CENSURA NUNCA MAIS – No TSE, Bolsonaro perde ação contra a Folha e ministro diz que o jornal demonstrou que Bolsonaro empregava uma fantasma como sua assessora parlamentar 19

TSE nega a Bolsonaro direito de resposta na Folha em caso de funcionária fantasma

Defesa do candidato alega que as reportagens são caluniosas e estão sendo exploradas pelos adversários

Letícia Casado
Brasília

Por 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou nesta quinta (27) pedido do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de direito de resposta a reportagens publicadas pela Folha sobre Walderice Santos da Conceição.

Walderice foi demitida do cargo de assessora do gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados após o jornal noticiar que ela vendia açaí, na hora do expediente, na Vila de Mambucaba, na região de Angra dos Reis. Bolsonaro tem uma casa de veraneio no local.

O ministro Carlos Horbach, relator da ação, já havia negado em caráter liminar (decisão provisória) o pedido feito por Bolsonaro.

Loja de açaí na pequena vila histórica de Mambucaba, onde trabalha, em horário de expediente, uma funcionária de gabinete do presidenciável Jair Bolsonaro

Loja de açaí na pequena vila histórica de Mambucaba, onde trabalha, em horário de expediente, uma funcionária de gabinete do presidenciável Jair Bolsonaro – Ranier Bragon – 13.ago.2018/Folhapress
Os advogados do deputado haviam pedido ao TSE que determinasse à Folha a publicação de um texto de retratação escrito por eles e que retirasse de seu site as reportagens sobre Wal.

Durante a sessão, Horbach destacou que a Folha acompanhou o dia a dia da funcionária e constatou que ela não é identificada pela população local como servidora do gabinete de Bolsonaro.

“Neste contexto, repito, de jornalismo investigativo, conclui a reportagem tratar-se de uma servidora fantasma, entre aspas”, disse.

“Ainda que isso possa gerar para a servidora uma série de constrangimentos e, para o candidato, uma série de contratempos em sua campanha presidencial”, acrescentou.

A defesa de Bolsonaro classificou as reportagens como calúnia e pediu direito de resposta argumentando que o material está sendo explorado politicamente por seus adversários na campanha eleitoral.

“A mensagem da liberdade de imprensa está escancarada mas é necessário estender para o compromisso constitucional”, disse o advogado do presidenciável, Tiago Ayres.

O voto de Horbach foi acompanhado pelos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Jorge Mussi, Og Fernandes e pela presidente do tribunal, Rosa Weber.

Já o ministro Admar Gonzaga entendeu que cabia direito de resposta.

“Sou contrário à percepção de que o direito de resposta afronta ou confronta a liberdade de comunicação ou informação. Ao contrário, entendo que o direito de resposta faz parte dessa liberdade”, disse.

“Entendo que aqui, as manchetes, ‘assessora fantasma continua vendendo açaí’… a mim causa percepção de ofensa. Nem entendo que a informação tem que ser inverídica [para determinar direito de resposta]”, afirmou Gonzaga.

Durante o julgamento, a presidente do TSE perguntou se a Folha procurou Bolsonaro.

O ministro Horbach afirmou que o jornal informou nas reportagens que procurou o político.

“Há nos autos a informação da Folha de que esteve aberta para ouvir a outra parte”, disse Horbach.  “Em momento nenhum essa informação foi posta em xeque”, afirmou.

Rosa fez considerações sobre a importância da liberdade de imprensa e o papel do trabalho jornalístico.

“Entendo e reafirmo que imprensa livre é pilar da democracia”, disse Rosa. “Sou não só uma observadora do texto constitucional como uma entusiasta e defensora desta ideia”, acrescentou.

“Mas entendo que assume uma gravidade imensa e também fere a Constituição um órgão de comunicação atribuir a um cidadão a prática de um crime sem oportunizar a esse cidadão sobre o fato para que se manifeste. Vemos rotinamente”, afirmou.

“Estabelecer o contraditório é imprescindível. Mas se aqui no caso foi oportunizado e houve um silêncio”, disse a presidente do tribunal.

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, defendeu a liberdade jornalística e disse que não comporta intervenção judicial neste caso.

FANTASMA

Em janeiro, a Folha revelou a existência da funcionária fantasma de Bolsonaro. De acordo com pessoas da região, Wal, como é conhecida, presta serviços particulares na casa de Bolsonaro e tem como principal atividade o comércio chamado Wal Açaí.

No dia 13 de agosto, o jornal flagrou Walderice trabalhando em sua loja de açaí na hora do expediente da Câmara. Após a publicação de reportagem na Folha, Bolsonaro anunciou a sua exoneração.

A Folha pede desde janeiro a Bolsonaro e assessores que apresentem documentos indicativos do trabalho legislativo feito por Walderice nos 15 anos em que figura como secretária parlamentar. Até hoje não houve resposta.

