TRANSTORNADO POLICIAL MILITAR DE HORTOLÂNDIA ATIRA CONTRA VIATURAS DA CORPORAÇÃO 3

HORTOLÂNDIA
Policial atira contra viaturas e provoca tumulto
PM se sentiu mal e foi levado ao hospital, onde fez vários disparos e só foi contido após desmaiar
Cristiani Custódio – Hortolândia

Arquivo/TodoDia Imagem
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Tumulto aconteceu em frente ao Hospital Municipal Mário Covas

Após um surto psicótico, um policial militar de Hortolândia efetuou vários disparos contra viaturas e ameaçou se matar na noite de anteontem em frente ao Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas. Houve tumulto generalizado e o soldado foi detido e levado para a enfermaria após desmaiar. Segundo apurado, o policial estava nervoso porque foi acusado na última semana – junto com outros oito policiais – de suposto envolvimento em furto a um caixa eletrônico na noite de Natal. O caso foi registrado como tentativa de suicídio pela Polícia Civil, mas há possibilidade da PM (Polícia Militar) instaurar inquérito por tentativa de homicídio (leia reportagem ao lado).

O caso ocorreu por volta das 20h40 de anteontem. O soldado M.B.S., 42, – que trabalha há cerca de 20 anos na PM -, estava em serviço quando pediu para ser levado ao hospital alegando estar com a pressão alta. Segundo colegas, ele estava nervoso por causa das acusações que sofreu durante a semana de envolvimento em um furto. Ao chegar ao hospital, o policial, ao invés de descer da viatura, sacou a arma e deu diversas coronhadas no painel, quebrando o rádio do veículo.

Ele também efetuou diversos disparos contra o assoalho da viatura. Pessoas que estavam no local saíram correndo assustadas. Policiais militares tentaram negociar com M., mas ele se negou a entregar a arma, pedindo ainda para que o tenente fosse ao local.

Segundo apurado, o soldado desceu então do carro e efetuou diversos disparos contra outras três viaturas que estavam estacionadas no local. Ninguém ficou ferido. Ele chegou ainda a engatilhar a arma e apontá-la para a própria cabeça, ameaçando se matar. O sargento da corporação também foi ao hospital na tentativa de evitar que o policial se matasse.

A situação tensa só foi resolvida depois que M. desmaiou. Ele foi então levado para o pronto-socorro, onde foi sedado. Policiais e familiares da vítima foram visitá-lo durante a madrugada.

O tenente Cravero, da PM, afirmou à reportagem que o soldado seria transferido ainda ontem do hospital de Hortolândia para o Hospital da Polícia Militar em São Paulo, onde receberá tratamento. Durante todo o dia de ontem, o tenente ouviu cerca de 14 policiais que testemunharam a ação. “Estamos ouvindo as testemunhas”, disse.

O caso foi registrado no Plantão Policial de Hortolândia pelo delegado Roberto Conde Guerra como tentativa de suicídio, já que ninguém ficou ferido e o policial ameaçou se matar. Um inquérito de tentativa de homicídio e disparos em via pública deve ser instaurado pela PM. Caso se concretize, o policial pode ser encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, também em São Paulo.

POLICIAL MILITAR TEVE O DOMICÍLIO INVADIDO POR OFICIAIS E MEMBROS DA CORREGEDORIA DA PM…NEM SEQUER RESPEITARAM A INTIMIDADE DA MULHER DO SOLDADO QUE PROCUROU O DELEGADO PARA NARRAR OS ABUSOS PRATICADOS POR TENENTE E SARGENTO 2

Investigação motivou descontrole            ( A TORTURA MOTIVOU DESCONTROLE )
A acusação de ter envolvimento – junto a outros oito policiais – de um furto a dois caixas eletrônicos do Santander no Jardim Rosolém, em Hortolândia, teria motivado o descontrole emocional do soldado M.B.S., 42. O crime ocorreu na noite de Natal.

Segundo apurado pelo TodoDia, dias após o crime a corregedoria da PM (Polícia Militar) recebeu denúncia de que policiais estariam envolvidos com o furto. Na noite do dia 29, os nove policiais que estavam trabalhando quando ocorreu o crime foram localizados pelo Comando do Batalhão da PM, desarmados e mantidos incomunicáveis em uma sala da corporação.

