LEALDADE x INTEGRIDADE

Semana passada escrevi um artigo denominado “LIÇÕES DE POLÍTICA PARTIDÁRIA”, onde tecia alguns comentários sobre o voto nulo e alguns fatos ocorridos na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
O Dr. Guerra, muito gentilmente, o publicou no seu blog FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com), pelo que muito agradeço.
Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, ouso voltar a esse assunto, pois me fascinam as alterações ocorridas nos conceitos e comportamento das pessoas quando envolvidas em política partidária.
Como no artigo anterior usei como exemplo o nobre deputado Fernando Capez, não vejo motivo para ampliar o leque.
Que o Capez me perdoe, mas vou utilizá-lo novamente para embasar minha teoria.Afirmei, naquele artigo, que anulo meu voto por não encontrar candidato ou partido que o mereça.Na realidade, o problema é bem mais abrangente que o programa de tal ou qual partido, que as propostas apresentadas por este ou aquele candidato.
Trata-se do sistema político brasileiro.
Quando o cidadão vota em algum candidato, o faz, em teoria, porque julga que o comportamento, as convicções e a ideologia daquele candidato reúnem as condições necessárias para que, uma vez eleito, expresse as necessidades e vontades do seu eleitor.
No entanto, o que vemos é que isso raramente acontece. Tão logo o candidato eleito toma posse, seu comportamento, suas convicções e sua ideologia são substituídas pelos interesses do partido político pelo qual concorreu à eleição.
Não queria estar na pele do Fernando Capez. Por mais que eu o admire pelos seus incontestáveis conhecimentos jurídicos, pela sua oratória, pela sua memória fantástica, pela empatia que desperta nas pessoas, a posição em que ele se encontra no momento atual é extremamente difícil.
Ontem (30/10/2008), na audiência pública patrocinada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), que teve como objetivo o “esclarecimento” dos senhores deputados sobre a crise na Segurança Pública por que passa o Estado, ele tentou justificar sua posição diante das nossas reivindicações.
Após enumerar diversas iniciativas por ele tomadas em benefício da Polícia Civil do Estado de São Paulo – como, por exemplo, o vale-paletó, a autorização para carteirar os ônibus intermunicipais, entre outras – fez um belo discurso sobre trairagem, lealdade, princípios…e para finalizar declarou sua lealdade ao partido que o acolheu.Imagino os diálogos entre o bem e o mal que ocorreram em sua cabeça antes de tomar essa decisão.
O ANJINHO: Um dia jurei defender as leis e fazer com que elas fossem cumpridas.
O DIABINHO: Devo ser leal ao partido, não importa se o Governador cumpre ou não a lei…
O ANJINHO: Cumpri com a minha obrigação legal, ética e moral quando acabei com as torcidas organizadas.
O DIABINHO: Mas se o fato do Governador receber um chefe de torcida organizada, enquanto manda a Tropa de Choque atacar os Policiais Civis, trouxer vantagens para o Partido, devo agradecer o apoio recebido daquela torcida organizada e até mesmo reconhecer que as torcidas organizadas merecem mais respeito, por parte do Governador, que os Policiais Civis.
O ANJINHO: Meus eleitores votaram em mim devido aos princípios legais, morais e éticos que sempre demonstrei durante minha vida pública.
O DIABINHO: Mas agora você já está eleito…o que importa se o Governador, que é do seu partido, não cumpre a lei? Você deve lealdade é ao partido…Esqueça as leis, adote a ética do partido e cumpra os seus mandamentos… Afinal, o quê seus eleitores pensam que são, para ousarem cobrar algum posicionamento de sua parte que vá contra aquilo que o partido diz que é certo?
Acho que foi a escolha mais difícil da vida dele.
Mas sua escolha foi feita e ele a assumiu em público.
Assim é a Política Partidária: faz pessoas decentes agirem e se posicionarem de forma totalmente contrária aos princípios e convicções demonstrados até serem eleitos, princípios e convicções esses que convenceram os eleitores que seriam bem representados por aquele então candidato.
Lealdade não significa submissão.
Lealdade não significa apoiar os erros.
Lealdade não significa ignorar as infrações à Lei.
Lealdade não significa contrariar os próprios princípios.
Esse conceito distorcido de Lealdade faz com que as pessoas renunciem à sua integridade pessoal, ética e moral.É isso que a política partidária faz com as pessoas – mesmo com as melhores, como é o caso do Capez.
Distorce os seus conceitos em nome do Poder.
Fazem com que se esqueçam das vontades e necessidades de seus eleitores, e as razões pelas quais foram eleitos.
Levam-nos a compactuar com o não cumprimento das leis.
É por isso que continuarei anulando meu voto.
Enquanto o sistema político brasileiro não sofrer profundas alterações, votar em alguém ou em algum partido representará, necessariamente, profundo arrependimento e amarga decepção.
Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC
(colaboração Ligeirinho )

