IMBROGLIONE COMPARA A POLÍCIA CIVIL AO BORIS CASOY…MAS ESSA POLÍCIA QUE DESDENHA DOS POBRES NÃO É DO JOSÉ SERRA…O GOVERNADOR NÃO TEM CULPA POR ESSES DELEGADOS SEREM DE MERDA E DE PUTAS…FILHOS DA PUTA! 1

http://blogdoimbroglione.wordpress.com/2010/01/06/policiais-de-sp-tratam-pobres-da-mesma-forma-que-o-boris-trata-os-garis/

…”EPÍLOGO DESTE CASO – HOJE À TARDE, ROZANA FOI ENCONTRADA MORTA, À BEIRA DA RODOVIA ANHANGUERA, NA SAÍDA DE SÃO PAULO. O CORPO DELA ESTAVA COM DEZENAS DE FACADAS E A BOCA DELA CHEIA DE VELAS PRETAS. ELA FOI VÍTIMA DE UM RITUAL DE MAGIA NEGRA. NA BOCA, FORAM POSTAS VÁRIAS VELAS PRETAS E EM TORNO DO CORPO HAVIA SINAIS DE RITUAL RELIGIOSO. SERÁ QUE ALGUÉM VAI SER PRESO OU A FAMÍLIA VAI FICAR SEM QUALQUER AJUDA? “ 

—————————————-

Imbroglione, sei lá qual a versão apresentada pela mulher que levava consigo a criança filha da pessoa desaparecida.

Contudo, mesmo sem indícios do homicídio,  diante do relato dos familiares, a mulher deveria ser presa em flagrante conforme os termos do art. 237 da Lei 8.069/1990. E deveria estar na cadeia.

COMO O BRASIL É UM PAÍS DE MERDA COM LEI DE MERDA: SUBTRAIR COISA ALHEIA MÓVEL  –  um vidro de perfume de um bilionário sonegador de impostos – É MAIS GRAVE DO QUE FURTAR UM CRIANÇA…

Assim, a providência da autoridade deve ter sido lavrar um TC  – ” termo de comparecimento” no DP. Pois furtar ( subtrair incapaz ) é delito de menor potencial ofensivo.

Outra coisa: tem Delegado de Polícia  que NÃO DOMINA A ARTE DE OUVIR VÍTIMAS, TESTEMUNHAS E ESPECIALMENTE OS SUSPEITOS.

Apenas escutam  –  com puta má vontade, nem sequer olhando para o suspeito – aquilo que o mentiroso conta. Aliás,  quando escutam, né? 

Mas quando se trata de figurão ,  vou além da crítica polida  do Imbroglione, dão a bunda pro cliente  sair satisfeito.

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NOTA:

Segundo matéria da BAND NEWS, a vagaba, “estudante de Direito “,  que usava a criança para enganar um ex-namorado, foi PRESA E OUVIDA POR DELEGADO PROFISSIONAL…CONFESSOU O HOMICÍDIO. ( 13h00)

Aí MOÇADA: EXERCITEM A ARTE DE OUVIR.

Polícia Civil de São Paulo tem novos diretores 7

As alterações estão dentro dos planos de reestruturação
da Delegacia Geral de Polícia

Sete departamentos da Polícia Civil de São Paulo – cinco da Capital e dois do Interior – terão novos diretores, neste início de ano. As alterações estão dentro dos planos de reestrutura ção da Delegacia Geral de Polícia, e já haviam sido anunciadas no ano passado, pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto.

Conforme o decreto de 5-1-2010, publicado nesta quarta-feira (06), no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o secretário da Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, nomeou sete novos diretores para departamentos da Polícia Civil: Departamento de Polícia Judiciária da Capital – Decap; Departamento de Investigações sobre Narcóticos – Denarc; Departamento Identificação e Registros Diversos – Dird; Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo – Demacro; Departamento de Inteligência da Polícia Civil – Dipol; Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Piracicaba) – Deinter 9 e Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Ribeirão Preto) – Deinter 3.

O delegado Eduardo Hallage deixa a diretoria do Denarc para assumir o Decap, unidade da qual já foi diretor. Ao Decap estão subordinados os 93 distritos policiais da capital. O departamento tinha como diretor o delegado Marco Antônio de Paula Santos, que agora passa assume a diretoria do Denarc.

O delegado Marco Antônio de Paula Santos trabalhou no Denarc, foi titular de cinco delegacias seccionais e dirigiu o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP. Em 2008, assumiu a direção do Decap. O delegado Eduardo Hallage, além de ter sido diretor do Decap, dirigiu a Academia da Polícia Civil – Acadepol, o Departamento de Administração e Planejamento – Dap, o Denarc e o extinto Departamento de Polícia do Consumidor – Decon.

No Dipol, assume o delegado Edemur Ercílio Luchiari, que comandava a Divisão de Prevenção e Educação – Dipe – do Denarc, e também foi delegado divisionário da Assistência Policial da Acadepol.

