RÁDIO FLIT SABOR VERÃO NA PRAIA: 867-5309/Jenny ( verão de 1981/82 sem alagão ) 30


867-5309/JENNY
(James Keller / Alex Call)
Tommy Tutone – 1981

Jenny Jenny who can I turn to
You give me something I can hold on to
I know you’ll think I’m like the others before
Who saw your name and number on the wall

Jenny I’ve got your number
I need to make you mine
Jenny don’t change your number

Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Jenny Jenny you’re the girl for me
You don’t know me but you make me so happy
I tried to call you before but I lost my nerve
I tried my imagination but I was disturbed

Jenny I’ve got your number
I need to make you mine
Jenny don’t change your number
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine

I got it (I got it) I got it
I got your number on the wall
I got it (I got it) I got it
For a good time, for a good time call

Jenny I’ve got your number
I need to make you mine
Jenny I’ve called your number

Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine

Jenny Jenny who can I turn to
(Eight six seven five three oh nine)
For the price of a dime I can always turn to you
(Eight six seven five three oh nine)

Eight six seven five three oh nine
Eight six seven five three oh nine
five three oh nine…

Baixe músicas gratuitamente do site oficial do TOMMY TUTONE: http://www.tutone.com/main2.html

Divisão de Capturas cuidará do Presídio da Polícia Civil 60

Enviado em 18/01/2011 às 15:04- FUDIDO

Terça-feira, 18/01/11 – 14:34

Divisão de Capturas cuidará do Presídio da Polícia Civil

Na manhã desta terça-feira (18), o delegado geral de polícia Marcos Carneiro Lima visitou o Presídio da Polícia Civil, acompanhado do delegado Luiz Antonio Pinheiro, supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE) e de três equipes da mesma unidade policial, que fizeram uma revista aos 110 policiais civis presos.

Todos foram colocados em forma e o delegado geral aproveitou a oportunidade para falar sobre a importância de se manter o presídio em ordem, dentro das normas estabelecidas pela Polícia Civil, entre outros assuntos.

A novidade, entretanto, ficou para o final da visita, quando Marcos Carneiro informou que o Presídio da Polícia Civil não será mais responsabilidade da Corregedoria, mas, sim, da Divisão de Capturas, hoje comandada pelo delegado Waldomiro Pompiani Milanesi, que, entre outros departamentos, já atuou no Deic e na Secretaria da Segurança Pública (SSP).

___________________________________

Qual a motivação?

EUCLYDES, a imposição estatutária agride a Constituição da República…Contudo, conforme informação em Mandado de Segurança, o Dr. Ferreira Pinto esposa entendimento contrário; fundado em atrasada doutrina de Juristas Paulistas 23

Enviado em 18/01/2011 às 14:23 – Euclydes Zamperetti Fiori

Em meu entender a imposição estatutária impedindo manifestação publica do policial civil agride o inserido na Constituição.

Doutor Guerra

Por favor, esclareça minha duvida.

Euclydes Zamperetti Fiori
lotado no outrora respeitado
DEIC

Em linhas gerais: LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO é amplamente garantida aos policiais civis, desde que obedientes aos regramentos da LOP, ou seja, SÓ POR MEIO DE PETIÇÃO  endereçada aos superiores hierárquicos.

E dentro do limite da TOLERÂNCIA crítica permitida:   ZERO!

Por outro aspecto, o Excelentíssimo Sr. Secretário, enquanto agente político – ao abrigo de sanções disciplinares – pode manifestar-se publica e livremente acerca de falhas verificadas na Polícia Civil; assim podendo empregar qualificativos como INÉPTA, LETÁRGICA e VERDADEIRA ORGIA, obviamente com finalidades terapêuticas. 

JUIZES DENUNCIAM A PRECARIEDADE DA ATUAÇÃO DA JUSTIÇA…DELEGADO DE POLÍCIA QUE OUSAR DEMONSTRAR A “PORCARIEDADE” (resultado da precariedade ) DA SEGURANÇA PÚBLICA ACABA PROCESSADO E DEMITIDO POR PROCEDIMENTO IRREGULAR DE NATUREZA GRAVE 9

Juízes alertam para a realidade do Judiciário de SP

Magistrados e mídia estreitam relações em Piracicaba


Sob o título “Juízes de Piracicaba divulgam realidade do Judiciário Paulista”, o site da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) registra a iniciativa de 12 juízes do Fórum de Piracicaba, que promoveram encontro com a imprensa local, em dezembro (*).

http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/arch2011-01-01_2011-01-31.html#2011_01-13_18_04_35-126390611-0

Segundo noticiou a “Gazeta de Piracicaba”, o encontro serviu para chamar a atenção sobre a “precariedade da atuação da Justiça no Estado de São Paulo”.

Realizado no auditório da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, o evento foi uma iniciativa dos magistrados para estreitar as relações com a imprensa e esclarecer sobre o funcionamento da Justiça paulista.

O juiz Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva, da 2ª Vara Cível, disse que há “um cenário desolador que serve como desestímulo aos próprios juízes, pois o número de processos só aumenta e estamos enxugando gelo”. Segundo ele, “não se pode transformar a atividade judicial em produção em escala industrial e repetitiva de decisões”.

