LIÇÃO DE ESTADISMO – Aécio defende transparência de ações de homens públicos 42

Aécio defende transparência de ações de homens públicos

Gabriela Lara e Lucas Azevedo – AE


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou neste sábado, 02, que os homens públicos têm o dever de responder a questionamentos a seu respeito, sejam eles denúncias ou insinuações. “Devemos fazer isso com absoluta naturalidade”, disse em entrevista coletiva na capital gaúcha, antes de participar de comício ao lado da aspirante do PP ao governo do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos. “É o dever de quem está na política. Como também é dever trabalhar e lutar para que os esclarecimentos que são feitos sobre eles cheguem à população brasileira. É isso que eu tenho buscado fazer.”

Aécio não quis comentar o caso envolvendo o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara – afilhado político de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência. Por determinação da Justiça Eleitoral, o jornal Folha de S. Paulo publicou direito de resposta de Câmara sobre reportagem que mostrou suspeita de pagamento de propina em troca de apoio político ao PSB nas eleições pernambucanas. “Sou de uma tradição mineira que diz que determinação da Justiça se cumpre”, limitou-se a dizer.

Aécio afirmou que as tensões eleitorais existentes em um ambiente de campanha dão “uma dimensão maior aos fatos”. Perguntado sobre o pedido de abertura de inquérito criminal por parte da campanha de Dilma, para investigá-lo por supostos “atentados à segurança aérea” pelo uso dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, em Minas Gerais, ele disse que a denúncia deve ser desconsiderada.

“Todas as denúncias ou ações que o PT quiser impetrar serão respondidas por nós (PSDB) judicialmente. Essa não merece nem consideração de tão ridícula que é”, avaliou.

As pistas para aeronaves dos dois municípios mineiros foram usadas pelo presidenciável sem que elas tivessem autorização para pouso e decolagem homologada pela Agência Nacional Aviação Civil (Anac). A representação do PT pede apuração por suposto crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Os dois aeroportos ficam próximos de fazendas de familiares de Aécio. Esta semana, ele reconheceu que foi um “equívoco” ter usado os aeroportos sem a devida homologação por parte da Anac, mas garantiu a legalidade das obras.

Em Porto Alegre, o tucano voltou a defender a necessidade de melhorar a eficiência de órgãos como a Anac. “O que nós precisávamos é ter as agências reguladoras resgatadas em sua capacidade de gestão, para que obras ou processos de homologação, por exemplo, não demorem 3 anos ou outros 10 anos como demoram hoje”, afirmou. “Isso é resultado em parte da incapacidade de gestão do PT em todas as áreas.”

Pesquisas

Questionado sobre sua preocupação com os resultados das últimas pesquisas no RS, que mostraram que sua candidatura ainda não deslanchou – o Ibope aponta Dilma com 43% e Aécio com 23% -, o tucano minimizou a preocupação, dizendo que seu nome ainda é pouco conhecido.

“Há um grande nível de desconhecimento do candidato Aécio e suas propostas. Só quando começar a campanha na TV as pessoas vão conhecer”, disse. “Estamos crescendo em todas as cidades brasileiras, e a presidente (Dilma) ou está em estagnação ou em queda.”

Aécio afirmou que fará campanha nas ruas, “olhando para as pessoas”, ao contrário da presidente, que, segundo ele, está sitiada. “(Dilma) Não consegue fazer qualquer evento sem segurança.” A agenda de Aécio em Porto Alegre segue na tarde deste sábado. No ginásio Gigantinho, do Internacional, ele faz um comício a militantes na companhia de Ana Amélia Lemos.

Fonte: Estadao Conteudo

PT comprou a CPI do Senado para livrar a cara da Dilma – Aécio e Campos partem para o ataque pós-notícia de video 21

Aécio e Campos partem para o ataque pós-notícia de video

Erich Decat – AE


Os dois principais candidatos de oposição à presidente Dilma Rousseff aproveitaram a denúncia da revista Veja em sua edição deste final de semana na qual fala de um vídeo que mostra assessores da Petrobras relatando haver um jogo de cena na CPI do Senado que investiga irregularidades na estatal para retomar as críticas sobre a gestão da empresa durante o governo da petista. Os ataques haviam perdido força após decisão do Tribunal de Contas União (TCU) isentar Dilma de responsabilidade na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Em visita a Porto Alegre, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse que se trata de uma grave denúncia. “São denúncias de extrema gravidade, que envolvem senadores, servidores da Petrobras e da presidência. Se isso ocorreu é um enorme desrespeito”, afirmou. O coordenador jurídico da campanha tucana, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), declarou em nota que o partido irá nesta segunda-feira, 04, apresentar no Ministério Público, no Conselho de Ética do Senado Federal e nos departamentos disciplinares do Ministério das Relações Institucionais, da Petrobras e do Senado Federal, as representações necessárias para a responsabilização daqueles que estão envolvidos nessa farsa denunciada e comprovada pela imprensa nacional.