Um policial, que também foi acusado, disse que todos passaram por constrangimento muito grande, já que foram detidos sem ao menos saber a acusação. “Apenas chegaram, mandaram entregar armas e celulares e nos levaram para a sala”, disse.

Segundo ele, M. foi detido na própria casa. “Não respeitaram nada. Entraram, a mulher dele estava de camisola, e sem explicações o levaram”, afirmou. O policial contou ainda que todos foram mantidos por cerca de quatro horas no batalhão, onde tiveram que responder a diversos questionamentos.

Depois da investigação, receberam seus pertences de volta e foram liberados. “A gente trabalha para garantir a segurança da população e acaba sendo tratado como bandido ou até pior, porque não tivemos nenhum direito respeitado”, desabafou.

No dia seguinte, M. registrou boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial por constrangimento e invasão domiciliar. Desde então, segundo apurado pela reportagem, ele estava bastante nervoso. Foi apurado ainda que a PM instaurou inquérito para averiguar a denúncia feita pelo soldado.

Ontem a reportagem entrou em contato com a PM de Hortolândia e Sumaré – cidade sede do 48º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior) – para falar sobre o surto do policial e a denúncia que fez. No entanto, a informação obtida foi que o caso ainda estava sendo analisado e que não havia informações sobre as providências que seriam tomadas. (CRISTIANI CUSTÓDIO)

http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=policia&Materia=350743&dia=03&mes=01&ano=2010

A RECEITA DE BRATTON CONTRA O CRIME 4

Domingo, 03 de Janeiro de 2010 | Versão Impressa

A receita de Bratton contra o crime

Adriana Carranca

William Bratton: ex-chefe de polícia de Nova York e Los Angeles

Quem é:
William Bratton

Apontado pelo então prefeito Rudolph Giuliani
como chefe das polícias de Nova York, foi o
estrategista do Tolerância Zero, que reduziu o nível
de violência ao menor entre as grandes cidades
Americanas

Durante seu comando da polícia de Los Angeles, os
homicídios caíram pela metade; em NY, chegou a 80%

William Bratton é um Midas da segurança pública. Homem forte do então prefeito Rudolph Giuliani, de Nova York, entre 1994 e 2001, e estrategista do Tolerância Zero, fez com que os homicídios caíssem em 80%, atingindo o menor nível desde 1964. Ao deixar o comando do Departamento de Polícia de Los Angeles, no fim de 2009, a cidade celebrava queda dos crimes por sete anos seguidos – desde a sua chegada, portanto, em 2002.

Aos 62 anos, o ex-policial de trânsito que transformou as duas mais violentas metrópoles americanas nas mais seguras revela a sua receita contra o crime. Ele falou ao Estado, por telefone, de seu escritório em Nova York, onde acaba de assumir o cargo de CEO da Altegrity, de consultoria em segurança pública.

MAPEAR O CRIME

O uso estratégico de informações criminais é o alicerce da política de Bratton. Quando iniciou a carreira, em Boston, o colega do Departamento de Trânsito Jack Maple reduzira em 27% os crimes no metrô ao pontuar com alfinetes coloridos em um mapa de papel a geografia das ocorrências. Isso permitiu rastrear a ação dos criminosos e se antecipar a eles. Simples assim.

Bratton levou a ideia para o Departamento de Polícia de Nova York, onde implantou um sistema mais sofisticado, o CompStat (Estatísticas Comparativas, na abreviação em inglês). Em um único banco de dados estão todas as informações sobre ocorrências, da localização, data e hora à roupa usada pelo criminoso, número de disparos, armas usadas, mesmo por policiais, abordagem, perfil do bandido e da vítima, forma de atendimento, apreensões e prisões feitas, entre outros dados colhidos no local do crime e nos depoimentos, e atualizados com informações de casos relacionados, posteriormente.

CORTAR O MAL PELA RAIZ

O CompStat permitiu identificar criminosos, rastrear suas ações, estabelecer perfis de vítimas potenciais, riscos, tendências. “Isso nos permitia identificar novos padrões de crime e atacá-los logo no início, deslocando homens e recursos de forma mais eficiente. Íamos cercando os criminosos”, diz Bratton. Os dados eram disponibilizados à promotoria pública, às secretarias, como Educação, e outros órgãos, que passaram a atuar de forma integrada à polícia.