Escolha o seu calibre Doutor: 45, 40, 9mm ou da coragem. CALIBRE DA CORAGEM SÓ POSSUI QUEM VIVE DO SALÁRIO. 1

quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
DR. MAURÍCIO ESTOU LHE DESAFIANDO PARA UM DUELO… ESCOLHA AS ARMAS!
Doutor, nestes dois meses – salvo o discurso do sacerdócio – o Senhor nada falou.
Não mostra as suas razões; não contraria as nossas.
Qual o motivo?
O Senhor esqueceu das suas obrigações de líder, de chefe e, principalmente, de policial comum.
Sim, policial comum!
O Senhor não tem orgulho de ter iniciado a sua carreira como Investigador de Polícia?
Eu – como a grande maioria de Delegados grevistas – não temos “sangue de polícia” na veia.
Não tivemos a sorte, a oportunidade, o privilégio, de antes de nos tornarmos Delegados de Polícia servirmos a Polícia.
Ao contrário, a maior parte dos integrantes do prelatório policial – CPC – nasceu agente, escrivão ou investigador.
Absurdamente, contudo, vocês Delegados que principiaram nas carreiras policiais “operacionais”, hoje, tratam os ex-colegas como “os outros”.
Nunca a nada, a ninguém, defendem; ao revés, os oprimem como parias.
Será vergonha da linhagem!
Doutor Delegado Geral, a sua linhagem policial é indigna?
Assim, faço-lhe um desafio.
Um desafio para um duelo público em defesa dos policiais.
Duelo de armas de fogo.
Pretendo arrancar suas medalhas de campeão de tiro ao alvo.
Mas não mande o seu adjunto, pois não quero vencer de lavada.
E se perder suas medalhas de tiro, quais outras o Senhor poderá, meritoriamente, ostentar?
Das confrarias, das irmandades…
Do protocolo oficial?
Escolha o seu calibre Doutor: 45, 40, 9mm ou da coragem.
______________________________________
O Exmº DGP – pela sua conduta durante a emboscada contra os policiais civis na porta do palácio do governador – apenas confirmou aquilo que foi escrito uma semana antes: ” O Senhor esqueceu das suas obrigações de líder, de chefe e, principalmente, de policial comum.
Sim, policial comum!”

SOBRE O FLIT PARALISANTE 4

Conheci o FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com) em junho deste ano.
Desde então se tornou um hábito mais constante que a leitura da Folha e do Estadão.
Não conheço o Doutor Guerra.
O pouco que sei sobre sua vida pessoal e profissional foi o que aprendi pela leitura do blog.
No entanto, aprendi a admirá-lo. Pela sua postura. Pela sua ética.
Pelo seu amor desmedido à instituição POLÍCIA CIVIL.
Alguns podem não concordar com ele.
Mas os poucos que não concordam são exatamente os que nos oprimem.
São os que só adotam uma posição na vida: a posição que for necessária para continuarem sentados nas respectivas cadeiras.
Esses não se importam com a ética.
Esses não se importam com a integridade pessoal.
O beija-mão de toda sexta-feira é o único princípio adotado em suas vidas.
E, para eles, a manutenção desse malfadado ritual suplanta qualquer outro objetivo.
Doutor Guerra, o covarde ataque ao FLIT expõe a falta de caráter, de honradez e de ética daqueles que o praticaram.
Tão logo o FLIT saiu do ar recebi diversas mensagens e telefonemas em que os colegas expunham suas preocupações e demonstravam a revolta que esse ataque causou.
Pode ter certeza que não foi só o senhor o atingido.
Todos os policiais civis que nos posicionamos pela ética profissional, pela honradez, pela prestação de serviço de excelência à população e contra os desmandos e idiotices da administração (em todos os níveis), fomos covardemente atacados.
Por isso, Doutor Guerra, faço questão de tornar pública a minha revolta pelo acontecido.
Creio poder afirmar que os milhares de colegas que comungam com a nossa postura se sentem como eu.
Revoltados e enojados.
Um grande abraço, e conte comigo para o que for.
Flávio Lapa ClaroInvestigador de PolíciaDAS/DEIC
–Posted By Flávio Lapa Claro to LIGEIRINHO at 11/01/2008 12:08:00 PM

