Uma proposta com dez medidas elementares de ética para o STF 15

Pesquisador lista princípios para que a corte escape da tentação colaboracionista

onrado Hübner Mendes

[RESUMO] Professor de direito constitucional da USP critica sujeição do Supremo a pressões e ameaças externas e elenca dez princípios para que a corte preserve a coerência decisória e a imparcialidade.

As constituições democráticas do pós-Guerra reservaram às cortes um lugar imponente. Desconfiada, com boas razões, dos excessos suicidas das maiorias, essa filosofia institucional ampliou o poder de juízes e lhes pediu coragem política, integridade moral e energia intelectual para proteger as liberdades. Um anteparo do liberalismo para salvar a própria democracia e conter a tentação autoritária.

Se cortes não dispõem do pedigree eleitoral para se afirmar, teriam, em compensação, julgadores imparciais com uma declaração de direitos no bolso e um bom argumento na mão. A partir da Constituição brasileira de 1988, o Supremo Tribunal Federal vestiu a ideia sem modéstia retórica. Vendeu-nos essa apólice de seguro político e prometeu postar-se nas trincheiras em nosso nome.

Por trás da filosofia majestosa, há história. Esta costuma trair expectativas messiânicas. Na história universal da infâmia judicial, muitas cortes, diante da onda autoritária, renderam-se à tentação colaboracionista sem perder a ternura legalista. Em vez de enfrentar o arbítrio e a repressão das liberdades, ou de tentar prevenir o colapso democrático, trilharam o caminho mais confortável da capitulação e adesão.

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O presidente do STF, Dias Toffoli, usa simulador de realidade prisional em evento jurídico em Foz do Iguaçu (PR) – Jason Silva – 3.dez.18/AGIF

Há muitos exemplos. Os casos mais célebres incluem os juízes norte-americanos que, antes da Guerra Civil, aplicavam a “lei do escravo fugido”; juízes alemães que aplicavam mecanicamente a legislação nazista; juízes sul-africanos que atestavam a legitimidade das leis segregacionistas do apartheid. Durante a ditadura militar em seu país, juízes chilenos, educados numa tradição democrática que se destacava no continente, endossaram a brutalidade estatal e não hesitaram em embarcar, de mãos dadas aos militares de Pinochet, na “guerra contra o marxismo”.

Entre o idealismo e a infâmia, a história do STF teve momentos de passividade e complacência mesclados a atos de heroísmo individual. O uso arrojado da ação de habeas corpus para impedir abusos de autoridade durante a Primeira República, sob provocação advocatícia de Rui Barbosa e liderança judicial de Pedro Lessa, marcou época.

Conta-se também o episódio em que o ministro Ribeiro da Costa, presidente do STF em 1964, teria prometido fechar o tribunal e mandar as chaves para o general Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura militar, caso este tentasse interferir e domesticar a corte. De 1964 a 1968, ministros ousaram mobilizar o habeas corpus para proteção das liberdades contra os interesses da ditadura. Até que o AI-5 acabou com a festa e aposentou três ministros irresignáveis —Hermes Lima, Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva.

Um ano atrás, publiquei na Ilustríssima um texto que esboçou a identidade do STF no presente. Revigorado pela Constituição de 1988, o tribunal atuou por mais de 20 anos com certa autonomia e controle de rédeas, expandindo gradualmente seus tentáculos na política do país. Se não foi um voo em céu de brigadeiro, não se pode dizer que as trepidações ocasionais tenham afetado a autoridade e credibilidade da corte.

 

As patologias já eram visíveis, e o tribunal se afogava no oceano de casos e na ingovernabilidade de procedimentos. O poder monocrático de ministros passou a ser tão ou mais decisivo que o plenário. As deformações da “supremocracia”, como diz Oscar Vilhena, causavam pouco dano reputacional à corte. Eram visíveis, mas pouco percebidas pelo público geral.

O caso do mensalão e, pouco depois, a Lava Jato, o processo de impeachment e as investigações da alta delinquência política viraram a maré contra o STF. Nesse caldeirão explosivo, monitorado por um país assanhado no grito anticorrupção, os holofotes se voltaram para a corte, e suas feridas ficaram expostas demais. A exposição, somada à falta de decoro judicial de ministros, feriu a imagem do tribunal.

O STF tornou-se “vanguarda ilusionista” —e como tal chegou ao aniversário de 30 anos da Constituição. Pratica o ilusionismo no procedimento e no argumento: um ministro sozinho tem poder total de obstrução, decide o que quer, quando quer, e interfere na agenda constitucional do país a seu gosto. A ideia de precedente e de jurisprudência se esvaziou e virou licença poética.