Outra medida foi atacar o que Bratton chama de crimes contra a qualidade de vida, como pichações e arruaça, estratégia pela qual o Tolerância Zero ficou conhecido. “Isso cria uma sensação de ordem e de comando, o que contribui em muito para o trabalho da polícia”, justifica Bratton.

COBRAR RESULTADOS

Em Nova York, o sistema era abastecido pelos 76 comandos das 9 áreas de policiamento e dos 12 distritos da região metropolitana. Além dos dados, eles tinham de apresentar um relatório sobre casos relevantes e uma análise dos crimes em sua área, as atividades e a performance de sua equipe. Tudo era discutido em encontros semanais com Bratton.

“É como um médico, que pede exames de rotina para identificar doenças no início. Se ao analisar as informações, descobrir um melanoma, irá concentrar ali o tratamento, evitando que se transforme em um câncer mais sério e mortal. Nossos diagnósticos semanais tinham a mesma função”, diz.

Uma vez por mês, o chefe de polícia se reunia com todos os comandantes locais. “O que fazíamos, basicamente, era questionar cada um na frente dos outros, com base em informações muito bem embasadas do CompStat”. E, sem rodeios, “o crime aumentou na sua área?, por que e o que você fez a respeito?”, questionava. As reuniões também criaram um canal de acesso direto dos oficiais com a cúpula da segurança pública e permitiram que a informação fluísse melhor entre as delegacias.

POLÍCIA DA POLÍCIA

Além de cobrar dos policiais, Bratton contratou informantes e destacou seus melhores agentes para compor um grupo de fiscalização interna, que agia à paisana. “Por exemplo, um dos meus agentes registrava denúncia contra um oficial em uma delegacia, como se fosse um cidadão comum. Então, nós verificávamos se e como a investigação era levada adiante internamente”, revela. “A mesma estratégia para apontar criminosos era usada para flagrar policiais corruptos. Não há distinção entre eles.”

Bratton alerta que a corrupção intensifica o medo, intimida a população e mina a credibilidade da corporação, o que, por sua vez, reduz o apoio à polícia. “É um perigo para a sociedade que os policiais sejam vistos como incapazes e em quem não se deve confiar”, diz. O corrupto dificulta o trabalho dos oficiais honestos, que acabam se corrompendo ou deixam o serviço. Em Nova York, Bratton teve o apoio do legislativo para aumentar a punição contra corruptos. Policiais flagrados eram presos e desligados.

UNIR FORÇAS

Bratton defende unificar as polícias. “No Brasil, policiais militares e civis competem entre si, não confiam um no outro, não trabalham em parceria”, diz. “É disfuncional: os que investigam nunca combateram o crime na rua. Há um abismo social e de educação entre eles.”

Outro problema apontado por Bratton é o tamanho da força policial e baixos salários. Em Nova York, ele aumentou em 25% o número de policiais, para 35 mil ou um para cada 230 moradores. “E contamos sempre com o FBI, em pessoal e tecnologia para investigação. No Brasil, as polícias estaduais e a federal não atuam juntas”, diz.

FOCO EM ÁREAS OCUPADAS

Mesmo com policiais suficientes, Bratton admite que em metrópoles como São Paulo e Rio não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Nas áreas ocupadas por facções, ele começar com um projeto piloto. “Pegue uma pequena área dentro da mais violenta favela e desloque para lá seus melhores policiais, em número suficiente para garantirem a própria segurança. Aos poucos, se aproximam dos moradores e promovem mudanças na qualidade de vida. Assim, uma vizinhança por vez, vão expandido o seu espaço e ganhando a comunidade porque eles vêm melhorias onde a polícia está.”

Em Caracas, na Venezuela, onde foi consultor, Bratton selecionou uma área onde havia 40 assassinatos num fim de semana e mandou 50 policiais extra para fazer o patrulhamento em scooters. “Só isso, fez o crime cair 25%”, diz. “Em 40 anos de carreira, recebi muitos gestos de gratidão, mas em Caracas ganhei um beijo na testa de uma senhora que criara filhos e netos na favela. Ela repetia: gracias!”