O juiz Lourenço Carmelo Torres, da 3ª Vara Cível, citou o corte no orçamento pelo Executivo estadual e a falta de funcionários, agravada pela perda de servidores que deixaram de ser repostos.

Sob o título “Juízes denunciam condições ‘insustentáveis’ de trabalho”, o “Jornal de Piracicaba” noticiou que os magistrados reclamaram que o crescente volume de processos, aliado aos baixos investimentos, os obriga a exercerem jornadas excessivas de trabalho, incluindo as sentenças nos finais de semana, em detrimento da vida familiar e social.

Em página interna, o encontro foi noticiado sob o título “Poder Judiciário de Piracicaba grita por socorro em encontro com a imprensa”.

Segundo o jornal, os juízes consideraram a iniciativa uma forma de “derrubar os muros que ainda separam e afasta a mídia e a Justiça de uma aproximação mais harmoniosa e produtiva”, conforme definiu o juiz Lourenço Carmelo Torres.

“Juízes apresentam panorama caótico do Judiciário paulista” foi a manchete do jornal “A Tribuna Piracicabana”.

Segundo o jornal, “os juízes de direito da Comarca de Piracicaba fizeram algo inusitado: pela primeira vez, reuniram jornalistas da cidade para apresentar o organograma do Judiciário brasileiro e, na mesma oportunidade, deixaram a habitual reserva em falar sobre a situação de suas atividades para apresentar um quadro caótico do Judiciário paulista”.
 
(*) http://www.apamagis.com.br/noticia.php?noticia=29216
 

Dr.Hélio Tavares(HT), Dr.Claudio Gobetti, Dr.José Antonio Carlos de Campos Gomes(Zé Antártica)… 40

Enviado em 18/01/2011 às 12:04- FALCÃO

Escriba 2.011
Dr.Hélio Tavares(HT), Dr.Claudio Gobetti, Dr.José Antonio Carlos de Campos Gomes(Zé Antártica)… Tinham seus defeitos como todos nós temos, mas eu queira ver, qual D.G., qual Secretário, qual oficial da pm (seja comandante de companhia, de batalhão ou do car…..que fosse), tinha peito de ir em suas Delegacias, Departamentos, exigir alguma coisa, falar alto, querer dominar uma determinada situação… Tinha que ter culhão pra isso, muito culhão…

QUEM DISSE QUE DELEGADO DE POLÍCIA SÓ INGRESSA EM TRIBUNAL DE JUSTIÇA COMO RÉU 12

Enviado em 18/01/2011 às 12:10DESILUDIDO

NICO NO LUGAR DO IVANEY… POLÍCIA É BICO MESMO…

http://justicadesportiva.uol.com.br/26588-RONALDO-BOTELHO-PIACENTI-TOMA-POSSE-COMO-NOVO-PRESIDENTE-DO-TJDSP.html

Osvaldo Nico será o vice do tribunal; ex-presidente Ivaney Cayres também participou da cerimônia

Em cerimônia na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) nesta última segunda-feira, dia 17 de janeiro, tomou posse o novo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD/SP), Ronaldo Botelho Piacenti, juntamente com seu vice Osvaldo Nico Gonçalves. O agora ex-presidente Ivaney Cayres também participou da cerimônia.

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O novo presidente falou de suas expectativas ao assumir o novo cargo. “A expectativa é manter a seriedade do tribunal, isso é muito importante. Estamos realizando melhorias no tribunal, com o apoio da FPF, e vamos fazer o melhor possível para o futebol de São Paulo”, disse Ronaldo Botelho, em reportagem do site da entidade que comanda o futebol paulista.

Osvaldo Nico Gonçalves, novo vice-presidente, se disse gratificado em assumir o cargo. “É gratificante, estou aqui há muito tempo. Entrei quando o Dr. Marco Polo Del Nero era o presidente do tribunal. Então chegar hoje à vice-presidente me deixa muito feliz”, disse.

Ivaney Cayres de Souza disse que mudança no comando é saudável e demonstrou confiança no trabalho de seu sucessor. “Passar o cargo é algo saudável e um motivo de muita festa. É importante nesse momento ter a consciência tranqüila de ter feito o melhor para o desporto. Tenho a certeza de que o TJD está em boas mãos”, concluiu, agradecendo a todos que o auxiliaram durante seu mandato.

Por fim, Ivaney inaugurou uma galeria, onde cada um dos ex-presidentes do tribunal está retratado. Ainda durante a cerimônia, duas placas foram entregues, uma ao atual presidente Ronaldo Botelho Piacenti e outra ao ex-presidente Ivaney Cayres de Souza.