Cada caso é um caso e suas circunstâncias. O que se decidiu ontem importa pouco. Um tribunal imprevisível no seu tempo e no mérito das decisões. Na fachada de um poder moderador esconde-se um poder tensionador. Não é só traquinagem de “togados da breca”, na ironia de Christian Lynch. Instalou-se a “ministrocracia”, no neologismo de Diego Werneck e Leandro Molhano, e se corroeu de vez a institucionalidade da corte.

A expressão “vanguarda ilusionista” fez trocadilho com uma das hipérboles mais ousadas da imaginação política brasileira —a “vanguarda iluminista que empurra a história na direção do progresso civilizatório”, cunhada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

O próprio Barroso, semanas depois, neste mesmo espaço, respondeu ao artigo. É notável que um ministro se disponha a dialogar publicamente, não apenas para ser ouvido ou cortejado pelo auditório, mas para reagir a críticas; e lamentável que seja conduta tão incomum.

O texto de Barroso se traiu na largada. Seu título, “Nós, o Supremo”, invocou a primeira pessoa do plural para um tribunal que conjuga apenas a primeira pessoa do singular (multiplicada por 11). No plural majestático, o “eu” particular esconde-se atrás de um “nós” difuso. Tentou despersonalizar artificialmente um tribunal personalista.

Para Barroso, minha desaprovação à balbúrdia procedimental indicava problemas reais, cujas soluções estariam a caminho. A crítica à diluição da jurisprudência pecava por não perceber que, em nosso sistema jurídico, não fomos treinados a respeitar precedentes, tal como se faz nos sistemas jurídicos da tradição anglo-saxã.

Por fim, fez uma extensa lista de decisões valiosas que eu ignoraria. “Na vida, a gente deve saber comemorar as vitórias”, disse. Nessa relação, enumerou os casos em que o STF contribuiu no avanço dos direitos das mulheres, de LGBTs, da população negra e indígena; ressaltou o combate à cultura da impunidade e os ajustes do processo democrático.

Descrever o cânone de decisões acertadas é uma forma tradicional e legítima de defender o trabalho das cortes, desde que se tome o cuidado de não se apropriar por completo do mérito pela vitória e reconheça a pluralidade de fatores sociais e políticos que a tornaram possível —sem presumir que, na ausência da corte, nenhum desses avanços teria ocorrido (a lista, inclusive, citou casos em que o STF apenas chancelou o legislador).

Reconstruir o cânone, contudo, não basta. Primeiro, porque muitos desses acertos vieram acompanhados de uma cacofonia argumentativa que dificulta a costura de uma jurisprudência e fragiliza a vitória; segundo, porque desconversa sobre o anticânone, a lista de desacertos em que o tribunal feriu a Constituição (como a sujeição de civis à Justiça Militar em caso de crimes militares, ou a invenção do “marco temporal” para demarcação de terras indígenas); terceiro, porque ignora casos em que o tribunal persiste no silêncio eloquente e nada decide.

Semanas atrás, Barroso publicou sua retrospectiva de 2018, intitulada “Atravessando a tempestade em direção à nova ordem”. Afirmou que o STF está próximo de extinguir a “monocracia”, medida crucial. No ano passado, aliás, o STF bateu recorde em decisões monocráticas nas ações constitucionais: foram 650, contra 565 em 2016 e 323 em 2016.

Selecionou também as dez decisões emblemáticas do ano. No campo dos direitos, merecem elogios a concessão de habeas corpus coletivo a mães e gestantes presas, a autorização para mudança de nome de transexuais, a garantia de liberdade de manifestação em universidades. Ficamos sem conhecer, de novo, as omissões do STF.

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília – Folhapress

Para pinçar dois exemplos trágicos: o Supremo continua em silêncio sobre a distinção entre porte de drogas e tráfico, enquanto cresce o encarceramento; e segue empurrando com a barriga o caso que avalia a proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, da “cura gay”, enquanto a prática vai sendo autorizada por juízes de primeira instância. Já perdemos de vista o que guardam as gavetas do STF.

Barroso chamou a atenção dos “críticos severos do Supremo”, que deveriam “ter em conta que o país atravessa uma tempestade política, econômica e ética”. Nesse “tempo que nos tocou viver”, o STF “tem sido chamado para arbitrar crises que são gestadas nos outros vértices da Praça dos Três Poderes”.

Dias Toffoli, atual presidente da corte, acompanhou-o ao declarar que a “realidade nos obrigou a isso, e acho que não faltamos à sociedade” e concluir que o “Supremo foi o fio condutor da estabilidade”. Nessa leitura de conjuntura, o STF é vítima de crises externas, não um de seus artífices. O problema, aparentemente, está da porta para fora.