O atual diretor do Demacro, Élson Alexandre Sayão, vai comandar o Dird, órgão do qual foi diretor por três anos. O diretor do Dipol será o delegado Edemur Luchiari, que estava na assistência policial da Academia de Polícia Civil.

O novo diretor do Demacro, com jurisdição sobre delegacias e circunscrições regionais de trânsito – Ciretrans, da região metropolitana da Capital, será o delegado Marcos Carneiro Lima, que já chefiou a Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e também trabalhou na Corregedoria da Polícia Civil.

As mudanças não se limitaram à Capital. Para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior de Piracicaba – Deinter 9, substituindo o delegado Kleber Torquato Altale, foi escolhido Oduvaldo Mônaco, que na década de 1990 dirigiu a Corregedoria Geral de Polícia.

Na diretoria do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior/ Ribeirão Preto – Deinter 3 assume o delegado Valmir Eduardo Granucci, em substituição a Rafael Rabinovici. Granucci ingressou na Polícia Civil como delegado em Boa Esperança do Sul, aos 24 anos. Foi delegado plantonista e titular nos municípios de Cananéia e Matão e seccional em Araraquara.

Vale ressaltar que os delegados de classe especial Eduardo Granucci, Edemur Ercílio Luchiari e Marcos Carneiro Lima são novos integrantes da cúpula da Polícia Civil de São Paulo e assumem, pela primeira vez, a chefia de departamentos de polícia.

ATENÇÃO POLICIAIS CIVIS PRESTADORES DE SERVIÇOS EM SEGURANÇA PRIVADA: Policial civil. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada. 3

06/01/2010 at 23:23 –  COLABORAÇÃO JOW

Policial civil. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada.

Tribunal Superior do Trabalho – TST.

NÚMERO ÚNICO PROC: RR – 1315/2008-013-08-00

A C Ó R D Ã O

1ª Turma

VMF/wbhe

POLICIAL CIVIL – RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA

O fato de o reclamante ser policial civil em atividade, com obrigação de prestar serviços com exclusividade, não interfere no reconhecimento do vínculo empregatício com empresa privada, por se tratar de situação jurídica distinta, que diz respeito tão somente aos seus deveres funcionais de servidor público.

Recurso de revista conhecido e provido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-1315/2008-013-08-00.2 , em que é Recorrente RUBTERSON QUEMEL RODRIGUES GONÇALVES e Recorrido EMPREENDIMENTO PAGUE MENOS S/A.

O 8ª Tribunal Regio nal, pela decisão de fls. 126/128, negou provimento ao recurso ordinário do reclamante, mantendo a decisão de 1º grau, que não reconhecera o vínculo empregatício do policial militar com empresa privada.

Inconformado, o reclamante interpõe recurso de revista (fls. 132/135), sustentando ser devido o reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada. Indica contrariedade à Súmula nº 386 do TST e transcreve arestos para divergência jurisprudencial.

O recurso foi admitido pela decisão singular de fls. 138. Foram apresentadas contra-razões às fls. 141/147.

Os autos não foram remetidos à douta Procuradoria-Geral do Trabalho, com base no art. 113 do RITST.

É o relatório.

V O T O

1 – CONHECIMENTO

O recurso é tempestivo (fls. 138), está subscrito por advogado devidamente habilitado nos autos (fls. 32).

O Tribunal Regional manteve a sentença que julgara improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo empregatício entre policial militar e empresa privada, pontuando que (fls. 126):

RELAÇÃO DE EMPREGO. POLICIAL MILITAR. VEDAÇÃO LEGAL. O art. 22, do DL nº 667, de 2.7.69, dispõe que ao pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas comerciais, de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerado .

O reclamante logrou demonstrar contrariedade à Súmula nº 386 do TST, no sentido de que o fato de o empregado ser policial militar não obsta o reconhecimento do vínculo empregatício.

Conheço do recurso.

2 – MÉRITO

Este Tribunal firmou jurisprudência pacífica em favor do reconhecimento do vínculo empregatício do policial militar com empresa privada, conforme se depreende da Súmula nº 386 do TST, verbis:

POLICIA L MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPRE-GATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA (conversão da Orientação Juris-prudencial nº 167 da SBDI-1) – Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. (ex-OJ nº 167 da SBDI-1 – inserida em 26.03.1999)

Assim, dou provimento ao recurso de revista para, reconhecendo o vínculo empregatício, determinar o retorno dos autos à Vara de origem para apreciar os demais pedidos constantes da inicial, como entender de direito.

ISTO POSTO

ACORDAM os Ministros da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do recurso de revista por contrariedade à Súmula nº 386 do TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para, reconhecendo o vínculo empregatício, determinar o retorno dos autos à Vara de origem para apreciar os demais pedidos constantes da inicial, como entender de direito.

Brasília, 9 de dezembro de 2009.

