PEDRO HERBELLA FERNANDES E MAURÍCIO JOSÉ LEMOS FREIRE – EX-DIRETORES DO DIRD – FORAM DENUNCIADOS POR VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL: ART 325 DO CÓDIGO PENAL 13

MP denuncia 10 por vazamento de informações
sigilosas de cidadãos a Petrobras

Extraído de: Ministério Público do Estado de São Paulo  –  3 horas atrás

O Ministério Público ofereceu, na sexta-feira (15), denúncia (acusação formal à Justiça) por violação de sigilo funcional contra sete policiais civis e três funcionários da Petrobras. Segundo a denúncia, a pedido dos três funcionários da estatal, os policiais da Divisão de Capturas do Departamento de Identificação e Registros Diversos (DIRD) da Polícia Civil realizavam pesquisas nos arquivos confidenciais da Polícia e forneciam informações sobre os antecedentes criminais de pessoas interessadas em trabalhar na Petrobras.

Foram denunciados os policiais civis Mara Elisa Pinheiro, Pedro Herbella Fernandes, Maurício José Lemos Freire, Fernando Mirando Vilhena, José Carneiro de Campos Rolim Neto, Reinaldo Corrêa , Eduardo Hallage e Sérgio Abdalla, além de Adilson Amaral, Regiane Souza de Lima e Marcelo de Sá Dias, funcionários da Petrobras.

De acordo com a denúncia formulada pelos promotores Luciana Frugiuele Pires Galvão, Fernando Albuquerque Soares de Souza e Carlos Roberto Marangoni Talarico, todos do Grupo Especial de Controle Externo da Polícia (GECEP) e pelo promotor Fábio Meneguelo Sakamoto, os policiais “de forma reiterada e continuada, cada qual em seu período de exercício no cargo, sucedendo-se uns aos outros, quer seja na Diretoria do Departamento, quer seja como Delegados da Polícia Divisionários do Departamento, facilitaram a revelação de fatos de que tinham ciência em razão do cargo e que deveriam permanecer em segredo, resultando dano à Administração Pública e a milhares de pessoas que tiveram sua vida pregressa devassada de forma ilegal”. Ainda segundo a denúncia, os funcionários da Petrobras “concorreram para a consecução do delito”.

As consultas ilegais foram feitas, segundo a denúncia, de dezembro de 1999 até setembro do ano passado. Levantamento feito pela Corregedoria da Polícia Civil revelou que, somente entre os anos de 2007 e 2009, foram realizadas de 40 a 50 mil pesquisas anuais de nomes e RGs, cujo resultado, sigiloso, foi revelado a funcionários da Petrobras.

Em retribuição às informações repassadas pelos policiais, a Petrobras fornecia material de escritório para a Divisão de Capturas da DIRD, passagens aéreas para a recaptura e remoção de presos entre os Estados, e ainda sorteava brindes e entregava cestas de Natal aos agentes.

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2424286/mp-denuncia-10-por-vazamento-de-informacoes-sigilosas-de-cidadaos-a-petrobras

7 DELEGADOS DO DIRD DENUNCIADOS POR VIOLAÇÃO DE SIGILO 3

Citados 11 por violação de sigilo para Petrobrás

Grupo é acusado de ter acessado ilegalmente fichas criminais de mais [br]de 400 mil pessoas em 9 anos, o que pode render até 6 anos de prisão

19 de outubro de 2010 | 0h 00

Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Estadual denunciou ontem três funcionários da gerência regional da Petrobrás de São Paulo, sete delegados da Polícia Civil e uma agente policial sob a acusação de violação de sigilo das fichas criminais de mais de 400 mil pessoas de 2000 a 2009. A acusação contra o grupo pode render até seis anos de prisão.

 

Entre os delegados acusados então dois ex-diretores do Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird) e cinco ex-diretores da Divisão de Capturas. Um dos acusados – Maurício Lemos Freire – foi o delegado-geral de 2007 a 2009, quando assumiu o Dird. Todos os acusados negam o crime – Freire é o único que não foi ouvido no inquérito, pois estava em férias. O Estado procurou-o, mas ele não respondeu à reportagem.

