O PROBLEMA DO TRÁFICO É O DENARC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 629
. O Conversa Afiada teve acesso a brasileiros ligados ao esquema de defesa dos presos na Operação Farrapos.
. Operação Farrapos foi aquela em que a Polícia (Republicana) Federal prendeu um dos maiores narcotraficantes do mundo, o colombiano Ramirez Abadía, em São Paulo.
. Como se sabe, Abadía viveu no bem-bom num condomínio de luxo na Grande São Paulo por dois anos.
. Como já foi divulgado, Abadía deu uma modesta contribuição aos policiais da Delegacia de Combate ao Tráfico de São Paulo, o Denarc, no valor de US$ 800 mil.
. Pessoas que tiveram contato com o grupo de Abadía contaram ao Conversa Afiada que num dos depoimentos informais, Abadía, que canta mais do que sabiá, revelou que no processo de lavagem de dinheiro na compra de uma casa em Angra dos Reis, vai aparecer, mais cedo ou mais tarde, o nome de um deputado federal que tem destaque numa CPI.
. Essas mesmas pessoas revelaram ao Conversa Afiada que, numa operação no interior de São Paulo, policiais do Denarc ficaram com medo de que a Polícia (Republicana) Federal quisesse botá-los em cana.
. E houve uma fuga em massa de policiais do Denarc para hotéis da Grande São Paulo.
. Se o presidente eleito José Serra quiser moralizar a polícia de São Paulo, uma boa pista é ver que policiais do Denarc recentemente preferiram pernoitar em hotéis e não em suas casas…
. Segundo esta fonte do Conversa Afiada, “para acabar com o tráfico em São Paulo, basta fechar o Denarc”.
O EXMº GOVERNADOR JOSÉ SERRA CRIARÁ OUVIDORIA PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS INTERNOS NA POLÍCIA 1
A OUVIDORIA DA POLÍCIA NÃO É UM S.A.C. (serviço de atendimento ao cliente), um departamento burocratizado distante dos problemas, do cidadão, das soluções e, principalmente, dos policiais. Não deveria funcionar voltada quase que exclusivamente como serviço de expediente de denúncias contra policiais.
E se a cultura, na Polícia Civil e Polícia Militar ,de tratar as pessoas como coisas for mantida, seremos todos, certamente, engrenagens de uma única “matrix”, e, como ferramentas, seremos conhecidos pelo que fazemos e não pelo que verdadeiramente somos.
Absurdo pior, em pleno século XXI, é ver os conflitos internos sendo tratados como defeitos, insubordinações, que devem ser consertados mediante remoções e punições.
Com efeito: conflito pode ser definido como uma situação gerada, quando não há entendimento e acordo das partes interessadas, sendo este acordo necessário. A maior parte dos conflitos ocorre pela famosa “invasão” do espaço alheio.
Muitas pessoas ainda não entenderam que há um lugar ao sol para todos e muitos profissionais não se contentam com o “seu” lugar ao “seu” sol, querem também o lugar e o sol de outros.
Os conflitos podem ser classificados em três níveis: conceitual, ideológico e pessoal. Este último é o mais complicado de ser solucionado, pois envolve com mais intensidade o ego e as emoções pessoais. O papel do líder na resolução de conflitos é de fundamental importância para as organizações, pois dependendo da sua habilidade de negociação, a situação conflitante pode converter-se em fatores positivos ou se transformar em grandes problemas, comprometendo os objetivos e as metas da equipe. Todo conflito “empurrado com a barriga” ou tratado repressivamente, acaba se transformando em bomba de efeitos prolongados. Toda a corporação será atingida. Conflitos endêmicos como os apresentados nas polícias, certamente, estão entre as grandes causas da ineficiência do sistema de segurança pública. Pois, geralmente, os conflitos, mesmo aqueles que são resolvidos imediatamente através de medidas repressivas, podem gerar resquícios que talvez se manifestem posteriormente através de mágoa, rejeição, indisposição, descrédito, “violências internas” e outros fatores desmotivacionais, principalmente quando uma das partes considera-se aviltada por membros da Instituição ou lesada pela Administração.
O conflito faz parte da complexidade humana. Entretanto, sua freqüência é um forte sintoma de que o órgão não possui “comando”, ou seja, “liderança competente” e comprometida com a melhoria da Instituição. Conflitos não são resolvidos por si só. O tempo não cura, apenas faz aumentar.
Por tal, há organizações que adotam uma nova estratégia: a contratação de um ombudsman interno, para a condução e solução de conflitos internos. Ele pode ajudar a resgatar a auto-estima dos funcionários e melhorar o clima organizacional.