“Tentar tirar algo da Internet é como tentar tirar xixi de uma piscina” 9

1 de Novembro de 2008
Por Manoel Netto
Um blog tem causado rebuliço nas últimas semanas por tocar em assuntos delicados e mexer em vespeiros: Polícia Civil. É o blog Flit Paralisante.
TODA PESSOA TEM DIREITO À VERDADE. O SERVIDOR NÃO PODE OMITI-LA OU FALSEÁ-LA, AINDA QUE CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PRÓPRIA INTERESSADA OU A DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NENHUM ESTADO PODE CRESCER OU ESTABILIZAR-SE SOBRE O PODER CORRUPTIVO DO HÁBITO DO ERRO , DA OPRESSÃO , OU DA MENTIRA, QUE SEMPRE ANIQUILAM ATÉ MESMO A DIGNIDADE HUMANA QUANTO MAIS A DE UMA NAÇÃO.
(Decreto n. 1171/1994)
O Dr Roberto Guerra, criador do blog, recebe diversas visitas todos os dias, além de comentários, dicas, sugestões, mensagens de colegas, contra e a favor de seus argumentos. No último dia 29 no entanto, o blog do Dr Guerra foi atacado e conseguiram removê-lo do BlogSpot. Apagaram completamente, sobrando apenas (por alguns dias) o cache do Google.
Alguns admiradores do trabalho do Flit Paralisante, remontaram o blog no BlogSpot e no WordPress, publicando alguns dos textos disponíveis, além de um disclaimer claro da intenção. Fantástico.
É assim que funciona a Internet.
“Tentar tirar algo da Internet é como tentar tirar xixi de uma piscina”
(Seriguela.com)

SE ELOÁ FOSSE ABRAVANEL…

Menina, já que ganhastes o universo, ouvirás aquilo que falo.
Fosse Eloá Abravanel ou Eloá Ermínio, ainda, brincaria com as amigas, curtindo teu celular e qualquer tipo de funk da periferia.
A vida não te deu nome polpudo; não sei se chegou aprender – teve só 15 anos entre nós – mas somos aquilo que temos no banco…
Acredito – vendo a tua pequena caminha – que de banco só conheceu a fila para não clientes.
Perdão, pois sou uma espécie de “grande autoridade” estadual…Daqueles que chamam “Delegados”, ou, simplesmente, o “Del”.Daqueles que o povo da periferia não diferem de ladrão.
Eloá, perdão!
Perdão pelas palavras que – alguns – acharão impróprias, desrespeitosas pela tristeza da tua viagem.
Mas tomo a liberdade sabendo que me entenderás; sem ofensa ou escândalo…
Afinal, não é pra ti que devo falar.
Ganhastes o universo e todo o conhecimento desta nossa vidinha pequena, minúscula…
E ganhastes o universo e eterna alegria, pois percebi que fostes feliz.
E ser feliz é uma coisa, ser alegre outra.
Você viu, ontem, o Governador é alegre…
Mas nunca será feliz!
Sou um homem feliz; nunca serei alegre.
E não é por me faltarem dentes, sorrio com o coração.
Nunca com os lábios!
Você deve me entender…
Pois bem, gostaria de pedir perdão por não impedir que o mundo fosse roubado da tua felicidade, alegria e sorriso.
Horas antes sabia que você iria partir; estava no metrô refletindo sobre política e polícia…
E sei como as coisas; os fatos são sempre decorrentes…
Impedir queria e pedia: porque não me convocam?
Sei lá!
De qualquer forma perdão, sabia que irias morrer neste mundinho; nada fiz para impedir.
Mas não fico triste pela minha omissão; pela tua partida.
Estou triste pelo fato de ninguém te querer salvar para nós.
Não te salvar por te fazer favor ou obrigação.
Te salvar para nós.
E tristemente ninguém te salvou, pois só tinhas um largo sorriso…
Sorriso puro, daquele que não rende lucros…
A isso não se dá valor.
Se teu sorriso pudesse ser medido por dinheiro ainda estarias viva, mesmo que contrariamente à natureza.
Diante da tua despedida vieram homens velhos com olhares tristonhos…
E você bem viu!
Mas quando estavas na janela buscando permanecer neste nosso mundinho, estes mesmos homens velhos com olhares tristonhos te mandaram soldados.
Não para te salvar.
Só para se manterem!
Posto não és uma Abravanel; tampouco Ermínio.
Fosse eles estariam aos teus pés…
De quatro para o teu tresloucado algoz…
Perdão, outra vez!
Por mim e por todos…
Sabes que eu ficaria, por ti, de quatro para o teu algoz, embora jamais ficasse para velhos homens de olhares tristes.
Pela tua vida ficaria de quatro para qualquer um, mas tem gente triste que só fica de quatro por lucro.
E foram buscar lucros no leito de morte, mas faltou vontade e coragem para buscarem o lucro da tua vida.
Fosse uma Abravanel, ou outro nome próspero, nosso Governador estaria de quatro para o Lindemberg.
Tenhas certeza.
Mas continue feliz…
Rindo e sorrindo – de nós – por nós.
Até!

