O Brasil está diante da sua mais grave crise política e econômica. Falta esperança no futuro.
Alckmin tem as qualidades que o Brasil precisa para colocar o país no caminho do desenvolvimento.
Preparado
Alckmin já passou pelo legislativo e pelo executivo. Quatro vezes governador, foi também prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Só quem já provou que faz tem condições de encarar os desafios do Brasil de hoje.
Confiável
Homem honesto e íntegro, Alckmin sempre foi fiel aos seus princípios e ao seu partido. Foi um dos fundadores do PSDB ao lado de Mario Covas e Fernando Henrique Cardoso e sempre deu força para o partido crescer e se desenvolver.
Testado e Aprovado
Foi eleito e reeleito governador com maior número de votos em praticamente todos os municípios do Estado. Dos 645 municípios paulistas, Alckmin foi o candidato mais votado em 644 nas eleições de 2014, quando se reelegeu em primeiro turno.
Corajoso
Alckmin é um homem de palavra. Encarou os desafios de São Paulo com firmeza e determinação. Conseguiu realizar um ajuste na previdência do Estado que hoje garante as contas públicas equilibradas e em dia.
Responsável
Enquanto outros Estados estão com suas contas em desequilíbrio, com salários de servidores atrasados, São Paulo está com as contas em dia. O governo de Geraldo Alckmin mantém como um de seus pilares a responsabilidade fiscal. Isso é respeito ao dinheiro público.
Equilibrado
Geraldo Alckmin tem o que o Brasil mais precisa hoje: autoridade, bom senso, diálogo, respeito e capacidade de interlocução com todos os setores da vida pública em busca de consenso. O Brasil não precisa de divergências, mas de um rumo certo e seguro.
PM Juliane teve últimos momentos livres com bebida, beijos e dança
Soldado ficou 5 dias desaparecida após ser pega por bandidos em Paraisópolis
Rogério Pagnan
Folha de São Paulo
Antes de ser capturada e depois morta por criminosos na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, a policial militar Juliane dos Santos Duarte, 27, teve um intenso dia de férias.
O registro policial do crime contra a soldado, ao qual a Folha teve acesso, relata, com base em testemunhas, os últimos momentos da PM antes de seu desaparecimento na madrugada de quinta-feira (2) em Paraisópolis, comunidade com pouco mais de 60 mil habitantes, dominada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Juliane, que estava em suas primeiras férias na corporação, foi para um churrasco por volta das 12h de quarta (1) na casa de amigos na favela.
No churrasco, Juliane conheceu Marta, 20, e Paula, 23 (nomes fictícios). Elas beberam juntas na casa dos amigos e, após o churrasco, por volta já da meia-noite de quinta-feira, foram juntas para a casa de Marta, também na comunidade.
No meio da madrugada, por volta das 3h, a cerveja acabou, e Juliane e Paula saíram em caminhada pela favela em busca de mais bebida. Marta ficou em casa.
Na primeira tentativa, as duas deram de cara com as portas fechadas do mercadinho. Juliane e Paula decidiram então pegar as cervejas na única opção da rua, o bar do Litrão, que, além da bebida, oferece porções salgadas. “Venha conferir!!!”, convida a frase em vermelho na porta do estabelecimento.
Como descrito no boletim de ocorrência, o objetivo inicial da policial era apenas comprar um engradado e voltar com Paula para a casa de Marta. Mas ali no bar, segundo testemunhas, conheceu uma moça de 25 anos, cabelos vermelhos e pele branca, com quem passou a trocar beijos.
O relacionamento com a ruiva foi interrompido temporariamente porque Marta estranhou a demora das amigas e foi até o bar atrás de Juliane e Paula. A policial se despediu da ruiva, mas logo depois convenceu Paula e Marta a retornarem ao bar para comer alguma coisa.
De volta ao estabelecimento, após pedir uma cerveja, Juliane seguiu com a jovem ruiva para o banheiro do bar e lá ficaram por bastante tempo, conforme diriam as amigas mais tarde à polícia, sem especificar a duração.
Quando retornou ao salão do bar, Juliane cometeu um erro de procedimento, segundo avaliam policiais ouvidos pela Folha. Para eles, embora seja uma tragédia indiscutível, ela se expôs em um ambiente vulnerável. A soldado ouviu um desconhecido reclamar do furto de um celular ali no estabelecimento e decidiu agir: sacou sua pistola .40, bateu-a sobre a mesa e avisou ser da PM. Disse que ninguém sairia daquele estabelecimento sem a devolução do telefone.
Talvez tudo tenha sido um mal-entendido. Segundo disseram as amigas, em seguida a policial militar colocou a arma de volta na cintura e começou a dançar com a ruiva no meio do salão.
Cerca de 40 minutos depois, porém, quando o dia já amanhecia, o bar foi invadido por quatro homens armados e encapuzados. Os bandidos queriam saber quem era a pessoa que anunciara ser policial naquela favela dominada por uma facção criminosa. Todos se calaram, incluindo a policial.
Quando os criminosos cercaram Juliane e iniciaram uma revista, as duas amigas saíram correndo sem olhar para trás e só escutaram um disparo. Minutos depois, já dentro de casa, ambas disseram ter escutado um novo estampido. Ao imaginar o pior, afirmam que decidiram voltar ao bar.
Lá, viram Juliane caída ao chão, consciente e pedindo baixinho para que as amigas não deixassem os bandidos pegarem sua carteira com sua funcional (identificação de PM). A mãe de Marta, que acompanhava a filha, decidiu arriscar e pegar a carteira, numa aparente distração dos criminosos, mas recebeu deles o aviso de que também morreria se continuasse. Parou.
A última notícia que amigas tiveram de Juliane é que ela foi arrastada pelos bandidos rua abaixo. A polícia acredita que, pelos exames periciais, a PM ficou até sábado ou domingo em poder dos criminosos e, só então, foi morta com um tiro na cabeça. Provavelmente com a própria arma.
O corpo da soldado foi achado no início da noite de segunda-feira (6) no porta-malas de um carro no bairro de Jurubatuba, a 8,5 km de onde havia sido vista pela última vez. Dois suspeitos já foram presos.
Em seu velório, amigas diziam que Juliane, em breve, estará fazendo festa no céu. “Ela era festeira, ia querer assim. Deve estar embebedando os anjos no céu”, disse a auxiliar administrativa Thaiany Iafrate, 24, amiga da policial.
Safo é uma palavra usada por todas as forças amardas que define uma pessoa esperta, inteligente, ágil…
Também, na gíria policial, a palavra SAFO é empregada tanto para designar uma pessoa inteligente, como designar um corrupto espertalhão ou o tipo de bandido que sabe falar a língua do maranhão , ou seja, o malandro que prontamente vai facilitando o serviço e pagando a propina.
Coronel da reserva acusa general Mourão de
favorecer empresa em contrato do Exército
Suspeitas de irregularidades em contrato envolvem militares, uma companhia da Espanha e um lobista.
Oficial da reserva questiona atuação do atual vice de Bolsonaro no negócio entre 2012 e 2016
Soldados com um obuseiro, que lança granadas de artilharia.EXÉRCITO BRASILEIRO
“A corrupção nem sempre acontece com mala de dinheiro. Ela acontece também no Diário Oficial, disfarçada de atos oficiais”. As palavras são do coronel da reserva Rubens Pierrotti Junior, de 49 anos. Ele foi supervisor operacional durante o desenvolvimento do Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) do Exército Brasileiro, elaborado pela empresa espanhola Tecnobit para projetar cenários e missões virtuais para treinamentos de militares a custos mais enxutos. Inaugurado em 2016, seis anos depois da licitação, o Exército garante que o simulador gera hoje uma economia de 50 milhões de reais por ano, mas o projeto acabou se tornando o epicentro de uma batalha na corporação: gerou resistência entre oficiais, demorou mais do que deveria para ser entregue e se tornou a razão de uma briga entre Pierrotti e o então general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão, atual candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro.
