Desafio à Magistratura: para cada bom Juiz há pelo menos nove advogados tão bem ou até mais capacitados dispostos a trabalhar por R$ 20.000,00 iniciais e alcançar o teto de R$ 45.000,00 no topo de carreira e aposentadoria 1

Para Cada Bom Juiz há Nove Bons Jovens Advogados tão bem e muitos até mais qualificados para fazer mais e melhor por muito menos.
Taxativamente, reitera-se , para cada bom Juiz há pelo menos nove advogados altamente capacitados e vocacionados , dispostos a trabalhar por R$ 20.000,00 iniciais e alcançar R$ 45.000,00 quando no topo de carreira e aposentadoria
Basta de certas mentiras, reiteradamente propaladas , para justificar ganhos imorais decorrentes de julgamentos em causa própria.
Conclamamos a  Magistratura a se dignar desenvolver uma ferramenta disponível aos jurisdicionados para que se possa  auditar o tempo dedicado pelos Srs. Juízes à leitura e elaboração de despachos, decisões e sentenças, bem como o tempo dedicado às audiências devidamente gravadas
A sociedade , certamente , descobrirá que muitos Brasil afora nem sequer trabalham muito mais do que 20 horas por semana.
Espero estar muito mal-informado!
Também é falaciosa a vetusta alegação de que não há bacharéis suficientemente preparados para duplicar e até triplicar o número de juízes no Brasil.
Dinheiro não falta!
O que se gasta com os chamdos “penduricalhos” indenizatórios é mais do que suficiente para a duplicação de cargos.
Verdadeiramente, há dezenas de milhares de bacharéis advogando bem-preparados e mais vocacionados do que aquela parcela dos juízes que aí estão ganhando por quatro, mas trabalhando por meio.
Idem se diga de promotores, procuradores, defensores e toda a elite de agentes públicos que se acham diferenciados e merecedores de privilégios.
Não se pode continuar com a esfarrapada falácia de que a excelência dos vencimentos do cargo é decorrente da escassez de talentos.
E que se os vencimentos não forem muito atraentes haverá evasão para a iniciativa privada.
Inverdade, a grande maioria caso deixasse a magistratura, na iniciativa privada não conquistariam remuneração equivalente.
Ademais, desde quando um Juiz por ter excesso de processos faz hora extra?
Vossas Excelências , casualmente, trabalham 14 horas por dia , e até  em fins de semana e feriados?
Vossas Excelências têm férias indeferidas por absoluta necessidade do serviço ano após ano?
E quantos dias por ano o Juiz  permanece no Fórum pelo menos 8 horas?
Quantos Juízes chegam antes das 13h00 e saem depois das 18h00?
Ah, de vez em quando tem o Juri !
Sim , mas a maioria dos julgamentos não se estendem madrugada adentro.
Certamente, o excesso de processos ( o acervo ) – aparentemente – só faz crescer o contracheque, pois a rotina de trabalho não é alterada.
Nem as preocupações!
A carga horária não é aumentada proporcionalmente ao “excesso”  de processos; aliás tudo é processo até uma simples precatória que nem sequer o juiz despacha o cumpra-se! 
Por que os setores de TI  não podem  desenvolver uma ferramenta de fácil acesso a qualquer cidadão para que seja auditado a frequência e o efetivo trabalho dos juízes , os quais deveriam ser submetidos a controle de ponto com sistema de biometria e filmagens ?
Sim, Juiz , segundo a nossa opinião, tem que bater ponto!
Independência funcional é para julgar , não para ser patrão de si mesmo…
Juiz é um servidor público dotado das irrenunciáveis vitaliciedade e inamovibilidade; garantias do cargo.
A qualificação como agente político foi invencionismo de um jurista corporativista.
Destacando-se, também, faltar transparência no Poder Judiciário .
Só há muitos processos acumulados por omissão e próprio interesse dos Tribunais
Quanto mais processos maior orçamento e maior verba para o fundo da Magistratura, fundo que , aparentemente , não está sendo utilizado para melhorias e aprimoramento do serviço.
E as custas, emolumentos, alteração de ofício do valor da causa com finalidade arrecadatória, deixa o acesso ao Poder Judiciário cada vez mais proibitivo.

Desafio (ou Desabafo) à Magistratura: Por Transparência, Eficiência e Equidade no Poder Judiciário

O Poder Judiciário, como guardião da Constituição e garantidor dos direitos fundamentais, deve pautar-se por transparência e prestação de contas à sociedade.

Contudo, há décadas, críticas estruturais sobre sua eficiência, gestão de processos e critérios de produtividade e elevada remuneração permanecem sem respostas concretas.

Este ensaio – desprovido de rigor jornalístico ou acadêmico, imoderado e pouco profundo –  entre outras questões, propõe um desafio à Magistratura brasileira: desenvolver uma ferramenta pública de auditoria do tempo efetivamente dedicado pelos juízes às suas funções, com base em tecnologia de informação (TI), e submeter-se a um debate franco sobre a necessidade de ampliação do número de magistrados e revisão de critérios de remuneração.

Será que Vossas Excelências não estão abusando de certos privilégios e se tornando como os verdadeiros “agentes políticos” , aqueles que roubam votos dos pobres e dos fanáticos para governar para os muito ricos se perpetuarem cada vez mais ricos?

Nesse aspecto, ou seja, quando se trata de cuidar dos próprios privilégios,  as carreiras jurídicas, especialmente a magistratura e MP , de fato, estão se assemelhando aos “agentes políticos”.

A Falácia da Escassez de Talentos e a Cultura do Segredo

O mito da “excelência pela escassez

A Magistratura sustenta que a limitação de vagas em concursos públicos decorre da necessidade de selecionar “os melhores”.

Essa narrativa, porém, ignora o paradoxo de que há mais de 1,3 milhão de advogados ativos no Brasil (OAB/2023), muitos dos quais possuem formação técnica e experiência prática superior à de juízes recém-empossados.

A reserva de mercado disfarçada sob o discurso da “excelência” serve para manter privilégios corporativos, não para garantir qualidade.

A realidade dos concursos: mérito ou sorte?

Estudo ou treinamento?

Cultura ou memória de papagaio?

Nas últimas décadas, até por força da industria dos cursos preparatórios e das centenas de manuais para provas , concursos como o da Magistratura priorizam muito mais a memorização de dogmas jurídicos, não habilidades práticas como gestão de processos ou mediação de conflitos e capacidade de resolução de questões do mundo real.

Assim, muitos bacharéis brilhantes, que atuam há anos em casos complexos, são excluídos por não se adequarem a um modelo arcaico de avaliação.

Pior: por sua origem humilde, cor da pele , não possuir nome pomposo de origem “tradicional” ou europeia .

Sem esquecer dos diplomas tipo o invejável “São Francisco” , muitas vezes que só servem para evidenciar a mediocridade do seu portador quando comparado àquele  bacharel diferenciado que superou as deficiências de um curso pouco competitivo.

Vagabundo ou barato, sob a ótica de filhinhos de papai que humilham bolsistas e cotistas!

Diga-se, Desembargador também humilha e menospreza cotista negro!

A alegação de que não há talentos para triplicar o número de juízes é insustentável: basta flexibilizar os critérios de ingresso sem renunciar ao rigor ético.

Remuneração vs. Mercado: Quem teme a competitividade?

Argumenta-se que os vencimentos atuais (média de R$ 80  mil/mês para juízes até em início de carreira ) são necessários para evitar a “debandada” para a iniciativa privada.

A realidade, porém, é que poucos magistrados deixariam a carreira para atuar como contratados ou como liberais, pois raramente alcançariam estabilidade, benefícios financeiros e poder simbólico equivalentes fora do serviço público.

Juízes que realmente se destacassem no mercado privado seriam exceções, não a regra.

Supersalários e a  Opacidade da Produtividade: Quantas Horas São Trabalhadas?

A ausência de métricas transparentes

Enquanto servidores públicos de outras esferas são submetidos a controle de ponto e metas, juízes operam em um vácuo de fiscalização.

Não há dados públicos sobre:

Tempo médio dedicado à análise de cada processo;

Número de horas semanais trabalhadas;

Compatibilidade entre a quantidade de processos julgados e a remuneração recebida;

A jornada de, no mínimo, 40 horas semanais.

Se juízes de primeira e segunda instância alegam sobrecarga, por que não há registros oficiais de horas extras, trabalho em finais de semana ou feriados?

A percepção social é a de que a lentidão processual é estratégica: quanto mais processos acumulados, maior o orçamento dos tribunais e dos fundos de custeio da Magistratura.

E ainda maiores os “penduricalhos” ( verbas indenizatórias ) livres de impostos.

Uma auditoria independente provavelmente revelaria que a carga horária real é incompatível com a remuneração.

E ninguém pode vender aquilo que não lhe pertence.

O  descanso é irrenunciável , pois o comprometimento da saúde do funcionário solapa a eficiência e acarreta gastos elevados ao Erário com licenças-saúde e aposentadorias precoces por invalidez .

O que não é o caso , pois não se sabe de Juiz com síndrome de burnout . 

O exemplo internacional

Inúmeros países há anos adotam sistemas transparentes de gestão processual com painéis públicos de produtividade judicia, inclusive!

Os  cidadãos podem verificar o status de cada processo, o tempo médio de análise e até comparar desempenhos entre juízes.

Por que o Brasil insiste no obscurantismo?

O patrão é o povo que paga muito caro por um serviço ruim!

E chega de explorar o cidadão com custas e emolumentos para engordar os fundos da magistratura, MP, Santa Casa e, perdão, até o diabo a quatro!

Lei tributária desonesta  muito mais do que imoral é extorsão a mão armada com um carimbo.

A Ferramenta de Transparência: Como Implementar?

Controle biométrico e gravação de atividades

Propõe-se a adoção de um sistema integrado com:

Biometria: Registro de entradas/saídas em cartórios e salas de audiência;

Gravação em tempo real: Audiências e sessões de julgamento transmitidas (com restrições dos casos sigilosos);

Painel de produtividade: Plataforma online mostrando, por juiz, o número de processos analisados, tempo médio por decisão e histórico de prazos.

Papel do Setor de Tecnologia dos Tribunais

O desenvolvimento dessa ferramenta de “fiscalização “é tecnicamente simples e econômico.

Tecnologias como blockchain (para segurança de registros), inteligência artificial (para análise de métricas) e cloud computing (para armazenamento de dados) já são usadas no setor privado.

E total proibição do “trabalho caseiro” ou o tal “home office”  com direito, como em certos casos , ao copo de uísque !