EM 1995 O DOUTOR GRECCO FILHO ME CHAMOU DE DESEQUILIBRADO POR INDICIAR UM COLEGA…SEU INVESTIGADOR DA DISE…E UM ADVOGADO PAI DO DELEGADO

PEÇO QUE TAL PUBLICAÇÃO FIQUE NA PÁGINA PRINCIPAL, PARA QUE TODOS POSSAM TOMAR CONHECIMENTO DA ATITUDE DESSA “AUTORIDADE”PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO O DIA DE HOJE, O DELEGADO SECCIONAL DE SOROCABA, DR ANDRE, APÓS TER CONVOCADO OS ESCRIVÃES CHEFES PARA IREM DE VIATURA ATÉ A SEDE E ORDENADO QUE TODOS FOSSEM ATÉ O FORUM E APANHASSEM OS IPS QUE ESTAVAM NOS CARTÓRIOS ACUMULADOS DESDE O INICIO DA GREVE E TENDO OS REFERIDOS ESCRIVÃES VIRADO AS COSTAS E FORAM EMBORA DE VOLTA AO DISTRITOS RESPECTIVOS, SEM CUMPRIR A “ORDEM”, TIVERAM QUE RETORNAR A SEDE, ONDE FORAM ADVERTIDOS QUE TRATAVA-SE DE UMA ORDEM E QUE CASO NÃO FOSSE CUMPRIDO, OS ESCRIVÃES SERIAM PENALIZADOS, FAZENDO COM QUE OS IPS FOSSEM RETIRADOS DOS CARTÓRIOS CRIMINAIS E LEVADOS AO RESPECTIVOS DISTRITOS. ISSO É UMA VERGONHA, TRATA-SE DE UM FLAGRANTE DE PRESSÃO, ISSO SE NÃO CONFIGURAR ALGO MAIS GRAVE, POIS ESSE SR PASSOU POR CIMA DAS AUTORIDADES DE CADA UNIDADE. ISSO TEM QUE PARAR. TEM QUE TER ALGUMA COISA QUE SE POSSA FAZER. PELO AMOR DE DEUS. ALGUEM QUE TENHA PODER QUE TOME ALGUMA PROVIDENCIA. ELE AINDA IRÁ FICAR SOZINHO QUANDO ISSO ACABAR.
———————————
ESTOU ENVIANDO ESTA MANIFESTAÇÃO, MAS GOSTARIA QUE HOUVESSE MAIS COMENTÁRIOS… E SE O SENHOR PUDER REALÇAR DE ALGUMA FORMA, IRIA AGRADECER MUITO. AQUI EM SOROCABA, A COISA FEDEU. CONVOCARAM TODOS OS ESCRIVÃES CHEFE PARA UMA REUNIÃO DE ÚLTIMA HORA, O QUAL DEVERIA COMPARECER NA SECCIONAL COM UMA VIATURA. MOTIVO? O NOTICIÁRIO DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, O QUAL APONTAVA O ÍNCIDE DIMINUTIVO DE INQUÉRITOS RELATADOS ENCAMINHADOS AO JUDICIÁRIO E O ACÚMULO DE FEITOS NOS FÓRUNS DO ESTADO. TODOS OS ESCRIVÃES, ACOMPANHADOS POR DELEGADO ASSISTENTE E MAIS DOIS ESCRIVÃES DA DELEGACIA SECCIONAL, DEVERIAM IMEDIATAMENTE DIRIGIR-SE AO FORUM PARA RETIRAR OS INQUÉRITOS. QUANDO OS DEMAIS ESCRIVÃES SE RECUSARAM EM RAZÃO DA NOSSA GREVE, FORAM AMEAÇADOS DE LEVAR O CASO PARA A CORREGEPOL POR DESOBEDIÊNCIA ÀS ORDENS DO SECCIONAL. ENFIM… FORAM SOMENTE OS TRÊS PARA O FORUM (DELEGADO ASSISTENTE MAIS DOIS ESCRIVÃES DA SECCIONAL) E RETIRARAM OS FEITOS DE TODOS OS DISTRITOS POLICIAIS E ENTÃO OS DPS SERIAM RESPONSÁVEIS EM RETIRÁ-LOS NA PRÓPRIA SECCIONAL. ABSURDO! DIVULGUE ISSO POR FAVOR… ESTAMOS NOS SENTINDO COAGIDOS A TRABALHAR ENQUANTO OS COLEGAS DAS DEMAIS CIDADES ESTÃO LUTANDO POR TODOS NÓS.
GRANDE ABRAÇO.
_______________________________________________
O JURISTA E PROFESSOR GRECCO FILHO TRANCOU MEDIANTE H.C. A AÇÃO PENAL NO STJ – coincidentemente com voto favorável do relator( ex- membro do MP Paulista ).
Mas escancarou – de uma vez por todas – as portas do nepotismo e autoritarismo na bela Sorocaba.
Vocês de Sorocaba consultem o doutor Grecco acerca do que é “ter equilíbrio para o exercício do cargo de Delegado e quem, verdadeiramente, pratica autoritarismo desde os meses de fevereiro e março de 1994”.
POIS O DEFENSOR TRANCOU A ADVOCACIA ADMINISTRATIVA…MAS DEIXOU ABERTAS AS PORTAS DE TODAS AS IMPROBIDADES.
Espero tenha cobrado muito bem para me chamar de desequilibrado!

