos de universidades? A resposta é NÃO. Pois ele tem vergonha na cara, e digo isso pois quando entrei na Faculdade, aqui na minha cidade existia apenas dois cursos, naquele mesmo ano abriram mais seis, sob o argumento de havia uma demanda reprimida.
    Ora, o resultado foi este, quando colei grau, o safado do coordenador do curso, chamou nada mais nada menos que o imperador dos cursinhos preparatórios, alguém arrisca dizer quem é???
    Sim, ele mesmo dr. Luiz Flávio Gomes, naquela época ele ainda engatinhava, era pequenino. Hoje, é dono desse verdadeiro império que é o LFG.
    Porém digo e repito meus amigos e ao senhor DR. Leonardo, ele não é o culpado!!! Ele foi digamos assim, ligeiro e teve visão, culpado somos nós mesmos, que ainda assim, achincalhados como somos, por uma entidade mercantilista e inescrupulosa, escolhemos fazer parte de uma CASTA, pois não há profissão mais bela que a nobreza da ADVOCACIA.
    Perdoe-me Ilustre DR. Leonardo pelo (descarrego) como diz o prof. Darlan Barroso do LFG, mais isso tudo estava engasgado no fundo de minha alma, e aqui desejo a todos além da reflexão sobre o exposto, uma ÓTIMA SEGUNDA FASE, E QUE TODOS AQUI, PARCEIROS DESTE BLOG, ENTRE EM 2010 COM A VERMELHA NA MÃO.
    OBRIGADO pela paciência.

    “ah, aos que só criticam, fica aqui registrado, que eu também fui pra segunda fase, por conta das duas anulações anunciadas ontem”
    Abraços

    http://advogadoleonardocastro.wordpress.com/2009/10/10/conjur-oab-sp-defende-exame-de-ordem-para-delegados/

    NEM PODENDO! COMADRE DEIXA MARIDO IR PRÁ FORRÓ JUNTO COM O “COMPADRE” RICARDO 1

    http://www.ssp.sp.gov.br/home/noticia.aspx?cod_noticia=17710

    Mulher acorda com o compadre na sua cama

    Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2009

    Um cozinheiro foi detido por policiais militares, às 02h00 de domingo (11), em Rio Grande da Serra, a 37 km da Capital, suspeito de ter estuprado a mulher do seu amigo. Ele aproveitou que a mulher dormia sozinha e se deitou na cama da vítima. Quando acordou, a mulher o expulsou e chamou a Polícia Militar. O suspeito foi autuado em flagrante e se encontra numa carceragem da Polícia Civil.

    Uma mulher acordou na madrugada de domingo (11) e notou que o homem que estava na sua cama, apenas de cueca, não era o seu marido. Era o seu “compadre”, o cozinheiro M. F. P., de 31 anos, que havia ido a um forró com seu marido. Ela começou a gritar e acordou o cozinheiro, que tentou sufocá-la, apertando seu pescoço. A vítima reagiu e expulsou o cozinheiro da sua casa; em seguida, ligou para a Polícia Militar.

    Os policiais foram até a casa da vítima, que mora na Rua Bandeirantes, em Rio Grande da Serra. Ainda segundo a mulher, o cozinheiro havia saído com seu marido para ir a um forró, sábado (10) em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. Mas voltou primeiro, na madrugada de domingo e deitou em sua cama. Ela indicou aos policiais o endereço do suspeito, que é seu “compadre” e mora nas imediações.

    Voltou mais cedo

    Ao ser localizado, o cozinheiro confirmou que estivera na casa da mulher do seu amigo, mas que não fizera nada. Acrescentou que mantém um relacionamento com a vítima – quando sai com o marido dela, que é seu amigo, para ir a um forró, costuma retornar mais cedo e vai se encontrar com ela. Foi o que havia acontecido naquela madrugada, afirmou.

    A vítima, contudo, desmentiu essa versão, e foi levada a um hospital para ser medicada, pois tinha lesões no pescoço e no pé. O cozinheiro foi autuado em flagrante, por estupro tentado, na Delegacia Seccional de Polícia de Ribeirão Pires, e conduzido à Cadeia Pública de Santo André, na Grande São Paulo. O delegado plantonista solicitou exames médicos periciais para a vítima e acusado.

    Gabriel Rosado

    ___________________________

    Eita  flagrante mal ajambrado!

    Mas nem “podendo” eu prenderia o tal  “compadre”.

    E acho que o site da SSP-SP tá sem material, pois divulgar tão meritório  serviço  policial só pode ser brincadeira.

    O art. 302, IV, do CPP, tá   ficando  cada vez mais largo…

    Largo e flácido;  que nem a ” comadre” adormecida.

    UTILIDADE PÚBLICA:Delegacias da capital têm novo sistema de atendimento a partir desta terça-feira; investigação policial será reforçada

    Enviado pelo JOW em 12/10/2009 às 20:21

    Delegacias da capital têm novo sistema de atendimento a partir desta terça-feira; investigação policial será reforçada

    Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2009

    Um novo modelo de atendimento será implantado pela Polícia Civil – à noite, nos finais de semana e feriados – em 25 delegacias das zonas norte e leste da Capital, a partir desta terça-feira (13). O objetivo é acelerar o registro de ocorrências pela população e aumentar o índice de esclarecimento de crimes, entre outros benefícios. Destas 25 delegacias, que integram a primeira fase do projeto, sete trabalharão com sistema de Pronto-Atendimento e 18 com sistema de Pré-Atendimento. O modelo será estendido, até fevereiro de 2010, aos 93 distritos policiais existentes na Capital – 30 deles trabalharão com Pronto-Atendimento e 63 com Pré-Atendimento.

    Estes 25 distritos policiais das zonas norte e leste – que integram a 4ª e 5ª Seccionais de Polícia – permanecerão abertos 24 horas por dia, entretanto, com modo de funcionamento alterado. A partir das 20h de cada dia útil, até as 8h do dia útil seguinte, e nos finais de semana e feriados, o atendimento nos distritos policiais será diferenciado: 18 distritos funcionarão como Pré-Atendimento e 7, como Pronto-Atendimento. Entretanto, o cidadão não precisa se preocupar em escolher um distrito policial para registrar a ocorrência. Ele deverá se dirigir ao DP mais próximo do local do fato ou de sua residência.

    Pré-Atendimento e Pronto-Atendimento

    Nas 18 delegacias que funcionarão com o sistema de Pré-Atendimento haverá dois policiais para orientar e auxiliar o cidadão a registrar a ocorrência, em computadores com sistema específico, e, em casos que demandem intervenção policial imediata, fazer o acionamento de veículo da delegacia para que a vítima seja conduzida ao distrito com pronto-atendimento mais próximo. Ou seja, no Pré-Atendimento a pessoa se dirigirá ao computador, onde encontrará um programa específico e fará um relatório do caso, que, posteriormente, será analisado por uma equipe de policiais, que avaliará se o caso é criminal para gerar o boletim de ocorrência e iniciar o procedimento de investigação, se houver necessidade.

    Ocorrências que necessitem de intervenção imediata da polícia serão direcionadas para os sete distritos policiais que funcionarão como Pronto-Atendimento. Neles, equipes compostas por um delegado de polícia, três escrivães, quatro investigadores e um carcereiro – com apoio de dois policiais do setor de inteligência e polícia comunitária – registrarão a ocorrência e, em casos de homicídio e roubo em residência, por exemplo, comparecerão ao local do crime.

    Mudança resulta em agilidade, economia e reforço na investigação

    Até fevereiro de 2010, o novo sistema de gestão será estendido aos 93 distritos policiais da Capital: serão 30 em sistema de Pronto-Atendimento e 63 funcionando como Pré-Atendimento, que se transformará, numa segunda fase, em Auto-Atendimento e contará com totens – máquinas específicas para o registro do fato. O cronograma de implantação permite, nesta primeira fase – nos 25 distritos policiais das zonas norte e leste –, avaliar resultados e fazer ajustes para que o projeto seja concluído com êxito em todos os 93 distritos da Capital.