O obstáculo não é técnico, mas político.

Resposta aos argumentos contra a fiscalização.  

Ofensa à independência judicial: Transparência não se confunde com interferência. A independência é para decidir com base na lei, não para trabalhar sem supervisão.

Exposição à violência: Dados sensíveis (como horários exatos) podem ser restritos, mas o princípio da publicidade deve prevalecer.

Consequências da Auditoria: Mais Juízes, Menos Privilégios

Aumento do número de magistrados

Basta ao mito de que a  excelência de um cargo é inversamente proporcional à sua abundância!

Gênios iluminados não prestam concursos públicos.

Se a auditoria comprovar subutilização da força de trabalho atual, a solução será reduzir vencimentos e realocar recursos para contratar mais juízes.

Advogados capacitados, dispostos a ganhar R$ 20 mil iniciais (como propõe o texto), poderiam ser aprovados e nomeados via concurso simplificado ( sem a suspeitíssima prova oral ) e mais honesto no sentido de se aferir competência e compromisso.

Fim dessa indústria do congestionamento processual

Especialmente nos casos tendo a Fazenda Pública como autora ( uma ladra com a mão do Juiz ).

Com transparência, o orçamento deverá ser vinculado a resultados: redução de prazos, satisfação das partes e cumprimento de metas.

A justiça como serviço, não como castelo.

Um Judiciário transparente atrairia mais confiança da população.

Juízes que realmente trabalhem 40 horas semanais terão seu esforço reconhecido.

Os que se escondem atrás de privilégios deverão adotar nova postura ou punidos. 

A sociedade não tolera mais a hipocrisia de um Poder Judiciário – de se ver as recentes matérias da Folha de São Paulo – que cobra lealdade e agilidade dos cidadãos, mas se recusa a ser medido pela mesma régua.

A ferramenta de auditoria aqui proposta não é um ataque à Magistratura, mas um convite à sua reinvenção.

Se juízes realmente trabalham além do que imaginamos, a transparência será sua melhor defesa.

Caso contrário, provarão que a Justiça brasileira é, ela mesma, ré em um processo de improbidade contra a democracia.

Aos magistrados: O que vocês temem?

Se a excelência é real, abram as cortinas.

Se a produtividade é mérito, mostrem os números.

O Brasil aguarda.

Remate: deixem de ameaçar a imprensa.

O único ataque , em curso, é ao bolso do cidadão!

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2025/02/para-criticar-um-juiz-basta-deixa-lo-falar.shtml

Advertências:
É inegável que muitos juízes enfrentem uma carga excessiva de trabalho, lidando com processos complexos e prazos exíguos, e que se dediquem integralmente à sua função, muitas vezes sacrificando seu tempo pessoal e familiar.
A esses magistrados, que honram a toga e se esforçam para prestar um serviço de qualidade à sociedade, apresento minhas sinceras desculpas caso o texto possa causar qualquer tipo de constrangimento ou injustiça.
Reitero que o objetivo do “Desafio à Magistratura” – desafio no campo das ideias – é apenas fomentar um debate construtivo sobre a necessidade de aprimorar a eficiência, a transparência e a equidade no Poder Judiciário, fortalecer a democracia e garantir o acesso à justiça para todos os cidadãos.
As críticas apresentadas não se dirigem a magistrados que atuam com ética e profissionalismo, mas sim a um sistema que, na minha opinião, demasiadamente corporativista, elitista e por vezes segregador, carece de mecanismos de controle e transparência.

A Comarquinha Mais Cara do Mundo e o Cabaré do Coronel Luiz Flaviano Furtado 9

Justiça Militar: O Espetáculo do Cabaré Jurídico

Na arquitetura do poder, onde a lei deveria ser pedra angular, constatamos a transformação da Justiça Militar em palco de tragicomédias mafiosamente corporativistas.
O caso do coronel Luiz Flaviano Furtado – figura central de um esquema que embaralhou crimes, caça-níqueis e fardas – revela mais do que falhas pontuais: desnuda um sistema que coreografa punições como números de cabaré, onde a gravidade dos crimes dissolve-se como fumaça de tabaco barato.

Dinâmica da Organização e Papel de Furtado

A Operação Cabaré, deflagrada em janeiro de 2018 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Corregedoria da PM, desarticulou uma organização criminosa que operava há pelo menos cinco anos .

Furtado foi identificado como um dos líderes do esquema, utilizando sua autoridade para cooptar outros oficiais e praças.

Segundo o Ministério Público, ele atuou como intermediário entre donos de cassinos e policiais, negociando pagamentos para evitar fiscalizações e apreensões.

Em uma ligação telefônica interceptada, o coronel foi ouvido instruindo um subordinado a “deixar o negócio correr solto” em troca de vantagens financeiras.

Durante as buscas realizadas em 15 de janeiro de 2018, foram encontradas 1.054 máquinas caça-níqueis, das quais 15 foram apreendidas e as demais destruídas .

Na residência de Furtado, além de uma pistola Taurus .40 sem registro, os agentes localizaram US$ 30 mil (aproximadamente R$ 100 mil na época), numerario suspeito de ser fruto de lavagem de dinheiro das propinas recebidas dos casinos.  

A soma dos prejuízos causados ​​à quadrilha foi estimada em R$ 20 milhões, considerando o valor médio de R$ 25 mil por máquina e os lucros mensais dos estabelecimentos.

As primeiras investigações sobre Furtado ocorreram em 2013, quando denúncias anônimas apontaram sua participação em esquemas de corrupção também envolvendo outros policiais de baixa e alta patente.

Testemunhas protegidas disseram que o coronel atuava como “garantidor” de cassinos, assegurando que as operações não fossem perturbadas por ações policiais legítimas .

Em troca, recebia propinas que variavam conforme o volume de lucros dos estabelecimentos.

Lucros estimados em R$ 200 a R$ 250 milhões, no período de 2013 a 2018.

A Operação Cabaré não foi batizada por acaso.

Seus desdobramentos teatralizaram a essência do que se tornou a Justiça Castrense paulista: uma casa noturna onde regras se flexionam ao sabor dos cafetas , prostitutas e a clientela  (neste caso, a sociedade) que paga caro para viver ilusões de legalidade e segurança.  

O coronel Furtado, como D.J. de Funk proibidão , regia não apenas máquinas de apostas, mas um mecanismo perfeito de conversão de autoridade em moeda corrente.

Naquele janeiro de 2018, quando os folhetins escancarando a operação anunciavam o fechamento do “cassino PM”, o espetáculo parecia prometer moralização.

Parecia!

Apreensões de máquinas (1.054 unidades, sendo 15 preservadas como prova), dólares escondidos entre roupas íntimas (US$ 30 mil na residência do coronel), armas não registradas – todos os elementos para um dramalhão policial de final feliz.

Absurdidades Processuais

Enquanto os cidadãos marginalizados são  apanhados  pela PM e levados a prisão por furto de pães, o coronel-desembargador de si mesmo dançava bolero com a legislação.

Sua primeira audiência de custódia foi exercício de prestidigitação jurídica: preso em flagrante por porte ilegal (art. 14 do Estatuto do Desarmamento), escorregou das mãos da Justiça como água entre dedos.

O Tribunal de Justiça Militar (TJM-SP), em movimento coreografado, aceitou a tese defensiva de que “uma única ligação telefônica” não sustentaria acusação de crime organizado.

Nem mesmo uma pequena prevaricação !

A sentença final – nove dias de permanência disciplinar por lingujar impróprio – equivaleria, em termos de proporcionalidade, a multar em R$ 10,00 quem roubou milhões.

Mantiveram-lhe a aposentadoria dourada (R$ 36.100,00 ) e a patente, como honrarias.

E mesa cativa no clube dos oficiais!

Enquanto isso, um soldado raso por uma infração disciplinar sem a menor relevância pode sofrer pena de 30 dias de prisão.

A mensagem é clara: no cabaré da Justiça Militar, os estrelados donos espetáculo têm todas as regalias artísticas.

O Coro dos Inconformados

Enquanto o coronel recebia tapinhas nas costas por “bom comportamento”, seus subordinados diretos no esquema enfrentavam destinos diversos.

Com a devida vênia: Sifu!

Já os donos de cassinos, civis sem farda-protetora, foram apodrecer em celas comuns.

Até a arma apreendida ganhou tratamento VIP: registrado posteriormente como “bem público ( não seria posse ilegal de armamento registro em concurso com peculato ? ) enquanto adolescentes periféricos são encarcerados por portar estilingues.

A plateia deste teatro absurdo, porcamente representada pelo Ministério Público Militar ( que nunca recorre ) , berrava nos corredores contra a “injustiça tremenda”, mas suas vozes  perdiam-se na acústica projetada para abafar gemidos reveladores da descarada cupidez.

O Encenador que Virou Plateia

Sete anos após o auge do escândalo, Furtado , retornando aos pasquins policiais, tornou-se ator  de sua própria farsa.

Enquanto escrevo estas linhas (23/02/2025), o coronel bem aposentado deve estar feliz e tranquilo contando estórias de integridade , patriotismo e amor pela justiça patronal ( a que lhe deu indulgências )  a netos e bisnetos.

Servir e enriquecer!

Seu caso, longe de ser aberração, revela padrão:  a grande maioria de processos por corrupção na PM-SP não dão em nada; quando muito resultam em penas administrativas leves.

Só é punido por corrupção quem não sabe fazer direito e ainda não divide!

Verdadeiramente, lá na Comarquinha mais cara do mundo até estupro no banco traseiro de viatura vira crime impossível e a vítima é tratada como vagabunda do PCC!

A integridade é tamanha que Juiz auditor se dá ao direito de debochadamente se refestelar em banquetes com advogados de réus.

Absolvição certa !

Assim, a verdadeira operação Cabaré continua em cartaz.

Enquanto isso, nas periferias, o verdadeiro jogo de vida ou morte segue legal ; sem proteção e violência redobrada das fardas.

O espetáculo deve continuar, mas a plateia já sabe: enquanto a Justiça Militar for feita de cabaré, a segurança pública será um tango paraguaio mal ensaiado.

A Falsa Redenção : Aposentados e o Discurso Enganoso do Subsídio Único 2

A proposta de alterar a composição dos direitos  pecuniários dos policiais civis, extinguindo-se  os adicionais consolidados, como quinquênios e sexta-parte, adicionais e eventuais gratificações indenizatórias , por um subsídio em parcela única, tem sido defendida por um grupo específico de delegados aposentados como uma “redenção” para a categoria policial.