Governantes despreparados, omissos E BANDALHOS… 4

Governantes despreparados e omissos
Tue, 18 Jan 2011 07:39:38 -0200
Gil Castelo Branco O primeiro homem público que demonstrou preocupação com os fatores climáticos foi D. Pedro II, quando prometeu: “Venderei até o último brilhante da minha coroa para acabar com a seca no Nordeste.” A coroa intacta, com todos os brilhantes, está exposta no Museu Imperial de Petrópolis, e milhares de nordestinos, ao longo de 150 anos, foram sepultados em seus estados.
Desde o Império, portanto, a natureza anda de mãos dadas com a falta de planejamento e a debilidade do Estado, nas esferas municipal, estadual e federal. Na raiz do problema está a questão habitacional. Por muitos anos, o financiamento da casa própria atendeu somente às classes mais favorecidas. Em função da inflação e dos juros elevados, a correção das prestações superava os reajustes salariais, inviabilizando as operações, notadamente para as famílias de baixa renda. Desta forma, surgiram as ocupações precárias e as invasões, sob a vista grossa dos governantes.
Diante do caos consumado, as tragédias apresentam aviso prévio. No calendário nacional já estão fixadas entre o Natal e o carnaval. Os estados e as cidades onde os eventos historicamente acontecem são conhecidos – e até as áreas de riscos iminentes -, mas o poder público é omisso em relação à atuação preventiva.
De 2000 a 2010, o Ministério da Integração Nacional – onde está alocada a Secretaria Nacional da Defesa Civil – aplicou R$6,3 bilhões na “resposta aos desastres e reconstrução”, e apenas R$542 milhões na “prevenção e preparação para desastres”. No ano passado, por exemplo, foram gastos 13 vezes mais após as catástrofes do que em medidas que poderiam minimizar os seus efeitos. Além disso, nos últimos 11 anos, de cada R$5,00 do orçamento da União para evitar calamidades naturais, somente R$1,15 foi efetivamente investido.
Em 2010, para acentuar o rol de absurdos, dos R$167,5 milhões aplicados em prevenção, 50,5% foram utilizados na Bahia, terra natal do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, candidato derrotado nas últimas eleições para governador. O Tribunal de Contas da União (TCU) questionou a distribuição de recursos e recebeu a informação de que a Bahia havia apresentado maior quantidade de projetos. Mas será que projetos dessa natureza são como o acarajé, que os baianos fazem como ninguém?
Já o Ministério das Cidades desenvolve o programa de “urbanização, regularização e integração de assentamentos precários”, com ação destinada a financiar o mapeamento municipal das áreas de risco. No entanto, além do pequeno valor aplicado nessa iniciativa específica, o TCU constatou a falta de diálogo com o Ministério da Integração, que promove a transferência de recursos para projetos de prevenção a desastres.
A Secretaria Nacional da Defesa Civil, por sua vez, não possui articulação com os órgãos semelhantes nos estados e municípios. Embora “no papel” existam representações da defesa civil em 77% das cidades brasileiras, não chegam a 10% as comissões/coordenadorias municipais estruturadas e atuantes. Na maioria delas, os responsáveis são pessoas despreparadas que acumulam o cargo com alguma outra função na prefeitura.
Na verdade, a Defesa Civil, criada na Segunda Guerra Mundial, ainda não encontrou a sua identidade. Não há sequer padrão. Em alguns estados está vinculada à Casa Militar do governador, em outros ao Corpo de Bombeiros. Também é possível encontrá-la subordinada a secretarias da área social. A coordenação é exercida tanto por civis como por militares.
Diante da precariedade do sistema de defesa civil, o recém-designado secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, está correto ao considerar essencial a criação de espaço próprio e adequado para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O órgão funciona atualmente em condições precárias, em três salas do ministério, sem um meteorologista, sequer.
Com perfil mais técnico do que político, é de se esperar que a presidente Dilma fortaleça as ações da Defesa Civil, especialmente as de prevenção, aprimorando a gestão e ampliando os valores aplicados, mesmo que, para isso, seja necessário vender os brilhantes da coroa de D. Pedro II.
GIL CASTELO BRANCO é economista e dirigente da organização não-governamental Contas Abertas ____________________________________________

Gozado, todos os diversos órgãos e “instituições”  da Administração Pública, sob o pretexto de garantir direitos fundamentais coletivos e fazer valer o “princípio constitucional” da eficiência, investem ( mais na teoria do que na prática) em SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA, ou seja, aquele setor de determinado órgão que possui por objetivo obter conhecimento com a finalidade de instrução de decisões no âmbito da Administração Pública que, de regra, visam A PRESERVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA COLETIVIDADE.

As Polícias dizem manter  SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA.

O Ministério Público, investe pesadamente em unidades de inteligência.

A Procuradoria do Estado envereda pela área.

A Defensoria, idem!

E a Defesa Civil?

Ora, a Defesa Civil fica no aguardo das informações daquelas belas e gostosas MOÇAS DO TEMPO!   

Enfim,   “inteligência” só para  MAIOR GLÓRIA DE CORPORAÇÃO, DE CHEFE  E DO BOLSO.

