| Conselho da Polícia Civil presta homenagem a Choji Miyake |
| 02/02/2011 14:20:00 (366 leituras) |
|
Na abertura da reunião, o delegado geral, Marcos Carneiro Lima, passou a palavra ao diretor do Deinter 9 – Piracicaba, para que discursasse em nome do Conselho sobre o homenageado. Antonio Mestre Júnior destacou o trabalho de Miyake na Corregedoria da Polícia Civil, qualificando-o como ações firmemente éticas.
Por Kerma Sousa Matos
|
Policiais são acusados de ajudar a manter fortaleza do tráfico. 68
Enviado em 02/02/2011 às 5:58
SBT Brasil
Policias são acusados de ajudar a manter fortaleza do tráfico.
Ihhh malandro, caiu a casa dos pms do tático. O trafica disse para o repórter que os superpoliciais militares tomaram “dois contos” pra boca trabalhar. Será que é só lá?????
Ruy Estanislau Silveira Mello será o responsável pela segurança da vice-presidência da República 36
Enviado em 02/02/2011 às 12:00- X9
Temer escolhe auxiliar suspeito de fraude em SP
Delegado Ruy Estanislau Silveira Mello é alvo de investigação no caso da fraude dos contratos de emplacamento do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo
01 de fevereiro de 2011 | 21h 05 – Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO – O novo responsável pela segurança da vice-presidência da República, o delegado Ruy Estanislau Silveira Mello, é alvo de investigação no caso da fraude dos contratos de emplacamento do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). “Ele já foi ouvido e juntou toda a documentação. Ele está tranquilo”, afirmou o criminalista Agenor Nakazone, que defende Mello.
Apadrinhado político do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), foi durante a gestão de Silveira Mello que ocorreu parte do suposto rombo de até R$ 40 milhões em nove contratos mantidos pelo órgão com a empresa Cordeiro Lopes para emplacar e lacrar veículos no Estado. Além do superfaturamento na prestação de contas do serviço, também teria ocorrido fraude na licitação e na execução do contrato.
A autorização do afastamento de Mello da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo “com prejuízo dos vencimento, mas sem prejuízo das demais vantagens do cargo” a fim de “prestar serviços” na vice-presidência da República” até 31 de dezembro de 2011 foi publicada no dia 29 no Diário Oficial do Estado.
Em São Paulo, Mello estava em função burocrática desde outubro de 2009, quando, em meio à investigação sobre o esquema das placas – determinadas pelo secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto -, deixou a direção do Detran. À época, Mello disse que saiu porque “não aguentava mais”. O secretário contou outra versão: disse ter pedido o cargo ao subordinado.
Os contratos com a Cordeiro Lopes foram rompidos depois que uma perícia contatou o suposto superfaturamento de R$11 milhões apenas nos anos de 2008 a 2009 – eles foram assinados em 2006. Em 22 de novembro passado, promotores do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) denunciaram nove delegados e 13 empresários por causa das supostas fraudes. Ao mesmo tempo, eles pediram à Justiça que a investigação prosseguisse para apurar “eventual participação do então diretor do Detran-SP, o delegado Ruy Estanislau Silveira Mello, nos crimes de fraude a execução de contratos” dos quais seis outros delegados já haviam sido denunciados pelos promotores.
O advogado de Mello afirmou que seu cliente se adiantou e procurou a Corregedoria da Polícia Civil para ser ouvido. A documentação que ele teria entregue seria prova de sua inocência. Ela mostraria que o ex-diretor do Detran mandou apurar todas as irregularidades que chegaram ao seu conhecimento.
Ao ser ouvido como investigado no inquérito da Corregedoria da Polícia Civil sobre o caso, Mello afirmou que sempre agiu com moralidade, legalidade, eficiência e em defesa da melhoria do atendimento ao público. O ex-diretor do Detran contou que só soube “das discrepâncias nos valores pagos pela Administração à empresa Cordeiro Lopes, em relação a correspondente execução dos serviços, através do expediente encaminhado pelo conselheiro do Tribunal de Conta do Estados, Cláudio Alvarenga. Mello contou que mandou abrir sindicância sobre o caso. Mello afirmou que, como diretor do Detran, não era responsável por fiscalizar os serviços da empresa Cordeiro Lopes, que a tarefa era descentralizada.
Mello também foi questionado sobre o fato de ter prorrogado os contratos com as empresas, sem a realização de nova licitação, apesar das denúncias de fraudes. “Tais medidas só fora realizadas após amplo estudo e discussão por sua assessoria, e embasada em pareceres jurídicos ofertados pela consultoria jurídica da pasta de que não havia impedimento não obstante as inúmeras sindicâncias administrativas instauradas”.
Mas a sócia da empresa Cordeiro Lopes, Vilma Ferreira de Araújo, disse em seu depoimento que “nenhuma cobrança efetuada pela Cordeiro Lopes, hoje tida como a amais , foi feita sem a ciência do Detran, mais precisamente de seus então diretores, doutores Ivaney (Cayres de Souza, que nega) e Ruy”. Vilma é apontada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria como laranja do empresário Humberto Verre, que seria o verdadeiro dono da Cordeiro Lopes. Verre é dona da empresa Casa Verre, a maior fabricante de placas do País. Os empresários também negam as fraudes.
Definição de “PESSOA MUITO LEGAL”. 52
Dr Guerra, solicito divulgação de mais absurdos de nossa Puliça:
Definição de “PESSOA MUITO LEGAL”.
Voltei de férias e estranhei muito encontrar trabalhando, uma colega que havia ido trabalhar em Ribeirão Preto, na sede do Deinter 3. Se por um lado, fiquei feliz (a colega é muito gente boa), lamentei por ela, que havia conseguido a transferência com muito custo. Assim que tive uma folguinha, fui até sua sala, perguntar por que havia voltado e ela, rindo, me respondeu que havia sido por “incompatibilidade de gênios”. Eu respondi que já tinha visto casamentos terminarem por causa disso, mas desistir de uma transferência… e perguntei se a incompatibilidade era com o Diretor, ela me respondeu que ele era uma “pessoa muito legal”, e que só havia atendido ao pedido dela de retornar e não quis entrar em maiores detalhes.
Entre meus inúmeros defeitos, ressaltam-se dois, que colaboram para fazer de mim um bom policial: a curiosidade e a obstinação.
Durante todo o dia, fiquei encasquetado com a “incompatibilidade de gênios” e a “pessoa muito legal”! Me pareceu incongruente que, uma pessoa muito legal, conceda transferência a um bom funcionário, que tem incompatibilidade com alguém…
Como já trabalhei em Ribeirão Preto e estou sempre por lá, visitando parentes e amigos, resolvi investigar.
O resultado de minhas investigações, vou dividir com vocês:
A tal incompatibilidade deu-se com a chefe do CEPOL do Deinter 3, que também é esposa do Delegado Assistente. E tal incompatibilidade dá-se, simplesmente, com todos os funcionários: das faxineiras aos chefes.