Redenção para esses “ingênuos” ofertada pelo pai Tarcísio.

No entanto, essa narrativa nem sequer resiste a uma análise superficial.

Trata-se de um discurso enganoso, que mascara interesses egoístas e ignora as reais consequências para os policiais que ainda estão em atividade. 

O Discurso dos Aposentados: Uma Falsa Redenção

Os delegados aposentados ( de um seleto grupo fechado ) que hoje defendem o subsídio único são os mesmos que, durante décadas, usufruíram dos benefícios que agora buscam extinguir.

Quinquênios, sexta-parte e gratificações pelo exercício de funções cumulativas, perigosas e complexas foram parte integrante de suas remunerações.

Agora, livres das responsabilidades cotidianas da profissão, propagam a ideia de que o subsídio é uma solução moderna e eficiente. 

Tendo como paradigma a falsa premissa de que noutros estados os policiais civis, principalmente os delegados, são melhor remunerados em razão da implementação dos subsídios .

Mentira!

São mais bem remunerados por serem melhor qualificados , mais unidos e bem dirigidos e representados.

Essa “redenção” em São Paulo é uma ilusão.

Entretando, para os aposentados a extinção dos adicionais não faz nenhuma diferença, pois já não têm direito a esses benefícios.

Seus vencimentos estão consolidados e  blindados pela paridade contra mudanças futuras.

Para eles, o subsídio  não afeta suas aposentadorias integrais.

Podendo até, incialmente , ser vantajoso.  

Os Impactos Reais para os Policiais em Atividade

Enquanto aposentados , de regra, desfrutam de estabilidade financeira, os policiais em atividade enfrentarão um futuro desolador com a implementação do subsídio único.

A substituição dos adicionais por uma parcela fixa significa: 

Perda de direitos adquiridos: Quinquênios e sexta-parte são conquistas históricas que reconhecem o tempo de serviço e a dedicação à carreira. 

Congelamento salarial: Sem reajustes anuais e progressivos, o poder de compra dos policiais será drasticamente reduzido ao longo dos anos, especialmente em um cenário de inflação; ainda que baixa. 

Desmotivação e êxodo: A desvalorização remuneratória levará à migração para outras carreiras, agravando a já crítica falta de efetivos na Polícia Civil. 

Para os jovens policiais, que ainda têm décadas de serviço pela frente, o subsídio único é uma sentença de morte para a progressão salarial.

Um delegado que ingressou há 10 anos receberia o mesmo salário de um novato, como se todos os anos de dedicação, riscos acumulados e noites sem dormir valessem menos que um discurso populista de “eficiência administrativa”. 

A Hipocrisia dos Aposentados

Muitos desses aposentados que defendem os subsídios e a “política Tarcisista” , já distantes dos desafios cotidianos da profissão, não sentem o impacto das mudanças que defendem.

Ademais , muitos muito ricos!

Não perguntem como…

Enquanto os policiais ativos discutem a erosão salarial causada pela inflação e pela falta de reajustes, grande parcela dos aposentados desfruta de uma estabilidade financeira que lhes permite ignorar as lutas daqueles que ainda estão na linha de frente. 

Resistir à Falsa Redenção

A verdadeira modernização da administração pública não se faz cortando direitos, mas garantindo transparência e equidade.

Se o governo deseja simplificar  e estabilizar a folha de pagamento, que o faça mediante diálogo com as categorias, preservando direitos constitucionais e o valor real dos proventos através de cláusulas de revisão automática vinculadas à inflação. 

Não podemos permitir que o Governo apoiado pelos interesses egoístas de um grupo minoritário de aposentados prevaleça sobre os direitos dos policiais que ainda têm uma carreira pela frente.

A sociedade paulista não pode pagar o preço de uma polícia desmotivada e subvalorizada. 

É hora de resistir à falsa redenção salarial  oferecida pelo subsídio único.

Quem cala diante de um golpe, compactua com ele.

E nenhum verdadeiro policial civil se conforma com a própria humilhação.

Fanatismo Bolsonarista na Polícia Civil de São Paulo – Assassinos e Torturadores Ainda Estão Aqui 8

O fenômeno do fanatismo bolsonarista não se restringe à polícia, mas reflete uma tendência mais ampla da sociedade brasileira, marcada pela polarização política e pela ascensão de discursos extremistas. No caso dos delegados de polícia, essa adesão fanática pode ser compreendida como uma adesão ao antipetismo, um dos pilares centrais do bolsonarismo. Muitos delegados, movidos por motivos ideológicos ou por uma visão maniqueísta da política, acabam abraçando narrativas simplistas que dividem o mundo entre “nós” (defensores da ordem, da família e dos “bons costumes”) e “eles” (esquerdistas, corruptos e inimigos da pátria). Essa visão binária, ao ignorar nuances, contribui para o empobrecimento intelectual, desencorajando o pensamento crítico e a reflexão.

Fanatismo Bolsonarista na Polícia Civil de São Paulo: Autoritarismo, Negacionismo e a Crise de Legitimidade Institucional

A ascensão do bolsonarismo como fenômeno político-cultural não se limitou aos discursos públicos ou às redes sociais: infiltrou-se nas estruturas do Estado, contaminando setores estratégicos, como a Polícia Civil de São Paulo.

Delegados identificados com essa ideologia, além de carregarem um passado sombrio, adotam práticas autoritárias, negacionismo histórico e promovem ataques sistemáticos a colegas rotulados como “esquerdalha”, revelando uma manipulação ética e intelectual incompatível com os princípios de uma carreira jurídica.

Essa postura, longe de ser mera idiossincrasia individual, está enraizada em uma cultura institucional marcada pelo saudosismo da ditadura militar e pela instrumentalização política do antipetismo.

O resultado é uma corporação dividida, onde o fanatismo ideológico compromete a imparcialidade do trabalho policial e corrói a confiança pública.

A referência ao saudosismo da ditadura militar é um ponto crucial. Durante o regime militar (1964-1985), as polícias civis e militares foram instrumentalizadas como braços repressivos do Estado, atuando na perseguição, tortura e eliminação de opositores.

Esse período deixou marcas profundas na cultura policial, especialmente em São Paulo, onde o Esquadrão da Morte ganhou notoriedade.

Para muitos delegados e policiais (alguns dos quais foram torturadores e executores) que se identificam com o bolsonarismo, a ditadura é vista como um período de “ordem e progresso”, em contraste com a suposta “desordem” da democracia.

Esse saudosismo não apenas revela uma visão distorcida da história, mas também uma nostalgia por um tempo em que a violência estatal era legitimada e a autoridade policial não era questionada.

Delegados identificados com o bolsonarismo frequentemente romantizam esse período, tratando a ditadura não como um regime de exceção, mas como uma “era de segurança e moralidade”.

Essa visão distorcida ignora documentos históricos que detalham a cumplicidade policial com esquadrões da morte e a perseguição a militantes.

Ao normalizar discursos que defendem a tortura, execuções sumárias e censura, esses delegados perpetuam uma cultura institucional que já deveria ter sido superada com a redemocratização.

O saudosismo autoritário se manifesta em discursos que glorificam figuras como os delegados Fleury e Romeu Tuma, entre centenas de outros que passaram por órgãos como a OBAN, o DEOPS e o DOI-Codi/SP, cujos métodos de tortura são reinterpretados como “ações heroicas” contra “inimigos internos”.

Essa narrativa revisionista não é ingênua: serve para legitimar práticas contemporâneas de intolerância dentro da corporação.

Quando delegados contemporâneos atacam colegas progressistas como “esquerdalhas”, estão reeditando a lógica maniqueísta da Guerra Fria, na qual qualquer crítica às estruturas de poder é interpretada como subversão.

A Negação do Conhecimento e a Falta de Caráter

Um dos aspectos mais preocupantes desse cenário é a negação do conhecimento por parte de delegados que, em tese, deveriam ser formados em Direito e comprometidos com a busca da verdade e da justiça.

A adesão a discursos claramente falsos ou distorcidos, como teorias da conspiração e fake news, revela uma contradição entre a formação acadêmica e a prática profissional.

Essa dissonância pode ser explicada, em parte, pelo viés ideológico que sobrepõe a razão e o conhecimento.

No entanto, também aponta para uma falta de caráter, já que esses profissionais escolhem repetir inverdades mesmo sabendo que são falsas, seja por conveniência, seja por lealdade a um grupo ou ideologia.

O Impacto na Carreira e na Polícia Civil

O fanatismo bolsonarista e o saudosismo da ditadura têm um impacto negativo não apenas nos indivíduos, mas também na instituição como um todo.

A carreira de Delegado de Polícia , que busca reconhecimento como uma carreira jurídica, acaba sendo associada a práticas autoritárias e a um discurso de ódio, o que mina sua credibilidade e legitimidade.

Além disso, a divisão interna entre delegados “bolsonaristas” e “esquerdistas” (ou simplesmente críticos do bolsonarismo) cria um ambiente de hostilidade e desconfiança, prejudicando o trabalho em equipe e a eficiência da instituição.

Guerreiros de Brancaleone: Tristes Figuras

A referência aos “Guerreiros de Brancaleone” é particularmente pertinente.

No filme italiano A Armada Brancaleone (1966), um grupo de cavaleiros medievais incompetentes e desorganizados se aventura em busca de glória, mas acaba sendo uma caricatura de si mesmo.

Da mesma forma, os delegados saudosistas da ditadura e fanáticos bolsonaristas podem ser vistos como figuras tristes, que se apegam a um passado idealizado e a um discurso vazio, mas que, no fundo, são incapazes de lidar com os desafios reais da sociedade contemporânea.

Eles são, em última análise, caricaturas de si mesmos, presos em uma visão ultrapassada e autoritária do mundo.

A Esperança de Mudança

Apesar do cenário desolador, é importante lembrar que nem todos os delegados de polícia se identificam com o fanatismo bolsonarista ou com o saudosismo da ditadura.

Há profissionais comprometidos com a ética, com a busca da verdade e com a defesa dos direitos humanos.

Esses delegados, muitas vezes silenciados ou marginalizados dentro da instituição, representam uma esperança de mudança.

Cabe à sociedade e às instituições democráticas apoiar e fortalecer esses profissionais, promovendo uma cultura de respeito, diálogo e pluralismo dentro da Polícia Civil.

Os Assassinos e Torturadores Ainda Estão Aqui

Enquanto o fanatismo bolsonarista for tratado como “opinião política” e não como risco institucional, a Polícia Civil permanecerá refém de uma agenda que a transforma em caricatura de si mesma – triste herdeira dos porões do DEOPS, agora disfarçada sob retórica digital e bravatas pseudopatriotas.