    Com a mudança estratégica – planejada pela Secretaria da Segurança Pública, por intermédio da Polícia Civil, e em parceria com a Secretaria de Gestão Pública, via Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) – pretende-se adequar o efetivo policial e a estrutura física da Polícia Civil à demanda da população. O resultado será maior agilidade no registro da ocorrência, elevação do índice de esclarecimento de casos, rápido retorno do policial militar, que estiver conduzindo uma ocorrência, para o policiamento ostensivo na rua, economia nas despesas dos distritos – cerca de R$ 30 milhões ao ano, que serão investidos na própria segurança pública, entre outros.

    As delegacias que trabalharão em sistema de Pronto-Atendimento contarão com um efetivo maior. A escolha das delegacias de plantão com Pronto-Atendimento deu-se em função da posição geográfica, distância entre os distritos policiais, a facilidade de acesso, a existência de carceragem e a quantidade de ocorrências registradas. “Deixaremos os distritos com Pronto-Atendimento para as ocorrências que necessitem de ação imediata da polícia”, argumenta o delegado Marco Antonio de Paula Santos, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). “O projeto irá viabilizar um importante reforço para as investigações da polícia judiciária”.

    Os policiais civis que trabalharão neste novo sistema participaram de cursos do Grupo de Auxílio ao Plantão, na Academia de Polícia Civil ‘Dr. Coriolano Nogueira Cobra’ (Acadepol), visando oferecer o melhor atendimento possível ao cidadão.

    Confira o atendimento das unidades

    4ª Delegacia Seccional de Polícia – Zona Norte

    Delegacias em sistema de Pronto-Atendimento

    • 9º DP (Carandiru) – Rua dos Camarés nº 94.
    • 13º DP (Casa Verde) – Avenida Casa Verde nº 677.
    • 72º DP (Vila Penteado) – Rua Diógenes Campos Aires nº 185.
    • 73º DP (Jaçanã) – Avenida Paulo Lincoln Vale Pontini nº 744.

    Delegacias em sistema de Pré-Atendimento

    • 19º DP (Vila Maria) – Rua Amambaí nº 1.181.
    • 20º DP (Água Fria) – Rua Zeferino nº 84.
    • 28º DP (Freguesia do Ó) – Avenida Itaberaba nº 731.
    • 38º DP (Vila Amália) – Avenida Parada Pinto nº 2.387.
    • 39º DP (Vila Gustavo) – Rua da Esperança nº 797.
    • 40º DP (Vila Santa Maria) – Avenida Deputado Emílio Carlos nº 1.251.
    • 45º DP (Vila Brasilândia) – Rua Joaquim Ferreira Rocha nº 403.
    • 74º DP (Jaraguá) – Avenida Elísio Teixeira Leite nº 7.461.
    • 90º DP (Parque Novo Mundo) – Alameda 1º Sargento Osmar Cortez Claro nº 52.

    5ª Delegacia Seccional de Polícia – Zona Leste

    Delegacias em sistema de Pronto-Atendimento

    • 10º DP (Penha) – Avenida Aricanduva nº 69.
    • 30º DP (Tatuapé) – Rua Antonio de Camargo nº 69.
    • 56º DP (Vila Alpina) – Rua Dra. Esmeralda Mendes Policene nº 264.

    Delegacias em sistema de Pré-Atendimento

    • 18º DP (Alto da Mooca) – Rua Juventus nº 350.
    • 21º DP (Vila Matilde) – Avenida Marcondes de Brito nº 1.416.
    • 29º DP (Vila Diva) – Avenida Sapopemba nº 3.259.
    • 31º DP (Vila Carrão) – Avenida Conselheiro Carrão nº 2.580.
    • 42º DP (Parque São Lucas) – Avenida do Oratório nº 1.588.
    • 52º DP (Parque São Jorge) – Rua Dr. Coryntho Baldoíno Costa nº 400.
    • 57º DP (Parque da Mooca) – Rua do Oratório nº 2.220.
    • 58º DP (Vila Formosa) – Rua Antúrios nº 362.
    • 81º DP (Belém) – Avenida Celso Garcia nº 2.875.

    Tire dúvidas

    • No sistema de Pré-Atendimento, como será o registro do fato por analfabetos e portadores de deficiência visual?

    As unidades de Pré-Atendimento contarão com dois policiais para orientar e auxiliar o cidadão a registrar a ocorrência nos computadores. No caso de pessoa analfabeta ou portadora de deficiência visual, o policial é quem fará o registro, seguindo o histórico relatado pela vítima. Em casos que demandem intervenção policial imediata, os policiais serão responsáveis pelo acionamento emergencial, para que a vítima seja conduzida ao distrito com Pronto-Atendimento.

    • A vítima foi a uma delegacia com Pré-Atendimento e o policial constatou que existe a necessidade de registro imediato de um boletim de ocorrência. Entretanto, ela não tem como se deslocar até a delegacia mais próxima, com sistema de Pronto-Atendimento. O que ela faz?

    A Polícia Civil terá, à disposição do cidadão, uma viatura para fazer o transporte imediato da vítima que não possui condução, até a delegacia com Pronto-Atendimento, onde o caso será registrado pela equipe de plantão.

    • Como o cidadão saberá quais crimes poderão ser registrados no Pré-Atendimento e no Pronto-Atendimento?

    O cidadão não precisa se preocupar em escolher o distrito policial para registrar a ocorrência. Ele deve se dirigir ao DP mais próximo do local do fato ou de sua residência. Na delegacia, a vítima receberá a orientação adequada sobre o procedimento, e poderá registrar o fato ali mesmo, pois as delegacias em sistema de Pronto-Atendimento terão à disposição do cidadão um computador para Pré-Atendimento.

    • Que tipos de crime o cidadão pode registrar no Pré-Atendimento?

    Ao chegar no DP, o cidadão deverá se informar com o policial, sobre o procedimento a ser seguido. O policial analisará se o fato é de relevância. Casos de flagrantes e agressões, por exemplo, que demandam perícia policial, devem ser apresentados nas delegacias de Pronto-Atendimento. Isso porque a vítima necessitará de requisição de laudo pericial para fazer o exame de corpo de delito. Ao ser encaminhado para o Pronto-Atendimento, o cidadão seguirá a ordem de chegada na delegacia para registrar a ocorrência.

    • Após registrar o caso no sistema de Pré-Atendimento, como o cidadão saberá se sua queixa foi transformada em boletim de ocorrência?

    Sempre que o cidadão utilizar o Pré-Atendimento na delegacia, receberá um protocolo. O fato relatado será analisado por uma equipe de policiais. Posteriormente, ao retornar na unidade policial – no período das 8 às 20 horas, para consultar o documento – utilizando o número do protocolo –, o cidadão saberá se sua reclamação foi transformada em boletim de ocorrência. Cada caso é tratado de forma individualizada e, portanto, a vítima poderá ser chamada para prestar mais esclarecimentos, para fazer reconhecimento fotográfico etc.

    • Como o boletim de ocorrência chegará ao cidadão?

    Ao consultar o protocolo na unidade onde
    registrou o fato e descobrir que a reclamação foi transformada em boletim de ocorrência, aparecerá, na tela, o número do BO. Então, no período das 8 às 20h, a vítima poderá solicitar, na unidade policial, a cópia do boletim de ocorrência, fornecendo o número do documento (BO).

    • Com a reestruturação no atendimento nos distritos policiais, como ficam as equipes de Polícia Judiciária?

    As equipes de Polícia Judiciária trabalharão das 8 às 20h, de segunda a sexta-feira, e serão compostas por um delegado, dois escrivães de polícia e quatro investigadores/agentes, que serão responsáveis pela investigação de crimes de autoria desconhecida e atendimento ao plantão diurno, nos dias úteis.

    • Além das delegacias com sistema de Pré-Atendimento e de Pronto-Atendimento, onde posso registrar uma ocorrência?