A coisa funciona assim: no CEPOL, a 1ª dama peçonhenta (opinião de 100% dos muitos policias de Ribeirão Preto com quem falei) não tem nada pra fazer (o que tem toda lógica, já que é um órgão intrinsecamente operacional, dentro de um Departamento burocrático), então passa o dia cuidando da vida de todo mundo e, logicamente, não se esquece de fazer o relatório pro marido.
Segundo o pessoal, se você quer trabalhar lá, melhor dar um jeito de cair nas graças da criatura (o que significa dizer amém a tudo o que ela diz ou faz), senão… você tem que pedir pra sair, antes que ela de um jeito de “saírem” com você, sacou?
Agora, quero dividir com vocês, alguns atos da gestão da “pessoa muito legal” que é o diretor do Deinter 3 (muito educado ele é, porque já o vi diversas vezes), que os colegas de Ribeirão, me passaram no decorrer de minhas investigações.
1- Logo que assumiu levou para a seccional de Ribeirão Preto o Dr. Vanir (que é velho conhecido de vocês) e seu Delegatira, metido a garanhão e a ratão (não necessariamente nessa ordem). Aquele que brincava de rodinha com as faxineiras, as levava pra almoçar e que caiu por causa de denuncias de corrupção, lembram? Ah! Aos interessados, as “muito solícitas faxineiras” continuam por lá. Quando estourou a matéria do Flit, foram transferidas pra DIG (igualzinho mandar alcoólatra, pra cumprir pena em boteco), mas, quando a poeira baixou, uma delas já está de volta a Secxional, “limpando” tudinho, tudinho…
2- Depois da péssima escolha, o Diretor, parece que conseguiu fazer uma ainda pior: o Dr. José Henrique (também velho conhecido de vocês), que fez historia em Ribeirão, como o Delegado mais grosso e incompetente que já passou por lá e que foi afastado por Assédio a duas funcionárias. Escândalo que só estourou porque ele e o Diretor do Deinter 3, estavam armando uma arapuca pra um Delegado que havia batido boca com o Seccional, depois de ser xingado por ele.
3- Aceita que dentro da Seccional de Ribeirão Preto, tenha funcionária novata (acabou de sair do probatório), trabalhando árduas 5 horas por dia, enquanto, no Deinter, seu Assistente não deixa ninguém trabalhar nem 5 minutos a menos, a menos que esteja morrendo.
4- Aceita que dentro do próprio Deinter 3, trabalhe um Delegado Assistente, odiado por todos, que o pessoal diz que tá colado na cadeira há anos, porque “conhece o caminho das pedras”… Dizem que entra Diretor… sai Diretor… e o cara tá lá! E a sua 1ª Dama, também! Dizem que é um ditador: não pode trocar plantão (só por motivo de “força maior”, no papel e com 3 dias de antecedência); não pode conversar nos corredores; não pode ficar indo as salas dos colegas; não pode fazer comemorações, só as inspiradas pela 1º Dama.
5- Transfere excelente funcionária, mesmo sabendo que ela esta indo embora pra fugir a perseguição de chefe peçonhenta.
Agora me expliquem uma coisa: se isso é ser uma “pessoa muito legal”, o que é “não ser uma pessoa legal”? Expliquem não, tenho até medo de saber!
É o relatório. He, he, he!
MATÉRIA DO FANTÁSTICO: PARABÉNS AO NOSSO DGP PELA CORAGEM DE ASSUMIR INTEGRALMENTE A RESPONSABILIDADE PELA FALTA DE MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E ATENDIMENTO 183
31.01.2011 | 01h06
Fantástico flagra o descaso nas delegacias brasileiras
Nossas equipes atravessaram o país, e registraram flagrantes de descaso, de falta de estrutura, de tratamento desumano. Verdadeiro escândalo nacional
G1
“Desejava mais morrer do que ficar aqui dentro. Nesse sofrimento aqui, quero mais morrer”, conta um preso.
Olhando de perto, mais parece uma jaula, como se a gente estivesse em um zoológico. Uma situação nunca vista antes.
No interior do Maranhão, a “jaula” para seres humanos fica em uma delegacia. “Ela é destinada ao banho de sol e ao encontro de visitantes. Mas, na verdade, funciona como um depósito para colocar presos”, explica o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen.
Em delegacias de São Paulo, o problema é outro. Para registrar um boletim, o cidadão perde muito tempo. Flagramos a imagem do cansaço. “Por isso que tanta coisa fica impune. Porque quem vai perder todo dia para poder registrar um boletim de ocorrência?”, reclama a diretora de escola Rosileide Guedes.
As equipes de reportagem passaram um mês inteiro preparando essa radiografia das delegacias brasileiras. Como é o atendimento? Como são as investigações?
Um fazendeiro, acusado de assassinato, deveria estar preso. A polícia não foi atrás dele. Mas a equipe de reportagem foi, e encontrou o sujeito em um bar, sossegado.
Para obter flagrantes como este, o Fantástico percorreu mais de três mil quilômetros, em cinco estados. Além de São Paulo, no Sudeste, e do Maranhão, no Nordeste; o Fantástico esteve em Goiás, no Centro Oeste e em Tocantins e no Pará, região Norte do Brasil.
A maior cidade do Brasil tem 93 delegacias. O Fantástico pergunta: “seis horas e meia para registrar um boletim de ocorrência?”. “Por causa de um roubo de celular?” reclama a operadora de telemarketing Ingrid Humberto.
A equipe de reportagem fez um teste. Foram ao Terceiro Distrito Policial, no Centro. O produtor do Fantástico diz que o pai, de 70 anos, teve os documentos roubados. São 16h30.
O produtor pergunta se está demorando muito. “Quatro horinhas, pelo menos. Ou volta no fim do dia, ou volta amanhã cedo”, responde o funcionário.
Em mais duas delegacias, respostas parecidas. Um funcionário empurra o serviço pra outro lugar: “Manda ele para a Delegacia do Idoso. Pode levar seu pai lá que é tranquilo”, indica o funcionário.
São quase dois quilômetros até o local. A Delegacia do Idoso funciona das 9h às 18h. Faltando meia hora para o fim do expediente, o atendimento já está suspenso. “Já fechou. Traz amanhã. Manda ele procurar amanhã”, diz um funcionário.
A equipe tentou em outra delegacia. Ela acompanhou em tempo real a conversa entre o atendente e o produtor dela. “O plantão já encerrou. Esse é o ultimo B.O.”, afirma um funcionário.
Faltando 15 minutos, eles não querem registrar o boletim de ocorrência: são 19h45. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, essa delegacia e mais 17 fecham em dias de semana às 20h. E não abrem sábados e domingos.
O repórter pergunta: “O que vocês acham de encontrar a delegacia assim fechada?”. “É um absurdo isso. A gente paga os nossos impostos para acontecer isso”, responde a enfermeira Maria das Graças.
