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Publicada em: 11/12/2002 às 23:32 |
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Bandido sangue bom
Houve um tempo em que os bandidos mais temidos do Rio de Janeiro roubavam caminhões de leite e gás que se aventuravam nas favelas do subúrbio carioca para distribuir a mercadoria roubada entre seus moradores. A cena foi reconstituída recentemente no longa-metragem Cidade de Deus. No filme do diretor Fernando Meirelles, co-dirigido por Kátia Lund, os assaltantes do Trio Ternura aparecem distribuindo bujões de gás nas ruas do conjunto habitacional da Zona Oeste. Era início dos anos 60. Contemporâneo de Mineirinho e Lúcio Flávio, Manoel Moreira, o Cara de Cavalo, era adepto dessa ‘estratégia’ Robin Hood de roubar dos ricos para dar aos pobres. O último romântico dos bandidos cariocas morou até os 16 anos na antiga favela do Esqueleto, onde hoje existe a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), no Maracanã (Zona Norte).
“Cara de Cavalo era um garoto levado mas tinha muita consideração com os moradores. O padrinho dele morava lá e ele vivia no Esqueleto. Quando a polícia estava por perto, ele sumia. Mas sempre aparecia novamente”, lembra a dona-de-casa Cleonice Pereira da Silva, de 63 anos, que viveu no Esqueleto até 1962, quando a comunidade foi extinta e ela então se mudou para a Vila Kennedy, em Bangu.
Cara de Cavalo tinha ligações com o jogo do bicho e atuava principalmente na região da Grande Tijuca. Ele começou garoto realizando pequenos furtos e vendendo maconha na Central do Brasil. Depois se tornou cafetão na zona do meretrício. Apesar da fama, Cara de Cavalo não tinha em seu currículo ações espetaculares ou assassinatos cruéis. Era bem diferente dos bandidos figurões de hoje em dia. Ganhava dinheiro fácil percorrendo os pontos do bicho e recolhendo sua comissão. Isso até 1964, quando matou com um tiro de sua Colt 45 o temido detetive de origem francesa Milton de Oliveira Le Cocq, despertando a ira dos policiais da época. Cara de Cavalo foi então caçado implacavelmente durante quatro meses, entre maio e agosto de 64. Cerca de 2 mil homens de todas as delegacias da cidade participaram da operação. Os detalhes da perseguição foram acompanhados diariamente pela imprensa carioca.
Cara de Cavalo tinha apenas 23 anos quando foi morto, com mais de cem tiros, no seu esconderijo perto de Cabo Frio, na estrada para Búzios. Entre os policiais que presenciaram os últimos momentos do bandido estavam Hélio Vígio, ex-diretor da Divisão Anti-Seqüestro, e Sivuca (depois eleito deputado estadual com o lema “bandido bom é bandido morto”). Segundo o laudo pericial da época, o bandido foi atingido por 52 tiros, sendo 25 somente na região do estômago. O corpo de Cara de Cavalo foi coberto com um cartaz com o símbolo da caveira com duas tíbias cruzadas e a inscrição EM (leia-se: Esquadrão da Morte).