    A Delegacia Eletrônica é o meio mais prático e rápido de registrar uma ocorrência. Pela internet, o cidadão pode registrar crimes como furto de veículos, furto ou perda de documentos, desaparecimento e encontro de pessoas, furto de placas de carro e de celulares. Se o cidadão não tiver um computador em casa ou no trabalho, pode registrar a ocorrência em Poupatempos, Infocentros e Telecentros. Para registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica basta acessar o site http://www.ssp.sp.gov.br/bo/

    • O cidadão pode acessar a Delegacia Eletrônica em uma delegacia que operará com sistema de Pré-Atendimento?

    Sim, haverá um computador conectado, via intranet, à Delegacia Eletrônica. E quem não tiver computador em casa ou no trabalho também terá mais esta opção de registro de ocorrência nas delegacias que irão operar com sistema de Pré-Atendimento.

    • Quais são os resultados esperados pela Polícia Civil com a reestruturação no atendimento nos distritos policiais?

    Entre os resultados esperados estão: melhorias no atendimento à população e na qualidade dos atos de Polícia Judiciária, maior número de prisões temporárias e preventivas, aumento no índice de esclarecimento de crimes, racionalização no empenho dos recursos humanos, maior vinculação dos policiais às unidades, maior controle na conduta do policial, entre outros.

    Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo

    http://www.ssp.sp.gov.br/home/noticia.aspx?cod_noticia=17715

    APAGÃO DO 190

    Telefones da PM ficam sem serviço por 1h30 em SP

     

    RICARDO VALOTA – Agencia Estado

    Tamanho do texto? A A A A

    SÃO PAULO – 
    Entre 0h30 e 2 horas da madrugada de hoje, o paulistano não conseguiu ser atendido pelos operadores do 190 da Polícia Militar. Quem ligou neste período para o telefone de emergência esperou sem sucesso pelo atendimento, tendo de desistir. Segundo a Central de Operações da Polícia Militar (Copom), a causa foi uma mistura do “excesso de ligações e problemas no sistema que gerencia o serviço de telefonia”. O problema no sistema foi resolvido por volta das 2 horas. Segundo a PM, o número de ligações para o 190 triplicou em razão do calor e do feriado.

    Conselho Nacional de Justiça multiplica investigações e punições de juízes e desembargadores…ELES TAMBÉM TOMAM “j” ( jotinha ) 2

    CNJ multiplica investigações e punições de juízes e desembargadores 

    Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil 

    BRASÍLIA – No período de junho de 2005 – quando o Conselho Nacional de Justiça começou a funcionar – a setembro do ano passado, tramitaram no órgão de controle externo do Judiciário apenas sete procedimentos disciplinares destinados a investigar magistrados acusados de condutas incompatíveis com suas funções. Atualmente, um ano depois de iniciada a gestão do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça, como corregedor nacional de Justiça, os registros do CNJ revelam a instauração de 113 sindicâncias contra juízes ou desembargadores, 12 das quais concluídas e autuadas como processos administrativos disciplinares. Três juízes de primeira instância já foram aposentados, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

    Outros oito magistrados (inclusive cinco desembargadores) estão afastados de seus cargos até a conclusão dos respectivos processos, e sujeitos à pena máxima de caráter administrativo fixada pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que é a aposentadoria compulsória – sem prejuízo de ações penais ou por improbidade em que sejam indiciados pelo Ministério Público.

    O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Paulo Baltazar, atribui o significativo aumento do número de sindicâncias e processos administrativos em curso no CNJ, principalmente, às inspeções promovidas em 14 tribunais das várias regiões do país, desde o segundo semestre do ano passado. A 15ª terá início, nesta terça-feira, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Segundo Baltazar, muitas denúncias contra magistrados são também feitas diretamente à Corregedoria, o que mostra a repercussão positiva dessas inspeções. Além disso, ele destaca o “efeito pedagógico” das sanções impostas pelo conselho, em julgamentos públicos, no “universo” dos juízes que atuam não só nas grandes cidades como também nas comarcas do interior.

    A Loman prevê as seguintes penas disciplinares para os magistrados, em escala ascendente: advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade, aposentadoria compulsória e demissão. Esta última, contudo, só pode ser aplicada se o juiz for condenado em ação penal por crime comum ou de responsabilidade, ou ainda se ficar comprovado que recebeu percentagens ou custas nos processos sujeitos a seu julgamento.

    A aposentadoria com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço pode ser determinada quando o juiz for “manifestamente negligente no cumprimento dos deveres do cargo”, nos casos de “procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções”, e ainda de “escassa ou insuficiente capacidade de trabalho”.

    Os três juízes aposentados compulsoriamente pelo Conselho, este ano, foram: Suenon Ferreira de Souza Júnior, da 2ª Vara do Trabalho de Belém (PA), em maio; Antônio Celso Gioia, da Vara da Infância e da Juventude Criminal de Manaus (AM), em junho; Paulo Barbosa dos Santos Rocha, da 1ª Vara do Trabalho de Teresina (PI), em agosto.

    O primeiro estava afastado do cargo desde setembro do ano passado, por “improbidade administrativa, tráfico de influência e vinculação de processos exclusivos ao requerido, abuso de autoridade, excessivo atraso nas decisões de sentenças e despachos, solicitação de empréstimo a advogados e indevida retenção de guias retiradas de honorários”. O segundo – também afastado há um ano – foi acusado de atos de improbidade administrativa, tráfico de influência e uso de “laranjas” em negócios comerciais, e o processo administrativo foi enviado ao Ministério Público para a abertura de ação civil por improbidade. Já Santos Rocha respondia a processo administrativo por condutas incompatíveis com o exercício da magistratura, entre as quais a de ter ordenado a invasão, por terceiros, de um terreno do espólio de uma tia, “com ameaças a Ronald do Monte Santos, herdeiro do imóvel, feitas por um ex-delegado da Polícia Civil, réu em diversas ações penais, e que se encontrava em prisão domiciliar”.

    De venda de sentenças a tráfico de influência

    Na sessão de 15 de setembro último, o Conselho Nacional de Justiça afastou, preventivamente, duas juízas da Bahia – Maria de Fátima Carvalho e Janete Fadul, sob a acusação de comércio de sentenças, que teria sido comprovado em gravações telefônicas obtidas durante a Operação Janus, da Polícia Federal. No julgamento, o corregedor-nacional Gilson Dipp, relator do caso, afirmou: “A gravidade das infrações supostamente praticadas impõe o afastamento. As condutas, em tese, são incompatíveis com a magistratura, motivo pelo qual elas não podem exercer o cargo até a conclusão do processo”.

    Em agosto, o desembargador Yedo Simões, do Tribunal de Justiça do Amazonas, e seu irmão, o juiz de primeiro grau Elci, foram afastados de suas funções, sob suspeita de tráfico de influência em benefício de um prefeito e de “irregularidades administrativas”.

    Além de Yedo Simões, outros quatro desembargadores ficaram em disponibilidade, até o fim dos processos disciplinares em curso: Jovaldo dos Santos Aguiar, que era o corregedor do Tribunal de Justiça do Amazonas, quando a inspeção determinada pelo CNJ no tribunal comprovou a existência de 19 procedimentos disciplinares contra juízes e colegas seus “indevidamente paralisados”; Marcos Antônio Souto Maior, ex-presidente do TJ paraibano, que responde a processo criminal (prevaricação) no Superior Tribunal de Justiça, acusado de quebra na ordem cronológica do pagamento de precatórios, “no intuito de favorecer um assessor especial da presidência (do tribunal)”; Rubem Dário Peregrino da Cunha, do TJ da Bahia, suspeito de negociar sentenças em processos que tinham prefeitos do estado como réus, tendo o filho como “intermediário”; além de Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4º Região (PR, SC, RS), denunciado por que teria recebido “valores para possibilitar a reabertura de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento”, além “da aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira”.