No dia seguinte, às 16h, a equipe está de volta ao 3º Distrito, o primeiro lugar onde ela tentou registrar o roubo de documentos de um idoso.
“Aqui é complicado porque é região central. Na parte da manhã é sempre mais tranquilo. Pode trazer ele aqui na parte da manhã”, recomenda um funcionário do local.
Em outra delegacia, o funcionário não quer saber de trabalho. São 19h30. “Aqui, a delegacia fecha às oito horas da noite. Só que o sistema fecha um pouquinho antes. Deu 19h30, 19h35, já finalizou”.
Mentira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o sistema de registro de ocorrências é informatizado e funciona 24 horas. “Não é culpa do policial civil que está de plantão, é culpa da administração. E eu assumo a responsabilidade agora porque é culpa minha. Eu tenho que dar as condições para que um plantão de Policia Civil seja adequado aos anseios de hoje”, esclarece o delegado-geral da Polícia Civil/SP, Marcos Carneiro.
Uma pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP coordenou um estudo sobre as delegacias feito em 2009 por uma organização internacional. Foram avaliados 235 distritos policiais de 11 cidades, sendo nove capitais.
O resultado: 69% – ou seja, 162 delegacias – foram reprovadas: prestam um serviço inadequado. “O prejuízo é para a população, que não tem um órgão a quem recorrer. O prejuízo é do estado, que não tem a confiança da população”, conta a cientista social Paula Ballesteros.
O Fantástico esteve em várias outras cidades e constatou a precariedade das delegacias. Em Tocantins, funcionam, no estado todo, segundo o Sindicato dos Policiais Civis, apenas cinco plantões à noite e nos fins de semana. E há um problema crônico de falta de delegados: 84 cidades não têm um delegado fixo.
A reportagem passou duas noites em um plantão policial em Araguaína, de 150 mil habitantes. A delegacia não tem mais lugar para nenhum preso. “Não cabe mais não. Tem oito dentro. Não cabe de jeito nenhum”, explica um funcionário.
Foi também à Xambioá, 11 mil moradores. O distrito só abre durante o dia. Um funcionário recebe a equipe às 14h30. Quando perguntado sobre o delegado, ele diz: “Não chegou ainda não. Já era para ter chegado”.
Em julho de 2010, era um preso quem tomava conta de uma delegacia. O repórter pergunta: “Você é detento? Não tem policial nenhum aí, não?”. “Tem não, agorinha não”, responde o homem.
A Secretaria de Segurança reconheceu que nenhuma delegacia de Tocantins está em condições satisfatórias. E diz que já começou uma reestruturação.
O Fantástico chega ao estado do Pará. Em São Geraldo do Araguaia – 25 mil habitantes – nove pessoas foram encontradas à espera de atendimento. Aparentemente, não há policiais na delegacia.
A equipe foi duas vezes até lá. “Será que, se eu bater ali, aparece alguém?”, pergunta o repórter. Depois de uma hora e meia, o delegado aparece. “Teve uma informação de que o senhor não estava aí”, diz o repórter. “Eu estou aqui na delegacia, só que estou no gabinete. Aqui é que está fechado, o atendimento do escrivão”, informa o delegado.
A Secretaria de Segurança do Pará considera normal que funcionários se revezem no atendimento. Já no Maranhão, uma delegacia fica em Miranda do Norte, com 24 mil habitantes. Um cenário de total abandono.
Às 17h não tem nenhum policial civil. Toda vez que tem alguma ocorrência na cidade, o investigador precisa sair da delegacia e fechar as portas.
E, mesmo se houvesse policial no prédio, o atendimento seria precário. O computador não funciona. Na verdade, só existe o monitor, não tem mais nada. E o local tem muita sujeira.
Há 27 presos no local. A quantidade de mosquito, de sujeira é grande. O cheiro é muito forte. Os detentos, entre eles assassinos e assaltantes, só não fogem porque não querem. No local deveria haver cadeados, mas não tem. Tem só em um lugar. É possível ver que não é um cadeado reforçado.
Outra carceragem fica na delegacia de Santa Inês – cidade maranhense de 78 mil habitantes. Na parede, o aviso: “bem-vindo ao inferno”. Homens e mulheres cumprem pena no mesmo prédio. Elas ficam em uma sala improvisada como cela. Como não há banheiro, as mulheres usam um balde.
“As delegacias de policia servem apenas de depósito de pessoas humanas e, infelizmente, geralmente, saem piores do que entraram”, confessa Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça.
E o que dizer quando o preso está do jeito que pode ser visto no vídeo? Fica na maior delegacia de Bacabal – cidade maranhense de 100 mil habitantes – a “jaula” mostrada no início dessa reportagem. Não tem água, não tem banheiro. Não tem teto e começa a chover. Sem opção, os presos ficam na chuva.
De manhã, os presos contam que o sofrimento durou a noite toda. “Agorinha, eu rezei para não chover mais. Se cair outra chuva aqui, Ave Maria, nós estamos mortos”, conta um preso, que não tem previsão de ir embora.
“É realmente uma situação que não é típica, que não deve ser constante e que realmente a gente precisa ver o que está acontecendo”, explica o secretario de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes.
Segundo o Ministério da Justiça, cerca de 57 mil detentos em delegacias em todo o país. O Conselho Nacional de Justiça afirma: distrito policial não é lugar de preso, e não só por causa da precariedade e do risco de fugas. “Na hora que tira o agente policial para guardar ou dar a guarda para pessoas que estão recolhidas, você inibe ou prejudica essa atividade investigatória”, conta Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça.
A delegacia de Bacabal, onde a “jaula”foi encontrada, abriga outros 30 presos. A falta de higiene é tanta que os funcionários dizem criar uma jibóia, para que ela coma os ratos do local. Em um ambiente assim, como será o atendimento à população?
Ao ligar no telefone da delegacia, não funciona. Nem linha tem. “Não existe o atendimento, não existe a investigação. Às vezes, a policia consegue prender em situações ocasionais”, diz o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen.
Elson da Silva, de nove anos, está desaparecido desde dezembro de 2009. A família mora em uma comunidade isolada no oeste do Maranhão. Um suspeito chegou a ser preso, mas o caso foi arquivado, sem solução. “O que eles dizem é que não podem fazer nada. Porque não têm prova. Tinha que ter ido atrás dessas provas no início, no começo”, diz a mãe de Elson, Solange Machado.
Um delegado foi o primeiro a investigar o desaparecimento. Sem saber que a conversa era gravada, tentou se explicar: “A nossa viatura não tinha condições de deslocamento, porque a gente tem uma viatura aqui que só transita dentro da cidade porque ela não tem condições de viagem”.
A viagem pelo Brasil continua. Em Goiás, foi flagrado de perto outras consequências da falta de estrutura da polícia. Alexandre Moura, 16 anos, é assassinado em Santo Antônio do Descoberto, cidade de 63 mil habitantes.