Entre os dias 13 e 15 deste mês, o jornal publicou ao menos três textos com afirmações do candidato sobre sua ex-assessora.

Em uma delas, Bolsonaro acusa a imprensa de tentar transformá-lo em criminoso.

“Procuraram minha mãe, caluniaram meu pai, reviraram minha infância e agora atacam uma funcionária que além de sua função tirava uma renda extra [vendendo açaí], como qualquer brasileiro humilde. A imprensa tenta me tornar criminoso, mas nem ela acredita, senão estaria me bajulando até na cadeia”, disse o candidato.

A Folha ainda reproduziu vídeo publicado por Bolsonaro em que ele nega que Wal tivesse sido funcionária fantasma. No vídeo, ela negou ser dona da loja Wal Açaí e disse que não prestava serviços na casa de veraneio de Bolsonaro   —só alimentava e dava água aos cachorros do deputado.

Seu salário na Câmara era de cerca de R$ 1.400. Desde a publicação da primeira reportagem em janeiro, Walderice recebeu R$ 17 mil em salários e benefícios. Ela disse ao jonal que caberia ao deputado responder sobre eventual uso irregular de dinheiro da Câmara.

A VOLTA DO ARROCHO SALARIAL – O vice-presidente General Mourão vai acabar com o 13º e adicional de férias do trabalhador comum…Os militares certamente continuarão com os seus privilégios íntegros 21

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Mourão diz que 13º salário é ‘jabuticaba’ : ‘Como arrecadar 12 (meses) e pagar 13?’

Pelo Twitter, Jair Bolsonaro (PSL) criticou Mourão afirmando que criticar o 13º salário, “além de uma ofensa a quem trabalha”, é  “desconhecer a Constituição”

Gilberto Amendola, Constança Resende e Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 12h35

Em palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, o general Hamilton Mourão, vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018, afirmou que o 13.º salário e o pagamento de adicional de férias são “jabuticabas” – ou seja, só ocorrem no Brasil. Após a divulgação do vídeo, a campanha de Bolsonaro determinou o cancelamento de todas as agendas públicas de Mourão até o dia da votação do 1º turno.

As declarações de Mourão foram dadas a comerciantes no Sul: “Temos umas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário”, disse Mourão. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais”, completou. “São coisas nossas, a legislação que está aí. A visão dita social com o chapéu dos outros e não do governo.”

Pelo Twitter, o candidato do PSL respondeu Mourão afirmando que criticar o 13º salário, “além de uma ofensa à (sic) quem trabalha”, é  “desconhecer a Constituição”.

Outros presidenciáveis já se manifestaram sobre as declarações de Mourão sobre o 13º salário. Geraldo Alckmin (PSDB) criticou a fala do vice de Bolsonaro.

Relembre outras polêmicas do vice de Bolsonaro

Não é a primeira vez que Mourão dá declarações polêmicas na campanha. Neste mês, o general da reserva defendeu uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico. As declarações causaram irritação na campanha de Bolsonaro que determinou que ele reduzisse as atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados.

Outro assessor de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, também recebeu a ordem para evitar declarações públicas após declarar no dia 18 de setembro que estudava uma proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que põe em xeque o discurso da campanha de redução de imposto. Ambos, foram desautorizados pelo candidato do PSL.

O vice de Bolsonaro disse que o País deve ter uma “implementação séria” da reforma trabalhista do governo Temer e criticou o imposto sindical obrigatório, extinto com a reforma, em 2017, ao afirmar que essa taxação “é o maior custo que existe em cima da atividade produtiva”.

Mourão comentou sobre realizar uma “liberalização financeira” atrelada a uma abertura comercial “lenta, gradual e segura”. “Essa abertura não pode ser um escancarar de portas. Ela terá que ser igual à distensão para o período final do governo militar, como fez o presidente (e general Ernesto) Geisel”, disse. Mourão também falou em “partir agressivamente para exportar” e em “destravar o Mercosul”, que classificou como “feira ideológica”.

Sobre a fala do economista Paulo Guedes sobre recriar a CPMF, Mourão disse que, “para que ocorra algum tipo de imposto dessa natureza, os outros devem ser baixados”. O vice de Bolsonaro também criticou desonerações e afirmou que se deve “paulatinamente organizar tudo isso”. “(As desonerações) não podem ser cortadas da noite para o dia”, afirmou.

Em sua fala, o general defendeu uma “disciplina fiscal”. “Terá que ser produzido um ajuste fiscal. Sem o ajuste, o governo vai fechar e isso vai importar em sacrifícios de toda ordem”, disse. Mourão afirmou que esse ajuste deverá ser feito “pelo enxugamento do Estado” e com renegociação dos juros da dívida pública.