    Jornal do Brasil

    15:44 – 10/10/2009

    MANIFESTO 16 DE OUTUBRO POLICIA CIVIL SP 14

    MANIFESTO 16 DE OUTUBRO POLICIA CIVIL SP

     

    A Policia Civil do Estado de São Paulo é consciente do seu dever constitucional proclamado no Titulo V, capitulo III, da carta magna de 1988, de que a segurança publica é atividade de defesa do Estado. Das Instituições democráticas, para a proteção da sociedade, a toda e qualquer violação do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, com a obediência aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

    A Policia Civil, consciente e sensível ao clamor publico de todas as classes sociais, repudiando a insegurança pública, desde os condomínios de luxo aos lares mais humildes, principalmente pelo triunfo do crime organizado em nosso estado de São Paulo, a desenfreada violência urbana, cadenciada pelas facções criminosas com extensão de domínio criminoso dentro e fora dos presídios, numa escalada galopante, com poder de confronto imensurável a tombar policiais, mortos diuturnamente e, quando não, tombando mortos pela defesa do “bico”, fonte de sobrevivência familiar, por conta de uma dantesca sistemática de vencimentos em que o holerite mais parece um caderno, estratificado por inúmeras gratificações, mitigando e mascarando os salários, de forma a penalizar os Policiais ativos e excluir os Policiais inativos e pensionistas; numa desvalorização profissional sem limites aos policiais Civis e Militares, onde, arriscar a vida pela defesa da sociedade vale uma ajuda de custo alimentar de dois reais ao dia e ainda somente por doze dias no mês, bem como outras ajudas alimentares, tiket, com sistemática de direito contemplando somente aos novatos. Excluindo os mais antigos. Tal desvalorização chega aos níveis da insanidade, de tal sorte que se o policial ficar paralitico ou morrer em combate, tem seus salários ou pensões reduzidos de vinte a quarenta por cento, cuja sistemática jurídica é uma aberração, frente ao principio constitucional da eficiência (art 37,CF 1988). Sistemática jurídica mascarada de aposentadoria, onde o policial envelhece em serviço humilhado… Doente… E desvalorizado… Não se aposenta para não perder dinheiro e, com isto, deixa a sociedade a mercê do crime organizado, tendo em vista que, se aposentar, perde de vinte a quarenta por cento dos seus vencimentos, mesmo a despeito de que, enquanto na ativa, seus salários já eram os piores do Brasil. Observa – se, ainda, que as leis especiais de aposentadoria que se aplicam aos policiais da esfera federal, distrito federal e outras unidades federativas não são aplicadas no estado de São Paulo, por pura discriminação e desvalorização profissional. Observamos, hoje, que, com tantos descasos das autoridades governamentais, os policiais se vêm sujeitos a aposentar e se tornarem inquilinos de traficantes, e, não bastasse tanta humilhação por parte do governo… Pasmem meus irmãos… Veja aonde chega a discriminação e escravagismo… O colega que se aposentar pelo regulamento imposto pela lei do governo (LC 1062/2008), será desgraçadamente enxotado para o regime geral da previdência – INSS. Agora vejam o absurdo… Se por ventura a reestruturação da Polícia Civil que se cogita, vier a ser aprovada, ainda que o texto dessa nova lei disser que é extensiva aos inativos, nem assim, os inativos serão beneficiados, uma vez que ao se aposentarem pela lei 1062/08, estes perdem a qualidade de Policial Civil e passa a ser uma pessoa comum, com os benefícios do INSS, ou seja você trabalha vinte… Trinta… Quarenta anos como policial. Exposto aos mais diversos riscos e perigos de morte e… AO, SE APOSENTAR, O GOVERNO LHE TIRA O DIREITO DE SER POLICIAL… SIMPLESMENTE, PORQUE QUIS ASSIM. Pedimos socorro aos legisladores para que não deixe tal injustiça acontecer. É simplesmente desumano...

    A Policia Civil do Estado de São Paulo, extenuada e preocupada com esse estado de sucateamento humano e institucional, aliada à má qualidade dos serviços prestados à população, DEFLAGROU, na segunda metade do ano de 2008, através das entidades representativas da categoria, uma campanha de Valorização, respeito e dignidade do policial civil. De forma ordeira, pacífica, legalista e democrática, iniciou tentativas de negociações com as autoridades governamentais, mas… O DESCASO destas autoridades, por tempo demasiadamente prolongado, levou os infortunados Policiais Civis a não ver outra solução, senão clamar pela atenção da sociedade, através de movimento paredista  INICIADO EM 13 DE AGOSTO DE 2008. Nossos irmãos, Policiais Militares, impedidos de se manifestarem por força de lei, mas também merecedores dos benefícios que poderiam advir de nossa paralisação, participavam de nosso movimento com suas esposas, filhos, irmãos, pais e até mesmos aqueles que já se encontravam reformados.

    Agoniados, o grito dos Policiais Civis ecoaram de forma varonil contagiando os colegas de todas as Unidades, municípios, Câmara de Vereadores, Departamentos e Assembléia Legislativa. Autoridades Legislativas e sociedade civil engrossavam o côro dos oprimidos que, de forma democrática e pacífica, empunharam faixas e, ao som de flautas, cornetas e bumbos, famílias inteiras caminhavam com seus policiais, ruas, avenidas, centros comerciais, democraticamente, conclamando a população pela conscientização da nossa luta pela qualidade da segurança publica e dignidade dos nossos policiais, população esta, que calorosamente abraçou a nossa causa com seus gritos de apoio e aplausos. A imprensa abria espaço cobrindo os acontecimentos e dando voz aos nossos destemíveis policiais. Muitas viagens à capital do Estado foram realizadas. Por horas, dias, noites e madrugadas, comboios de ônibus ao som de seus motores e dos pneus no asfalto conduziam aquela multidão de policiais determinados, retumbante nos seus ideais a reescrever a historia com dignidade e respeito aos que colocam diuturnamente suas próprias vidas em segundo plano para defender a vida de seus semelhantes.

    O povo, destinatário final do nosso movimento, vitima da insegurança publica, sensível ao sucateamento humano, à desvalorização policial e seus efeitos, ombreava com seus aplausos a luta dos oprimidos… Mas os corações de pedra das autoridades governamentais sequer se manifestavam, permaneciam inertes e com o descaso de sempre

    No entanto, Senhores, no dia 16 de outubro, brilhou, no fim do túnel, um fio de esperança, uma vez que nosso governador concordou em receber uma comissão representativa dos oprimidos para negociar suas reivindicações. Ansiosos… De corações  abertos e com o espírito de paz estampado em sorrisos, nós, Policiais Civis levando, conosco, nossos próprios filhos, irmãos e demais familiares, bem como integrantes de nossos irmãos Policiais Militares com suas esposas, parentes e seus colegas reformados reuniram – se nas proximidades do estádio do Morumbi, na cidade de São Paulo e, com o propósito de serem recebidos pelo governador, aquela multidão familiar caminhava pacificamente em direção ao Palácio dos Bandeirantes.

    Dezesseis de outubro de dois mil e oito, aproximadamente dezesseis horas, numa tarde cinzenta de garoa fina, ninguém por mais pessimista que fosse poderia vislumbrar que seriamos vitimas de uma emboscada covarde. Tão covarde que requintada pela crueldade e  selvageria beira os limites da insanidade humana. Por ordem do governador do Estado, homens da policia militar que postados em barreiras com varias viaturas, entrincheirados com seus blindados, escudos, bombas, tropas de cheque, força tática e Cavalaria com suas espadas, num verdadeiro aparato de guerra, atacaram, abrindo fogo contra indefesos policiais militares reformados, Policiais Civis, suas esposas e filhos. Dentre nós, reafirmamos, encontravam – se também, os Policiais Militares reformados e seus familiares que, em busca de um pouco de dignidade, lutavam pelos seus parcos salários, em especial pela incorporação máxima do Adicional de Localidade, uma vez que “a dor de barriga do filho do policial civil é a mesma dor de barriga do filho do policial militar”. Mesmo assim, comportando – se a uma obediência cega, como se lhes faltasse o raciocínio, aqueles homens de farda dispararam bombas de gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e com espingardas de balas de borracha a altura de nossos rostos. Dispararam contra seus compatriotas indefesos, fomos tratados como os piores dos bandidos, pois, aos bandidos, antes do primeiro disparo se prima pelo esgotamento das negociações, e ainda tivemos que suportar de um Parlamentar Estadual que prefere a companhia do crime organizado, a conviver com Policiais Civis. Em razão deste ataque, Senhores, a Rua Padre Lebret, em poucos segundos, foi coberta por uma nuvem de fumaça tóxica, ao inferno das explosões ensurdecedoras, num holocausto, aonde, do lado de cá, mulheres, crianças, adultos, velhos e deficientes ali chegaram com corações abertos e repentinamente foram acuados, com suas peles ardendo em queimações químicas. Olhos e respirações em brasas, ensurdecidos, tentando amparar seus feridos que derramavam sangue naquele asfalto e, mesmo dentro desse holocausto, a Policia Civil fez prevalecer seu espírito de paz e legalidade, não disparou um tiro sequer, evitando assim, uma carnificina ali anunciada por ordem de um governador de Estado que preferiu confiar na contra informação de algum comandante, que, por certo, tinha a intenção de macular o espírito de paz dos Policiais Civis.  