A história do simulador ainda envolve relações estreitas demais entre oficiais da alta patente e executivos da empresa e até a suposta dívida por um favor prestado por um membro da maçonaria espanhola a um general brasileiro, segundo documentos reunidos em um dossiê de 1.300 páginas ao qual o EL PAÍS teve acesso através da BrasiLeaks, uma plataforma on-line de denúncias anônimas ao estilo da WikiLeaks. A partir da documentação, a reportagem conseguiu contactar Pierrotti, que era um dos mencionados nos documentos e aceitou relatar com detalhes o desenrolar do projeto.
Ao longo do desenvolvimento do simulador, a Tecnobit recebeu um total de oito reprovações do corpo técnico do Exército de etapas que eram dadas como concluídas. Mais de dez oficiais foram afastados ou pediram para deixar o projeto. Pierrotti foi um deles: ele pediu seu afastamento em março de 2014, após ele mesmo reprovar sete vezes o simulador. Depois de deixar o projeto, Pierrotti comandou um quartel paraquedista no Rio de Janeiro e passou para a reserva em setembro de 2016, após quase 32 anos de serviço. Hoje ele atua como advogado. Já o general Mourão, que a partir de 2012 passou a se envolver mais na coordenação do projeto, fazendo a interface entre o Exército e a Tecnobit, ficou conhecido por suas manifestações a favor de uma intervenção militar como forma de resolver a crise política brasileira. Desde que entrou na reserva, em fevereiro deste ano, vem se envolvendo mais ainda em assuntos políticos e promovendo candidatos militares nas eleições de outubro de 2018.
A origem da relação entre a Tecnobit e oficiais do Exército brasileiro é alvo de diversas especulações e teorias. Um delas, relatada por uma das fontes consultadas por este jornal e que pediu anonimato, diz respeito a uma suposta relação de proximidade entre o Departamento de Educação e Cultura do Exército, comandado pelo general Rui Monarca da Silveira, quando o contrato com a Tecnobit foi assinado, e membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que governava o país na época. Segundo essa teoria, havia um interesse do governo em estreitar os laços militares com a Espanha — algo que de fato se concretizou em acordos assinados entre ambos os países — ao mesmo tempo em que se garantia vantagens indevidas para os envolvidos, sejam eles militares ou membros do partido, a partir da assinatura do contrato.
A segunda teoria, relatada pelo próprio Pierrotti, diz respeito ao papel desempenhado por Tomas Sarobe Piñero, conhecido como Tom Sarobe, junto a oficiais do Exército. Ele é um engenheiro e conhecido membro da maçonaria espanhola que fazia as vezes de representante comercial da Tencnobit por meio de sua empresa, a Semit Continental. “Ele é um mercador da morte”, reconheceu Mourão a este jornal. “Atua no mercado internacional de produtos de defesa”, explicou, para na sequência dizer que Sarobe era um “lobista” e, em seguida, “relações públicas”, para então finalizar com “representante comercial” da Tecnobit. A empresa afirma que Sarobe “formava parte de uma agência comercial que deu efetivamente respaldo [ao projeto]”. Em fevereiro de 2008, dois anos antes da assinatura do contrato com a Tecnobit, um decreto do Ministério da Defesa concedia a medalha do mérito militar, no grau de cavaleiro, a Sarobe, sem nenhuma justificativa aparente.
Suspeitas de fraude na licitação
Pierrotti conta que as conversas e os problemas sobre o projeto SAFO começaram no primeiro semestre de 2010, meses antes da contratação da empresa que o desenvolveria. Um processo que, segundo garante, foi “moldado” para favorecer a Tecnobit. “A Diretoria de Educação Superior Militar, chefiada na época pelo general Marco Aurélio Costa Vieira e subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército, resolveu encampar essa ideia e comprar o simulador da Tecnobit a qualquer custo”. Pierrotti narra que antes mesmo de a licitação ser aberta, “todo mundo já sabia” que haveria “uma missão para a Espanha”. Outra fonte próxima ao projeto, que não quis se identificar, confirmou o conhecimento prévio da empresa que ganharia o contrato e contou que o então chefe do Departamento, o general Rui Monarca da Silveira, chefe de Marco Aurélio, “deu total apoio” à empreitada.
ampliar fotoParte do documento que trata da necessidade de um simulador de artilharia brasileiro, e a menção à visita ao simulador espanhol.
O caminho começou a ser traçado em março de 2010, quando o Exército encomendou um estudo para justificar a necessidade de um simulador de apoio de fogo. Nele, é mencionado como exemplo somente o simulador do Exército espanhol, projetado pela Tecnobit e inaugurado em 2002 com o nome de SIMACA (Simulador de Artilharia de Campanha). O documento ainda revela que foi feita uma visita de oficiais brasileiros à Academia de Artilharia do Exército da Espanha, o que “acrescentou algumas ideias-força relevantes que fazem parte da solução proposta” (veja na imagem ao lado). Não menciona nenhuma visita a outro simulador desenvolvido por outra empresa.
Com o estudo pronto, a portaria que oficializava a necessidade de um simulador para o Brasil fora publicada poucos meses depois, já em junho de 2010. O organismo responsável por promover uma licitação é a Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW), que fez então uma primeira tentativa em agosto, segundo conta Pierrotti. Três empresas, todas espanholas, incluindo a Tecnobit, teriam participado do processo, segundo o coronel, que garante que o edital dificultou a participação de outras companhias, o que teria gerado suspeitas de fraude e anulado todo o processo. Não há rastros documentais sobre a licitação em si, mas portarias publicadas pelo comando do Exército autorizavam a viagem de oficiais ao exterior para acompanhar o processo licitatório. Cerca de um mês e meio depois, uma nova licitação foi aberta e cinco empresas concorreram, incluindo, novamente, a Tecnobit. “Empresas com reconhecida capacidade tecnológica ficaram de fora”, conta Pierrotti. Ele menciona o ranking Simulation and Training Companies feito pela revista Military Simulation & Training Magazine, que lista anualmente as melhores empresas no ramo de tecnologia militar. A Tecnobit não estava no ranking em 2010, quando ganhou a licitação brasileira, nem no ano anterior, 2009, ou no ano seguinte, 2011.
ampliar fotoParte da portaria que oficializa a necessidade de um simulador para o Brasil, de junho de 2010.
Como um ranking não tem nenhuma interferência em uma licitação, a Tecnobit se saiu vencedora do processo. Em 22 de outubro de 2010, o contrato entre o Exército e a empresa espanhola era assinado, com a promessa de entregar um simulador em Resende (RJ) e outro em Santa Maria (RS), além de equipamentos como biblioteca, e o estabelecimento de uma filial brasileira da Tecnobit até outubro de 2013. Tudo isso a custo de 13,98 milhões de euros — pela cotação ao longo de outubro de 2010, esta cifra equivalia a cerca de 32 milhões de reais.
Por meio de nota, o Exército afirmou ao EL PAÍS que a decisão para a aquisição do simulador partiu da necessidade de adestramento das tropas por meios “auxiliares de instrução que minorem gastos e otimizem o emprego judicioso dos recurso públicos”. Também disse que foram feitos estudos sobre a necessidade do simulador e que hoje ele “vem cumprindo de forma satisfatória os objetivos para os quais foi desenvolvido”.