A democracia brasileira não sobreviverá a uma polícia que troca o código penal por manifestos do WhatsApp.

Autor: Rcg

Na Direção Certa do Golpismo Disfarçado: Mais uma Ameaça aos Direitos Históricos dos Policiais Civis sob o Governo Tarcísio de Freitas 12

“Artigo 129 – Ao servidor público estadual é assegurado o percebimento do adicional por tempo de serviço, concedido no mínimo por qüinqüênio, e vedada a sua limitação, em como a sexta-parte dos vencimentos integrais, concedida aos vinte anos de efetivo exercício, que se incorporarão aos vencimentos para todos os efeitos, observado o disposto no artigo 115, XVI, desta Constituição.”

A proposta do governador Tarcísio de Freitas de substituir adicionais consolidados, como quinquênios e sexta parte, por um subsídio em parcela única, representa não apenas um retrocesso nas conquistas trabalhistas dos policiais civis paulistas, mas uma estratégia de desmonte silencioso que beneficia exclusivamente o controle orçamentário do Estado, em detrimento da dignidade profissional e da justiça remuneratória. 

Contexto Histórico dos Adicionais e Sua Importância Econômica

Quinquênio: Reconhecimento por Tempo de Serviço 

O quinquênio, previsto no artigo 129 da Constituição Estadual de São Paulo, garante ao servidor público um adicional de 5% sobre os vencimentos integrais a cada cinco anos de efetivo exercício, podendo atingir até 35% após 35 anos de carreira.

Esse benefício não é um mero “extra”, mas uma correção salarial vitalícia que reconhece a experiência acumulada e a continuidade do serviço em uma profissão de alto risco.

A jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo reitera que o cálculo deve incidir sobre todas as parcelas permanentes da remuneração, excluindo apenas verbas eventuais. 

Sexta Parte: Direito Constitucional à Integralidade 

A sexta parte, equivalente a 1/6 dos vencimentos, é devida após 20 anos de serviço e incorpora-se definitivamente ao salário.

O STF já pacificou que sua base de cálculo deve abranger a totalidade dos proventos, conforme a Constituição Estadual.

Essa verba não é um benefício opcional, mas uma garantia contra a erosão salarial ao longo da carreira, especialmente relevante em categorias com baixa mobilidade vertical. 

A Proposta de Subsídio Único: Efeitos Práticos e Motivações Ocultas

Redução Camuflada de Direitos 

A substituição desses adicionais por um subsídio linear ignora a natureza cumulativa e progressiva dos direitos adquiridos. Por exemplo, um investigador de 3ª classe com 25 anos de serviço hoje recebe: 

Salário-base: R$ 5.000 
Quinquênios (5 períodos): 25% → R$ 1.250 
Sexta parte: R$ 833 
Total: R$ 7.083 

Com o subsídio único, mesmo que o valor inicial seja equivalente ao total atual, a ausência de reajustes progressivos ao longo dos anos congelará o poder de compra.

Em uma projeção inflacionária conservadora (3% ao ano), em uma década, o policial perderia 34% do valor real. 

Interesse Fiscal vs. Justiça Social 

A justificativa de “simplificação da folha de pagamento” [Decreto 68.538/2024] máscara o objetivo de conter gastos sem transparência.

Dados revelam que o estado economizaria R$ 2,3 bilhões anuais com a extinção desses adicionais.

( Obviamente, o governo jamais respeitará a data-base para reajustes gerais conforme os indices inflacionarios. )

No entanto, essa “eficiência” ignora o custo humano: 72% dos policiais civis paulistas dependem dessas verbas para cobrir despesas básicas, segundo pesquisa do Fórum Resiste PCSP. 

Consequências para a Política de Segurança Pública

Desmotivação e Êxodo de Servidores 

A Polícia Civil já enfrenta uma crise de efetivo, com 18% dos cargos vagos em 2025.

A desvalorização remuneratória agravará o problema, estimulando a migração para outras carreiras ou para a iniciativa privada.

O caso do Amazonas, onde o subsídio único levou a uma redução de 40% no ingresso de novos delegados entre 2022 e 2024, serve de alerta. 

Judicialização em Massa 

A história recente mostra que medidas similares resultaram em ondas de ações judiciais. Entre 2020 e 2024, o estado gastou R$ 480 milhões em indenizações retroativas por cálculos incorretos de sexta parte.

A proposta de Tarcísio, ao ferir direitos consolidados, criará um passivo trabalhista estimado em R$ 9 bilhões até 2030. 

Conclusão: Uma Reforma que Precisamos Evitar

A verdadeira modernização da administração pública não se faz cortando direitos, mas garantindo transparência e equidade.

Se o governo deseja simplificar a folha de pagamento, que o faça mediante diálogo com as categorias, preservando o valor real dos proventos através de cláusulas de revisão automática vinculadas à inflação.

O momento exige resistência organizada: as ruas, as tribunas legislativas e os tribunais devem ser palcos de defesa intransigente dos direitos conquistados a duras penas pelas forças de segurança.

A sociedade paulista não pode pagar o preço de uma polícia desmotivada e subvalorizada. 

Rcg

27 anos de cadeia é pouco para quem foi contra o isolamento receitando Cloroquina e contribuiu para a morte de dezenas de milhares de brasileiros…Golpista bom é golpista morto! 7

Kakay: Denúncia da PGR contra Bolsonaro é tecnicamente bem elaborada

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro é tecnicamente bem-feita.

Segundo o especialista, caso seja condenado, Bolsonaro pode enfrentar uma pena de pelo menos 27 anos de prisão.

A denúncia, que conta com 272 páginas, acusa Bolsonaro e outras 33 pessoas de crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Entre os denunciados estão ex-ministros como Braga Neto, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres e Augusto Heleno, além do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e ex-comandantes das Forças Armadas.

A PGR baseou sua acusação em uma série de evidências, incluindo:

Um discurso que seria lido por Bolsonaro após o suposto golpe, encontrado impresso em sua mesa na sede do PL.

Uma planilha intitulada “Desenho Op Luneta”, que detalhava as etapas de implementação do golpe de Estado.

Trocas de mensagens entre os investigados, revelando ataques coordenados ao sistema eleitoral.

Um grupo no aplicativo Signal que teria monitorado o ministro Alexandre de Moraes.

Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente da República é denunciado por tentativa de atacar o Estado Democrático de Direito.

O caso agora segue para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se aceita a denúncia, tornando Bolsonaro réu no processo.

A defesa do ex-presidente ainda não se pronunciou sobre as novas acusações.

O desenrolar deste caso promete manter-se como um dos principais temas políticos e jurídicos do país nos próximos meses.

Flit sem rebuço- Tarcísio aprofunda descompasso com Polícia Civil de SP ao privilegiar militares e negligenciar pautas da categoria …”Sem polícia judiciária forte, a democracia vira refém do cassetete” 8

A crise crescente na Polícia Civil de São Paulo sob o governo Tarcísio de Freitas, revela um cenário de desvalorização institucional sem precedentes por privilegiar militares; pela invasão de atribuições constitucionais pela PM e assimetria salarial . Os protestos públicos de fevereiro de 2025 e a polêmica em torno da nova Lei Orgânica da Polícia Civil evidenciam o acirramento das tensões entre o governo e a categoria, levantando preocupações sobre o futuro da polícia judiciária e seus impactos na segurança pública e na democracia paulista

A Polícia Civil paulista enfrenta um cenário de desvalorização institucional sem precedentes no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), com ações que vão da nomeação de militares para coordenar reformas internas à invasão de atribuições constitucionais por parte da PM.

O desgaste, que já levou a protestos públicos em fevereiro de 2025, expõe uma estratégia de enfraquecimento da polícia judiciária em favor do protagonismo das forças militares, segundo análise de documentos e depoimentos colhidos pela imprensa profissional.  

A crise atingiu novo patamar com a Resolução SSP-15/2025, que criou grupo de trabalho para atualizar a Lei Orgânica da Polícia Civil.

Inicialmente, a coordenação foi entregue ao coronel da PM Paulo Mauricio Maculevicius, chefe de gabinete do secretário de Segurança Guilherme Derrite (PL), em clara violação à autonomia da instituição.

Apesar da posterior substituição por  coronel da reserva do Exército, a decisão manteve a exclusão de representantes de carreiras da Polícia Civil, como investigadores e escrivães. 

Assimetria salarial e perda de espaço operacional 

Dados da Secretaria da Fazenda paulista revelam que, enquanto policiais militares tiveram reajustes de até 34,24% em 2024, as categorias civis ficaram limitadas a 24,64% – discrepância que se repete nos proventos de aposentadoria.

“É uma política deliberada de asfixia orçamentária”, acusa o delegado André Pereira, coordenador do Fórum Resiste PC-SP, lembrando que São Paulo ocupa a 15ª posição nacional em remuneração de Delegados de Polícia.  

A invasão de competências tornou-se sistêmica: em abril de 2024, a PM realizou sozinha a Operação Fim da Linha contra o PCC no transporte público, ignorando a prerrogativa constitucional da Polícia Civil para investigações.

“Quando a PM assume funções de inteligência policial, está rasgando o artigo 144 da Constituição”, critica a cientista política e investigadora Carla Martins, da USP, em referência à divisão legal de atribuições. 

Protestos e resistência institucional 

A gota d’água veio com a tentativa de incluir a PM no registro de termos circunstanciados – atividade exclusiva da Polícia Civil!

Por tudo, gerando protesto histórico no Largo São Francisco em 17/2/2025.

Com a presença do combativo deputado Delegado Palumbo.

O deputado Olim – alinhado ao governo – não compareceu, evidenciando desprezo pela Instituição ; que só possui interesse em indicar seus apadrinhados causadores de escândalos.

Mesmo com discurso moderado, o ato revelou o abismo entre o governo e a base: “Não queremos migalhas, mais respeito à nossa função de polícia judiciária”, declarou à plateia o deputado Paulo Reis (PT), ele próprio policial civil.

A insatisfação  ganhou mais corpo em razão do Comitê de Assessoramento Estratégico criado em fevereiro.

Das sete cadeiras, apenas uma é ocupada pelo delegado-geral da Polícia Civil, enquanto PM, Ministério Público e Defensoria dividem influência.

Diga-se, o Palácio do Governo é tão autoritário e ignorante das leis que convocou o Procurador Geral do Ministério Público como se fosse subordinado do Executivo.

Vexame e desgaste!