“Discutimos o fato de essas informações serem protegidas pelo sigilo. Entendemos que não, que o fato não é tipificado como crime”, afirmou o criminalista Sérgio Alvarenga, que defende os funcionários da Petrobrás e a estatal no caso. Os delegados ouvidos pelo Estado têm a mesma opinião: não houve crime, pois só eram entregues à estatal os dados de criminosos foragidos da Justiça, o que permitiu a recaptura de muitos desses acusados.

Para os promotores do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), o problema era que, além de pesquisar os dados que comumente constam de atestados de antecedentes criminais, os policiais também pesquisavam dados protegidos por sigilo, como são os casos das informações sobre inquéritos arquivados, absolvições e penas cumpridas ou declaradas extintas.

Essas informações são protegidas por sigilo para que não atrapalhem, por exemplo, a vida de um ex-presidiário que busca emprego. “Os delegados de polícia que passaram pela divisão sabiam e concordavam com as pesquisas dos antecedentes criminais e sua divulgação à Petrobrás”, afirmam os promotores na denúncia assinada por quatro promotores de Justiça.

De acordo com a acusação, os delegados autorizaram diretamente ou “apenas concordando tacitamente com elas”. Para o Ministério Público Estadual, mesmo “sabedores dos atos de seus subordinados, os delegados não tomaram nenhuma providência para cessarem tal atividade, facilitando, assim, a revelação dos dados”.

Segundo os promotores, 69.229 pessoas tiveram o sigilo quebrado de janeiro de 2008 a julho de 2009, quando o esquema foi interrompido. Como a média de vítimas do suposto esquema era de 4 mil pessoas por mês, calcula-se que o total de atingidos possa chegar a mais de 400 mil. Em troca das informações, a Petrobrás distribuiria presentes aos delegados, como cestas de Natal e brindes, além de fornecer material de escritório e passagens aéreas à Divisão de Capturas,

Subordinada ao Dird, era na Capturas que as pesquisas seriam feitas todos os dias por dois funcionários que passavam cerca de quatro horas diárias só trabalhando para a fazer os levantamentos solicitados pela Petrobrás. Os acusados negaram que o serviço fosse remunerado pela estatal.

A Petrobrás utilizaria os dados para não contratar ou até mesmo demitir funcionários. Segundo os delegados, isso não ocorria, pois, no caso os candidatos a emprego na estatal deviam levar atestado de antecedentes. “Só pesquisávamos antecedentes de pessoas das empresas terceirizadas a serviço da Petrobrás”, disse o delegado Reinaldo Correa.

Segundo ele, a verificação dessas informações era importante para a garantia da segurança nacional, pois impedia o acesso às refinarias de pessoas perigosas. “Tenho certeza de que a denúncia é divorciada do que existe nos autos”, afirmou o delegado Eduardo Hallage, que nega ter conhecimento das pesquisas.

Depoimentos
Os três funcionários acusados no caso trabalham na Gerência Regional de Segurança Empresarial do Gabinete do Presidente da estatal. Eles admitiram que pediram à polícia os dados sigilosos.

PROMOTOR APRESENTA E DIVULGA DENÚNCIA BUSCANDO DIVIDENDOS ELEITORAIS PRÓ JOSÉ SERRA; QUEM PERDE CREDIBILIDADE É O MINISTÉRIO PÚBLICO QUE VENDE A IMPRESSÃO DE SERVIÇAL DO PSDB 18

19/10/2010 – 12h38

Promotor apresenta denúncia contra tesoureiro do PT por desvios da Bancoop

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Atualizado às 13h20.

O promotor José Carlos Blat apresentou à Justiça denúncia contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sob a acusação de envolvimento em desvios da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) em favor de ex-dirigentes da cooperativa e para o caixa dois do partido.