O bom clima organizacional é por demais importante. O Ombudsman deve ter a habilidade e a liberdade para operar nas entranhas da organização, permitindo respostas rápidas, criativas e definitivas para os problemas. Devo lembrar que ele atua no campo do sigilo, discrição, rapidez e ação efetiva, para não perder a credibilidade juntos à organização e aos próprios colaboradores.
A função do ombudsman é de, efetivamente, dar essas respostas ou soluções às pessoas. Com o público interno, o ombudsman ajuda a “azeitar” a máquina na resolução dos problemas interpessoais. Extirpando da Polícia a rotineira prática de “assédio moral”.
O ombudsman será procurado quando um funcionário não se sentir à vontade para manifestar uma insatisfação e prefira alguém isento. Sim, porque caixas de sugestões, e-mails da Intranet, reuniões, obrigam muitas vezes a identificação ou colocam os colaboradores cara a cara com o motivo de sua reclamação, da sua insatisfação: colegas de Carreira e, quase sempre, superiores arbitrários. Com a informação na mão, o ombudsman irá buscar uma solução, evitando qualquer tipo de retaliação contra quem fez uma denúncia, por exemplo.
Confiança e respeito. Essas são as duas principais palavras-chave para essa relação. Receber uma reclamação ou denúncia de um funcionário não significa menosprezar a hierarquia. Os superiores hierárquicos dos interessados serão sempre municiados com a informação. Adotando-se as devidas providências, em sigilo absoluto, e manterá o ombudsman informado para que ele possa dar o retorno ao funcionário.
Deve ser um profissional com garra, que goste de se relacionar com o público, ser dinâmico, saber ouvir as pessoas com respeito. Quero lembrar que não existe no Brasil qualquer curso específico para a área de ouvidor ou ombudsman. Existem médicos, advogados, jornalistas, pedagogos, psicólogos, todos trabalhando como ombudsman. O importante, nesse caso, é que o profissional tenha noções mínimas de marketing, comunicação, psicologia, relações interpessoais, legislação, cidadania, mediação, entre outras que são necessárias para que o trabalho de ombudsman seja muito bem realizado. O verdadeiro ombudsman interno olha a empresa como um todo, age orientado como cliente e tem a autonomia para cobrar os resultados. O ombudsman não é gerente, diretor, não tem cargo operacional.
Como se trata de lidar com informações extremamente sensíveis, deve ter o bom senso para avaliar o que ocorreu; fazer uma investigação e buscar junto aos líderes do órgão policial, uma solução.
Em relação à “rádio-peão” na Polícia, o ombudsman interno deve desestimular sua reiterada prática, empregando a transparência e a ética nas relações. A “rádio-peão” é igual ao relâmpago: funciona na fração da luz, deixa todo mundo inquieto e pode fazer muito estrago, em função da rapidez e da fofoca que ela dissemina na Polícia. Agindo em conjunto com os órgãos superiores da administração policial e a área de comunicações, deverá monitorar e ser o consultor para preparar a contra-ofensiva positiva da informação.
Sem dúvida, o ombudsman contribui muito com sua sensibilidade e percepção, facilitando a solução dos conflitos corporativos. Pode ajudar, por exemplo, a resgatar a auto-estima dos funcionários; melhorar o clima organizacional. E tudo isso se traduz no crescimento dos índices de eficiência num curto espaço de tempo. O ombudsman deve se reportar diretamente ao Delegado-Geral. Subordiná-lo a uma diretoria ou divisão policial tiraria a liberdade de ação e o poder de influência, indispensáveis para que ele interfira nos processos, de modo a contribuir para a transformação a instituição. Os benefícios aparecerão, com certeza. Apenas uma modesta contribuição e sugestão para aperfeiçoamento da Instituição.
Fontes de pesquisa:
Paulo César T. Ribeiro é psicólogo, consultor de empresas, “coach” e “headhunter”, conceituado entre os melhores apresentadores por sua reconhecida experiência em treinamentos voltados ao comportamento gerencial e ao desenvolvimento de líderes, equipes e outros diversos temas. Diretor da CONSENSOrh.
Edson Lobo, jornalista e especialista em comunicação empresarial integrada.
LIÇÃO DE ECONOMIA DOMÉSTICA.
Essa gente tem que aprender a economizar o salário como eu faço.
Mas o tempo não pára…não pára…não…não pára.
VIOLÊNCIA ESTATAL!
Os órgãos e empresas de administração pública do Brasil matam muito mais do que quaisquer organizações crimonosas, ex. : hospitais, estradas, aeroportos e controle de tráfego aéreo.