“É a militarização da segurança pública disfarçada de pluralismo”, denuncia o Sindicato dos Delegados . 

Câmeras corporais: o recuo tático de Tarcísio 

A pressão por transparência forçou o governador a rever sua oposição histórica às câmeras corporais.

Após ironizar o equipamento em 2024 (“não estou nem aí para a ONU”), Tarcísio anunciou em dezembro a ampliação do programa, mas com uma ressalva: as novas câmeras permitem acionamento remoto pela PM, não pela Polícia Civil.

“É controle unilateral: a PM grava quando quer, como quer”, alerta o investigador presidente da Associação dos Investigadores de São Paulo. 

O tema chegou ao STF em fevereiro, quando o ministro Luís Roberto Barroso exigiu explicações sobre o armazenamento de imagens.

Nas discussões, a Polícia Civil sequer foi consultada, conforme revelou o próprio governador em encontro com o ministro. 

Tarcísio não quer que a Polícia Civil tenha acesso a elementos probatórios que podem macular os trabalhos da sua preferida!

Diga-se, a maioria – Bolsonarista –  torcedora pelo sucesso do Golpe de Estado!

Caso Medrado: eficiência apesar do abandono

A prisão da suposta líder do latrocínio do ciclista Vitor Medrado em 18/2/2025 mostrou a Polícia Civil atuando com recursos escassos.

Enquanto Tarcísio usou o caso para autopromoção nas redes sociais, agentes trabalhavam com equipes 40% abaixo do efetivo mínimo recomendado, segundo auditoria da SSP-SP.

“Fizemos mais com menos, como sempre”, resumiu o delegado responsável pelas investigações.   

O futuro sob a nova Lei Orgânica 

Especialistas veem na reforma da Lei Orgânica risco de aprofundar a crise.

O suposto texto em discussão, ainda inacessível à maioria dos policiais, prevê a criação de “comissões mistas PM-PC” para as discussões , um cavalo de Troia para a militarização.  

Funcionários de carreira da Polícia Civil afirmam que o processo de regulamentação da Lei Orgânica da Polícia (LOP) permanece opaco e restrito a grupos externos, enquanto a maioria dos agentes segue alijada das discussões.

A crítica, feita por um delegado com mais de três décadas de serviço, revela muito sobre a transparência e a participação da categoria em decisões que impactam sua rotina profissional.

O Deputado Reis ( PT )  descreveu que a proposta da  nova LOP nem sequer está em fase inicial ; afirmando que poucos policiais terão acesso têm real ao texto ou às discussões em torno dele.

Segundo ele, as entidades representativas da categoria estão alijadas  do processo:

“Nenhuma das associações ou sindicatos será verdadeiramente ouvida”.

“A proposta virá pronta para ser engolida, porque a Polícia Civil é frágil , pessimamente representada na ALESP e politicamente imaturos” .  

Do Flit: politicamente imaturos ,  nada unidos e dirigidos por autoridades sem compromisso institucional.  

Com efeito, a reestruturação da polícia  civil , em vez de progresso, corre o risco de retrocessos quando a participação das bases é negligenciada.

A encruzilhada da polícia judiciária

A desidratação da Polícia Civil paulista sob Tarcísio ameaça todo o sistema de segurança.

Com investigações fragilizadas, o estado caminha para um modelo onde a força bruta da PM substitui a inteligência policial – um retrocesso aos anos 1970.

“Sem polícia judiciária forte, a democracia vira refém do cassetete” ( bordão do movimento nos anos 1985/1986 ) .

Resta saber se a sociedade perceberá o risco antes que seja tarde. 

RGG

Um Presidente Moscovita: America  Sob o Domínio do Mal 7

Caros leitores deste miserável Flit,  permitam-me apresentar-lhes uma narrativa que beira o grotesco, o absurdo, o tragicômico — uma história que, não fosse real, pareceria saída da mente febril de um roteirista de Hollywood.

Ou, quem sabe, de um romance de Richard Condon.

Sim, estou falando de The Manchurian Candidate ( Sob o Domínio do Mal ) , aquela obra-prima de 1959 que nos apresentou Raymond Shaw, o infeliz sargento americano (originalmente estrela pelo inesquecível Frank Sinatra ) transformado em arma comunista pela lavagem cerebral de seus captores coreanos.

Um enredo tão surreal que só poderia ser engendrado nos tempos áureos da Guerra Fria, quando o medo do “perigo vermelho” justificava qualquer paranoia.

Mas, meus amigos, o que diria Condon se visse o espetáculo que se desenrolou nos últimos anos?

Pois eis que, em pleno século XXI, surge uma versão moderna — e infinitamente mais caricata — de seu romance.

Sob o Domínio do X : A Era do Presidente Manchuriano

Once upon a time in America um presidente que não precisava de lavagem cerebral para agir como um agente estrangeiro.

Ele já vinha de fábrica com uma tendência natural a elogiar autocratas e a desconfiar de seus próprios serviços de inteligência.

Donald Trump, ou “O Donald”, como preferiam os mais íntimos (e os bots russos), era uma figura tão peculiar que, se fosse um personagem de filme, diríamos que o roteirista exagerou na dose.

Mas a realidade, como sempre, supera a ficção.

Em vez de Raymond Shaw, temos Donald J. Trump, o magnata de Nova York que, em uma reviravolta digna de Shakespeare (ou de Kafka), ascendeu ao cargo mais poderoso do mundo.

E, em vez dos coreanos, temos os russos.

Ah, os russos!

Aqueles mestres da intriga, da desinformação, do jogo de xadrez geopolítico.

Se Condon estivesse vivo, certamente diria: “Eu avisei.”

Vamos aos fatos, ou melhor, à ficção que se confunde com a realidade.

Imagine, caro leitor, um homem como Trump — vaidoso, egocêntrico, obcecado por poder e atenção — sendo “recrutado” em uma de suas viagens a Moscou nos anos 80.

Talvez em um jantar no Kremlin, regado a Vodka e caviar, onde ele foi exposto a técnicas de lavagem cerebral tão sofisticadas que nem ele mesmo percebeu.

Ou, quem sabe, foi algo mais simples: um elogio bem colocado de Putin, um tapinha nas costas, e pronto — Trump estava vendido.

Afinal, como o próprio Richard Condon parece ter dito:  “nada é mais perigoso do que um homem que acredita em sua própria propaganda.”

E assim, anos depois, temos o espetáculo: Trump, o agente dormente, é ativado.

Não por um ás de copas, como no filme de 1962, mas por um tuíte, uma palavra-código, ou talvez uma ligação direta de Moscou.

De repente, o homem que prometia “tornar a América grande novamente” começa a agir de forma suspeitamente alinhada aos interesses russos.

Ele questiona a OTAN, elogia Putin, desacredita as agências de inteligência americanas.

Coincidência?

Claro que não.

Na nossa sátira, Trump é o Raymond Shaw dos tempos modernos — um fantoche, uma marionete cujos fios são puxados de longe.

Agora, para os mais jovens que não conhecem o clássico de 1962 (ou que preferem a versão de 2004, com Denzel Washington no papel do major Ben Marco), permitam-me atualizar a trama.

Na versão moderna, Denzel é um agente do FBI ou um jornalista investigativo que, após anos de pesquisa, descobre que Trump foi “ativado” em uma reunião secreta em um hotel moscovita.

Talvez tenha sido um vírus de computador, ou uma sequência de códigos subliminares escondidos em um episódio de “The Apprentice”.

De repente, cada tuíte absurdo, cada declaração polêmica, cada ataque às instituições democráticas faz parte de um plano maior.

Trump, como o Raymond Shaw de Liev Schreiber, é um peão em um jogo que ele nem mesmo compreende.

E aqui está o trágico — ou cômico, dependendo do seu senso de humor — desfecho.

Assim como na versão de 2004, o Agente Johnson (nosso Denzel) tenta confrontar Trump em um debate político ao vivo, mostrando ao mundo as evidências de sua lavagem cerebral.

Imagine a cena: Trump no palco, discursando para uma multidão de apoiadores, quando de repente o Agente Johnson aparece com um pendrive contendo vídeos comprometedores e uma apresentação de PowerPoint detalhando o plano russo.

É puro cinema, mas também é pura realidade — ou algo próximo disso.

No final, como  a frase atribuída a M. Twain , “a verdade é sempre mais estranha que a ficção.”

E, no caso de Trump, a verdade é que ele pode não ser um agente russo, mas certamente é um sintoma de uma era em que a desinformação, a manipulação e o culto à personalidade se tornaram armas poderosas.

The Manchurian Candidate  nos alertou sobre os perigos da lavagem cerebral e da guerra psicológica.

E, hoje, mais do que nunca, esse alerta parece urgente.

Afinal, como alguém já disse:  “o inimigo nem sempre está do lado de fora — às vezes, ele está bem ali, no comando.”

O Brasil na Era do Realismo Fantástico

Se Sob o Domínio do Mal previu a subordinação política via tecnologia, o Brasil de 2025 mostra que até a soberania pode ser hackeada.

Entre ameaças veladas de intervenção militar e lawfare patrocinadas por think tanks estrangeiros, o país virou palco de um golpe em câmera lenta — onde cada capítulo é anunciado por tuítes e desmentido por notas oficiais em letras miúdas.

Bolsonaro, nesse enredo, é ao mesmo tempo vilão e vítima: um Candidato Manchuriano tropical, cujo controle remoto alterna entre o Alvorada e Mar-a-Lago.

Enquanto isso, Trump pratica o que há de mais novo no imperialismo digital: a colonização via 5G, com direito a emojis da bandeira brasileira desbotada.

A pergunta que resta não é “haverá golpe?”, mas “qual versão assistiremos na Netflix?”.

Porque num país onde o real já superou o fantástico, até o autoritarismo vem com opção de replay.

E o crédito final?

Uma mensagem subliminar: “Este filme é uma ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência… ou algoritmo”.

 #ChupaQueÉDoSTF

O Brasil deve Reconhecimento ao Trabalho Exemplar da Polícia Federal 32

Um Marco Investigativo 

A denúncia apresentada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas provas colhidas pela PF, representa um momento histórico para a Justiça brasileira.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, demonstrou notável capacidade técnica ao integrar elementos dispersos — como documentos apreendidos, gravações de reuniões e mensagens digitais — em uma narrativa coesa que expõe uma estrutura criminosa organizada.

A análise do Ministério Público Federal destacou-se pela precisão jurídica, ao tipificar crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, todos previstos no ordenamento jurídico nacional. 

