Tento acreditar que essa greve nos levará a algum lugar, mas as vezes custo a acreditar.
Tal dúvida surge por saber que temos em nossa instituição, duas polícias.
Um composta de policiais honestos, endividados, que trabalham com afinco e estão em greve por melhorias de salário de condições de trabalho; principalmente este último, pois em quase a totalidade das cidades do interior, são as prefeituras municipais que sustentam as delegacias, com materiais, funcionários e com os alugueres dos prédios cedidos para funcionamento das delegacias (porque será hein! será porque os políticos municipais querem manter um controle sobre os policiais civis para que essa ceda em seus interesses).
A outra polícia, é composta que policiais corruptos, que se vendem de todas as maneiras.
Vendem a prescrição de seus inquéritos, vendem drogas apreendidas, recebem “jogo-do-bicho”, recebem “maquininhas (caça-niqueis)”, etc.
Essa polícia ainda são achacados pelos seus superiores (seccionais, diretores, etc.), fazendo a propina arrecadada subir aos altos escalões.
Se um Seccional do interior recebe R$ 30.000,00 p/mes, um diretor em média R$ 50.000,00 e um diretor do DECAP/DEIC e DENARC R$ 100.000,00/mes.
Será que aquilo que ocorria com o Alvaro Lins na POlícia Civil do RJ não ocorre também aqui.
Loteamento de cargos com fins arrecadatórios.
Bem… voltemos-nos a realidade, já que faço parte da primeira polícia.
( por Paulo )