Quem destroçou os dois aviões – fazendo milhares de pessoas vítimas(mortos, respectivos familiares e dependentes) – não foram os controladores ou pilotos.
FOI A CORRUPÇÃO ESTATAL.
Quer saber a razão: tudo é apadrinhamento político.
Nada é profissional.
Salvo os mortos e os inocentes funcionários que são punidos com cadeia.
Os “apadrinhados” somente mudam de órgão; vão roubar e causar mortes noutro lugar.
Toda decisão é tomada conforme o dinheiro envolvido.
O dinheiro envolvido; nada mais.
ENTENDA PORQUE VOCÊ NÃO TEM SEGURANÇA
A LIÇÃO DESTE DELEGADO DE POLÍCIA CARIOCA SE APLICA PARA TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS; EM TODOS OS MUNICÍPIOS E BAIRROS.
A POLITICALHA NA ÁREA DE SEGURANÇA FARÁ VOCÊ CHORAR MUITAS VEZES.
“Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo carioca os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.
Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública. Isto significa que a Polícia Militar e Civil está sob a direção de pessoas que nem sempre tem qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.
Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o Chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento, estes por sua vez indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez são também afastados de seus cargos sem qualquer motivo.
Digo, portanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função. Este é o primeiro indício de como nossa Lei trata a Polícia. Se a polícia é política quem investiga os políticos???
Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas? E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, nos dando a sensação de segurança. Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que por sua vez os levará ao Juiz de Direito que os julgará absolvendo ou condenando?
Então por que nossos governadores compram viaturas caracterizadas para sua polícia investigativa?? Então por que mandam a polícia civil patrulhar as ruas e não, investigar crimes?? Parece piada de português de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade. Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da política e a Polícia Civil absolutamente dependente?? Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal juntamente com o Judiciário e o Ministério Público. Se o Delegado de Polícia tem esta tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores que são Políticos??
Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.
Assim, quero dizer que se o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do poder executivo, tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade.
Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente, é por isso que os americanos criam agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.
Em segundo lugar fique você sabendo que o policial civil e militar ganham um salário famélico. Você arriscaria sua vida por um salário de fome?? Que tipo de qualidade e competência tem estes policiais?? Se a Segurança Pública é tão importante por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos tais quais são os dos Agentes Federais?? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós para que teria dinheiro?? Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que estão absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos, trabalham em no mínimo três bicos ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.
Qual destas categorias você gostou mais??
Parece que com estes salários nossos governantes há tempos fomentam a existência da primeira e da segunda categorias. É isto que você quer para a sua cidade?? Mas é isso que nós temos, é a realidade mais pura e cristalina.
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos.
Mas então o que fazer?? Devemos adotar uma política de Segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu Chefe eleito por lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público. A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
Os salários dos policiais deverão ser imediatamente triplicados e organizado um sério plano de carreira. Digo sempre que se a população soubesse da importância do salário para quem exerce a função policial haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem?? Será que ele vai aceitar aquele cafezinho para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas??? Será que não é por isso também que não temos segurança??? Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e conseqüentemente não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser. Fiquem sabendo que a indústria da segurança privada se tornará pública, como deve ser. Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais não deseja segurança pública e sim segurança para quem pode pagar.
Desafio a comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma política de segurança realmente séria e não hipócrita como é a que estamos assistindo Brasil afora.
AUTOR: Tarcísio Andréas Jansen – Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, lotado na Divisão Anti-Sequestro “
AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO
BASEADO NO SOFÁ ( homenagem ao cardeal dado a caluniar o alheio sob o manto protetivo da “DGP” ) 17
São Vicente, 17 de agosto de de 2007.
Doutor Anjo amigo,
Você pode fumar baseado
baseado em que você pode fazer quase tudo
Contanto que você possua mas não seja possuído
Porque o mal nunca entrou pela boca do homem…
Porque o mal é o que sai da boca do homem…
“Mas eu nunca toquei baseado
Baseado em que podia fazer quase tudo
Contando que eu possuísse
Sem que fosse possuído “
Porque o mal nunca entrou pela boca do homem…
Porque o mal é o que sai da boca do homem…
Você pode comer baseado
baseado em que você pode comer quase tudo
Contanto que deixe um pouquinho um pouquinho de fome
Porque o mal nunca entrou pela boca do homem…
Porque o mal é o que sai da boca do homem…
Você pode beber baseado
baseado em que você pode beber quase tudo
Contanto que deixe um pouquinho
um pouquinho pro santo
Porque o mal nunca entrou pela boca
pela boca do homem
Porque o mal nunca entrou pela boca do homem…
Porque o mal é o que sai da boca do homem
“Você não pode falar baseado
Baseado naquilo que diz que cardeal pode quase tudo
Contanto que encolhidinho
Escondidinho de canto
Porque Delegado não é lavadeira
Que Delegado é uma lavadeira?