O Instituto Médico Legal que atende o município fica a 100 quilômetros, em Luziânia. São quatro horas e meia até o corpo ser retirado. “Já teria que ter recolhido. Isso ai é falta de humanidade. Isso é desumano”, diz a mãe de Alexandre, Sandra Helena da Silva Moura.
“Muitas vezes, os crimes ocorrem e não são feitos laudos justamente devido à ausência de profissionais”, conta o promotor de Justiça Ricardo Rangel.
A Secretaria de Segurança de Goiás fala em ações de emergência. “Nós temos o compromisso de aumentar a quantidade de veículos para possibilitar a diminuição do tempo de espera dos familiares ou das vitimas nos locais de crime ou de acidente”, informa o secretário de Segurança de Goiás, João Furtado de Mendonça Neto.
De Goiás, a equipe de reportagem volta ao Maranhão. Buriticupu tem 65 mil habitantes. Em 2007, a delegacia foi queimada em um protesto. Em 2011, um novo prédio deve ser inaugurado. Por enquanto, o distrito policial funciona em uma casa improvisada. Às 14h, a delegacia de Buriticupu está fechada. Não tem ninguém.
A consequência da falta de policiais está por todo lado. O repórter pergunta se lá se pode andar sem cinto. “É, por aqui todo mundo anda”, conta um motorista. E, quando o repórter pergunta o porquê de ninguém usar capacete, um motoqueiro responde: “Porque aqui não tem lei”.
José Amaro, trabalhador rural, 46 anos, foi assassinado em março do ano passado. A sobrinha chegou a levar o corpo para a porta da delegacia. Mesmo assim, a polícia maranhense não registrou o boletim, nem começou as investigações.
Portanto, pelo menos no papel, José Amaro continua vivo. O repórter pergunta: “E eles falavam por que você não podia registrar?”. “Porque eu só era a sobrinha. Precisava ser uma pessoa mais próxima da família”, explica a sobrinha.
A polícia diz que, para legalizar a situação, a sobrinha teria que ir a um cartório que fica a mais de 500 quilômetros de distancia. “Que justiça é essa? O momento que a gente mais precisa, não consegue”, desabafa.
O lavrador Gilberto Lima, de 27 anos tem seis filhos e foi assassinado em junho de 2008, também no Maranhão. Em abril de 2009, a justiça decretou a prisão do suspeito de ser o mandante do crime: Adelson Araújo, um conhecido fazendeiro de Açailândia e patrão da vítima.
Gilberto estava com os salários atrasados, dizem os parentes. “Já tinha cobrado ele já umas três vezes e ele não pagava”, conta o irmão da vítima.
Mesmo com a ordem judicial, a polícia não fez nada. Foi a equipe de reportagem que encontrou Adelson Araújo. O fazendeiro suspeito de ser o mandante do crime mora em um bairro na cidade de Açailandia. É um senhor que pode ser visto no vídeo, de calça jeans e camisa branca e que está de costas para a equipe.
Em um bar ao lado da casa dele, Adelson Araújo dá risada, distribui cumprimentos. Segundo a Secretaria de Segurança, a prisão não foi cumprida porque a polícia espera desde julho do ano passado autorização judicial para prender mais 10 comparsas do fazendeiro.
“Nós acreditamos que a prisão de apenas um membro da quadrilha vai complicar a apuração do crime em si”, explica o secretario de segurança/MA, Aluísio Mendes.
Depois que o Fantástico informou a localização do fazendeiro para a Secretaria de Segurança e para o Tribunal de Justiça, todas as prisões foram decretadas em um dia. Sexta passada, Adelson Araújo e os dois filhos dele finalmente foram presos. Eles também são acusados de envolvimento no assassinato de outro funcionário da família.
“Nessa região, qualquer passo que se dê na justiça é uma grande vitória. E isso claro que reflete na violência porque as pessoas também ficam com a sensação de impunidade”, diz Nonnato Masson, da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão.
Durante a apuração desta reportagem, o Fantástico esteve em 21 delegacias. Foram flagrados mais de 150 presos em condições precárias. E 20 vítimas de crimes reclamaram da falta de atuação policial. Todos os casos foram repassados às autoridades. “A vítima está sempre em uma situação dolorosa. Ela tem que ser bem acolhida”, completa Nonato Masson.
“É fundamental que o estado assuma de fato o seu papel que, na realidade, é proteger e zelar para que todo e qualquer cidadão tenha os seus direitos respeitados”, diz Milton Teixeira, do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos do Maranhão.
Meus cumprimentos ao novo DG e a feliz escolha do governador pela permanência do SSP 50
Enviado em 30/01/2011 às 21:18– MATHEUS
Meus cumprimentos ao novo DG e a feliz escolha do governador pela permanência do SSP.
Drº Marcos Carneiro, como havíamos anunciado neste blog em meados de dezembro, sua indicação a DG já estava amadurecida e certa. Você é o “cara”. Se não conseguir oxigenar nossa instituição, duvido que outro consiga. A carta que carrega na manga é sua conduta irrepreensível como policial, jamais envolvido com esquemas particulares de segurança com a utilização indevida de recursos humanos e materiais da instituição, nem tampouco em casos rumorosos de corrupção e outros decorrentes de aviltantes desvios de conduta que muitos dos integrantes da sua classe “especial” são contumazes em protagonizar.
Seu antecessor pecou pelo excesso de vaidade, “Senhor da Razão”, mostrou-se exageradamente acadêmico e teórico, “olho de vidro” para a realidade aflitiva dos plantões policiais da periferia das grandes cidades do Estado. Arrebanhou para a Delegacia Geral um exército de investigadores para rodeá-lo como seguranças particulares, até nos mais curtos deslocamentos de almoço, num período de grave crise institucional por falta de funcionários de carreira. Não se envolveu em nenhum momento na mobilização paredista de dois anos atrás, salvo naquele em que, inteligentemente, colocou a disposição da administração o desprestigiado cargo de diretor do Dipol que ocupava, se tornando um líder, o “salvador da pátria”, que dias depois seria alçado a DG. Líder em causa própria, em sua gestão transformou a delegacia geral em linha de montagem de atos normativos, muitos dos quais jamais lidos e, por conseguinte, cumpridos por todos os policiais. Disciplinou em ato normativo de duvidoso amparo legal a inamovibilidade de funcionários, medida que nos causou estranheza, vez que o autor, quando diretor do DHPP, era dado a transferir seus delegados sem qualquer motivação, os quais retornavam ao departamento por decisão judicial em sede de mandado de segurança que impetravam, a medida mais pareceu visar promoção pessoal do que a segurança funcional dos policiais. Dando continuidade aos que lhe antecederam, sem “normatizar” um critério uniforme para a promoção por merecimento, promoveu todos integrantes de seu seleto, acadêmico e intelectualizado clã, em detrimento de bons, porém, desapadrinhados policiais. Melhoria salarial, nenhuma. Autoatendimento, reengenharia e reestruturação, anúncios típicos de políticos populistas, medidas que o anunciante sabe que jamais serão implementadas, ou seja, estamos na estaca zero, na mesma situação do último dia da paralisação.