MINISTRO VIEIRA DE MELLO FILHO
Relator

NIA: 5023307

PUBLICAÇÃO: DEJT – 18/12/2009

DI RISSIO: O delegado da Polícia Civil André Di Rissio não conseguiu anular as provas que sustentam a ação penal movida pelo Ministério Público Estadual 4

Jow

Di Rissio não consegue anular provas no TJ paulista

Por Fernando Porfírio

O delegado da Polícia Civil André Di Rissio não conseguiu anular as provas que sustentam a ação penal movida pelo Ministério Público Estadual. A 15ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, por votação unânime, rejeitou a tese da defesa de que a investigação começou maculada por prova ilícita e considerou lícitos as interceptações telefônicas. Os desembargadores negaram, nessa terça-feira (5/1), o pedido de Habeas Corpus do delegado.

O recurso pedia para a corte paulista rejeitar as provas, afastar todos os atos realizados até agora no processo e anular a denúncia e seu recebimento pelo juiz da 25ª Vara Criminal da Capital paulista. A advogada do policial, Maria Elizabeth Queijo, adotou como argumento a linha de que quando a investigação começa maculada por prova ilícita, esta contamina todo o processo.

A defesa pediu a concessão do HC “para reconhecer a ilicitude das interceptações telefônicas realizadas em face do paciente – quer por absoluta falta de fundamentação, quer por excesso de prazo – com seu consequente desentranhamento e inutilização, bem como a decretação de nulidade de todos os atos por elas contaminados, incluisve a deúncia ofertada e recebida”.

Di Rissio foi preso em junho de 2006 pela Polícia Federal no bojo da denominada Operação 14 Bis. Ele é acusado de fazer parte de um suposto esquema de liberação fraudulenta, no Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas), de mercadorias importadas. Em cinco meses, ele teve contra si três mandados de prisão, dois expedidos pela Justiça Federal e outro pela estadual. O delegado, que responde ao processo em liberdade, nega todas as acusações e diz que está sendo perseguido por sua atuação à frente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

A 14 Bis foi calcada exclusivamente em grampos telefônicos. O juiz da 1ª Vara Federal de Campinas entendeu que haveria delitos cuja competência para processar e julgar era da Justiça Estadual e enviou as investigações para o Ministério Público do estado. O Gaeco (Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado), de posse das interceptações telefônicas, ofereceu denúncia contra o delegado pelo crime de corrupção passiva e advocacia administrativa.

No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça, Di Rissio pediu que fosse retirada do processo prova produzida por interceptação telefônica. A defesa sustentou que as gravações vulneram a Constituição Federal, a Lei 9.296/96 (que regulamenta o inciso XII do artigo 5º da CF, a respeito da interceptação de comunicações telefônicas) e o artigo 157 do Código de Processo Penal (CPP). A advogada alega que a prova ilícita contaminou a denúncia.

O flagrante

Em operação conjunta com o Ministério Público Federal, batizada de 14 Bis, um grupo especial de agentes e delegados designados para o caso pela Superintendência da PF em São Paulo cumpriu mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal e busca e apreensão na Grande São Paulo e no interior do estado.

De acordo com os autores da investigação, foram identificados empresários e despachantes aduaneiros que subfaturavam mercadorias importadas de Miami, ou as classificavam incorretamente, para sonegar impostos. Ainda de acordo com os investigadores, após a entrada das mercadorias no território nacional, pelo aeroporto de Viracopos, esses empresários pagavam propinas a auditores da Receita Federal para que as mercadorias fossem liberadas.

Administrativo

Em dezembro, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou a demissão a bem do serviço público do delegado Di Rissio. Na época da operação da PF, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta funcional do delegado.

No ano passado, um dos conselheiros da Polícia Civil havia votado pela suspensão do processo administrativo até que fosse proferida a decisão judicial. No entanto, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, discordou da posição do conselheiro, elaborou um parecer e encaminhou o processo ao governador.

No processo administrativo, Di Rissio teve o apoio de autoridades do Legislativo e do Judiciário paulista. Entre as testemunhas que prestaram depoimento a seu favor estavam seis desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Além da investigação conduzida pela PF, o delegado também foi denunciado pelo Ministério Público paulista corrupção passiva, advocacia administrativa e por dez casos de escuta clandestina. De acordo com o MP paulista, o delegado seria o dono de uma empresa de segurança, a Spycops.

HC nº 990.09.090214-0
Voto 15.001

http://www.conjur.com.br/2010-jan-06/delegado-di-rissio-nao-conselhe-anular-provas-base-interceptacoes

MUDANÇAS NA POLÍCIA CIVIL 15

Secretaria da Segurança troca chefes da Polícia Civil

Pasta promove mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil de São Paulo

BRUNO TAVARES, bruno.tavares@grupoestado.com.br

A cúpula da segurança pública de São Paulo promoveu mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil. Ao menos cinco delegados da capital e do interior foram substituídos ou remanejados para outros cargos. As trocas acontecem às vésperas de o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, completar seu primeiro ano no cargo.