Até seu crítico mais voraz, o economista Steven Levitt, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e autor de Freakonomics, admitiu ao The New York Times, em dezembro: se tivesse de apontar um chefe de polícia para a sua cidade, ele seria Bratton.

Nova York fechou 2009 com 5 homicídios por 100 mil habitantes. Los Angeles, com 3,8. Em SP, são 11,2 homicídios por 100 mil habitantes, ainda acima do nível considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde, de 10 assassinatos por 100 mil habitantes, apesar da queda nos últimos anos

O governador do Rio, Sérgio Cabral, reuniu-se com Bratton para negociar sua contratação como consultor em segurança para a Olimpíada de 2016. A capital carioca tem 34,2 homicídios por 100 mil habitantes. Apenas Copacabana e Laranjeiras, na zona sul, não têm níveis de violência epidêmicos

Em SP, a Polícia Civil utiliza o sistema Ômega, que permite pesquisar informações criminais em 12 bancos de dados. Mas a ferramenta não está integrada ao sistema de outras polícias do País. Nem a Polícia Federal ou a Agência Brasileira de
Informações (Abin) têm acesso aos
Dados

A unificação das polícias civis e militar é inconstitucional no Brasil. Em 2001, o então governador de São Paulo, Mário Covas, apresentou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição, mas a ideia foi engavetada graças ao lobby das polícias

Em SP, há 90 mil policiais civis e militares – um para cada 455 habitantes no Estado. A Secretaria de Segurança Pública não informa quantos estão na ativa. No Rio, os PMs não chegam a 40 mil. Os números incluem pessoal em funções administrativas

Em outubro, um helicóptero da PM foi abatido por traficantes no Morro dos Macacos, no Rio. “Crianças brincavam, jovens tocavam hip-hop e o chefe da polícia estava ali, comendo costelas assadas com eles”, disse ao The New York Times o tenente Fred Booker sobre a relação de Bratton nos guetos de Los Angeles.

Tribunal manda soltar policial 10

03.jan.2010 Redação
Tribunal manda soltar policial

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Foto : Arquivo

TROCO Membros da facção Criminosa PCC promoveram atentados na Delegacia de Suzano, em 2006

LAÉRCIO RIBEIRO

O investigador Augusto Pena passou as festas de final de ano em sua casa após ser liberado dia 22 da Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu o hábeas corpus com pedido de liminar impetrado pela defesa sob o argumento de que Pena encontra-se colaborando com as investigações do Ministério Público (Gaeco), em Guarulhos, que investiga extorsão cometida por policiais civis de Suzano, em 2006, contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O desembargador Pedro Gladiardi até destacou que o réu poderá possivelmente receber delação premiada.

O policial Pena no começo de 2009 foi transferido para Tremembé, em razão de estar sendo ameaçado de morte, segundo ele, por um delegado de classe especial, o seu ex-chefe na Região de Mogi, o qual depois o encontrou no Presídio da Polícia Civil.

Disse que em janeiro de 2009 recebeu a visita deste delegado, que está afastado e realizando serviços burocráticos. A autoridade então o aconselhou a não fazer a delação premiada, pois dizia ser influente e sabia das entradas e saídas de Pena da cadeia, em São Paulo.

O suposto delegado, de acordo com o investigador, ainda sugeriu quanto Pena queria ganhar para ficar calado.

Um escrivão também, dias depois, voltou ao PPC, onde esteve preso, para ofertar doces a Pena, talvez, envenenados, como acreditou o policial, que foi transferido a seu pedido para a penitenciária.

É atribuído a Pena participação no achaque ao PCC, conforme ele admitiu na ocasião na Corregedoria, acusando ele, três delegados e outros policiais. O crime teria sido cometido por uma equipe, que trabalhava então na gestão administrativa do delegado seccional Carlos José Ramos da Silva. O gerente do tráfico de drogas na Região de Mogi foi preso, exigiram dinheiro para libertá-lo, a facção pagou o valor estimado de R$ 250 mil, mas o bandido foi mantido na cadeia.