Melhorar a polícia não é tão difícil assim. Não adianta fazer publicidade do que normalmente a população sabe que não é feito nas unidades policiais. É, urgentemente, melhorar sua imagem diante da população a que serve, a qual, por lei, tem direito a receber um serviço público de qualidade. Para tanto, bom atendimento nos plantões policiais é fundamental. Preliminarmente, pouco importa saber se a delegacia abre ou fecha a noite ou nos finais de semana, o que interessa é que, uma vez aberta, tenha um contingente humano e instalações físicas com tantos ambientes quantos sejam necessários para que a pessoa seja atendida com presteza e sinta confiança nas providências iniciais adotadas pelo poder público em relação a seu problema. Programa de registro de ocorrência de fácil compreensão por seu usuário, com eixo de logradouros digitalizado e periodicamente atualizado em todas as unidades policiais, inclusive no aplicativo da delegacia de polícia eletrônica. Programa que importe dados de bancos mais completos como o Sinarm, Infoseg e Renavam, compatibilizando, simultaneamente, rapidez no atendimento e coleta de informações para banco de dados. Controle na veracidade e correção das informações registradas inicialmente no boletim de ocorrência e nos relatórios de investigação, principalmente os das “chefias” das unidades de polícia territorial. Correições nos livros de “OS” e nos respectivos relatórios de investigação apresentados. Os conhecidos “chavões” “esgotadas todas as diligências possíveis, infelizmente, foram infrutíferas quanto a localização do……….”. Instalação de terminais de atendimento nos plantões para que a pessoa registre na delegacia as ocorrências possíveis de serem registradas pela internet. Exigir da Prodesp, nossa perpétua fornecedora de tecnologia da informação, consistência nos sistemas implantados, para que fiquem mais tempo em funcionamento do que reiteradamente fora dele. Que no Garra não mude apenas o empresário, mas sim a filosofia de trabalho para que não continue sendo um grupo prestador de segurança particular travestido de serviço público. Não se esqueça de reservar funcionário para respeitar e cumprir o direito constitucional de férias anuais remuneradas dos policiais que trabalham em turnos de revezamento. Não se esqueça também que nos últimos quatro anos tivemos 13% de aumento salarial, ou seja, 3,25% ao ano, o que não dá para comprar de jeito nenhum o tão almejado paletó que nos dará imunidade quanto a eventuais processos administrativos instaurados por zelosos diretores, seccionais ou corregedores de nossa polícia, daqueles que aferem a honradez e qualificação profissional do policial através da fixação do nome da equipe de plantão no quadro de funcionários e se estão portando ostensivamente os reluzentes distintivos policiais em suas maltrapilhas vestimentas. É isso aí. Boa Sorte, você vai precisar e um grande abraço ao Nhonho do Dapena.
Salário dos militares ( e dos policiais )…EU afirmo que o Crime Organizado está no Poder, EU PROVO 46
direitavolver <direitavolver>
para dipol@flitparalisante.com
data30 de janeiro de 2011 20:51
assunto Salário dos militares
assinado poruol.com.br
ocultar detalhes 20:51 (14 horas atrás)
Subject: Salário dos militares
Date: Mon, 24 Jan 2011 06:51:45 -0200
Caros colegas, quando EU afirmo que o Crime Organizado está no Poder, EU PROVO. Compare com nossos salários (Ridículo). Tenho fé em São Geraldo, oremos!!! Carlos Alberto Augusto/DEIC
Coluna Cláudio Humberto
Jornal de Brasília – 24/01/2011
COMPARAR SALÁRIOS É HUMILHANTE PARA MILITARES
No Brasil os vencimentos de miltares não resistem a comparação aos demais salários do serviço público. Para dirigir carros oficiais, por exemplo, um motorista do Senado ganha até R$ 19 mil, enquanto o comandante de fragata da Marinha recebe R$ 8 mil. Na Câmara, há ascensorista recebendo R$ 10 mil para pilotar elevador; na FAB, um piloto de combate Mirage percebe R$ 7.428 por mês. Bruto.
SEM RALAR MUITO
…diretor que chefiou a garagem do Senado ganha o dobro dos R$12,1 mil pagos a general do Exército que comanda regimento de bilndados.
Polícia Civil investiga se o ataque ao quartel da Rota foi uma farsa 45
31/01/2011
‘Perícia realizou análises’, diz secretaria
Josmar Jozino
do Agora
Nota divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública diz que Frank Ligieri Sons, acusado pelo ataque à Rota, foi submetido a exame residuográfico, mas não informa o resultado. Já os PMs envolvidos não fizeram o teste porque admitiram ter atirado em Sons.
A nota informa também que o vidro da janela do quartel, atingido pelos disparos, foi trocado após exame pericial. E acrescenta que a câmera de vigilância não filmou a ação porque o prédio da Rota estava em período de restauração de alvenaria, hidráulica, elétrica, telefonia e monitoramento.
Em relação à garrafa usada como coquetel molotov, a nota diz que foi periciada no local, mas não foi entregue no 2º DP (Bom Retiro), onde o caso foi registrado.
A pasta confirma que a Polícia Civil investiga se o ataque ao quartel da Rota foi uma farsa e se tem relação com o atentado ao comandante da unidade, tenente-coronel Paulo Telhada, ocorrido um dia antes. A secretaria informa que a polícia ainda investiga se Sons é ligado a alguma facção.
A nota da pasta foi divulgada em papel timbrado do 12º DP (Pari), responsável pelo inquérito.
Polícia investiga se ataque à Rota foi forjado
Josmar Jozino
do Agora
A Polícia Civil investiga se o ataque ao quartel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), no bairro da Luz (centro de SP), foi uma farsa. A ação deixou um ex-presidiário morto. O caso ocorreu em 1º de agosto do ano passado, um dia depois do atentado ao comandante da unidade, tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Telhada.
O ataque ao quartel completa seis meses hoje. O secretário Estadual da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, determinou uma rigorosa investigação e mandou fazer a reconstituição do caso.
Questionada por e-mail, no último dia 27, se o ataque ao quartel tem relação com o atentado a Telhada e se pode ter sido uma farsa, a Secretaria Estadual da Segurança Pública respondeu, por fax: “estamos investigando”.
- Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta segunda, 31 de janeiro, nas bancas
SP fecha 2010 com menor taxa de homicídios da história 44
———- Mensagem encaminhada ———-
De: Portal do Governo do Estado de São Paulo <saopaulosite@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 29 de janeiro de 2011 18:31
Assunto: SP fecha 2010 com menor taxa de homicídios da história
Para: dipol@flitparalisante.com
|
PROCURADO: bêbado dono do Jetta placas DSW 7992…Será que é delegado mesmo? 82
Enviado em 30/01/2011 às 0:42– Carlos Dias
Sera que é delegado mesmo?
