CASO SUI GENERIS: DELEGADO CONDENADO E PRESO DESDE 2007 AINDA NÃO FOI DEMITIDO 25

18/02/2011 06:00:30

Delegado preso investigado por favorecer criminoso na cadeia

João Vicente Camacho Ferrairo já tem condenação de mais de sete anos

 

A Corregedoria da Polícia Civil, através da 5ª Delegacia Especializada em Crimes Funcionais, remeteu à Justiça um novo inquérito policial que tem como alvo o delegado da própria corporação e ainda lotado na Delegacia Seccional de Marília, João Vicente Camacho Ferrairo.

Ele agora responde pelo crime de favorecimento real ou “prestar a criminoso auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime” (artigo 349 do Código Penal). De dentro do Presídio Especial da Polícia Civil, em São Paulo, Ferrairo teria usado seu cargo e influência para dar proteção a um criminoso. Caso seja condenado, a pena pode variar entre um e seis meses de prisão, além do pagamento de multa.

“Ainda é um pouco cedo para falar sobre o caso, mas o que posso adiantar é que o crime que ele cometeu aconteceu no final do ano passado e com ele dentro da prisão”, contou a reportagem do Jornal Diário o delegado-corregedor responsável pela investigação, Rogério Corleone.

O caso será apreciado pela 2ª Vara Criminal, no Foro Regional 1, de Santana (SP). Preso desde abril de 2007, quando foi pego na Operação Oeste, deflagrada pela Polícia Federal de Marília, Ferrairo foi condenado no ano seguinte a sete anos e seis meses de prisão em regime fechado acusado de dar proteção ao bando comandado pelo megagolpista Arineu Zocante no golpe conhecido por 3 por 1 (troca de dólares por reais na falsa promessa de lucro).

SALÁRIO

Mesmo condenado, Ferrairo ainda é delegado de polícia e recebe o salário todo mês. Em fevereiro do ano passado, o delegado recebeu o direito de cumprir sua pena em regime semiaberto na Penitenciária de Marília. Por motivos de segurança, ele preferiu continuar detido na Capital.

TESE ESTÚPIDA: eleição direta para escolher Delegado Geral 16

17/02/2011às 15:46

Torço para que Martha Rocha faça um bom trabalho no Rio, mas sua entrevista é péssima!!!

Abaixo, há trechos de uma entrevista da delegada Martha Rocha, nova chefe da Polícia Civil do Rio. Não se deve tomar uma única conversa com jornalistas como evidência de que o trabalho de um servidor público será bom ou mau. Mas é absolutamente legítimo e necessário avaliar se o que se diz é auspicioso ou preocupante. E a fala de Martha mais preocupa do que anima. Vamos ver.

Eu não esperaria que ela dissesse estar à frente de uma das polícias mais corruptas do Brasil. Ela não precisaria chegar a tanto. Mas também não lhe cabe negar a realidade. Indagada se a corrupção no Rio é maior do que em outros estados, ela responde com outra indagação: “Onde está essa medida?”

Se ela não sabe, eu respondo. Está no fato de que um ex-chefe de Polícia, Álvaro Lins, está no xilindró. Está no fato de que outro príncipe da Polícia Civil, Carlos de Oliveira, também está em cana. Está no fato de que seu antecessor, Allan Turnowski, está prestes a ser indicado pela Polícia federal. Está no fato de que, ainda que a corrupção seja o mais grave problema de todas as polícias do Brasil, só no Rio as milícias se transformaram num sistema paralelo de segurança — e seus chefes, o que é muito grave, têm ligações com o establishment político do Estado e da cidade. Oliveira mesmo, ex-auxiliar direito de Turnowski, estava na Subsecretaria de Segurança da Prefeitura do Rio: foi enviado por Sérgio Cabral e abrigado por Eduardo Paes. Todo o meio policial —  e parte da imprensa  — sabia de suas ligações perigosas. Está no fato, delegada Martha, de que um ex-auxiliar seu acabou em cana, e a senhora sabe disso.

Martha não precisa admitir que será chefe de uma das polícias mais corruptas do país, mas não lhe cabe negar o óbvio. Num outro momento até engraçado, lemos:

É o que indica o noticiário [polícia do Rio está entre as mais corruptas].

Você sabia que o “The New York Times” quer falar comigo? Não é porque eu sou a Martha Rocha, mas porque eu sou chefe da Polícia Civil do Estado do Rio, e o Rio está no foco do mundo. A metragem no noticiário não reflete a verdade.
Então a fama de corrupto do policial do Rio é injusta?
Eu acho que sim. Com todo respeito a todos os outros chefes de Polícia, gostaria de saber se outro foi procurado pelo “The New York Times”.

Por que o Times quereria falar com Martha Rocha, Santo Deus? Para saber se a Bossa Nova nasceu mesmo com João Gilberto? Ou para ouvir suas considerações obre o “ser” e “não-ser” universal? No dia em que outro estado importante como é o Rio, cuja capital sediará a Copa do Mundo e a Olimpíada, tiver ex-chefes da Polícia na cadeia e uma verdadeira organização criminosa comandada por policiais, como é o caso das milícias, é possível que isso chame a atenção do Times. Especialmente porque se viu há pouco tempo a espetaculosa ocupação do Complexo do Alemão, notícia no mundo inteiro. Turnowski foi um dos “heróis”. Descobriu-se que a máfia incrustada na Polícia aproveitou o evento para realizar um verdadeiro saque: ladrão roubando ladrão — com a diferença de que, naquele caso, alguns bandidos eram perseguidos, e outros perseguiam. O BOPE só virou um mito na Polícia do Rio porque ganhou fama de incorruptível. Isso fala um tanto do conjunto. Tenho certeza de que os policiais honestos não se ofendem quando se acusam os descalabros. Só reagem mal os lobos em pele de cordeiro.

Tese estúpida
Martha Rocha já foi candidata a deputada pelo PT. Não se elegeu. Isso indica algumas escolhas ideológicas e tal. Não vou prejulgar o seu trabalho por causa disso, embora me pareça inegável que algumas balizas estão dadas. Ela defende uma tese perigosa como um dos instrumentos para melhorar a polícia: eleição direta para escolher o chefe. E usa como exemplo listas tríplices do Ministério Público e do Judiciário.

