PLACAS DO DETRAN, CFC FERRARI, RUBENS LARA E ROGER FERREIRA…REMINISCÊNCIAS DE UM EX-DELEGADO DE POLÍCIA DE TRÂNSITO DURANTE O GOVERNO GERALDO ALCKMIN 6

No meado de 2003, quando ocupávamos o cargo de Delegado de Trânsito na CIRETRAN de Cubatão, por dever de ofício, instauramos diversos procedimentos em desfavor dos responsáveis pela AUTO-ESCOLA FERRARI, estabelecida naquela cidade.

Os proprietários, os irmãos CIDÃO e VADINHO, continuadamente praticaram inúmeras irregularidades  e crimes contra a Administração Pública.

Patrocinaram, como retaliação,  intensa campanha difamatória; por meio de um pequeno jornal local, inclusive.

Depois, em comitiva formada por amigos e políticos, compareceram ao gabinete do falecido João Jorge Guerra Cortez, então Seccional de Santos.

Pelo que, de pronto, fomos convocados para explicações;  presenciadas pelo Dr. Quelhas, seu assistente e conhecedor da legislação.

Ao termino de detalhada demonstração dos fatos que desencadearam “a injusta perseguição aos donos do CFC Ferrari; cujo proprietário Cidão, dentro daquela sala teria “aos prantos alegado que pensava em se matar por nossa culpa”, o Seccional, laconicamente: “dá um tempo lá no 2º DP, depois da coisa esfriar você volta”!

Respondemos: SE O MOTIVO FOR A “FERRARI” O SENHOR QUE ME RETIRE DA CIRETRAN!

Ele não gostou, mas também não nos retirou…

O CFC impetrou mandado de segurança, em razão do bloqueio do funcionamento da auto-escola… E PERDEU! 

Trouxeram o Dr. PANTALEÃO –  ex-divisionário do DETRAN – objetivando fossem ,  juntamente com o Delegado aposentado e atualmente advogado,  recebidos  e ouvidos. O doutor PANTALEÃO  –  infelizmente obrigado a abaixar-se pela espécie da “cancela de cavalo” formada pela divisão da porta em duas folhas, pois a folha de cima estava com fechadura quebrada – pode entrar. Os dois não, pois legalmente não eram diretores do estabelecimento, ou seja, não estavam habilitados para representar o CPF na repartição de trânsito.

Ouvimos os argumentos do digno doutor PANTALEÃO, mas informamos que não poderíamos proceder ao desbloqueio sem que fossem cumpridas as exigências legais, ou seja, saneamento de irregularidades continuadamente despercebidas noutras gestões.

Lavraram um  B.O.  –  subscrito pelo doutor ARMANDO LIRA –  relatando que também DEIXEI DE RECEBER A ESPOSA , na qualidade de sócia, COM INSULTOS E GRITOS presenciados por uma filha pré-adolescente.  De fato não a recebi formalmente, mas depois de ouvir verborragia da mulher, chamei-a de canto para dizer-lhe algumas “verdades” ( sem insulto,berros e sem a presença da menina ).

COMO É QUE O GOVERNADOR ALCKMIN  FICAVA  SABENDO DE COISA MIÚDA E NÃO FICAVA SABENDO DE FRAUDES GRAÚDAS, GOSTARIA DE ENTENDER?  

Os “empresários”, por meio do saudoso RUBENS LARA, encomendaram um lamuriento e  mentiroso pedido de providências sob o fundamento de que o Delegado estava atentando contra a livre iniciativa, causando prejuízo econômico ao CFC, ao Município de Cubatão e ao Estado.

SEM DEMORA

Dias depois de o protocolado ser levado ao Gabinete da Casa Civil,  PRESTAVAMOS CONTA AO ILMO DOUTOR “ROGER” , da assistência do Palácio dos Bandeirantes.

Obviamente, tendo em mãos os telefones da sede do governo , não perguntamos acerca da qualidade funcional do Dr. Roger.

Expliquei verbal e expressamente. O Dr. Roger –  gentilmente – deu retorno; informando-nos de não se constatar nenhuma das irregularidades apontadas pelos interessados, ou seja, perseguição de cunho pessoal…

Recordo-me de algumas das palavras do Dr.ROGER, em linhas gerais,  o governador adota uma política de fortalecimento ao micro e pequeno empresariado… Assim ele pessoalmente verifica tais denúncias , cobrando com urgência informações e providências, pois também se preocupa em preservar a boa imagem das autoridades. “PODE FICAR TRANQUILO”!

Fiquei tranquilo, aguardando merecidas férias marcadas a partir do dia 16 de setembro.

Um dia antes, por volta das 18h00, recebemos telefonema do Ilustre João Jorge Guerra Cortez: “xará” você não foi falar com o homem ( Dr. Corazza), né?

É o seguinte…você vai sair de férias, mas não volta…O EDY ASSUMIRÁ A PARTIR DE SEGUNDA! 

Depois das tuas férias a gente vê!

Cortez muito cortez, mas não no significado de cortesia, delicadeza no tratar os colegas…

O falecido era tão cortês quanto o explorador “CORTEZ THE KILLER” ( o assassino espanhol  ).

Do Dr. ROGER  –  anos depois  –  soube que se tratava de Roger Ferreira, ex-assessor de comunicação do ex-governador de São Paulo, investigado por participar de alegado esquema de uso político de verbas de propaganda da Nossa Caixa, vinculada ao governo paulista.

Valendo dizer: DELEGADO DE POLÍCIA é obrigado a dar explicação para qualquer ocupante de cargo de confiança.

Enfim: GERALDO SABIA OU NÃO SABIA DA DENÚNCIA FEITA VERBAL E EXPRESSAMENTE NO CASO DA LICITAÇÃO DO DETRAN?

Sabia! Mas dizem que ele passeava de helicóptero com o dono da CASA VERRE. 