José Eduardo Cardozo: “Um pacto político contra o crime” 6

José Eduardo Cardozo: “Um pacto político contra o crime”
Tue, 18 Jan 2011 08:05:38 -0200
O ministro da Justiça diz como pretende unir o governo federal e os Estados no combate à violência
Leonel Rocha e Marcelo Rocha

Desde que assumiu o Ministério da Justiça, a rotina do paulistano José Eduardo Cardozo tem sido chegar cedo ao gabinete e só deixar o trabalho no início da madrugada. Sempre com a agenda cheia, ele trata de assuntos variados que vão desde o novo modelo da carteira de identidade até acordos com países vizinhos para combater o narcotráfico. Cardozo elegeu a construção de um pacto político nacional contra o crime organizado sua principal missão no ministério. Na semana passada, ele recebeu ÉPOCA para falar sobre esse e outros assuntos e revelou que a presidenta Dilma exige que os nomeados para cargos de confiança no governo cumpram os critérios da Lei Ficha Limpa, instituída para barrar condenados em decisões judiciais em segunda instância de disputar as eleições.

ÉPOCA – O senhor anunciou que vai costurar um acordo político com os governadores para combater o crime organizado. Qual é a razão dessa iniciativa, já que o Ministério da Justiça dispõe do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), que repassa verbas da União para a segurança pública nos Estados?
José Eduardo Cardozo –
O Pronasci é um programa inovador e estabelecido com premissas corretas. A ideia é dar sequência a ele, aprofundar iniciativas e medidas, estreitar a aliança entre o ministério e os governos estaduais. Vamos começar avaliando o Pronasci pelo Rio de Janeiro para detectarmos falhas, avanços e o que mais pode ser implantado. Não pretendemos impor nenhum tipo de política aos governadores. Queremos ouvir sugestões, apresentar outras e verificar quais os elementos comuns para a construção de um pacto nacional contra o crime organizado.

ÉPOCA – Como será esse pacto na prática?
Cardozo
– Esse pacto terá de ser construído com um minucioso trabalho técnico. Não queremos que seja um evento midiático e terá de estar alicerçado em bases jurídicas. As equipes técnicas vão se reunir para fazer um diagnóstico da situação específica em cada Estado, verificar quais as possibilidades orçamentárias e conjugar esforços. Também faremos uma reunião com os secretários de Segurança que servirá de preparação para o encontro dos governadores com a presidenta Dilma, que ocorrerá em fevereiro ou março.

ÉPOCA – Problemas no relacionamento do governo federal com os governadores não podem dificultar esse pacto?
Cardozo
– Sempre existem dificuldades na estrutura federativa brasileira, sejam de natureza jurídica, operacional ou política. Nem sempre os entes da Federação dialogam a partir de programas de governo. Essa é uma questão a ser superada. Temos de procurar nossas convergências, porque esse acordo político é essencial para combater o crime organizado, enfrentar o problema das drogas e tentar reduzir a violência.

ÉPOCA – Com que aspectos da segurança pública o governo está mais preocupado?
Cardozo
– O crime organizado e o tráfico de drogas são os principais problemas. A tragédia das drogas é potencializada pelo crime organizado, e o crime organizado é potencializado pelo consumo de drogas. São indissociáveis do ponto de vista preventivo e repressivo. É necessário atacar as organizações criminosas, controlar melhor as fronteiras, fortalecer a investigação policial e o setor de inteligência, asfixiar o poderio financeiro das organizações e punir rigorosamente. Do lado do consumo de drogas, temos de atuar preventivamente do ponto de vista da saúde pública e dar atenção especial ao dependente.

ÉPOCA – O principal problema das drogas é o aumento do consumo de crack?
Cardozo
– O crack é uma droga perversa, de fácil produção e barata. Os danos à saúde são incomensuráveis. Merece atenção especial porque se transformou em um problema gravíssimo. Precisamos combater a produção e a distribuição com políticas adequadas de repressão, prevenção, orientação social e tratamento dos dependentes.

ÉPOCA – O governo quer alterar a legislação para tratar de forma diferenciada os pequenos traficantes e permitir a aplicação de penas alternativas a eles?
Cardozo
– Temos uma política de endurecimento em relação ao traficante que participa de organizações criminosas. Não vamos encaminhar nenhum projeto de lei que traga algum tipo de beneficiamento a traficantes. A posição do governo é a expressa no projeto de lei enviado ao Congresso que tipifica o crime organizado. Pelo projeto, o traficante que for condenado, se pertencer ao crime organizado, não só receberá sua pena pelo tráfico, como sofrerá um acréscimo de pena de três a dez anos pelo fato de participar de organização criminosa.

ÉPOCA – Um relatório do Exército diz que o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, voltou. Já se esperava que a ocupação do Alemão não acabasse completamente com a ação dos traficantes?
Cardozo
– Não existe operação de combate ao crime organizado que possa ser feita com mágica. O que existe são ações competentes que devem ser construídas, planejadas e executadas de forma integrada. O caso do Alemão tem uma dimensão emblemática, ficou conhecido nacionalmente e mostra que aquela operação foi feita com acerto e muita competência pelas autoridades do Estado. E vamos reproduzi-la em todo o país, com adaptações.

ÉPOCA – O modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se aplica a outros Estados?
Cardozo
– As UPPs são experiências muito interessantes e devem ser levadas a outros Estados. O modelo do Rio é o mesmo aplicado no programa Territórios de Paz, que o Pronasci desenvolve.