Blat está divulgando a acusação formal na CPI da Bancoop, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Ele disse que Vaccari e os outros ex-dirigentes acusados formaram uma “organização criminosa”.

Segundo o promotor, os denunciados usaram várias empresas que tinham como sócios ex-diretores da cooperativa para cometer as irregularidades.

Blat afirmou que os acusados usaram cerca de R$ 100 mil para pagar hospedagens em hotel de luxo de espectadores para a etapa brasileira da Formula 1 em São Paulo.

Ele disse ainda que os desvios e prejuízos causados pelos acusados à Bancoop somam R$ 170 milhões. Os ex-dirigentes foram denunciados por lavagem de dinheiro e 1.633 operações que configuraram estelionato.

Segundo Blat, também há indícios de repasses indevidos da cooperativa para um centro espírita e uma instituição de caridade. Se a Justiça aceitar a denúncia, os acusados passarão a ser réus em um processo criminal.

Dilma lidera com 51% e Serra tem 39% 2

Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 19/10/2010 10:02

Vox Populi: Dilma lidera com 51% e Serra tem 39%

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aumentou para 12 pontos porcentuais sua vantagem em relação a seu adversário José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi/iG, divulgada hoje. A petista tem 51% das intenções de voto contra 39% do tucano. Os votos brancos e nulos seguem em 6% e os indecisos somam 4%. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos.

O levantamento ouviu três mil eleitores entre os dias 15 e 17 deste mês. O resultado, portanto, não capta o impacto do debate realizado pela Rede TV! em parceria com o jornal Folha de S.Paulo no último domingo, nem a entrevista concedida ontem por Dilma ao Jornal Nacional.

No levantamento anterior, realizado entre os dias 10 e 11 deste mês, a vantagem de Dilma era de oito pontos: a candidata do PT tinha 48% e Serra, 40%. Na época, os indecisos eram 6% e os votos brancos e nulos somavam 6%.

Na nova pesquisa, considerando apenas os votos válidos – sem contar brancos, nulos e indecisos -, a vantagem da petista sobe para 14 pontos porcentuais. Ela aparece com 57%, ante 43% de Serra. No levantamento anterior, os porcentuais eram, respectivamente, de 54% e 46%.

De acordo com o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos sobre em quem votar. Apenas 9% sinalizaram que ainda podem rever a decisão. A consolidação do voto é maior entre os eleitores de Dilma: 93%. Entre os eleitores de Serra, 89% afirmaram que estão decididos sobre o voto. A pesquisa Vox Populi/iG foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 36.193/10.

O SENADOR ELEITO ALOYSIO NUNES INFORMA QUE NÃO PÕE A MÃO NO FOGO POR JOSÉ SERRA…”Não ponho a mão no fogo nem pelos meus filhos.” 10

Aloysio admite ser amigo de Paulo Preto

19 de outubro de 2010 | 0h 00

– O Estado de S.Paulo

O senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) confirmou ontem, em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, que é amigo pessoal do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza. Conhecido como Paulo Preto, ele foi citado por Dilma Rousseff (PT) como tendo arrecadado e se apropriado de R$ 4 milhões supostamente doados por apoiadores do presidenciável tucano, José Serra.

 

Aloysio afirmou que as famílias dele e de Souza são amigas há mais de 20 anos. Ele negou que o ex-diretor tenha ficado com dinheiro da campanha de Serra, mas disse que “não põe a mão no fogo por ele”. “Não ponho a mão no fogo nem pelos meus filhos.”

Segundo o tucano, a saída de Souza da Dersa se deu por divergências com o governador Alberto Goldman. Souza foi demitido em abril, dias após a inauguração do Trecho Sul do Rodoanel e a saída de Serra do governo do Estado. Aloysio disse que recebeu empréstimo de R$ 300 mil da filha de Souza para comprar um apartamento e que o valor foi devolvido.