“Assistimos atônitos ao governo da Presidente Dilma fazendo uso de um dos mais importantes mecanismos de combate à corrupção no Brasil, as Comissões Parlamentares de Inquérito – CPIs, para tentar encobrir e esconder da Nação brasileira as irregularidades no governo e os prejuízos e atrasos causados ao país e aos brasileiros nos últimos onze anos e meio”, diz o texto. O partido vai também pedir mudança da Mesa Diretora da CPI.

No vídeo, o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, ligado a Graça Foster; o advogado da empresa Bruno Ferreira; e um terceiro personagem, ainda desconhecido, dizem que um assessor especial do Palácio do Planalto e assessores das lideranças do governo e do PT na Casa elaboraram perguntas para serem encaminhadas a parlamentares da base aliada na comissão. As questões teriam sido dirigidas à atual presidente da Petrobras, Graça Foster e ex-diretores da estatal.

Em campanha em Brotas (SP), Eduardo Campos (PSB) também tratou do assunto. “Pode fazer o media training que for, mas os resultados da Petrobras estão lá. A Petrobras perdeu metade do valor que tinha, está quatro vezes mais endividada, as encomendas sempre ficando para depois”, disse.

Em seguida, disse que a má gestão na Petrobras chega a gerar desemprego. “Vim agora de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde o estaleiro mandou para fora 12 mil pessoas porque atrasaram a encomenda para a Petrobras. Se (a empresa) estivesse sendo bem governada e bem dirigida será que estariam agora desempregadas? Então como é que um marketing, um treinamento, vai resolver isso?” (Colaborou Lucas Azevedo, de Porto Alegre)

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO cassa liminar que impedia a atuação do DENARC no aeroporto de Guarulhos 16