O repórter policial Luarlindo Ernesto, que trabalhou muitos anos na editoria de polícia do Jornal do Brasil, e que acompanhou de perto a caçada ao bandido, declarou certa vez em entrevista ao livro Reportagem policial (Faculdade da Cidade, 1998): “Outro assunto interessante foi o Cara de Cavalo, um bandido sem nenhuma importância que entrou no noticiário policial. Foi um mito construído pela imprensa, um bandido muquirana, tinha uma mulher na zona, assaltava ponto de bicho em Vila Isabel e fumava uma maconhazinha, não era um bandido de expressão. O azar dele foi que o banqueiro de bicho chamou os amigos policiais e pediu para eles darem um sumiço no cara. Os policiais foram dar uma dura e, naquela afobação de prendê-lo, um policial matou um colega. Botaram a culpa no Cara de Cavalo e isso motivou uma caçada implacável ao jovem bandido, que tinha apenas 23 anos. (….) Depois da perseguição, ele ficou vivo apenas mais um mês ou dois. Lembro que, durante essa caçada, um dia fui com outro repórter, o Oscar, para o Morro do Juramento. Lá, consegui através de outro bandidão da época, o Murilão, chegar até o Cara de Cavalo. Mas o bandido queria mil cruzeiros para falar. Era muito dinheiro. No caixa da Última Hora só havia 600 contos, queria um milhão. Nada feito e ele aproveitou e fugiu, desaparecendo. Continuamos no caso, conseguimos botar uma espécie de empregada doméstica na casa da mãe dele. A mulher interceptou uma carta do Cara de Cavalo, localizamos o endereço do remetente, fomos atrás novamente. Chegamos a falar com ele, mas o bandido não quis nada. Numa dessas visitas, a polícia nos seguiu, foi lá e matou o Cara de Cavalo. A perseguição toda demorou um mês e meio, com mais baixas entre a polícia. Lembro do Le Cocq e do Perpétuo de Freitas, policial que foi morto por um colega nessa perseguição ao Cara de Cavalo”. Um ano após a morte de Le Cocq nascia no Rio a Scuderie Le Cocq, formada por policiais militares e civis que queriam vingar a morte do detetive. Um de seus presidentes foi o delegado Luiz Mariano, que anos depois afirmou ter dado o primeiro tiro em Cara de Cavalo. A versão capixaba dos escudeiros, que foi montada em 1984 e se tornou sinônimo de grupo de extermínio, é acusada de quase dois mil homicídios, alguns deles envolvendo políticos do Espírito Santo. Conforme documento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), “as investigações revelaram a existência de uma associação criminosa que se dedica à prática de narcotráfico, controle de jogos ilícitos e homicídios; e cuja estratégia de ação consiste em controlar o funcionamento das instituições públicas, subverter a hierarquia funcional nas corporações policiais civil e militar, garantir a impunidade dos responsáveis pela prática do crime e substituir-se às instituições públicas”.
A morte de Cara de Cavalo voltou a ser destaque na imprensa carioca quando o artista plástico Hélio Oiticica, que usou a marginalidade social, a repressão política e a revolta individual como tema de suas obras nos anos 60, homenageou o bandido com dois de seus trabalhos mais polêmicos. O primeiro foi um bólide (caixa de madeira, plástico ou vidro) com uma foto do bandido caído numa poça de sangue. Depois, criou um estandarte com a reprodução da foto e a inscrição: “Seja marginal, seja herói”.
Cara de Cavalo e Hélio Oiticica freqüentaram juntos rodas de samba em favelas cariocas. Sobre o amigo, Oiticica escreveu: “O crime é a busca desesperada da felicidade autêntica, em contraposição aos falsos valores sociais”.
Assim como Oiticica, outros artistas dos anos 60 também usariam a bandidagem como inspiração para seus trabalhos. A glamurização do crime seria ainda beneficiada pelo cobertura sensacionalista da imprensa carioca.
A artista plástica Lygia Clark também falou sobre a bandidagem dos anos 60 e o tráfico de drogas nas favelas: “Na nossa época (Lygia e Hélio Oiticica freqüentavam a Mangueira), o máximo que tinha era um pouco de maconha, de cheirinho-da-loló. Conheci o Mineirinho, a mulher dele, Maria Helena, e o Cara de Cavalo. Eram bandidos românticos. Poderiam até atirar num policial, o que significava que estariam jurados de morte. Mas você podia freqüentar o morro inteiro. Agora não, você não entra no morro se não tiver autorização do chefe da droga. O narcotráfico fez da favela uma coisa doente. Trecho da entrevista de Hélio Oiticica sobre a obra “Homenagem a Cara-de-Cavalo”: Texto publicado no Catálogo da exposição Whitechapel Experience.