Acredito que alguma medida será tomada pelo governo para que nosso RETP seja pago nos mesmos moldes do RETP dos oficiais da polícia militar, sob pena de se deflagrar o mais extremista movimento grevista que nossa instituição já sofreu. 56

PM/10/18 às 20:58 – REVOLTADO

Delegados] RETP, Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar (reunião hoje na ADPESP)‏
18/10/2010

Caros amigos,
a constatação de que o cálculo do RETP dos oficiais da polícia militar é feito de uma forma diferenciada do salários dos delegados de polícia, bem como das demais carreiras da polícia civil e da polícia militar tem causado um sentimento de humilhação e revolta entre todos nós, que em razão disso recebemos um salário 32% menor que o deles.
Confesso que nunca notei um sentimento de tamanha indignação. Nem no período da greve fomos tão desrespeitados quanto agora ao constatar essa evidência de que somos desprezados mais do que imaginávamos pelos órgãos que nos remuneram.
Acredito que alguma medida será tomada pelo governo para que nosso RETP seja pago nos mesmos moldes do RETP dos oficiais da polícia militar, sob pena de se deflagrar o mais extremista movimento grevista que nossa instituição já sofreu.
Estou em São Paulo hoje, me desloquei 630 quilômetros para participar desta reunião que poderá redefinir os rumos da nossa Instituição e da Polícia Civil paulista.
Um Fraternal Abraço,

Higor Vinicius Nogueira Jorge
http://www.higorjorge.com.br
higorjorgedp@hotmail.com

Será que a Douta Polícia Cientifica e seus Doutos Peritos irão participar de uma eventual greve. Ou eles estão pensando que a Gloriosa “co-irmã” Polícia Militar esta ao lado deles e o Glorioso MP, do Marrey, que fica sussurando no pé do ouvido do Governador, vão agasalhar eles e propor um polpudo salários para os peritos. Na última greve, na minha região teve apenas um honrado perito que teve a coragem de desfilar e mostrar a sua revolta com a situação em que nos encontramos. Eles estão na mesma barca furada e ficam dando de cú doce. Só muda a denominação e a cor da viatura, mas será que eles andam desarmados.

Governador de SP terá de explicar pagamento diferenciado feito à cúpula da Polícia Militar 8

PM/10/18 às 21:21 – DIEGO GARCIA

Governador de SP terá de explicar pagamento diferenciado feito à cúpula da
Polícia Militar*

Cerca de 4 mil delegados, representados pela Associação dos Delegados de
Polícia do Estado de São Paulo, interpelaram nesta segunda-feira (18/10) o
Governador em Exercício, Alberto Goldman. Os delegados pedem que ele
explique a disparidade no cálculo de gratificação (RETP) entre a cúpula da
Polícia Militar e a Polícia Civil. Esse tipo de pagamento já era feito
durante a gestão de José Serra, atual candidato à presidência da República.

Há anos, os oficias da PM usam uma metodologia de cálculo diferenciado
quando comparado a Polícia Civil. Os policiais civis recebem a gratificação
através da aplicação de 100% sobre o valor do salário base e só, enquanto a
Polícia Militar faz uma somatória do salário base mais quatro itens para
depois então aplicar o percentual de 100% e, assim, atingir o valor da
gratificação.

A irregularidade foi constatada em parecer técnico (141/07) da própria
Secretaria da Fazenda, que há três anos já apontava uma diferença de quase
R$ 4 milhões por mês na diferença do cálculo.

“A Adpesp questiona a diferença de tratamento entre a Polícia Civil e
Polícia Militar, haja vista que a legislação no que diz respeito a
remuneração é igual para ambas”, registra a presidente da entidade, Marilda
Pansonato Pinheiro. Ela também acrescenta que causa estranheza o fato de a
mesma interpretação não ser extensiva aos demais integrantes da própria PM,
restringindo apenas ao Oficialato.

Outro fato curioso, segundo a presidente, é que a própria PM faz sua folha
de pagamento, enquanto que a Folha da Polícia Civil é feita pela Secretaria
da Fazenda. “Assim sendo, os delegados querem saber do Governador quem está
fazendo o cálculo certo”, finaliza a presidente.