Porque Delegado não é faxineira
Que Delegado é a fofoqueira?
Você não pode escrever baseado
Baseado naquilo que diz que você sabe tudo
Porque o Senhor só sabe um pouquinho
Um pouquinho se tanto
Você não pode julgar baseado
Baseado naquilo que diz que cardeal não é suspeito
Contanto que ninguém saiba
Saibam do que tu tens feito
Porque o mal é o que sai da boca
Porque o mal é o que sai da mente
Porque o mal é o que sai da boca
Porque o mal é o que sai da mente
Das mentes e bocas dos homens
Contudo ainda lhe tenho respeito
Contudo ainda lhe devo respeito
Pois a polícia faz pela metade
Porque polícia só diz a metade
Porque polícia só mostra a metade
A metade do feito
Por isso ainda lhe tenho respeito
Por isso ainda lhe dou respeito
Pois não lhe contaram direito
Pois não lhe mostrei meu D I R E I T O…
Mas eu nunca toquei baseado
Mas eu nunca guardei baseado
Mas eu nunca toquei baseado
E só lhe disseram a metade… D O F E I T O.”
Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Galvão em “O mal é o que sai das boca do homem”; e a “Paródia baseado no sofá.”
_____________________
Relatei os fatos inspiradores da brincadeira acima em diversos autos que tramitam pela Corregedoria Geral, arrolando como testemunhas das infâmias os colegas PAULO LEW e ROBERTA FRANCO.
A NOSSA MELHOR FACE: DEINTER-9.
MAIS CAÇA-NÍQUEIS NO DEINTER – 6.
CARTA ABERTA AO GOVERNADOR – A OUTRA FACE.
Uma meia verdade, pois na prática ocorria o inverso. Os militares identificavam os supostos “contras”, entregando-lhes aos “doutos”.
A tortura…A tortura.
Depois , com a promoção garantida, retorno ao antigo DEIC.
E naquele a já cultural corrupção, tortura e mortes.
E aquela “inteligência” ,de quatro décadas atrás, é a mesma “inteligência” que busca determinar os nossos destinos hoje.
Aqueles sem o necessário preparo intelectual e sem o menor respeito pelos pares.
Por antipatias e questões sem valor somos removidos e assediados moralmente. Sofremos, da mesma forma, por conta dos que quase transformaram a Polícia Civil numa organização criminosa, explorando desde a venda de vagas em concursos até “as biqueiras da crackolândia”.
A Polícia Civil dos dias 15 e dia 30, servil às máfias dos jogos, servil a políticos sem escrúpulos, servil a tudo e a todos por alguns trocados.
A mesma inteligência que não estava trabalhando quando dos ataques do PCC, pois já se achavam em deleites desde à tarde das 6 a. feira, início dos ataques.
Sofremos por comprometer todo o nosso vigor e tempo buscando pretensos inimigos: o Ministério Público e a Polícia Militar.
Enquanto os verdadeiros inimigos se acham entre nós ; a mandar e desmandar como se donos de empresa individual.
Pois, a Polícia Civil não é nada democrática e legalista em relação aos seus subalternos.
Tanto que, rotineiramente, somos obrigados a buscar socorro junto ao Poder Judiciário e Ministério Público.
E depois maior revanche suportamos.
As nossas entidades representativas pouco, às vezes nada, fazem pelos direitos dos consortes.
Excelentíssimo Governador José Serra gostaria de lhe narrar o pouco que sei da face obscura, quase impenetrável, da Polícia Civil Paulista…Mas não posso, pois respondo a processo administrativo por tentar desvelar as nossas culpas.
Não quero responder a outros processos acusado por denegrir a imagem do órgão e de deslealdade ; se for demitido por decisão de Sua Excelência escreverei novelas de ficção policial ; talvez consiga, com os escritos, concluir a formação dos meus filhos.
Mas uma coisa posso lhe afirmar: não suportamos, entre outras injustiças, a pressão de alguns ocupantes de cargos de confiança, indicados talvez, na esteira da carta aberta, por alguns dos seus desinformados assessores e correligionários, os quais, sob o manto do apadrinhamento, nos esmagam, nos assoberbando de tarefas e sobrecarga horária, enquanto, placidamente, enriquecem ilicitamente. Por fim, Excelência há muito de verdade na citada carta aberta, mas há outra face.