Se Bolsonaro for eleito, os pais do povo LGBT chorarão no chuveiro não por vergonha…Será pela morte e perseguição institucionalizada por igrejas e escolas públicas aos seus filhos…Em vez de ética, nossos filhos e netos serão obrigados a estudar a moral ( dos sacerdotes ) e o civismo ( dos facistas ) 61

Carlos Bolsonaro ridicularizou protesto #EleNão reproduzindo foto com simulação de tortura; após críticas, ele negou endossar “maldade” a opositor

Filho de Bolsonaro divulgou foto com simulação de tortura para ridicularizar atos contra seu pai

Reprodução/Instagram

A imagem mostra um jovem com os braços amarrados, o rosto ensanguentado e a cabeça dentro de um saco plástico – técnica de asfixia mostrada, inclusive, em cena do filme Tropa de Elite. No peito ele tem a hashtag #EleNão. Além disso, escreveu ao fundo “sobre pais que choram no chuveiro”, fazendo referência a pais que supostamente sentem vergonha de seus filhos por serem homossexuais.

Filho de Bolsonaro divulgou foto com simulação de tortura para ridicularizar atos contra seu pai

O filho mais novo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), vereador Carlos Bolsonaro, provocou revolta nas redes sociais ao republicar ‘brincadeira’ com uma imagem que ridiculariza protesto contra seu pai. Após enxurrada de críticas por suposta apologia à tortura, o filho de Bolsonaro deu explicações e negou apoiar “maldade” contra opositores.

Na noite dessa terça-feira (25), o  filho de Bolsonaro  postou em sua conta pessoal no Instagram foto de um homem com o corpo amarrado por cordas simulando asfixia com um saco plástico – conhecido método de tortura – e com os dizeres #EleNão inscritos em seu peito. A hashtag  remete a  campanha lançada por internautas que repudiam a candidatura de Jair Bolsonaro.

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-09-26/filho-de-bolsonaro-tortura.html


 

A cura para o Bolsonaro e os seus filhos: remedioprobolsonaro

Bacharéis e operadores do Direito , digam não à mito(mania) militarista que assombra a nossa democracia…Sem “generalização”, será que há gente mais corporativista e medíocre do que considerável parcela de militares brasileiros? 17

Clube Militar diz que Judiciário é “corporativista” e elite, “medíocre”

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

Em manifesto com diagnóstico e propostas para o Brasil, o Clube Militar classificou o Judiciário como “corporativista” e a elite empresarial e política como “medíocre”. Entre os planos para o país, está a criação de um “novo sistema eleitoral” a ser viabilizado por meio de reforma política.

O Clube Militar tem ligação com integrantes da candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Até 10 de setembro, o candidato a vice, general da reserva Hamilton Mourão, comandava a instituição, tendo se licenciado da presidência por conta da campanha. Além disso, a chapa tem seus planos traçados por um grupo de militares da reserva como mostrou o UOL.

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Divulgado na última segunda-feira (24), o documento do Clube Militar chama-se “Para um Brasil melhor”. É assinado pelo general de divisão Eduardo José Barbosa, presidente interino da instituição. Por estatuto e pela legislação eleitoral, o Clube Militar não pode atuar em campanha eleitoral, portanto, pode divulgar diretrizes sem manifestar apoio a candidatos. Até agosto, no entanto, a instituição vinha atuando em favor da candidatura de Bolsonaro, como revelou o UOL.

A carta aberta do Clube Militar é dividida em duas partes: uma de diagnóstico sobre a conjuntura do Brasil e outra de medidas a serem adotadas. O documento ainda defende a democracia e a liberdade.

Neste primeiro segmento, aponta problemas gerais como grave crise política, econômica, nichos de pobreza preocupantes e bases institucionais frágeis, e também critica determinados setores da sociedade. No documento, o clube classifica o Estado como “politicamente partidarizado, aparelhado e tomado pela corrupção”. Já o Poder Judiciário é chamado de “corporativista e destoado da realidade brasileira, causando incerteza jurídica e sensação de impunidade”.

Por fim, a carta do Clube Militar diz: “elite empresarial e política medíocre e empobrecida moralmente, aceitando placidamente o abastardamento de nossa cultura, revelando descaso com o rumo do país. Não se posiciona claramente frente ao caos”.

Na parte de propostas, o documento divide-se em três partes –uma econômica, uma de gestão pública e outra com padrões de governança. Coincide em vários pontos com as ideais expostas por Bolsonaro. Na primeira, há uma defesa da disciplina fiscal, de privatização, liberalização financeira e reforma tributária. O segundo segmento prega a eficiência do funcionalismo público.