“Proposta indecente”
Não demorou para que os primeiros problemas entre a Tecnobit e o Exército aparecessem. Em abril de 2011, estava prevista a entrega da primeira das quatro fases do desenvolvimento do simulador, que consistia em detalhar e analisar os requisitos técnicos e operacionais da empresa. Foi quando o então major Renato Carvalho de Oliveira, do escritório de gerenciamento do projeto, enviou um e-mail a generais afirmando que existia uma “falta de capacidade técnica por parte da Tecnobit”, fazendo com que a empresa quisesse “tomar atalhos para se livrar de algumas responsabilidades previstas em contratos ou acertos”. O conteúdo do e-mail foi redigido após uma conversa com o então fiscal do contrato, o tenente coronel Eric Julius Wurts, e o supervisor técnico, na época major André Gustavo Monteiro Lima.
ampliar fotoE-mail do major Carvalho tratando da “falta de capacidade técnica por parte da Tecnobit” (grifos da fonte).
Na segunda fase, na qual um protótipo deveria ser apresentado, o constrangimento ficou maior. No dia de sua apresentação, o simulador ainda não conseguia realizar o cálculo da trajetória balística, como se esperava, lembra Pierrotti. “A proposta da Tecnobit foi indecente”, diz ele. “Eles pegaram um programa executável do simulador de artilharia de campanha da Espanha, o Simaca, e apresentaram como se fosse um protótipo do simulador brasileiro”. Fontes militares que participaram desta etapa contam que os executivos da Tecnobit entregaram um CD com uma cópia do simulador espanhol sem levar em conta as especificidades do armamento e da geografia brasileira e já defasado. “A apresentação do protótipo já foi fake”.
Mesmo com claros problemas na apresentação do protótipo, a empresa recebeu quase 5 milhões de euros pela conclusão da segunda fase do projeto. As demais fases foram todas parecidas em termos de atrasos e desentendimentos. Com o tempo, os próprios engenheiros militares brasileiros, que já trabalhavam lado a lado com os engenheiros espanhóis, passaram a solucionar os problemas da empresa. A transferência tecnológica acabou ocorrendo ao contrário, o que levantou a suspeita de que o projeto poderia ter sido desenvolvido dentro do Brasil com um custo menor, segundo Pierrotti.
ampliar fotoInforme do Exército de julho de 2012 com a nomeação do coronel Wurts para o Curso de Política e Estratégia Aeroespaciais, afastando-o, portanto, do projeto SAFO.
Por meio de nota, a Tecnobit diz que o projeto atrasou mais do que o previsto porque, de acordo com o contrato, ele era, inicialmente, uma “colaboração” entre a empresa espanhola e o Exército Brasileiro para o desenvolvimento do simulador “baseado em uma evolução e modernização do Simaca espanhol”. Mas que, ao longo do desenvolvimento do projeto, “o cliente brasileiro fez pedidos que superavam amplamente os requisitos estabelecidos no contrato”. O documento, ao qual o EL PAÍS também teve acesso, previa que o equipamento seria desenvolvido juntamente com engenheiros militares brasileiros para garantir a transferência tecnológica. Este era inclusive o item mais caro do acordo.
Mourão surge para “destravar” o projeto
General Mourão (no centro da foto) ao lado de Tom Sarobe (de gravata listrada), na Espanha.
Diante de sucessivos atrasos e constrangimentos, o Exército Brasileiro designou em julho de 2012 o general Antonio Hamilton Martins Mourão, que já participava do projeto de forma discreta como vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, para sua primeira missão na Espanha com o objetivo de acompanhar e, nas palavras de Pierrotti, “destravar o andamento do projeto”. “Existe uma grande maioria no Exército que trabalha bem e que é honesta. Mas existe uma parcela, que não é pequena, que sob uma falsa justificativa moral, é conhecida como a tropa que resolve problema, ainda que ilegalmente ou de qualquer maneira”, explica. “Ninguém vai sair com uma mala de dinheiro, mas o camarada pode sair promovido a general ou receber uma missão no exterior como prêmio”.
Nessa viagem, Mourão e outros militares levaram suas respectivas esposas. Uma programação especial fora elaborada pelo adido militar brasileiro na Espanha para elas durante a missão de uma semana. No primeiro dia, um jantar foi oferecido para todos da missão pelo representante comercial da Tecnobit, Tomas Sarobe Piñeiro. Traje: esporte fino, previa o convite. A prática de oferecer jantares pelos executivos da empresa aos oficiais seria recorrente durante todo o processo. “Eu mesmo presenciei atitudes estranhas envolvendo viagens, jantares e pagamentos nesse projeto”, diz Pierrotti. “Em dezembro de 2013, depois que eu reprovei pela sexta vez o simulador, escrevi um relatório para o comando do Exército e disse que um dos diretores da Tecnobit me chamou para um jantar para resolver todos os problemas. Eu suspeitava que ele ia me oferecer alguma coisa durante o encontro e não aceitei o convite”.
Em uma reunião posterior a esse relatório, em janeiro de 2014, Pierrotti conta ter dito a Mourão que estava preocupado e que poderia assessorá-lo tanto na parte técnica como na parte jurídica, já que é formado em direito. “Mas ele ameaçou me mandar para a prisão”. Dois meses depois, em março de 2014, o general assinou um certificado de que a empresa havia terminado seu trabalho, apesar de mais um parecer negativo de Pierrotti, do fiscal do contrato e de outros militares envolvidos no projeto. “Entramos em uma reunião na AMAN [Academia Militar das Agulhas Negras] com Mourão para prepará-lo para um encontro com representantes da Tecnobit. Ficamos ali conjecturando ideias e propostas para dar continuidade ao projeto. Uns vinte minutos depois, ele se encontrou com o Tom Sarobe no corredor e disse tudo o que a gente tinha falado pra ele”, relata Pierrotti. “Isso pode se enquadrar em quebra de sigilo profissional. Ele entregou de bandeja todos os nossos argumentos para o representante da empresa. De que lado ele estava nisso?”.
ampliar fotoInforme do Exército de maio de 2013 anunciando a mudança de posto de alguns oficiais.
À reportagem, o general Mourão, que hoje está na reserva, admite que os atrasos ocorreram porque a empresa não “conseguia atingir aquilo que havia sido acordado no contrato”, mas justifica dizendo que se tratava do desenvolvimento de um “software difícil”. Ele nega que a empresa não tivesse capacidade técnica para realizar o trabalho, mas afirma que o processo ocorreu com certa dificuldade. “Tivemos várias discussões com a empresa, muita briga em determinado momento, mas ela cumpriu com o que foi contratado”, disse. “Mas foi debaixo de muita pressão”.
ampliar fotoCom o afastamento do tenente-coronel André Gustavo Monteiro Lima.
Em referência a Pierrotti, ao qual não chega a citar nominalmente, taxa o coronel da reserva de “psicopata” e “ressentido”. “Esse camarada depois vai ser pego. Eu sei quem ele é”, diz. “Ele vem divulgando coisas que não poderia divulgar. Por isso está cometendo um crime. Tomem cuidado onde vocês vão se meter. Há um crime em andamento”. O general menciona que Pierrotti poderia responder pela quebra de acordo de confidencialidade, mas não diz se as revelações de Pierrotti poderiam se tratar de injúrias ou difamações.
Sobre os jantares que frequentava com representantes da Tecnobit, afirma que eram “normais”. “Você está visitando um país, visitando uma empresa, o camarada convida para jantar na casa dele”, argumenta. “É uma coisa normal, ué. Quando ele [Tom Sarobe] veio ao Brasil, eu o convidei para jantar na minha casa”. A passagem aérea para a sua esposa foi paga pela Tecnobit, segundo documentos. Mourão confirma. “Eu tinha direito a uma passagem de primeira classe. Troquei por duas de classe econômica”, explica. Ele também garante que os gastos com a esposa dele nas viagens foram cobertos com a diária que recebia do Exército. “Eu recebia as diárias e pagava as minhas despesas. Quem pagava [pelos passeios] era a diária que eu recebi”. Mas Pierrotti contesta, ao dizer que a aditância militar brasileira na Espanha colocou à disposição da esposa de Mourão carro, motorista e secretária. O EL PAÍS teve acesso a documentos do Exército com uma programação montada especialmente para ela à cargo da aditância. Já a Tecnobit nega que tenha dado qualquer tipo de presente ou oferecido jantares a oficiais do Exército. A reportagem não conseguiu contato com Tom Sarobe.