LEALDADE x INTEGRIDADE

Semana passada escrevi um artigo denominado “LIÇÕES DE POLÍTICA PARTIDÁRIA”, onde tecia alguns comentários sobre o voto nulo e alguns fatos ocorridos na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
O Dr. Guerra, muito gentilmente, o publicou no seu blog FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com), pelo que muito agradeço.
Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, ouso voltar a esse assunto, pois me fascinam as alterações ocorridas nos conceitos e comportamento das pessoas quando envolvidas em política partidária.
Como no artigo anterior usei como exemplo o nobre deputado Fernando Capez, não vejo motivo para ampliar o leque.
Que o Capez me perdoe, mas vou utilizá-lo novamente para embasar minha teoria.Afirmei, naquele artigo, que anulo meu voto por não encontrar candidato ou partido que o mereça.Na realidade, o problema é bem mais abrangente que o programa de tal ou qual partido, que as propostas apresentadas por este ou aquele candidato.
Trata-se do sistema político brasileiro.
Quando o cidadão vota em algum candidato, o faz, em teoria, porque julga que o comportamento, as convicções e a ideologia daquele candidato reúnem as condições necessárias para que, uma vez eleito, expresse as necessidades e vontades do seu eleitor.
No entanto, o que vemos é que isso raramente acontece. Tão logo o candidato eleito toma posse, seu comportamento, suas convicções e sua ideologia são substituídas pelos interesses do partido político pelo qual concorreu à eleição.
Não queria estar na pele do Fernando Capez. Por mais que eu o admire pelos seus incontestáveis conhecimentos jurídicos, pela sua oratória, pela sua memória fantástica, pela empatia que desperta nas pessoas, a posição em que ele se encontra no momento atual é extremamente difícil.
Ontem (30/10/2008), na audiência pública patrocinada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), que teve como objetivo o “esclarecimento” dos senhores deputados sobre a crise na Segurança Pública por que passa o Estado, ele tentou justificar sua posição diante das nossas reivindicações.
Após enumerar diversas iniciativas por ele tomadas em benefício da Polícia Civil do Estado de São Paulo – como, por exemplo, o vale-paletó, a autorização para carteirar os ônibus intermunicipais, entre outras – fez um belo discurso sobre trairagem, lealdade, princípios…e para finalizar declarou sua lealdade ao partido que o acolheu.Imagino os diálogos entre o bem e o mal que ocorreram em sua cabeça antes de tomar essa decisão.
O ANJINHO: Um dia jurei defender as leis e fazer com que elas fossem cumpridas.
O DIABINHO: Devo ser leal ao partido, não importa se o Governador cumpre ou não a lei…
O ANJINHO: Cumpri com a minha obrigação legal, ética e moral quando acabei com as torcidas organizadas.
O DIABINHO: Mas se o fato do Governador receber um chefe de torcida organizada, enquanto manda a Tropa de Choque atacar os Policiais Civis, trouxer vantagens para o Partido, devo agradecer o apoio recebido daquela torcida organizada e até mesmo reconhecer que as torcidas organizadas merecem mais respeito, por parte do Governador, que os Policiais Civis.
O ANJINHO: Meus eleitores votaram em mim devido aos princípios legais, morais e éticos que sempre demonstrei durante minha vida pública.