EMENTA
CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PROCESSO PENAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA DPU VISANDO QUE TODA E QUALQUER SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE E PESSOAS NACIONAIS OU ESTRANGEIRAS PRESAS EM FLAGRANTE NO INTERIOR, EXTERIOR OU IMEDIAÇÕES DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS/SP SEJAM APRESENTADAS À AUTORIDADE POLICIAL DA DPF DO REFERIDO AERÓDROMO, COM EXCLUSÃO DA ATUAÇÃO DOS AGENTES DO DENARC DA POLÍCIA CIVIL PAULISTA. AFASTADAS AS PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL E ILEGITIMIDADE AD CAUSAM DA DPU. MÉRITO: SENTENÇA REFORMADA; PEDIDOS INICIAIS IMPROCEDENTES; TUTELA ANTECIPADA REVOGADA.
1- No caso em análise, verifica-se que a discussão, apesar de se referir à abrangência da atuação policial (ligadas à esfera estadual e federal), não se enquadra na descrição legal de conflito entre a União e Estado, tampouco possui potencialidade lesiva capaz de gerar instabilidade no pacto federativo, ou mesmo interferir institucionalmente na administração a ponto de afetar as relações políticas entre União e Estado, de modo que não é caso de aplicação do art. 102, I, “f”, da Constituição Federal, não sendo competente a Corte Suprema para apreciar esta ação civil pública. Firmada a competência da Justiça Federal de Primeiro Grau.
2- Inegável a competência da Defensoria Pública da União para para propor ação em defesa de interesses difusos, ou mesmo homogêneos individuais, o que se aplica ao caso.
3- O primeiro fato que milita contra a pretensão veiculada pela Defensoria Pública da União na hipótese dos autos diz respeito à circunstância de que nem sempre é claro o limite que separa o tráfico nacional, de competência da autoridade policial civil, do tráfico internacional, de competência da Polícia Federal, o que impede, em casos tais, seja criada, aprioristicamente, uma regra para delimitar ou condicionar a atuação dessas duas forças policiais diante da dinâmica dos fatos de toda e qualquer investigação policial.
4- É de meridiana clareza que o local dos fatos – no caso, o Aeroporto Internacional de Guarulhos e seus arredores -, não é o melhor critério para divisar a atuação da Polícia Civil e da Polícia Federal, mesmo porque, a toda evidência, nem todo tráfico cometido no Aeroporto Internacional de Guarulhos e seus arredores será internacional, sabido que, no referido aeródromo, também operam voos regionais e interestaduais.
5- Nos termos do item 25.17 da Portaria n.º 941/2010-DG/DPF, de 25.02.2010, a circunscrição da delegacia de Polícia Federal situada no mencionado aeródromo é restrita ao complexo aeroportuário e, ademais, a condição de autoridade aeroportuária não atribui à Polícia Federal a exclusividade do múnus de investigar a prática de infrações penais ocorridas no interior do complexo aeroportuário de Guarulhos, haja vista que, ao dispor sobre as atribuições da aludida força policial, em momento algum a CF/88 conferiu-lhe o monopólio ou mesmo a exclusividade das funções de polícia investigativa.
6- A consumação de um crime num aeroporto não atrai, por si só, a competência da Justiça Federal. Em sendo assim, a prevalecer o entendimento da decisão recorrida, estar-se-á criando, por via transversa e contra legem, uma nova atribuição da Polícia Federal, qual seja, a de iniciar a persecução penal de crimes de competência da Justiça Estadual ocorridos nos aeroportos.
7- Muito embora decorra do art. 290, caput, do CPP a regra de que a autoridade competente para a lavratura do auto de prisão em flagrante é aquele que exerce suas funções no local em que foi efetuada a prisão, certo é que a não observância das normas administrativas que disciplinam a divisão de atribuição entre as diversas autoridades policiais não acarreta o reconhecimento de qualquer nulidade, máxime quando, em casos envolvendo o tráfico de entorpecentes, a condução do preso à sede do DENARC é feita em prol da própria investigação policial, que não termina com a prisão do investigado, porquanto demanda outras diligências complementares e sujeitas a conhecimentos técnicos específicos (p. ex. confecção de laudo de constatação etc.).
8- Indubitavelmente, em hipóteses tais, não há cogitar-se de nulidade passível de comprometer o auto de prisão em flagrante ou qualquer ato do inquérito policial, não só porque as autoridades policiais não exercem jurisdição – sendo, pois, descabido falar-se em incompetência -, como também por força do art. 561, I, do CPP, que se refere exclusivamente à incompetência do juiz como causa de invalidade de ato irregularmente praticado. Nesse sentido, pacífica é a jurisprudência do STJ, consoante se verifica dos HCs 30236-RJ, 32.319-PI, 16.406-MS e 11022-RJ e dos RHCs 9956-PR e 8342-MG, que, a esse respeito, conta com o beneplácito da doutrina.
9- Deveras, numa região como aquela envolvendo a metrópole paulistana, em que o alto grau de conurbação torna praticamente indivisíveis os municípios, não há cogitar-se que a condução do agente até a delegacia responsável pelas investigações situada numa cidade circunvizinha ao local dos fatos constitui alguma afronta ao Código de Processo Penal.
10- Em verdade, porque não há garantia constitucional do “delegado natural”, uma vez que a Constituição Federal não assegura o direito de ser investigado por determinada autoridade segundo regras rígidas de competência, a pretensão da Defensoria Pública da União levada a cabo nestes autos não se refere ao cumprimento desta ou daquela norma da Constituição Federal ou do Código de Processo Penal, ou deste ou daquele princípio da Administração Pública, mas visa implantar uma específica política de combate ao tráfico, que envolve a equalização de inúmeras variáveis, tais como a atuação da Polícia Federal e da Polícia Civil, o controle externo da atividade policial, qualidade de serviço público etc.
11- Assim, em virtude das múltiplas variáveis envolvidas, o caso concreto repudia a adoção de uma solução simplista, que priorize somente a legalidade ou os direitos dos investigados, e, por esta específica razão, demanda a análise de dados não trazidos aos autos, tais como a conveniência, oportunidade, riscos, benefícios, custos etc. da adoção da política de segurança pública proposta pela autora, bem como a participação de outros atores sociais além daqueles representados nos autos (União, Estado de São Paulo, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União), cuja presença seria essencial para legitimar eventual decisão favorável à pretensão vazada nestes autos.
12- Ausentes tais condições/elementos e não constatada flagrante ilegalidade a normas constitucionais, processuais ou a princípios regentes das atividades administrativas, a improcedência do pedido inicial é medida que se impõe.
13- Preliminares rejeitadas. Apelos da União, do Estado de São Paulo e do Ministério Público Federal providos para reformar a sentença recorrida e, por conseguinte, julgar improcedentes os pedidos veiculados na inicial, revogando a antecipação dos efeitos da tutela.

 

ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de incompetência da Justiça Federal de Primeiro Grau e da ilegitimidade ad causam da Defensoria Pública da União e, por maioria, dar provimento às apelações da União, do Estado de São Paulo e do Ministério Público Federal para reformar a sentença recorrida e, por conseguinte, julgar improcedentes os pedidos veiculados na inicial, revogando a antecipação dos efeitos da tutela, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.