A cobra vai fumar para os coxinhas “come e dorme” (oficiais)

Veja os bastidores da investigação que descobriu quadrilha que exportava drogas 25

publicado em 17/10/2010 às 21h33:

Veja os bastidores da investigação que descobriu quadrilha que exportava drogas

O programa revela os bastidores da investigação sobre uma quadrilha que mandava drogas do Brasil para a Europa. O grupo criminoso ainda recebia a ajuda de um policial civil, funcionário do Denarc, o Departamento Antidrogas da polícia paulista.

http://noticias.r7.com/videos/veja-os-bastidores-de-uma-investigacao-que-descobriu-uma-quadrilha-que-enviava-drogas-para-a-europa/idmedia/ba1d63931d0487b32b876abea7a0a9ca.html

SUPOSTO ABORTO DE MÔNICA SERRA GANHA AS PÁGINAS DA IMPRENSA INTERNACIONAL…O BRASILEIRO PODERÁ TER UMA 1ª DAMA CHILENA E NA PRÁTICA ABORTISTA 12

Acusan a la esposa de Serra de doble discurso

 Por Darío Pignotti

La campaña del candidato presidencial opositor José Serra, que ha tenido como pivotes la religión y su defensa de la vida, quedó expuesta al escarnio luego de que alumnas de su esposa declararon que ésta admitió durante una clase haber abortado.

José Serra y su mujer, la psicóloga chilena Mónica Allende, vivían en Santiago cuando Augusto Pinochet derribó a Salvador Allende en 1973, lo cual los obligó a exiliarse en Estados Unidos.

En 1992 Mónica Allende, profesora de la Universidad de Campinas (Unicamp), hizo un relato de su experiencia “traumática” durante la dictadura pinochetista, cuando se vio “obligada” a abortar, contó a Página/12 Sheila Ribeiro, ex alumna del Instituto de Artes de esa casa de estudios.

“Cuando supe que Mónica dijo que estaba contra el aborto y que Dilma Rousseff se comería a los niños me quedé desconcertada, Mónica era una persona de posiciones muy claras sobre el aborto cuando fue mi profesora en la Unicamp.”

–Cuándo y cómo Mónica Serra dijo que tuvo que interrumpir un embarazo?

–Teníamos clases con ella una vez por semana, éramos unos diez alumnos, que nos sentábamos en círculo y en uno de esos encuentros ella comenzó a contar su historia, no como la revelación de algo personal, lo contó dentro del contexto de su exposición. Su historia fue muy marcante para mí y creo que para otras colegas de la clase, yo tenía 18 años, estaba entrando en la edad adulta. Mónica dijo que debió abortar debido a la situación que estaba viviendo por la dictadura, yo no puedo afirmar que lo hizo, digo lo que ella nos contó largamente. Eso me dejó una impresión muy buena de ella, luego volví a encontrarla años después en un restaurante y la saludé.

–¿Por qué decidió revelar esa historia ahora?

–A mí lo que menos me importa es lo que haga Mónica Serra en su vida privada, pero ahora ella es una persona pública y me sorprendió mucho ver lo que está diciendo públicamente sobre el aborto, eso me desconcertó y creí importante hacerlo saber. Yo estoy en un ciento por ciento, trescientos mil por ciento a favor de la privacidad de las personas, lo que me llevó a una reflexión fue lo siguiente: si Mónica fuera la esposa del carnicero no importaría nada lo que dice del aborto y lo que hace, pero cuando se torna una persona pública…importa ¿cómo es posible que una profesora que habló públicamente su experiencia de vida y de la dictadura, que fue obligada a hacer de lo que no quería, ahora dice que alguien va a matar niñitos?

–Que repercusión tuvo su relato en Facebook?

–Soy brasileña y canadiense, vivo un tiempo en cada país, algunos amigos me dijeron que fui arriesgada al manifestarme como me manifesté, me dijeron que eso lo podría hacer en Canadá, acá no, acá se vive una libertad vigilada. He recibido algunos mensajes extraños, intimidatorios.

