Os salários dos policiais civis são baixos?Eu acho que em todas as carreiras as pessoas buscam melhores salários.Mas nós temos que ver que existem 50 milhões de brasileiros que ganham até um salário mínimo.Temos um milhão e 900 mil desempregados só na Grande São Paulo.Então, isso é um problema estrutural do País.Os policiais têm que buscar remuneração melhor constantemente, mas não se pode admitir que deixem de cumprir sua missão, que é um sacerdócio. ( DGP Maurício Lemos Freire)
GILMAR MENDES SOLTOU DANIEL DANTA$ SEM LER A SENTENÇA DO JUIZ FAUSTO DE SANCTIS 3
26/08/2008
MPF: Dantas foi solto com despacho incompleto
A procuradora-regional da República Janice Ascari chama a atenção para um fato registrado no parecer em que o subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pede a volta de Daniel Dantas à prisão: a decisão de soltar o banqueiro foi tomada com base em pedido que não juntava o despacho completo do juiz federal Fausto Martin De Sanctis.
Afirma a procuradora Ascari ao Blog:
“Tive a oportunidade de ler a íntegra da arrasadora e bem fundamentada manifestação do Ministério Público Federal, pelo subprocurador-geral Wagner Gonçalves. Além de atropelar as demais instâncias, de decidir ‘per saltum’ etc., é estarrecedor saber que Sua Excelência o presidente do STF liberou o preso sem levar em conta o fato de que faltavam as quatro últimas páginas da decisão que estava sendo reformada –justamente as páginas finais da decisão que mandava Daniel Dantas à cadeia”.
Afirma o parecer de Gonçalves ao STF:
“Vale ressaltar aqui um fato curioso: os advogados dos impetrantes, no afã de obterem, rapidamente, a cassação da preventiva, ao fazerem o pedido (petição de fls. 819/830), juntaram o despacho do r. Juiz singular, que decretou a preventiva, de forma incompleta (fls. 834/848), ou seja, faltando as quatro (4) últimas folhas”.
No parecer que será apreciado pela 2a. Turma do STF, o subprocurador-geral transcreve a cópia do inteiro teor do despacho do juiz de primeiro grau, incluindo as quatro folhas faltantes que também fundamentam a prisão preventiva.
“Não se trata de abstrações, fatos vagos, mas dados concretos, elementos novos, que justificavam, como justificam, a prisão de Daniel Dantas, data venia”, afirma Wagner Gonçalves.
A 2a. Turma é formada pelos ministros Celso de Mello (presidente), Ellen Gracie, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Eros Grau (relator).
Escrito por Fred às 10h32
___________________________
Caso Dantas: Direitos individuais & direito de punir
No parecer em que opina pela prisão de Daniel Dantas, o subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves retoma o dilema do Estado moderno mencionado por Martin Krieler, autor citado pelo ministro Gilmar Mendes no despacho que revogou a prisão temporária do banqueiro e de pessoas ligadas a Dantas. Segundo Krieler, “de um lado, há de ser mais poderoso que todas as demais forças sociais do país –por exemplo, empresas e sindicatos– por outro lado, deve outorgar proteçao segura ao mais fraco: à oposição, aos artistas, aos intelectuais, às minorias étnicas”.
Diz o subprocurador-geral: “Realmente, a gênese dos direitos humanos, na história da humanidade, é a luta dos mais fracos, dos oprimidos, das minorias, dos servos da terra e dos excluídos contra a omissão e o despotismo do Estado. Contudo, nos parece que os pacientes não se enquadram nessas categorias, principalmente Daniel Valente Dantas, data máxima vênia, mas naquilo que o insigne professor Miguel Reale Júnior define como “os agentes da criminalidade não convencional”.
Para Gonçalves, “se os direitos humanos individuais são garantidos no Estado Democrático de Direito, principalmente por parte dos juízes, que os tornam efetivos, não é menos verdade que não há direitos absolutos, já que, respeitado o devido processo legal, pode ser cerceado o direito de liberdade do réu-cidadão, seja por prisão temporária, preventiva ou, mesmo, pela própria execução da pena, atendido o duplo grau de jurisdição ou, como querem outros, transitada em julgada a sentença penal condenatória”.