    O massacre indevido e covarde produziu feridas profundas no corpo e na alma dos oprimidos, mas não ruiu, um milímetro sequer, nossos ideais de valorização, dignidade e respeito. Ao contrario, reluziu a honra e a firmeza retilínea na busca pela dignidade dos Policiais Civis, que sem desviar um segundo sequer da legalidade e dos princípios democráticos passou a procurar explicações e fundamentos para tanta insanidade humana: Como pode o homem, mesmo sabendo que poderá atingir mortalmente seu semelhante, abrir fogo contra aquele que clama por justiça e qualidade na segurança pública?

    Se observarmos as transformações político sociais, no âmbito mundial, a partir da segunda metade do século XX, vamos constatar que vivemos hoje, uma tendência de interação entre os povos, a primazia dos valores da pessoa humana a se construir pontes e não muralhas. A queda da tirania e o triunfo da democracia, por isso mesmo, antes de crucificarmos aqueles que atiraram contra nós, entendemos que há de se perguntar, se há em seus processos educativos, a formação do caráter profissional, dando prioridade à vida e à dignidade humana? Tentaremos buscar entender “o porque?” quando policiais vestem um arcabouço de guerra se transformam e chegam à capacidade de atirar contra seus iguais.

    Analisando a historia da atual estrutura jurídica da segurança publica do Estado de São Paulo, percebemos o quanto os Policiais Militares ainda estão sob o domínio da ditadura do governo de exceção, pela vigência do Decreto – lei 217 de 08/04/1970. Não bastasse, o regulamento da disciplina que forma o caráter profissional dos militares é o Decreto 13.657 de 09/11/1943 que embora atualizado pela LC 893/2001, ainda guarda em seu bojo ditames do AI – 05 pela influencia do decreto 217/70 – que na realidade vem de um militarismo que simplesmente não educa, e sim, adestra para a guerra, onde num estalar de dedos do comandante os comandados atiram friamente até em pessoas do seu próprio sangue, transcrevemos aqui, o Decreto de criação da policia militar:

    O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso da atribuição que, por força do Ato Complementar nº 47, de 7 de fevereiro de 1969 lhe confere o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,    Decreta:

    Artigo 1º – Fica constituída a Polícia Militar do Estado de São Paulo, integrada por elementos da Força Pública do Estado e da Guarda Civil de São Paulo, na forma deste decreto-lei, observadas as disposições do Decreto-lei federal nº 667, de 2 de julho de 1969 e Decreto-lei federal nº 1072, de 30 de dezembro de 1969.

    No que toca à Policia Civil, esta também é sucumbente dessa sistemática jurídica de exceção. Neste momento de reflexão pelo massacre de dezesseis de outubro. Da valorização do policial civil e da busca pela solidificação da identidade da nossa Instituição, não podemos tapar o sol com a peneira, pois somos escravos da LC 207/79 elaborada sob a égide da constituição federal de 1969, a qual trazia em seu espírito, todos os fundamentos e princípios do Estado de exceção, antidemocrático, proclamado pelo AI – 05 de 1968, embora tenhamos exemplos democráticos a serem seguidos dentro do Brasil. Como exemplo, citamos a promulgação em 13/08/2008, da LC 85 instituindo a LEI ORGANICA DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DA PARAIBA, solidificando a identidade daquela Instituição. Glorificando os princípios democráticos, inclusive normatizando o artigo 8º, inciso VIII da nossa CF de 1988,

    Subseção  III
    Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista

    Art. 101. A licença para o exercício de mandato classista, em entidade representativa da respectiva categoria, será concedida, mediante requerimento e comprovação da eleição para membro da diretoria, durante igual período do mandato, permitida a renovação no caso de reeleição, sem prejuízo do integral recebimento de sua remuneração, observadas as seguintes condições:
    I – para os representantes do Sindicato representativo da categoria, somente farão jus à licença os eleitos para cargos de direção, em número de 03 (três) representantes ocupantes de cargos da diretoria executiva;
    II – para os representantes de associação de classe representativa da categoria, somente terão direito a tal licença o número de 03 (três) integrantes da diretoria executiva. Parágrafo único. Ao servidor policial, será assegurada inamovibilidade, a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até 01 (um) ano após o término do mandato, salvo se a pedido ou em caso de falta grave, nos termos da lei.

    No mesmo sentido em 04/02/2009 foi promulgado a lei 11.370 instituindo a LEI ORGANICA DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DA BAHIA, e assim vários outros estados da federação. No entanto, em nosso Estado de São Paulo, na contra mão de direção, buscamos nossa  solidificação de identidade Institucional mas não percebemos que, sequer, temos registro de nascimento, pois temos a LC 207/79, sendo esta, a LEI ORGANICA DAS POLICIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, e não a Lei Orgânica da Policia Civil, como ocorre em outros estados. Por conta disso, há quase duas décadas, somos escravos dos mandamentos estruturais da Lc 675/92 e 731/93 que alinhou cargos e salários dos Policiais Civis e Militares, causando sérios prejuízos e discriminação imensurável aos Policiais Civis, tendo em vista que a progressão na carreira militar é vertical e na policia civil é apenas horizontal, ou seja, o soldado, internamente, pode chegar a sub tenente, ao contrario do carcereiro, agentes, investigadores, escrivães e todas as demais carreiras policiais civis que morrem no cargo que iniciou.

    Faz – se necessário lembrar que neste momento em que se cogita uma reestruturação nos quadros da Polícia Civil, buscando através de projetos de lei a valorização e a petrificação da Instituição, não podemos olvidar, nem aceitar, que a carreira de Agente de Telecomunicações seja um ponto estático no contexto, uma vez que todos ascendem até ali, e os demais, dali se ascendem também, deixando essa histórica carreira ao desamparo. Este trabalho seria pequeno demais para descrever a importância desta carreira, contudo, seria injusto, aqui, não deixar registrada, a palavra “prioridade” que jamais saiu da mente de todos operacionais em risco de morte. Como esquecer a palavra “prioridade” que, ao longo da história, e sob o comando de um Optel, se concretizou no Anjo – da – Guarda do Policial em perigo. Em uma ação rápida, o OPERADOR DE TELECOMUNICAÇÕES silencia toda uma rede e socorre aquele que mais necessita. Quantas e quantas vidas policiais foram salvas e prisões efetuadas através do profissional desta carreira que, no momento, temos a intenção de extinguir. Por esta e outras razões, a Polícia Civil não pode estribar sua identidade em injustiças e sim no tratamento igualitário a todas as carreiras.  

    Notoriamente a segurança publica do Estado de São Paulo tem suas raízes jurídicas nos ditames dos princípios do AI-05 de 1968 que, ao longo de décadas, cada governo acrescenta suas leis, normas e decretos inflando o sistema primitivo de modo a vislumbrar juridicamente uma colcha de retalhos onde cada governo contribuiu com seu pedaço de pano, sem, jamais, derrubar o espírito antidemocrático estruturado, solidificando, cada vez mais, uma policia de governo e jamais de Estado… Saudades das palavras do saudoso Ulisses Guimarães, nas quais, minha inocência acreditou… “Vamos varrer o entulho da ditadura…”.