Calma lá! Nem MP nem Justiça andam armadas e têm a prerrogativa do uso legal da força — ou, em certos casos, da violência. Guardam uma boa distância — infelizmente, não-intransponível, como sabemos — da ação criminosa propriamente dita. Sua base eleitoral é muito menor e menos sujeita, embora não imune, aos malefícios do corporativismo.

Lembro à delegada Martha Rocha que a Adepol, a Associação dos Delegados de Polícia do Rio, criticou a Operação Guilhotina, atacando, inclusive, o secretário José Mariano Beltrame. Quem ela supõe que teria mais chances numa eleição direta: Carlos de Oliveira, que está preso, ou Cláudio Ferraz, que ajudou a prender? Sua tese é estúpida!

Estúpida e, bem…, perturbada, como costuma ser o petismo. Explico-me. Martha acha que o atual sistema, em que o governador indica o chefe, sem a eleição direta, é bom com Sérgio Cabral porque, ohhh, eis um governador honestíssimo, corretíssimo, que dá independência ao secretário de Segurança etc. Mas nunca se sabe como serão os próximos. Vale dizer: os de sua turma fazem a coisa certa (não ficando claro se são da turma PORQUE fazem a coisa certa ou fazem a coisa certa PORQUE são da turma), já os outros são, obviamente, suspeitos.

Tomara que Martha Rocha faça um bom trabalho no Rio. Sua entrevista é péssima!

Por Reinaldo Azevedo

PM intervém em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em SP e agride vereadores 28

17/02/2011 – 19h18 / Atualizada 17/02/2011 – 21h03 Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Manifestação organizada no final da tarde desta quinta-feira (17) contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo terminou, mais uma vez, em pancadaria. Os manifestantes protestavam em frente à Prefeitura, no centro, quando, por volta de 18h45, policiais militares reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.

“Eles vieram como uma truculência desproporcional”, afirma Fábio Nassif, que integra a comissão de comunicação do Comitê contra o Aumento da Passagem, grupo formado por movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, grêmios estudantis, sindicatos, associações de bairro e pelo Movimento Passe Livre.

O protesto tem como objetivo pressionar a prefeitura para que seja revogado o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro –variação de 11%– após decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Durante a pancadaria, sobrou paras os vereadores petistas Antonio Donato e José Américo, que participavam do ato e integram a comissão de negociação. Os dois parlamentares apanharam dos policiais com cassetetes e gás lacrimogêneo, mesmo após terem se identificado. Donato afirma ter sido agredido por policiais militares. “Está uma confusão aqui. Levei um monte de borrachada”, disse, por telefone, ao UOL Notícias.

Américo diz que os vereadores estavam reunidos com um representante da prefeitura quando ouviu o barulho das bombas. “Imediatamente interrompemos a conversa e tentamos dialogar [com a polícia], mas a tropa de choque nos agrediu com gás lacrimogêneo e gás de pimenta”, afirma o vereador.

Segundo Fábio Nassif, um manifestante que foi agredido pelos PMs está detido ao lado do prédio da prefeitura. Carlos Ceconello, fotógrafo da Folha de S. Paulo, foi ferido na perna por estilhaços de bomba.

A prefeitura responsabilizou os manifestantes pela pancadaria. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, eles tentaram invadir a área protegida por uma grade, em frente à prefeitura, e atirar objetos contra os policiais, informação negada por Nassif. Em nota, a prefeitura afirma que se mantém aberta ao diálogo.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar não informou o motivo que levou os policiais a reprimirem o protesto. “Sabemos que houve a necessidade de intervenção, mas não sabemos o motivo.” A PM afirmou que não tem mais detalhes sobre o episódio.

Não é a primeira vez que uma manifestação contra o aumento da tarifa em SP termina em pancadaria. Em 14 de janeiro deste ano, um protesto na praça da República foi reprimido por policiais militares. O mesmo ocorreu em uma manifestação no parque Dom Pedro, em janeiro de 2010.

Acorrentados na prefeitura

Além do protesto na rua, outros seis manifestantes estão acorrentados, desde as 12h30, nas catracas do saguão principal do prédio da prefeitura.

Entrevistada por telefone pela reportagem do UOL Notícias, a estudante de geografia Mayara Vivan, 21, uma dos seis acorrentados, afirmou que os manifestantes só irão deixar o local após a prefeitura garantir a realização de uma reunião com o prefeito ou com algum representante do Executivo que tenha poder de revogar o aumento.

“Não vamos arredar o pé enquanto não houver negociação efetiva. Se precisar, a gente faz até xixi no balde. Não tem problema. Estamos lutando por um direito nosso. Eles [a administração municipal] tem plena consciência da situação precária do transporte público. A população está do nosso lado”, diz a estudante.

Os manifestantes se acorrentaram logo após uma reunião de negociação fracassada entre os vereadores petistas José Américo e Donato e representantes do comitê com o secretário-adjunto dos Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado

Segundo Nassif, o secretário-adjunto afirmou, na reunião com os militantes e os vereadores, não ter autonomia para negociar com o grupo. Ele teria dito também que não seria possível voltar atrás no aumento da passagem. A reunião de negociação foi exigida pelos manifestantes durante audiência pública na Câmara Municipal no último sábado (13), com participação do secretário dos Transportes, Marcelo Branco.

O percentual de reajuste da tarifa foi quase o dobro da inflação do período (6,40%), o que faz a passagem de ônibus em São Paulo ser uma das mais caras do país. “O aumento foi aprovado por decreto. Antes, pelo menos tinha que passar por votação na Câmara [Municipal]”, reclama Vivan.

Pelo menos cinco protestos –alguns com mais de 3.000 pessoas– foram organizados nas ruas do centro e na região da avenida Paulista desde que o aumento entrou em vigor. Para hoje, foi convocado um ato, às 17h, em frente à prefeitura. A reportagem entrou em contato com a prefeitura e a Secretaria Municipal dos Transportes e aguarda uma posição sobre o assunto.