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AUTO DE FLAGRANTE A QUATRO MÃOS…OU MAIS!
O que se pensar de um auto de prisão por pretenso crime flagrante, ou melhor, flagrante para “parecermos politicamente corretos”. Eu daria uma nova definição: FLAGRANTE CLAMADO.
Reflitam: auto de flagrante lavrado após decisão colegiada por Delegados, Secretário da Segurança e Procurador- Geral.
Por acaso seria necessária a aquiescência do chefe do ministério público para formalização da prisão de um Promotor, verdadeiramente, capturado, logo depois – e ainda com a arma do crime – de cometer susposto crime hediondo?
Reflitam que eu voltarei ao assunto.
Vou revelar os bastidores.
E se o chefe do MP requisitou, informalmente, a lavratura do auto? Informalmente quero dizer: “é pra fritar”!
Qual seria a tese da denúncia por ele formulada?
Qual seria a decisão administrativa por ele adotada?
Reflitam?
A CORRUPÇÃO JORNALÍSTICA – vamos recordar e refletir
“A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque, nesse fato, o assassino foge ao perfil comum de tais tipos, mas certas situações que acabam levando a isso estão aí, nos círculos milionários, meios artísticos, esportivos e de poder. Tudo porque o homem não aprende. Há milênios, gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade, posando com fêmeas muito mais jovens. Fingem acreditar que elas estão ali por amá-los. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto e muitas pela fama, poder e dinheiro. A durabilidade de tais ligações, no geral, termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Pior ainda, quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Duro, triste, real. Laércio Zanini (Garça, SP)”
“O noticiário sobre o assassinato de Sandra Gomide me transportou aos anos 70, quando do assassinato de Angela Diniz e Eliane de Gramont. Nos dois casos, além de tentar desqualificar as vítimas, a defesa usou o argumento do crime passional. Em homenagem às feministas brasileiras, que desde aquela época aprendi a admirar, vamos gritar todos juntos: quem ama não mata! Impunidade nunca mais! Paulo Tavares Mariante, coordenador de direitos humanos do Identidade – Grupo de Ação Pela Cidadania Homossexual (Campinas, SP)”
“Há muito tempo, em virtude da generalizada descrença no Judiciário, parte da imprensa resolveu ser o ‘Poder Judiciário’, acusando, defendendo, julgando, condenando e absolvendo sem ter nenhuma base jurídica para isso. De repente, um jornalista importante, alto funcionário de um jornal importante, comete um crime terrível. E agora? O que fazer com o corporativismo? Como julgar um dos seus da mesma forma que se julgam os outros? Poder Judiciário não-confiável, imprensa distorcendo sua função, corporativismo, poder econômico. Esse caso não envolve somente dois jornalistas. De certa forma, envolve todos nós. Teeve Rabinovici (São Paulo, SP)” .
NOTÍCIA DISTORCIDA = INFORMAÇÃO FALSA
SP: 23,8% das armas apreendidas eram da PM
De 4,2 mil armas apreendidas em São Paulo entre 2003 e 2006, 25% pertenceram ao poder público, sendo que 23,8% apenas à Polícia Militar do Estado.
O rastreamento foi feito pelo Exército a pedido da Subcomissão de Armas e Munições da Câmara dos Deputados. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
A informação acima – do Jornal – não observou que o percentual de 23,8% , equivale a 249 armas.
Muitas delas subraídas de policiais mortos por assaltantes.
Outras, compradas pelos praças; com a autorização da corporação através de convênios entre os órgãos policiais e fabricantes nacionais, FORAM VENDIDAS PARA SUPRIR AS NECESSIDADES FAMILIARES…
EM RAZÃO DO ACHATAMENTO SALARIAL.
DESABAFO DE UM POLICIAL MILITAR – PURA VERDADE.