O DIABINHO: Mas agora você já está eleito…o que importa se o Governador, que é do seu partido, não cumpre a lei? Você deve lealdade é ao partido…Esqueça as leis, adote a ética do partido e cumpra os seus mandamentos… Afinal, o quê seus eleitores pensam que são, para ousarem cobrar algum posicionamento de sua parte que vá contra aquilo que o partido diz que é certo?
Acho que foi a escolha mais difícil da vida dele.
Mas sua escolha foi feita e ele a assumiu em público.
Assim é a Política Partidária: faz pessoas decentes agirem e se posicionarem de forma totalmente contrária aos princípios e convicções demonstrados até serem eleitos, princípios e convicções esses que convenceram os eleitores que seriam bem representados por aquele então candidato.
Lealdade não significa submissão.
Lealdade não significa apoiar os erros.
Lealdade não significa ignorar as infrações à Lei.
Lealdade não significa contrariar os próprios princípios.
Esse conceito distorcido de Lealdade faz com que as pessoas renunciem à sua integridade pessoal, ética e moral.É isso que a política partidária faz com as pessoas – mesmo com as melhores, como é o caso do Capez.
Distorce os seus conceitos em nome do Poder.
Fazem com que se esqueçam das vontades e necessidades de seus eleitores, e as razões pelas quais foram eleitos.
Levam-nos a compactuar com o não cumprimento das leis.
É por isso que continuarei anulando meu voto.
Enquanto o sistema político brasileiro não sofrer profundas alterações, votar em alguém ou em algum partido representará, necessariamente, profundo arrependimento e amarga decepção.
Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC
(colaboração Ligeirinho )

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quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
DR. MAURÍCIO ESTOU LHE DESAFIANDO PARA UM DUELO… ESCOLHA AS ARMAS!
Doutor, nestes dois meses – salvo o discurso do sacerdócio – o Senhor nada falou.
Não mostra as suas razões; não contraria as nossas.
Qual o motivo?
O Senhor esqueceu das suas obrigações de líder, de chefe e, principalmente, de policial comum.
Sim, policial comum!
O Senhor não tem orgulho de ter iniciado a sua carreira como Investigador de Polícia?
Eu – como a grande maioria de Delegados grevistas – não temos “sangue de polícia” na veia.
Não tivemos a sorte, a oportunidade, o privilégio, de antes de nos tornarmos Delegados de Polícia servirmos a Polícia.
Ao contrário, a maior parte dos integrantes do prelatório policial – CPC – nasceu agente, escrivão ou investigador.
Absurdamente, contudo, vocês Delegados que principiaram nas carreiras policiais “operacionais”, hoje, tratam os ex-colegas como “os outros”.
Nunca a nada, a ninguém, defendem; ao revés, os oprimem como parias.
Será vergonha da linhagem!
Doutor Delegado Geral, a sua linhagem policial é indigna?
Assim, faço-lhe um desafio.
Um desafio para um duelo público em defesa dos policiais.
Duelo de armas de fogo.
Pretendo arrancar suas medalhas de campeão de tiro ao alvo.
Mas não mande o seu adjunto, pois não quero vencer de lavada.
E se perder suas medalhas de tiro, quais outras o Senhor poderá, meritoriamente, ostentar?
Das confrarias, das irmandades…
Do protocolo oficial?
Escolha o seu calibre Doutor: 45, 40, 9mm ou da coragem.
______________________________________
O Exmº DGP – pela sua conduta durante a emboscada contra os policiais civis na porta do palácio do governador – apenas confirmou aquilo que foi escrito uma semana antes: ” O Senhor esqueceu das suas obrigações de líder, de chefe e, principalmente, de policial comum.
Sim, policial comum!”