Manual para Criação de Grupos Especiais…Faltou lembrar do S.U.R.U.B.A 33

Enviado em 17/02/2011 às 20:32 – CAVEIRA QUEBRADA

Manual para Criação de Grupos Especiais

O capitão da PM paulistana Décio Leão tem uma série de artigos (quer dizer, acho que é uma série, é o segundo que leio) que compõem o Manual EPC – Embusteration Picaretation Corporation. O primeiro li no blog do coronel Mário Sérgio, e chama-se Manual EPC para Especialistas em Segurança Pública, com dicas preciosas para quem deseja ter sua fotinha estampada nas primeiras páginas dos jornais popularescos, dando seus pitacos sobre segurança pública, ou mesmo galgar uma boquinha em bem remunerados empregos públicos, sem que precise passar por disputados concursos. Sensacional.

Mas esse segundo, eu não vi publicado ainda em lugar nenhum, então, com a devida vênia:

Manual EPC para criação de Grupos Especiais

por Décio Leão *

A proliferação de grupos policiais que se intitulam “Operações Especiais” aumentam a cada dia. Todas as corporações querem ter um grupo desse tipo e as vezes até uma unidade policial convencional quer inventar um serviço especial, diferenciado, que é claro, irá ter o nome de “especial”.

A E.P.C. International (Embusteration Picaretation Corporation), tradicional organização mundial de embusteiros, incorporando-se ao espírito dos grupos especiais, colabora com a proliferação dessas hordas nos meios policiais através deste manual prático, que apresenta em dez lições, como criar um grupo especial.

1. SIGLA

É a primeira coisa que um grupo especial deve criar para poder ser um grupo especial. Antes de selecionar e qualificar pessoal, de adequar a legislação corporativa ao grupo e antes mesmo de operar, o grupo tem que ter uma sigla.

O grupo especial mais famoso do mundo, a SWAT de Los Angeles, chama-se oficialmente, apenas “Pelotão D”. Que coisa mais em graça.

A sigla é fundamental para o marketing e para a identificação do grupo. O nome vem depois. Aliás, o nome tem tão pouca importância, que deve ser adequado à sigla, ainda que pareça uma coisa ridícula e sem nexo. Dê preferências a nome de bichos bravos e da fauna exótica. Afinal, quem liga para o nacionalismo.

A sigla pode ainda ser baseada em onomatopéias e ações. Para quem não sabe inglês, SWAT significa “tapa”. Alguns exemplos que ainda não foram explorados:

■G.O.R.I.L.A. – Grupo de Operações de Resgate, Intervenções Letais e Assaltos;
■P.O.R.R.A.D.A. – Pelotão Operacional de Repressão a Roubos, Assaltos e Desativação de Artefatos explosivos;
■L.E.O.P.A.R.D. – Liga Especial de Operações Policiais e Ações de Repressão a Delitos.
Obs: Se tentar escolher o nome primeiro, pode causar constrangimentos para o grupo, como ocorreu com a Brigada Independente Contra Homicídios e Assaltos (B.I.C.H.A.).

2. UNIFORME

A segunda coisa mais importante para criar um grupo especial é o uniforme diferenciado. Se o uniforme não for bem diferente da sua corporação policial, não existirá então razão para o grupo ser especial.

Especial significa acima de tudo, ser diferente. Como o grupo especial vai operar se usar a mesma roupa dos demais policiais? Impossível. O hábito faz o monge.

Escolha um uniforme bem espalhafatoso, com muitos bolsos. Ponha bolsos nas pernas, nas mangas, na jaqueta, onde for possível, mesmo que você saiba que nunca vai usar tantos bolsos e que eles até atrapalham o uso dos demais equipamentos. Mas dão um visual bem legal e imagem é o que importa.

Preto e camuflado urbano são as cores preferidas, mas não são suficientes. Coloque adereços para chamar a atenção, como braçais cheios de letras de metal (isso também atrapalha a ação operacional, mas quem liga para isso) e boinas coloridas. Preferencialmente vermelha, ainda que a boina vermelha seja tradicionalmente a boina das tropas pára-quedistas.

3. BREVÊ

Grupo especial que se preze tem que ter um brevê bem embusteiro. E o pessoal não se contenta com símbolos simples, práticos, objetivos, de fácil identificação visual. Olha que coisa mais sem graça os símbolos da Volkswagem, do Mc’Donalds e da Microsoft, que a gente bate o olho e já sabe o que significa. Esses especialistas em comunicação visual estão por fora. Não entendem nada de grupos especiais.

O brevê de um grupo especial tem que mostrar tudo o que o grupo faz. Quanto mais cheio de bagulhos, mais operacional será a imagem do grupo.

Dicas para fazer um bom brevê de grupo especial: ponha uma caveira. Todo grupo especial brasileiro tem uma caveira. Uma caveira bem feia, zangada.

Ponha agora uma faca. Pode ser de baixo para cima, de cima para baixo, de lado, de frente para traz. Mas ponha a faca.

Ponha agora uns raios. Uma boina. Um chapéu de selva. Metralhadora e fuzil. Não pode faltar a metralhadora e o fuzil cruzado. Que tal agora por no brevê uns ramos, umas folhagens, talvez uma floresta inteira, pois o grupo especial também atua na selva. Está faltando um cara descendo de rapel. Ele pode sair do olho da caveira e invadir o nariz, ao mesmo tempo que uma viatura dá um cavalo-de-pau na boca da caveira e um grupo tático arromba a porta do prédio próximo ao pescoço da caveira. É bom achar um lugar para o “sniper” e para os mergulhadores de combate. Faltou alguma coisa? O PÁRA-QUEDAS!!! Cadê o pára-quedas? Ponha um pára-quedas.

4. ARMAS

Muitas armas. Um grupo especial precisa estar bem armado, preferencialmente com armas frias, de origem duvidosa, calibres não convencionais, que tornem impossível qualquer rastreamento ou perícia. Ainda que oitenta por cento das ocorrências com reféns sejam solucionadas sem o uso de armas de fogo e que a maioria dos tiroteios ocorram com armas curtas e ainda que ninguém saiba usar as armas (e às vezes sem saber para que servem essas armas). A quantidade de armamento deve ser capaz de impressionar qualquer colecionador. No mínimo, três pistolas e um fuzil para cada operador do grupo.

Aonde enfiar esse monte de armas? Pergunte aos presidiários. Eles têm técnicas muito boas.