No tengo miedo, pero siento algo extraño; mi padre me dijo que vivimos en un clima de libertad vigilada y que haber dicho lo que dije puede enojar a algunas personas poderosas.

La versión de la coreógrafa y bailarina Sheila Ribeiro es refutada por los asesores de prensa de la campaña de José Serra. “Es una historia completamente mentirosa, absurda, es una historia que no tiene ni pies ni cabeza”, declaró Marcio Aith, del equipo de comunicación de Serra consultado por Página/12.

“Además no tengo la mínima idea de si esa persona fue alumna” de Mónica Serra, completó el vocero. La versión de Sheila Ribeiro fue reforzada por la de otra ex alumna de la Unicamp, que actualmente reside en Brasilia, donde es profesora de danza.

MARINA SILVA AFIRMA: JOSÉ SERRA CONSTRANGE E INTIMIDA JORNALISTAS…DE FORMA VELADA AGRIDE E PEDE A CABEÇA DE JORNALISTA 4

Ao longo da campanha presidencial, o candidato do PSDB, José Serra, tem mostrado crescente irritação com o trabalho da imprensa. A intolerância de Serra a críticas é bastante conhecida. Durante o primeiro turno, a candidata do PV, Marina Silva, chegou a registrar a relação conflituosa do tucano com o ofício dos jornalistas. “Existem duas formas de tentar intimidar a imprensa”, disse Marina. “Uma é aquela que vem a público e coloca de forma infeliz uma série de críticas. Outra é aquela que, de forma velada, tenta agredir jornalistas, pedir cabeça de jornalista, o que dá na mesma coisa, porque o respeito pela democracia e pela liberdade de imprensa é permitir que a informação circule”, afirmou a candidada. Segundo Marina, Serra “constrange e tenta intimidar jornalistas”. Os ataques sucessivos de Serra, porém, vêm sendo tratados com inexplicável compreensão por alguns setores. Quando o presidente Lula criticou a imprensa, suas opiniões foram encaradas como um atentado à liberdade de expressão e às ins­tituições democráticas. Já o presidenciável tucano, medido por uma régua diferente, faz a mesma coisa, mas não é acusado de nada disso. Veja exemplos recentes da animosidade de Serra.

VALOR ECONÔMICO
Na terça-feira 13, em Porto Alegre (RS), Serra criticou a imprensa e acusou o jornal “Valor Econômico” de atuar em favor de Dilma Rousseff. “Seu jornal faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral”, disse Serra ao repórter Sérgio Bueno. Ele ficou irritadíssimo quando questionado sobre o ex-assessor Paulo Vieira de Souza e se deu ao direito de determinar qual o assunto deveria ser tratado pela reportagem do “Valor”. “Eu sei que, no caso, vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado. Seu jornal, pelo menos, não tem. Agora, no nosso caso, nós temos.” Neste momento, o ex-candidato do PMDB ao governo gaúcho, José Fogaça, que acompanhava Serra, cochichou-lhe no ouvido alguma coisa sobre supostas tendências políticas do repórter. “Quem, ele? Mas o “Valor” também é meio assim, não é só ele não”, disse Serra. Mais tarde, a diretora de redação do Valor, Vera Brandimarte, lamentou a atitude do tucano: “Todos os candidatos devem estar dispostos a responder questões, mesmo sobre temas que não lhes agradem”, ponderou.
FOLHA DE S.PAULO
Em 28 de setembro, em vez de responder à pergunta de um jornalista da “Folha de S.Paulo”, em Salvador (BA), Serra preferiu partir para o ataque. “Candidato, nesses últimos dias de campanha, qual deve ser a (sua) estratégia?”, perguntou o repórter Breno Costa. “Certamente não é perder tempo com matéria mentirosa como a que você fez”, respondeu Serra. O presidenciável referia-se à reportagem publicada pelo jornal três dias antes com dados negativos sobre sua gestão no governo de São Paulo. Em nota, a direção da campanha do tucano afirmou que os trechos levantados pela reportagem eram “irrelevantes” e acusou a “Folha” de “desinformar” o leitor e de “apostar na máxima petista de pregar que todos são iguais e cometem os mesmos equívocos na ação governamental”.
CNT – MÁRCIA PELTIER
No dia 15 de setembro, Serra irritou-se durante gravação e ameaçou deixar o programa “Jogo do Poder”, da CNT, apresentado por Márcia Peltier. Ele não gostou de perguntas feitas e depois de dizer que estavam “perdendo tempo” com aqueles assuntos, passou a discutir com Márcia. Disse que, em vez de tratarem do programa de governo, estavam repetindo “os argumentos do PT”. Em seguida, levantou-se para deixar o estúdio. “Não vou dar essa entrevista, você me desculpa. Faz de conta que não vim”, disse Serra, reclamando que a entrevista não era um “troço sério”. Logo depois, pediu que os equipamentos fossem desligados e disparou: “Isso aqui está um programa montado.” A apresentadora negou com firmeza a acusação e teve uma conversa reservada com Serra. Só então o candidato aceitou voltar ao estúdio.