BLOG AMADOR “versus” DA REDAÇÃO – estilingue contra um tanque de guerra
Blogueiro amador nada vende, apenas manifesta pensamento e opinião pessoal. E, também, colhendo na mídia profissional, reproduz noticiários de diversas fontes.
Não possui deveres com anunciantes, assinantes ou com grupos de poder.
Poderia falsear a informação, mas não faz.
Pois, o leitor blogueiro está acima da média intelectual do consumidor de jornais; não é ludibriado pela versão do editor do blog.
A Imprensa formal, ao contrário, dá ao fato a versão e formato que mais atenda aos seus próprios interesses.
O jornalista profissional jamais poderia falsear o produto que vende: informação.
Entretanto, muitos falseiam.
Especificamente, tenho observado, quando a matéria é de autoria “DA REDAÇÃO”.
“Da redação” me parece equivaler a anônimo.
E anônimo escreve como bem entende. Até classifica “Blog” como mero diário eletrônico, não querendo revelar que os “blogs” revolucionaram a mídia, impondo sérios prejuízos às finanças e credibilidade de grandes Jornais, mundo afora.
Assim, no lugar de escrever “fulano acusou policiais civis”, afirma “acusa Polícia Civil”.
Em vez de esclarecer “foi removido por descrever irregularidades e esquema de corrupção”, afirma: ”com vários anos de atuação na Baixada Santista, disparou as acusações recentemente, após ser transferido para o município de”…
Ou seja, não importa o fato principal.
Importa desqualificar as razões e o denunciante.
Pois, a corrupção lhe deve ser natural; especialmente quando os corruptos são parentes, “irmãos” ou amigos.
O redator poderá ser blogueiro um dia…
Não é dono do Jornal; um dia pode acabar despedido.
Porém, talvez venha lhe faltar credibilidade.
E fico por aqui, pois gosto e respeito o Jornal e a maioria dos seus profissionais, apesar “Da Redação”.
Aliás, não sou louco como pensam e falam…
Seria um estilingue contra um tanque de guerra.
E se acaso eu deixar de ser Delegado de Polícia, serei jornalista…
Não vou fechar uma porta!
O acaso pode me tornar Redator.
O acaso tudo pode; posso até ser Presidente…
Da ADPESP!
PISTOLINHA “versus” PISTOLÃO.
Não tenho muitas dúvidas quanto à excludente de legítima defesa no caso do Promotor de Justiça.
Já vivi situação semelhante; e a maioria dos policiais operacionais civis e militares também passou por situações como a da Riviera de Bertioga.
Também, nenhuma dúvida tenho no sentido de que – em situação idêntica – qualquer policial seria levado ao Júri e, fatalmente, goleado por 7 a 0. E a atuação do Promotor Thales Ferri Schoedl – acusando o réu policial – seria magistral.
Os jurados são corrompidos por lágrimas: tanto dos criminosos, como dos familiares das vítimas.
A família quer justiça…Todos queremos que justiça seja feita.
Mas, dificilmente, pelos apelos emocionais e pela intervenção da imprensa invadindo-lhe a privacidade, o Promotor teria chance de defesa.
De início, salvo melhor entendimento, foi ilegalmente preso em flagrante e depois acusado de “baladeiro”, etc.
Acho que “baladeiro” não cola grau com mérito, tampouco é aprovado em concursos sérios.
A sua exoneração, segundo nossa modesta opinião, é que foi ato corporativista.
Defendeu-se os interesses da Instituição, em prejuízo da pessoa humana Thales.
A coletividade deveria saber que, diuturnamente, jovens inconseqüentes desafiam policiais de 1m90, com 50 cm de bíceps e, por vezes, com metralhadoras.
Não são mortos, praticam suicídio.
Mas, a Polícia Militar perdeu a prerrogativa do julgamento pelo Tribunal Militar.
Perdeu, é certo, pelos abusos.
Todavia, é o momento de se buscar reconquistar a prerrogativa para todos os policiais civis e militares.