5. VIATURA

A viatura do grupo especial precisa ter basicamente, insufilm. Transparência meio por cento. O vidro tem que estar preto o suficiente para ninguém ver o que se passa dentro da viatura. A pintura externa também precisa ser bem caracterizada, com um monte de pinduricalhos, logotipos e é claro, a marca do patrocinador.

Como já foi apresentado anteriormente, a viatura tem que ser diferente. Se ficar parecida com as viaturas da corporação, não será viatura de grupo especial. Nada de pinturas de discretas, apenas para identificação interna. Tem que aparecer bastante. Na dúvida, pendure uma melancia.

6. CURSO

A formação de um policial de tropa especial não é fácil. Tem que ser forjado à moda antiga, como nossas avós faziam pão caseiro. Muita porrada na massa.

Basicamente, o curso precisa de três elementos: corrida, flexão e água. Comece o curso correndo loucamente, sem parar. A primeira corrida só termina quando pelo menos cinco participantes pedirem desligamento do curso.

Em seguida, aplique flexões de braços, cangurus e outros exercícios físicos até a fadiga muscular completa. Se ainda sobrarem candidatos ao grupo especial, jogue-os em uma piscina funda até alguém se afogar. Não importa que a porcentagem de ocorrências do grupo especial em ambiente aquático seja zero. O que importa é mostrar o quanto é difícil fazer parte do grupo especial.

Importante: Esqueça técnicas policiais, táticas, treinamento de tiro e avaliações psicológicas. Isso custa caro e pode mostrar aos novos candidatos um lado obscuro do grupo especial que não precisa ser mostrado para ninguém.

7. CHEFE APARECIDO

O chefe é a alma do grupo especial. Ele tem que carismático e boa pinta, mas principalmente aparecido, vaidoso, arrogante e orgulhoso. Afinal, é ele que irá divulgar o grupo especial, estar à frente das entrevistas, nas capas de revista e manchetes dos jornais. Imaginem um chefe de grupo especial que não gosta de mostrar o rosto na imprensa, como os ingleses do SAS ou os franceses do GIGN? Esses europeus não sabem o que estão perdendo em termos de popularidade. Sem dizer que são um bando de medrosos paranóicos, achando que os terroristas são vingativos.

E a atuação artística do chefe aparecido não pode se limitar em sair abraçado com bandido no final da ocorrência. Tem que aparecer em programas de entrevistas, colunas sociais e em ocorrências de outras especialistas, como brigas em jogos de futebol televisionados e quem sabe, puxar o trânsito durante uma boletim especial do telejornal.

8. IMPRENSA

A tropa é o reflexo do comandante, já dizia o antigo ditado militar. O grupo especial não pode perder as oportunidades de aparecer na imprensa.

Como diz o lema, “ser e aparecer”. Tem que estar sempre na mídia. Use todos os recursos da vida moderna: jornais, revistas, televisão, internet e tudo mais que possa divulgar o grupo “mais secreto da polícia”. Sim, porque se não houver a chamada de que o grupo é ultra-secreto, a “arma” mais bem escondida da polícia, pela primeira vez (na semana) revelada aos telespectadores, tão secreto, mas tão secreto, que nem suas mães sabem onde trabalham, com certeza não haverá audiência.

Apresentação padrão que não pode faltar ao grupo especial: descida de rapel com invasão de sacada e tiro em bexiga. Além da imperdível entrevista do chefe aparecido com a tropa ao fundo, todos com bala-clava e empunhando armas.

Matéria no programa do Otávio Mesquita é o bicho, mas se conseguir aparecer no banco de convidados especiais da Luciana Gimenez, será a glória do grupo especial.

9. PACTO SECRETO

O penúltimo, porém não menos importante elemento de criação do grupo especial é o pacto secreto entre seus integrantes. Vale qualquer tipo de ritual místico que dê um ar de compromisso sagrado: beber sangue de galinha, furar o dedo com a faca especial do grupo, usar o anel secreto, tatuar o símbolo do grupo no peito.

O mais importante é que os integrantes do grupo especial se sintam como uma polícia à parte da corporação, acima das leis, regulamentos e dos comandantes. Aliás, acima até mesmo dos demais colegas de trabalho, que a partir de agora devem ser encarados como uma sub-raça, seres inferiores, de pouca luz, que não possuem as mínimas condições de sequer limpar as botas do grupo especial.

A postura dos integrantes do grupo especial é fundamental para o sucesso do grupo: silêncio absoluto, reuniões secretas, jamais comentar o que ocorreu com outras pessoas, principalmente se ocorreu alguma desgraça na ocorrência (que foi por culpa do refém, provavelmente). Nunca cumpra ordens superiores. Lembre-se de que o grupo especial está acima dessas frescuras.

10. ESCÂNDALO

Todo grupo especial tem seu escândalo. Morte de reféns, execução filmada pela velhinha da janela, envolvimento com traficantes e outros criminosos, chefe denunciado por corrupção. Vale qualquer tipo de escândalo. Mas não se preocupe com esse item, pois seguindo as dicas deste manual, somando-se a incompetência do chefe, a incapacidade técnica, incompetência, arrogância e orgulho, logo levarão o grupo especial à ruína.

Com sorte da sociedade, isso poderá ocorrer antes mesmo que o grupo comece a atuar. Boa sorte e que Deus nos proteja.

* por Décio Leão – Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo

O varejo da corrupção: Déjà vu 25

O varejo da corrupção

Testemunha acusa Allan de receber propina para proteger milícia e não reprimir pirataria em camelódromo
Sérgio Ramalho

Em depoimento à Polícia Federal, uma testemunha que atuou por 15 anos como informante do grupo do ex-subchefe operacional da Polícia Civil Carlos Oliveira – um dos 30 policiais presos na Operação Guilhotina – afirma que o ex-chefe da instituição, delegado Allan Turnowski, sabia de todas as ações criminosas do grupo. X., de 41 anos, aponta Turnowski como beneficiário de um esquema sustentado por policiais ligados a milícias, contraventores e contrabandistas. No relato, ele diz ainda que o ex-chefe recebia R$100 mil para não reprimir a venda de produtos falsos no camelódromo da Uruguaiana, no Centro.
No fim de janeiro, os 1.508 boxes do camelódromo passaram por uma devassa da Polícia Civil e da Receita Federal. A operação fora determinada pela 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça (TJ) para cumprir mandados de busca e apreensão de produtos falsificados, respondendo a solicitação do Grupo de Proteção à Marca, com sede em São Paulo. Investigações da PF apontam o envolvimento de policiais numa disputa pelo controle do mercado, acirrada com o assassinato de um dos líderes dos camelôs, Alexandre Farias Pereira, em maio de 2007. Ele teria sido morto por se recusar a pagar propina a policiais.