Dias antes de deixarmos a CIRETRAN( setembro de 2003 ), ocorreram mudanças das empresas de placas. Um emplacador –  “vagabundo e apadrinhado” –  foi designado para substituir aquele que há anos estava em Cubatão.

Tentamos impedir a demissão do bom funcionário e ouvimos de um dos assistentes da Divisão do Interior: “Guerrinha deixa quieto…O governador passeia de helicóptero com o dono de todas essas empresas de placas!”

É MENTIRA, TERTA?

PARA GOVERNADOR: Aloysio Nunes Ferreira Filho 2

Alckmin foi avisado em 2006 de suspeita de fraude no Detran

Ex-governador recebeu documentos que apontavam conluio para favorecer empresa fantasma em pregão

André Mascarenhas, do estadao.com.br

 

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SÃO PAULO – O ex-governador Geraldo Alckmin e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública do governo de São Paulo foram alertados, em janeiro de 2006, de fortes indícios de manipulação em um pregão que garantiu o controle de todo o serviço de emplacamento de veículos no interior do Estado a uma única empresa, a Cordeiro Lopes, suspeita de ser uma firma fantasma. A denúncia foi protocolada no Palácio do Governo por um perito contábil que participou do pregão, que afirma também ter alertado pessoalmente o então governador. A Cordeiro Lopes é hoje, quatro anos após Alckmin ter sido avisado das suspeitas, alvo de investigação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que analisa a quebra do contrato. 

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Contratado para fazer um estudo de custos para uma das empresas que participou do pregão, o perito Diógenes Gonzaga de Moraes reuniu uma série de documentos e informações que, em linhas gerais, apontavam para a formação de conluio entre as empresas Cordeiro Lopes, Maxi Placas, Nortear e Casa Verre, com o objetivo de garantir a vitória da Cordeiro – o que só foi possível, ainda segundo a denúncia, pela oferta de preços inexequíveis pela vencedora. A documentação apresentada pela empresa ao Detran à época do pregão mostra ainda que a Cordeiro Lopes, antes de se aventurar no concorrido setor automotivo paulista, era uma microempresa de consertos de fogões, com capital social de R$ 5 mil, cuja matriz era uma sala localizada em São José, cidade da periferia de Florianópolis.

“Tudo estava na denúncia”, diz Moraes que, antes de alertar o então governador, teria apresentado as suspeitas ao pregoeiro no dia da licitação, respeitando as regras do certame.

A desconfiança começou ali mesmo, no momento em que começaria o pregão. “Nós tínhamos olhado a documentação da Cordeiro. Vimos que era uma microempresa, com capital social ínfimo, sem provas de estrutura de empregados. O edital dizia que indícios de irregularidade documental deveriam ser apresentados à mesa, para a desqualificação da empresa suspeita. Mas quando tentamos nos pronunciar, o delegado falou ‘olha, estamos em cima da hora, se começarmos a fazer isso agora, vai atrapalhar muito. Vamos começar o pregão e, ao final, a gente ouve as reclamações'”, descreve o perito.

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Com início marcado para as 9 horas, o processo só terminou à meia-noite. Moraes seguiu a recomendação do delegado e tentou novamente apresentar a denúncia – o que foi descartado, devido ao avançado da hora. A recomendação passou a ser de que as empresas apresentassem suas alegações em três dias úteis. “Ali já houve um vício”, lamenta o perito, que desconfiou da postura do pregoeiro e decidiu procurar o governo.

A partir daí, não apenas a empresa representada por Moraes, mas praticamente todas as derrotadas entraram com recursos contra o resultado do pregão. Apesar das afirmações de que os valores ofertados pela Cordeiro Lopes seriam inexequíveis, o Detran manteve o resultado da licitação.

Nove dias após o pregão, Moraes encontrou-se com Geraldo Alckmin no Palácio do Governo, onde sustenta ter participado de uma audiência rápida com o então governador, em uma sala ao lado do Salão Nobre, que estava em reforma. Nela, teria exposto rapidamente as suspeitas de que a Cordeiro Lopes e outras três empresas agiram em conluio, demonstrado que os valores que resultaram na vitória da empresa eram inexequíveis e apresentado a documentação que comprovaria se tratar de uma empresa sem estrutura para se manter no negócio. Mas foi enfático ao descrever a omissão do pregoeiro quando confrontado com as denúncias.

Segundo o perito, Alckmin teria se comprometido a apurar as denúncias. Um assessor do ex-governador recomendou que ele protocolasse a documentação num guichê ao lado do salão nobre do Palácio.

Procedimento padrão

Contatada pela reportagem do estadao.com.br no último dia 15, a assessoria de Alckmin, que atualmente é secretário de Desenvolvimento do governo de São Paulo, deu versões conflitantes sobre o caso. Inicialmente, em conversa preliminar, alegou ser improvável que o ex-governador tenha sido informado pessoalmente das denúncias, uma vez que em situações como essa ele deveria “receber pessoalmente a documentação”. Num segundo contato, no dia 18, garantiu faltar uma autenticação mecânica no ofício protocolado por Moraes. O carimbo que consta no documento é da Casa Civil, e está datado de 13 de janeiro de 2006.

Informada de que a reportagem seria publicada, a assessoria de Alckmin apresentou outra versão, e disse que a providência tomada foi “o procedimento padrão”, que consistiria em encaminhar a denúncia à Secretaria de Segurança Pública (SSP) que, por sua vez, deveria notificar a Corregedoria da Polícia Civil. A assessoria afirmou ainda que o “governador não tem como investigar pessoalmente todas as denúncias”, e informou que ele não daria entrevista para esclarecer o assunto.

“Ele disse que iria tomar as providências cabíveis e apurar. E garantiu que eu seria avisado do andamento”, lembra Moraes. “Nunca tive nenhum retorno, seja do governador, seja da Secretaria de Segurança Pública, seja da Corregedoria. É como se a denúncia não existisse.”