Programação feita pela aditância do Exército na Espanha para as esposas de oficiais.
Sobre o oferecimento de vantagens ou favorecimentos por parte da empresa a ele, o general é taxativo: “Jamais [recebi]. Até porque, se houvesse alguma coisa dessa natureza, o cara levava um murro na cara, né?”, diz. “É desse jeito que funciona. A não ser [com] político, né? Eu sou soldado. Se fosse político, aí eu teria uma boa conta no exterior”, afirmou ele à reportagem, em entrevista feita antes de ele ser escolhido como vice de Bolsonaro. Ele afirmou ainda “ter a consciência tranquila”.
De SAFO a SIMAF
O equipamento deveria ter sido entregue em outubro de 2013, mas acabou sendo inaugurado apenas em 2016. A Tecnobit afirma se considerar “altamente prejudicada”, e buscou uma corte internacional para resolver as questões e traçar um novo calendário de entrega. O novo acordo, diz a empresa, permitiu que o projeto fosse concluído “com êxito”. A companhia assegura ainda que, exceto pela biblioteca — que o Exército ainda não teria definido sua localização — todos os itens do contrato foram cumpridos. Incluindo a abertura de filial no Brasil — que hoje, diz, conta com apenas dois funcionários — e de um laboratório de simulação. A reportagem esteve no endereço da suposta filial brasileira, em um prédio comercial na Barra, no Rio de Janeiro, e a sala está vazia e trancada. Depois de confirmar que a sede estava no Rio, a companhia voltou atrás e informou que, na verdade, havia se mudado para São Paulo.
Para dissociar o simulador de apoio de fogo da má fama que o nome do projeto já estava evocando em alguns círculos, o SAFO (Simulador de Apoio de Fogo) mudou de nome. Passou a ser chamado de SIMAF (Sistema de Simulação de Apoio de Fogo). Com isso, em uma cerimônia realizada em 19 de fevereiro de 2016, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas inaugurava, finalmente, o primeiro simulador na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ). Quatro meses depois, em 11 de junho, era inaugurado o simulador em Santa Maria (RS).
Em 2017, foram realizados 20 exercícios pelos cursos de formação de militares com os simuladores nas duas unidades, segundo o Exército. A previsão para este ano é que sejam realizados 23 exercícios, ainda segundo o Exército, que ressalta ainda que o simulador economiza 50 milhões de reais em munição ao ano, “valor que ultrapassa a quantia paga pelo simulador, comprovando a viabilidade econômica do projeto”. Pierrotti contesta esta afirmação. “O Exército não deixou de gastar nenhum centavo de munição de artilharia por conta do simulador. A economia é virtual”.
Todos os demais questionamentos da reportagem feitos ao Exército sobre atrasos, o processo de licitação, custos com viagens, cláusulas do contrato que a Tecnobit não teria cumprido e a possível relação de executivos da empresa com oficiais do Exército antes mesmo de aberta a licitação não foram respondidos ou foram negados.
MOURÃO REAGE À REPORTAGEM E GARANTE QUE IRÁ PROCESSAR O CORONEL PIERROTTI POR DIFAMAÇÃO
Nesta quarta-feira, 8 de agosto, um dia após a publicação desta reportagem, o general da reserva Antonio Hamilton Mourão disse por meio de nota à imprensa que “irá processar por difamação o coronel da reserva Rubens Pierrotti Junior”. Ele também afirma que a denúncia feita pelo militar, “sem qualquer comprovação, foi devidamente arquivado pelo Ministério Público do Exército”. Assim, continua, “não faz sentido trazer o assunto a público novamente, a não ser por interesses excusos”. Ele garante ainda que no processo “todos os documentos comprobatórios serão apresentados à Justiça”.
Hugo Castro, pois eu não tenho vergonha dessa matéria e nem de outras que já escrevi.
Especialmente sobre a corrupção na Polícia Civil, mais especificamente na sua carreira de delegado, da qual fui demitido depois de 23 anos; escrevendo justamente por ter chegado ao ponto de não suportar mais tantos delegados corruptos , ignaros, vagabundos, covardes e bajuladores. ( A prisão ex-presidente da ADPESP – André Di Rissio – foi a gota d’água ).
Nem vou falar em lealdade, pois delegado não sabe o correto significado do que seja ser leal.
Não esquecendo daqueles que compraram a aprovação no concurso, compraram suas promoções por merecimento e também compram absolvição em PAD.
Não era o meu caso; mas fui a toque de caixa como delator que cuspiu no prato que comeu e ainda foi destilar seu ódio pela PC no MP.
Mas há quem me chame de ladrão por criticar o Bolsonaro ( como o delegado aposentado Carmino Pepe, ex-vereador pelo PL na Capital…Logo quem…rs ) e de não ter credibilidade ou moral para opinar sobre qualquer coisa pelo fato de ter sido “exonerado AO bem do serviço público”, como escreveu, ontem, um investigador na página do Flit Paralisante ( Facebook ).
Verdadeiramente, não tenho nenhum desespero não, Doutor.
Se é para acabar com a corrupção, quiça o Bolsonaro comece pela sua carreira e pela pestilenta Polícia Civil de São Paulo ( pestilenta na boca de muitos, de um famoso Desembargador, inclusive ); cujos dirigentes compram as suas cadeiras a peso de ouro, depois loteando o restante ( perdão aos dignos ).
Vote no Bolsonaro, vote no Major Olímpio , vote no Skaf ( do Fleury Filho e do Ferreira Pinto ) , Vossa Excelência saberá quais os primeiros corruptos que serão caçados e cassados.
O meu comentário pode lhe ter causado vergonha, entretanto mais vergonhosos foram os seus comentários ( em dois tópicos ) , especialmente por vir de um Delegado de Polícia de quem se espera um mínimo de elegância e argumentação edificante.
Com efeito, chamar a quem não conhece de “petralha” ( aquele petista de pouco apreço pela ética e/ou moralidade pública ) é injúria grave.
O Dr. gostaria de ser chamado de corrupto pelo simples fato de ser Delegado ?
Sim, todo delegado – sendo ou não – tem fama de corrupto!
Certamente, em pleno século XXI , aqui no Brasil , ainda, o adultério além de ser um verdadeiro deboche ao traído , passível até de indenização por danos morais, é considerado IMORAL aos olhos da maioria da sociedade e de todas as instituições, por mais hipócritas que sejamos.
Além de imoral é o mais grave ilícito civil contra o casamento e , não faz tanto tempo assim, era infração penal, inclusive.
Quem mente para o conjugue , mente para os filhos , debocha das instituições , também mentirá para os eleitores. E não estamos falando do nosso vizinho do lado, falamos sobre a conduta de um homem público ( deputado federal ) que sonha ser Presidente da República.
Para a sua reflexão, se durante o seu estagio probatório fosse desvelado um adultério praticado pelo Dr., ou uma certa queda de sua parte por assediar funcionárias e gostar de visitar um puteiro , certamente seria exonerado do cargo.
O Dr. é apenas um delegado, mas lhe é exigido conduta irrepreensível na vida pública e privada.
Em pleno século XXI!
Mas o candidato Bolsonaro, pode ?
Não tem nenhum problema outro adultero ( como o Lula ) na Presidência?
E o pior, descaradamente afirmou que só registrou o filho depois de fazer o DNA!