 

São Paulo, 09 de junho de 2014.
PAULO FONTES
Desembargador Federal

https://flitparalisante.wordpress.com/2009/05/17/para-cada-flagrante-feito-pelo-denarc-deve-ser-paga-multa-de-r-40-mil/

SEGURANÇA PÚBLICA – Alerta! PT e PMDB é a parceria da falsidade com a mentira 77

Entre tantas outras , mais uma promessa que a presidente Dilma Rousseff (PT) fez durante a campanha eleitoral e não cumpriu.

Trata-se do comprometimento da petista e de seu vice Michel Temer ( PMDB ), com a aprovação da PEC 300, proposta de emenda constitucional que estabeleceria um piso salarial nacional para os policiais de todo o País.

O não cumprimento de tal promessa por parte do governo, gerou – no transcurso do mandato – reações da categoria. Tanto que sindicatos de policiais de todo o país promoveram reiteradas manifestações e  paralisações da Segurança Pública.

A revolta dos policiais brasileiros tem por motivação maior a mentira deslavada de  Dilma e Michel Temer  que , na campanha de 2010 , propuseram, como primeira medida, mandar o Congresso aprovar e a Presidente sancionar a PEC 300.

Em tempo algum, depois de eleita, Dilma permitiu que a Câmara [Federal] aprovasse tal Emenda Constitucional, deixando, assim, toda a massa de abnegados defensores da Segurança sem o amparo legal para melhoria salarial de suas atividades no Brasil.

Por outro lado, além de não garantir a liberdade de manifestação e o direito de greve dos policiais – como também sempre defendeu –  o maldito partido que se diz DOS TRABALHADORES , nos últimos anos , reprimiu com violência – mobilizando Polícia Federal ,  Exército e  Força Nacional – os movimentos paredistas das categorias.

Exemplo emblemático foi a descabida e muito suspeita prisão do vereador Marco Prisco (PSDB), líder classista , ex-policial militar e vereador de Salvador.

Nunca, em tempo algum da vida político-administrativa do país, ocorreu algo tão podre.

A pá de cal : aprovaram um remendo em vetusta lei sobre a aposentadoria dos policiais civis que – em vez de garantir direitos para uma categoria sujeita a condições especiais de trabalho  – apenas serviu para trazer prejuízos ainda maiores aos que labutaram e labutarão durante longos anos sob condições nefastas à saúde e integridade física.

Se não bastasse , esse maldito governo e seus sectários , inventaram cortinas de fumaça com as propostas de desmilitarização e carreira única.

Tudo falsidades e mentiras.

O lamentável  é perceber a inclinação de parcela de ingênuos policiais de todos os cantos do país inclinados a – mais uma vez – dar crédito ao PT e ao PMDB.

Policiais civis, os delegados hipotecaram irrestrito apoio a Geraldo Alckmin…Agora só falta vocês, deixem de ser do contra uma vez na vida! 91

Parabéns Dr.Guerra.

20 anos a gente batendo de frente com o psdb, tomamos um senhor nocaute com o Alckmin vencendo o mercadante no 1 turno….vamos ver de novo o Alckmin vencer no 1 turno e os policiais querem bater de frente.

Volto no que eu disse antes.

Vão fazer o que?

Juntar 12 pessoas no Masp? Juntar 4 pessoas na Alesp? Ver os delegados dobrarem seu salário em janeiro depois que o Alckmin entrou por telefone ao vivo na Adpesp???

Ninguém se ligou que os delegados já fecharam com o psdb?

E os operacionais vão ficar gritando contra quem e COM O APOIO DE QUEM?

Ta na hora de acordar e refazer o jogo.

Perdemos porra!!!! Da pra entender???

Temos antes das eleições uma única chance de pleitear algo e conseguir no papel……igual fizeram os delegados….mas não: “somos fodões, somos caçadores de tucanos”….

Eu odeio o psdb…….mas que Caralho a gente pode fazer???

Infelizmente a gente é muito mal representado por Sindicatos e assiciações…

Afirmo aqui: se o Dr.Guerra fosse presidente de algum sindicato de alguma carreira operacional no mínimo, no mínimo ele já teria conseguido uma equiparação com perito ou uma promoção de todos com menor tempo. Tem que saber fazer politica.

Agora os “puliças” acham que fazer politica é fazer charge contra o Governo em jornalzinho de papel e site.

Temos muito o que aprender.

Tudo ultrapassado…..aí só toma no cú mesmo.

___________________________________

Desde os bancos da ACADEPOL, como Delegado , assimilamos o cultural oposicionismo enraizado no órgão.

Na Polícia Civil vale a máxima dos Sem-nem:

“Se há Governo, eu sou do contra!”

Sem salário , nem representatividade; sem eira, nem beira.

Infelizmente, os policiais civis em geral não sabem perfilar com o governo e sua política.

Nos achamos imprescindíveis e autossuficientes.

Não somos humildes, no máximo fingimos subserviência “pelo bom viver”.