CBN – MIRIAM LEITÃO
Em 10 de maio, durante entrevista matinal à rádio CBN, Serra manteve uma ríspida discussão com a jornalista Míriam Leitão. Ao participar da entrevista realizada em São Paulo, Míriam perguntou, por telefone, se o presidenciável respeitaria a autonomia do Banco Central ou se presidiria também a instituição, caso vencesse a eleição. Serra primeiro respondeu que a suposição da jornalista era “brincadeira”. Na sequência, demonstrou que seu grau de irritação não parava de aumentar: “Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra? Tenha paciência!” Questionado se interviria na instituição ao se deparar com um erro, Serra interrompeu Míriam: “O que você
está dizendo, vai me perdoar, é uma grande bobagem.”

Colaborou Alan Rodrigues

Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

ISTO É: PAULO PRETO FAZ AMEAÇAS E PASSA A SER DEFENDIDO POR JOSÉ SERRA 6

INAUGURAÇÃO DO RODOANEL
Serra aparece em foto de 30 de março de 2010 junto com
Paulo Preto, que meses mais tarde alegou não conhecer

selo.jpg

Como candidato à Presidência da República, José Serra deve explicações mais detalhadas à sociedade brasileira. Elas se referem a um nome umbilicalmente ligado à cúpula do PSDB, mas de pouca exposição pública até dois meses atrás: Paulo Vieira de Souza, conhecido dentro das hostes tucanas como Paulo Preto. Desde que a candidata do PT, Dilma Rousseff, pronunciou o nome de Paulo Preto no debate realizado pela Rede Bandeirantes no domingo 10, Serra se viu envolvido em um enredo de contradições e mistério do qual vinha se esquivando desde agosto passado, quando ISTOÉ publicou denúncia segundo a qual o engenheiro Paulo Souza, ex-diretor da estatal Dersa na gestão tucana em São Paulo, era acusado por líderes do seu próprio partido de desaparecer com pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral do PSDB. Na época, a reportagem baseou-se em entrevistas, várias delas gravadas, com 13 dos principais dirigentes tucanos, que apontavam o dedo na direção de Souza para explicar a minguada arrecadação que a candidatura de Serra obtivera até então. Depois de publicada a denúncia, o engenheiro disparou telefonemas para vários líderes, dois deles com cargos no comando da campanha presidencial, e, apesar da gravidade das acusações, os tucanos não se manifestaram, numa clara opção por abafar o assunto. O próprio presidenciável Serra optou pelo silêncio. Então, mesmo com problemas de caixa e reclamações de falta de recursos se espalhando pelos diretórios regionais, o PSDB preferiu jogar o assunto para debaixo do tapete.
 

img.jpg

img1.jpg

 