“A dignidade da pessoa humana, como valor inalienável e a prevalência dos direitos humanos, que também ao Ministério Público compete defender, não destituem o Estado, enquanto titular do direito de punir, de exercer o seu munus, para responsabilizar aqueles que desrespeitam as leis, praticando crimes em detrimento do próprio Estado e de toda a coletividade”, conclui o subprocurador-geral.
autor: Frederico Vasconcelos
http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/arch2008-08-24_2008-08-30.html
DISCRIMINAÇÃO NA ADPESP: CADÊ A DIVULGAÇÃO DO FLIT…TÔ PAGANDO!
Blog do DELEGADO DE POLÍCIA
O Blog apresenta notícias, leis e artigos relacionados com as atribuições dos Delegados de Polícia.
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E SEM PAPAS…
DIGNIDADE E COMPETÊNCIA!
Como é mesmo o nome daquela frutinha que dava no morro?
O QUE DIRIA ESPINOSA AO DOUTOR MAURÍCIO LEMOS FREIRE 10

Barouch de Spinoza’ברוך שפינוזה’
‘A maioria dos policiais tem orgulho’
FABIANO MAIA
Delegado-geral da Polícia Civil comenta sobre estado de greve e diz: profissão é sacerdócio
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maurício José Lemos Freire, afirma que a profissão é um sacerdócio e que, por isso, os policiais não podem penalizar a população e não podem, em hipótese alguma, entrar em greve.
Recentemente, ele esteve em Jundiaí para uma palestra numa universidade e, em entrevista exclusiva ao JJ Regional, comentou sobre o estado de greve da categoria, escândalos como o que envolveu a emissão de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) e as perspectivas para os policiais civis.
Com 31 anos de carreira, Freire já exerceu muitas funções e é o único brasileiro credenciado – desde 1991 – como instrutor da Swat, do Departamento de Polícia de Miami.
JJ Regional – O estado de greve dos policiais civis causou grande polêmica.
Na sua avaliação, o que precisa ser melhorado para a categoria?
Maurício José Lemos Freire – Eu acho que é um direito de todos reivindicar cada vez mais melhores condições e melhor remuneração.
Mas é inaceitável que a polícia entre em greve, qualquer que seja a situação.
Nós temos trabalhado e o governador é muito sensível a essas melhoras.
Vários secretários estão trabalhando conosco para valorizar cada vez mais o policial.
E quais serão as melhorias?
São diversas ações.
Nos últimos cinco anos, recebemos muitos equipamentos, talvez mais do que nos últimos anos da Polícia Civil.
Mais do que isso, estamos trabalhando num projeto de reestruturação das carreiras.
Hoje temos 14 carreiras na atividade policial civil e há uma reestruturação e uma revalorização das carreiras, uma recomposição de unidades policiais, vários concursos estão em andamento, enfim, buscamos cada vez mais aquela que é a arma principal da nossa instituição, que é o ser humano, que é o policial.
Na sua avaliação, qual deve ser a formação para as diversas funções dentro da Polícia Civil?
Eu acho que cada vez mais a gente busca uma polícia do futuro, do mundo cibernético.
A marginalidade vai mudando sua maneira de agir, o mundo vai se globalizando, enfim, novas formas vão surgindo e a polícia precisa estar avante disso.
Esse trabalho que é feito em faculdades, em academias de polícia, é fundamental para manter os policiais cada vez mais atualizados, cada vez mais num nível elevado.
Hoje nenhum policial pode estar à parte do mundo da informática.
Diversos instrumentos estão sendo disponibilizados aos policiais.
Nós estamos ligando todos os municípios através do registro digital de ocorrências.
Apenas 70 dos 645 municípios tinham esse sistema.
Até o final do ano, vamos aumentar para esses municípios e os sistemas serão mais poderosos. Softwares poderosos irão cruzar dados aumentando a eficiência da elucidação dos casos.
Então, o policial precisa acompanhar isso.
Cada vez mais a gente busca um nível elevado do policial, através dos novos concursos, que estão sendo modernizados.
Recentemente foram divulgadas informações sobre fraudes para emissão de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação).
O que o senhor pode comentar sobre esse assunto?
Isso está sendo apurado pela nossa corregedoria e pela corregedoria do Detran.
Infelizmente, numa instituição de 36 mil homens e mulheres, como em qualquer outra instituição ou qualquer outra atividade, existem aqueles que saem do caminho bom.
Mas o mais importante é que a polícia tem constantemente tirado esses elementos da sua instituição.
Não vamos aceitar de maneira nenhuma aquele que trilha o caminho errado.