Assim que assumiu a pasta, em março de 2009, Ferreira Pinto promoveu uma série de mudanças na cúpula da Polícia Civil, nomeando inclusive um novo delegado-geral, Domingos de Paulo Neto. O objetivo à época era chacoalhar a instituição, bombardeada por acusações de corrupção. A estratégia traçada pelo secretário era montar uma primeira equipe e, a partir dos resultados apresentados por cada um dos departamentos, avaliar a necessidade de ajustes e “promoções”.

É o caso do delegado Eduardo Hallage, que deixará o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) para assumir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), unidade a que estão subordinadas os 93 distritos policiais da capital. Hallage chegou ao Denarc no momento em que policiais do departamento eram acusados de extorquir dinheiro do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia e de seu compatriota, o também traficante Ramon Manuel Yepes Penagos, o El Negro.

De pronto, Hallage determinou a substituição de 200 policiais. Um ano depois, exibe aumento de apreensões de todas as drogas, com exceção da maconha – a apreensão de ecstasy foi a que mais subiu, saltando de 1.291 comprimidos, em 2008, para 7.777, no ano passado. Para o lugar de Hallage, o escolhido foi Marco Antonio de Paula Santos, que teve seu trabalho bem avaliado à frente do Decap.

O novo chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), responsável pelas delegacias da região metropolitana, será o delegado Marcos Carneiro Lima. Com passagens pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria, Carneiro Lima teve papel destacado na greve deflagrada pela Polícia Civil em 2008. O atual diretor do Demacro, Élson Alexandre Sayão, vai comandar o Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), órgão que já havia chefiado no passado. O novo encarregado pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) será o delegado Edmur Ercílio Luchiari, que estava na Academia de Polícia Civil.

Os trocas não se limitam aos departamentos da capital. Para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter-9), responsáveis por todas as delegacias da região, foi escolhido Odovaldo Mônaco, que na década de 90 esteve na Corregedoria.

NOVA EDIÇÃO DA DANÇA DAS CADEIRAS DE SAMPA 28

Subject: NOVA EDIÇÃO DA DANÇA DAS CADEIRAS DE SAMPA

QUERIDO DR GUERRA,

BOA TARDE,

ANTES DE MAIS NADA, QUERO LHE DIZER QUE LHE DESEJO UM E S P E T A C U L A R 2010!

E, PRINCIPALMENTE, QUE O SENHOR CONTINUE NOS ALENTANDO COM O FLIT!!!!!!!!!!!

SOUBE, AGORA, PELA MINHA INFORMANTE QUE:

1- O DR HALLAGE, AMANHÃ, ASSUMIRÁ O DECAP.

2- O DIRETOR DO DECAP – DR MARCO ANTONIO PEREIRA NOVAIS DE PAULA SANTOS, ASSUMIRÁ O DENARC.

3- O DR SAYÃO ASSUMIRÁ A CORREGEDORIA (NÃO SEI SE RIO OU SE CHORO!!!!!!!!!!!!!!!!) – A CIDINHA VAI PRA NASA!

NOVAS MUDANÇAS VIRÃO, PORÉM. AINDA NÃO AS CONFIRMEI.

QUANTOS DESGASTES  CUSTA UMA ELEIÇÃO??????????????

BEIJOS,

AMALIA.

FALECIMENTO DO CORONEL ERASMO DIAS… Erasmo Dias será velado durante a madrugada na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro será nesta terça-feira (5) no cemitério Paquetá, em Santos 17

Dr. Flit, falando em militar…

Morre aos 85 anos o coronel Erasmo Dias

Ex-secretário de Segurança estava internado desde o dia 2. Coronel ficou conhecido por ter liderado invasão à PUC-SP.

Do G1, em São Paulo

Morreu na noite desta segunda-feira (4) em São Paulo o coronel Erasmo Dias, aos 85 anos. O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, de acordo com a família, estava internado desde o dia 2 no Hospital do Câncer, na capital paulista.

O coronel ficou conhecido por ter liderado uma invasão à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 22 de setembro de 1977, onde uma reunião de estudantes pretendia refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Formado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em Direito pela Universidade Guanabara, Dias assumiu a Secretaria de Segurança em São Paulo entre março de 1974 e março de 1979, durante o governo de Paulo Egídio Martins.

Posteriormente foi deputado federal, deputado estadual e, por fim, vereador do Partido Progressista (PP) pela cidade de São Paulo.

Erasmo Dias será velado durante a madrugada na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro será nesta terça-feira (5) no cemitério Paquetá, em Santos.

_________________________________________

Nosso respeito pelo ser humano ERASMO DIAS; como eu e você sujeitos ao embrutecimento decorrente de  formação tal qual a  militar noutras épocas:  

Fanática, vil, embrutecida ,  burra e DESONESTA.

Nossos sentimentos pelo sentimento dos familiares e amigos do Coronel. 