Sargento da PM pagaria propina
O relato de X. detalha também o suposto pagamento de R$500 mil mensais a Turnowski. A propina seria paga por um sargento PM que atuava como adido – policial militar lotado em delegacias especializadas – da Divisão Antissequestro (DAS) e domina uma milícia em Jacarepaguá, além de explorar caça-níqueis em Rio das Pedras. Segundo o informante, o PM, que mora num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, costuma participar de reuniões com policiais, entre eles Turnowski, numa badalada churrascaria do bairro e circula em veículos blindados, com escolta.
O informante não esconde o medo, devido à fama de violentos dos integrantes da quadrilha, que estariam envolvidos numa série de assassinatos. X. cita a execução do sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho, em junho passado. Segundo ele, o militar fora o responsável pela elaboração das bombas usadas no atentado ao contraventor Rogério Andrade, em abril de 2010, na Barra. Na ocasião, o filho do bicheiro morreu. Volber também teria feito a bomba que explodiu na picape Hilux do PM Rony Lessa, que perdeu a perna no episódio. X diz que o crime teria sido queima de arquivo, pois Volber negociava armas com policiais da Decod e da Drae.
As investigações indicam ainda o suposto pagamento de R$2 milhões feito por Andrade aos policiais envolvidos na execução. A quantia seria uma recompensa pela “cabeça” do responsável pela elaboração da bomba que matou seu filho. Volber foi morto em um motel em Jacarepaguá, supostamente após reagir ao cerco montado por policiais da Decod, entre eles o PM Ivan Jorge Evangelista de Araújo, que atuava como adido e foi preso na Operação Guilhotina, acusado de vender armas a traficantes.
A vingança pela morte do filho do contraventor também teria motivado o assassinato do sargento bombeiro Antônio Carlos Macedo, em novembro passado. Ex-chefe da segurança de Andrade, ele foi executado na avenida Sernambetiba, supostamente por por três PMs, pois estaria ligado a um complô montado por PMs para matar Rogério e dominar o território onde este explora caça-níqueis.
A testemunha contou ainda que participou de uma operação nos morros de São Carlos e da Mineira, em 2008, na qual policiais de delegacias especializadas desviaram parte do material apreendido. Dos oito fuzis encontrados nas favelas, quatro foram vendidos para o chefe da segurança da Igreja Universal, que seriam um PM. X. afirmou que foram apreendidos 42 mil projéteis, mas apenas três mil foram apresentados. Drogas também teriam sido roubadas pelos policiais.
O informante passou a colaborar com a PF após ter um irmão assassinado pela quadrilha. X. e sua família estão sob proteção do Ministério da Justiça. Ele era ligado ao sargento da reserva da PM Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, apontado pela PF como segundo homem no grupo do delegado Carlos Oliveira.
Em depoimento, X. diz que o grupo de policiais também sequestrava traficantes e parentes, libertados após o pagamento de resgate. Foi o caso de Carlos Eduardo Sales, o Capilé, considerado um dos principais fornecedores de drogas da favela do Acari. Segundo X., o traficante foi preso por policiais e adidos – entre eles o sargento Afonsinho – da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e Delegacia de Combate às Drogas (Decod), que ficaram rodando por quase 12 horas com o bandido, liberado após pagar R$1 milhão. Metade do valor teria ficado com Afonsinho. A testemunha diz ainda que, na ocasião, Afonsinho teria se desentendido com o PM que atuava como adido na Decod por causa da divisão do dinheiro.

Associação dos Investigadores promove curso de habilitação náutica…Navegue seguro, com seu bote inflável , pela Paulicéia alagada 78

Enviado em 16/02/2011 às 6:56- CHUTANDO O BALDE

http://www.aipesp.com.br

CURSO DE ARRAIS AMADOR
HABILITAÇÃO NÁUTICA
GRÁTIS

A AIPESP – Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, irá realizar em sua sede social, na Avenida Cásper Líbero, n° 535 – Luz – Capital, CURSO DE ARRAIS AMADOR para habilitação náutica. O curso será realizado nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro do corrente ano, no horário das 18,30 h as 21,30 h.

O curso será gratuito para todos associados e será ministrado por Oficial da Marinha do Brasil e o número de vagas será limitado.

Os interessados deverão fazer inscrição na Sede Social da Entidade, quando receberão apostila gratuitamente. Inscrições abertas.

Os que concluírem o curso receberão carteira Oficial de Habilitação de Arrais Amador, da Marinha do Brasil, após a necessária prova teórica.

Vanderlei Baialoni
Presidente AIPESP

Ontem fiquei com vergonha de ser delegado de polícia assistindo com minha família, o noticiário nacional 21

Enviado em 16/02/2011 às 11:41- matheus

Só tem um jeito. Baixar as portas e começar de novo

“Nenhuma polícia do mundo virou essa página (corrupção) de sua história mantendo em seus quadros pessoas desse tipo”

Beltrame – Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Fala mansa, pulso firme e defensor intransigente dos direitos humanos.

Iniciou a implantação de sua política de segurança sofrendo pesadas críticas de políticos inescrupulosos e “especialistas” em segurança pública. Prosseguiu firme em suas idéias. Hoje é uma reconhecida celebridade nacional, aplaudida por todos os cidadãos e, principalmente, pelos bons policiais. Conta com o apoio ilimitado e irrestrito de seu governador na implantação da política de segurança que traçou.