Não é isso o que a polícia quer e não é isso o que o governo tem traçado para a população. Não vamos admitir de maneira nenhuma aquele que sai do bom caminho.
Os salários dos policiais civis são baixos?
Eu acho que em todas as carreiras as pessoas buscam melhores salários.
Mas nós temos que ver que existem 50 milhões de brasileiros que ganham até um salário mínimo.
Temos um milhão e 900 mil desempregados só na Grande São Paulo.
Então, isso é um problema estrutural do País.
Os policiais têm que buscar remuneração melhor constantemente, mas não se pode admitir que deixem de cumprir sua missão, que é um sacerdócio.
A grande maioria dos policiais tem grande orgulho da profissão e por isso não podemos permitir que outros penalizem a população.
O senhor está satisfeito com sua carreira?
Tenho 31 anos de carreira. Já passei por vários departamentos, comecei como investigador e hoje tenho muito orgulho de ter chegado ao cargo máximo, de delegado-geral.
Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo?
Com certeza.
Nascesse mil vezes, mil vezes seria policial, sem sombra de dúvida.
Fonte: Jornal de Jundiái
Sacerdócio, além de significar função religiosa, também possui o significado de qualidade de venerável, nobre, superior.
Verdadeiramente, o doutor MAURÍCIO LEMOS FREIRE deveria ler de Espinosa o Tratado Teológico -Político.
Talvez nunca mais compare qualquer profissão a “sacerdócio”.
Ora, Excelência!
Não precisa nos ofender.
Com efeito, caso a carreira de Delegado de Polícia seja espécie de sacerdócio, então devemos passar a receber os direitos de estola.
Vamos cobrar o dízimo!
Ou melhor, exigir…
Ficaremos ricos como os sacerdotes de todas as religiões.
E, também, como os sacerdotes em geral, ocuparemos muitas vagas em cadeias.
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Baruch de Espinosa
DOS BOATOS NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA …OS VENTOS NO LITORAL NÃO MUDARÃO 2
Em meio aos discursos inflamados também se ouviram boatos de que podem
ocorrer algumas mudanças em órgãos de direção da Polícia Civil, inclusive de
titulares de Deinters, como o do litoral entre outros, na sequencia da
substituição que aconteceu para a diretoria da Corregedoria. Esses
comentários surgiram entre policiais que participavam da reunião.” (AC)
Se a nossa alegria for depender das fontes informadoras do colega AC – coisas de RAVENGAR – será sempre tal qual alegria de palhaço.
A FRAUDE NO CONVÊNIO DA OAB 1
A descoberta de um esquema de fraudes montado por advogados dativos, que participam do convênio firmado pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com o governo estadual, apenas confirma as críticas que a Defensoria Pública fez à entidade há um mês.
Os dativos são profissionais que prestam serviços jurídicos gratuitos à população carente e recebem uma remuneração do poder público.
Dos 280 mil advogados que atuam no Estado de São Paulo, 47 mil participam desse convênio. Em julho, a OAB-SP reivindicou um reajuste de 5,84%, a título de correção da inflação, e um aumento de 10% nos honorários desses profissionais.
O pleito foi rejeitado pela advogada-chefe da Defensoria Pública, Cristina Guelfi, com o argumento de que o órgão, que conta com 400 advogados, foi criado para prestar esse serviço.
Aproveitando o impasse, a Defensoria Pública rompeu o convênio com a OAB-SP, que custa R$ 272 milhões por ano aos cofres estaduais.
Mas, como os dativos não querem deixar de receber esse dinheiro, pois o mercado profissional está saturado, eles entraram com pedido de liminar e a Justiça manteve o convênio.
Na época, Guelfi disse que a OAB não aplicou com eficiência os recursos que recebe do Executivo para dar atendimento jurídico à população carente.
Com os R$ 272 milhões repassados a essa entidade, afirmou ela, a Defensoria Pública poderia criar postos de atendimento em todas as comarcas do Estado e contratar 1,2 mil defensores públicos para realizar o serviço que é feito pelos 47 mil advogados dativos.
Só no ano passado os 400 defensores públicos que atuam na capital e nos municípios mais populosos atenderam 850 mil pessoas, participaram de 180 mil audiências cíveis e criminais e propuseram 50 mil ações em matéria de direito civil.