Contatada, a SSP “informa que, oficialmente, não recebeu nenhuma denúncia referente ao contrato licitatório à época da assinatura”, mas diz “que a apuração sobre possíveis irregularidades administrativas foi iniciada pela Corregedoria do próprio Detran, em 2006.”

No mesmo dia em que esteve com Alckmin, Moraes repetiu o procedimento por duas outras vezes, nos gabinetes do então secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e de seu sub à época, Marcelo Martins de Oliviera. Ele ressalta, entretanto, não ter sido recebido por ambos. “No mínimo, (a denúncia) deveria ter sido mandada para o Tribunal de Contas”, desabafa.

Mais uma vez, a atual gestão da SSP nega responsabilidade sobre o caso. Com relação às denúncias feitas diretamente ao órgão, afirma que, em 2006, a gestão era outra e que, por isso, não é possível responder por que nenhuma providência foi tomada à época. O órgão do governo estadual destaca, entretanto, que “atualmente, a Corregedoria Geral da Polícia Civil apura as denúncias de irregularidades referentes ao contrato assinado durante a antiga gestão, em inquérito policial instaurado no ano passado. As investigações continuam e outros detalhes não serão divulgados neste momento”.

Modus Operandi

Os indícios de que houve uma articulação entre quatro das empresas que participaram do pregão estão num dos documentos protocolados no Palácio. No laudo, o perito relata a existência de parentesco entre os proprietários da Casa Verre e da Maxi Placas, além de utilização do mesmo nome fantasia pela Casa Verre e a própria Cordeiro Lopes.

Mas mais do que a existência dessas relações, o que parece confirmar a atuação em bloco para garantir a vitória da Cordeiro Lopes foi a maneira como essas empresas, com a ajuda de uma quarta, a Nortear, aturam durante o pregão. Em nove dos dez lotes do certame, Cordeiro Lopes, Maxi Placas e Nortear apresentaram ofertas idênticas, com valores muito abaixo do considerado exequível pelo mercado. Sempre na segunda rodada de cada lote, as últimas desistiam da disputa em favor da Cordeiro Lopes.

Esse modus operandi é minuciosamente descrito pelo advogado empresarial Luiz Marcelo Breda Pereira, que entrou com ações em favor de algumas das empresas derrotadas. Ele dá o caminho que explica como um negócio baseado em preços considerados inexeqüíveis tornou-se uma verdadeira mina de ouro. Além do superfaturamento de até 200% na medição dos serviços contratados, como revelado pelo Estado em novembro, a Cordeiro Lopes valia-se da venda de placas especiais, várias vezes mais caras do que o valor ofertado no pregão, para garantir a lucratividade na operação. Segundo reportagem de dezembro, o esquema contaria com a falta de informação do consumidor, que quase sempre não sabe ter direito a uma placa comum, sem custo extra, no momento em que paga o emplacamento.

Como o pagamento pelo Estado pelas placas comuns, no valor estabelecido pela licitação, é obrigatório, a Cordeiro Lopes ganhava duas vezes: com a venda forçada da placa especial e com o superfaturamento no número de carros emplacados.

“Isso comprova tudo o que dissemos à época do pregão. O preço que foi aplicado não remunera o serviço, por isso que dizemos que o preço da placa é inexequível”, diz Breda, para quem o Estado também acaba lucrando com a operação, já que o valor da taxa de lacração está em cerca de R$ 90, muito acima dos cerca de R$ 2,50 pagos por cada placa comum instalada. “Como o preço pago pela placa comum é muito baixo, o Estado fatura com a diferença.”

Denúncia documentada

Ofício protocolado no Palácio do Governo, confirmando a entrega dos documentos…( site do Estadão )

  

  

 

…Que trazem indícios de conluio e prática de preços inexequíveis pela vencedora de pregão ( site do Estadão

 

O mal de muitas pessoas e falar que tudo de ruim que aconteceu no “brasil”(sic) foi culpa dos militares…VERDADE, SÃO CULPADOS APENAS POR 90% DA NOSSA TRISTE HISTÓRIA! Tanto que seus defensores escrevem “brasil”! 3

Tem muita gente escrevendo daquilo que não sabe ou seja, é mais um teleguiado, que acredita em tudo que lê, mas que não sabe de nada. Teve um até que falou de Itaipu, como se isso fosse um mal (tenho a imprensão que, o mesmo ainda vive sob a luz de velas) e não sabe de onde vem a energia elétrica.

Quanto a continência, é simplesmente uma saudação para dizer bom dia, sem falar nada, somente isso.

O mal de muitas pessoas é falar que tudo de ruim que aconteceu no brasil foi culpa dos militares, mas se isso fosse verdade o brasil seria o melhor pais de mundo.

Hoje, a China, já se pode considerar a maior economia do mundo e também o pais que mais cresce, ai faço uma pergunta?

Qual o regime da China?

É isso aí.

Acho que a nação brasileira deve e muito, aos militares que, cumprindo ordem, defenderam e defendem a nação com o sacrificio da própria vida, coisa que muitos dos que se dizem patriotas, nunca fizeram nada pela nação e nunca irão fazer, pois tudo que sabem fazer é criticar, somente isso e mais nada.

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Qual o regime da China?

É uma ditadura militar: animalesca!

Qual o regime de Cuba?

Uma ditadura militar: bestial!

O “militares”  fabricam guerras; quando estão a um passo da derrota pedem socorro para voluntários. Os civis convocados,  heróica e patrioticamente,   SEMPRE FORAM OS SALVADORES DE TODAS AS PÁTRIAS

Aqueles militares de academia nunca defenderam a soberania do “brasil” ( conforme a  grafia do defensor dos construtores da binacional Itaipu ), defenderam e defenderão, enquanto mortos-vivos,  a soberania da Farda. 

Ah, soberania da Farda engalanada!