Com certeza se refere a pessoas do tipo Desgualdo, Ivaney, Rui Zito, Roberto de Mello Aníbal, Carrel, Jordão, Torres, Nelsão, Jurandir, “China” e outros tantos. ´Não somos caluniadores, basta levantar nas mais respeitadas empresas jornalísticas do Estado ( Folha, Estado, Rede Globo, Rede Record) as matérias contendo as graves denúncias de desvios de conduta envolvendo tais nomes. Todos da CÚPULA da polícia, os conhecidos barões policiais. Aqui em São Paulo também temos um secretário de segurança de pulso firme, talvez o que falte é o apoio político irrestrito e ilimitado de seu governador para promover as mudanças que deseja, por isso, após dois anos de veiculação de denúncias de corrupção em Osasco, com envolvimento de policiais da seccional com achaques de máquinas de caça-níqueis, ontem (15/02/2011) a Rede Record de televisão fez nova reportagem mostrando que nada mudou. Pergunta que não me deixa calar: O diretor do demacro, dois anos atrás, é o atual Delegado Geral, ele não sabia das denúncias? Policial em chefia para fazer acertos e achaques não falta, mas no plantão para atendimento do público com certeza sim. Antigamente a chefia não investigava e não esclarecia crimes sob a alegação que estava em desvio de função olhando presos. Hoje continua não investigando e não esclarecendo crimes porque esta empenhada em recolha de propinas e achaques em geral.

A corregedoria poderia planejar uma operação conjunta com a polícia federal, não para implantar dispositivo de inteligência policial para identificar quem posta mensagens neste blog e sim para fazer uma devassa financeira no patrimônio dos barões policiais de classe especial. Isso sim.

Ontem fiquei com vergonha de ser delegado de polícia assistindo com minha família, o noticiário nacional. Para não dizer que somos caluniadores solicito ao administrador do blog que disponibilize neste espaço o que já é público e notório e foi divulgado ontem nas maiores empresas de radiodifusão do país.

O editorial do Jornal da Noite feito pelo Arnaldo Jabur que retrata a mais pura realidade dos dirigentes do aparelho policial brasileiro;

A reportagem da Rede Record de televisão sobre a corrupção policial em Osasco;
A reportagem do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro e

A reportagem sobre o esquadrão da morte formada por PM’s no Estado de Goiás.

Polícia Civil do Rio terá sua primeira chefe mulher 7

Rio de Janeiro

Ao apresentar a delegada Martha Rocha, Beltrame criticou os ‘exageros’ dos últimos dias e disse que não julgará ninguém antecipadamente

Rafael Lemos, com reportagem de Cecília Ritto

A delegada Marta Rocha, nova chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro

A delegada Marta Rocha, nova chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Vanessa Schumacker )

“Existe um tribunal – o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – que julga com base em autoria, materialidade e prova. Todas as pessoas que estão comigo serão por mim julgadas quando houver um mínimo de concretude para isso”, diz o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame

A nova chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro será a delegada Martha Rocha. Antes de ser chamada para assumir o posto, ela era diretora do Departamento de Polícia de Atendimento à Mulher. Martha coordenava todas as delegacias especiais de Atendimento à Mulher (Deam) no estado. Uma das marcas de sua gestão foi a elaboração de uma cartilha sobre a prevenção e a punição dos crimes contra a mulher.

Marta substituirá Allan Turnowski, que deixou o cargo nesta segunda-feira após a crise envolvendo agentes da instituição. Segundo nota da Secretara de Segurança Pública, a demissão de Turnowski aconteceu depois de uma “longa conversa” com o secretário Beltrame.

A Operação Guilhotina começou na sexta-feira e foi executada pela Polícia Federal, com base em investigações da corregedoria de polícia, da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público do Estado do Rio. Esquemas de corrupção de grupos de criminosos comandados por policiais, incluindo o ex-subchefe da Polícia Civil Carlos Oliveira, foram revelados. Turnowski chegou a prestar depoimento, segundo a secretaria, “na condição de testemunha”.

Martha Rocha entrou na Polícia Civil em 1983. Em seu currículo, constam a sua atuação como corregedora de polícia e o comando de delegacias da cidade do Rio. No episódio de sequestro do ônibus 174, em junho de 2000, ela era a titular da delegacia da Gávea, bairro próximo ao Jardim Botânico, onde aconteceu o crime. Ela presidiu o inquérito sobre o sequestro e indiciou o então comandante do Batalhão de Operações Especiais, coronel José Penteado, sob a acusação de homicídio culposo, pela morte da refém Geísa Gonçalves e do sequestrador Sandro Rocha. Pouco depois, foi transferida para 16ª Delegacia, na Barra da Tijuca.

Ao apresentar a nova chefe da Polícia Civil, na noite desta terça-feira, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que a nomeação significa “mais uma quebra de paradigma na segurança do estado”. De acordo com o secretário, a nomeação de Martha Rocha foi motivada por uma “quase unanimidade” entre as pessoas que consultou antes de escolher quem substituiria Allan Turnowski.

‘Página virada’ – Beltrame elogiou o ex-chefe de polícia, que definiu como “um grande policial, um homem que deixou sua marca”. Mas deixou claro seu descontentamento com os “exageros” dos últimos dias – numa referência ao fechamento da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cujo titular, Claudio Ferraz, travava com Turnowski uma queda de braço e foi acusado de corrupção por ele.
“Existe um tribunal – o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – que julga com base em autoria, materialidade e prova. Todas as pessoas que estão comigo serão por mim julgadas quando houver um mínimo de concretude para isso. Entendo que é leviandade destruir carreiras com base em coisas que podem ser desditas no futuro”, disse o secretário, acrescentando que considera a nomeação de Martha Rocha “mais uma página virada no livro que estamos escrevendo há quatro anos”.

Corregedoria forte – Martha Rocha definiu como suas prioridades o treinamento e a formação de policiais – com investimento na Academia de Polícia – e a consolidação de uma corregedoria forte. “Minha responsabilidade é grande por ser a primeira mulher a ocupar esse cargo na história da Polícia Civil. Não vejo o desafio pelos que foram presos, mas pelos bons policiais que existem. Eles exigem da chefe da polícia dedicação, competência, coragem e abnegação”, disse a delegada.

SARNEY NÃO PENDURARÁ AS CHUTEIRAS…BATERÁ BOTAS 17

15/02/2011 – 12h45

STF identifica responsável por post e pede desculpas a seguidores

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Em nota divulgada nesta terça-feira (15), o STF (Supremo Tribunal Federal) pede desculpas e afirma que o post publicado na página oficial da Corte, questionando quando o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), penduraria as chuteiras, foi colocado por uma funcionária terceirizada.