O fato gerou revolta no PCC, que promoveu atentados, disparando vários tiros na fachada da Delegacia de Suzano. Num dos atos, na noite de 7 de abril de 2006, foram mortos quatro membros da facção. No dia seguinte, o PCC matou dois carcereiros e um amigo deles no Miguel Badra.

O investigador Pena ainda foi o responsável por denúncias de esquemas da máfia dos caça-níqueis, em São Paulo, o suposto mensalão da polícia, que de acordo com ele, cobrava para que inquéritos e procedimentos administrativos de policiais não fossem adiante, além da venda de cargos importantes na Policia Civil.

CORRUPÇÃO NO JUDICIÁ RIO 5

Subject: CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO
Date: Sun, 3 Jan 2010 20:06:09 +0000

Boa noite, delegado Roberto,

Para seu conhecimento e deliberação,

Saudações

O Judiciário e a corrupção, por Joaquim Barbosa


O ministro Joaquim Barbosa, do STF, se revela descrente da política e deixa clara sua dificuldade para escolher bons candidatos quando votar nas eleições de 2010.
Além disso, é um crítico feroz da Justiça: “O Judiciário tem parcela grande de responsabilidade pelo aumento da corrupção em nosso país”, disse, em entrevista a Carolina Brígido, publicada na edição deste domingo do GLOBO.
– O Judiciário teria de ser reinventado – afirmou.
Joaquim Barbosa, há dois anos, ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula.
Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro.
Nesta entrevista, o ministro não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
O senhor é descrente da política?
Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada. As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se se refere?
Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário. A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Leia mais em O Globo

EM 2009 CONQUISTAMOS A ADPESP, EM 2010 CONQUISTAREMOS O SINDPESP…A DELEGADA JOANA D’ARC DE OLIVEIRA DESPONTA COMO A PREFERIDA DA CLASSE PARA DIRIGIR O SINDICATO…JOANA 2010! 8

De fato, a  doutora Joana D’arc  possui o perfil necessário para comandar a nossa luta através do Sindpesp.

Lembro que era a preferida ,  em virtude da rara  combatividade e aguda inteligência, para a candidatura como presidente da ADPESP.

Contudo, em razão de problemas de saúde já superados, abdicou da disputa democrática dentro do grupo DELPOL-PC, em prol da candidatura encabeçada pela doutora MARILDA.

Marilda venceu; agora será a vez de outra mulher vencer.

JOANA 2010!

INVESTIGADOR DA CORREGEDORIA AUXILIAR DO DEINTER-6, QUE SE APRESENTA COMO AFILHADO DO DEPUTADO BETO MANSUR E DO VEREADOR JOSÉ LASCANE, QUER “PASTAR” NO ÓRGÃO DE SANTOS 45

O recém-empossado INVESTIGADOR CHEFE DA CORREGEDORIA AUXILIAR DO DEINTER-6, carinhosamente conhecido como Ralfo “Cavalgando”, diga-se, um pervertido até a medula, que noutras épocas era dado, no exercício do cargo e empregando veículos oficiais, ao assédio sexual de prostitutas e mulheres de presos; pelo que foi investigado por atentado violento ao pudor, pretende transformar a CORREGEDORIA AUXILIAR num verdadeiro pasto, sujando ainda mais a nossa Instituiçao ; levando para o brejo os bons delegados que lá estão.

Senhor RALFO CAVALCANTI, aviso de Ano Novo, a continuar com os contatos já iniciados para “ESCALAÇÃO DE OUTROS DELEGADOS PARA A “SUA COLETORIA”, o subscritor , tenha absoluta certeza, cuidará para que Vossa Senhoria dê com os “burros n’água”.

A sua vaca é que vai pro brejo!

O seu “suposto padrinho”, o Excelentíssimo Deputado Federal BETO MANSUR – nosso conterrâneo – já está sabendo sobre as escusas pretensões, ou seja: USAR A CORREGEDORIA AUXLIAR DO DEINTER-6 COMO INSTRUMENTO DE EXTORSÃO

Soube e não gostou do que ouviu; afirmando que o senhor, há  muitos anos, pelo simples fato de ter feito bico como “segurança” em empresa  da família do deputado, além de “ser muito confiado e pegajoso” , alardeia amizade e apadrinhamento inexistentes.