Ainda por cima nem sabe em quem mete? ( perdão pelo estilo bolsonarista )
Por fim, com todo o respeito , façamos uma inversão de gênero e pessoa, caso a sua esposa aparecesse grávida de outro , o que o Dr. pensaria do caráter da adultera ?
A resposta acima foi , primeiramente , postada no Facebook.
Considerações finais:
É de cair o queixo Delegado de Polícia deste estado invocando a corrupção administrativa no Brasil para votar no Bolsonaro e , ainda, chamar quem faz críticas ao candidato de “petralha”.
Ou é muita ingenuidade ou desmedida hipocrisia , será que não contaram a ele que delegados de polícia deste estado – e certamente Brasil afora – financiam, desde priscas eras, campanhas eleitorais de políticos corruptos com o dinheiro da corrupção policial ?
De onde ele acha que sempre saiu ( e está saindo ) um bom dinheiro para as campanhas de alguns deputados, governadores e ex-secretários de segurança , tanto eleitos como os não eleitos?
E será que ele ainda não descobriu que delegado rigoroso e incorruptível – os sem corrida – ou é plantonista ( em lugar ruim ) a vida toda ou titular de pardieiro onde só pinga goteira em dia de chuva?
Sem menosprezar a morte da policial paulista , da vereadora carioca e a justa indignação do vereador Fernando Holiday, mas ele quer fazer comparação de acontecimentos completamente distintos. Salvo , ambas serem mulheres, negras , homossexuais e possivelmente haver motivação funcional para os dois homicídios.
Com efeito, a vereadora foi executada de forma planejada e com precisão profissional, própria de grupos com grande estrutura organizacional e operacional.
Cuidadosamente decidido e traçado!
E muito mais do que o ativismo da vereadora, particularmente penso que a sua morte se deu mesmo por motivos eleiçoeiros, seja buscando eliminar o seu crescente protagonismo e influência em determinados locais e faixas da população, seja objetivando colocar outro em seu lugar na Câmara para legislar conforme os interesses de determinado grupo.
Contudo é só a minha opinião; pode ser que o motivo seja completamente outro e inesperado.
Todavia pessoa pública ( político ) , metralhada a céu aberto, obviamente causa maior comoção, consequentemente, interesse da imprensa.
O estardalhaço não tem nada a ver com o fato de ser LGBT ou negra; verdadeiramente o que conta é o cargo político.
Ninguém se importa com o assassinato de lésbicas negras, brancas ou amarelas, ativistas ou não ativistas.E não é todo dia que se vê um político metralhado em plena via pública, nem mesmo na Rio de Janeiro.
Para aumentar o clamor , o povo que não é nada ingênuo, acostumado com o envolvimento de policiais em crimes dessa natureza, prontamente já endereçou as suspeitas para policiais e milicianos.
Outro fato importante, a sede da Rede Globo fica naquela cidade; na Globo os acontecimentos mais explorados são locais.
Quanto à execução da policial, logo de cara o Major falou que ela estava no bar bebendo com as amigas e deve ter tido uma falsa sensação de segurança.
No pensamento popular: “morreu por querer pagar de polícia” !
Sim, o termo empregado é mais ou menos assim : “se fudeu , quem manda pagar de polícia na quebrada”.
Mas olha que diferença, por ela ser policial militar, o crime já está praticamente esclarecido. Se fosse apenas uma mulher negra, favelada e lésbica o corpo ainda estaria aguardando o IC e o IML.
Quanto à morte da vereadora, até agora nada conclusivo! E com todo o clamor da imprensa, da população e DOS ESQUERDISTAS.
De qualquer forma, ao contrário do que o vereador discursa, quem defende os direitos humanos é o Estado, por meio da Constituição e da legislação ordinária.
Não é ONG, nem a esquerda barulhenta !
Se bandidos respeitassem direitos, ainda mais os ditos “direitos da humanidade” , não seriam bandidos, não é ? Deles não se espera nada de bom!
Mas as Forças Armadas , Polícias, Agentes Prisionais – desde sempre – cagam e andam para “direitos humanos” , salvo os próprios. Mas destes sim só esperamos o bem e a legalidade, mas por vezes são piores do que os bandidos.
Logo, assassinado de policial não causa quase nenhuma consternação coletiva.
É claro que, tal como a figura do feminicídio , o legislador criou o que alguns chamam de policídio ( homicídio funcional ) , assim – sendo ou não sendo – a quem for atribuída a autoria serão imputados, além do homicídio qualificado objetivamente pela torpeza, impossibilidade de defesa, grande sofrimento; subjetivamente também pelo fato dela ser policial militar.
Obviamente , não constará nos autos o comportamento da vítima, né ? Se houve algum comportamento imprudente ou provocativo.
Era policial militar, logo foi o PCC!
É o bastante!
Mas da mesma forma como é comum a polícia dizer para vítimas: só não perde o cu porque tá preso…quem manda deixar o carro na rua…quem manda ficar andando por aí na madruga…Pô moça, você vestida assim pela rua só podia mesmo pedir para ser estuprada… Tem o velho e repetido: “ninguém é morto de graça”…
Quem nunca ouviu um policial dizendo que “de graça ninguém morre” ?
P|ois bem, de graça nenhum polícia morre mais, todos serão sempre mortos por serem policiais( ainda que tenham ido na quebrada mendigar uns pinos de cocaína; o que não foi o caso ).
Morrer de graça só o cidadão comum…Se bem que até pode morrer de graça, mas o enterro alguém pagará!
Finalizando, quando executam negros gays e ainda da quebrada ninguém dá a menor atenção…
Mas se esse tal Holiday ( que também é negro e gay, embora já não seja mais pobre ) aparecer morto será um “day nos acuda” geral.
A comoção não será dos negros ( por ele ser negro ) , dos gays ( por ele ser homossexual ) e nem dos favelados ( pela sua origem ) , será da DIREITA BRANCA CORRUPTA E HIPÓCRITA…
Os COMUNISTAS PETRALHAS mataram o Day…mataram o Day…mataram o Day…
Disse CARMINO PEPE : Voce prefere a quadrilha petista de esquerda insana, vai a merda ladrao
Caro, Dr. Carmino Pepe,
Inicialmente, o texto acima não é de minha autoria.
Como destacado logo abaixo é de uma página que se denomina “SOU ESQUERDA E DAÍ?”
O que não é o meu caso, pois não sou de esquerda , nem de direita.
Aristotelicamente falando , acredito na moderação.
Entretanto concordo em parte com o autor ( texto acima compartilhado no Face ).
E Vossa Excelência , com o seu elegante e construtivo comentário,faz prova daquilo que foi descrito acerca dos simpatizantes do candidato em questão ; nada obstante não possa ser considerado desletrado.
Quanto ao termo “ladrão” , caso a invectiva tenha sido dirigida a mim, devo esclarecer aos demais leitores que nunca fui.
Agora não posso por a mão no fogo por Vossa Excelência ( nem sequer lhe conheço pessoalmente ), valoroso delegado de polícia por tantas décadas titular de importantes Unidades da Capital.
Se não foi ladrão , aparentemente nunca se sentiu incomodado com a ladroagem policial , não é ?
Só a ladroagem política é nefasta?
Quanto a ser ladrão, mais uma vez , qual a diferença da quadrilha petista para a quadrilha malufista ou a quadrilha do Valdemar Costa Neto ?
Lembrando que o Dr. foi vereador pelo PL ( mesmo partido que ajudou a eleger e indicou o vice do Lula ) , não é ?
E esse mesmo PL – pelo qual o nobre delegado aposentado foi eleito , era um partido ou uma organização criminosa ?
Por fim, entre o Bolsonaro e o Geraldo Alckmin escolheria o segundo ( pelo bem do Brasil ) , mesmo tendo o governador decretado a minha demissão do cargo de Delegado de Polícia atendendo a pleitos e representação dos grandes ladrões de nomeada da corrupta Polícia Civil de São Paulo .