Pois, ao contrário dos magistrados e promotores, diariamente ,estamos sujeitos a situações de risco e conflito.
E nós brasileiros não pedimos carteira de identidade para bandido, mas exigimos – por mera provocação – que os nossos policiais se identifiquem.
Também, rotineiramente, policiais são obrigados a engolir dos “folgados”: “tu só se garante na arma!”
E naquele dia, quando tudo dá errado, o polícia – QUE NÃO TEM O DEVER DE SER GELADO – baixa o braço no bom moço e, por vezes, o dedo no gatilho.
Se o bom moço for rico, pelo tapa, será o fim da carreira.
Se matar, “após as injustas provocações da vítima”, 19(dezenove) anos de reclusão.
Querer parar a turba com pistolinha nunca deu certo; ainda mais com pistolinha de plástico nacional…
Se ainda fosse a austríaca os “rapazes” poderiam ter reconhecido como “de verdade”.
Em qualquer filme e novela se vê “a famosa pistola de plástico estrangeira”.
Assim, quem não tem “pistolão” deve andar desarmado.
É melhor engolir “sapo gordo” do que mofar na cadeia, enquanto a família passa fome.
Na ordem do dia, nós policiais, somos pistolinhas nacionais…
Ninguém põe muita fé, mas funciona.
PRESERVADO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Ação da PM contra invasão da faculdade foi legítima
Relembremos os fatos ocorridos em 21 de agosto último no largo de São Francisco. Inopinadamente, já em curso as aulas do período noturno na Faculdade de Direito da USP, entram nela dezenas e dezenas de simpatizantes da Educafro, com suas bandeiras e tambores, seguidos por numerosos membros do MST, com seus colchões, víveres e insígnias, escudados em cerca de 25 crianças, além de outros movimentos ainda em busca de maior expressão. Corredores estratégicos são bloqueados com móveis e passam a ser controlados; funcionários, professores e alunos são, temporariamente, retidos; e portas são lacradas com correntes e cadeados pelos invasores.
Nada a ver com o 23 de junho de 1968, quando os estudantes da própria faculdade a ocuparam por 26 dias. Reivindicavam a reestruturação do curso, ao mesmo tempo em que protestavam contra a ditadura militar. Durante a ocupação, realizaram inúmeras atividades didáticas e contaram com o apoio de vários professores, entre eles Goffredo da Silva Telles Júnior e Dalmo Dallari. Saíram quando a Tropa de Choque invadiu o prédio e prendeu cerca de 40.
Agora, nenhum grupo estudantil reivindicou o protagonismo da invasão. Malogrado o intento, simpatizantes da UNE e a atual diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto — que chegara a se oferecer para mediar acordo entre a diretoria da faculdade e os ocupantes, o que, “per se”, implica não ser parte — passaram a brandir o argumento da presença estudantil.
A oferta de negociação constituía-se em eufemismo para a imposição de inaceitável fato consumado. Justamente por isso não houve, em nenhum momento, acordo que possibilitasse a permanência dos invasores nas dependências da faculdade.
Até porque bens públicos estão adstritos a regramento legal que não permite ao administrador usá-los a seu bel-prazer. Por outro lado, a faculdade tem objetivos-meios e objetivos-fins cuja busca não pode ser interrompida, sob pena de responsabilização civil e penal de seu diretor, a quem cabe, ademais, velar pela integridade de alunos, funcionários e professores.
Ante o esbulho possessório e o risco que corriam pessoas e o imóvel tombado, o pedido para que a Polícia Militar retirasse, com as cautelas devidas, os invasores foi não somente legal como também legítimo. Se, de um lado, não é usual nem desejável a entrada de polícia nas dependências da faculdade, de outro, não se tem notícia de uma invasão concertada de movimentos sociais nas centenárias arcadas. Daí soar falsa a invocação da democracia feita pelos porta-vozes de tais agrupamentos, quando os atos perpetrados no sagrado solo de são Francisco a desmentem cabalmente.