ÉPOCA – O governo pretende assinar acordos com países vizinhos para o combate ao narcotráfico fora de nossas fronteiras, como já aconteceu com o Paraguai?
Cardozo –
A vigilância das fronteiras é fundamental para o combate ao crime organizado. E não haverá plano eficiente de combate aos crimes na fronteira sem colaboração com os vizinhos. O Ministério da Justiça já vinha estabelecendo protocolos de intenções com países vizinhos. Vamos voltar a discutir o assunto em uma viagem que farei à Bolívia. Há países que não têm as nossas condições técnicas e estruturais. Nesses casos, temos de saber o que eles podem fornecer e o que poderemos fornecer. Se há países com óbices legais, é importante discutir as ações desses governos para que suas leis sejam aperfeiçoadas. Se há países com dificuldades estruturais ou operacionais, vamos verificar como poderão ser superadas.

ÉPOCA – Na fronteira do Brasil com a Bolívia, há um trânsito intenso de pessoas. Será preciso restringir a circulação para reprimir o tráfico?
Cardozo
– As ações de segurança pública nunca podem afetar direitos. O direito de ir e vir não pode ser impedido. Nem com a Bolívia, nem com os Estados Unidos, nem com ninguém. É indispensável que tenhamos mecanismos de segurança ajustados à realidade das fronteiras. Se as pessoas têm condições legais de entrar, entrarão.

ÉPOCA – O que pode ser feito então?
Cardozo
– O governo tem de aperfeiçoar a Operação Sentinela e o Pefron (Policiamento Especializado de Fronteiras), aprofundar as relações da Polícia Federal com as Forças Armadas para aproveitar a capacidade operacional e logística dos militares. Precisamos utilizar mecanismos tecnológicos de ponta. Inteligência e informação são indispensáveis. Os veículos aéreos não tripulados, os Vants, começarão a operar em fevereiro, percorrendo as fronteiras e registrando ações sintonizadas com as forças terrestres.

ÉPOCA – O crime organizado não atua somente no tráfico de drogas. Age na evasão de divisas e em outros crimes que envolvem personagens de colarinho branco. Como combater esse tipo de crime?
Cardozo
– A estrutura do crime organizado é proporcional ao nível de corrupção no Estado, o que exige combater esse crime com muito vigor. Ao longo do governo Lula, a Polícia Federal atuou de forma republicana e livre de orientações políticas. Cada vez mais teremos uma polícia de Estado, e não de um governo. O Ministério da Justiça se capacitou para buscar o dinheiro desviado e a Secretaria Nacional de Justiça hoje tem um órgão que visa à recuperação desses ativos. O governo garantiu independência do Ministério Público com nomeações de procuradores-gerais sem comprometimento com o acobertamento de situações. Essas ações terão continuidade.

ÉPOCA – O governo Dilma começou com uma denúncia contra o recém-nomeado secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico da Costa, que teve os bens bloqueados pela Justiça por irregularidades na extinta Sudam. Como ficará o combate à corrupção na máquina pública?
Cardozo
– A presidenta Dilma Rousseff tem uma diretriz muito segura em relação à formação de sua equipe de governo. Ela nos orientou dizendo que as nomeações para cargos de confiança deveriam respeitar os critérios da Lei Ficha Limpa e que não permitiria indicações que transgredissem os critérios dessa lei. Ela me disse textualmente: se uma pessoa não tem condições de disputar eleição, não pode ocupar cargo público. Esse é o critério que a presidenta estabeleceu para todos os ministros e os cargos de confiança. Foi uma promessa eleitoral que ela cumprirá. Quanto a casos individuais, não posso tecer considerações a respeito. Respeito todas as nomeações feitas pela presidenta. Mas entendo que as leis precisam ser aperfeiçoadas para que possamos ter os processos administrativos mais ágeis e expulsar do serviço público quem comprovadamente cometeu irregularidades.
 

O FLIT NÃO É O ALTAS HORAS, MAS TEM VIDA INTELIGENTE: “Ninguém está disposto a ceder um pouquinho do seu terreno pela instituição” 67

Enviado em 17/01/2011 às 14:44QUALQUER UM

O grande problema da POLÍCIA CIVIL é que não existe mais uma POLÍCIA CIVIL pra ser representada, mas milhares de polícias civis.
Ninguém está disposto a ceder um pouquinho do seu terreno pela instituição.
Existe a POLÍCIA CIVIL dos delegados, a dos investigadores, dos escrivães, dos carcereiros, dos peritos, dos médicos….
E em cada uma destas existe um outro subtipo:
Delegados: titulares, plantonistas, assistentes, diretores, divisionários, com cadeira, no speed, aposentando, calças brancas, maçons, ptistas, psdbistas, etc.
investigadores: os da fazendária, da nasa, pegadores de biqueiras, dorminhocos, militares, cana, de balcão, de expediente, etc, etc, etc
e em todas as carreiras é a mesma coisa.
Cada um preocupado com o seu lado, grudado na sua trincheira, sem querer arredar um milímetro e esperantdo vir coisas boas com o sangue derramado por outros.
é a máxima do murphy: “nunca fique na mesma trincheira com um homem mais valente que você”.
Pra que uma idéia dê certo para a POLÍCIA CIVIL, é preciso antes conscientizar todo mundo de que fazemos parte de uma POLÍCIA CIVIL e é por ela que lutamos e não por nós mesmos.
O que vier de bom ou ruim para a POLÍCIA CIVIL vai refletir em cada um dos membros da POLÍCIA CIVIL.
Nenhuma mobilização vai chegar a nada, enquanto não for mudada a mentalidade da instituição.