Não somos confiáveis, pois nem sequer nos comprometemos com os nossos companheiros de trabalho.

Boicotamos tudo e todos.

Resultado: encolhemos em todos os sentidos!

Órgão ou carreira que pretender reconhecimento deve ser fiel e leal; deve tomar partido.

No caso, tomar partido daquele que foi escolhido pela maioria para governar este estado.

A Polícia Civil já perdeu três anos e meio de governo Alckmin…

Quer perder os próximos quatro anos?

Se querem perder, eis a fórmula: PT e PMDB.

Envie perguntas sobre segurança pública para o candidato Aécio Neves, do PSDB…Entre outras questões, vamos cobrar do futuro presidente uma lei federal mais clara sobre os direitos previdenciários dos policiais civis 23

G1 realiza série de entrevistas com os candidatos à Presidência.
Questões podem ser enviadas em texto e em vídeo; saiba como.

Do G1, em São Paulo

Aécio Neves (Foto: Orlando Brito/Divulgação)
Aécio Neves (Foto: Orlando Brito/Divulgação)

O G1 realiza na segunda-feira (4) a segunda entrevista da série com os candidatos à Presidência da República. O entrevistado seráAécio Neves, do PSDB. A entrevista acontece às 11h, ao vivo.

O primeiro bloco será de perguntas dos internautas. Envie a sua, em texto ou vídeo, neste link: Pergunte ao candidato Aécio Neves

Para as colaborações em vídeo, não é necessário qualquer tipo de edição (veja vídeo ao final do texto com instruções).

As entrevistas terão duração de 40 minutos e serão divididas em três blocos. No primeiro, o candidato responderá a perguntas enviadas durante a semana pelos internautas, em texto ou vídeo. No segundo, a perguntas preparadas pela redação. No terceiro, além de responder novamente a questões dos internautas, desta vez enviadas durante o evento, o candidato também passará por uma espécie de “pinga-fogo”, em que será sabatinado e responderá apenas “sim” ou “não”.

Advogado pediu a reabertura de processo em que é suspeito de corrupção o ex-governador Fleury Filho, coordenador da campanha de Skaf 24

Advogado pede reabertura de processo em que é réu o ex-governador Fleury Filho, de SP

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Pedra no caminho – Com a morte de Orestes Quércia, o ex-governador e ex-deputado federal Luiz Antônio Fleury Filho aceitou convite de Michel Temer, vice-presidente da República, e voltou ao PMDB em agosto de 2011, quinze anos após deixar a legenda. Secretário de Segurança Pública no governo Quércia, seu padrinho político, Fleury Filho acabou derrotando Paulo Maluf, adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, apesar de ter começado a campanha eleitoral com desanimadores 3% de intenção de voto.

Como governador, Luiz Antônio Fleury incluiu no currículo a decisão de ordenar a invasão do Carandiru, extinto presídio localizado na Zona Norte da capital paulista. O massacre do Carandiru, como ficou conhecido o episódio, aconteceu em 2 de outubro de 1992 e terminou com 111 mortos oficiais. Anos mais tarde, a reportagem do ucho.info conversou com um carcereiro que estava de plantão no dia da invasão comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães (PM), que relatou que o número de mortos pode ter chegado a trezentos, pois na ocasião muitos corpos foram retirados do local em caminhões de lixo.

O mandato de Fleury Filho foi marcado por alguns episódios polêmicos, entre eles a decisão do Banco Central de intervir no Banespa, o maior banco estadual da época. Fora isso, Fleury foi acusado de envolvimento com a construção irregular da sede da Eletropaulo, obra que de acordo com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) causou prejuízo equivalente a US$ 70 milhões, em valores da época.

Contundo, um escândalo que misteriosamente saiu de cena pode voltar à baila a qualquer momento. Certa feita, o diretor de projetos e obras do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Marco Antonio Sanná, dirigiu-se ao Palácio dos Bandeirantes para denunciar irregularidades que constatou na reforma de três aeroportos: São José do Rio Preto (cidade natal do então governador), Ribeirão Preto e Araçatuba.

Na ocasião, Sanná foi recebido pelo irmão do governador e dublê de secretário, Frederico Pinto Ferreira Coelho Neto, o Lilico, mas cinco meses depois da denúncia foi surpreendido com a demissão. Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Marco Antonio Sanná confidenciou que Fleury Filho e Lilico teriam recebido, a título de propina, o equivalente a 3% do valor total das obras.

Um processo contra Sanná foi aberto na Justiça logo em seguida, mas até hoje são desconhecidos os motivos que deram ao caso solução tão célere. Vale lembrar que de 1983 a 1987 Fleury Filho atuou no Ministério Púbico como promotor.