CARTA ABERTA AO GOVERNADOR JOSÉ SERRA
O senhor no regime militar foi um inconformado com as injustiças que se cometiam e um guerreiro pela liberdade. Como homem público seu passado nos dá esperança. Muitas vezes, assessores não conseguem passar informações mais profundas sobre a realidade. Por isso, sinto-me no dever de cidadão e, em nome da liberdade, alertá-lo dos gravíssimos problemas que vive uma instituição que lida diuturnamente com o povo e está sofrendo injustiças advindas de todos os ângulos da sociedade – a Polícia Civil e, especificamente, quem a dirige o Delegado de Polícia.
Senhor Governador, vivemos a terceira geração pós-ditadura. Muitos policiais de hoje desconhecem esse período negro, onde a inteligência da Polícia Civil foi utilizada para perseguir oponentes, passando por algoz de estudantes, artistas e líderes operários. Enquanto militares à paisana, se afirmando doutores, torturavam. Os promotores de Justiça, que são hoje vedetes de notáveis acontecimentos e o próprio Judiciário quase nada questionavam. Os esquerdistas, cegos nesse ranço, só fortaleceram na Constituição de 88 as condutas remanescentes do coronelismo e da ditadura, abrindo ainda oportunidades de investimentos na insegurança. O Exército, hoje sucateado, assiste ao aprimoramento das forças reservas. Falta esclarecimento e coragem para enfrentar o lobby do militarismo na polícia e o de quem lucra com a violência. No mundo civilizado a polícia é escolarizada e preparada para conviver com o cidadão nas ruas, não adestrada para o encastelamento e a defesa de feudos.
Senhor governador, ainda vivemos nesse ranço cego de teóricos e “sábios” contra a Polícia Civil paulista. Uma perseguição que passou do tolerável. A Polícia Civil, além de amplamente aberta, é fiscalizada como nenhuma outra instituição – Corregedoria e Ouvidoria exclusivas, controle externo do Ministério Público (MP) e serviço secreto P2 da Polícia Militar (PM) – não tendo vocação e nem encontrando tempo para se defender de noticiários oportunistas. Porque atende 24 horas, com policiais trabalhando em turnos de três e até duas equipes. Um massacre ao trabalhador, que já compete ser denunciado a OIT e órgãos internacionais. É a única que além de ter sangue frio e tranqüilidade celestial para servir de panacéia aos dramas diuturnos dos cidadãos, atende tenentes recém saídos das Academias, exigindo flagrantes absurdos, administra depósitos de presos da Justiça – esses abnegados, muitos mortos covardemente nas madrugadas – sem guaritas para alertá-los, porque soldados que lá deviam estar sobram nos quartéis ou convivem com privilegiados. O povo quer o policial de imediato – a pé, de bicicleta, de viatura… Não adianta fugir dessa realidade construindo postos maravilhosos para registrar fatos que poderiam não ter acontecido. Já existem as delegacias vergonhosamente esquecidas de investimentos. Será que é preciso morrer mais policiais civis e praças nos plantões e nas viaturas, para novas discussões?
Senhor governador, a Academia de Polícia Civil não tem condições de alimentar seus alunos como os da militar. Mas para a Cavalaria da PM, além de veterinários, ordenanças e oficiais com vários cursos de especialização, tem diariamente leite, alfafa, ração especial, material de limpeza, produtos para conservação, remédios, iluminação especial, diversos enfeites etc. Os animais merecem, mas os cidadãos querem segurança pública e não essa inépcia com os seres humanos civis.
O Estado tem um gasto enorme com a implantação de concursos para Delegados de Polícia, os candidatos quando tomam conhecimento das responsabilidades do cargo e os vencimentos chegam a não acreditar. Insistem porque o desemprego é muito grande. Depois, o abandono chega a 20% na formação e mais de 40% após um a dois anos de carreira. Se for para outra profissão, pelo menos ninguém esquecerá a imagem do Delegado de Polícia e seus agentes, vivendo com o povo, ao vivo e nas dores. Não vai esquecer das vezes que teve de responder apurações, ofícios, representações, da arrogância da PM, das implicâncias do MP e tudo que a Inquisição da Polícia Civil pede de forma sumaríssima. Vai lembrar das férias denegadas e as sem substituto, de quando teve de responder por duas, três, quatro… unidades. Enquanto outros, além de receber esses acúmulos, incorporam vantagens, tem dois recessos por ano, ganham viagens de estudo e congressos, têm disponibilidade remunerada, se aposentam com cinco anos, recebem ajuda de custo e tentadoras vantagens apresentadas por esse país afora. Ninguém agüenta, depois, tem empresa de segurança pagando mais que o dobro e sem precisar de diploma.