À República Confederativa das Forças Armadas do brasil, investida do Poder Constituinte legitimado pela superioridade de armas, viva!

Ao dia 9 de abril de 1964, viva!

Aos seus Comandantes-em-Chefe ( engalanados e engabeladores ), viva!

Mas, durante o regime dos engalanados,  havia uma pequena porção de alegria:

Como a cantada pela dupla Dom e Ravel na música “Brasil eu te amo”:

“As praias do Brasil ensolaradas,
O chão onde o país se elevou,
A mão de Deus abençoou,
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor.
O céu do meu Brasil tem mais estrelas.
O sol do meu país, mais esplendor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil.
As tardes do Brasil são mais douradas.
Mulatas brotam cheias de calor.
A mão de Deus abençoou,
Eu vou ficar aqui, porque existe amor.
No carnaval, os gringos querem vê-las,
No colossal desfile multicor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Adoro meu Brasil de madrugada,
Nas horas que estou com meu amor.
A mão de Deus abençoou,
A minha amada vai comigo aonde eu for.
As noites do Brasil tem mais beleza.
A hora chora de tristeza e dor,
Porque a natureza sopra
E ela vai-se embora, enquanto eu planto amor.”

Pode até ter sido composta sob encomenda (  EU DUVIDO ) ,  mas com UM RECADO MUITO CLARO,  embora despercebido ou deturpado pela velhacaria da época:

NINGUÉM SEGURA A JUVENTUDE DO BRASIL…

E não seguraram…

Os adolescentes e meninos de então, agora comandam as Forças Armadas COM BRILHANTISMO E COMPROMETIMENTO SOCIAL…Apesar de certo Ministro metido a Generalíssimo.

Nunca ouvi Oficiais, entre 45 a 50 anos, CUSPINDO MERDA! 

subscrevendo meu comentário no flit, confirmando envio! 1

Date: Thu, 21 Jan 2010 15:59:34 -0200
Subject: subscrevendo meu comentário no flit, confirmando envio!
From: victormbatis
To: dipol@flitparalisante.com

Amiga Andréia, você sempre foi guerreira e um doce de pessoa, continue lutando e iluminando onde passa com sua luz e magnetismo.

Por mais injusto que pareça, nem o direito de sofrer há, pois você é uma grande mãe e tem o anjinho para acolher!

A dor da perda é inarrável, imensurável, insuperável…

Amiga, que vocês possam encontrar Luz e Paz, dentro da eterna sofreguidão da perda!

Seja forte e conte com o astral maior tendo a certeza de que o Alê estará em um bom lugar olhando e amparando vocês.

Tente emanar energia positiva, pois onde quer que ele esteja, quererá ver vocês bem. (dentro do possível!)

Com sua licença, gostaria de postar uma consideração sobre a imperdoável ocorrência.

Primeiramente gostaria de PARABENIZAR os colegas que atuaram no caso do Alê, que combateram a inércia, a covardia institucional e o silêncio sepulcral do conformismo e descaso com a verdade real!  

Vocês foram IRMÃOS e POLICIAIS!

O que falta nesta polícia falida e covarde, é o que há muito se via, cumplicidade funcional!

Antes nossa classe policial figurava como IRMÃOS, havia unicidade e corporativismo em prol da classe policial.

Hoje, mal colega podemos ser …

Vai precisar de apoio por volta das 18/19hs …

Ainda mais se for nos rincões …

Ou os colegas estarão preocupados em irem logo para os bicos ou para a faculdade e que se exploda o operacional infante que arrumou qru, quer seja por fatalidade ou por operacionalidade! Quem tem sangue de polícia não consegue deixar quieta uma ocorrência!

Quantos já não tomaram reprimenda ou esculacho por apresentarem ocorrência em horários avançados ou em desinteresse da autoridade competente?

Más carregamos um grande fardo, todos nós, e muitos se esquecem que não basta ser operacional e nem tampouco policial atuante para arrumar qru!

Temos que nos apoiar mutuamente e ceifar as asinhas dos cochinhas que não cansam de dar rasentes sobre nós…

Tenho orgulho de ter vocês como companheiros de ofício funcional, DIGNOS COLEGAS QUE APOIARAM O FINADO E QUERIDO ALÊ E FIZERAM PREVALESCER A VERDADE!

Se não fosse a perseverança e a amizade, este iníquo acontecimento teria se findado como “carcereiro ladrão que morreu na mão de PM herói”, conforme covardemente veiculado na mídia, inclusive em página da net policial civil.

O que se desnudou fato incontesto é que a PM manipula ocorrência em favor de seus pares inidôneos e arredonda conforme lhes interessa, principalmente contra policiais civis. E que nossa instituição mantém-se silente! Quer por omissão, quer por covardia, quer por interesse e por medo de migração de cadeiras.

No caso do policial civil que baleou o coxinha no shopping da Z. S.,  as imagens do circuito interno desnudaram que os demais PMs presentes no bico, tentaram manipular o local da ocorrência, inclusive ocultar a arma do miliciano, tal como na ocorrência do carcereiro, onde os milicianos fizeram o algoz trocar de vestes e tentaram instruir testemunhas e favorecer e sublimar a cagada homérica do coxa.   

Policial Civil de fileiras morrer nas mãos de PMs mal intencionados, “Papa Malas”, não passa de estatística e de produção, pois como eles dizem, “somos ladrões e eles heróis santificados”.

Se são meticulosos ao ápice de matar um coronel PM, se cometem tantas chacinas, muitas fardados, em total descrédito da Justiça e de Deus, e se são dominantes no ardiloso ofício de roubar caixas eletrônicos, inclusive matando outros pms pela manutenção de seus interesses criminosos, o que se dirá em dar produção nas costas de policial civil vitimado, maquiado como ladrão e veicular-se herói na mídia.