SOBRE A FORMAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO ÚNICA DE POLICIAIS CIVIS PAULISTAS. INSTITUIÇÃO DE ESTATUTO, OBJETIVOS COMUNS, EMERGENCIAIS, EM FACE DO GOVERNO PAULISTA, SEM QUALQUER TOM POLÍTICO PARTIDÁRIO! 87

http://phermentumpurulentus.wordpress.com/2011/01/16/sobre-a-formacao-de-uma-associacao-unica-de-policiais-civis-paulistas-instituicao-de-estatuto-objetivos-comuns-emergenciais-em-face-do-governo-paulista-sem-qualquer-tom-politico-partidario/

Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG 45

———- Mensagem encaminhada ———-
De:

Data: 17 de janeiro de 2011 11:25
Assunto: FW: Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG
Para: roberto

E QUEM VAI INVESTIGAR ?
E OS INQUÉRITOS, INERENTES Á POLÍCIA CIVIL, NÃO SÃO MAIS NECESSÁRIOS ?
http://www.jt.com.br/seguranca/ 

Foragidos em SP são 152 mil

  • 16 de janeiro de 2011 |
  • 23h20 |

Categoria: Geral

ELVIS PEREIRA
PLÍNIO DELPHINO

Roger Abdelmassih, Jonathan Lauton, Eduardo Soares, Mizael Bispo, Evandro Bezerra e Evandro Correia. Todos fugiram e constam na lista de mais de 152 mil foragidos no Estado de São Paulo, refletindo na sociedade a sensação de impunidade e confirmam, ainda, a falta de estrutura da Divisão de Capturas da Polícia Civil. O novo delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, admite o problema e tem planos para tentar solucionar a fragilidade desse setor.

“Quero essa divisão forte, quero policiais na rua e não sentados em cadeiras”, afirmou Lima à reportagem. A mudança será iniciada pelo topo. “Um novo delegado, com perfil totalmente operacional, vai assumir o comando”, adiantou, sem revelar nomes.
O chefe da Polícia Civil reconhece que o efetivo de policiais designados para caçar foragidos está abaixo do ideal. “Mas não é desculpa para prender apenas ladrão de leite (alusão a maridos procurados por pensão alimentícia)”. Na visão do delegado, é necessário otimizar as atividades da divisão.
 “Em outros países do mundo, esse tipo de trabalho é extremamente valorizado. E aqui em São Paulo também vai ser”, promete.
O futuro delegado a ser nomeado por Lima assumirá uma divisão com 152.416 mandados de prisão em aberto. O número se refere ao último dia de 2010. Desses, 123.756 são processos criminais e o restante, de pensão alimentícia.
 

Dr. CEMBRANELLI: “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas” 16

17/01/2011

Promotor quer levar policiais a júri

Folha de S.Paulo

Francisco Cembranelli, o promotor responsável pelas condenações do casal Nardoni, pretende voltar ao júri em 2011 para uma tarefa mais complicada. Ele tentará condenar policiais militares suspeitos de envolvimento com grupos de extermínio na zona norte da capital.

De acordo com Cembranelli, seis ou sete ações penais instauradas envolvem policiais. “São PMs que acabam se envolvendo em execuções. É muito difícil este tipo de investigação, pois é lenta e há intimidação de testemunhas”, diz. Segundo ele, casos em que testemunhas morrem misteriosamente, “cravadas de balas”, não são raros.

Cembranelli avisa, porém, que quando PMs são julgados, é difícil conseguir a condenação de todos. “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas”, afirma. Além disso, a associação de PMs conta com bons advogados na defesa de seus interesses.

Os grupos de extermínio que atuam na zona norte da capital são parte do foco da investigação. “Os policiais escolhem pequenos viciados ou sem-teto alojados debaixo de viadutos. Chegam lá e matam todos. Aconteceu no viaduto do Parque Novo Mundo”, afirma. Para Cembranelli, essas ações visam “limpar a área.”

Outras hipóteses também foram levantadas –há máfias, segundo o promotor, que exploram jogo e conluio de policiais com grupos marginais nos pontos de vendas de droga. “Claro que isso é exceção. A PM é uma aliada do Ministério Público. Esses maus elementos têm de ser responsabilizados criminalmente e expurgados da Polícia Militar.”

Se conseguir as condenações, a fama de Cembranelli deve aumentar. Ele está acostumado, apesar da timidez. “Alguns pedem para tirar foto. Fico sem jeito.”