Há diretrizes mais concretas para um plano de governo na terceira parte. Entre elas, está: “empreender uma reforma política (novo sistema eleitoral)”. Não há explicação de como seria o novo sistema. Mourão já defendeu que fosse feita uma Constituição por notáveis com aprovação por plebiscito, sem votação no Congresso.

Em relação à educação, o documento descreve como diretriz: “implantar o ensino público de qualidade (inclusive universitário), com extinção paulatina de cotas e direcionamento, prioritariamente, para disciplinas de interesse ao desenvolvimento do país.” Ainda apoia que seja alterada a Lei Rouanet (lei de incentivo à cultura) para que o direcionamento seja de “aportes de recursos somente a artistas amadores e instituições ou atividades culturais de Estado”. Veta dinheiro para artistas “profissionais e consagrados”. Bolsonaro defendeu a mesma ideia recentemente.

Sobre o Judiciário, há a ideia de uma limitação de “prazo de permanência [de magistrados] das altas cortes”. Aos 75 anos, magistrados do STF são obrigados a se aposentar compulsoriamente. Além disso, apoia que sejam eliminados dos processos penais “boa parte dos recursos existentes que só servem para adiar, indefinidamente, o início do cumprimento das penas de condenados.”

Para o Congresso, o documento do Clube Militar apoia que exista um limite para “a reeleição também para o Poder Legislativo”. Bolsonaro se elegeu para sete mandatos na Câmara Federal. Outras medidas defendidas são os fins de recesso para todos os poderes, com férias de 30 dias, extinção dos cargos de vice-governador e vice-prefeito, além da fusão de municípios e estados, e revisão de política para funcionários públicos.

Por último, a instituição de militares prega que sejam revistas demarcações indígenas e quilombolas, além de se vetar repasse de dinheiro para ONGs (Organizações Não-Governamentais).

ELE NÃO – Ainda não nasceu um militar brasileiro que guarde respeito pelas polícias civis: federal e estaduais…Vocês PCs ou PFs – agentes penitenciários e GCMs – cometerão suicídio funcional votando no Bolsonaro 12

A PF merece respeito, diz superintendente de MG sobre críticas de Bolsonaro

Delegado Rodrigo Teixeira afirmou ter ficado surpreso com a declaração de presidenciável

Bolsonaro fala pela primeira vez após atentado

Bolsonaro fala pela primeira vez após atentado – Reprodução

O superintendente da Polícia Federal de Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, disse que ficou surpreso com as críticas feitas pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e seus filhos sobre o andamento das investigações do ataque que o candidato sofreu em Juiz de Fora. “O trabalho está sendo feito com toda a transparência. A família dele estava acompanhando tudo de perto”, disse ele, informa Bruna Narcizo.

“A Polícia Federal vem fazendo um trabalho grandioso nas últimas décadas e ela é maior do que qualquer cidadão. Seja esse cidadão candidato a algum cargo, ou não, e merece respeito”, disse.

O capitão reformado questionou a linha sustentada pelo delegado que conduz as investigações e disse que estão tentando “abafar o caso”. A PF afirma acreditar que não havia outros envolvidos no crime cometido por Adélio Bispo.

Teixeira também comentou a propagação de fake news envolvendo o nome do delegado Rodrigo Morais, que conduz as investigações. Ele disse que é totalmente descabida a informação de que ele trabalhou com o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG).

“Ele nunca trabalhou com o [governador Fernando] Pimentel. O doutor Rodrigo foi da Integração das Inteligências de uma secretaria do governo. Um cargo de terceiro escalão. Ele também trabalhou na Secretaria de Grandes E ventos, na época da Copa do Mundo. Mas eram cargos totalmente técnicos”, contou ele.

Teixeira afirmou que medidas judiciais serão tomadas por danos morais e criminais.

Mônica Bergamo

Jornalista e colunista.

Sem a pretensão de zombar e desonrar o policial militar fuzilado na cidade Guaruja, mas sou obrigado a buscar esta informação: o Honda Civic com vidros blindados era do Cabo ou da Instituição? 14

Câmeras flagram passagem do carro de PM segundos antes da execução

De acordo com o comando da PM, dos 50 disparos realizados por quatro indivíduos, 10 atingiram a vítima

Matheus Müller – A TRIBUNA DE SANTOS
26/09/2018 – 15:31 – Atualizado em 26/09/2018 – 15:37

Imagens de monitoramento flagraram os segundos que antecederam a execução do policial militar José Aldo dos Santos, de 49 anos, às 7h31 desta quarta-feira (26). O cabo da PM estava de folga e havia acabado de deixar a esposa na travessia de balsas. De acordo com o comando da PM, dos 50 disparos realizados por quatro indivíduos, 10 atingiram a vítima.

A Reportagem apurou no local, que o policial já havia sofrido outras duas tentativas de homicídio.  Ele estava em um Honda Civic preto, com vidros blindados, porém, no momento em que o carro foi alvejado, os vidros estavam abertos.