    Como já foi dito, nosso país conta com a formação da polícia militarizada. Esta tem sua formação voltada para a guerra. Baseada em leis realmente da época da guerra e elaboradas sob a égide dos governos de exceção. Incompatíveis com o combate à criminalidade e à violência urbana, onde a força física desproporcional, sobrepondo à inteligência, custa vidas de inocentes e apaga os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana. Basta lançar um olhar, mesmo que superficial, nos meios de comunicação. Poderemos extrair dali, exemplos aos montes Razão pela qual, repudiamos veementemente a truculência massacrante do dia 16 de outubro de 2008, onde, contra nós, fizeram uso, inclusive de instrumentos utilizados contra a guerrilha, à época do Vietnã, levada a cabo, principalmente pela insensatez de algum comandante. Lutaremos até o fim, pela democratização na formação dos policiais para que um dia, quem sabe, nossa nação venha sentir vergonha do exemplo dado ao mundo, na tarde de 16 de outubro de 2008. A CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA promovida pelo governo federal trouxe à luz, o debate da desmilitarização da polícia. Já é um passo! Daremos outros.

    Mas… O grito heróico da Policia Civil não cessou e jamais cessará, sempre balizada pelos ideais democráticos da liberdade, igualdade e o respeito institucional ao principio da autoridade. Na luta pela identidade institucional e a valorização do ser humano Policial Civil. Que agregue – se a nós, todos os agentes de segurança deste país. Como seres humanos que somos… Que sentimos dores… Que choramos… Que nos apiedamos dos infelizes semi  – sobreviventes que habitam as favelas imundas desta rica nação ou dos esquecidos nos labirintos dos presídios, sem as mínimas condições de recuperação, onde, talvez encontrem, em uma única saída par seus medos, o cético desejo de matar… Matar aqueles que, com suas vidas, protegem uma sociedade paralisada e alheia a uma série de acontecimentos.    

    Nós, Policiais Civis, assumimos o compromisso de buscar, incansavelmente a valorização, a compreensão, a harmonia e a solidariedade entre os profissionais da segurança publica, como também, a harmonia e proteção à sociedade civil que é destinatária do nosso oficio. A praça da Sé, palco sagrado na historia dos movimentos sociais deste país, por onde lá também passou uma das maiores campanhas que este país já viu “As Diretas já”, justamente para derrubar a ditadura militar deste  país, ditadura esta que teima em permanecer dentro dos quadros da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, é testemunha da nossa luta, que contagiados pelo espírito solidário e o amor pela causa, reunimos milhares de policiais que de forma retumbante fez seu  grito de liberdade ultrapassar fronteiras e receber manifestações solidarias de policiais de todo o Brasil e até do exterior. Este dia, 16 de outubro, já é reconhecido como o “DIA DE VALORIZAÇÃO DO POLICIAL CIVIL” através de leis aprovadas nos municípios de Marília, Piratininga e Presidente Venceslau, outros tantos municípios possuem idênticos projetos a serem aprovados em suas Câmaras de Vereadores. Sonhamos que no futuro, este dia 16 de outubro, seja considerado o dia de valorização da Segurança Pública, para que autoridades de todo o Brasil tome como exemplo um fato que jamais poderá se repetir, sob pena de se colocar em cheque a competência dos nossos governantes. Só Deus sabe o que há de vir pelo nosso caminho… JUSTIÇAS OU INJUSTIÇAS? GLÓRIAS OU DERROTAS? Mas, uma coisa é certa, nossos filhos, netos ou bisnetos, um dia, através da literatura, imprensa falada, escrita ou vídeos, ainda sentirão o calor da emoção e do espírito guerreiro de seus ascendentes, na busca por uma Instituição Policial valorizada, forte, eficiente, de cabeça erguida.

    Estes são os motivos, pelos quais, conclamamos as autoridades legislativas, executivas e judiciárias para que deitem vossas sabedorias e inteligência com muito carinho, na avaliação do sistema jurídico que rege a segurança publica do nosso glorioso Estado de São Paulo, fazendo – o, em prol de nossas famílias e de nossos próprios filhos.

     

    Assinatura POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DE SÃO PAULO

     

     

    Texto original:

    Investigadores de Polícia Celso Jose Pereira/João Batista Bernardo

    Outubro de 2009.

    Marília – SP.

    IMÓVEIS VIZINHOS AO NOVO ENDEREÇO DO DETRAN SUPERVALORIZADOS 7

    Enviado pelo DELTA UNO  em 11/10/2009 às 4:53

    Funcionários de DETRAN (policiais e administrativos) já compraram, à vista, alguns imóveis nas cercanias do novo endereço do Depto., para montar CFC´s e escitórios de Despachantes.

    Desde 5ª feira pela manhã, a “rádio-corredor” informa que há uma vaga para Delegado, na Corregedoria do Detran, sendo disputada a peso de ouro (a essa altura, já deve até ter sido preenchida).

    O DETRAN mudou de endereço, agora mudou de Diretor, mas creio que as mudanças parem por aí, infelizmente.

    _______________________________

    DELTA,  como no fundo , no fundo, sou um bom homem tal qual o meu Governador José Serra, apenas meio ingênuo, não entendi a razão de a vaga  para Delegado Corregedor ser disputada a peso de ouro.

    ENQUETE DO ESTADÃO: Delegados devem ser obrigados a prestar o exame da OAB? 1

    Delegados devem ser obrigados a prestar o exame da OAB?

     

    O Estado de S.Paulo

     – Ideia é melhorar a qualidade dos policiais

    A Polícia Civil de São Paulo estuda exigir de novos delegados o certificado do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A proposta tem como objetivo melhorar a qualidade dos policiais, evitando que a instituição seja refúgio dos reprovados na prova. O texto, que faz parte do projeto de reestruturação da Polícia Civil, vai ser analisado pelo governo do Estado. Atualmente, nenhuma polícia do País exige a aprovação na OAB para o ingresso na carreira de delegado.

    Resultado da enquete:

    Sim> 71%

    Não> 29%

    ENTENDA O CASO DO PRETENSO “TRÁFICO DE CRIANÇAS” IMPUTADO “LEVIANAMENTE” EM DESFAVOR DE HONESTO JUIZ DE DIREITO, HONESTA PROMOTORA DE JUSTIÇA E HONESTO MARIDO DELEGADO 12

    A indústria da adoção
    Processos no Tribunal de Justiça e investigação da PF mostram como juiz e promotora têm transformado Jundiaí em pólo exportador de crianças. Na França, meninas brasileiras são estupradas por pai adotivoTerça-feira 17, no subsolo do fórum de Jundiaí, a 58 quilômetros de São Paulo, o juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, em uma discreta cerimônia, promoveu a adoção internacional de um garoto. O evento pode muito bem ter sido apenas a celebração do final de um longo processo. Em Jundiaí, porém, solenidades como essa adquirem ares nebulosos. Documentos que estão no Tribunal de Justiça de São Paulo mostram que, sob o manto da adoção internacional, a cidade se transformou em pólo exportador de crianças, principalmente para a Europa. Uma realidade que coloca tanto o juiz como a promotora Inês Marowski Bicudo na mira da Polícia Federal e divide as opiniões dos moradores da cidade.

    Muitos protestam. Outros entendem que essa é a melhor solução para as crianças nascidas em lares pobres e em famílias desajustadas. O problema é que as adoções nem sempre garantem uma vida tranquila às crianças. Na quarta-feira 18, o Brasil tomou conhecimento de que duas meninas nascidas aqui foram estupradas pelo pai adotivo, um respeitável senhor francês.