E se for quem é?
http://www.blogcidadania.com.br/2011/01/%E2%80%9Cdelegado%E2%80%9D-bebado-atropela-insulta-e-foge/
“Delegado” bêbado atropela, insulta e foge
Posted by eduguim on 28/01/11 • Categorized as denúncia
Escrevo poucos minutos após assistir a uma das cenas mais revoltantes de que me lembro. E não assisti sozinho.
O que denuncio a seguir aconteceu na rua em que resido. Aliás, estava com a minha esposa e no local havia transeuntes, funcionários do meu prédio, dos prédios vizinhos e do comércio adjacente. Havia até uma viatura da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo, no local.
Por volta das 17 horas de 28 de janeiro de 2011, no bairro do Paraíso, em São Paulo, um automóvel Jetta de cor prata, placas DSW 7992 abalroou uma moto de entregas, derrubando o motorista. Estávamos em uma ladeira e o Jetta, depois de abalroar, continuou empurrando moto e motoqueiro por mais alguns metros, ainda.
Como o trânsito estava quase parado, foi surpreendente a violência do acidente, ainda que o motoqueiro não tenha tido maiores ferimentos além de uma aparente torção no pé direito e danos consideráveis à sua moto.
Voltava do supermercado com a minha esposa e já nos preparávamos para entrar no prédio quando aconteceu o acidente. Assistimos de uma distância de uns 20 metros, mas o carro da CET estava em frente ao que abalroou o motoqueiro.
Fiquei ainda um tempo parado com as compras no colo enquanto a minha Cristina saiu correndo, com a mania que tem de super mulher. E se meteu no caso, amparando o jovem, que tremia como uma vara-verde.
Enquanto isso, os funcionários da CET Carlos Alberto Siqueira e Sergio Luis Carlos interpelaram o motorista do Jetta porque ele já manobrava para fugir do local. Sob a interpelação dos funcionários, de transeuntes e de motoristas, o sujeito finalmente se dignou a descer do carro.
Um homem corpulento, grisalho, aparentando uns cinqüenta e tantos anos, de mais ou menos 1, 90 metro de altura, pesando uns 100 quilos, saiu cambaleando do carro. Segundo relatos das testemunhas presentes, estava completamente alcoolizado.
Esse indivíduo criminoso disse alguns impropérios às pessoas, inclusive aos funcionários administrativos da CET, entrou no carro e fugiu, deixando a vítima se contorcendo de dor e lamentando o prejuízo.
Antes de entrar no carro, disse que estava “bêbado”, que era “delegado” e que iria fugir, e mandou que toda aquela gente indignada fosse se f…
O nome da vítima é Ednilson Tadeu da Silva, um jovem de cerca de 25 anos, de mais ou menos 1,70 de altura, pesando em torno de uns 65 quilos, moreno. Sentia dor, revolta e tanta impotência quanto qualquer um de nós que assistimos àquela indignidade.
Peço a alguma autoridade que ler isto que, por favor, tome uma providência. A vítima prometeu registrar queixa na delegacia da rua Tutóia, no bairro de Ibirapuera. Minha esposa ordenou que eu não saísse deste quarto até publicar esta denúncia no blog.
PS: tenho o telefone dos funcionários administrativos da CET, que não tinham treinamento para tal situação, bem como da própria vítima.
CRITICAMOS A POLÍCIA MILITAR POR BUSCAR APRIMORAR SEUS MEMBROS, MAS SABEM QUAL CURSO A NOSSA POLÍCIA NOS CONCEDEU: “CURSO DE RECICLAGEM”! 106
Sim, RECICLAGEM COMPULSÓRIA; nos termos da Portaria DGP 24/2010.
Conforme despacho de nº 680/2010, de 10 de dezembro de 2010; subscrito pelo ex-DGP adjunto:
Doutor LUIZ EDUARDO PASCUIM.
Motivo: lavratura de RDO, dando conta de eventuais irregularidades; com representação para instauração de inquérito policial acerca das circunstâncias pertinentes ao caso TERNOS VIRAM CASO DE POLÍCIA.
Argumento da autoridade acima referida: encaminhar cópia do RDO, por meio de ofício ao Delegado Geral de Polícia, consignando: “visto que o fato ocorreu na área de Vossa distrital” (exatamente como está formatado no sistema).
De fato, o DGP não possui distrital; se tivesse, ainda sim, melhor seria: na área de sua distrital.
Consignando-se que o reciclando, também, por meio de ofícios determinou remessa de cópias ao Exmº Secretário de Segurança e Ilustríssima Srª Corregedora Geral.
Além da necessidade de o subscritor ser submetido a reciclagem compulsória, em face de “inadequações técnicas”, vislumbrou faltas disciplinares e ação criminosa, por manifesto sentimento de vingança: “inimicícia” e interesse pessoal.
A única verdade: o signatário necessita reciclar e adquirir novos conhecimentos. Contudo, pressupondo que o doutor Pasquim foi o autor do despacho – não mero subscritor de papel elaborado por assistente – a digna autoridade também deveria ser submetida a curso de reciclagem. Além de reciclar conhecimentos, urge reciclar seus conceitos.
Enfim, preocupa-se com a aparência do papel; não com a essência do escrito.
Quanto ao DGP, de fato a autoridade maior da Polícia Civil não possui distrital; possui uma circunscrição policial de 248. 209, 426 quilômetros quadrados, com população superior a 40 milhões de habitantes.
Consignando-se que o despacho da ilustre autoridade, aliás, bastante providencial, instruirá requerimento endereçado ao Poder Judiciário, conforme o art. 5º II, § 2º, do Código de Processo Penal, nos seguintes termos:
“Preclaro magistrado, do teor do doc. de fls. 9/20, verifica-se a intenção – por espírito corporativista – de não se instaurar inquérito policial para apuração do eventual crime contra a Administração Pública. Suprimindo-se da apreciação do Poder Judiciário a suposta tentativa de peculato, fazendo-se coisa julgada da mera opinião de membro do Ministério Público, nos autos de procedimento informal, no sentido de restar afastado o crime em face de desistência voluntária e arrependimento eficaz.
Ora, Excelência!
Veja que peculiar paradoxo: investigação ministerial para lastrear denúncia contra Delegado de Polícia é ilícita, posto contrariar a Constituição Federal.
Mas quando a investigação do MP esculpa autoridade de crime, faz prova irrefutável em favor do interessado, afastando a justa causa para instauração de inquérito policial.”
Durma-se com um barulho desses…
Vai apurar =
EU ME AUTOINVESTIGO…
TU AUTOINVESTIGA-SE…
NÓS NOS AUTOABSOLVEMOS!