Parabéns aos colegas que bradaram por JUSTIÇA e a impuseram sobre ferro e fogo, não desamparando um ente de sua pá!

Pois na polícia quem não tem pá, morre pagão!

Muitos que não possuem pá e apenas trabalham árdua e honestamente, literalmente morrem pagãos, ou são silenciados nas masmorras do PPC.

Irmãos Policiais Civis, cuidado, pois quem aviltar milicianos ou atrapalhar seus interesses escusos será penalizado com a morte, afinal morto não fala! Ainda mais quando integra os quadros funcionais de instituição cega, surda e muda!

Parabéns aos irmãos valentes e meritórios.

Saudades do irmão, grande Policial e Paz, onde quer que esteja!

Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei!

 

Andréia, um beijo no seu coração e que o plano maior possa aplacar a dor sua e de seus entes.

Paz, Luz e Força!

VICTOR

Segurança: Sindicatos dos policiais programam ato público e não descartam greve 3

Date: 2010/1/21
Subject: Segurança: Sindicatos dos policiais programam ato público e não descartam greve
To: dipol

Devemos cobrar os sindicatos – UNIÃO
Desistir jamais,
A briga por melhores condições é de mais de 1/2 século.

Acho que devemos procurar pela imprensa para que publiquem algo sobre a paralisação da próxima semana, sobre o descaso do Governo com suas promessas para por fim à GREVE DE 2008, dentre outros. – Trabalho de formiguinha –

Dr. Guerra,

Deu no jornal: http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=20663&categoria=8.

Segurança: Sindicatos dos policiais programam ato público e não descartam greve

Presidentes e diretores de associações e sindicatos de policiais civis da Capital e Interior programaram para a próxima terça-feira, 26 de janeiro, às 14 horas, no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, em São Paulo, um ato público com a distribuição prévia de uma “carta aberta à população de São Paulo”, explicando as razões do protesto.
A manifestação foi acertada em um encontro realizado na última semana na sede da IPA (International Police Association), na Avenida Cásper Libero, Bairro da Luz, em São Paulo. Representantes de associações e sindicatos de policiais civis se reuniram para tratar da pauta de reivindicações da categoria, entregue ao governo em 2008 e cobrada durante todo o ano de 2009, segundo eles, sem sucesso. Em nota, as associações e os sindicatos de policiais civis dizem que “em face dessa procrastinação”, decidiram pela realização do ato público.
Os policiais pleiteiam, além da reestruturação das carreiras, a incorporação aos vencimentos dos proventos e pensões do adicional que recebem a título de local de exercício; a implantação do sistema de subsídio, previsto na Constituição Federal; aposentadoria especial e; cumprimento da lei que instituiu o dia 1º de março como a data-base dos servidores públicos de São Paulo.
O ato público e a distribuição da “carta aberta” é a primeira de uma série de ações que sindicatos e associações pretendem realizar até que as reivindicações da categoria, acertadas com o governo do Estado em 2008, sejam colocadas em pratica. Segundo sindicalistas, foi este acordo que colocou fim a última greve realizada no final de 2008 e o não cumprimento pode desencadear uma nova paralisação da categoria, provavelmente, para fevereiro.

Representantes dos policiais civis de vários estados confirmam sua participação 1

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From: Tania Alencar
Date: 2010/1/21
Subject: Representantes dos policiais civis de vários estados confirmam sua participação
To:

http://www.cobrapol.org.br/noticias.asp?cod=1250

21/01/10 – Reunião Nacional

Representantes dos policiais civis de vários estados confirmam sua participação

Os representantes dos policiais civis de diversos Estados brasileiros já confirmaram a sua participação na reunião nacional que está prevista para ocorrer em Brasília-DF, nos dias 1 a 3 de fevereiro. As delegações começam a chegar a partir do próximo dia 31. A organização que está a cargo da Cobrapol nos informou que além dos sindicatos da categoria estão sendo convidados todos os representantes das classes policiais. As Centrais Sindicais também foram convidadas para fazer parte do evento nacional inclusive com a participação no aporte financeiro. A reunião nacional da liderança policial civil poderá decidir os rumos de uma “Campanha Nacional de Valorização do Policial” e decidirão juntamente com a liderança dos Policiais e Bombeiros Militares do Brasil a unificação das lutas das respectivas categorias. Ouvimos o presidente da Cobrapol nesta manhã e perguntado sobre o evento que se aproxima ele se mostrou muito otimista: “…esse evento tem a responsabilidade de indicar quais os passos que nós sindicalistas temos que percorrer daqui pra frente. Temos que nos mobilizar e cumprir o nosso papel de representantes destes milhares de pais de família que estão espalhados pelo nosso imenso país. Todos estamos envolvidos, confederação , federações, sindicatos e gostaríamos de envolver todas as entidades que sobrevivem da contribuição dos seus sócios que são membros da categoria Polícia Civil e Militar, sem qualquer exceção. O chamamento para essa “batalha” é para todos aqueles que verdadeiramente tem compromisso com a coletividade e com o interesse comum dos policiais. Quem ficar de fora terá que se explicar para seus mantenedores. Definitivamente chegou a hora de mostrar para toda sociedade que devemos (policiais) ser tratado com respeito pelos nossos governantes e de forma corajosa mudar para melhor a segurança do povo brasileiro.” Finalizando.