    Os registros da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai) indicam que de 1992 até maio deste ano, sob a rubrica de Beethoven, foram adotadas 484 crianças em Jundiaí. Desse total, 204 foram para outros países. É um número elevadíssimo. Campinas, que tem o dobro da população de Jundiaí, no mesmo período promoveu apenas 40 adoções internacionais. Analisado sob os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o número de crianças que saíram de Jundiaí para o Exterior passa a ser bastante estranho. O ECA define que as adoções devem seguir uma rígida linha de prioridades. Para permitir a adoção o juiz deve ter todas as provas de que não existem condições de a criança ser mantida na companhia dos pais biológicos. Nesse caso, o magistrado deve tentar a adoção por alguém da própria família, em seguida por alguém da cidade e só em último caso a adoção internacional. Na segunda-feira 16, tanto o juiz Beethoven como a promotora Inês se recusaram a receber os repórteres de ISTOÉ. O juiz, no entanto, em outras ocasiões já manifestou que o elevado número de adoções internacionais em Jundiaí se deve à rapidez com que desempenha suas funções. De fato, Beethoven costuma tirar o poder de mães pobres sobre seus filhos na mesma velocidade com que homologa um divórcio amigável. O problema é que seis processos que tramitam no Tribunal de Justiça, aos quais ISTOÉ teve acesso, indicam que a pressa de Beethoven não raramente ignora os preceitos do ECA. Por isso, as corregedorias da Justiça e do Ministério Público, a comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a Procuradoria do Estado e o Ministério da Justiça estão empenhados em avaliar o que está ocorrendo. “Há uma indústria de exportação de crianças”, diz o advogado Marco Antônio Colagrossi, membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Jundiaí. “Eles tomam as crianças de mães pobres, fazem um arremedo de processo para tirar o pátrio poder e encaminham a garotada para a Europa.”

     

    O drama de Evelyn

    O estudo feito pela assistente social Vitória Delfino apontou que a “família natural de Evelyn não apresenta condições para convivência digna. Elizangela demonstra instabilidade emocional, falta de assimilação, diálogo e maturidade”. O exame de corpo de delito, que poderia comprovar cientificamente a denúncia, não consta do processo. Nenhum vizinho foi ouvido para confirmar os maus-tratos. Mesmo assim, a promotora Inês requisitou a quebra do pátrio poder de Elizangela e em agosto Beethoven acatou o pedido. Retirou da mãe todos os direitos sobre a filha, criando condições para a adoção. Elizangela, por intermédio de um advogado do Estado, recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) alegando que não havia motivos para perder a filha. Em junho passado, a Câmara Especial do TJ, acatou o recurso por unanimidade. O desembargador Álvaro Lazzarini, relator do caso, entendeu que a decisão de Beethoven se baseou em elementos “frágeis” e que “não restaram comprovadas as alegações de maus-tratos”. Sobre o estudo social, o desembargador foi ainda mais sugestivo. Afirmou que “o estudo realizado traz conclusão não associada a fatos”.

    A decisão do TJ comprovou uma situação que desde o início do ano vem sendo denunciada por um grupo de mães que acusam o juiz Beethoven de retirar seus filhos sem motivos, com o objetivo de enviá-los ao Exterior. O mais grave da ação de Beethoven é que Elizangela retomou os direitos sobre a filha, mas não teve a menina de volta. Evelyn foi adotada por Jurgen Sand e Birgitta Sand, um casal alemão, e vive na Alemanha. Oficialmente, o juiz admite que errou. “Foi um lamentável equívoco”, escreveu aos desembargadores. Para tentar justificar-se, ele alega ter sido vítima de uma falha do tribunal. Diz que em 4 de junho foi informado de que o recurso de Elizangela fora derrotado e que a informação correta sobre a decisão só ocorreu 16 dias depois. Segundo Beethoven, Evelyn teria saído do Brasil depois de 5 de junho. “Desde março uma pessoa no cartório me contou que a menina já tinha ido embora”, afirma Elizangela. O argumento usado pelo juiz não convence aqueles que o estão investigando. O ECA estabelece que, em caso de adoção internacional, é preciso que os pais adotivos convivam algum tempo com a criança antes de levá-la para outro país. Isso significa que, mesmo tendo havido a confusão de datas a que se refere Beethoven, não houve tempo suficiente para que a adoção fosse feita de acordo com a lei.

    Agora, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, procura encontrar uma forma para trazer Evelyn de volta. Outro fato que tem intrigado o ministro é que no processo de Evelyn há um documento onde está registrado que o casal Sand, em 1993, já adotara uma outra criança brasileira, através do juiz Beethoven. “Em todos os casos a história se repete. O juiz e a promotora quebram o pátrio poder de maneira arbitrária”, afirma o deputado Renato Simões (PT-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. “Eles retiram as crianças de dentro de suas casas, mas depois intimam as mães por edital. Como elas não comparecem, alegam descaso. São mães humildes, que não têm como recorrer às instâncias superiores da Justiça e acabam perdendo os filhos.”

    Erros ou má-fé?

    Dos casos analisados, a história de Julieta Machado é a que mais causou indignação aos procuradores. Ela é viúva, tem nove filhos e três netos. Vive em uma pequena casa com os três filhos mais novos. Em 8 de novembro de 1996, saiu da cidade por três dias e deixou a caçula Jaqueline, então com seis anos, na casa da mais velha, Mônica. “À tarde, a pequena resolveu voltar para casa e fugiu. Como não havia ninguém, ela ficou chorando e uma vizinha ligou para o juiz. Ele pegou minha filha e nunca mais vi a menina”, diz Julieta. No mesmo dia em que recebeu o telefonema da vizinha, o juiz determinou a busca e a apreensão da garota, sob a acusação de abandono e maus-tratos e determinou um estudo social sobre a situação da família. Novamente Vitória Delfino foi dura e rápida no seu trabalho. “A casa está com todos os vidros quebrados e os cachorros soltos. A mãe tem mais cinco filhos, todos problemáticos, usuários de drogas, bebem e roubam.”

    Com base nesse estudo, a promotora Inês pediu a destituição do pátrio poder. Julieta recebeu a intimação e foi nomeado um advogado para assisti-la, que apresentou a defesa fora de prazo. Inês entendeu que Julieta não queria mais a filha e ratificou seu pedido, o que foi aceito pelo juiz em 5 de dezembro. “Todos os dias eu ia procurar minha filha e ninguém nunca me mostrou a menina”, afirma a mãe. “O ECA foi violado”, diz o procurador Noacir da Silva Jr. “Não há prova de maus-tratos ou abandono.” Além da fragilidade da prova, os procuradores encontraram uma informação que escancara os objetivos do juiz Beethoven. No documento em que determina a apreensão da pequena Jaqueline, ele escreveu: “Diligencie-se processo de adoção referente à menor.” Santoro estranha: “Antes de ver a garota, o juiz já tinha a intenção da adoção.”

    Sem defesa

     

    Em outros quatro processos, os procuradores encontraram erros tão grosseiros como os do caso de Jaqueline. Um deles, no entanto, chama a atenção por ignorar o mais elementar princípio do Direito: a oportunidade de defesa. Em 14 de outubro de 1994, Vanessa Pereira, com 14 anos, deu à luz o menino Sheyviston. O pai desapareceu e Vanessa passou a cuidar sozinha do filho. Como trabalhava, deixava a criança com uma empregada. Em 11 de janeiro de 1995, Vanessa levou o bebê para o hospital, pois o menino estava com muitas assaduras e desidratado. O juiz Beethoven descobriu e determinou a busca e apreensão da criança. Vanessa nunca mais viu o menino. No mesmo mês de janeiro de 1995, a promotora Inês propôs a destituição do pátrio poder. Vanessa, no entanto, em nenhum momento foi comunicada de que estava em trânsito um processo para lhe tirar o filho, apesar de comparecer diariamente no fórum. Também os pais de Vanessa não foram avisados sobre o processo, embora o ECA em seu artigo 142 diga que os menores de 16 anos devem ser representados por seus pais. Em fevereiro, desconhecendo o andamento da ação, Vanessa e sua mãe foram à Justiça pedindo para que a guarda do bebê fosse dada a sua avó. Pedido que acabou sendo negado, o que mais uma vez contraria o ECA. Segundo a procuradora Maria Dolores, todo o processo está irregular. “Os pais não puderam se defender”, afirma. Depois de tantas irregularidades desvendadas, a Justiça precisa apresentar uma resposta convincente para as Mães da Praça do Fórum. Em maio, depois que ISTOÉ divulgou o movimento das 94 Mães da Praça do Fórum, que dizem ter perdido os filhos de forma arbitrária, a Procuradoria Geral do Estado designou um grupo de cinco procuradores. Até a última semana, os procuradores conseguiram estudar nove processos. “Em todos encontramos irregularidades e já entramos com seis processos no TJ visando anular a decisão de Beethoven”, explica o procurador Luiz Santoro.