Intentos sujos os seus; dependentes de que do órgão sejam retirados os Delegados que lá atuam, pois as honestas autoridades são obstáculos aos nefastos propósitos.

E não faça com eles aquilo que fez comigo em setembro de 2005, lembra?

Tomar dinheiro de bicheiro, empregando o nome “da nova administração”, ou seja, naquela oportunidade, em nome do “doutor Conde Guerra”.

Certamente, a fazer valer o carinhoso trocadilho, “CAVALGANDO”,  irá PASTAR …

E muito!

____________________________________

Há  tempos avisamos que o Sr. Ralfo fazia gestões para assumir a chefia da Corregedoria auxiliar de Santos; foi com tal objetivo que tentou uma cadeira de vereador em Santos, ou seja, aproximou-se da política, filiando-se ao Partido Progressista, para fingir esforços em prol de coligação  TUCANO-MALUFISTA e, posteriormente, cobrar indicação para cargo de confiança na Polícia Civil. 

Dito e feito: https://flitparalisante.wordpress.com/2008/08/26/o-candidato-a-investigador-chefe-da-corregedoria-auxiliar-6/

Indignidade e incompetência!

RALFO CAVALCANTI 11000 PP PSDB – PP 489 0,20

http://sat.wsoma.com/eleicoes2008/lista_vereador.asp?tipo=ver&idregiao_ver=2&idCidade_ver=11

DELEGADOS NOTÍCIAS – ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA 1

O PRESIDENTE DA ADPESP, SÉRGIO ROQUE MARCOU UMA ASSEMBLÉIA ORDINÁRIA PARA O ÚLTIMO DIA DO ANO, AS 10;00 HS., TALVEZ, COM A CLARA INTENÇÃO DE QUE NINGUÉM COMPARECESSE, PARA APROVAÇÃO DE CONTAS E VOTAÇÃO DA PEVISÃO ORÇAMENTÁRIA..
LAMENTAVELMENTE, ATÉ O PRESIDENTE SERGIO ROQUE NÃO COMPARECEU, BEM COMO DIRETORES EXECUTIVOS, CONSELHEIROS FISCAIS E ATÉ O CONTADOR, EM UMA DESMORALIZAÇÃO TOTAL JÁ QUE TRATAVA-SE DE REUNIÃO PARA APROVAÇÃO DE CONTAS.
OITO ASSOCIADOS COMPARECERAM E OS TRABLAHOS FORAM PRESIDIDOS PELO 1º VICE PRESIDENTE, DR. CAMILO LELILS, QUE NOMEOU COMO SECRETÁRIO O DR. ANDRÉ DAHMER.
CONSTOU EM ATA O REPÚDIO PELA DATA DA ASSEMBLÉIA BEM COMO PELA AUSÊNCIA DOS DIRETORES E CONSELHEIROS, BEM COMO QUE A PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA SERÁ FEITA EM 60 DIAS PELA NOVA DIRETORIA.
UM DOS ÍTENS DA APROVAÇÃO DE CONTAS, QUE DIZ RESPEITO A GASTO COM PESSOAL, FOI REJEITADO.
POR FIM, FICOU REGISTRADO O PROTESTO PELO FATO DO PRESIDENTE SERGIO ROQUE NÃO TER CONVOCADO NENHUMA REUNIÃO DE DIRETORIA DURANTE TODO O ANO DE 2009.
O SECRETÁRIO ANDRÉ DAHMER FALOU QUE A SITUAÇÃO DA ADPESP É PREOCUPANTE E PRÉ-FALIMENTAR ?
ORA, ELE NÃO É DA DIRETORIA DA ADPESP ?

ADPESP – DO ESTADO PRÉ-FALIMENTAR DA ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS E A CAMPANHA DOS CANDIDATOS DERROTADOS 2

Comentando:

O candidato derrotado ANDRÉ DAHMER, “sui generis” diretor de assuntos institucionais, durante a sua campanha pleiteando a presidência da Adpesp, jamais tocou no assunto “saúde financeira” da Associação dos Delegados.
Intimamente ligado à diretoria executiva, especialmente ao doutor Sérgio Roque e ao doutor Gama, certamente, há tempos, sabia dessa “situação pré-falimentar”.
Mas como ajudou na construção da pré-falência – empregando telefone da entidade, inclusive – ficou quietinho…
Bem quietinho!
Graças, uma vez mais, pela vitória da NOVA ADPESP.
Verdadeiramente: DEVERÁ SER RECONSTRUÍDA DOS ESCOMBROS.