O cacoete da autocomplacência não ajudará o tribunal a neutralizar os ataques em curso, nem a se preparar para o que vem pela frente. Seu senso de urgência e gravidade não está sintonizado com o do país.

No primeiro mês de trabalho, o novo governo aproveitou o recesso do Congresso e do Judiciário para disparar uma “blitzkrieg desconstituinte”. Velocidade e volume são as marcas da blitzkrieg, estratégia de guerra que pode ser aplicada à separação de Poderes. O conteúdo das medidas, em seu conjunto, desafia a espinha dorsal da Constituição.

A pretensão desconstituinte está disfarçada em decretos, medidas provisórias e projetos de lei até aqui vindos a público. Cumprir a tarefa por emenda constitucional não seria boa estratégia, pois faria barulho. Melhor manter a letra da Constituição intacta e jogar o ônus nas costas do STF.

O bolsonarismo se lança em múltiplas arenas. As normas jurídicas já editadas ou esboçadas nestas primeiras semanas de 2019 dão amostra do projeto. Aos que duvidam da entrada do país no clube dos regimes autoritários emergentes no mundo, à esquerda e à direita, e veem “risco zero” à democracia, o conteúdo antiliberal dos projetos deveria despertar dúvida e apreensão.

Se democracia significa mais que eleições periódicas, há algo de errado nessas investidas: medida provisória que estabelece o monitoramento discricionário de entidades da sociedade civil; decreto que amplia poderes de classificação do sigilo de documentos públicos, reduz transparência e boicota o combate à corrupção; flexibilização de leis ambientais e, sobretudo, a atribuição da competência de demarcação de terras indígenas a grupos que têm interesse na supressão das mesmas; insistência na repressão da liberdade pedagógica sob o pretexto da doutrinação ideológica, além do projeto paralelo do ensino domiciliar, proibido pela Constituição, pela lei e pelo STF; por fim, no campo da segurança, decreto que facilita a posse de armas de fogo e pacote legislativo multitemático desprovidos de solidez empírica e da demonstração causal dos efeitos pretendidos.

A blitzkrieg do governo conta com um STF colaboracionista. Não se trata de uma aposta no escuro, pois o tribunal tem emitido sinais abundantes nessa direção.

Os sintomas são muitos. Poderíamos voltar mais no tempo para identificar as viradas da corte à luz de pressões e ameaças externas —como a recusa da ministra Cármen Lúcia, enquanto presidente da corte, em pautar as ações sobre execução provisória da pena, e o apelo da ministra Rosa Weber, contra a sua própria opinião, a uma colegialidade que só ela praticou para formar uma maioria que dependia dela. Fiquemos nos episódios mais recentes.

Toffoli e Luiz Fux, presidente e vice da corte, são os atuais patronos do colaboracionismo. Começo pelo episódio que inaugura o estilo Toffoli de governar. Em 28 de setembro, Ricardo Lewandowski autorizou a Folha a entrevistar Lula na prisão, revogando decisão que negava esse pedido, tomada pela Justiça Federal em Curitiba. Mais tarde, Fux, que não estava em Brasília, tomou uma decisão em nome da presidência da corte.

A justificativa foi que Toffoli também não se encontrava na capital federal. Não se explicou bem esse truque procedimental. Fux entendeu que a entrevista poderia causar “desinformação na véspera do sufrágio, considerando a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais” —em fevereiro de 2019, a entrevista ainda não foi autorizada.

Em 1º de outubro de 2018, Toffoli esteve na Faculdade de Direito da USP e proferiu uma palestra sobre os 30 anos da Constituição. Lançou ali sua tese revisionista: em 1964 não houve golpe nem revolução, mas “movimento”. Cruzou nos corredores da faculdade com Lewandowski, professor da casa. Conta-se que a interação não foi amistosa.

Horas depois, Lewandowski solta outra liminar, cassando a decisão de Fux, pois esta teria sido “arquitetada com o propósito de obstar, com motivações cujo caráter subalterno salta aos olhos, a liberdade de imprensa”. Aproveitou para avisar que o presidente da corte não pode ser “revisor das medidas liminares” dos demais ministros, pois entre eles não haveria hierarquia.

O aviso não surtiu efeito, e mais tarde Toffoli revogou novamente a liminar. Estava criado, pelo presidente da corte, o poder de cassação de liminares monocráticas, poder que voltou a ser utilizado semanas depois para revogar liminares do ministro Marco Aurélio. Com esse dispositivo, Toffoli tem a corte em suas mãos: controla não só a pauta, mas também as liminares dos colegas.