“A Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal esclarece que, por ato impensado, sua página oficial no Twitter foi usada indevidamente por funcionária terceirizada, para tecer comentários impróprios a respeito de eminente autoridade, a qual o STF e a SCO pedem encarecidas desculpas. A SCO também pede desculpas aos seguidores da página do Supremo no Twitter, pois os comentários em nada, direta ou indiretamente, refletem os pensamentos desta Corte Suprema e informa que já foram tomadas as medidas administrativas cabíveis.”

Twitter do STF pergunta quando Sarney vai pendurar chuteiras

A publicação já foi apagada. “Ouvi por aí: ‘agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?'”, dizia o post.

Eleito três vezes o melhor jogador do mundo, Ronaldo, 34, confirmou ontem sua aposentadoria. O anúncio oficial aconteceu no Centro de Treinamento do Corinthians, mas, segundo o agora ex-atacante, a decisão foi tomada na última quinta-feira.

Na ocasião, Ronaldo aproveitou para falar que há quatro anos tem uma doença que prejudica a sua briga com a balança, o hipotiroidismo.

  Reprodução  


A SEGURANÇA CARIOCA É UMA ZONA…DELEGADO GERAL TENTOU FECHAR A DRACO ( DEPARTAMENTO PARTICULAR DO SECRETÁRIO )…FOI GUILHOTINADO…LÁ O SECRETÁRIO CORRE COM A PF: NÃO QUER CONCORRENTES!” 22

15/02/2011 – 13h07

Chefe da Polícia Civil do Rio deixa o cargo após operação da PF

DO RIO

Atualizado às 13h30.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça-feira. A saída do delegado foi definida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Chefe de polícia do Rio diz que há indício de corrupção na Draco
Delegado diz que vistoria em delegacia é constrangimento
Ex-subchefe da polícia é transferido para Bangu 8
Associação de delegados critica operação da PF no Rio

Segundo nota emitida pela secretaria, os dois concluíram que a saída de Turnowski era a mais adequada para “preservar o bom funcionamento das instituições”.

A posição de Turnowski à frente da Polícia Civil ficou desgastada após a operação Guilhotina, desencadeada pela PF (Polícia Federal), e que prendeu dezenas de policiais ligados a traficantes e milícias. O principal preso na operação, o delegado Carlos Oliveira, foi, até agosto do ano passado, subchefe de Polícia Civil. Há anos, é apontado como braço-direito de Turnowski.

Após a operação ser deflagrada, Beltrame chegou a afirmar que Turnowski tinha sua confiança. “O doutor Allan goza da minha confiança. Como chefe da instituição tem algumas informações a prestar. Não vou fazer juízos de valor”, afirmou Beltrame

Ontem, Turnowski decidiu fechar a Draco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado), alegando ter recebido carta anônima com denúncias de corrupção, e que investigaria a delegacia.

A Draco é chefiado pelo delegado Cláudio Ferraz, ligado a Beltrame e desafeto de Turnowski. Ferraz admitiu que contribui para a PF durante a operação Guilhotina.

Em nota, Turnowski agradeceu ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e a Beltrame pelo tempo em que comandou a Polícia Civil. “Tenho certeza que esta é a melhor decisão para o momento”, afirmou ele.

  Vanor Correia/Divulgação  
O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça, após operação que prendeu policiais
O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça, após operação que prendeu policiais

OLHA A CENSURA AÍ!…ESTADÃO INSINUA QUE DESEMBARGADORES VENDEM SENTENÇAS TAL COMO JORNAL VENDE NOTÍCIAS 6

Caro Dr. Guerra, como o Sr. sempre anuncia, veja a reportagem do ESTADÃO de hoje: (mas, acho que se fosse relativo ao PSDB.. de SP eles não publicariam…):

Censura aos meios de comunicação no ano passado pode ter sido comprada
Desembargador de Tocantins que decidiu pela proibição da publicação de notícias citando governador é investigado pela PF
14 de fevereiro de 2011 | 18h 38
Felipe Recondo, da Agência Estado
BRASÍLIA – A censura imposta ao Estado e mais 83 meios de comunicação em setembro do ano passado pelo desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), pode ter sido comprada. Ofício encaminhado pela Polícia Federal no ano passado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela a existência de indícios de “comércio de decisões judiciais”, inclusive no caso da “censura dos meios de comunicação”.
A liminar, concedida às vésperas das eleições do ano passado, impedia a publicação de notícias sobre a investigação do Ministério Público de São Paulo que citava o então governador Carlos Gaguim (PMDB) como integrante de organização criminosa montada para supostamente fraudar licitações. A decisão impedia também a publicação de dados sobre o lobista Maurício Manduca. Aliado e amigo do então governador, Manduca foi preso no ano passado. A censura atingiu 8 jornais, 11 emissoras de TV, 5 sites, 40 rádios comunitárias e 20 comerciais. Se a decisão fosse descumprida, seria aplicada multa diária de R$ 10 mil.
Os indícios de venda dessa decisão e de pelo menos mais outras seis sentenças levaram o ministro João Otávio de Noronha, do STJ, a autorizar a PF a grampear os telefones de Póvoa e do vice-presidente do Tribunal de Justiça de Tocantins, Carlos Luiz de Souza. A investigação acabou por reforçar os indícios da venda de decisões no TJ, em especial para a liberação célere de precatórios milionários, e acabou por chegar também à presidente do tribunal, Willmara Leila de Almeida.
Esses indícios poderão se tornar provas quando a PF receber dados obtidos com a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Será possível, com isso, identificar se os desembargadores receberam um porcentual do valor dos precatórios como forma de agilizar a liberação dos recursos.
Para não atrapalhar as investigações e prejudicar a imagem do Judiciário, a Corte Especial do STJ determinou, em dezembro passado, o afastamento por 180 dias dos três desembargadores. Todos foram também proibidos de entrar nos prédios do TJ e do Tribunal Regional Eleitoral para não atrapalhar as investigações.
A Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva de Liberato Póvoa e Carlos Souza. Os investigadores argumentavam que o suposto esquema de negociação de sentenças ocorria desde 2007 e que os investigados, conforme mostravam as interceptações telefônicas, continuavam a manter contatos frequentes. Mas Noronha avaliou não haver provas suficientes do suposto esquema que envolveria, além dos desembargadores, advogados e assessores do tribunal.
“É certo que os fatos que estão sendo investigados pela Polícia Federal são de extrema gravidade, mas, até o momento, as provas obtidas apenas indicam eventual participação dos desembargadores nas negociações de decisões judiciais, não havendo sido definido se o grupo formado pelos advogados está apenas explorando o prestígio alheio”, afirmou Noronha em seu voto, publicado no final da semana passada. “Contudo, se por um lado, os elementos até então não são suficientes a ensejar o decreto de prisão, por outro, não se pode olvidar que dão notícias de situação que, se ocorrente, abala a estrutura do Poder Judiciário”, acrescentou.