Cujos dirigentes ( delegados ) sempre fizeram pose de virgens do puteiro!
Em círculo íntimo , cercado por familiares e poucos amigos longevos ( muito antes de pensar em fazer política ) , um tanto constrito em razão dos ataques que vem direcionadamente sofrendo por parte de algumas mídias afinadas com adversários de campanha, ao ser indagado sobre o suposto afastamento de Geraldo Alckmin , respondeu com firmeza:
Depois do Covas, Alckmin é o político mais honesto e leal que conheci e trabalhei lado a lado…
Nós ( Alckmin e França ) fomos prejudicados pela ganância de poder de uma minoria do PSDB …
Justamente no momento em que o Brasil mais necessita do Geraldo Alckmin .
Segundo Márcio França , o seu antecessor é o único político capaz de pacificar o país e recolocá-lo no caminho do crescimento social e econômico.
_____________________________________________
Da mesma fonte: além do previsível boicote de quadros do PSDB , Márcio França se ressente muito mais do pouco empenho de alguns e do oportunismo de um ou outro colaborador nomeado em decorrência das costuras partidárias.
STF concede habeas corpus a delegado acusado de elo com tráfico em São José, SP
Delegado Darci Ribeiro atuava na DIG e é acusado de omitir informações sobre a cúpula do tráfico nos flagrantes apresentados na delegacia. Ele foi preso em novembro de 2017.
Por G1 Vale do Paraíba e Região
DIG São José dos Campos (Foto: André Bias/TV Vanguarda)
O Superior Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus para o delegado Darci Ribeiro, acusado de elo com o tráfico de drogas na zona sul de São José dos Campos. A decisão, do ministro Marco Aurélio Mello foi publicada nesta terça-feira (7). A defesa do delegado foi procurada, mas não foi encontrada pela reportagem para comentar o caso.
O delegado, que atuava na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), é acusado de omitir informações sobre a cúpula do tráfico nos flagrantes apresentados na delegacia. Ele foi preso em novembro de 2017 juntamente com outros 24 policiais.
Na última quinta-feira (2), os policiais Alexandre Pereira da Silva, Fabrízio Silano e Luís Fernando Lima Junior, que atuaram no setor de homicídios da DIG, foram absolvidos do crime. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou Fabrízio e Luís Fernando podem voltar ao trabalho. Já Alexandre, caso queira ser reintegrado à corporação, deve entrar com uma ação judicial, de acordo com a pasta.
Em outra decisão, o STF também concedeu o habeas corpus a Juarez Riberio da Rosa em caráter liminar na quarta-feira (1º). O policial atuava no 3º DP em São José dos Campos e integrou a lista do MP. Segundo a promotoria, ele atuava em um esquema com pagamento de propina a policiais para facilitar o tráfico de drogas no Campo dos Alemães, zona sul da cidade.
O advogado Ary Bicudo, que defende o delegado Darci Ribeiro, foi procurado por telefone pelo G1, mas não foi encontrado durante a noite de terça.
A SSP foi procurada pela reportagem para informar se o delegado deve reassumir o posto. O órgão disse que ainda não foi informado oficialmente sobre a decisão.
Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público, o trafico na região movimentava cerca de R$ 2 milhões mensalmente. A investigação do MP apontou que um grupo de policiais teria usado o conhecimento da contabilidade do tráfico para extorquir criminosos. Em troca do pagamento de propina, teriam deixado de combater o tráfico na região.
Alckmin diz não temer possível delação de ex-secretário
Em evento apresentado por Huck, tucano chama Angélica de Eliana
Thais Bilenky Joelmir Tavares
São Paulo
O candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) voltou nesta terça-feira (7) a defender o ex-secretário em seu governo Laurence Casagrande, preso e denunciado pela Lava Jato paulista.
“Toda experiência que tivemos com Laurence Casagrande foi de uma pessoa correta”, afirmou Alckmin em evento na capital paulista. “Não temos nada, nada, nada a temer.”
A possibilidade de delação de Casagrande é negada pela defesa de Casagrande e pelo Ministério Público.
Jornalistas questionaram se ele temia ser citado, ao que o tucano disse: “Nenhuma, nenhuma, nenhuma”.
Minutos antes, Alckmin passou por uma saia justa no palco em entrevista a Luciano Huck. Sua mulher, Angélica, estava na plateia e Alckmin a cumprimentou referindo-se a outra apresentadora, Eliana –ex-namorada de Huck.
O apresentar interrompeu o tucano, que já falava de outro tema, e cochichou em seu ouvido.
Alckmin se levantou, abraçou Angélica e pediu desculpas ao microfone.
Alckmin participou de uma conversa com o apresentador Luciano Huck sobre propostas de uma agenda digital para o setor público.
O comunicador e empresário é um dos curadores do GovTech, encontro em São Paulo sobre o uso de tecnologias por governos.
Além do presidenciável do PSDB, foram ao evento para falar sobre suas propostas de inovação: Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede).
Política de confrontos armados é inconstitucional, decide TJ do Rio de Janeiro
Ao insistir na política de confronto armado de suspeitos de praticar crimes, o Estado viola o princípio constitucional da segurança pública. Dessa maneira, a administração pública responde objetivamente por danos causados nesses embates, não fazendo diferença se quem disparou tiro que atingiu terceiro foi um policial ou não.
Por insistir em política inconstitucional para a segurança pública, responsabilidade civil da administração por feridos e mortos em decorrência de confrontos é objetiva, decide TJ do Rio de Janeiro. Fernando Frazão/ Agência Brasil
Com esse entendimento, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o estado a indenizar a viúva e os três órfãos do pedreiro Gutemberg Pereira de Souza. Cada um receberá R$ 80 mil. O estado também terá que pagar, desde a morte do pedreiro, pensão à família e, depois que todos os filhos atingirem 18 anos, à viúva, até a data em que Gutemberg completaria 71,9 anos de idade. O valor será de 75% do piso salarial de pedreiro, que, no estado do Rio, é de R$ 1.237,33 atualmente.
Gutemberg morreu no dia 20 de fevereiro de 2017, atingido por um tiro disparado durante confronto entre policiais militares e traficantes no Morro da Fé, no Complexo da Penha, na zona norte da capital. O pedreiro estava chegando em casa e não tinha relação com o confronto.
O relator do processo no TJ-RJ, desembargador Fernando Foch, disse que a política de confronto empreendida pelas autoridades do Rio remonta à concepção de guerra interna e ao conceito de segurança nacional da época da ditadura militar (1964-1985). São ideias rejeitadas pela Constituição Federal de 1988, que realça a segurança pública e a dignidade humana.
Segundo Foch, o combate à criminalidade deve ser feito com respeito aos direitos à vida, à saúde e à dignidade. “Com efeito, essa política de confronto, que inclui pesadas trocas de tiros entre policiais e delinquentes, pouco importa a vida, a inviolabilidade da integridade física, a higidez psicológica, a saúde mental e a dignidade humana de inocentes que se vejam na linha de tiro”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
Clique aqui para ler a decisão
Processo 0154288-05.2017.8.19.0001
Com todo o respeito à memória da vítima, ainda que homossexualidade não seja defeito ou imoralidade.
Mas é direito da população em todo e qualquer crime conhecer todas as circunstâncias envolvendo a morte de um agente policial, ainda que certos detalhes sejam contrários a interesses corporativistas.
Em pleno século XXI, ainda vivemos numa sociedade machista e preconceituosa , afetando órgãos públicos; por mais que se negue.
Pois bem, a policial militar, no gozo de suas férias e com todo o direito de ir e vir e fazer o que quiser de sua vida social e afetiva, estava no bar acompanhada de namorada e uma amiga.