A colaboração entre PF e PGR foi essencial para desvendar os núcleos operacionais do plano golpista, que incluíam desde a disseminação de desinformação até a elaboração de minutas de decretos para justificar um estado de exceção.

A apreensão de materiais como o documento golpista na residência de um general, que previa a prisão de ministros do STF e a convocação de novas eleições, ilustra a gravidade dos intentos antidemocráticos. 

Inquérito que Serve  de Referência Nacional 

O inquérito policial destacou-se por quatro aspectos fundamentais, que devem inspirar as práticas investigativas em todo o país: 

Abordagem Multidisciplinar: A PF utilizou técnicas avançadas de inteligência, incluindo a análise forense de dispositivos eletrônicos e a interceptação de comunicações, para reconstituir a cronologia dos fatos. A recuperação de um vídeo da reunião de 5 de julho de 2022, no Palácio da Alvorada — onde se discutia claramente a subversão da ordem democrática —, foi decisiva para comprovar a intencionalidade dos atos. 

Foco na Estrutura Hierárquica do Crime: A investigação identificou não apenas os autores materiais, mas também os mentores intelectuais do plano. Nomes como o do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-ministro Braga Netto foram vinculados a papéis centrais na coordenação das ações, evidenciando a divisão de tarefas típica de organizações criminosas. 

Transparência e Respeito aos Rituais Legais: A PF manteve rigoroso alinhamento com as garantias processuais, assegurando que todas as diligências — incluindo buscas, apreensões e prisões — fossem autorizadas judicialmente. Esse cuidado reforça a legitimidade das provas perante o STF e serve como antídoto contra alegações de perseguição política. 

Integração com o Ministério Público: A atuação da PGR foi marcada por celeridade e densidade técnica. Ao converter o relatório da PF em denúncia fundamentada, o procurador-geral Paulo Gonet evitou delongas desnecessárias, garantindo que o caso avançasse para a fase judicial sem prejuízo ao contraditório. 

O Inquérito como Modelo para as Polícias Civis 

Este caso deve ser estudado como referência metodológica para as polícias civis brasileiras.

A capacidade de articular provas técnicas (como mensagens cifradas e documentos oficiais adulterados) com depoimentos de colaboradores premiados demonstra como a investigação científica pode superar desafios complexos.

Além disso, a ênfase na preservação da cadeia de custódia dos elementos materiais — crucial para evitar contaminações ou questionamentos futuros — reforça a importância do rigor processual. 

A atuação da PF também ilustrou a necessidade de independência institucional.

Ao resistir a pressões políticas e seguir exclusivamente as diretrizes legais, os agentes públicos envolvidos honraram o juramento de defender a Constituição.

Essa postura deve inspirar todas as corporações policiais, sobretudo em contextos em que a tentação do autoritarismo busca corromper as estruturas democráticas. 

Em Defesa da Democracia e da Legalidade 

A investigação conduzida pela PF não apenas desmantelou uma grave ameaça à democracia, mas também enviou uma mensagem clara à sociedade: nenhum cargo ou patente está acima da lei.

Que este caso sirva de alerta para eventuais aventuras autoritárias e de estímulo para que as instituições brasileiras continuem a zelar, com igual destreza, pelo Estado Democrático de Direito. 

A Inconteste Integridade do Dr. Jair Barbosa Ortiz 14

A trajetória profissional do delegado Jair Barbosa Ortiz destaca-se como um estudo de caso relevante para compreender as transformações nas estratégias de segurança pública no estado de São Paulo.

Com mais de três décadas de experiência na Polícia Civil, Ortiz consolidou-se como uma figura central na reestruturação de abordagens policiais, especialmente em contextos complexos como o enfrentamento ao tráfico de drogas e a gestão de crises urbanas.

Sua ascensão a cargos de comando, como a direção do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 1 (Deinter-1) e a liderança das operações na Cracolândia paulistana, reflete não apenas sua expertise técnica, mas também uma visão inovadora que combina inteligência policial, tecnologia e redução de danos sociais.

Este relato explora suas contribuições institucionais, filosofias de atuação e o impacto de suas políticas na segurança pública contemporânea. 

Formação Acadêmica e Ingresso na Carreira Policial 

Jair Barbosa Ortiz graduou-se em Direito pela Universidade São Francisco em 1989, período marcado por profundas mudanças no sistema de segurança pública brasileiro pós-Constituição de 1988.

Sua escolha pela carreira policial ocorreu em um contexto de profissionalização das instituições de segurança, com a Polícia Civil paulista iniciando processos de modernização administrativa e investigativa.

Ortiz ingressou na instituição ainda na década de 1990, acumulando experiências em diversas unidades operacionais, incluindo passagens pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pela Delegacia Geral de Polícia (DGP), ambas sediadas na capital. 

Sua atuação inicial em cidades do interior, como Paraibuna e São José dos Campos, permitiu-lhe desenvolver um conhecimento prático sobre os desafios regionais de segurança.

Essas experiências moldaram sua compreensão sobre a necessidade de políticas diferenciadas para áreas urbanas e rurais, tema que posteriormente influenciaria suas decisões estratégicas em cargos de gestão.

Paralelamente ao trabalho operacional, Ortiz dedicou-se à docência na Academia de Polícia Civil “Dr. Coriolano Nogueira Cobra” (Acadepol), onde atuou como professor temporário, transmitindo conhecimentos jurídicos e táticos às novas gerações de delegados. 

Ascensão a Cargos de Comando e Gestão no Interior Paulista 

Em 2018, Ortiz assumiu a Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, responsável por oito municípios do Alto Tietê: Salesópolis, Guararema, Biritiba Mirim, Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.

Sua gestão nessa região coincidiu com um aumento nos índices de criminalidade violenta, incluindo um triplicar das tentativas de homicídio em 2021.

Para enfrentar esses desafios, Ortiz implementou um modelo baseado em inteligência territorial, integrando dados criminais com análises socioeconômicas para direcionar operações policiais.

Essa abordagem foi complementada por ações comunitárias, como o reforço de policiamento em períodos festivos e a criação de canais de diálogo com líderes locais. 

Seu desempenho em Mogi das Cruzes chamou a atenção da Secretaria de Segurança Pública (SSP), levando-o à direção do Deinter-1 em janeiro de 2022.

Nessa posição, passou a supervisionar as operações da Polícia Civil no Vale do Paraíba e Litoral Norte, regiões historicamente afetadas por altos índices de homicídios e latrocínios.

Entre suas primeiras medidas, destacou-se a reestruturação dos fluxos de informação entre as delegacias regionais, permitindo respostas mais ágeis a crimes transfronteiriços.

Além disso, promoveu a capacitação de equipes em técnicas de investigação digital, reconhecendo o avanço da criminalidade cibernética. 

Enfrentamento à Cracolândia: Uma Abordagem Inovadora 

Em janeiro de 2023, Ortiz foi designado para comandar as ações na Cracolândia de São Paulo, tornando-se titular da 1ª Delegacia Seccional do Centro.

Sua nomeação ocorreu em um momento crítico, com o governo estadual buscando alternativas às operações tradicionais, frequentemente criticadas por exacerbarem a violência e a marginalização.

Em entrevistas, o delegado foi enfático ao questionar a eficácia das abordagens repressivas: “Faz 30 anos que vejo operações policiais muito incisivas na Cracolândia sem resultados. Tendo a acreditar que essa narrativa é mentirosa, de que enfrentar a Cracolândia na base de pancada vai resolver”. 

Sua estratégia incorporou lições aprendidas em cidades europeias como Viena, Frankfurt e Amsterdã, onde observou modelos de redução de danos durante viagens técnicas.

Entre as medidas implementadas estão: 

Monitoramento Tecnológico: Instalação de 300 câmeras de segurança e uso de drones para vigilância em tempo real, integrados a uma central de inteligência. 

Requalificação Urbana: Parcerias com a prefeitura para melhorar iluminação pública e limpeza de áreas degradadas, visando dissuadir a concentração de usuários. 

Ações Integradas: Colaboração com órgãos de saúde e assistência social para oferecer tratamento voluntário aos dependentes químicos, reduzindo a estigmatização. 

Essas iniciativas representaram uma ruptura com paradigmas anteriores, priorizando a desmilitarização do espaço público e a humanização do atendimento policial.

Ortiz argumenta que “quatro fatores são fundamentais: limpeza, iluminação, uso adequado do espaço público e monitoramento qualificado”, elementos que refletem uma visão holística do problema, humanizada , inovadora que combina inteligência policial, tecnologia e redução de danos sociais.

Reputação Institucional e Relações Profissionais 

Entre todos os seus pares de carreira  e entre as centenas  policiais com quem trabalhou  e mais recentemente no âmbito da 1ª Delegacia Seccional do Centro, Jair Barbosa Ortiz construiu uma imagem marcada pelo rigor ético e pela capacidade de gestão colaborativa.

Colegas de classe e policiais operacionais descrevem-no como um Delegado diferenciado , muito culto , dotado de postura ética paradigmática , atribuindo-lhe um perfil distante de condutas questionáveis que, segundo relatos internos,  incapazes de sequer serem vislumbradas ou prevenidas em sua esfera de atuação.

Essa percepção consolidou-se mesmo em meio a desafios históricos da região, incluindo os recentes casos de corrupção com supostos flagrantes direcionados e desvios de drogas que, conforme registros institucionais, antecederam em anos sua nomeação para o cargo em 2023. 

A análise cronológica dos processos administrativos revela que a maioria dos delegados e policiais lotados na Seccional Centro já integravam o quadro funcional daquela circunscrição antes de sua gestão, fator que demandou estratégias específicas de realinhamento operacional.

Ortiz implementou visitas periódicas  aos Distritos Policiais, zelando pelo bom andamento de investigações e inquéritos policiais ,  nos procedimentos de custódia de evidências e reforçou os protocolos de transparência, medidas que coincidiram com a redução de  nas denúncias de irregularidades no primeiro ano de sua gestão, segundo fontes da Corregedoria da Polícia Civil.

Qualquer ilação acerca de eventual comissão ou omissão , mais do que leviana se mostra criminosa.

Traição de confiança , como toda traição, é insidiosa e cruel.

Contribuições para a Política de Segurança Pública 

A experiência de Ortiz transcendeu as fronteiras operacionais, influenciando diretamente a formulação de políticas estaduais.

Como assessor próximo ao vice-governador Felício Ramuth, participou da elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento às Drogas, cujo eixo central é a replicação de modelos bem-sucedidos em outras regiões.

Sua ênfase na prevenção terciária — voltada à reinserção social de dependentes químicos — tornou-se referência em debates nacionais sobre descriminalização. 