Senhor governador, há muito contatamos pessoas influentes e vários políticos. Sensibilizados, prometem, mas sempre algo emperra. Percebemos como estamos sendo vigiados e cercados. Qualquer projeto da classe é massacrado por infinitas e absurdas emendas. Outros com soluções mágicas querem acabar com nossa experiência histórica na investigação criminal. Os Delegados de Polícia nunca se mobilizaram para impedir reivindicações de outras categorias, por mais injusta que possa parecer. Em 1989, na constituinte paulista, o Ministério Público lotou o plenário da Assembléia Legislativa para impedir as reivindicações dos Delegados de Polícia. Recentemente, a Polícia Militar mobilizou todo o seu esquema conhecido para impedir as reivindicações mais cristalinas dos Delegados de Polícia. São atitudes que ficarão na História do Brasil – classes mobilizadas para impedir o progresso de outra!
Senhor governador, quem comanda investigações é o Delegado de Polícia. Ele deveria ter o controle da tecnologia de ponta das informações. Mas esse benefício aos cidadãos, está com a P2. Militarizada, vive de bisbilhotices absurdas que servem apenas para a defesa da própria PM. Ainda ironizam esta crítica. Por que não levantaram que o crime organizado mataria tantos policiais civis, praças e até cidadãos comuns, como ocorreu recentemente?
O inquérito policial em mais de cem anos, enquanto não era alvo de outras instituições, correspondeu às expectativas de justiça e a população vivia mais tranqüila. O Brasil não era medalha de ouro em desigualdade social e na distribuição de renda. Regrado por prazo e fiscalizado pelo Judiciário, milhares são abertos diuturnamente. Porém, só os de maior destaque são acompanhados pelo MP. Com entrevistas à mídia e nada de praticidade e eficiência. Em muitos casos, denúncias em inquéritos relatados, são oferecidas depois do prazo, sem que ninguém fiscalize. No inquérito civil (MP), tudo é diferente. Sem regras, prazo ou satisfação a ninguém, muitos são instaurados em cima de denúncias de reportagens e arquivados se assim entenderem. Imagine um Delegado de Polícia arquivando um inquérito policial por mais simples que seja. Vira manchete do Jornal Nacional. E a apuração dos fatos que chegam as delegacias? O Investigador de Polícia, como as demais carreiras policiais civis, estão cada dia mais acuados, além de obrigados a atender presos, desviando de suas funções tem que levá-lo até outras cidades, de forma precária, com risco de resgate, para audiências as 13h e atendidas as 17h, ou constantemente adiadas. Bem como atender cotas cobrando picuinhas, muitas vezes através de representações injustas.
Muitas delegacias dependem de favores. O poder econômico ocupando o lugar do Estado é tão perigoso quanto o crime organizado. Só de levar para a delegacia o filho de um benemérito da polícia pego usando drogas, em rachas, bêbado, badernando ou sem habilitação, gera muitas vezes um inferno para policiais, que via de regra, acabam removidos.
Senhor governador, contra a Polícia Civil e a atividade do Delegado de Polícia tudo foi há muito tempo planejado e bem executado. Mas a História está provando que essa falta de visão, na inversão de valores, só tem aumentado a insegurança pública. O crime evoluiu e a busca e apreensão foram proibidas. Faltam plantões diuturnos de Justiça – criminosos não podem ser imediatamente identificados e produtos de crime se evaporam. Professores do Ministério Público ironizam os alunos de Direito que desejam seguir a carreira de Delegado de Polícia. Oficiais da PM, aquartelados, determinam a seus subalternos que tratem os Delegados de Polícia por bacharéis. Quadros humorísticos e telenovelas mostram Delegados de Polícia como vilão e Promotores de Justiça como salvadores do mundo. Nos tempos em que estes eram desconhecidos a sociedade vivia bem melhor, o Delegado de Polícia podia tomar decisões rápidas que desburocratizavam a Justiça e o povo aplaudia. Se um representante do MP acordar de madrugada para atender a uma resistência, invasão de distrito ou motim não é para auxiliar o Delegado de Polícia e seus heróicos agentes, mas sim para apressar uma prisão preventiva desses escravizados servidores. Diariamente os Delegados de Polícia relatam abusos, arbitrariedades e tentativas de humilhação que vem sofrendo a Polícia Civil pelo Estado afora. Muitas vezes com o auxílio de parte irresponsável da imprensa. Esses fatos acrescidos da humilhação dos vencimentos têm gerado uma revolta muito grande, não só nos policiais, mas também nos familiares e amigos. Em vários locais têm acontecido reuniões da própria sociedade pedindo providências. Ninguém agüenta ver esse descaso com a Polícia Civil e a criminalidade aumentar.