O processo em que Fleury Filho e seu irmão eram réus já prescreveu de acordo com a lei, mas o ressarcimento do valor que consta da denúncia feita por Marco Antonio Sanná é passível de ação de devolução em qualquer tempo. O advogado paulista Edward de Mattos Vaz ingressou recentemente na Justiça com pedido de desarquivamento e reabertura do processo, o que pode ser uma ducha fria nas pretensões políticas do agora afilhado político de Michel Temer.

Fonte: Ucho

POLÍCIA CIVIL DA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO VIVE CRISE SEM PRECEDENTES EM SUA HISTÓRIA PELA FALTA DE FUNCIONÁRIOS 43

Sem título

Muito fala-se a respeito da situação da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Principalmente da falta de funcionários.Ocorre que determinadas autoridades policiais, investidas de cargos de confiança, com intento de esconder da opinião publica o quadro precário que encontra-se a Polícia Civil, faltam com a verdade em falarem com a imprensa.
Afirmam, que a falta de funcionários não é alarmante e que logo serão repostos os funcionários.
Veja as declarações do Diretor do Deinter 3 João Osinski:
” Dizer que não houve essa diminuição seria negar a realidade. O que é importante é que os funcionários trabalhem com comprometimento. Temos esse déficit, mas temos inúmero concursos públicos abertos para suprir as vagas. São 150 vagas para delegados, 1,8 mil para investigadores e escrivães. Será gente motivada entrando no nosso quandro” concluiu.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/01/bancos-tem-que-cooperar-diz-diretor-do-deinter-3-sobre-explosoes-caixas.html
Porém, na contra mão do alegado pelo Diretor do Deinter 3, o delegado titular da Delegacia De Investigações Gerais de Ribeirão Preto, Dr. Ricardo Turra expede o memorando n° 48/2014, que em razão da falta de Escrivães naquela unidade, ” toda e qualquer ocorrência que venha necessitar de intervenção do Escrivão de Polícia, deverá ser comunicada a chefia do Escrivães,a qual agendará um horário para atendimento, visando otimização dos trabalhos”. Ou seja, os investigadores deverão agendar as suas investigações e, principalmente, a prisão em flagrante. Desta forma, seria muito salutar se o Governador do Estado de São Paulo, pudesse montar um setor no Poupatempo, para que os criminosos fizessem o pré-agendamento dos crimes e assim fossem otimizadas as atividades de polícia judiciária.
Diante deste quadro caótico que se encontra a Polícia do Estado de São Paulo, as escondidas da populção ribeirão pretana, o mesmo diretor irá “unificar” os DP’S ou melhor, irão “reorganizar”, a chamada “reengenharia”.
O 8°DP, o 1°DP e o 4°DP irão para um prédio único, na área do 4°DP na avenida Maurílio Biagi, cujo procedimento administrativo encontra-se em curso, porém será apenas implantado depois das eleições de outubro desse ano.
Isso ocorrerá, pois na verdade existe a falta de funcionários e a medida sendo impopular será efetivada apenas após as eleições deste ano.
Esta é a realidade da Polícia do Estado de São paulo em que os administradores lutam para esconderem da opinião pública.

pedrocardosocivil

As diferenças entre voto em branco e voto nulo 13

Diante da proximidade das eleições 2014, uma das questões mais comuns do eleitor é: “qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?”.

Publicado por Pragmatismo Político

As diferenas entre voto em branco e voto nulo

Nas eleições de outubro próximo serão escolhidos pelo voto popular o presidente que comandará o país de 2015 a 2018 e também os deputados estaduais, deputados federais, senadores e o governador de cada Estado. No Distrito Federal, as eleições contemplam a escolha dos deputados distritais e do governador.

Diante da proximidade das eleições, uma das dúvidas mais comuns do eleitor é sobre como vai votar.

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.

Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco

De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo

O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.

Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleicoes. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.

Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Aplicação nas eleições proporcionais

Já no que diz respeito às eleições proporcionais, utilizadas para os cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador, a situação muda e os votos nulos e brancos passam a interferir no resultado das eleições. É que para ser eleito a um desses cargos, o candidato precisa alcançar o quociente eleitoral, que é o índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo, obtido pela divisão do número de votos válidos (votos atribuídos aos candidatos ou à legenda) pelo de vagas a serem preenchidas. Desse modo, quanto maior for a quantidade de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será para o candidato conquistar a vaga.

É por esse motivo que muitas vezes um candidato obtém menos votos que outros e é eleito, puxado pela votação expressiva de outro candidato do partido ou pelos votos da legenda.

Assim, ao decidir votar nulo ou em branco, é importante que o eleitor esteja consciente dessas implicações.

– o 1º turno das Eleições 2014 ocorre no dia 5 de outubro e o 2º turno no dia 26 de outubro de 2014.