No debate da Rede Bandeirantes, Serra mais uma vez silenciou. Instado por Dilma a falar sobre o envolvimento de Paulo Preto no escândalo do sumiço da dinheirama, não respondeu. Mas o pavio de um tema explosivo estava aceso e Serra passou a ser questionado pela imprensa em cada evento que participou. E, quando ele falou, se contradisse, apresentando versões diametralmente diferentes em um período de 24 horas. Na segunda-feira 11, em Goiânia (GO), em sua primeira manifestação sobre o caso, o candidato do PSDB negou conhecer o engenheiro. “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.” A declaração provocou uma reação imediata. Na terça-feira 12, a “Folha de S.Paulo” publicou uma entrevista em que o engenheiro, oficialmente um desconhecido para Serra, fazia ameaças ao candidato tucano. “Ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder. Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam este erro”, disparou Paulo Preto. Serra demonstrou ter acusado o golpe. Horas depois da publicação da entrevista, em evento em Aparecida (SP), o candidato recuou. Com memória renovada, saiu em defesa do ex-diretor do Dersa. Como se jamais tivesse tratado deste assunto antes, Serra afirmou: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”. Aos eleitores, restou uma dúvida: em qual Serra o eleitor deve acreditar? Naquele que diz não conhecer o engenheiro ou naquele que elogia o profissional acusado pelo próprio PSDB de desviar R$ 4 mihões da campanha? As idas e vindas de Serra suscitam outras questões relevantes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais: por que o tema lhe causou tanto constrangimento? O que Serra teria a temer para, em menos de 24 horas, se expor publicamente emitindo opiniões tão distintas sobre o mesmo tema?

img3.jpg

Ainda está envolto em mistério o que Paulo Preto teria na manga para emparedar Serra. A movimentação do engenheiro nas horas que sucederam o debate da Rede Bandeirantes mostra claramente como ele é influente, poderoso e temido nas hostes tucanas. Conforme apurou ISTOÉ, logo depois do programa, Paulo Preto, bastante irritado por não ter sido defendido pelo candidato do PSDB, começou a telefonar para integrantes do partido. Um deles, seu padrinho político, o ex-chefe da Casa Civil de São Paulo, senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, que deixou o debate logo que o nome do engenheiro foi mencionado. Outras duas chamadas, ainda de madrugada, foram para as residências de um secretário do governo paulista e de um dos coordenadores da campanha de Serra em São Paulo. Nas conversas, Paulo Preto disse que não ia admitir ser abandonado pelo partido. E que iria “abrir o verbo”, caso continuasse apanhando sozinho. Com a defesa de Serra, alcançou o que queria. Para os dirigentes do partido restou o enorme desconforto de passarem o resto da semana promovendo contorcionismos verbais para defender as ações de um personagem que acusavam dois meses antes. Em agosto, o PSDB vivia outro momento político, vários líderes tucanos reclamavam do estilo “centralizador e arrogante” de Serra, tinham dificuldades para arrecadar recursos e vislumbravam uma iminente derrota nas urnas. Agora, disputando o segundo turno e sob a ameaça de Paulo Preto, promovem uma ação orquestrada para procurar desqualificar as denúncias que eles próprios fizeram. “Às vésperas da eleição podemos ganhar o jogo. Portanto, não vou dizer nada a respeito do Paulo Preto”, disse uma das principais lideranças do partido na noite da quarta-feira 13. Esse mesmo tucano, em agosto, revelara detalhes sobre a atuação do engenheiro na obra do trecho sul do rodoanel. “Não é hora de remexer com o Paulo Preto. Isso poderá colocar em risco nossa vitória”, afirmou na manhã da quinta-feira 14 um membro da Executiva Nacional do partido, que em agosto acusara o engenheiro de desviar R$ 4 milhões da campanha. “Em agosto, depois da reportagem de ISTOÉ, procuramos empresários e eles negaram que Paulo Preto tenha pedido contribuições”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Se fez de fato esse movimento, Guerra não teve pressa em revelá-lo. Só foi fazê-lo agora, pressionado pelas declarações do engenheiro.

G_obras_paulo_Preto.jpg