Nas imagens é possível ver a passagem de um veículo prata e, segundos depois, o carro preto da vítima. Não é possível ver a ação criminosa, mas o ônibus que volta de marcha ré pela rua é o sinal de que os assassinos já haviam começado os disparos.

De acordo com a PM, o cabo José Aldo dos Santos estava há 23 anos na corporação e trabalhava na Força Tática, que realiza ações contra o crime organizado e atua em áreas de homicídios e tráfico de entorpecentes.

Policial militar é executado com tiros de fuzil em Vicente de Carvalho

Pelo menos 50 disparos foram efetuados na direção do carro em que estava o PM

De A Tribuna On-line @atribunasantos
26/09/2018 – 10:01 – Atualizado em 26/09/2018 – 15:06

O cabo da Polícia Militar José Aldo dos Santos, de 49 anos, foi executado com diversos disparos de fuzil, na manhã desta quarta-feira (26), na Rua Maranhão, em Vicente de Carvalho, Guarujá. A vítima, que tinha um casal de filhos, entrou para a corporação em 1995  e era lotada na Força Tática do 21 º Batalhão de Polícia Militar do Interior, com sede em Guarujá. A Reportagem apurou no local, que o policial já havia sofrido outras duas tentativas de homicídio.

O crime ocorreu por volta das 7h30. O cabo da PM estava de folga e foi assassinado logo após deixar a esposa na travessia de barcas. Ele estava em um Honda Civic preto, com vidros blindados, porém, no momento em que o carro foi alvejado, os vidros estavam abertos.

Pelo menos 50 disparos teriam sido efetuados na direção do veículo, emparelhado por um outro carro de passeio, com pelo menos três ocupantes. Há suspeita de que eles tenham partido de um fuzil. Somente no para-brisa foram contabilizados cerca de 12 disparos. Marcas de tiros também foram registradas na lateral e no capô do veículo.

A Reportagem conversou com uma mulher que mora perto do local do crime e que preferiu não se identificar. ”Eu estava olhando no relógio na hora exata. Foram rajadas de tiros às 7h34 e logo depois várias viaturas da PM chegaram”.

Após os disparos, uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi enviada ao local e constatou o óbito do PM.

Peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados e por volta das 11 horas, o corpo do PM foi removido. O veículo passa por perícia. O caso será registrado no 1º DP de Guarujá.

DA POLÍTICA AO FUTEBOL , GOLPISMO VIROU MODA NO BRASIL – A DIG de Santos apura suposta compra de votos no impeachment do presidente do Santos Futebol Clube…Segundo jornalistas esportivos o vice – que é investigador de polícia e líder histórico de torcidas organizadas – pode estar envolvido…Aparentemente, esse assunto ainda acabará na Corregedoria da Polícia Civil 5

Polícia constata fraude em isenções a sócios do Santos que podem decidir impeachment do presidente

A Delegacia de Investigações Gerais de Santos, fomentada por denúncia, realizada na última sexta-feira (21), do executivo jurídico do Santos, Rodrigo Gama, comprovou a existência de fraude no cadastro de sócios com direito a votar, semana que vem, no processo de impeachment movido contra José Carlos Peres, presidente alvinegro.

Isenções foram concedidas, sem autorização da tesouraria, obrigatória segundo o Estatuto.

Quatro funcionários, ouvidos na delegacia, entre os quais uma senhora que teve a senha utilizada, sem seu conhecimento e consentimento, para viabilizar a confecção de boletos com desconto de 100%, confirmaram as irregularidades.

O nome do vice, Orlando Rollo, segundo fontes, teria sido citado por dirigentes do clube, como possível estimulador de uma operação orquestrada, que, se confirmada, poderá ser enquadrada nos crimes de fraude, falsidade ideológica e estelionato.

Fonte: BLOG DO PAULINHO

DEMAGOGO OPORTUNISTA – Bolsonaro é mais um inimigo dos Delegados de Polícia e de todos os profissionais do Direito ; não possui respeito pela imparcialidade e atua como assassino da honra de quem contraria o seu plano de poder pessoal 5

Bolsonaro criticou a Polícia Federal pelo encaminhamento das investigações, falando que estão tentando “abafar o caso”.

“Ele [Adélio] foi para cumprir a missão. Pelo que ouvi dizer, a polícia civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a PF nas investigações. O depoimento que ouvi do delegado da PF que está tocando o caso é para abafar o caso. Dá a entender que age como defesa do criminoso. Isso não dá para acontecer”, completou o presidenciável.

Sobre a punição a Adélio, Bolsonaro disse que “tem que ser o que está na lei”. No entanto, disse que “quando for presidente” tornará equivalentes as penas para tentativa de homicídio e homicídio.