Mas neste palco não há perdão para quem foi julgado como traidor da dignidade humana; empregando o aparelho policial civil como instrumento de corrupção, tortura e mortes. 

Erasmo Dias tinha como princípio capital: NUNCA SE CONFESSA ALGO QUE NÃO SEJA ENGRANDECEDOR.

Segundo tal artigo de fé: JAMAIS DIGA QUE ERROU…

NUNCA REVELE UM PECADILHO, UMA FRAQUEZA POR MENOR QUE FOSSE.

Fale apenas das SUAS VIRTUDES…

Como não as tinha fazia duas coisas: MENTIA E DAVA CONSELHOS!

Ah!, ele,  como  quase todos de nós,  gostava de um “jotinha”.

Melhor, nós gostamos de um jotinha; ele gostava  de JOTÃO!   

O TERRORISTA DA EXTREMA DIREITA

05/01/2010 at 1:23 ( octagon )

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO descobre servidores recebendo sem trabalhar 8

Consultor Jurídico

Texto publicado segunda, dia 4 de janeiro de 2010

Notícias

TJ-SP descobre servidores recebendo sem trabalhar

Ver autoresPor Fernando Porfírio

O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4,8 mil servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.

A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anunciou foi feito nesta segunda-feira (4/1), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.

Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — e sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária usava como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.

“Fiquei surpreso com a descoberta”, afirmou o desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos. Em seu discurso de despedida, Bellocchi revelou a fraude. “A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.”

A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.

Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. “Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa”, disse Viana Santos em entrevista depois da solenidade de posse. “Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.”

Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

FORA DOS AUTOS: OFICIAL ORDENOU A EXECUÇÃO DO POLICIAL…A TROPA NÃO OBEDECEU 8

O Oficial dava ordens para os disparos abrigado atrás de uma banca de jornal.

Ora, se acreditava fosse necessário atirar contra o “doente”  –   aliás,  simbolicamente ele estava matando O REGIME POLICIAL MILITAR QUE NÃO RESPEITA NADA E NINGUÉM – deveria ter feito o serviço! 

Observem que a PM realimenta o CICLO DA ESCRAVIDÃO, ou seja, aquilo que se faz com a tropa, a tropa faz com o cidadão…

Pois essa é a tendência humana: tratar o semelhante conforme é tratado…

Oficial de estrela só no ombro, parabéns aos seus insubordinados!

TRANSTORNADO POLICIAL MILITAR DE HORTOLÂNDIA ATIRA CONTRA VIATURAS DA CORPORAÇÃO 3

HORTOLÂNDIA
Policial atira contra viaturas e provoca tumulto
PM se sentiu mal e foi levado ao hospital, onde fez vários disparos e só foi contido após desmaiar
Cristiani Custódio – Hortolândia

Arquivo/TodoDia Imagem
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Tumulto aconteceu em frente ao Hospital Municipal Mário Covas

Após um surto psicótico, um policial militar de Hortolândia efetuou vários disparos contra viaturas e ameaçou se matar na noite de anteontem em frente ao Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas. Houve tumulto generalizado e o soldado foi detido e levado para a enfermaria após desmaiar. Segundo apurado, o policial estava nervoso porque foi acusado na última semana – junto com outros oito policiais – de suposto envolvimento em furto a um caixa eletrônico na noite de Natal. O caso foi registrado como tentativa de suicídio pela Polícia Civil, mas há possibilidade da PM (Polícia Militar) instaurar inquérito por tentativa de homicídio (leia reportagem ao lado).

O caso ocorreu por volta das 20h40 de anteontem. O soldado M.B.S., 42, – que trabalha há cerca de 20 anos na PM -, estava em serviço quando pediu para ser levado ao hospital alegando estar com a pressão alta. Segundo colegas, ele estava nervoso por causa das acusações que sofreu durante a semana de envolvimento em um furto. Ao chegar ao hospital, o policial, ao invés de descer da viatura, sacou a arma e deu diversas coronhadas no painel, quebrando o rádio do veículo.

Ele também efetuou diversos disparos contra o assoalho da viatura. Pessoas que estavam no local saíram correndo assustadas. Policiais militares tentaram negociar com M., mas ele se negou a entregar a arma, pedindo ainda para que o tenente fosse ao local.

Segundo apurado, o soldado desceu então do carro e efetuou diversos disparos contra outras três viaturas que estavam estacionadas no local. Ninguém ficou ferido. Ele chegou ainda a engatilhar a arma e apontá-la para a própria cabeça, ameaçando se matar. O sargento da corporação também foi ao hospital na tentativa de evitar que o policial se matasse.

A situação tensa só foi resolvida depois que M. desmaiou. Ele foi então levado para o pronto-socorro, onde foi sedado. Policiais e familiares da vítima foram visitá-lo durante a madrugada.