CARTA ABERTA AO POVO DE SÃO PAULO – AEPESP 1

Forwarded message
From: >
Date: 2010/1/20
Subject: CARTA ABERTA AO POVO DE SÃO PAULO – AEPESP
To:


http://www.aepesp.com.br/modules/news/article.php?storyid=702

Enviado por Secretaria em 20/01/2010 15:14:06 (48 leituras)

CARTA ABERTA AO POVO DE SÃO PAULO

Nós, policiais civis integrantes de todas as carreiras da Polícia Civil do Estado de São Paulo, premidos pelas circunstâncias, dirigimo-nos ao povo paulista e às autoridades para informá-los acerca do que abaixo segue:

1 – Como todos sabem, segurança pública é hoje a principal preocupação da população brasileira. Aqui em São Paulo, felizmente, graças ao empenho de sua Polícia, a criminalidade está sob controle, embora se saiba que a violência está latente em nossas ruas, ameaçando nossos lares, nossos locais de trabalho e de lazer e até mesmo as escolas de nossos filhos;

2 – São Paulo é o Estado do país que mais arrecada impostos de seus cidadãos, porém é um dos que pior paga aos seus servidores públicos, especialmente à sua Polícia. Não temos um plano de carreira, nossos vencimentos estão defasados, não estamos tendo reajustes na data-base (1º de março de cada ano), nossos “adicionais” não são incorporados e perdemos o direito à aposentadoria especial após 30 anos de serviço;

3 – Em outubro de 2008, depois de batermos em todas as portas sem sermos atendidos, decidimos ir, ordeiramente, ao Palácio dos Bandeirantes, na intenção de sermos recebidos pelo Sr. Governador. O que aconteceu todos viram: o lamentável confronto entre as duas polícias, pondo em iminente risco a ordem institucional;

4 – Cumpridores dos preceitos legais e fiéis aos princípios da hierarquia e da disciplina, não poderíamos deixar de trazer ao conhecimento de todos a nossa disposição de lutar por melhores condições de trabalho e dignidade salarial, requisitos indispensáveis a uma melhor prestação de serviço nessa delicada e essencial área da segurança de toda a sociedade.

Esperamos a compreensão e o apoio de todos os segmentos da sociedade paulista e brasileira para esta causa que, afinal, diz respeito a todos.

Respeitosamente.

Sindicato dos Delegados de Polícia, Sindicato e Associação dos Escrivães, Associação dos Investigadores, Associação dos Carcereiros, Associação dos Papiloscopistas, Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes, Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Sorocaba, Presidente Prudente, Associação Internacional de Polícia – IPA/SP e Clube dos XXX

 

ATO PÚBLICO

VÃO LIVRE DO MASP (AV.PAULISTA), DIA 26/1/2010, 14 HS

OS POLICIAIS CIVIS DE SÃO PAULO, (ATIVOS, INATIVOS E PENSIONISTAS), DE TODAS AS CARREIRAS, CANSADOS DE ESPERAR AS PROMESSAS DO GOVERNO DO ESTADO, DECIDIRAM PROMOVER UM ATO PÚBLICO PARA PROTESTAR CONTRA:

1 – OS BAIXOS SALÁRIOS;

2 – A FALTA DE UM PLANO DE CARREIRA (REESTRUTURAÇÃO) QUE PRIORIZE A ESCOLARIDADE;

3 – PELA NÃO INCORPORAÇÃO DO ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO UNIFICADO E NO MAIOR VALOR;

4 – PELO DESCUMPRIMENTO DA DATA-BASE DA CATEGORIA, FIXADA EM 1º DE MARÇO DE CADA ANO;

5 – PELA NÃO TRANSFORMAÇÃO DOS ATUAIS VENCIMENTOS EM SUBSÍDIOS, COMO MANDA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL;

6 – PELA FALTA DE REGULAMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA ESPECIAL A QUE TÊM DIREITO.

TODOS AO VÃO DO MASP! SEM LUTA NÃO HÁ VITÓRIA!

O TRANSPORTE DO FUTURO 9

21/01/2010 at 2:05  ( colaboração OTACON )

Dr Flit, na Gloriosa a vida é seca, mas o trabalho não! Dá uma olhada na foto do veículo:

http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/contra-enchentes-sao-paulo-testa-201cpedalinho201d/view

Falando sério, é muita sacanagem com o povo e os policiais trabalhadores gastar quase 150mil em dois trecos que nem cobertura têm. Vai deixar o policial tomando chuva? Se é Canadense, deve ter sido feito pra tratador de urso polar, não pra policial de país tropical. Um tiro e o treco afunda.
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Contra enchentes, PM de São Paulo testa “pedalinho”

Carro para andar em vias secas e no fio d’água começa a ser testado no Jardim Pantanal, alagado há 40 dias

São Paulo – Foi apresentado nesta terça-feira (19), pela Polícia Militar, um veículo capaz de se locomover na terra ou na água. Ele será testado por 15 dias e se aprovado, será importado do Canadá pelo Governo de São Paulo a um custo de R$ 130 mil duas unidades (modelo 6×6 custa R$ 60 mil, e o 8×8, R$ 70 mil).

O “carro anfíbio”, que se parece com um “pedalinho”, servirá para resgatar pessoas perdidas em matas ou áreas de difícil acesso. Mas começa seus trabalhos pelo Jardim Pantanal, que sofre com alagamentos permanentes desde o dia 8 de dezembro.

Não fosse trágico, seria uma piada pronta.

Caso não chova na zona leste, o veículo será deslocado para áreas de represa. De acordo com o porta-voz da Diretoria de Logística da Polícia Militar, capitão Samuel Loureiro, ao entrar na água, o carro passa a flutuar “por meio do casco e o conjunto de pneus o ajuda a navegar. A tração inicial é feita pela própria rotação dos pneus, como se fosse um sistema de barco a vapor”, diz a nota.

GENERAL AFIRMA QUE PLANO DEMOLE SOBERANIA E DEMOCRACIA…And it’s Night Time for the Generals and the boys at the C.I.A. ( A CASERNA CONTINUA ASSOMBRADA PELO FANTASMA DO COMUNISMO E PELO FANTASMA DO JOHNNIE WALKER) 12

Plano demole soberania e democracia 

Luiz Eduardo Rocha Paiva

 

Algumas proposições do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) são graves ameaças à nossa soberania e à integridade territorial, afirmação que merece apreciação mais detalhada para ser entendida.