O ministério de Bolsonaro tem 9 de seus 22 ministros envolvidos em graves investigações na Justiça. O STF entendeu, em 2016, que nomeações assim são nulas. A regra não existia antes, mas valeu para anular a nomeação de Lula e de Cristiane Brasil para ministérios. Não valeu, curiosamente, para Moreira Franco. Não vai valer, menos curiosamente, para o ministério de Bolsonaro.

Quando Fux suspendeu as investigações sobre Flávio Bolsonaro, contrariando a posição firmada pelo STF a respeito do foro especial, sabia que sua decisão era precária. Marco Aurélio já a revogou, mas o problema não é esse. Politicamente, Fux deu a Flávio o tempo precioso para tomar posse e articular-se na mesa do Senado.

O colaboracionismo não está só em decisões ou omissões. Está também nos sinais emitidos pelo presidente do STF. Toffoli resolveu hospedar em seu gabinete um general para suavizar a relação com os militares, que vinham ameaçando a corte via Twitter. O novo governo chamou o general para o ministério, e Toffoli o substituiu por outro militar. Começa a criar uma perigosa convenção interna, uma cadeira cativa para as Forças Armadas.

Toffoli anunciou o projeto de “resgatar a clássica separação de Poderes”, nesse momento em que, na sua opinião, o Judiciário “deve se recolher”. Não formulou bem a ideia, não disse de onde ela vem, qual pensador o inspirou, tampouco em qual período histórico ou regime ela existiu. Não prestou contas sequer a Montesquieu. Mas suas ações dizem mais que suas palavras.

Quando perguntado acerca do decreto que facilita posse de armas, Toffoli antecipou, gratuitamente, seu juízo de constitucionalidade. De bate-pronto, disse que não via problemas. Esqueceu que o contraditório deve preceder a palavra do juiz.

No discurso de abertura do ano judicial, enfeitado com duas citações de Sarney e uma de Rui Barbosa, Toffoli fez um apelo à colegialidade e à unidade. Mais inusitado, convocou um pacto entre os Poderes para as reformas previdenciária e tributária. Cabe ao Judiciário manifestar-se quando reformas chegarem à sua mesa, não prestar consultoria preventiva. De todo modo, Toffoli já conversou com os ministros Paulo Guedes e Sergio Moro. Dá continuidade à inovadora prática de “negociação de constitucionalidade”.

Ministros do STF costumam estar satisfeitos com a dinâmica decisória do tribunal, como relata pesquisa de Virgílio Afonso da Silva. Já passou da hora, contudo, de reconhecerem problemas. Grandes reformas estruturais são importantes, mas antes poderíamos sugerir alguns pactos, para usar a linguagem de Toffoli. Eu sugeriria dez mais afinados com a função judicial, que dependem só deles. Em resumo, princípios elementares de ética judicial.

1) Pacto pelo autorrespeito e preservação da dignidade judicial, traduzido no decoro e nos rituais de imparcialidade;

2) Pacto pelo respeito ao plenário, pois a colegialidade começa pela valorização da instituição acima dos ministros;

3) Pacto pela autocrítica, pois o STF não é apenas vítima da conjuntura e da má vontade dos observadores;

4) Pacto pela discrição judicial e pela compostura fora dos autos, pois a liberdade de expressão de juízes está sujeita a restrições especiais em nome da instituição;

5) Pacto por práticas republicanas contra o patrimonialismo judicial. Não custa reconhecer conflitos de interesse dos juízes, como Toffoli julgar José Dirceu, Gilmar Mendes julgar clientes do escritório de sua esposa, ou Gilmar Mendes ser sócio de empresa educacional que negocia patrocínios com empresas e entes públicos. Não custa evitar lobby em tribunais para nomeação de suas filhas como desembargadoras, como fizeram Fux e Marco Aurélio;

6) Pacto por coerência decisória e respeito a precedentes;

7) Pacto por menos teatralidade, afetação literária e maior clareza argumentativa;

8) Pacto pela democratização do Judiciário traduzido no combate aos privilégios da magistocracia;

9) Pacto pelo controle judicial de políticas públicas baseado em evidências, contra o impressionismo judicial;

10) Pacto de combate ao PIBB, o Produto Interno da Brutalidade Brasileira, nossa cota de incivilidade traduzida em homicídios, crimes de ódio, encarceramento e violência estatal.

Essa é a urgência do país. A urgência de sempre. Está aí um plano ambicioso para o STF.


Conrado Hübner Mendes, doutor em direito pela Universidade de Edimburgo e doutor em ciência política pela USP, é professor de direito constitucional da USP

Ministério Público Militar de SP denuncia 53 PMs por associação ao PCC 20

Por André Guilherme Vieira | Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 20h19) O Ministério Público Militar do Estado de São Paulo (MPM-SP) ofereceu denúncia contra 53 policiais militares por formação de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas com o Primeiro Comando da Capital (PCC) – facção criminosa que controla os presídios paulistas e que busca obter o monopólio do tráfico de cocaína no país.