ROGER FRANCHINI – “Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” 27
Livro romanceia o maior roubo da história do Brasil
Roger Franchini, autor de ‘Toupeira’, conversa com o iG sobre o assalto ao Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005 – Guss de Lucca, iG São Paulo | 28/01/2011 15:32
Policial observa o interior do túnel utilizado pela quadrilha no assalto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005
Seis anos após ocorrer, o assalto ao Banco Central em Fortaleza – o maior roubo a banco da história do Brasil – suscita dúvidas e intriga parte dos envolvidos em sua investigação. O paradeiro de mais da metade dos R$ 170 milhões permanece desconhecido, e até hoje nenhum dos condenados assumiu a liderança do grupo, deixando em aberto a autoria do audacioso plano.
A ousadia dos ladrões, somada às diversas perguntas sem resposta, serviu de inspiração para que o roubo voltasse à tona em 2011. Primeiro com o livro “Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” (Editora Planeta), cujo lançamento acontece nesta sexta em São Paulo. Depois, em 22 de julho, com a estreia de “Assalto ao Banco Central” nos cinemas.
Em sua segunda incursão na literatura, o advogado e ex-investigador da polícia Roger Franchini, que também assina “Ponto Quarenta – a Polícia Civil de São Paulo para Leigos”, de 2009, revela as nuances do curioso assalto com objetividade e desenvoltura, firmando-se como um dos grandes da literatura policial nacional. Em entrevista ao iG, o autor fala sobre o processo de romancear um dos roubos mais famosos do país.
iG: Por que contar essa história? Em qual momento você decidiu colocar no papel esses acontecimentos?
Roger Franchini: No meio do ano passado, quando fui convidado pela editora Planeta para escrever a coleção, sugeri ao editor vários crimes que entendia serem interessantes. O furto ao Banco Central era um deles. Dali a sentar para escrever foi uma questão de prazo.
iG: O que faz o assalto ao Banco Central diferente dos demais: o valor roubado, a audácia dos envolvidos?
Roger Franchini: Tudo isso que você citou, além do desaparecimento misterioso da quantia estratosférica e a engenhosidade do túnel cavado pelos bandidos. O que mais me sensibilizou foi a ganância da polícia ao extorqui-los; um retrato fiel de nosso momento sociopolítico.
iG: Quais foram as pesquisas feitas por você para juntar os fatos? Chegou a conversar com alguns dos participantes citados no livro?
Roger Franchini: Minha única fonte de pesquisa foi o processo. Optei em não entrevistar policiais, promotores, juízes e os criminosos para não me deixar influenciar, ou correr o risco de ouvir uma confissão extraoficial. Isso não seria justo com o leitor nem com os condenados. Consultei também alguns jornais da época, mas só para confrontar as informações que a imprensa trazia ao público com as provas que o poder judiciário possuía.
Foi preciso ultrapassar a imparcialidade do atores processuais para entender como funcionam os anseios e as expectativas de indivíduos que vivem indiferentes à ordem jurídica. O primeiro desafio foi colocar todos os fatos que constam nos autos em uma ordem cronológica, compreensível e agradável para o leitor. O segundo foi humanizar os personagens. No processo, seres humanos são números de documentos, distantes.
iG: A narrativa do livro é leve e por vezes é possível crer que se trata de uma história de ficção, inventada pelo autor. Ao escrevê-lo você sentiu essa liberdade em relação à história, colocando frases e diálogos curiosos na boca dos personagens?
Roger Franchini: Seria impossível romancear o crime sem criar alguns poucos eventos narrativos. Durante a pesquisa, notei que havia muitos fatos que não foram esclarecidos por inteiro. Mais de 70% do dinheiro ainda está desaparecido e nem todos os envolvidos foram identificados. Baseado na experiência que tenho como ex-policial, e utilizando a linguagem literária como ferramenta, preenchi esses silêncios fáticos com a imaginação. Mas nada que comprometa a história fiel, que está transitada em julgado.
iG: Existem muitas perguntas não respondidas sobre o assalto. Qual delas é a que mais o intriga?
Roger Franchini: Além da óbvia, sobre o destino do dinheiro, poderíamos começar com o básico em qualquer investigação: de quem partiu a ideia para realizar o furto? Quem tomou a iniciativa? Quanto a isso, nenhum dos condenados assumiu a liderança do grupo. Todos se disseram apenas peões de uma obra sem gestão. Provou-se apenas o envolvimento deles nas escavações e na dispersão dos valores. Além disso, minha dúvida preferida é sobre a misteriosa fonte de informações dentro do Banco Central, que indicou o local certo para escavação e tolerou o rompimento do assoalho do cofre e sua invasão sem que nenhum segurança percebesse. Quem não quer ter um amigo assim?
iG: Fiquei muito curioso em relação ao personagem Siri. Tem alguma suspeita do que ocorreu com ele?
Roger Franchini: Não é bom mexer com ele. Onde estiver, é prudente deixá-lo em paz.
iG: A literatura policial a respeito de crimes reais é um gênero forte no exterior, mas parece que foi descoberto recentemente no Brasil – o sucesso de títulos como “Elite da Tropa”, por exemplo, denota esse movimento. Ainda assim, você acha que existe um buraco no mercado editorial para esse tipo de história?
Roger Franchini: Sem dúvida. Mas primeiro precisamos saber o que vem a ser a “literatura policial”. Classicamente, seu conceito envolve crime, investigação e descoberta do responsável do fato criminoso. Nesse sentido, o “Elite da Tropa”, mesmo sendo um livro delicioso e digno do sucesso que faz, não pode ser assim enquadrado, porque ele se refere mais a um estudo sobre o monopólio da violência do Estado (e seu abuso) como instrumento de imposição da ordem, do que trabalho investigativo.
Há um nicho para romances de investigação, sim. O Brasil é carente nesse segmento, porque temos como padrão a figura do “detetive particular”, que tanto sucesso faz lá fora. Ocorre que no Brasil o detetive particular, salvo raros casos, é uma figura fantasiosa. Costumo dizer que o que entendemos como o detetive particular brasileiro é o “ganso”, uma espécie de informante comum em toda delegacia, que recebe favores da polícia para fazer trabalhos sujos, como a infiltração.
Lima Duarte é dirigido por Marcos Paulo em “Assalto ao Banco Central”: filme estreia em 22 de julho
Há um choque no público entre a realidade das delegacias e o mundo aparente da literatura detetivesca. O investigador, verdadeiro responsável pelo sucesso de uma investigação, é retratado como um funcionário público burocrático e preguiçoso, ou então como um super-herói ao melhor estilo “CSI”. Talvez por desconhecimento – ou mesmo vergonha da realidade de nossa precária polícia civil -, noto que, nos romances, não dão chance para o investigador brasileiro trabalhar, por isso a investigação acaba privatizada e caindo nas mãos de personagens estranhos como advogados, médicos, jornalistas, coisa impossível de se pensar num mundo real.
iG: A literatura policial produzida no Brasil nos últimos anos parece muito próxima à realidade – seus argumentos são quase sempre ligados a acontecimentos reais. Você acha que os crimes cometidos no país são tão absurdos que tornam a criação de roteiros inéditos desnecessária?