“Ele quase me matou. Porque a pena tem que ser diferente do homicídio em si? Vamos mudar isso quando for presidente”, completou.

( Para não alongar o assunto:  A pena é diferente pelo fato de os resultados serem diferentes, simples assim! )

Associação da PF quer processar aliados de Bolsonaro que espalharam fake news sobre delegado

O homem errado A Associação dos Delegados de Polícia Federal deve levar à Justiça candidatos que divulgaram informações falsas sobre Rodrigo Morais, o investigador que conduz o inquérito que apura as circunstâncias do atentado a Jair Bolsonaro (PSL). Ao menos dois postulantes filiados a partidos que apoiam o capitão reformado distribuíram material que vincula o delegado a comentários que não foram feitos por ele, mas sim por um homônimo que é vereador do PSDB e atuou na Polícia Civil do Piauí.

#Paz Os comentários do piauense que foram erroneamente atribuídos ao delegado da PF por simpatizantes de Bolsonaro são críticos ao candidato. Ele chegou a postar um esclarecimento, mas a fake news já estava na rua. “A maldade de parcela dos eleitores (de todos os candidatos) é assustadora”, escreveu.

Versão e fato A ofensiva virtual contra o delegado que investigou Adélio Bispo, o homem que esfaqueou o presidenciável, ganhou corpo depois de a imprensa publicar que a PF chegou à conclusão de que o criminoso agiu sozinho. Bolsonaro levantou dúvida sobre o resultado da investigação. O relatório do caso será apresentado na sexta (28).

Muralha 1 Integrantes de campanhas rivais à do candidato do PSL avaliam que a revelação de que uma ex-mulher dele disse ao Itamaraty ter fugido do país após ter sido ameaçada de morte, em 2009, pelo deputado, pode cristalizar a rejeição do capitão reformado entre as mulheres.

Muralha 2 A equipe que faz a comunicação de Bolsonaro se esforça para suavizar a resistência de parte das eleitoras ao candidato. Esse trabalho, dizem, deve ser bloqueado pela gravidade da relevação feita nesta terça (24) pela Folha.

Investigador de Polícia quer tomar de assalto a presidência do Santos…Gostaria de uma explicação da Polícia Civil: há compatibilidade entre a exaustiva e excludente função policial com a administração de um clube de futebol profissional? 20

Presidente do Santos pede que vice renuncie: “deixa a gente trabalhar”

Do UOL, em Santos (SP)

 

  • Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

    Orlando Rollo (esq.) ao lado de José Carlos Peres

    Orlando Rollo (esq.) ao lado de José Carlos Peres

A cinco dias da votação que decidirá o futuro da presidência do Santos, José Carlos Peres voltou a criticar o desafeto Orlando Rollo, vice que assumirá o comando do clube caso a maioria dos sócios vote pelo sim no próximo sábado (29), em assembleia na Vila Belmiro. Em longa entrevista ao Bandsports, o atual mandatário mandou um recado ao ‘adversário’ e pediu que ele renuncie ao cargo.

“Pede renúncia para o bem do Santos. Deixa a gente trabalhar. Você nunca participou de nada. Quem foi ao mercado financeiro pedir dinheiros para pagar entulhos da gestão passada fui eu. Faça seu papel e sua chance vai chegar um dia, mas não com esse comportamento”, disse.

Assim como vem fazendo nas últimas semanas, José Carlos Peres voltou a pedir apoio aos sócios e mais uma vez criticou o fato de a votação acontecer apenas na cidade de Santos, e não na capital paulista.

“Eu dependo do sócio, sócio tem que votar e às vezes não sabem o que acontece. Tem que votar, sim ou não, mas tem que votar. E tirar urnas de São Paulo é criminoso. É questão de bom senso. São 14 mil em São Paulo e 8 mil em Santos. Sócio tem que sair do sofá e votar não ao impeachment por um Santos novo”, acrescentou.

“O Estatuto diz que votação do impedimento tem que ser em Santos, mas não fala que é proibido ser em outro lugar. Há oito processos pedindo urnas em São Paulo. É uma eleição. É Peres contra Rollo, é uma competição, não adianta falar que não existe”, contestou.

O atual presidente ainda fez promessas por um Santos melhor e lamentou as ameaças de morte que ele e sua família receberam nos últimos dias.

“Se a gente passar do sábado, o torcedor de São Paulo descer e a gente continuar, vamos fazer o que seguramos. Reestruturação completa, não feita pelo presidente, mas feita pelos quatro blocos profissionais. Cada um fará sua reforma e Santos terá o tamanho dele”, afirmou.

“Santos deveria estar nas manchetes esportivas e não nas policiais. Tentamos arrumar o clube e querem me tirar. Ninguém fica tranquilo, eu e minha família fomos ameaçados de morte. Pessoas ligadas a mim também”, completou.