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO 97

Enviado em 16/01/2011 às 23:10 JOW

CASO DE POLÍCIA 16/01/2011

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO

PMs esperam 12 horas e ocorrência de tráfico só é feita pela Polícia Civil quando o titular da pasta de segurança pública interfere

Tahiane Stochero e Jow
Diário SP

Era para ser apenas mais uma prisão por tráfico das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), mas o caso se transformou em uma briga entre as polícias Civil e Militar e só terminou com a interferência do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, após os PMs esperarem 12 horas na delegacia pela realização do boletim de ocorrência.

Ferreira confirmou ter atuado a favor da Rota, pelo fim do lenga-lenga no 46º Distrito Policial (Perus), na Zona Norte, no último dia 5, para que o BO fosse feito. “Toda vez que houver situação de má atendimento à população ou à PM nas delegacias e chegar ao meu conhecimento, eu vou intervir”, disse o secretário. “Esta não é a primeira nem a última vez que farei isso”, acrescentou.

Na manhã do dia 5 de janeiro, a Rota recebeu uma denúncia de tráfico na Rua Paulo Arentino, no Jaraguá. No local, foram presas duas mulheres com 3 quilos de cocaína, 300 gramas de crack, uma espingarda calibre 12, munições e R$ 10 mil. Três viaturas e dois oficiais atuaram. E foi ao chegar ao 46º DP, às 13h, que começou a confusão e a longa espera.

A Rota, considerada a tropa de elite da PM, foi o alvo de uma disputa política entre as polícias Civil e Militar

Ligações / Segundo PMs, até as 17 horas, não havia delegado no distrito. Antes deles, na fila, outros dois casos para serem registrados – a captura de um procurado e uma lesão corporal. No início da noite, como nada havia sido feito, o comandante da Rota, coronel Paulo Adriano Telhada, telefonou para o secretário pedindo ajuda. Ferreira ligou para o diretor da Polícia Civil da capital, Eduardo Hallage, e este procurou a delegada seccional da Zona Oeste, que chefia a área, Elaine Maria Biasoli Pacheco.

Ela pegou o telefone e mandou o delegado plantonista do 46º DP registrar, enfim, a ocorrência da Rota. O boletim de ocorrência 76/2011 foi finalizado à 1 hora do dia 6. Elaine confirmou a ligação do superior, mas não falou sobre o fato. O titular do 46º DP, Vitor Martinez, não respondeu à reportagem. Ferreira, por sua vez, foi enfático: “Não se trata de caso isolado. Vou intervir sempre”.

Sistema de trabalho está falido, diz delegada
Para a presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Marilda Pinheiro, o atual modelo de trabalho das delegacias está “falido e defasado” e “a população é que está pagando a conta”. “O modo de organização dos plantões é arcaico. Temos problemas de tecnologia e o sistema de registro de ocorrências nunca funciona”, diz a delegada. Marilda defende a criação de centrais de polícia judiciária em cada região da capital e também no interior do estado, capazes de registrar prisões de flagrante e liberando as delegacias de bairro para investigações e registro de outros crimes, como roubos e furtos. “Entregamos no ano passado ao secretário Ferreira Pinto este projeto e ele prometeu analisar”, disse Marilda.

A delegada diz que os policiais civis irão continuar lutando pela melhoria dos salários. “Temos o pior pagamento do país, isso tem que mudar. Muitos colegas estão indo trabalhar em outros estados e os policiais que ficam estão em um regime de escravidão”, acrescenta Marilda.

Ela própria fez uma visita ao 46º DP, onde a Rota teve problema, no final do ano passado, diante das reclamações dos policiais civis pela falta de efetivo e modificações nas escalas de trabalho. “Queremos condições dignas para trabalhar, pois as dificuldades afetam a qualidade do serviço prestado ao povo”, diz.

No 46º Distrito Policial, no Perus, policiais civis enfrentam escala dura e deixaram policiais da Rota esperando

Polícias prometem atuação conjunta

O novo delegado-geral, Marcos Carneiro (ao centro na foto abaixo), prometeu ações unificadas contra o crime organizado com apoio da PM. Ele se reuniu com coronel Alvaro Camilo, e o superintendente da Polícia Científica, Celso Periolli (à direita).

14 dias antes a Polícia Civil sabia do problema no 46º DP

Trabalho na Polícia Civil priorizará investigação

Carneiro irá focar a investigação e não irá tolerar que BOs demorem para ser registrados ou que delegacias fiquem paradas. “Não tem essa de estar fora do ar o programa. Teremos que fazer o boletim mesmo off-line”, afirmou o delegado-geral.

PM não se manifesta sobre convivência

Procurada, a Polícia Militar informou que não irá se pronunciar sobre a demora para realização de ocorrências nos plantões de delegacias e sobre o caso específico da Rota.

http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/01/21319-rota+leva+canseira+em+delegacia+e+secretario+manda+fazer+bo.html#

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão” 10

Enviado em 16/01/2011 às 19:53 horário de almoço

 

Reinações da Guarda Pretoriana

Fonte: Vi o Mundo, Azenha

Denúncias 16 de janeiro de 2011 às 12:33

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão”
por Conceição Lemes

Quinta-feira, às 17h, praça dos Ciclistas (esquina das avenidas Consolação com Paulista): o segundo ato público contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou R$ 2,70 para R$ 3.