De acordo com a acusação formalizada à Justiça militar, os policiais denunciados praticavam uma série de crimes para favorecer o PCC e permitir que a facção realizasse o comércio de drogas na região do Jardim Marajoara, zona Sul de São Paulo. O patrulhamento nessa área é de responsabilidade do 22º batalhão da PM, que era integrado pelos policiais acusados.

O promotor da Justiça Militar Cláudio Henrique Bastos Giannini denunciou os policiais por concussão (extorsão praticada por agente público no exercício da função), corrupção passiva, falsidade ideológica, violação de sigilo funcional e associação ao tráfico de entorpecentes.

As investigações começaram a partir do recebimento de denúncia anônima. O relato forneceu detalhes sobre como os policiais militares envolvidos no esquema apreenderam grande quantidade de drogas e passaram a negociar com um traficante local, exigindo dinheiro para evitar a prisão em flagrante e apontar uma adolescente como responsável pelo crime.

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram que não se tratava de um caso isolado. Diversos integrantes da corporação, segundo a denúncia, todos lotados no 22º Batalhão, estavam envolvidos.

“O papel dos policiais militares dentro da organização criminosa também era claro, não reprimir a prática do delito de tráfico, bem como facilitá-lo, não passando de viatura policial próximo aos pontos de venda, informando acerca de alguma operação policial pelo local e até mesmo alterando a verdade em documentos públicos para que não ocorresse apreensão de droga ou a prisão dos traficantes”, afirma o promotor, na denúncia.

O MPM-SP ressalta também que alguns pagamentos eram feitos obedecendo ao critério de graduação do policial militar – quanto mais alta a patente, maior o valor da propina.

Outros pagamentos eram realizados por equipe e havia ainda propinas distribuídas conforme o interesse de momento do PCC. “O pagamento era feito pessoalmente ao corrupto ou por interposta pessoa, quando apenas um da equipe fazia contato com o traficante negociando a propina de todos os demais policiais”, narra a acusação.

Leniência 

Secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo no governo João Doria (PSDB), o ex-vereador, deputado estadual e coronel da reserva Álvaro Camilo (PSD) avalia que os governos estadual e federal foram lenientes com o crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e diz que, agora, a diretriz é partir para o enfrentamento.

“Com o PCC durante muito tempo houve leniência do Estado em relação a essa e outras facções. Leniência do Estado brasileiro mesmo, que nunca deu muita bola para facção, porque era uma coisa que parecia estar muito longe. Agora, não. Agora está batendo na porta de todo mundo, a água está batendo na canela.”

Na opinião de Camilo, ex-comandante-geral da PM e idealizador do projeto que permite à prefeitura pagar diárias a policiais militares de folga a pretexto de aumentar o efetivo na rua — a chamada Operação Delegada –, governos estaduais do PSDB minimizaram o perigo representado pelo PCC e o seu desenvolvimento no interior das prisões paulistas.

“Há uma nova leitura sobre o crime organizado que não é nem oito, nem 80. Não é mais como era quando alguns governantes passaram por aqui e minimizaram demais a facção. Não é assim. Ela existe, tem problema, tem comando. Não dá pra negar a realidade. Mas também não dá pra atribuir tudo ao PCC.”

Pacote anticrime

O secretário Camilo acredita que, se o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, for aprovado pelo Congresso, ficará mais fácil para a polícia enfrentar o crime organizado.

“Na área federal o enfrentamento ao crime organizado, à corrupção e às ações violentas vai ser muito forte. Fica mais fácil para as polícias agirem [se o pacote for aprovado]. E o enfrentamento ao crime está sendo pensado nacionalmente, não mais por Estado, por área”, afirma.

Segundo Camilo, a interlocução do governo Doria com o ministro Moro tem sido “frequente e proveitosa”. Na segunda-feira (4), o governador paulista se reuniu por cerca de 45 minutos com o ministro da Justiça a portas fechadas, em Brasília.

“É fundamental que haja descentralização das verbas federais destinadas à segurança pública nos Estados. Às vezes o governo central nos envia uma viatura, mas não precisamos de viatura. É melhor contar com a verba para poder direcioná-la para onde é necessário.”

Incremento do arsenal

Camilo também diz que o Estado de São Paulo já abriu licitação internacional para aquisição de novas pistolas para repor o arsenal da PM paulista. Entre as empresas participantes está a Glock, fabricante austríaca de pistolas ponto 40 e de calibre 9 milímetros, que já forneceu para São Paulo após vencer certame realizado na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

Ainda de acordo com o secretário, está em estudo com montadoras brasileiras um projeto para blindar viaturas táticas da PM – promessa de campanha de Doria feita pelo então candidato no segundo turno da eleição.