O território livre de são Francisco existe, sim, e continua preservado.
Artigo integralmente publicado, no domingo (26/8), pela Folha de S. Paulo.
Ressaltando:PRESERVADO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
PROPOSTAS E COMPROMISSOS PARA FORMAÇÃO DE CHAPA PARA DISPUTAR AS ELEIÇÕES DA ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE SÃO PAULO – ADPESP
Estreitamento dos laços com as associações das demais carreiras jurídicas do Estado, buscando o nosso aprimoramento jurídico e melhor cooperação entre as instituições.
Convênio com organização prestadora de serviços de saúde, de qualidade, por valores pagáveis.
Desenvolvimento de um site digno de cultores do Direito.
DO DEIC, DENARC E DETRAN
GARRA FECHA MAIS UM CASSINO NA CAPITAL.
A polícia fechou na madrugada desta terça-feira, 28 de agosto, um cassino no bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo.
De acordo com a rádio Jovem Pan, pelo menos 30 pessoas foram detidas e levadas ao 15º Distrito Policial.
A ação foi realizada pelo Grupo Armado de Repressão e Roubos e Assaltos (Garra).
O cassino ficava na rua Bento de Andrade.
MANDAR EMBORA OS LÍDERES DO CRIME ORGANIZADO, DENTRO DA PRÓPRIA POLÍCIA
FORÇA É PAPO. PROBLEMA É CORRUPÇÃO DA POLÍCIA
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 63
. O Governador Sérgio Cabral pede a Força Nacional de Segurança.
. Os governadores do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo querem integração.
. O Presidente Lula quer tornar a lei penal mais dura.
. E a corrupção da Polícia ?
. O problema central da criminalidade no Brasil está no Rio e em São Paulo, onde a ligação de policiais com o crime organizado é notória.
. A Policia Federal evita avisar as polícias do Rio e de São Paulo, antes, quando vai agir. Porque, senão, não consegue agir.
. No Rio, a Policia Federal indiciou um jornalista que avisava o crime organizado quando a Policia ia agir…
. O Secretário de Segurança do Rio e comandantes da Policia Militar são acusados de conluio com o crime organizado.
. Não há nenhuma operação da Polícia Federal no Rio que não encontre um policial envolvido num crime.
. A segurança na gestão tucana de São Paulo – Mario Covas e Geraldo Alckmin – foi um desastre de proporções siderúrgicas.
. Muito mais importante do que falar em Força Nacional de Segurança – que, no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul – ajudou a vigiar terminais de ônibus e cadeias depois de rebeliões – é saber o que os governadores do Rio e de São Paulo vão fazer ou já fizeram para acabar com a corrupção e a incompetência de suas forças.
. Não adianta chamar a Força Nacional se a polícia estadual – civil e militar – está minada de corrupção.
. E é parte do crime organizado.
. E antes de falar em endurecer as penas, o Presidente Lula poderia apressar a troca do Ministro da Justiça.
. Que, como advogado, foi sempre advogado e muito pouco Ministro.
. E sempre foi um infatigável inimigo de tudo o que pudesse significar endurecimento da lei – da lei penal ou de execução penal.
. A lei brasileira é frouxa, gosta de criminoso.
. E a execução penal, em São Paulo, por exemplo, foi, na multi-gestão tucana, uma tragédia.
. É bom não esquecer que foi nesta gestão que o PCC mandou entregar tevê colorida na cadeia para assistir à Copa e se recusou a usar o uniforme laranja.
. Só no Brasil. Ou, só em São Paulo.
. No Rio, segundo a polícia, as últimas operações de queima de ônibus foram resultado de uma batalha entre traficantes antigos e traficantes novos, ou seja, ex-funcionários da polícia travestidos de milícias “vigilantes”
. E o que a Força de Segurança pode fazer para impedir isso?