Roger Franchini: Nossos crimes não são tão absurdos assim. Comparando com o que vemos nos jornais sobre atiradores nas escolas americanas ou os ataques terroristas na Europa, acho até que saímos perdendo. O diferencial do Brasil é o modo de condução da investigação. Os crimes que mais chocam a opinião pública brasileira são os pessoais, que agridem o patrimônio particular ou abalam instituições sagradas como a família. A literatura não usa a mesma linguagem do jornalismo. Enquanto o repórter quer os fatos imediatos, independentemente de um retrato fiel de quem os praticou, a literatura usa o exagero, engana o leitor para dizer verdades e torná-lo cúmplice da história.
iG: Outro fato curioso sobre a literatura policial brasileira é a dificuldade que os autores – muitas vezes policiais ou ex-policiais – encontram para defender a classe, sempre salientando a existência de oficiais honestos que lutam contra um sistema corrupto. Você acha que essa é uma marca desse gênero no Brasil: redimir os agentes honestos e expor suas dificuldades?
Roger Franchini: Talvez. Principalmente quando se compara com a literatura estrangeira. Quanto a mim, só entendo literatura como um meio de transformar o indivíduo e fazê-lo confrontar-se com os problemas que finge ignorar. Para o resto há os gênios. E na polícia, nosso maior problema está no choque entre pobres e ricos.
É impossível falar sobre investigação no Brasil sem tocar nas ineficazes políticas públicas que a cercam. É isso que atrapalha o sucesso de uma investigação, e não a qualidade do raciocínio do investigador. Ignorar isso é construir um mundo de sonhos para o leitor, coisa que não pretendo. A começar pelo delegado de polícia, uma figura política que só existe no Brasil, resquício de um colonialismo no qual o poder político regional era dividido entre os homens bons da corte. Os policiais ganham pouco, e por isso pertencem a uma classe social abaixo da classe média, a quem devem servir limpando as ruas. Isso os deixa indiferentes à dor da vítima, e por isso a ignora solenemente.
Ao mesmo tempo eles têm autorização para invadir a vida dessas pessoas e torná-las culpadas através do inquérito policial. A preocupação do policial é o bico, onde consegue o dinheiro honesto para pagar suas contas e forjar a imagem de policial competente que a sociedade tanto deseja na foto do jornal. Acredito que o escritor que se aventura a desenvolver uma história de investigação policial apta a tocar o público brasileiro deve ter a consciência da natureza do ser humano que está atrás do balcão do DP.
iG: Qual é a sua relação com a produção do filme “Assalto ao Banco Central”? E qual a sua expectativa em relação a ele?
Roger Franchini: Nenhuma. Foi uma feliz coincidência. O livro e o filme são obras independentes, visões autônomas de um mesmo fato. Assim que terminamos o livro soubemos da existência do filme. Fiquei muito contente com a notícia. Será interessante ver a história narrada de outra perspectiva. Estou ansioso para assisti-lo.
iG: O que você acha da escolha do ator Milhem Cortaz para interpretar o líder do grupo que praticou o assalto?
Roger Franchini: Ele tem uma força magnética em cena e uma capacidade de interpretação bem elástica. O “Zero Dois” [personagem de “Tropa de Elite”] que construiu é a cara de muitos amigos PM’s.
Serviço
Lançamento de “Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central”
Data: 28.01
Horário: das 18h30 às 21h30
Local: Livraria Cultura (av. Paulista – 2.073 – piso térreo, SP)
Preço do livro: R$ 19,90
PRÊMIOS POR PRODUÇÃO: OUTRO GRANDE ESTÍMULO À CORRUPÇÃO, MERCENARISMO E ATENTADOS CONTRA A LIBERDADE DE INOCENTES…QUE TAL PRÊMIOS POR ESCLARECIMENTO DE CRIMES, ASSIM A POLÍCIA BRASILEIRA SUBIRÁ AO NÍVEL DO PRIMEIRO MUNDO: “FORJANDO PROVAS” 39
Ministro planeja integrar polícias 19
http://www.sindpoc.org.br/noticia_46.html
Ministro planeja integrar polícias
Para o SINDPOC, é preciso que a integração não fique apenas nas ações, mas também na capacitação dos policiais, na estrutura e recursos financeiros (rejuste salarial)
Jornal A Tarde – 27/01/2011 com ASCOM SINDPOC
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, propôs a integração entre as polícias Federal e estaduais como estratégia para combater o avanço do crime organizado e o tráfico de drogas na Bahia, onde o número de homicídios cresceu 50,7% nos últimos cinco anos. A proposição foi feita ontem à noite, durante reunião com o governador Jaques Wagner, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde o ministro defendeu a adesão do estado a um “pacto nacional de combate a violência”.
Programas de segurança pública que já estão dando resultados em outros estados como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), implantado no Rio de Janeiro, e o Pacto pela Vida, usado em Pernambuco, estão nos planos para a Bahia, revelou Cardozo. O ministro prometeu investimentos para o Estado, mas não soube informar valores e estimativa de prazo.
A reunião do ministro com o governador Jaques Wagner e secretários do governo estadual durou cerca de três horas, a porta fechadas, na Governadoria. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, em Brasília, para discutir ações práticas e um plano de segurança pública. Estão na pauta políticas preventivas e repressivas, ações multidisciplinares, ações de repressão e inteligência policiais, além de política prisional adequada.
Para o SINDPOC, é preciso que a integração não fique apenas nas ações, mas também na capacitação dos policiais, na estrutura e recursos financeiros. “Que aconteça a integração sim, mas que não fique somente nas ações. O governo tem que trabalhar toda a estrutura da polícia, e aproveitar para fazer a equiparação com essa integração dos salários dos policiais civis e militares (integrados) com os policiais federais”, argumentou Bernardino Gayoso, secretário Geral do SINDPOC.
DIREITOS DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA: Portaria Interministerial SEDH/MJ n° 2, estabelece as diretrizes nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para a categoria 31
|
|
|||
|
|||
Durante a reunião do Conselho da Polícia Civil no prédio da Secretaria da Segurança Pública, nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, o delegado de polícia Choji Miyake, que se despede da instituição, ao completar 70 anos, foi homenageado com a entrega de uma placa alusiva aos 49 anos de serviço policial.
“Dr. Choji se notabilizou entre nós, primeiro, pela postura pacífica, mas jamais se curvou às pressões administrativas que se impuseram. De uma conduta moral ilibada, dedicação sem limites à polícia, produção de resultados positivos para a instituição, para aí, sim, adquirir o direito à crítica. Dentre as suas boas grandes ações, temos que destacar a forma como conduziu todas as correições. O senhor é honrado, um colega de que nós temos orgulho de dizer que é delegado de polícia e um amigo que nós temos orgulho de dizer que acompanhamos”, declarou Mestre Júnior.