– de acordo com o Código Eleitoral, o voto é facultativo a maiores de 70 anos, aos maiores de 16 e menores de 18 anos e aos analfabetos.

– a exigência de maioria absoluta ocorre nas eleições para presidente, governador e prefeito de município com mais de 200 mil eleitores. Quando o candidato com maior número de votos não alcança a maioria absoluta é realizado o segundo turno das eleições entre os dois candidatos mais votados.

Fonte: Pragmatismo Político

Quem tem vergonha na cara não vota em Paulo Skaf; observem quem ele abraçou para alavancar sua campanha…Pobre coitado! 55

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Será que o patrimônio público dilapidado no governo Fleury  agora reaparecerá na campanha do Skaf ?

Quem será que está patrocinando a campanha de Ferreira Pinto, os empresários de segurança privada, o pessoal da 25 de Março ou a contravenção ?

F.P. diz para seu eleitorado que foi um caçador de corruptos, expurgando centenas de maus elementos dos quadros da Polícia Civil.

Os maus elementos que não lhe davam lucro, obviamente!

Enfim , diga com quem tu andas e eu direi quem tu és !

Pesquisa Ibope aponta reeleição de Alckmin no primeiro turno 46

O ESTADÃO

Redação

quarta-feira 30/07/14

Soma dos percentuais dos adversários atinge apenas 21% das intenções de voto, enquanto governador tem 50%

Daniel Bramatti

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 50% das intenções de voto e seria reeleito no primeiro turno se as eleições fossem realizadas hoje, segundo pesquisa Ibope divulgada pelo SP TV, da Rede Globo.

Em segundo lugar na corrida estadual está o candidato do PMDB, Paulo Skaf, com 11% das preferências. Já o petista Alexandre Padilha aparece com 5%. Os demais candidatos, somados, chegam a 5%.

Com isso, a soma dos porcentuais dos adversários de Alckmin atinge 21%, taxa insuficiente para levar a disputa para o segundo turno. Alckmin será reconduzido ao cargo já na primeira rodada da eleição se obtiver maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais do que a soma dos rivais.

O Ibope também entrevistou os eleitores sobre a avaliação que fazem do governo estadual. Para 40%, a administração de Alckmin é boa ou ótima. Outros 38% consideram o governo regular, e 19%, ruim ou péssimo.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 26 e 28 de julho, por encomenda da Rede Globo. Foram feitas 1.512 entrevistas em todas as regiões do Estado. A margem de erro máxima é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número SP-00013/2014 .

Skaf faz declaração de amor à PM e esquece dos policiais civis 37

Skaf se declara à PM de São Paulo, mas evita fazer promessa a oficiais:
Candidato a governador de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB) se declarou nesta quarta-feira (30) à Polícia Militar de São Paulo em evento com oficiais, mas evitou fazer promessas, embora tenha sido questionado a respeito e assistido a uma apresentação de meia hora com reivindicações que iam de reajuste salarial ao fim da Operação Delegada, conhecida como “bico oficial”.
Ao lado do candidato ao Senado Gilberto Kassab (DEM), Skaf foi recebido pela Coordenadoria de Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado (CERPM) em sua sede na zona norte de São Paulo. Ele ouviu a comparação do salário médio do PM paulista (R$ 3,4 mil) com o do Distrito Federal (R$ 5,2 mil) e a dimensão de oficiais para cada habitante. Enquanto em São Paulo ela é de um PM para 700 habitantes, na capital federal essa proporção é de um policial para 189 pessoas.

Obstáculo: Skaf é desconhecido para 80% dos eleitores de pequenas cidades paulistas

Durante uma apresentação de quase meia hora, Skaf ouviu críticas à Operação Delegada, que utiliza mão de obra de policiais em horário de folga. Segundo a CERPM, a elevada carga horária e a baixa remuneração comprometem o policial “física e psicologicamente”.

Depois dessa apresentação, Skaf foi convidado a falar. Apesar de ter sido perguntado duas vezes sobre suas propostas, ele preferiu não se comprometer com nenhuma demanda, apenas com a “valorização profissional”.
O candidato substituiu as promessas por uma declaração: “Se eu viesse com sonhos, sem realidade, seria uma enganação, mas podem contar que valorizo a PM e me orgulho muito dela”, afirmou: Vocês não precisam me convencer de nada. A Polícia Militar mora aqui do lado esquerdo”, completou, dando tapinhas sobre o peito.

Skaf também evitou criticar o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), função que coube ao deputado estadual Olímpio Gomes. “Quem é o maior adversário da população, o PCC ou o Geraldo Alckmin? Ele não cumpre o que assina.”

MATÉRIA DO IG DE HJ .