Não estava bêbada ; nem foi tirar satisfações por conta de suposto furto de celular.
Estavam sendo ofendidas e ameaçadas pelos “machões” insultados com a presença das três mulheres.
Essa foi a quebra da ordem que fez com que ela acabasse revelando a sua profissão.
Provavelmente não teve tempo ou acreditou ser desonroso bater em retirada.
Morreu por ser homossexual, mulher e policial militar.
Entretanto, não fosse a arma não teria sido identificada e provavelmente teria deixado o local…
PSDB propõe primeira CPI da gestão França e pode desgastar governador que busca reeleição
Tucanos querem investigar suspeita de fraude em licitação da Secretaria de Educação
Artur Rodrigues
São Paulo
A bancada do PSDB vai propor nesta terça-feira (7) a primeira CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) envolvendo a gestão do atual governador Márcio França (PSB). O pedido é relacionado à suspeita de fraude numa licitação da área da educação e pode desgastar o socialista em meio à sua campanha para reeleição.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, subordinada à França, anunciou que suspendeu uma licitação no valor de R$ 5,6 milhões uma hora após o UOL publicar reportagem revelando que já sabia o vencedor 12 dias antes do final do pregão.
O deputado estadual Cauê Macris (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo – Karime Xavier – 15.mar.17/Folhapress
O líder do PSDB na Assembleia, deputado Marco Vinholi, começou, na manhã desta terça, a colher assinaturas. São necessários 32 nomes para que o procedimento seja iniciado, o que os tucanos esperam conseguir até o fim do dia, já que só os deputados do partido são 19. Mediante o requerimento, é necessário que o presidente da Casa, o tucano Cauê Macris, crie a comissão.
“Há indícios de irregularidades. Márcio França está tentando a reeleição, mas tem de cuidar do governo que está também”, disse Vinholi.
Mesmo pontuando baixo nas pesquisas, França é tido dentro do PSDB como candidato que mais pode crescer e atrapalhar o tucano João Doria na disputa ao governo. Só o pedido de CPI, numa Assembleia onde historicamente o tucanato é forte, pode desgastar o socialista, ao associar sua gestão à suspeita de corrupção.
Além da suspeita de irregularidades neste caso, França tem sido criticado pelo que a bancada tucana classifica como “ruptura” com o governo de Geraldo Alckmin (PSDB), hoje candidato a presidente.
Licitação
De acordo com a reportagem do UOL, a agência de viagens Armazém Turismo e Eventos foi declarada vencedora da licitação apesar de não ter apresentado a melhor proposta na concorrência. O processo licitatório foi encerrado na segunda-feira (6).
O UOL, porém,sabia do resultado antes de ele sair —antes da abertura e do término da licitação em modalidade de pregão eletrônico— e registrou em cartório quem seria o vencedor. O contrato não foi assinado.
Procurada pela reportagem do portal, a secretaria da Educação afirmou em um primeiro momento que o termo de referência do pregão foi feito com orientação do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e que iria apurar a denúncia e notificar o Ministério Público e a Corregedoria Geral do Estado de SP.
Posteriormente, a secretaria enviou um e-mail completando a sua resposta onde informava que o processo foi suspenso após a revelação do UOL.
Governo de SP suspende licitação após reportagem do UOL revelar que já sabia o vencedor 12 dias antes do pregão
Aiuri Rebello
Do UOL, em São Paulo
Arte/UOL
O UOL registrou em cartório, 12 dias antes, quem seria o vencedor da licitação
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou que suspendeu uma licitação no valor de R$ 5,680 milhões uma hora após o UOL publicar reportagem revelando que já sabia o vencedor 12 dias antes do final do pregão.
A agência de viagens Armazém Turismo e Eventos foi declarada vencedora da licitação mesmo sem ter apresentado a proposta mais barata na concorrência. O certame foi encerrado nesta segunda-feira (6), mas o UOL sabia do resultado antes de ele sair – portanto antes da abertura e do término da licitação em modalidade de pregão eletrônico – e registrou em cartório quem seria o vencedor. O contrato não foi assinado.
Procurada pela reportagem, a secretaria da Educação afirmou em um primeiro momento que o termo de referência do pregão foi feito com orientação do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e que iria apurar a denúncia e notificar o Ministério Público e a Corregedoria Geral do Estado de SP (leia mais abaixo). Depois, a secretaria enviou um email completando a sua resposta onde informava que o processo foi suspenso após a revelação do UOL.
A reportagem também procurou a empresa Armazém Turismo e Eventos, que afirma ter recebido o contato com perplexidade. A empresa diz que a denúncia é “absurda e infundada” (leia mais abaixo).
A empresa ganhadora foi a sétima colocada no pregão, que foi aberto no dia 31 de julho, suspenso duas vezes e encerrado nesta segunda-feira. “(…) o vencedor da licitação de edital número 15/2018, modalidade pregão eletrônico, processo número 806350/2018, oferta de compra número 080102000012018OC00048, com data do início do prazo para envio da proposta eletrônica em 19/07/2018, data e hora da abertura da sessão pública em 31/07/2018 às 9h, promovida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (…), já está definido desde antes da abertura do certame”, registrou a reportagem no 39 Cartório de Registro Civil, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, no dia 25 de julho.
“(…) a empresa Armazém Turismo e Eventos (…) , irá sagrar-se vencedora da concorrência acima indicada, que no momento deste registro encontra-se aberta, indefinida e com todos os participantes anônimos. A referida empresa teria obtido antecipadamente e de forma irregular informações sobre a licitação, condições, preço de referência e especificidades do edital que a levarão a vencer o certame, mesmo sem apresentar a proposta com menor valor”, conforme o mesmo registro.
De acordo com uma fonte (que pediu para não ser identificada com receio de represálias), a agência vencedora fora definida há cerca de três meses, desde antes do lançamento do edital e dos termos de referência da licitação para a contratação de uma empresa para organizar 17 eventos, 16 deles em cidades do interior e um na capital de SP, para o projeto BNCC (Base Nacional Curricular), entre os dias 19 de agosto e 7 de dezembro de 2018.
O BNCC consiste em uma série de encontros promovidos pela Secretaria Estadual de Educação nas macrorregiões das Diretorias de Ensino com os diretores das escolas estaduais da região. O objetivo é adequar a grade curricular estadual à nova Base Nacional Curricular, lançada pelo governo federal no ano passado.
No edital da licitação, a secretaria da Educação informa que contratará uma única empresa para realizar os 17 eventos, por preço global, cada um com duração de três dias, e que os serviços devem incluir a locação dos espaços para a realização de palestras e oficinas, reservas em hotéis para os participantes, transporte dos mesmos e alimentação.
“Não sei até onde chega isso e quem é o beneficiado pelo esquema, se tem político no meio…”, afirma a fonte que permanecerá anônima. “Mas que esse edital foi direcionado foi. Além disso, o preço que fecharam a contratação está exacerbado, está com sobrepreço ou superfaturado isso aí”, afirma. A fonte procurou a reportagem para fazer denúncia pela primeira vez no dia 29 de junho, portanto 20 dias antes do lançamento do edital em questão, publicado no dia 19 de julho.
Seis propostas foram desclassificadas
Antes de a agência ser declarada vencedora do pregão eletrônico nesta segunda-feira, outras seis empresas foram desclassificadas. Ao todo, 11 empresas participaram da licitação. Antes do resultado ser confirmado, não é possível saber oficialmente quais são os participantes, que só são revelados ao final do pregão, quando o vencedor é habilitado. A proposta mais barata oferecida foi de R$ 4 milhões e a mais cara, de R$ 40 milhões.