Oportunismo leviano – Em entrevista exclusiva ao Jovem Pan/UOL , Bolsonaro busca obter vantagens eleitorais com o próprio infortúnio decorrente da pessoal fala violenta e de seus incompetentes guarda-costas…( Se perder vai querer colocar fogo no Brasil, não é? ) 34

Em entrevista exclusiva, Bolsonaro diz acreditar que ataque foi planejado: ‘rodou a faca para matar’

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2018 18h55
  • Jovem Pan“Foi político, não há a menor dúvida”, afirmou o candidato

Jair Bolsonaro recebeu o jornalista Augusto Nunes no quarto em que está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta segunda-feira (24). Esta foi a primeira entrevista presencial cedida pelo candidato após o atentado sofrido no último dia 6 de setembro em Juiz de Fora, Minas Gerais. Durante a conversa, o presidenciável – visivelmente mais magro, porém já sem a sonda nasogástrica – contou detalhes do ataque e deu suas opiniões sobre as investigações. Para ele, tudo foi planejado e o responsável confesso pelo crime, Adélio Bispo de Oliveira, não agiu sozinho.

“Entendo que foi algo planejado. Foi político, não há a menor dúvida. Me tirando de combate… você pega os três ou quatro próximos na relação, eles são muito parecidos”, disse, fazendo referência às pesquisas de intenção de voto que mostram Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) praticamente empatados na segunda colocação. “Ele deu uma facada e rodou. Para matar mesmo. O cara sabia o que estava fazendo. Por milímetros não atingiu veias que eu não teria como resistir”.

Em seguida, o candidato questionou a linha de investigação sustentada pelo delegado da PF que conduz o caso. Após apurar dados bancários e registros telefônicos do réu, ele e os outros investigadores chegaram à conclusão de que não havia outros envolvidos no crime.

“Acredito que ele não agiu sozinho. Ele não é tão inteligente assim, não. A tendência natural de um ato como aquele é ele ser linchado. Então ele foi para cumprir a missão quase na certeza de que não seria. Não seria como? Sabendo que teria gente ao lado dele”, afirmou.

“Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a Polícia Federal. O depoimento do delegado que está conduzindo, realmente é para abafar. Eu lamento o que ouvi ele falando. Dá a entender até que age em parte como uma defesa do criminoso. Isso não pode acontecer. Não quero que inventem um responsável. Longe disso. Tal partido… não. Mas dá para apurar o caso. Tem uma passagem dele na Câmara. Ou melhor, uma passagem falsa dele na Câmara, no dia 6 de setembro. E quando vai à Câmara, você se identifica, é fotografado. Então quem foi que…? Poderia ter um álibi aí. A polícia legislativa trabalha com muita lisura. A imprensa também tem que apurar. Você sabe que parte dela tenta acalmar o negócio. O que está em jogo é o poder. Eu chegando lá, nós quebraríamos o sistema. Não é na ignorância, não, é na lei”. ( BOLSONARO É MUITO MALDOSO…NÃO TEM JEITO! )

‘A dor não passava’

Na entrevista, Bolsonaro ainda compartilhou detalhes de como se sentiu no momento do ataque. Como já havia dito anteriormente, contou que, em um primeiro momento, achou que se tratava apenas de um soco forte na boca do estômago acompanhado de uma “dor insuportável”. Só percebeu que o ferimento poderia ser mais grave com o passar do tempo.

“Quando levei a pancada, pensei que era um soco, uma pedrada meio de longe. Eu só vi um vulto, não teria condições de ver a cara dele. Quando caí, falava para o segurança que tinha sido uma porrada no estômago. Por que eu olhei e tinha um cortezinho, mas não sangrava. Igual uma bolada que a gente leva no futebol. A dor não passava. E os seguranças foram excepcionais, né? Meus colegas da Polícia Militar, da Polícia Federal. Tinha mais gente também de outros órgãos. Me levaram rapidamente ao hospital. Na Santa Casa fiquei sabendo que aconteceram vários milagres”, disse.

‘Eu sabia que podia acontecer’

Por fim, o candidato revelou que já havia conversado com sua família sobre a possibilidade de ser agredido. “Sempre existe esse temor. Digo mais, não por mim. Em primeiro lugar pela minha filha de 7 anos de idade. Ela inclusive me inspira na política. E logicamente pela minha família como um todo. Sempre avisei minha esposa que poderia ocorrer esse risco. Existia essa possibilidade. Eu estava abusando. Se você visse as tomadas de aeroporto… Muita coisa poderia acontecer. Eu falava para os seguranças do meu lado que essa possibilidade ia aumentar a partir do momento em que minha popularidade ia crescendo”, concluiu.