. Como diria o prefeito Cesar Maia, um especialista na matéria, os governadores do Rio e de São Paulo poderiam poupar a população de “factoídes” e usar a força da caneta nova para fazer o que Rudy Giuliani fez quando assumiu a polícia de Nova York: mandou embora os líderes do crime organizado, dentro da Polícia.
OS HONESTOS SÃO MERA FIGURAÇÃO – frase do dia
O PROBLEMA DO TRÁFICO É O DENARC?
O PROBLEMA DO TRÁFICO É O DENARC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 629
. O Conversa Afiada teve acesso a brasileiros ligados ao esquema de defesa dos presos na Operação Farrapos.
. Operação Farrapos foi aquela em que a Polícia (Republicana) Federal prendeu um dos maiores narcotraficantes do mundo, o colombiano Ramirez Abadía, em São Paulo.
. Como se sabe, Abadía viveu no bem-bom num condomínio de luxo na Grande São Paulo por dois anos.
. Como já foi divulgado, Abadía deu uma modesta contribuição aos policiais da Delegacia de Combate ao Tráfico de São Paulo, o Denarc, no valor de US$ 800 mil.
. Pessoas que tiveram contato com o grupo de Abadía contaram ao Conversa Afiada que num dos depoimentos informais, Abadía, que canta mais do que sabiá, revelou que no processo de lavagem de dinheiro na compra de uma casa em Angra dos Reis, vai aparecer, mais cedo ou mais tarde, o nome de um deputado federal que tem destaque numa CPI.
. Essas mesmas pessoas revelaram ao Conversa Afiada que, numa operação no interior de São Paulo, policiais do Denarc ficaram com medo de que a Polícia (Republicana) Federal quisesse botá-los em cana.
. E houve uma fuga em massa de policiais do Denarc para hotéis da Grande São Paulo.
. Se o presidente eleito José Serra quiser moralizar a polícia de São Paulo, uma boa pista é ver que policiais do Denarc recentemente preferiram pernoitar em hotéis e não em suas casas…
. Segundo esta fonte do Conversa Afiada, “para acabar com o tráfico em São Paulo, basta fechar o Denarc”.
O PROBLEMA DO TRÁFICO É O DENARC? Resposta
O PROBLEMA DO TRÁFICO É O DENARC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 629
. O Conversa Afiada teve acesso a brasileiros ligados ao esquema de defesa dos presos na Operação Farrapos.
. Operação Farrapos foi aquela em que a Polícia (Republicana) Federal prendeu um dos maiores narcotraficantes do mundo, o colombiano Ramirez Abadía, em São Paulo.
. Como se sabe, Abadía viveu no bem-bom num condomínio de luxo na Grande São Paulo por dois anos.
. Como já foi divulgado, Abadía deu uma modesta contribuição aos policiais da Delegacia de Combate ao Tráfico de São Paulo, o Denarc, no valor de US$ 800 mil.
. Pessoas que tiveram contato com o grupo de Abadía contaram ao Conversa Afiada que num dos depoimentos informais, Abadía, que canta mais do que sabiá, revelou que no processo de lavagem de dinheiro na compra de uma casa em Angra dos Reis, vai aparecer, mais cedo ou mais tarde, o nome de um deputado federal que tem destaque numa CPI.
. Essas mesmas pessoas revelaram ao Conversa Afiada que, numa operação no interior de São Paulo, policiais do Denarc ficaram com medo de que a Polícia (Republicana) Federal quisesse botá-los em cana.
. E houve uma fuga em massa de policiais do Denarc para hotéis da Grande São Paulo.
. Se o presidente eleito José Serra quiser moralizar a polícia de São Paulo, uma boa pista é ver que policiais do Denarc recentemente preferiram pernoitar em hotéis e não em suas casas…
. Segundo esta fonte do Conversa Afiada, “para acabar com o tráfico em São Paulo, basta fechar o Denarc”.