CONVERSA DO DIRETOR DO DEMACRO ( DE BOSTA ) COM SECCIONAL ( DE MOGI ) DE MERDA: “se a gente trocou bosta por merda”… 5

Sayão liga para Cazé no celular dele. A conversa começa com a secretária Renata pedindo para Cazé atender o chefe. O diálogo que se segue é o seguinte:

Chegou notícia não confirmada que a PRF parou uma pessoa indo para o Sul com um lote de cnhs emitidas por Ferraz. Cazé diz que acha estranho e o chefe responde aos 1min42s da gravação:

S: Se a gente trocou bosta por merda…( referindo-se aos Delegados de Trânsito de Ferras de Vasconcelos )

C: A gente colocou um cara bom lá

S: eu pus quem você indicou

Sayão cobra providências, mas no final da gravação aos 5min55s, ele faz um pedido intrigante ao subordinado:

S: Me checa este negócio com o interessado

C: vou checar já e ver o que está acontecendo

S: E se positivar e se for do velho ainda, puta absurdo (delegado Fernando José Gomes) .

Se for do novo( Juarez  Pereira Santos ) , acabou de ser degolado

SAIAM COM O SAYÃO…MAS SEM TROCAR BOSTA POR MERDA! DE FATO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE DEGOLA SEUS COMPARSAS SUBALTERNOS 4

Sayão liga para Cazé no celular dele. A conversa começa com a secretária Renata pedindo para Cazé atender o chefe. O diálogo que se segue é o seguinte:

Chegou notícia não confirmada que a PRF parou uma pessoa indo para o Sul com um lote de cnhs emitidas por Ferraz. Cazé diz que acha estranho e o chefe responde aos 1min42s da gravação:

S: Se a gente trocou bosta por merda…

C: A gente colocou um cara bom lá

S: eu pus quem você indicou

Sayão cobra providências, mas no final da gravação aos 5min55s, ele faz um pedido intrigante ao subordinado:

S: Me checa este negócio com o interessado

C: vou checar já e ver o que está acontecendo

S: E se positivar e se for do velho ainda, puta absurdo. Se for do novo, acabou de ser degolado

Nota do Blog: (quem seria o interessado? E se não havia nada confirmado, como Cazé iria checar a informação imediatamente? Com quem será que ele falou?)

O outro assunto tratado na conversa é a recepção ao delegado-geral de Minas Gerais. Sayão Pede para que Cazé mande uma viatura descaracterizada buscar o visitante e levá-lo até um hotel no centro de sp. Aos 5min09s:

S: É só para fazer o receptivo. Colocar viatura descaracterizada, levá-lo para o hotel. Depois, se o cara quiser fazer um passeio…Porque isso aí, o delegado-geral tinha avisado (Nota do Blog: na época era o Maurício Lemos Freire). Se o delegado-geral do Rio Grande do Norte que eu vou receber se ele quiser sair à noite eu vou ter que levar ele. Se ele quiser sabe…vou ter que levar ele…

C: É o que eu vou fazer com ele assim.

S: Então manda um delegado gente boa para receber esse mineirinho aí, já manda levar um pacote de pão de queijo para ele não sentir falta.

c: Tá bom chefe

O Blog apurou que o pedido era para fazer serviço de receptivo para um dos delegados que veio participar da cerimônia de comemoração dos 200 anos da Polícia Civil ocorrido em 26 de abril de 2008.  Na cerimônia, os chefes de polícia de todo país se encontraram em São Paulo para participarem de seminários e eventos. O delegado geral da Polícia Civil e presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, Mauricio José Lemos Freire, os recepcionou no salão do hotel Braston, região central da capital. Veja o link abaixo.

