Caro Guerra,
O aparelho de segurança do Estado está destroçado e, em sentido contrário, a criminalidade mais organizada e consideravelmente mais bem armada.
Bandidagem de fuzil automático, carregada de explosivos e polícia de . 40 que “engastilha” ou dispara sozinha. O crime saqueou o município de Santo André. Veículos foram incendiados na mais importante via de ligação do ABC com a capital, a Av. do Estado. O mais incrível! Dois veículos utilizados na fuga dos marginais foram incendiados defronte ao Batalhão da PM do município. Cerca de cento e cinquenta milhões de reais foram roubados dessas empresas transportadoras de valores e o que foi feito até agora? Prenderam alguns peixes pequenos e recuperaram uma quantidade irrisória de dinheiro. Cadê o restante das quadrilhas? Cadê toda essa grana roubada? Cadê as especializadas em investigar crimes dessa natureza? Cadê a inteligência policial? Por que não solicitar auxilio da Polícia Federal? É o 4º grande roubo a empresas de transportes de valor neste ano. Será que o governo não percebeu que roubo a caixa eletrônico passou a ser crime de batedor de carteiras?
São Paulo se transformou literalmente na capital do roubo. Diversas reportagens são veiculadas diariamente em diferentes bairros da capital dando conta do aumento significativo de roubos e furtos e a Secretaria da Segurança Pública só se limita a emitir nota à imprensa, dizendo que nos locais mencionados, a criminalidade está diminuindo e que foram efetuadas “x” prisões. Chegou-se ao absurdo de roubarem e explodirem uma viatura da PM.
Segurança Pública não é só sentar a bunda na cadeira e ficar gerando planilhas de Excel sobre a variação da criminalidade para tentar explicar o inexplicável, ou seja, o governo dizendo que a criminalidade esta diminuindo ao passo que para o cidadão deste Estado está atingindo uma situação insustentável. O efetivo policial sem reposição e significativa parte dele, principalmente na PM, dentro dos quartéis e gabinetes exercendo funções administrativas.
Investigação policial em distrito de bairro literalmente acabou. Só se investiga o que a imprensa repercute e, logicamente, tem a equipe de confiança da “chefia” que não deixa de exercer as funções de coletoria da delegacia.
Policial duplamente desmotivado, profissional e salarialmente, policiais aposentados esquecidos pelo Estado, sem dinheiro sequer para comprar remédios para doenças adquiridas em razão do exercício da profissão.
A coisa ainda vai ficar pior, mormente quando a única boa notícia que você recebe durante todo o ano é de que o Delegado Geral garantiu o bolsa miséria até dezembro.