Além disso, sua defesa da transparência policial materializou-se no projeto de body cams para agentes, ainda em fase de implementação.

Para Ortiz, “a tecnologia não serve apenas para reprimir, mas para construir confiança entre a população e as instituições“.

Esse posicionamento alinha-se às tendências internacionais de policiamento comunitário, como observado em suas visitas técnicas ao exterior. 

Legado e Perspectivas Futuras 

A trajetória de Jair Barbosa Ortiz ilustra a evolução do pensamento policial brasileiro nas últimas décadas.

Ao combinar rigor investigativo com sensibilidade social, ele demonstrou que é possível conciliar eficácia operacional e respeito aos direitos humanos.

Seu trabalho na Cracolândia, ainda em curso, serve como laboratório para políticas públicas que poderão ser adaptadas em outras metrópoles. 

Contudo, desafios persistem.

A resistência de setores conservadores da corporação às suas metodologias e a complexidade estrutural do problema das drogas exigirão continuidade e aprofundamento de suas propostas.

Como ele próprio admite, “não há soluções mágicas, mas há caminhos mais éticos e sustentáveis”.

Seu legado, portanto, reside não apenas nas ações concretas, mas na abertura de novos diálogos sobre o papel da polícia na sociedade contemporânea.

Auguramos, por todo o exposto,  sua permanência como titular da Seccional Centro

A República dos Xerifes de Aluguel: Como Tarcísio de Freitas Terceirizou a Corrupção 1

“Delegação como Mecanismo de Blindagem Política

Decreto nº 67.532/2024: A transferência da competência para nomear  cargos de confiança de alto escalão na Polícia Civil e Científica para o Secretário da Casa Civil foi justificada como uma medida de “tecnicização” e “despolitização”.

No entanto, na prática, essa medida serve para distanciar o governador de nomeações controversas, diluindo sua responsabilidade política e legal.

Filtro Burocrático: Ao delegar as nomeações, o governador cria um filtro burocrático que permite que ele se isente de assinar diretamente nomeações que possam gerar críticas ou investigações.

Isso pode ser visto como uma forma de proteger-se politicamente, enquanto mantém o controle indireto sobre as indicações.

Mercantilização das Funções de Segurança Pública

Troca de Favores: A delegação de nomeações transforma cargos policiais em moeda de troca política, onde indicações são feitas com base em interesses eleitorais e políticos, em vez de mérito ou competência técnica.

Isso aprofunda a mercantilização das funções de segurança pública, comprometendo a eficiência e a imparcialidade da instituição.”

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A Blindagem Institucionalizada: O Ocaso da Polícia Civil Paulista sob Tarcísio de Freitas

São Paulo assiste, perplexo, ao mais recente ato da tragicomédia estadual: a Polícia Civil, outrora bastião de investigações, transformou-se em palco de um teatro de sombras onde mérito virou peça de museu e lealdade partidária é moeda corrente.

Sob o delicado eufemismo de “despolitização”, o Decreto 67.532/2024 consagrou-se não como reforma administrativa, mas como manual avançado de prestidigitação política.

Enquanto o governador Tarcísio de Freitas acena com discursos sobre eficiência, suas mãos invisíveis tecem uma rede de influências que faria Maquiavel corar de inveja. 

O Mágico e Seu Aprendiz: A Engenharia das Nomeações 

A genialidade do truque está na simplicidade: transferir ao Secretário da Casa Civil o poder de nomear a maioria  dos  cargos estratégicos da Polícia Civil e Científica foi equivalente a contratar um ilusionista para esconder o coelho na cartola.

Enquanto Tarcísio posa de estadista acima das querelas cotidianas, seu fiel escudeiro distribui cargos  policiais como balas em comício.

Dados do MP-SP revelam que 68% das indicações pós-decreto atendeu a “sugestões” de deputados cujos currículos incluem especialização em corrupção e  lavagem de dinheiro; com pós-graduação em desvios de verbas públicas.

O processo seletivo assemelha-se a um leilão às avessas: em vez de lances monetários, trocam-se apoios legislativos.

As famosas “listas tríplices” transformaram-se em roteiros de novela das nove, onde o herói sempre é um aliado do governo e o vilão, invariavelmente, a ética.

Não por acaso, delegados com histórico de arquivar inquéritos contra políticos ganharam promoção relâmpago, enquanto investigadores obstinados descobriram subitamente o prazer da aposentadoria precoce. 

O Mercado dos Cargos : Precificação do Poder 

Recente investigação da Polícia Federal  escancarou a matemática criativa por trás das nomeações.

Segundo interceptações da PF, estabeleceu-se uma tabela dinâmica de valores. 

Pagamentos são maquiados como “consultorias em segurança”, especialidade de empresas-fantasma que, curiosamente, compartilhavam CNPJ com gabinetes legislativos.

Enquanto isso, a Controladoria Geral do Estado (CGE), sob comando de um ex-ministro bolsonarista, dedicava-se a fiscalizar o cumprimento da meta de café nas delegacias. 

Um milhão, quinhentos mil, trezentos mil , cento e cinquenta mil , oitenta mil e até a bagatela de trinta mil por um cartório pobretão.

Quem dá mais?

A Tragédia por Trás da Farsa: O Preço em Sangue 

Os números do Núcleo de Estudos da Violência da USP são eloquentes: 54% dos inquéritos contra parlamentares evaporaram após o novo modelo de nomeação ,  contra míseros 12% na era pré-Tarcísio.

A exclusão da Polícia Civil da operação “Fim da Linha” contra o PCC não foi mera rivalidade corporativa, mas estratégia meticulosa – afinal, os leais delegados do DEIC sabem que investigar facções pode revelar delitos incômodos para a base aliada. 

O resultado?

Uma pesquisa Datafolha de janeiro de 2025 mostra que 73% dos paulistas consideram a Polícia Civil “tão confiável quanto notícia de grupo de WhatsApp”.

A crise de confiabilidade é o resultado de instituição intoxicada por politicagem.

Epílogo: A Plateia que Não Ri Mais 

Enquanto isso, na plateia, o cidadão comum assiste ao espetáculo com um misto de náusea e resignação.

Já aprendemos que “revogar o decreto” soa tão plausível quanto “erradicar a corrupção até sexta-feira”.

As propostas de reforma – conselhos paritários, leis antinepotismo , critérios transparentes para as nomeações , corregedoria independente – são recebidas com o cinismo de quem já viu esse filme antes. 

Resta-nos o consolo mórbido de saber que, em breve, algum cronista fará piada com essa tragédia.

Afinal, como ensinou Stanislaw Ponte Preta, o humor é o último refúgio diante do absurdo.

Enquanto isso, seguimos na plateia, torcendo para que o próximo ato não inclua nosso nome nos créditos involuntários dessa comédia cor de sujeira e  sangue.

Policiais se Afogam em Dívidas …Juízes e Promotores Nadam em Rios de Privilégios 17

JUSTIÇA PARA QUEM? 

Enquanto policiais arriscam suas vidas diariamente para proteger a população, juízes e promotores de justiça nadam em rios de privilégios!

Segundo notórias matérias jornalísticas, a realidade salarial no Brasil é um escândalo que precisa ser denunciado: juízes e promotores ganham, em média, 20 vezes mais do que um policial operacional!

Enquanto esses agentes da lei recebem míseros R$ 5.000,00 por mês, os “doutores” do judiciário embolsam salários astronômicos, muitas vezes superiores a R$ 100.000,00! 

Isso é justo?

Enquanto policiais enfrentam balas, violência e condições de trabalho precárias, juízes e promotores vivem em suas torres de marfim, distantes da realidade do povo.

Quem está na linha de frente, garantindo a segurança de todos, é tratado como cidadão de segunda classe.

Enquanto isso, os “doutores” do judiciário usufruem de regalias, auxílios absurdos e aposentadorias milionárias. 

Até quando vamos aceitar essa desigualdade escandalosa? 

Os policiais são os verdadeiros heróis da sociedade, mas são tratados como se não valessem nada.

Enquanto juízes e promotores acumulam fortunas, os agentes da lei mal conseguem pagar as contas no fim do mês.

Isso não é justiça, é privilégio! 

Chega de hipocrisia! 

É hora de lutar por salários dignos para quem realmente sustenta a segurança pública.

É hora de exigir que o dinheiro do povo seja investido em quem merece: nos policiais que arriscam suas vidas todos os dias. 

JUSTIÇA PARA OS POLICIAIS! 

SALÁRIOS DIGNOS JÁ! 

CHEGA DE PRIVILÉGIOS PARA UMA MINORIA! 

A luta por igualdade começa aqui.

Não vamos mais aceitar essa disparidade absurda.

A segurança pública é feita por pessoas, e essas pessoas merecem respeito, reconhecimento e salários justos.

Vamos mudar essa realidade! 

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! 

POR UM BRASIL MAIS JUSTO E IGUALITÁRIO!

O Caso Gritzbach: Uma Tragédia Brasileira à Paulista 6

Na abafada  tarde de um dia como outro qualquer, o aeroporto de São Paulo testemunhou um ato de violência que parecia saído das cenas de um episódio de Pablo Escobar.  

Antônio Vinícius Gritzbach, um homem qualquer  transformado em delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi executado a tiros, seu corpo tombando no chão como um símbolo mudo de uma guerra silenciosa entre o crime organizado e as instituições que deveriam combatê-lo.

Mas esta não é apenas a história de um assassinato entre narcotraficantes ; é um retrato sombrio de como a maldade pode se infiltrar nas veias do poder, corrompendo tudo o que toca. 

O Áudio: A Voz da Traição 

Num mundo onde a verdade muitas vezes se esconde nas entrelinhas, um áudio gravado pelo próprio Gritzbach emergiu como uma peça central deste drama.

Na gravação, ouvem-se vozes frias e calculistas, negociando a vida de um homem como se fosse uma mercadoria.

Um policial civil e um advogado, supostamente ligado ao PCC, discutem o preço da morte: R$ 3 milhões.

A cifra, obscena em sua magnitude, não é apenas um valor; é um testemunho da banalidade da perversidade, onde vidas humanas são reduzidas a números em um balcão de negócios macabros. 

A gravação, anexada à delação premiada de Gritzbach, é como uma janela aberta para um universo paralelo, onde os guardiões da lei se tornam cúmplices dos criminosos que juram combater.

O áudio não apenas expõe a trama, mas também revela a psicologia dos envolvidos: homens que, em vez de servirem à justiça, vendem-na ao melhor lance. 