Corregedoria vazou informações para o grupo 

Os arquivos que estão no processo revelam ainda que a Corregedoria da Polícia Civil pode ter vazado informações de outra investigação que envolvia policiais da seccional de Mogi das Cruzes, responsável pela delegacia de Ferraz de Vasconcelos. Dois dias depois da ligação do chefe do Demacro para o seccional, o delegado-adjunto do departamento na época, Antonio Carlos Bueno Torres, ligou para Cazé. Agora o assunto era outro, a investigação de policiais do Garra de Mogi das Cruzes que estava sendo feita pelo Ministério Público:

Alvo: Casé Telefone: (11) 9987-xxxx

Data: 24/04/2008 Hora: 17:41:46

Duração: 00:03:52 Registro: 2008042417414655

Ligação para: Dr. Torres Telefone: (11)3815-xxxx

A conversa começa novamente com a secretária Renata informando Cazé de que o dr. Torres precisava falar urgente com ele. Um misterioso e cifrado diálogo começa aos 1min02s:

T: Tem alguma coisa andando aí?

C: Não

T: Nada?

C: Não, nada. Nossa, como está buchicho na minha área ou é em todas áreas?

T: Não. Está centralizado aí. Tem uma informação que está vindo aí do Perretti (Nota do Blog: o delegado Eduardo Peretti Guimarães, ex-chefe do Garra de Mogi, denunciado pelo MP por suposto esquema de extorsão a donos de desmanches, caça-níqueis e prostíbulos) que você tenha conhecimento?

C:Nao. É que vive correndo boato coitado. Ele nem dorme, que falam que vai sair a prisão dele.

T: E que chegou aqui e tá chegando da Corregedoria (Nota do Blog: será que a corregedoria vazou uma investigação em andamento para o chefe do investigado?)

Aos 1min40s, Torres interrompe a conversa. A escuta captou a conversa com Sayão, que estava na sala. Ao fundo ouve-se a voz de Sayão dizendo o seguinte:

S: Fala para o Cazé que ofertaram a denúncia, o Gaeco de Guarulhos, na Segunda Vara de Suzano. Pedindo prazo inclusive para que apresente a defesa prévia. E parece que saiu mandado de prisão.

Então, Torres retoma a conversa com Cazé:

T: A denúncia foi recebida. Hoje parece que foi último dia. Não sei quem está movimentando isto daí não.

C: O prazo para defesa era até quarta-feira que eles tinham. Certamente o juiz vai aceitar a denúncia.

T: O juiz recebeu a denúncia hoje.

C: Mas não cabe preventiva ali em hipótese alguma, né? O advogado dele está acompanhando.

T: Tá acompanhando mesmo? Porque a informação bateu lá no Gabinete e tão checando lá na Corregedoria e a Corregedoria está dando um toque para nós. (Grifo do Blog)

C:Aqui não tô sabendo de nada não. Não acredito. O juiz não ia entrar nessa, né?

T: Tá bom. Se tiver alguma novidade a gente volta a falar.

C: Você sabe se o chefe viu aquele negócio que o Roque ia ver para ele? (Nota do Blog: quem será o Roque a que Cazé se referiu no diálogo? seria o então presidente da Associação dos Delegados Sérgio Roque, o então delegado seccional de Guarulhos João Roque Américo ou uma outra pessoa? )

T: Não sei.

Deja vù

Pelos diálogos acima, há indicações de que houve vazamento de informações sobre investigações sigilosas feitas pelo Ministério Público e depois comunicadas para a Secretaria da Segurança Pública e para a Corregedoria. A denúncia foi feita no final de abril de 2008 e aceita pela Justiça. Cazé deixou o cargo, que ocupou por mais de uma década, um mês após a conversa com os chefes e 10 dias antes da operação Carta Branca que desmontou o esquema da fraude na emissão de carteiras de motorista na Ciretran de Ferraz de Vasconcelos.

Na semana passada, subordinados da dupla Sayão-Torres deixaram a Polícia de maneira nada honrosa: o ex-presidente da Associação dos Delegados André Di Rissio, preso pela Polícia Federal em 2007, foi demitido a bem do serviço público. Wilson Roberto Ordones preso na mesma investigação, aposentou-se. O Blog noticiou a saída de Di Rissio publicada no Diário Oficial.

Veja mais informações nos links abaixo:

http://blogdoimbroglione.wordpress.com/2009/12/30/mafia-da-cnh-conselho-da-policia-pede-demissao-do-andar-de-baixo-andar-de-cima-nao-foi-investigado/