SOBRE O FLIT PARALISANTE 3

Conheci o FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com) em junho deste ano.
Desde então se tornou um hábito mais constante que a leitura da Folha e do Estadão.
Não conheço o Doutor Guerra.
O pouco que sei sobre sua vida pessoal e profissional foi o que aprendi pela leitura do blog.
No entanto, aprendi a admirá-lo. Pela sua postura. Pela sua ética.
Pelo seu amor desmedido à instituição POLÍCIA CIVIL.
Alguns podem não concordar com ele.
Mas os poucos que não concordam são exatamente os que nos oprimem.
São os que só adotam uma posição na vida: a posição que for necessária para continuarem sentados nas respectivas cadeiras.
Esses não se importam com a ética.
Esses não se importam com a integridade pessoal.
O beija-mão de toda sexta-feira é o único princípio adotado em suas vidas.
E, para eles, a manutenção desse malfadado ritual suplanta qualquer outro objetivo.
Doutor Guerra, o covarde ataque ao FLIT expõe a falta de caráter, de honradez e de ética daqueles que o praticaram.
Tão logo o FLIT saiu do ar recebi diversas mensagens e telefonemas em que os colegas expunham suas preocupações e demonstravam a revolta que esse ataque causou.
Pode ter certeza que não foi só o senhor o atingido.
Todos os policiais civis que nos posicionamos pela ética profissional, pela honradez, pela prestação de serviço de excelência à população e contra os desmandos e idiotices da administração (em todos os níveis), fomos covardemente atacados.
Por isso, Doutor Guerra, faço questão de tornar pública a minha revolta pelo acontecido.
Creio poder afirmar que os milhares de colegas que comungam com a nossa postura se sentem como eu.
Revoltados e enojados.
Um grande abraço, e conte comigo para o que for.
Flávio Lapa ClaroInvestigador de PolíciaDAS/DEIC
–Posted By Flávio Lapa Claro to LIGEIRINHO at 11/01/2008 12:08:00 PM

O FLIT PARALISANTE – JORNAL DA POLÍCIA …DEVE TER CAUSADO PREJUÍZOS AO GOOGLE …APENAS 129.440 VISITAS EM OUTUBRO ANTES DE SER REMOVIDO 3

Visitas de todos os visitantes

01/10/2008 – 31/10/2008

129.440 Visitas
4.175,48 Visitas / Dia
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
2,60% (3.370)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
2,85% (3.689)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
2,91% (3.770)
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1,90% (2.458)
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
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O FLIT PARALISANTE – JORNAL DA POLÍCIA …DEVE TER CAUSADO PREJUÍZOS AO GOOGLE …APENAS 129.440 VISITAS EM OUTUBRO ANTES DE SER REMOVIDO 3

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
2,85% (3.689)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
2,91% (3.770)
sábado, 4 de outubro de 2008
1,90% (2.458)
domingo, 5 de outubro de 2008
2,01% (2.607)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
3,24% (4.199)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
3,45% (4.468)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
3,55% (4.589)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
3,86% (4.994)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
3,90% (5.050)
sábado, 11 de outubro de 2008
2,09% (2.705)
domingo, 12 de outubro de 2008
1,54% (1.993)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
3,27% (4.232)
terça-feira, 14 de outubro de 2008
2,88% (3.728)
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
2,92% (3.774)
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
4,29% (5.549)
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
5,19% (6.717)
sábado, 18 de outubro de 2008
2,92% (3.781)
domingo, 19 de outubro de 2008
2,45% (3.169)
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
4,17% (5.404)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
4,53% (5.860)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
4,22% (5.457)
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
4,98% (6.448)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
4,00% (5.175)
sábado, 25 de outubro de 2008
2,16% (2.796)
domingo, 26 de outubro de 2008
2,14% (2.768)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
3,26% (4.220)
terça-feira, 28 de outubro de 2008
3,57% (4.622)
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
3,25% (4.211)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
3,31% (4.280)
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
2,59% (3.357)