“O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal”, declarou o desembargador Henrique Calandra 20

MP investiga bens de ex-presidente do TJ-SP

14 de fevereiro de 2011 | 9h 53

AE – Agência Estado

O Ministério Público (MP) rastreia denúncia de suposto enriquecimento ilícito e tráfico de influência envolvendo o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Antonio Carlos Viana Santos, que morreu em 26 de janeiro, aos 68 anos. Viana teria adquirido, nos últimos meses de sua vida, bens em valores muito superiores aos seus rendimentos como magistrado – com 42 anos de carreira, o seu contracheque alcançava R$ 30 mil, valor bruto, incluídos quinquênios e outros benefícios da toga. O orçamento era reforçado ainda com uma aposentadoria de professor.

A investigação se baseia em denúncia que preenche 11 páginas – cópias chegaram à Polícia Federal (PF), Receita, TJ e MP dez dias antes de Viana morrer. O relato, de uma pessoa que se identifica como “pecuarista e ex-prefeito”, aponta dados sobre a evolução patrimonial do desembargador. O MP abriu procedimento preparatório de inquérito civil – no âmbito penal, em caso de morte do investigado, a punibilidade fica extinta; mas, no aspecto civil, providências podem ser tomadas para identificar beneficiários.

Um item do acervo é o Porsche Cayenne preto, ano 2011, placas EBM-7373, que Viana adquiriu em dezembro. Ele transferiu o carro, avaliado em R$ 340 mil, para o nome de Maria Luiza Pereira Viana Santos, sua mulher, em 7 de janeiro. Outros itens apontados são dois imóveis, nos Jardins, um deles na Rua José Maria Lisboa, de R$ 1,4 milhão. Viana foi encontrado morto em sua casa, vítima provavelmente de enfarte agudo do miocárdio. A polícia investiga a morte. Depoimentos indicam graves desavenças familiares.

Defesa

“O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal”, declarou o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). “Dar curso a uma denúncia anônima é agredir a memória de um magistrado altruísta e exemplar.” Calandra considera crucial um detalhe. “(Viana) registrou formalmente o que adquiriu. Se tivesse feito alguma falcatrua, iria declarar em registro público a aquisição de bem ilícito? Se colocou em seu próprio nome é porque agiu, como sempre fez em toda a sua vida e carreira, de forma transparente e honesta.”

“Viana era um homem muito puro, sua vida era a magistratura”, diz o advogado Antonio Carlos Meccia, amigo desde os tempos de faculdade. “A rivalidade entre nós só existia na prática esportiva, ele fazia a São Francisco, eu a Católica.” Meccia desconhece a denúncia. Ele afirma: “Viana era um homem muito idôneo, nada há que possa desabonar sua conduta. Ele sempre foi muito preocupado com o tribunal. Não chegou por acaso à presidência.”

Sobre o Porsche, o advogado disse: “Que eu saiba foi comprado com honorários da mulher dele, não tenho dúvida.” A advogada Maria Luiza Pereira Viana Santos, viúva de Viana, não retornou ligações da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

SÃO JOBIM: Tem que prender mesmo e botar na cadeia, fazer o processo necessário 13

Jobim defende prisão de policiais corruptos no Rio

15 fevereiro


MARINA GUIMARÃES – Agência Estado

O ministro de Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje a prisão de policiais acusados de corrupção durante operações em favelas no Rio de Janeiro. “Tem que prender mesmo e botar na cadeia, fazer o processo necessário. Isso mostra que essas operações visam também à identificação de problemas internos nas polícias, isso é importante que se faça”, afirmou o ministro, em entrevista à imprensa brasileira em Buenos Aires, na Argentina.
Jobim sugeriu que os inquéritos sejam rigorosos, “principalmente que sejam públicos, transparentes”. Também opinou que a utilização do Exército em operações como as do Rio não deveria ser repetida em outros Estados. “Espero que não sejam (repetidas) porque a função do Exército e das Forças Armadas, nesse caso, é meramente subsidiária, quando há uma impossibilidade, uma dificuldade, uma deficiência dos meios policiais para tanto”, disse Jobim.
O ministro qualificou como “importante” a política que o Rio adotou de criar as unidades pacificadoras, que, segundo ele, deveriam ser ocupadas por novos policiais militares e não pelos antigos. “Eles estão formando essas unidades. É uma política importante porque traz gente nova e o Exército está colaborando. Mas não podemos transformar isso em uma atividade primária das Forças Armadas. São atividades secundárias e especialíssimas, em hipóteses muito especiais.”

COLETIVA DE IMPRENSA: remédios para o tratamento de câncer desviados da rede pública. 12

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Assessoria de Comunicação <imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 14 de fevereiro de 2011 14:06
Assunto: AVISO DE PAUTA: COLETIVA DE IMPRENSA
Para: dipol@flitparalisante.com

Caso não consiga visualizar, clique aqui
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

AVISO DE PAUTA: COLETIVA DE IMPRENSA

A Corregedoria Geral da Administração do Estado de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo apresentarão em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, às 15h, informações sobre operação realizada simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro que apreendeu remédios para o tratamento de câncer desviados da rede pública.

Evento: Coletiva de Imprensa
Data: Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Horário: 15h
Local: Delegacia de Saúde Pública (Av. São João, 1.247, São Paulo, SP)
Assessoria de Imprensa

(11) 2193-8520

www.saopaulo.sp.gov.br

Governo do Estado de São Paulo