Embora não haja defensores públicos em cerca de 150 das 645 cidades do Estado, a Defensoria Pública registra uma produtividade que os integrantes do convênio da OAB-SP jamais apresentaram.
A fraude detectada pela Polícia Civil envolve 40 pessoas, entre advogados dativos, funcionários da OAB-SP e servidores públicos.
Entre 2001 e 2006, eles causaram um prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres públicos.
Durante esse período, o grupo falsificou papéis e documentos relativos a pensões alimentícias, divórcios consensuais e habeas-corpus, manipulou a digitação de certidões judiciais e dados sobre processos na rede eletrônica do governo estadual, simulou informações que lhes permitiam receber quantias depositadas em nome de clientes que não existiam e mandou à Secretaria da Fazenda centenas de contas por serviços que jamais foram prestados.
As fraudes foram descobertas quando um funcionário da OAB-SP pediu dinheiro a um advogado dativo para incluí-lo no esquema.
Entre os acusados há profissionais que teriam recebido R$ 410 mil do convênio da OAB-SP com o governo estadual, entre 2001 e 2007.
Isso representa R$ 5,7 mil por mês.
A média de vencimentos dos dativos é de R$ 1 mil mensais.
Para multiplicar a receita auferida por serviços não prestados, desviar verbas do convênio, incluir na rede eletrônica valores acima dos devidos, escapar de controles da Secretaria da Fazenda e não recolher Imposto de Renda, vários advogados envolvidos nas fraudes chegaram a utilizar nome e CPF de colegas e de procuradores do Estado.
Assim que a fraude foi revelada pela Polícia Civil, a Defensoria Pública distribuiu nota informando que tomará as medidas criminais cabíveis e que o caso só “reforça a necessidade de maior controle no sistema de indicação e pagamento de advogados conveniados, premissa que faz parte da minuta de novo convênio encaminhado à OAB-SP” após a concessão da liminar que beneficia a entidade.
Esta, em resposta, distribuiu nota afirmando que tem sido implacável com advogados faltosos e que problemas de conduta ética existem em todas as profissões.
Na realidade, o problema não está na falta de controle da OAB-SP sobre o programa, mas no próprio convênio.
Desde a criação da Defensoria Pública, em 2006, ele deixou de ser necessário.
Se hoje há um órgão público encarregado de prestar assessoria jurídica à população carente, por que o governo tem de pagar advogados particulares para realizar esse serviço?
Fonte: ESTADÃO
SÉRGIO ROQUE ENCERRARÁ A CARREIRA EM PANORAMA
CAIA NESTA GREVE E PERIGAS VER
Perigas Ver
Os Novos Baianos
Composição: Pepeu, Galvão e Paulinho Boca de Cantor
Caia na estrada e perigas ver
Estamos nos últimos dias de outrora
Caminho em linhas tortas divertidamente
Caia na estrada e perigas ver
A mulher que andou na linha o trem matou
E seu Oscar largou a mulher e foi morar defronte
O pai achou 1/2
A mãe rezou 1/3
E eu vou levar é lá pra 1/4
Adão não se vestiu, porque Adão não tinha sogro
Meus pára-choques para você
Deus dá o frio e o freio conforme a lona
Meus pára-choque pra você
Caia na estrada e perigas ver
Ser como o poeta do tabaris que é mais alegre
que feliz
E o mundo é oval e a vida é uma …
SOBRE A REUNIÃO REALIZADA HOJE NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
Hoje aconteceu grande manifestação em favor do movimento da polícia civil,
apoiado por representantes de entidades da Polícia Militar, Polícia
Científica, Associação Comercial de São Paulo, Associação Paulista dos
Magistrados e com o comparecimento de grande número de policiais de várias
regiões do Estado. O encontro começou às 15 horas e terminou já noite,
presidido pelo deputado e major PM Olímpio Lima.
Houve discursos inflamados de vários representantes das carreiras políciais,
vários deputados se manifestaram em apôio ao movimento e foi formada uma
frente parlamentar com 37 deputados que já assinaram sua adesão em favor das
reivindicações da polícia paulista. Essa frente ainda pretende ser ampliada
para alcançar 48 deputados e com isso obter maioria para aprovar as matérias
de interesse das duas polícias.