O PNDH preconiza o “reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados”; considera os indígenas nacionais pertencentes a povos indígenas, como se os brasileiros não fossem um único povo; e defende: o desenvolvimento deve “garantir a livre determinação dos povos, o reconhecimento de soberania sobre seus recursos e riquezas naturais”. Não está em discussão a necessária proteção ao indígena e a seus direitos inquestionáveis como cidadão brasileiro, mas deve-se ter atenção às armadilhas semânticas destacadas neste parágrafo.

Um dos instrumentos internacionais aprovados na ONU, com o voto do Brasil, é a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, que lhes concede em suas terras, entre outros, o direito a autogoverno, autodeterminação da condição política, ter instituições políticas e sistemas jurídicos próprios, pertencer a uma “nação indígena” e vetar operações militares e medidas administrativas da União.

Portanto, o PNDH propõe ratificar na Constituição federal que os índios no Brasil pertençam a povos indígenas distintos do povo brasileiro, constituam outras nações com organização política própria e, em suas terras, exerçam os direitos supracitados e a soberania sobre recursos e riquezas existentes, mesmo com prejuízo dos demais brasileiros. Assim, ficariam automaticamente revogadas as ressalvas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal em sua decisão sobre a demarcação da terra indígena Raposa-Serra do Sol, pelas quais o tribunal entendeu preservar nossa soberania e integridade territorial, e estariam concretizados os fundamentos para o reconhecimento internacional de dezenas de potenciais Estados-nação dentro de nossas fronteiras, no futuro. É a atomização do Brasil.

Os defensores da posição adotada pelo governo reportam-se ao artigo 46 da Declaração, onde consta que ela não será usada contra a soberania das nações. Ora, basta ler os direitos nela concedidos, que caracterizam uma renúncia voluntária à soberania por um país, para ver que o artigo é irrelevante. Por outro lado, o artigo 42 reza que “as Nações Unidas, seus órgãos, incluindo o Fórum Permanente para as Questões Indígenas e os organismos especializados (…), assim como os Estados, promoverão o respeito e a plena aplicação das disposições e velarão pela eficácia da presente Declaração”. Um dos órgãos das Nações Unidas é o Conselho de Segurança, que determina as intervenções internacionais, nesse caso, ao amparo do artigo 42.

No tocante à ameaça à democracia, o PNDH fez cair a máscara da esquerda radical do governo. Na campanha eleitoral para a Presidência da República em 2002, ficou patente a guinada para o centro do PT e do seu então candidato, consubstanciada na Carta ao Povo Brasileiro. Após três derrotas sucessivas, entenderam que o discurso e a proposta de um regime socialista radical – modelo ultrapassado e desagregador – eram rechaçados pela Nação, amante da liberdade e da paz e avessa ao totalitarismo e à intolerância. Seria uma sincera autocrítica ou uma tática protelatória para acumular forças, esperando o momento propício para desvendar o véu? Era uma dúvida que pairava no ar.

O PT abriga diferentes linhas de pensamento da esquerda, mas sua identidade original é, sem dúvida, a corrente radical. Ela ocupa amplo espaço em instâncias decisórias do governo e vem aparelhando órgãos e ocupando cargos importantes nos Ministérios e secretarias da área social, de relações exteriores, da justiça, de direitos humanos, de comunicação e outras, devendo-se destacar a estratégica Casa Civil.

O lançamento do PNDH desvendou o propósito desse setor do governo de implantar um regime totalitário no Brasil, bem como sua força. O plano materializa a estratégia de tomada do poder pela revogação, de fato, da Constituição federal e procura travestir de legalidade instrumentos ilegítimos de pressão e controle da sociedade, como tem sido mostrado detalhadamente na mídia. As reações das instituições, da imprensa, de setores democráticos do próprio governo e a repercussão na sociedade implicam a tomada de uma decisão pelo presidente da República, havendo apenas três alternativas, salvo melhor juízo.

Anular o decreto do PNDH e reduzir substancialmente o poder da esquerda radical no governo. Justifica-se, pois é imperdoável que ela tenha traído a confiança do presidente, mais uma vez, ao fazê-lo assinar um documento sem alertá-lo sobre seu conteúdo polêmico. Calaria quem considera a postura adotada em 2002, na campanha eleitoral, uma tática dissimuladora e oportunista. Seria a decisão de um estadista, cuja sabedoria apreende as aspirações e os valores fundamentais da Nação que dirige.

Determinar a revisão parcial do PNDH, buscando contemporizar e deixar a solução do conflito para quando a conjuntura indicar que tem poder para neutralizar reações do lado que vier a ser contrariado. Decisão de um chefe político de perfil tradicional, que prioriza, muitas vezes, a manutenção do poder e os interesses político-partidários, mesmo com risco para a coesão, a paz e a harmonia social.

Manter o plano como está ou com modificações que não inviabilizem seu propósito original de preparar o terreno para a tomada do poder. Reforçaria a opinião dos que consideram um engodo a mencionada guinada para o centro e veem o presidente como adepto de um regime totalitário, ainda que sua imposição gere um conflito interno, com sérias consequências para a Nação.

O PNDH é uma bomba-relógio ao estilo dos grupos radicais, de quaisquer matizes, e seu conteúdo tem explosivo para demolir a soberania nacional e a democracia.

Luiz Eduardo Rocha Paiva, general da reserva, é professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos e critica a ignorância de quem não leu o plano e o “propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha”. 2

20/01/2010 at 22:54  ( ANJO Nº 13 )

DR GUERRA E COLEGAS,

VALE A PENA LER, EXCELENTE ENTREVISTA CONCEDIDA A CARTA MAIOR!

Política| 18/01/2010 
PNDH 3 é fiel à Constituição, diz Sepúlveda Pertence

Em entrevista à Carta Maior, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos e critica a ignorância de quem não leu o plano e o “propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha”. Para Pertence, “o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que nela se delineou, e que falta muito para realizar”.