O tenente Cravero, da PM, afirmou à reportagem que o soldado seria transferido ainda ontem do hospital de Hortolândia para o Hospital da Polícia Militar em São Paulo, onde receberá tratamento. Durante todo o dia de ontem, o tenente ouviu cerca de 14 policiais que testemunharam a ação. “Estamos ouvindo as testemunhas”, disse.

O caso foi registrado no Plantão Policial de Hortolândia pelo delegado Roberto Conde Guerra como tentativa de suicídio, já que ninguém ficou ferido e o policial ameaçou se matar. Um inquérito de tentativa de homicídio e disparos em via pública deve ser instaurado pela PM. Caso se concretize, o policial pode ser encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, também em São Paulo.

POLICIAL MILITAR TEVE O DOMICÍLIO INVADIDO POR OFICIAIS E MEMBROS DA CORREGEDORIA DA PM…NEM SEQUER RESPEITARAM A INTIMIDADE DA MULHER DO SOLDADO QUE PROCUROU O DELEGADO PARA NARRAR OS ABUSOS PRATICADOS POR TENENTE E SARGENTO 2

Investigação motivou descontrole            ( A TORTURA MOTIVOU DESCONTROLE )
A acusação de ter envolvimento – junto a outros oito policiais – de um furto a dois caixas eletrônicos do Santander no Jardim Rosolém, em Hortolândia, teria motivado o descontrole emocional do soldado M.B.S., 42. O crime ocorreu na noite de Natal.

Segundo apurado pelo TodoDia, dias após o crime a corregedoria da PM (Polícia Militar) recebeu denúncia de que policiais estariam envolvidos com o furto. Na noite do dia 29, os nove policiais que estavam trabalhando quando ocorreu o crime foram localizados pelo Comando do Batalhão da PM, desarmados e mantidos incomunicáveis em uma sala da corporação.

Um policial, que também foi acusado, disse que todos passaram por constrangimento muito grande, já que foram detidos sem ao menos saber a acusação. “Apenas chegaram, mandaram entregar armas e celulares e nos levaram para a sala”, disse.

Segundo ele, M. foi detido na própria casa. “Não respeitaram nada. Entraram, a mulher dele estava de camisola, e sem explicações o levaram”, afirmou. O policial contou ainda que todos foram mantidos por cerca de quatro horas no batalhão, onde tiveram que responder a diversos questionamentos.

Depois da investigação, receberam seus pertences de volta e foram liberados. “A gente trabalha para garantir a segurança da população e acaba sendo tratado como bandido ou até pior, porque não tivemos nenhum direito respeitado”, desabafou.

No dia seguinte, M. registrou boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial por constrangimento e invasão domiciliar. Desde então, segundo apurado pela reportagem, ele estava bastante nervoso. Foi apurado ainda que a PM instaurou inquérito para averiguar a denúncia feita pelo soldado.

Ontem a reportagem entrou em contato com a PM de Hortolândia e Sumaré – cidade sede do 48º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior) – para falar sobre o surto do policial e a denúncia que fez. No entanto, a informação obtida foi que o caso ainda estava sendo analisado e que não havia informações sobre as providências que seriam tomadas. (CRISTIANI CUSTÓDIO)

http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=policia&Materia=350743&dia=03&mes=01&ano=2010

A RECEITA DE BRATTON CONTRA O CRIME 4

Domingo, 03 de Janeiro de 2010 | Versão Impressa

A receita de Bratton contra o crime

Adriana Carranca

William Bratton: ex-chefe de polícia de Nova York e Los Angeles

Quem é:
William Bratton

Apontado pelo então prefeito Rudolph Giuliani
como chefe das polícias de Nova York, foi o
estrategista do Tolerância Zero, que reduziu o nível
de violência ao menor entre as grandes cidades
Americanas

Durante seu comando da polícia de Los Angeles, os
homicídios caíram pela metade; em NY, chegou a 80%

William Bratton é um Midas da segurança pública. Homem forte do então prefeito Rudolph Giuliani, de Nova York, entre 1994 e 2001, e estrategista do Tolerância Zero, fez com que os homicídios caíssem em 80%, atingindo o menor nível desde 1964. Ao deixar o comando do Departamento de Polícia de Los Angeles, no fim de 2009, a cidade celebrava queda dos crimes por sete anos seguidos – desde a sua chegada, portanto, em 2002.

Aos 62 anos, o ex-policial de trânsito que transformou as duas mais violentas metrópoles americanas nas mais seguras revela a sua receita contra o crime. Ele falou ao Estado, por telefone, de seu escritório em Nova York, onde acaba de assumir o cargo de CEO da Altegrity, de consultoria em segurança pública.

MAPEAR O CRIME

O uso estratégico de informações criminais é o alicerce da política de Bratton. Quando iniciou a carreira, em Boston, o colega do Departamento de Trânsito Jack Maple reduzira em 27% os crimes no metrô ao pontuar com alfinetes coloridos em um mapa de papel a geografia das ocorrências. Isso permitiu rastrear a ação dos criminosos e se antecipar a eles. Simples assim.