O presidente do Sindicato, José Leal, discursou demoradamente e discorreu
sobre a trajetória dos esforços empreendidos junto ao governo, que jamais
abriu as portas para a negociação. Já o presidente Sergio Roque, da
Associação, falou curto e grosso, arrancando aplausos quando em tom elevado
de voz disse que era lamentável que naquele momento estivesse ausente o
presidente da Casa e os demais deputados. Disse mais, que amanhã estaria em
Brasília a convite de senadores para expor a situação da polícia paulista.
Os demais discursos foram fortes em defesa do movimento dos policiais.
Boatos
Em meio aos discursos inflamados também se ouviram boatos de que podem
ocorrer algumas mudanças em órgãos de direção da Polícia Civil, inclusive de
titulares de Deinters, como o do litoral entre outros, na sequencia da
substituição que aconteceu para a diretoria da Corregedoria. Esses
comentários surgiram entre policiais que participavam da reunião.
Próximos passos
Agora a expectativa fica para a reunião de sexta-feira no TRT, fechada e
apenas para os representantes das carreiras policiais e do governo. Caso não
haja um resultado satisfatório, será aguardada com vivo interesse a
audiência marcada para o dia 4 de setembro, quando a desembargadora que
preside o dissídio deverá decidir pela legalidade ou não do movimento
grevista.
Bauru
Como sempre, a representação de Bauru foi a presença marcante no encontro de
ontem na Assembléia Legislativa, com delegados e policiais uniformizados e
chamando a atenção dos demais participantes. E o destaque para a colega
Marilda, mencionada no discurso do presidente do Sindicato pelo seu trabalho
no movimento da classe e que será homenageada pelo Legislativo de sua cidade
com o título de cidadã bauruense.
Abraço a todos os colegas
Antonio Claudio Bonsegno – Santos
TRABALHANDO POR VOCÊ …METENDO A MÃO NA MASSA

http://www.saopaulo.sp.gov.br/trabalhandoporvoce/
GRANA PRA POLÍCIA NÃO TEM.
MAS PRA PROPAGANDA NO UOL – DA FOLHA DE SÃO PAULO – SOBRA.
ISSO É QUE É GESTÃO!
TEM UMA BOQUINHA?
PODERIAM PATROCINAR O FLIT, NÉ!
SE EU TRABALHASSE NO DENARC TERIA UMA NAMORADA ASSIM…COM DIREITO A FERRARI E COBERTURA EM MOEMA 3
MOTORISTA DO PODER JUDICIÁRIO= R$ 3.280,00…DELEGADO DE POLÍCIA=R$ 2.200,00 5
QUANDO LHE CONTEI QUE UM DELEGADO DE 5ªCLASSE GANHA EM SP R$3.700,00 ELE FICOU SURPRESO.
A ÚNICA DIFERENÇA (COM TODO RESPEITO À PROFISSÃO DELE) É QUE O PRIMEIRO TEM QUE CUIDAR DE UMA “KOMBI” E O SEGUNDO, ALÉM DE SER BACHAREL EM DIREITO, MUITAS VEZES TEM O DEVER DE CUIDAR DE VÁRIAS CIDADES NO INTERIOR….
UM ABSURDO. (fonte Delpol PC)
_________________________________________________
Aviso aos “enganados”: os vencimentos de um Delegado 5 a. classe não é R$ 3.700,00, pois neste valor não se pode contabilizar o adicional de local de exercício, diferenciado conforme a população da cidade em que o Delegado oficia.
O ALE possui valores de R$ 1.200,00 a R$ 1.700,00(aproximadamente).
Sobre o adicional não se recolhe a contribuição previdenciária, pois não é incorporado aos vencimentos.
Caso o funcionário morra os dependentes não o receberão; caso ele seja afastado por problema de saúde, também, deixará de recebê-lo.
Para mantê-lo deverá ganhar algumas “perfurações por bala ou faca” no estrito cumprimento do dever.
Se desventuradamente sofrer um acidente automobilístico, no trajeto de casa ao local de trabalho, ficará na penúria.
Talvez o Judiciário – daqui a 15 anos – reconheça que o acidente se deu durante a “jornada de trabalho”.
Pois Delegados gestores não sabem o que é Jornada de Trabalho.
O Governo os agradece encantado com a honestidade.
DENÚNCIAS DE TRÁFICO DISPARAM EM SÃO PAULO…TAMBÉM DISPARAM OS PREÇOS DA CARNE BOVINA!