A Delação: Um Grito no Escuro 

Gritzbach não era um herói clássico. Era um homem comum, talvez até falho, mas que, em um momento de  desespero, decidiu romper o silêncio.

Sua delação premiada ao Ministério Público de São Paulo, muito mais do atingir o PCC,  foi um golpe direto no coração de uma máquina corrupta.

Ele denunciou agentes de duas delegacias e dois departamentos da Polícia Civil – DEIC e DHPP – acusando-os de manipular inquéritos em troca de propinas que chegavam a R$ 70 milhões em um único caso. 

Por trás dessas acusações não estão  meros números ou estatísticas; estão histórias de vidas destruídas, de famílias dilaceradas pela violência e pela impunidade acobertadas pela corrupção da polícia Paulista.  

Gritzbach, ao expor essas verdades, tornou-se também um alvo como outra pessoa qualquer fragilizada por portar celular ou trazer nos dedos anel dourado .

Sua morte, previsível em sua brutalidade, é um lembrete de que, no Brasil, a colaboração com as autoridades  muitas vezes tem um preço alto demais. 

As Investigações: O Teatro das Sombras 

As revelações de Gritzbach desencadearam uma série de ações que parecem saídas de um roteiro de suspense.

A Polícia Federal indiciou 10 pessoas, incluindo um delegado e quatro policiais civis, por extorsão e envolvimento com o PCC.

Nove policiais foram presos ou afastados, e 17 policiais militares foram indiciados, três dos quais suspeitos de participação direta no assassinato. 

Mas, por trás desses números, há histórias humanas.

O delegado Fábio Baena, um dos principais alvos da investigação, teve seu celular vasculhado, revelando conversas com Ahmed Hassan, o advogado conhecido como “Mude”, supostamente ligado ao PCC.

O fato de Baena ter bloqueado o contato de Mude 40 minutos após a morte de Gritzbach é um detalhe que parece ter saído de um romance de Truman Capote: um gesto pequeno, quase insignificante, mas carregado de significado. 

O Contexto: Uma Sociedade à Beira do Abismo 

O assassinato de Gritzbach não ocorreu em um beco escuro ou em uma favela distante.

Foi em um aeroporto, um local público e supostamente seguro, onde a presença do Estado deveria ser mais visível.

Sua morte é um símbolo da falência de um sistema que não consegue proteger ninguém.

Sistema de policiais pobres , magistrados e promotores muito ricos.     

Este caso é um microcosmo de uma realidade maior: a infiltração do crime organizado nas instituições públicas, a corrupção que corrói os alicerces da sociedade e a impunidade que permite que tudo isso continue.

Gritzbach, em sua delação, não estava apenas denunciando criminosos; ele estava expondo uma doença crônica e progressiva que afeta todo o corpo social. 

Conclusão: O Prêmio da Verdade 

O caso Gritzbach é uma tragédia moderna, um conto de corrupção, traição e morte que  faz por merecer um “A Sangue Frio” ( de Truman Capote) .

É uma história que nos lembra que a maldade não está apenas nas ações violentas, mas também naqueles pequenos gestos de cumplicidade, naqueles silêncios que falam mais alto que palavras. 

Gritzbach pagou com a vida por sua delação , mas sua história não termina aqui.

Ela ecoa como um alerta, um chamado para que a sociedade enfrente suas sombras e lute por um futuro onde a justiça não seja uma mercadoria à venda, mas um direito de todos.

Enquanto isso, o áudio gravado por ele permanece como um testemunho mudo de uma verdade que muitos prefeririam esquecer: que, às vezes, o mau está mais perto do que imaginamos, escondido atrás de uniformes e títulos que deveriam inspirar confiança, não medo.

DAQUI A MAIS 27 ANOS – Derrite faz discurso populista para peritos enfatizando a submissa postura do Delegado Geral 25

O secretário de segurança pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou, durante celebração dos 27 anos de emancipação da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), nesta quarta-feira (12/02), que trabalhará para garantir a autonomia total da Polícia Científica. “A Polícia Técnico-Científica não é referência nacional à toa. São anos de dedicação. A gente sabe que essa emancipação ainda não está 100% completa. Vamos trabalhar para que essa emancipação seja completa, para que ela não dependa nem administrativamente da Polícia Civil”, disse o secretário. Durante seu discurso, Derrite contou que a autonomia da Polícia Científica foi discutida recentemente com o Delegado Geral de Polícia Artur José Dian e que este concordou com a desvinculação completa entre as duas forças policiais. “Esse é o caminho e essa é a grande vantagem de trabalhar num grupo tão coeso, como o Dr (Claudinei) Salomão e o Dr Artur, que entendem perfeitamente que nosso objetivo aqui não é rivalizar ou tirar uma queda de braço com outras forças policiais”, comentou.

 

A promessa do Secretario Guilherme Derrite de desvinculação total do órgão pericial da Polícia Civil, embora possa parecer uma medida inovadora e necessária para alguns, enfrenta uma série de obstáculos legais, constitucionais e práticos que a tornam inviável e potencialmente prejudicial ao sistema de segurança pública.

Ademais , é notório o maior interesse corporativista na fragmentação da Polícia Civil do que interesse público.

Este ensaio, sem nenhum rigor acadêmico, busca superficialmente a análise sobre os motivos pelos quais tal desvinculação não deve ser realizada, destacando aspectos técnicos, operacionais, financeiros e jurídicos que sustentam a manutenção da estrutura atual.

Independência Técnica Já Garantida

A Lei nº 12.030/2009 já assegura a autonomia técnica, científica e funcional aos peritos oficiais no exercício de suas atividades.

Essa legislação foi criada exatamente para garantir que os laudos periciais sejam produzidos com imparcialidade, sem interferências externas que possam comprometer sua credibilidade.

Portanto, a independência necessária para a realização de um trabalho técnico de qualidade já está plenamente garantida no arcabouço legal vigente.

A desvinculação total, nesse sentido, não apenas seria redundante, mas também poderia criar uma falsa impressão de que a atual estrutura é incapaz de garantir a imparcialidade dos peritos, o que não condiz com a realidade.

Ninguém lhes obriga a vender e forjar laudos, tampouco vender componentes custodiados; a exemplo do que se fazia em Santos, em cujo órgão havia um setor, com um único perito, especializado em periciais acerca de jogos de azar eletrônicos.

Riscos da Independência Funcional Excessiva

A concessão de uma independência funcional total ao órgão pericial poderia gerar situações indesejáveis, como a possibilidade de peritos recusarem a realização de exames por considerá-los desnecessários ou pouco relevantes.

Essa autonomia excessiva poderia comprometer a eficácia das investigações criminais, uma vez que a perícia é uma etapa fundamental para a elucidação de crimes.

Além disso, a falta de coordenação entre os órgãos de segurança pública poderia resultar em conflitos operacionais, prejudicando a integração necessária entre as áreas de investigação e perícia.

Duplicação de Infraestrutura e Custos Financeiros

A criação de uma estrutura totalmente independente para a perícia implicaria na duplicação de infraestruturas já existentes, como academias de formação (ACADEPOL) e corregedorias (CORREGEPOL), que hoje atendem de forma eficiente às necessidades de formação e controle interno dos profissionais da perícia.

Diga-se, quem necessitaria de maior autonomia e independência é justamente a CORREGEPOL, a qual por força de lei é o órgão competente para apuração dos crimes e infrações disciplinares praticados pelos policiais civis em exercício na Superintendência. 

Lembrando que um órgão corregedor do órgão pericial não teria poder de polícia para investigação de crimes funcionais, ainda mais no contexto de criminalidade organizada; a exemplo da investigação pela Corregedoria diante das fundadas suspeitas de tráfico de drogas em Distritos da Seccional Centro, com o concurso de peritos da Superintendência.

Com efeito, a replicação dessas estruturas representaria um gasto significativo e desnecessário de recursos públicos, que poderiam ser direcionados para outras áreas prioritárias da segurança pública.

A manutenção da vinculação à Polícia Civil permite o aproveitamento dessas estruturas já consolidadas, promovendo eficiência e economia de recursos.

Obstáculos Constitucionais e Legais

A Constituição do Estado de São Paulo, em seu artigo 140, §5º, estabelece claramente que a Superintendência da Polícia Técnico-Científica é parte integrante da estrutura da Polícia Civil.

Além disso, a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil (LONPC) deve ser respeitada pelos estados, salvo alteração constitucional.

Qualquer proposta de desvinculação total exigiria mudanças legislativas complexas e possivelmente inconstitucionais, o que torna a medida inviável do ponto de vista jurídico.

A estrutura atual está alinhada com as disposições constitucionais e legais, e sua manutenção evita conflitos normativos e insegurança jurídica.

Vínculo Funcional dos Servidores

Todos os funcionários da Superintendência da Polícia Técnico-Científica são policiais civis, o que reforça a integração entre as duas estruturas.

A mudança desse status quo exigiria uma complexa e custosa reorganização administrativa e jurídica, incluindo a possível reclassificação dos servidores e a criação de novos regimes funcionais.

Essa transformação não apenas demandaria tempo e recursos, mas também poderia gerar instabilidade entre os profissionais da perícia, afetando a qualidade do trabalho realizado.

Eficiência e Economia de Recursos

A manutenção da vinculação à Polícia Civil permite o aproveitamento de estruturas administrativas e operacionais já existentes, promovendo eficiência e economia de recursos públicos.

A criação de um órgão totalmente independente exigiria investimentos substanciais em infraestrutura, pessoal e logística, sem necessariamente trazer benefícios adicionais à qualidade do trabalho pericial ou à segurança pública.

A estrutura atual já é capaz de garantir a excelência técnica e a imparcialidade dos laudos, sem a necessidade de mudanças disruptivas.

Conclusão

Em síntese, a desvinculação total do órgão pericial da Polícia Civil não só é desnecessária, dado o arcabouço legal já existente, como também seria inviável e potencialmente prejudicial ao sistema de segurança pública.

A independência técnica dos peritos já é garantida pela Lei nº 12.030/2009, e a estrutura atual permite uma coordenação eficiente entre as áreas de investigação e perícia.

Além disso, a manutenção da vinculação evita custos desnecessários e respeita as disposições constitucionais e legais.

A proposta de desvinculação, portanto, deve ser vista com cautela e criticamente analisada à luz dos desafios práticos, financeiros e jurídicos que ela apresenta. A manutenção da estrutura atual é a opção mais eficiente, econômica e alinhada com os princípios constitucionais, garantindo a continuidade de um trabalho pericial de qualidade e a integração necessária entre os órgãos de segurança pública.

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