O primeiro, na última quinta-feira, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou reprimido pelo Polícia Militar. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

“Os detidos já foram liberados”, informa ao Viomundo a estudante de Direito Nina Cappello, do Movimento Passe Livre. “Por enquanto nenhum foi indiciado, não teve nenhuma acusação específica, foi só para averiguação. Quanto aos feridos, dois fizeram boletim de ocorrência e um realizou exame de corpo de delito.”

Nina é estudante de Direito, pertence ao Movimento Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a Polícia Militar durante a manifestação.

Viomundo – As imagens iniciais mostram um ambiente tranqüilo. O que aconteceu?

Nina Cappello — Inicialmente a manifestação estava indo bem, mesmo. Trocaram três vezes o comandante militar da operação. Na terceira, quando assumiu o tenente Siqueira, o diálogo diminuiu bastante. Os policiais queriam que a gente liberasse uma faixa de trânsito. Mas, como tinha muita gente, foi difícil conter o pessoal. Uma pessoa foi detida e o problema começou.

Acho, no mínimo, irônico, que uma manifestação pela melhoria do transporte público deva priorizar respeitar o espaço dos carros.

Viomundo – O que você fez na hora em que houve a primeira prisão?

Nina Cappello – Tentei conversar com os policiais que estavam com o manifestante detido. Eles foram logo me dizendo: “Acabou o diálogo, olha o tipo de pessoa que vocês trazem pra manifestação”.

Aí,um policial jogou spray de pimenta no rosto de um manifestante que estava questionando a detenção. O que a gente viu em seguida foi uma ação quase que irracional — aliás, muito racional para dispersar a manifestação — de todos os policiais, que passaram a atirar bombas e balas de borracha no meio da manifestação. Engraçado que o discurso deles era de que a gente precisava liberar uma faixa de trânsito, porque eles estavam ali para nos proteger e não queriam que fôssemos agredidos pelos carros. Só que os próprios PMs nos agrediram.

Viomundo – O que te impressionou mais?

Nina Cappello — A perseguição aos manifestantes que começou no centro da cidade após a dispersão, ou seja, o ato público já havia acabado . Em alta velocidade, carros de polícia passaram a percorrer o trajeto da manifestação – Praça da República – Câmara Municipal-Teatro Municipal –, em busca de pessoas que viram no ato.

Viomundo – A manifestação já não havia acabado?

Nina Cappello – Tinha. Mas dois grandes enquadros absolutamente casuais foram feitos após o final da manifestação.

Viomundo – O que é um enquadro?

Nina Cappello – A polícia para a pessoa para revistar. A manifestação já tinha acabado e a PM parou, aleatoriamente, dois grupos de manifestantes para revistar. Aí, 30 foram detidos. Nós chegamos a nos concentrar novamente na Xavier de Toledo, para prosseguir até a Câmara dos Vereadores, que era o local definido como final do ato, mas voltamos para tentar impedir um enquadro.

Infelizmente o resultado foi outro. Mesmo com pontos de ônibus lotados, mais bombas e balas de borracha foram lançadas, além de agressão física direta àqueles aqueles que entravam nos locais próximos para se proteger. Todos os detidos foram levados para o 3º Distrito Policial para averiguação. O despreparo da Polícia Militar nas detenções e na recusa de diálogo ficou evidente.

Viomundo – Mas vocês derrubaram um “posto de observação” da PM e quebraram vidros da loja de uma galeria?

Nina Cappello – A repressão teve início antes desses incidentes. Eles ocorreram quando o pessoal estava fugindo das bombas. Evidentemente não defendemos tais atitudes, mas elas foram reflexo da revolta com a repressão após a manifestação. É bom ressaltar que as armas utilizadas pelos policiais são absolutamente inapropriadas. Por exemplo, o gás pimenta é proibido contra civis pela Convenção de Genebra. Mas, aqui no Brasil, é largamente utilizado em manifestações públicas. As bombas de efeito moral, que deveriam ser lançadas, no mínimo, a 30 metros das pessoas, foram jogadas no meio da manifestação.

Viomundo – Olhando as fotos, vi policiais sem identificação. Isso é normal?

Nina Cappello – Policiais não podem andar sem identificação. Pela nossa experiência, quando os vemos tirando a identificação ou sem ela, já sabemos que provavelmente haverá repressão. Ficar sem identificação é o primeiro passo. Isso dificulta as nossas denúncias, pois a Corregedoria da PM não toma nenhuma atitude se não identificarmos os policiais agressores. Aliás, a maioria dos policiais que agrediram estava sem identificação. Isso sem falar que várias pessoas que estavam fotografando a manifestação foram obrigadas, pelos policiais, a apagar as imagens. Um dos detidos teve seu cartão de memória esvaziado. É uma pena tanta disposição para reprimir uma manifestação cuja causa diz respeito a todos nós.