Denúncias de tráfico disparam em São Paulo
Crescimento é o maior registrado nos últimos cinco anos; de janeiro a julho, foram 26.694 ligações para o 181
Marici Capitelli e Fernanda Aranda, do Jornal da Tarde
SÃO PAULO – O primeiro semestre deste ano teve um aumento recorde de denúncias sobre tráfico de drogas em São Paulo. Entre janeiro e julho, o Disque Denúncia (181) foi acionado 26.694 vezes com informações sobre o comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. O número é 21,4% superior ao registrado no mesmo período de 2007, quando foram 21.988 casos. O crescimento foi o maior registrado nos últimos cinco anos. Desde 2003, a evolução de um ano para outro nunca havia ultrapassado a casa dos 17%.
O mapeamento do Instituto São Paulo Contra a Violência, administrador do 181, revela que o “epicentro” das denúncias está em três cidades. A divisão por municípios, feita a pedido da reportagem, indica que 36% dos telefonemas anônimos partiram da capital paulista. Em segundo lugar vem Sorocaba, no interior, com 4% dos casos, seguida por Guarulhos, na Grande São Paulo, com 3%.
A concentração de 43% das notificações em três regiões do Estado expressa que o tráfico obedece às leis de mercado, avalia o coordenador de Projetos do instituto, Paullo Santos. “O traficante não doa, ele vende droga. Por isso, ficará concentrado onde o poder de consumo é maior”, afirma.
O sociólogo Marcelo Batista Neri, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, concorda que a radiografia do Disque Denúncia pode mensurar onde o tráfico tem atuação. Já o diretor administrativo do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), delegado Luiz Carlos Magno, afirma que a denúncia tem a ver com a relação da população com o comércio de drogas. “Infelizmente, o tráfico é estabelecido de forma sistêmica em todo Estado. Avalio que a concentração de denúncias nessas cidades é reflexo da conscientização dos moradores”, diz o Magno.
Crime organizado
Um outro argumento para o fôlego do tráfico nas denúncias é a migração do Primeiro Comando da Capital (PCC) para esse crime. “De quatro anos para cá, a facção deixa de trabalhar com o roubo de carga, por causa da informatização das empresas, e entra com tudo no tráfico de drogas”, afirma Marisa Ferffeman, psicóloga e estudiosa do crime organizado. “O PCC sabe onde estão todas as bocas e tem o controle de tudo isso. De algo dividido, como era antes com os microtraficantes, passa a ser centralizado”, completa ela, ao citar que uma das ferramentas da facção é conquistar o jovem que se sente excluído da sociedade (leia entrevista abaixo).
O combate a um crime tão complexo faz Renato De Vitto, presidente da comissão de segurança do Instituto Brasileiro de Informações Sobre o Crime (Ibccrim), afirmar que a linha de atuação precisa ser diversa. “É preciso pensar na prevenção geral, que não se exaure na oferta de tratamento ao dependente, nem no aumento da repressão policial”, afirma. “A força do tráfico mostra que estamos carentes de políticas públicas integradas, que precisam contemplar o emprego, a cultura e o lazer.”
Os números de boletins de ocorrência sobre apreensões de entorpecentes e de traficantes também estão em alta. Entre janeiro e junho, foram 21.034 boletins registrados em delegacias em São Paulo, frente a 15.399 nos mesmo intervalo de 2003 – um acréscimo de 38,3%. “A denúncia caminha ao lado da ação policial. É uma das armas mais preciosas da investigação”, afirma o delegado Magno,do Denarc.
Estratégias
O Disque Denúncia é a estratégia de segurança adotada por Sorocaba que, apesar de concentrar 1,4% da população paulista (cerca de 580 mil moradores), é uma das líderes de denúncias. Durante o ano, são feitas campanhas sobre a importância de denunciar, informa o secretário de Governo do município, Maurício Biazotto Corte. “É fundamental que a população veja respostas para que a denúncia não caia em descrédito”, afirma.
Já em Guarulhos, terceiro em denúncias, as crianças entre 9 e 11 anos da rede municipal de ensino fazem um curso de nove semanas sobre a ação dos traficantes. Os pais também participam. “Percebemos que os pais querem falar com os filhos sobre drogas, mas não têm conhecimento”, explica Tomaz Roberto Oscar, coordenador do projeto. Desde 2003, já freqüentaram o curso 3 mil crianças. A meta é chegar a 7 mil.
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O Delegado Magno é o diretor administrativo do DENARC.
Enquanto o diretor executivo administra suas fazendas e milhares de cabeças de gado!