ESTE SE GANHAR É CHEQUE MATE NA POLICIA CIVIL .. AVISE A FAMÍLIA OS AMIGOS , OS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO, SAÚDE ,REPASSE AO MAXIMO DE ELEITOR POSSÍVEL , NÃO VAMOS ENTREGAR SÃO PAULO.

Pesquisa diz que 77,2% dos policiais são a favor da desmilitarização da PM 44

Fabiana Maranhão
Do UOL, em São Paulo

30/07/201411h09 > Atualizada 30/07/201412h16

  • Paulo Whitaker/Reuters – 20.jul.2012

    Policiais militares participam de cerimônia de formatura no centro de São PauloPoliciais militares participam de cerimônia de formatura no centro de São Paulo

Uma pesquisa feita com policiais de todo o país, lançada nesta quarta-feira (30) em São Paulo, revelou que a maioria diz ser a favor da desmilitarização da PM. Ainda segundo o estudo, um terço dos policiais brasileiros pensa em sair da corporação na qual trabalham.

O estudo foi realizado com 21.101 policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e peritos criminais de todos os Estados. Os profissionais foram ouvidos entre os dias 30 de junho e 18 de julho.

A pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública” foi promovida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pelo Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas da Fundação Getúlio Vargas e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Perguntados sobre a hierarquia policial, 77,2% dos entrevistados disseram não concordar que as polícias militares e os corpos de bombeiros militares sejam subordinados ao Exército, como forças auxiliares, demonstrando que são a favor da desmilitarização da PM.

“Se considerarmos apenas os policiais militares, 76,1% defendem o fim do vínculo com o Exército. O que é um sinal claro de que o Brasil precisa avançar na agenda da desmilitarização e reforma das forças de segurança”, afirma Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Conselho de Administração do fórum e pesquisador da FGV.

De acordo com a pesquisa, 53,4% discordam que os policiais militares sejam julgados pela Justiça Militar. Para 80,1% dos policiais, há muito rigor em questões internas e pouco rigor em assuntos que afetam a segurança pública.

Nova polícia

Mais da metade dos policiais (51,2%) afirmaram que as atuais carreiras policiais não são “adequadas” e deveriam mudar.

Eles deram suas opiniões sobre qual deveria ser o modelo da polícia brasileira: 27,1% deles sugeriram a criação de uma nova polícia “de caráter civil, com hierarquia e organizada em carreira única”; outros 21,86% apontaram como solução a unificação das polícias militares com as civis, “formando novas polícias estaduais integradas e civis”.

Dos entrevistados, 83,2% concordaram que os regimentos e códigos disciplinares precisam ser modernizados e adequados à Constituição Federal de 1988.

Insatisfação com a profissão

Os policiais também responderam questões ligadas às condições de trabalho. Segundo a pesquisa, 34,4% dos policiais afirmaram que pretendem sair da corporação “assim que surgir outra oportunidade profissional”. E 55,1% disseram que planejam se aposentar onde trabalham atualmente.

Perguntados se, caso pudessem escolher, optariam novamente pela carreira na sua corporação, 43,7% falaram que sim; 38,8% responderam que não.

Sobre as dificuldades que enfrentam na rotina de trabalho, mais de 80% deles citaram baixos salários, leis penais que consideram “inadequadas”, contingente policial insuficiente, falta de uma política de segurança pública e formação e treinamento insuficientes.

Polícia pelo mundo

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BRASIL – A polícia brasileira é dividida entre a militar, que é responsável pelo policiamento ostensivo, e a civil, que se encarrega das investigações dos crimes. As duas atuam nos Estados. O país também possui a Polícia Federal, de caráter civil e atuação nacional Ricardo Moraes/ Reuters

Perfil dos entrevistados

Dos policiais que participaram do projeto, mais da metade (52,9%) é da Polícia Militar. Outros 22% são da Polícia Civil. A maioria (63,5%) tem ensino superior completo ou especialização, e grande parte (44,4%) trabalha em média oito horas por dia.
Em relação à formação, 37,5% dos policiais tiveram de seis a 12 meses de aulas durante curso para ingressar na corporação; 34,2% tiveram de três a seis meses.
Sobre a renda mensal, 27,2% deles ganham de R$ 5.000 a R$ 10 mil; 26,2%, de R$ 2.000 a R$ 3.000; e 20,9%, de R$ 3.001 a R$ 4.000. O valor é líquido, incluindo os adicionais.
“Não obstante tecnicamente os dados não se constituírem em um retrato exato das opiniões de todos os policiais brasileiros, eles nos autorizam algumas análises e hipóteses exploratórias sobre reformas das polícias no Brasil e incentivam a participação destes profissionais na definição dos rumos de suas instituições”, diz texto da pesquisa.