Inicialmente, a ideia é desenvolver projeto para viabilizar a blindagem de partes das viaturas estatisticamente mais propensas a ser alvejadas por criminosos durante tiroteios, como o capô e o parabrisa.

Sergio Moro o dono da verdade com voz de moça, quando é que um policial brasileiro poderá ganhar R$ 50.000,00 por mês , como os policiais dos EUA ? 112

Esse Sr. – com a sua ideologia  jurídica – é uma fraude!

Além de se julgar dono da verdade, pois não quer o seu “projeto” posto em discussão. Tudo tem que ser tal como ele entende.

Quer enfiar seus escritos goela abaixo da sociedade e dos legisladores.

Entre outras, não entende nada de PCC e organizações afins…

Confunde confederação de criminosos com máfias seculares.

Já perdeu!

Ainda que o seu “projeto” acabe aprovado pela ignorância geral e subserviencia do legislativo ao Facebook.

De qualquer forma, se quer reprimir exemplarmente a criminalidade deveria contemplar em seu projeto um título: DAS GARANTIAS FUNCIONAIS E SALARIAIS DOS POLICIAIS…

Com um piso nacional mínimo de R$ 10.000,00; com teto igual à magistratura.

Qualquer coisa que não contemple efetiva valorização dos policiais é fraude.

Sergio Moro, empunhe um fuzil…ou seja ainda mais corajoso: INFILTRE-SE!

Bundamole!

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Como a Polícia Civil se confessa corrupta: PARA TODOS x PARA TUDO! 21

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Rotineiramente, sempre que incomodados por  supostas denúncias endereçadas ao Ministério Público, Delegados Diretores e Seccionais de Polícia , açodadamente, determinam aos seus encarregados , que por sua vez determinam aos seus subordinados e intermediários, que por sua vez determinam aos contraventores:

PARA TUDO!

O hilário é que a “ordem” só é dada depois do pagamento da quinzena.

Pergunto, já que há tanto poder para mandar parar a jogatina,  por qual motivo não mandam acabar de vez com o jogo?

Ou ainda:

Por que não determinam que a partir de agora os contraventores nada deverão pagar  para policiais civis?

Nada adianta se justificar dizendo que a Polícia Civil tem maiores obrigações a fazer do que prender apontador de jogo do bicho e apreender caça-niqueis, mas paralelamente extorquirem os contraventores.

E quando “suja” , sob ameaça de prender e apreender, mandar parar – só até a poeira abaixar – o funcionamento do jogo.

Sim, isso é extorsão praticada por funcionário público ( concussão )!

O jornalista e produtor Alberto Luchetti acusa Márcio França e seu homem de confiança Claudio Valverde de não honrar dívidas de campanha contratadas verbalmente…( Muita ingenuidade confiar em promessa de políticos, perdeu! ) 17

CAMPANHA ELEITORAL

Ex-diretor de Faustão leva calote milionário: ‘Tive que fazer empréstimo’

Alberto Luchetti, ex-diretor de Faustão, em sala de comando da Infiniti, sua produtora, em São Paulo - Fotos: Divulgação/Infiniti

DANIEL CASTRO – Publicado em 31/01/2019, às 05h35

Diretor do Domingão do Faustão entre 1998 e 2002, o jornalista Alberto Luchetti pediu ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) a impugnação das contas da campanha da candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo. Ele afirma que levou um calote de R$ 1,6 milhão do político, governador do Estado entre abril e dezembro do ano passado. “Tive que fazer empréstimo no banco para pagar as dívidas que contraí para fazer a campanha”, lamenta. França nega. Diz que honrou todos os compromissos.

A produtora de Luchetti, a Infiniti, foi contratada pela equipe de Márcio França para realizar as gravações em estúdio de todos os programas eleitorais. Pelo primeiro turno, a empresa recebeu R$ 1 milhão, em três parcelas, todas em dia.

“Como eles pagaram direitinho o primeiro turno e ninguém esperava que ele [França] fosse para o segundo turno, nós continuamos tudo igual, mas não assinamos nada, foi tudo na confiança”, relata Luchetti. “As gravações não podiam parar.”

Ou seja, oficialmente, a Infiniti só foi contratada para fazer o primeiro turno. Outros serviços que não estavam no contrato do primeiro turno e as gravações da segunda etapa da disputa eleitoral, no valor de R$ 1,6 milhão, foram um acerto verbal. “Mas todo o segundo turno foi feito na Infiniti. Eu tenho testemunhas e provas, como fotos dele e de Paulo Skaf gravando na minha produtora a declaração de apoio no segundo turno”, diz.