Bolsonaro não enquadra ninguém…O atentado por ele sofrido – vindo de um mulambento – bem demonstra que policiais e militares brasileiros são absolutamente incompetentes…Ainda bem – para a vítima – que o atentado não foi executado pelos supostos aliados do PT: MERCENÁRIOS DA FARC!…( Onde estavam os agentes da Polícia Federal? ) 45

Após desgaste, Bolsonaro enquadra vice e Guedes

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, com colaboração de Vera Rosa, Pablo Pereira e José Maria Tomazela

Brasília

 

  • Suamy Beydoun/Agif/Estadão Conteúdo

    O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão

    O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão

O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, determinou que o vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, reduzam suas atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados.

Nesta quarta-feira (19), o perfil de Bolsonaro no Twitter teve de reiterar o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que Guedes estuda como proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que põe em xeque o discurso da campanha.

Declarações e a movimentação eleitoral do candidato a vice também constrangeram Bolsonaro e a cúpula da campanha nos últimos dias. Do quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera do atentado a faca que sofreu, Bolsonaro acompanhou pelo noticiário Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico.

Ao visitar Bolsonaro no hospital na terça-feira (18), o general da reserva ouviu uma determinação. O presidenciável pediu que o vice suspendesse a agenda de viagens. O candidato ao Planalto avaliou que a campanha entrou num momento decisivo e que não podia correr mais riscos, segundo relataram à reportagem integrantes da equipe.

O general da reserva encurtou uma viagem ao interior de São Paulo, que iria até sexta-feira (21), e cancelou um evento, no domingo (23), em Porto Alegre. Ele ficará em sua casa no Rio para uma “reavaliação de discurso”, informou um assessor. Mourão pretende, ainda segundo a assessoria, descansar depois de 15 dias de viagens e eventos.

Somente no fim da manhã desta quarta-feira o vice deu uma palestra na Faculdade de Direito de Bauru (SP), concedeu entrevista em uma estação local de TV e almoçou com um grupo de cerca de 40 empresários da região, líderes políticos e assessores.

Na campanha do PSL, a crítica recorrente é que, após a internação de Bolsonaro, Mourão foi para a “linha de frente” sem experiência política. O general da reserva, segundo um interlocutor da equipe, assumiu uma agenda de cabeça de chapa sendo candidato a vice. A avaliação interna é de que Mourão pôs em risco o favoritismo de Bolsonaro.

‘Lema’

Já a movimentação de Guedes obrigou a uma reação de Bolsonaro. “Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações”, escreveu Bolsonaro no Twitter. “Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos.” O post foi “retuitado” por Carlos e Flávio Bolsonaro, filhos do candidato.

As declarações de Bolsonaro foram feitas depois de o jornal Folha de S.Paulo afirmar que o economista citou a uma plateia restrita pontos do que seria sua política tributária, com a criação de um imposto nos moldes da CPMF e a unificação da alíquota do Imposto de Renda.

Guedes disse na quarta ao site BR18 que estuda duas propostas que passam pela unificação de tributos nos âmbitos federal e da Previdência que incidiriam sobre todas as transações financeiras, de forma semelhante à antiga CPMF. “O sistema atual é muito complexo, destrói milhões de empregos e impede a criação de postos de trabalho”, afirmou o economista.

A proposta deu munição para os adversários de Bolsonaro. Na propaganda de TV que irá ao ar a partir de hoje, Alckmin vai explorar o tema e o que chama de “contradições” do rival.

Conselheiro de Bolsonaro, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse nesta quarta que participou de reunião fechada da campanha na terça-feira na qual não se falou em CPMF. “Estão criando coisa.”

Guedes já foi anunciado por Bolsonaro como ministro da Fazenda em eventual governo. Segundo um integrante da campanha, o economista surpreendeu por não combinar com o presidenciável uma manifestação de impacto imediato no mercado.

Bolsonaro já declarou que Guedes é seu “Posto Ipiranga”, mas que nunca deu a ele “carta branca”. O candidato disse também que falta ao economista traquejo político. “Aprendo com ele e ele aprende comigo”, afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo” em maio.

Questionado sobre o assunto nesta quarta, Mourão disse que “criar um imposto seria dar um tiro no pé”, mas que o tema deve ser decidido por Guedes e Bolsonaro. O general da reserva negou que haja uma crise na campanha. “Nada disso, isso é uma tentativa de criar uma divisão que não existe. Estamos coesos.”

À noite, em São José do Rio Preto (SP), Mourão evitou falar com a imprensa. Cercado de seguranças, apenas declarou que a polêmica da CPMF “não afeta a campanha”. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Receber uma facada de um afro mulambento deve doer mais do que a própria lesão, né?

Feriu o orgulho e as vaidades!

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