    Em outros quatro processos, os procuradores encontraram erros tão grosseiros como os do caso de Jaqueline. Um deles, no entanto, chama a atenção por ignorar o mais elementar princípio do Direito: a oportunidade de defesa. Em 14 de outubro de 1994, Vanessa Pereira, com 14 anos, deu à luz o menino Sheyviston. O pai desapareceu e Vanessa passou a cuidar sozinha do filho. Como trabalhava, deixava a criança com uma empregada. Em 11 de janeiro de 1995, Vanessa levou o bebê para o hospital, pois o menino estava com muitas assaduras e desidratado. O juiz Beethoven descobriu e determinou a busca e apreensão da criança. Vanessa nunca mais viu o menino. No mesmo mês de janeiro de 1995, a promotora Inês propôs a destituição do pátrio poder. Vanessa, no entanto, em nenhum momento foi comunicada de que estava em trânsito um processo para lhe tirar o filho, apesar de comparecer diariamente no fórum. Também os pais de Vanessa não foram avisados sobre o processo, embora o ECA em seu artigo 142 diga que os menores de 16 anos devem ser representados por seus pais. Em fevereiro, desconhecendo o andamento da ação, Vanessa e sua mãe foram à Justiça pedindo para que a guarda do bebê fosse dada a sua avó. Pedido que acabou sendo negado, o que mais uma vez contraria o ECA. Segundo a procuradora Maria Dolores, todo o processo está irregular. “Os pais não puderam se defender”, afirma. Depois de tantas irregularidades desvendadas, a Justiça precisa apresentar uma resposta convincente para as Mães da Praça do Fórum.

    Em maio, depois que ISTOÉ divulgou o movimento das 94 Mães da Praça do Fórum, que dizem ter perdido os filhos de forma arbitrária, a Procuradoria Geral do Estado designou um grupo de cinco procuradores. Até a última semana, os procuradores conseguiram estudar nove processos. “Em todos encontramos irregularidades e já entramos com seis processos no TJ visando anular a decisão de Beethoven”, explica o procurador Luiz Santoro.

    Um dos processos, com 120 páginas, registra a história da menina Evelyn, hoje com três anos. O caso, já encerrado, mostra com clareza como opera a indústria a que se refere Colagrossi. Até o início do ano passado, Evelyn morava com o avô materno, Francisco Rodrigues, a mãe, Elizangela Rodrigues, o irmão, Wesley, de quatro anos, a irmã, Stefani, de um ano e meio, e uma tia. Não é o que se costuma definir como uma família padrão. Elizangela é solteira e tem três filhos, todos de pai diferente – mas vivem com dignidade em um apartamento próprio na periferia da cidade. Francisco é camelô, trabalha de domingo a domingo expondo bugigangas no porta-malas de sua Caravan e consegue sustentar a todos. “Nunca faltou comida em casa”, diz. Em fevereiro, o juiz Beethoven recebeu uma denúncia anônima informando que Evelyn era maltratada pela mãe. Determinou, então, a apreensão da menina, exame de corpo de delito e chamou Elizangela e Francisco para depor. Paralelamente, solicitou que uma assistente social fizesse um estudo sobre a situação da família.

    ————————————————-

    Relações perigosas
    Polícia Federal encontra indícios envolvendo entidades nacionais e internacionais na venda de crianças 

    MÁRIO SIMAS FILHO

    O elevado número de adoções internacionais promovidas em Jundiaí levou a Polícia Federal a iniciar investigação sobre uma suposta rede de tráfico de crianças. Em ofício datado de 28 de julho, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, determinou que a PF investigasse o funcionamento irregular de agências estrangeiras em território nacional, o provável comércio de crianças e fizesse um levantamento para identificar a saída do Brasil e o paradeiro das crianças adotadas em Jundiaí. “A retirada de uma criança de seu lar é medida extrema e somente deve ser adotada em casos excepcionais”, disse o ministro a ISTOÉ. “Criança não é mercadoria e qualquer adoção que tenha início em processos duvidosos deve ser combatida com rigor.” Na semana passada, Calheiros recebeu um relatório parcial das investigações. O documento contém oito anexos e cerca de 900 páginas. Embora não seja conclusivo, indica os caminhos para novas e mais detalhadas investigações, já em andamento. As principais frentes apontadas pela PF são duas entidades: a AMI, da Itália, e o Centro de Orientação ao Menor de Jundiaí (Comej).

    O escritório da AMI é em Roma. Suas principais atividades são o agenciamento de adoções internacionais e o financiamento de entidades que trabalhem com crianças carentes no Terceiro Mundo. O Comej foi fundado em 18 de dezembro de 1986, mas só registrado em maio de 1990. Entre seus fundadores está a promotora Inês Makowski Bicudo. Uma ata de 1988 registra a demissão da promotora da diretoria da entidade, em razão de suas atribuições na promotoria da Infância e da Juventude de Jundiaí. No entanto, em 1994, há um registro de atividades do Comej e a promotora Inês assina como coordenadora. Nesse mesmo registro, o juiz Beethoven é citado como membro da Comissão de Cidadania do Comej. O que a Polícia Federal pretende descobrir é quantas crianças de Jundiaí foram adotadas através da AMI e quantas delas passaram pelo Comej. O relatório em poder do ministro Renan Calheiros aponta que entre o juiz, a promotora e as duas entidades existem afinidades que merecem melhor apuração.

    Dinheiro A AMI é financiadora de pelo menos um dos programas do Comej, voltado a menores infratores, desde 1992. Curioso é o fato de esse ser o único programa da entidade que não está registrado em cartório. Pelo contrário, no registro dos programas está detalhado o seguinte: “Projeto AMI, págs. 23 e 24.” Essas páginas, porém, não estão na papelada, segundo certidão fornecida pelo próprio cartório. As relações do juiz Beethoven com a entidade italiana também são comprovadas. No ano passado, a entidade divulgou pela Internet uma carta redigida pelo próprio Beethoven, defendendo a adoção internacional. Aliás, a PF não tem dúvida de que o juiz é ardoroso defensor dessa medida. Em seu relatório, a Polícia Federal faz menção a uma missa realizada a pedido de Beethoven para comemorar a centésima adoção internacional.

    As relações da promotora Inês com o Comej também merecem investigações mais profundas, segundo a PF. Além de assinar um documento como coordenadora da entidade, sabe-se que entre os documentos contábeis do Comej estão registrados alguns depósitos na conta da promotora. Entre junho e outubro de 1995, por exemplo, ela recebeu R$ 14.505 através de quatro cheques. Outra suspeita da PF é que nem todo o dinheiro recebido pela entidade esteja contabilizado em seu balanço. É o caso de uma remessa de R$ 135.300 da Fundação Elijan Glibsmanis, em 14 de dezembro de 1995. “Não podemos afirmar, mas também não podemos descartar a possibilidade de estar havendo tráfico de crianças, com a participação de entidades nacionais e internacionais”, disse a ISTOÉ, na noite da quarta-feira 18, uma das autoridades que investigam o juiz e a promotora.

    Enquanto a PF está apenas iniciando o seu trabalho, tanto o Ministério Público como a Corregedoria do Tribunal de Justiça estão na fase final de seus trabalhos. Oficialmente, essas investigações caminham sob o mais absoluto sigilo. Mas, tanto nos corredores do Ministério Público como nos salões do Tribunal de Justiça, comenta-se que Beethoven e Inês não deverão terminar o ano nas atuais funções.

     

    ISTO É - 25 de novembro de 1998

    ISTO É - 25 de novembro de 1998

     

    http://www.terra.com.br/istoe/politica/152143.htm

     

    CRIANÇAS PARA EXPORTAÇÃO

    CRIANÇAS PARA EXPORTAÇÃO

    MÁRIO SIMAS FILHO