Bratton levou a ideia para o Departamento de Polícia de Nova York, onde implantou um sistema mais sofisticado, o CompStat (Estatísticas Comparativas, na abreviação em inglês). Em um único banco de dados estão todas as informações sobre ocorrências, da localização, data e hora à roupa usada pelo criminoso, número de disparos, armas usadas, mesmo por policiais, abordagem, perfil do bandido e da vítima, forma de atendimento, apreensões e prisões feitas, entre outros dados colhidos no local do crime e nos depoimentos, e atualizados com informações de casos relacionados, posteriormente.

CORTAR O MAL PELA RAIZ

O CompStat permitiu identificar criminosos, rastrear suas ações, estabelecer perfis de vítimas potenciais, riscos, tendências. “Isso nos permitia identificar novos padrões de crime e atacá-los logo no início, deslocando homens e recursos de forma mais eficiente. Íamos cercando os criminosos”, diz Bratton. Os dados eram disponibilizados à promotoria pública, às secretarias, como Educação, e outros órgãos, que passaram a atuar de forma integrada à polícia.

Outra medida foi atacar o que Bratton chama de crimes contra a qualidade de vida, como pichações e arruaça, estratégia pela qual o Tolerância Zero ficou conhecido. “Isso cria uma sensação de ordem e de comando, o que contribui em muito para o trabalho da polícia”, justifica Bratton.

COBRAR RESULTADOS

Em Nova York, o sistema era abastecido pelos 76 comandos das 9 áreas de policiamento e dos 12 distritos da região metropolitana. Além dos dados, eles tinham de apresentar um relatório sobre casos relevantes e uma análise dos crimes em sua área, as atividades e a performance de sua equipe. Tudo era discutido em encontros semanais com Bratton.

“É como um médico, que pede exames de rotina para identificar doenças no início. Se ao analisar as informações, descobrir um melanoma, irá concentrar ali o tratamento, evitando que se transforme em um câncer mais sério e mortal. Nossos diagnósticos semanais tinham a mesma função”, diz.

Uma vez por mês, o chefe de polícia se reunia com todos os comandantes locais. “O que fazíamos, basicamente, era questionar cada um na frente dos outros, com base em informações muito bem embasadas do CompStat”. E, sem rodeios, “o crime aumentou na sua área?, por que e o que você fez a respeito?”, questionava. As reuniões também criaram um canal de acesso direto dos oficiais com a cúpula da segurança pública e permitiram que a informação fluísse melhor entre as delegacias.

POLÍCIA DA POLÍCIA

Além de cobrar dos policiais, Bratton contratou informantes e destacou seus melhores agentes para compor um grupo de fiscalização interna, que agia à paisana. “Por exemplo, um dos meus agentes registrava denúncia contra um oficial em uma delegacia, como se fosse um cidadão comum. Então, nós verificávamos se e como a investigação era levada adiante internamente”, revela. “A mesma estratégia para apontar criminosos era usada para flagrar policiais corruptos. Não há distinção entre eles.”

Bratton alerta que a corrupção intensifica o medo, intimida a população e mina a credibilidade da corporação, o que, por sua vez, reduz o apoio à polícia. “É um perigo para a sociedade que os policiais sejam vistos como incapazes e em quem não se deve confiar”, diz. O corrupto dificulta o trabalho dos oficiais honestos, que acabam se corrompendo ou deixam o serviço. Em Nova York, Bratton teve o apoio do legislativo para aumentar a punição contra corruptos. Policiais flagrados eram presos e desligados.

UNIR FORÇAS

Bratton defende unificar as polícias. “No Brasil, policiais militares e civis competem entre si, não confiam um no outro, não trabalham em parceria”, diz. “É disfuncional: os que investigam nunca combateram o crime na rua. Há um abismo social e de educação entre eles.”

Outro problema apontado por Bratton é o tamanho da força policial e baixos salários. Em Nova York, ele aumentou em 25% o número de policiais, para 35 mil ou um para cada 230 moradores. “E contamos sempre com o FBI, em pessoal e tecnologia para investigação. No Brasil, as polícias estaduais e a federal não atuam juntas”, diz.

FOCO EM ÁREAS OCUPADAS

Mesmo com policiais suficientes, Bratton admite que em metrópoles como São Paulo e Rio não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Nas áreas ocupadas por facções, ele começar com um projeto piloto. “Pegue uma pequena área dentro da mais violenta favela e desloque para lá seus melhores policiais, em número suficiente para garantirem a própria segurança. Aos poucos, se aproximam dos moradores e promovem mudanças na qualidade de vida. Assim, uma vizinhança por vez, vão expandido o seu espaço e ganhando a comunidade porque eles vêm melhorias onde a polícia está.”