Autoridades do governo vêm tentando minimizar os movimentos que afloram pelo Estado – operação padrão, passeatas, paralisação temporária, denúncias públicas e greves. Ouvir os policiais para efetivar ações é a política que a sociedade espera. A Polícia Civil não fecha suas portas, há seis meses espera o novo Governo. A causa é justa. Humilhação tem limite.
Senhor governador, o Estado não faz justiça a funcionários com a mesma formação profissional. O Delegado de Polícia – menor vencimento do Brasil – que faz juntamente com seus abnegados agentes a melhor polícia do país, atende, sofre e toma decisões a qualquer hora, no calor dos fatos, diferente de outras carreiras que com a mesma formação e trabalhando no período da tarde e em semanas reduzidas, percebem três, quatro vezes mais. Os Delegados de Polícia querem aumento e dignidade, mas não o que Promotores de Justiça recebem no fim do mês, uma quantia injusta para uma Nação tão carente. Um país que viu o MP insistir em normas para o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas que não tem um mísero centavo para tirá-las dos cruzamentos, da escravidão da lavoura, para dar escola e trabalho as desocupadas pelas periferias, para encaminhar as que passam as noites por qualquer droga, para encontrar as das infinitas listas de desaparecidos. E quem processa os que se promovem com elas e com essas listas? E quem tem coragem para denunciar a mídia incentivando a violência, a estupidez e as gangs – dos desenhos animados a tela quente? É a mesma que faltou na ditadura militar.
Criar leis é fácil, mas quem acorda de madrugada, fins de semana e feriados para receber adolescentes infratores que a lei determina, ou fiscalizar crianças e adolescentes sem habilitação ou rachas? O Brasil não pode mais viver de brincadeiras e hipocrisias. O país é pobre e precisa de dinheiro para a sobrevivência de seus seres humanos. Como pode um procurador ganhar R$ 55 mil, 2.400 procuradores e promotores ganharem, por volta de R$ 22 mil, um promotor recém formado iniciar com R$ 12 mil ou um agente do MP ou outro funcionário burocrata do Judiciário, trabalhando à luz do dia, receber mais de que um Delegado de Polícia, que fica diuturnamente a disposição do cidadão? E os holerites da caixa preta e da folha de pagamento dos oficiais da PM, que escondem do povo? O policial civil não pode se aposentar porque perde metade dos vencimentos. Tem de ficar até a expulsória aos 70 anos. Na PM, de cada 18 oficiais 17 foram para a reserva, com cerca de 50 anos e ganhando aquilo que um dia o povo vai descobrir. Nenhum país aguenta isso! Chega! Tem policiais civis dispostos a enfrentar qualquer obstáculo para acabar com esse acinte, que atinge moralmente seus familiares e amigos!
Senhor governador, desculpe, porque a cada dia vejo mais colegas gritando desesperadamente por JUSTIÇA, dispostos a tomarem qualquer tipo de atitude. Estamos lutando para que o bom senso prevaleça. Alguém nos dê atenção com ações efetivas. A continuar assim, não vai ser fácil explicar aos nossos netos porque fomos tão negligentes e omissos para com o futuro deles.
São Paulo, 2 de agosto de 2007
Marcos Antonio Gama
Delegado de Polícia
DESAGRAVO A CPMAE(Comissão Permanente de Mobilização e Ações Estratégicas)
Não pretendo refutar.
O comentarista possui parcela de razão. Todavia, quero esclarecer que a minha linguagem – de certa maneira atípica em se tratando de informação através da blogosfera – não é direcionada a induzir opinião, tampouco tem a pretensão de se colocar como insuspeita, inquestionável.
Não sou insuspeito; também não sou dono da verdade.
Todavia, sobre fatos, jamais me afastei daquilo que, no mínimo, posso demonstrar por diversas maneiras.
Os meus escritos são impressões e idéias pessoais colocadas publicamente para reflexão.
Devem ser questionados e julgados. Acredito que algo deles seja aproveitável e esclarecedor.
Do mesmo modo creio que parcela deva ser desconsiderada. Não por desonestidade, mas por erro; falsas e precipitadas conclusões.
Instituição centenária não será desmoralizada e destruída por pessoas que só possuem compromissos carreiristas
Presidente do Sipesp
CAMPANHA DE REELEIÇÃO NA ADPESP TEM COMO PLATAFORMA O RESGATE INSTITUCIONAL Resposta
“Atendendo compromisso anteriormente firmado, o presidente da ADPESP, Sergio Roque, acompanhou membros da CPAERI – Comissão Permanente de Assuntos Estratégicos de Resgate Institucional ao encontro com o Delegado Geral de Polícia Adjunto, Elson Alexandre Sayão. Na oportunidade os colegas falaram das estratégias da entidade para o resgate institucional e o Delegado Geral Adjunto propôs-se a ajudar autorizando, de imediato, que sejam feitas reuniões nas seccionais de polícia”.