França surpreendeu na disputa pelo cargo de governador de São Paulo em 2018. Durante todo o primeiro turno, ele apareceu nas pesquisas atrás de João Doria (PSDB) e de Paulo Skaf (MDB). Venceu Skaf por uma diferença inferior a 80 mil votos. No pleito final, perdeu para Doria.

Para atender às necessidades da campanha de França, Luchetti teve de investir na produtora. “Construí uma cozinha industrial que servia almoço, café e janta para 50 pessoas”, conta. “Tinha quatro cozinheiros.”

Sem o dinheiro da campanha do segundo turno, o ex-diretor de Fausto Silva se viu em apuros. “Tive que ir ao banco para saldar algumas dívidas da campanha dele [França], de aluguel e compra de equipamentos”, afirma.

Por causa da campanha política, Luchetti também perdeu um cliente importante: William Waack. Deslocado para outra produtora, o ex-apresentador do Jornal da Globo não voltou mais a gravar seu programa para a internet na Infiniti.

Luchetti diz que vem tentando falar com assessores e com França desde novembro, sem sucesso. Na prestação de contas do segundo turno, França não teria declarado os gastos com a Infiniti, de acordo com Luchetti. “O que é estranho é que ele nega a dívida e diz que é do partido. Mas eu não conheço ninguém do partido. Tratei tudo com ele [França] e com o [então] secretário da Casa Civil [do governo de São Paulo, Cláudio Valverde].”

O executivo de TV decidiu apelar à Justiça Eleitoral. “Eu só pedi a impugnação das contas porque, como não tinha contrato, fiquei assustado. Todo mundo sumiu”, diz. O pedido deve ser julgado nas próximas semanas pelo TRE-SP. Se tiver as contas impugnadas, França não poderá se candidatar enquanto não saldar as dívidas.

Por meio de sua assessoria, o ex-vice-governador de São Paulo negou qualquer dívida com a Infiniti. “O contrato assinado com a produtora foi cumprido e pago integralmente e juntado à prestação de contas”, informou França em nota enviada ao Notícias da TV.

Domingão do Faustão
Depois de uma bem-sucedida passagem pelo Grupo Bandeirantes, onde implantou o Canal 21 como uma emissora voltada para o Jornalismo local, em 1996, Alberto Luchetti foi contratado pela Globo para resolver a crise de audiência pela qual passava o Domingão do Faustão.

Na segunda metade da década de 1990, o dominical da Globo era freguês do Domingo Legal, de Gugu Liberato, no Ibope. No auge da disputa, apelou para o “sushi erótico”, episódio que gerou uma considerável crise na emissora e abriu as portas para Luchetti.

O trabalho no Domingão levou o jornalista à categoria de diretor de núcleo da Globo, e ele assumiu a implantação do Altas Horas, de Serginho Groisman, à época recém-contratado pela emissora.

Luchetti saiu da Globo em 2002 e fundou a AllTV, a primeira emissora de TV para a internet do país.

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/ex-diretor-de-faustao-leva-calote-milionario-tive-que-fazer-emprestimo-24630

550 kg de cocaína – Parabéns ao Dr. Jorge Álvaro Cruz e a toda equipe de Cubatão…A estrela só brilha para os competentes! 10

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Polícia apreende mais de meia tonelada de cocaína em Cubatão

Na ação, cinco homens foram presos em flagrante dentro de um galpão alugado no bairro Vila Nova

Eduardo Velozo Fuccia 30.01.19 17h27

550 kg de cocaína foram encontrados dentro de galpão alugado em Cubatão (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Em linguagem coloquial, poderia se dizer que a Polícia Civil fez barba, cabelo e bigode. Durante 24 horas de operação nas 24 cidades da região, foram presos 237 adultos e apreendidos cerca de 750 kg de drogas. O destaque ficou para a captura de cinco homens com 550 kg de cocaína em Cubatão, na manhã desta quarta-feira (30).

“Em quatro anos dessas operações mensais da Polícia Civil na região, esta foi a recorde, em número de presos e de quantidade de drogas apreendidas. Foi um duro golpe que demos no crime organizado”, disse o delegado Manoel Gatto Neto, diretor do 6º Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6).

Os 550 kg de cocaína, que apresenta elevado teor de pureza, estavam no galpão alugado da Avenida Martins Fontes, 812, na Vila Nova, segundo informaram os delegados Jorge Álvaro Cruz e Angel Gomes Martinez, respectivamente, titulares de Cubatão e do 2º DP do município.