Após a abertura das propostas, passou-se à etapa de lances – espécie de leilão, onde os concorrentes baixam seus preços em lances consecutivos, para tentar levar o contrato em questão – onde chegou-se a uma proposta vencedora de R$ 3,9 milhões, mas a empresa foi desclassificada.
De acordo com o pregoeiro, a proposta não cumpria o item 6.1.4 do edital. “Tratando-se de agência, a mesma deverá indicar na proposta o nome do hotel e endereço onde será prestado o serviço, bem como apresentar declaração que o hotel está reservado e que preenche todas as exigências solicitadas no Termo de referência, para atender aos eventos e indicando. Os hotéis a serem contratados deverá, na ocasião da vistoria, apresentar licença de funcionamento e atestado de vistoria expedido pelo Centro de Vigilância Sanitária”, afirma o item em questão.
“É justamente aí que ocorre o direcionamento do edital”, afirma a fonte que fez a denúncia do caso ao UOL. Duas semanas antes de o pregão começar, a pessoa havia avisado que este seria o item decisivo. “Só a empresa vencedora tinha condição de cumprir este item, pois já sabia das condições da licitação muito antes que todo mundo e reservou os hotéis que se enquadravam primeiro. Quem chegou depois e tentou reservar, percebeu que os hotéis que comportavam o evento já estavam bloqueados.”
Após a desclassificação da primeira colocada, foi analisada a segunda proposta mais baixa, no valor de R$ 4 milhões. Desta vez, a empresa foi eliminada pois estava offline no pregão eletrônico.
Passou-se à análise da terceira proposta, no valor de R$ 4,16 milhões, que também foi desclassificada por que os hotéis ou espaços dos eventos estavam em desconformidade com o edital.
A quarta oferta, de R$ 4,175 milhões, foi descartada porque o licitante não se manifestou no bate-papo do pregão. Já a quinta colocada, que ofereceu um preço de R$ 4,924 milhões, tampouco conseguiu atender ao item do edital que se refere aos padrões e tamanho dos hotéis e/ou espaços dos eventos. A sexta oferta mais barata, de R$ 6,050 milhões, foi desclassificada por que a empresa interessada também não apareceu online para negociar.
Chegou-se à sétima colocada na licitação, a Armazém Turismo e Eventos, que se sagrou vencedora. Inicialmente, a oferta dela após a etapa de lances era de R$ 6,250 milhões. Após negociação com o pregoeiro, porém, aceitou baixar o preço do pacote de eventos para R$ 5,680 milhões.
Orçamento aponta preço mais baixo
Além da suspeita de direcionamento do edital da licitação demonstrada acima, existe uma possibilidade de sobrepreço ou superfaturamento na contratação por este valor.
A reportagem pediu ajuda de uma empresa do ramo para fazer um orçamento com base nas especificações da contratação descrita pela secretaria da Educação no edital. Na média, o custo da prestação do serviço, para os 17 eventos, ficaria em torno de R$ 3,5 milhões.
Com uma margem de lucro de 10%, considerada arriscada no mercado – por uma série de motivos como chance de atrasos nos pagamentos por parte do governo e necessidade de pagar parte dos serviços de forma adiantada, antes de receber – o valor chegaria a cerca de R$ 4 milhões. Com uma margem de 20%, considerada justa no mercado, o preço total subiria para algo em torno de R$ 4,3 milhões. Com uma margem de lucro de 30%, considerada excelente por quem contrata com o poder público, o valor chegaria a R$ 4,6 milhões, mais ou menos. De acordo com este orçamento, o valor acima de uma boa margem de lucro – o que seria o sobrepreço ou superfaturamento – chega a cerca de R$ 1 milhão.
Secretaria fará “apuração preliminar”
Em resposta aos questionamentos do UOL, a secretaria da Educação disse em nota que o pregão ainda não foi homologado. Leia a íntegra da nota:
“A reportagem não leva em consideração que o pregão nem sequer foi homologado. Uma das empresas concorrentes manifestou a intenção de interpor recurso, o que ainda será avaliado. Portanto a empresa citada pela reportagem não foi contratada.
Sobre a construção do processo, concluído em abril, o termo de referência para o pregão foi feito com orientação do MEC, que aprovou o objeto final, que será executado com verba federal.
Ainda assim, a Secretaria da Educação determinou a abertura de uma apuração preliminar e noticiará o Ministério Público e a Corregedoria Geral da Administração sobre o caso.“
“Fatos distorcidos”
Em resposta aos questionamentos do UOL, a empresa Armazém Turismo e Eventos diz que recebe com “perplexidade está absurda e infundada denuncia de fonte anônima que distorce fatos para induzir pessoas a erro e criar noticia falsa com o único objetivo de prejudicar a imagem de empresa concorrente”.
De acordo com a nota enviada à reportagem, a empresa afirma que atua no segmento de turismo e eventos desde 1992, e “jamais participou ou participaria de qualquer fraude em licitação ou em qualquer outra esfera, não fazendo parte dos princípios éticos e morais que norteiam nossas atividades”, diz a resposta ao UOL.
Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela Armazém Turismo e Eventos ao UOL:
“Recebemos com perplexidade esta absurda e infundada denúncia de fonte anônima que distorce fatos para induzir pessoas a erro e criar notícia falsa com o único objetivo de prejudicar a imagem de empresa concorrente. Nossa empresa atua no segmento de turismo e eventos desde 1992 e jamais participou ou participaria de qualquer fraude em licitação ou em qualquer outra esfera, não fazendo parte dos princípios éticos e morais que norteiam nossas atividades.
No caso em questão, desde que publicado o edital no último dia 19 de Julho, iniciamos um grandioso trabalho de pesquisas e orçamentos com todos os possíveis hotéis onde se poderiam hospedar os participantes da licitação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, visto que as exigências contidas em edital possuíam especificidades que precisaríamos deste minucioso trabalho e colocamos nossos colaboradores experientes em eventos de grande porte para que se levantasse e orçasse os custos para participarmos da licitação, de forma que praticamente todos os possíveis hotéis que qualquer concorrente entrasse em contato nas ultimas semanas, saberia que nossa empresa ARMAZÉM estava trabalhando séria e arduamente para ganhar a licitação e NUNCA, sob nenhuma hipótese, tratar-se de fraude ou qualquer semelhança neste sentido. Ficava muito fácil qualquer pessoa do ramo dizer que a empresa ARMAZÉM poderia sim ganhar a licitação, já que nós estávamos trabalhando incansavelmente para ter êxito neste processo licitatório e esta informação era pública e todo mercado conhecedor.
Esta denúncia em questão é totalmente fraudulenta, sem nenhuma base verdadeira, apenas trata-se de inconformismo de algum licitante que não teve capacidade técnica e experiência para atender as exigências do edital, simplesmente isso, de forma que a divulgação de matéria deve ser bastante cautelosa, e esperamos que a imagem totalmente límpida e transparente de nossa empresa construída em mais de 26 anos de trabalho, não seja ao mínimo arranhada por denúncia falsa, ao mínimo exigiremos alguma base legal e sólida para tão ABSURDA e DESCABIDA denúncia anônima, sob pena de termos todo direito de exigir a mínima informação da outra parte. Publicar nosso nome em respeitado portal de notícias, sob alegação anônima não nos parece coerente, ainda mais quando realizamos excelente trabalho de pesquisa e orçamentos, totalmente legais.
Se um concorrente não foi capaz de vencer a licitação, denúncias vazias não são o caminho, no mínimo ele deveria ter impugnado o edital se não concordasse com ele, agora, após a sessão do certame, dizer em fraude? Que fraude????? Participar e ganhar uma licitação não é fraude. É trabalho bem feito desde o dia que o edital foi publicado, somente isso.
Somos agência de turismo e eventos, operando legalmente no país, e estamos apenas cumprindo nosso objeto social, nossa razão de existir e gerar empregos, conforme nossa constituição federal.”