Primeiro: desta notícia estampada no Site da Adpesp vislumbra-se que o Dr. Roque está em franca campanha para reeleição; assim acompanhará os membros da “MOBILIZAÇÃO”’ por todas as Seccionais do Estado.
Segundo: o Dr. Sérgio Roque ao propor a mudança do nome da CPMAE para CPAERI, com a finalidade do RESGATE INSTITUCIONAL, ratifica as minhas palavras: “corrupção institucionalizada”, “a quase transformação do órgão numa organização criminosa”, entre outras expressões. Pois, resgatar é libertar, remir ou recuperar aquilo que se perdeu; no nosso caso: a dignidade.
DR NAIEF SAAD NETO
O RECOLHA
“Quem andar pelos botecos de São Paulo hoje em dia irá notar lonas pretas cobrindo as antigas máquinas de caça-niquel, outrora tão comum em nosso cenário urbano. É o resultado da lei estadual 12.519/07, de 02 de Janeiro. A mesma lei já havia sido vetada, em atitude suspeita, pelo antigo governador em 2003 e
“…Proíbe a instalação, utilização, manutenção, locação, guarda ou depósito de máquinas caça-níqueis, de vídeo- bingo, vídeo-pôquer e assemelhadas, em bares, restaurantes e similares.”
Quando o atual governador assumiu (a contra gosto da esfera policial, haja vista que ele, em teoria, significaria a continuação dos últimos 14 anos do mesmo partido, que começou em 93 com a célebre frase de Mário Covas: Policial não precisa de aumento, porque já rouba bastante), prometeu moralizar a Polícia Civil, e seu secretário de segurança manifestou, mesmo que timidamente, um interesse em pleitear um aumento salarial para os policiais. Até então tal notícias seriam motivo de sarcasmos, pois todos sabemos o que significa ir de encontro às estruturas oligárquicas e corrompidas desta instituição. Talvez os comentários das duas maiores figuras da segurança pública estadual fossem apenas um pequeno enceno no grande teatro e que estão inseridos. Assim, pelo menos, como deveria ser.
Lacrar as máquinas de caça-níquel representa tirar das mãos da polícia civil uma de suas maiores fontes de arrecadação. Se antes era o jogo do bicho, hoje a máfia das “maquininhas” criou uma cultura de depência tão profunda que seu abrupto cancelamento trouxe uma sensação de mudança dentro das delegacias.
Há alguns policiais conhecido por “recolhas”, responsáveis por, periodicamente, andarem de bar em bar arrecadando o aluguel das máquinas nas áreas de responsabiliade dos DPs. Toda cidade é assim. Esse funcionário é tido como um intocável, nada lhe afeta. Nào faz parte da escala comum de plantão, não cumpre Ordens de Serviço, no máximo é o estafeta, ou a pessoa do expediente que leva e traz a papelada para a delegacia seccional. Só falta agora o governo querer acabar com as bocas-de-fumo e os pontos de prostituição.
Entre nós, apostamos em três hipóteses:
1) O governado quer, logo ao assumir, contabilizar todas as máquinas de caça-niqueis existentes para que tenha controle sobre a arrecadação.
2) Logo após o susto das lacrações, o governo novamente fará vistas grossas a fiscalização e condicionará o funcionamento das máquinas a um aumento da propina.
3) O governador enlouqueceu e, querendo realmente reestruturar a policia civil adotando medidas anti-corrupção, secou a principal fonte de sedução ao crime dos policiais. Essa é a menos plausível das teses, pois isso custaria ao governo menos dinheiro para suas próximas campanhas eleitorais e compraria uma briga sem tamanho com os delegados e, consequentemente, com a própria policiai civil, pois não há grupos de direção contrários aos atuais. Sendo assim, ele dependeria do mesmo grupo que a dirige ha dezenas de anos, já que todas as demais carreiras são reprimidas e omissa, com sindicatos chapa branca. Todos a espera de uma melhor colocação em suas carreiras (saiba que toda ascensão na policia depende de indicação política).Daqui de onde estou percebo que qualquer tipo de mudança não será tão corajosa a ponto de afetar o que faço. Gostaria de saber que cara preciso fazer para ser parte de tudo isso.”Este excelente artigo me foi encaminhado por colaborador; desconhecendo a origem, a autoria e a data em que foi escrito, presumindo-se, pelo teor, ser do início deste ano.