Cinco homens estavam no local preparando o entorpecente. Para isso, eles contavam com uma máquina que compacta a cocaína em tijolos e os embala à vácuo. O grupo foi autuado em flagrante por tráfico e associação para o tráfico, com a agravante de os crimes serem transnacionais.

Cinco homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas em operação da Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
“Pelo tipo de embalagem dos tijolos de cocaína, das mochilas usadas para acondicioná-los e da pureza da droga, ela não se destinaria ao tráfico doméstico, mas, sim, internacional”, declarou o delegado seccional de Santos, Carlos Topfer Schneider.

O investigador Marcelo Mendes acrescentou que materiais recolhidos no galpão são indícios de que os tabletes do entorpecente seriam transportados em pequenas embarcações pelo Canal do Porto de Santos para depois serem içados para o interior de navios.

Por causa das evidências de tráfico internacional, supostamente para países da Europa, Schneider afirmou que as informações obtidas pela sua equipe deverão ser compartilhadas com a Polícia Federal para o aprofundamento das investigações.

O seccional não soube estimar o valor da droga apreendida no galpão. “O nosso negócio é prender, mas, sem dúvidas, impusemos um grande prejuízo aos responsáveis por essa transação de tráfico internacional”. Etiquetas nos tijolos com a palavra confirmam a fala de Schneider, porque no submundo do crime a cocaína é mencionada como “ouro branco”.

Resultado de imagem para 550 kg de cocaína foram encontrados dentro de galpão alugado em Cubatão

A propaganda oficial do governo Bolsonaro é uma vergonha… Chupa rola de israelenses que nem judeus ( religiosos e humanistas de verdade ) são ! 8

Infelizmente, a ajuda de Israel – muito embora louvável – parece ser providencial.

Anteriormente –   falando sobre tragédias recorrentes no Brasil – nunca vi os israelenses tão solidários.

Aliás, nem o  hospital ( isralita )  Albert Einstein é solidário com quem não possui muito dinheiro, né?

Vixit, tá meio difícil saber quer é israelita ou evangélico por aqui…

Tudo misturado!


 

 Perdão pela linguagem!  

Mas estamos sob um governo que jurou acabar com o politicamente correto, né ? 

Polícia, política e futebol = corrupção! – Investigador Rollo pediu pra sair, ainda bem! ( Tá na hora de alguns policiais, alguns magistrados e muitos políticos deixarem o futebol para se dedicarem à coletividade ) 2

Isolado, vice-presidente do Santos pede licença do cargo

Eder Traskini

Do UOL, em Santos

 

  • Marcello De Vico/UOL

O vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, protocolou junto ao Conselho Deliberativo nesta segunda-feira o pedido de afastamento do cargo. Longe das decisões da diretoria santista há mais de três meses, o cartola decidiu formalizar a saída.

Rollo já não fazia mais parte das reuniões do Comitê de Gestão do Santos, que ocorrem a cada 15 dias, desde o final de setembro, quando o presidente José Carlos Peres venceu o processo de impeachment para seguir no cargo.

“Pedi meu afastamento por jamais querer prejudicar o Santos. Não tenho apego ao poder. Estou afastado das decisões, muitas das quais não concordo e quero deixar claro meu posicionamento. Fui eleito pelo sócio para exercer a plenitude do cargo e isso me foi retirado. Agora passo ao Conselho que vai tomar a devidas providencias, inclusive esclarecendo qual o período que posso me manter afastado”, explicou.

Em junho do ano passado, o vice-presidente já havia feito uma consulta ao Conselho Deliberativo do Santos, que repassou a demanda à Comissão de Estatuto, sobre como funcionaria um pedido de afastamento temporário do cargo, mas não tinha efetuado a solicitação.

Segundo o Estatuto Social do Santos, o cartola deverá ficar afastado também das reuniões do Conselho Deliberativo enquanto estiver de licença e esse fato, a impossibilidade de participar da política do Peixe, fez com que ele adiasse o pedido.

No fim da tarde desta segunda-feira, porém, Rollo enviou uma mensagem de despedida ao grupo do Comitê de Gestão no ‘WhatsApp’ confirmando o pedido de licença, mas não entrou em detalhes.

 

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Para aqueles que me acusam de perseguição e inveja, mais uma vez: não conheço pessoalmente – logo nunca trabalhei direta ou indiretamente – com o Sr. Rollo.

O que eu já escrevi acerca dessa espúria relação: polícia, política e futebol serve para todos os agentes públicos e, também, alguns advogados!

O futebol é uma mina de dinheiro aberta ao crime organizado e todo aquele que se disponha a lhe dar proteção por dinheiro, projeção e promoção. 

O futebol é o 5º constitucional de  corruptos em geral; delegados , oficiais PM ,  policiais civis e militares,   em especial!