Em Caracas, na Venezuela, onde foi consultor, Bratton selecionou uma área onde havia 40 assassinatos num fim de semana e mandou 50 policiais extra para fazer o patrulhamento em scooters. “Só isso, fez o crime cair 25%”, diz. “Em 40 anos de carreira, recebi muitos gestos de gratidão, mas em Caracas ganhei um beijo na testa de uma senhora que criara filhos e netos na favela. Ela repetia: gracias!”

Até seu crítico mais voraz, o economista Steven Levitt, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e autor de Freakonomics, admitiu ao The New York Times, em dezembro: se tivesse de apontar um chefe de polícia para a sua cidade, ele seria Bratton.

Nova York fechou 2009 com 5 homicídios por 100 mil habitantes. Los Angeles, com 3,8. Em SP, são 11,2 homicídios por 100 mil habitantes, ainda acima do nível considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde, de 10 assassinatos por 100 mil habitantes, apesar da queda nos últimos anos

O governador do Rio, Sérgio Cabral, reuniu-se com Bratton para negociar sua contratação como consultor em segurança para a Olimpíada de 2016. A capital carioca tem 34,2 homicídios por 100 mil habitantes. Apenas Copacabana e Laranjeiras, na zona sul, não têm níveis de violência epidêmicos

Em SP, a Polícia Civil utiliza o sistema Ômega, que permite pesquisar informações criminais em 12 bancos de dados. Mas a ferramenta não está integrada ao sistema de outras polícias do País. Nem a Polícia Federal ou a Agência Brasileira de
Informações (Abin) têm acesso aos
Dados

A unificação das polícias civis e militar é inconstitucional no Brasil. Em 2001, o então governador de São Paulo, Mário Covas, apresentou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição, mas a ideia foi engavetada graças ao lobby das polícias

Em SP, há 90 mil policiais civis e militares – um para cada 455 habitantes no Estado. A Secretaria de Segurança Pública não informa quantos estão na ativa. No Rio, os PMs não chegam a 40 mil. Os números incluem pessoal em funções administrativas

Em outubro, um helicóptero da PM foi abatido por traficantes no Morro dos Macacos, no Rio. “Crianças brincavam, jovens tocavam hip-hop e o chefe da polícia estava ali, comendo costelas assadas com eles”, disse ao The New York Times o tenente Fred Booker sobre a relação de Bratton nos guetos de Los Angeles.

Tribunal manda soltar policial 10

03.jan.2010 Redação
Tribunal manda soltar policial

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Foto : Arquivo

TROCO Membros da facção Criminosa PCC promoveram atentados na Delegacia de Suzano, em 2006

LAÉRCIO RIBEIRO

O investigador Augusto Pena passou as festas de final de ano em sua casa após ser liberado dia 22 da Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu o hábeas corpus com pedido de liminar impetrado pela defesa sob o argumento de que Pena encontra-se colaborando com as investigações do Ministério Público (Gaeco), em Guarulhos, que investiga extorsão cometida por policiais civis de Suzano, em 2006, contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O desembargador Pedro Gladiardi até destacou que o réu poderá possivelmente receber delação premiada.

O policial Pena no começo de 2009 foi transferido para Tremembé, em razão de estar sendo ameaçado de morte, segundo ele, por um delegado de classe especial, o seu ex-chefe na Região de Mogi, o qual depois o encontrou no Presídio da Polícia Civil.

Disse que em janeiro de 2009 recebeu a visita deste delegado, que está afastado e realizando serviços burocráticos. A autoridade então o aconselhou a não fazer a delação premiada, pois dizia ser influente e sabia das entradas e saídas de Pena da cadeia, em São Paulo.

O suposto delegado, de acordo com o investigador, ainda sugeriu quanto Pena queria ganhar para ficar calado.

Um escrivão também, dias depois, voltou ao PPC, onde esteve preso, para ofertar doces a Pena, talvez, envenenados, como acreditou o policial, que foi transferido a seu pedido para a penitenciária.

É atribuído a Pena participação no achaque ao PCC, conforme ele admitiu na ocasião na Corregedoria, acusando ele, três delegados e outros policiais. O crime teria sido cometido por uma equipe, que trabalhava então na gestão administrativa do delegado seccional Carlos José Ramos da Silva. O gerente do tráfico de drogas na Região de Mogi foi preso, exigiram dinheiro para libertá-lo, a facção pagou o valor estimado de R$ 250 mil, mas o bandido foi mantido na cadeia.

O fato gerou revolta no PCC, que promoveu atentados, disparando vários tiros na fachada da Delegacia de Suzano. Num dos atos, na noite de 7 de abril de 2006, foram mortos quatro membros da facção. No dia seguinte, o PCC matou dois carcereiros e um amigo deles no Miguel Badra.

O investigador Pena ainda foi o responsável por denúncias de esquemas da máfia dos caça-níqueis, em São Paulo, o suposto mensalão da polícia, que de acordo com ele, cobrava para que inquéritos e procedimentos administrativos de policiais não fossem adiante, além da venda de cargos importantes na Policia Civil.