Redação – Carta Maior

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende que o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) é fiel à Constituição brasileira e à tarefa expressa nela de constituir uma sociedade livre, justa e solidária. Em entrevista concedida por email à Carta Maior, Sepúlveda Pertence analisa a polêmica e as reações que sugiram contra o plano. Ele critica a ignorância de quem não leu o plano e o “desconhecimento da verdade de que a liberdade e a igualdade formais do liberalismo clássico valem muito pouco, se não se efetivam os pressupostos substanciais mínimos da dignidade da pessoa e, portanto, da fruição por todos dos direitos humanos”. E aponta “o propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha”.

Carta Maior: Qual sua avaliação sobre toda essa polêmica em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos e da proposta da Comissão de Verdade?

Sepúlveda Pertence: Na base das críticas ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos – o PNDH–3 – está um cipoal que entrelaça galhos e raízes desconexas. Elas partem da ignorância de quem não leu o Plano e do desconhecimento da verdade – estabelecida há quase dois séculos – de que a liberdade e a igualdade formais do liberalismo clássico valem muito pouco, se não se efetivam os pressupostos substanciais mínimos da dignidade da pessoa humana e, portanto, da fruição por todos dos direitos humanos. A essa ignorância – quando não se servem propositadamente dela – se tem somado para aviventar atoarda contra o Plano, desde a manifestação legítima de divergências a algumas de suas propostas e metas – assim, a da Igreja, a respeito da descriminalização do aborto – os temores de segmentos das Forças Armadas, na questão da Lei de Anistia de 1979 – , e a voz poderosa dos interesses e privilégios a preservar contra qualquer ameaça, ainda que remota, de trazê-los à agenda da discussão nacional.

Tudo isso, sem considerar o propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao Plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha. Aí, fingindo ignorar que o PHDC–3 retoma e reagita, em grande parte – malgrado, às vezes, com estilo menos cauteloso –, as diretrizes, metas e propostas do Plano anterior, editado no governo do Presidente Fernando Henrique, e justamente creditado a Jose Gregori, figura admirável de dedicação, coragem, altivez e coerência na luta pelos direitos humanos no Brasil.

Desse modo, a crítica que se poderia fazer ao PNDH-3 – e no plano da estratégia política –, é a de sua abrangência, deveras ambiciosa. Nesse sentido, a censura do brilhante jornalista Willian Waack no seu programa de televisão, do qual participei, ao lado de Gregori e de Bolívar Lamonnier a de que o Plano, de tão amplo, pretenderia ser uma nova constituição do Pais. O dito é inteligente e espirituoso. Mas não é exato.

Ao contrário, o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que nela se delineou, e que falta muito para realizar.

Afinal, foi a Constituição que erigiu a tarefa de “constituir uma sociedade livre e justa e solidária” em objetivo fundamental da República. Objetivo no sentido do qual ela própria, a Constituição, se empenhou nas generosas declarações de direito individuais e coletivos. E para a consecução do qual o texto da Constituição se estendeu em capítulos e capítulos de aldazes inovações, a exemplo daqueles em se subdividia o Titulo VIII – Da Ordem Social.

O PNDH-3, como o Plano que o antecedeu, é um esforço admirável de sistematizar propostas no rumo da concretização do programa constitucional de uma sociedade futura- “justa, livre e solidária”. Lido sem preconceito, é claro que se sujeita a críticas e objeções pontuais. Nunca, porém, à reação global e desenfreada – às vezes, histérica – de que tem sido alvo, e que só os interesses atemorizados explicam.

Carta Maior: O que esse debate indica a respeito do atual estágio da democracia no Brasil?

Sepúlveda Pertence: A democracia se fortalece na razão direta da capacidade, que a sua prática demonstre, de solver conflitos.
A polêmica suscitada por um simples Plano, sem nenhuma eficácia jurídica, só antecipa os conflitos reais de idéias e de interesses a enfrentar no futuro, quando algumas das propostas nele apenas esboçadas – e contra a maioria das quais nem a reação mais emperdenida ousa manifestar-se –, se converterem em projetos concretos de legislação ou de ação governamental. Vale, assim, como advertência das dificuldades a vencer.

Carta Maior: Diante da reação manifestada por alguns setores da sociedade, quais são as chances de avanços no pais do debate sobre os direitos humanos? O que pode ser feito, na sua avaliação, para superar essa resistência?

Sepúlveda Pertence: Nos pontos em que a resistência se funda em preconceitos, a evolução da cultura social se encarregará de superá-los. Desde, é claro, que preservada e ampliada a liberdade para desmontá-los.
Mais árdua é a caminhada para vencer interesses e privilégios estabelecidos, em particular, os que comandam as empresas de comunicação de massa.

O que resta é confiar em que, passo a passo, a diminuição da pobreza gere a difusão e o aprofundamento da consciência da cidadania, e esta, a organização da maioria explorada pelos privilégios arraigados por séculos de brutal desigualdade. Eu não verei essas transformações, mas sou otimista, e creio que os meus netos as viverão.

Carta Maior: Qual sua opinião sobre a “acusação” de revanchismo, levantada pelos adversários da proposta de criação de uma Comissão da Verdade para avaliar fatos ocorridos durante a ditadura?

Sepúlveda Pertence: Para cuidar do tema da pergunta, é preciso, de início, desfazer a confusão -, difundida largamente por veículos da grande imprensa -, entre ela – a proposta, desenvolvida no PNDH-3, de criação da Comissão Nacional da Verdade, destinada, não a “avaliar”, mas, sim à reconstituição histórica dos anos de chumbo – e a suposta pretensão de rever os termos da concessão da anistia pela Lei 6.683, de 1979, de modo a excluir do seu alcance os abusos criminosos cometidos na repressão, aos crimes políticos dos adversários da ditadura militar, conforme a hodienta Lei de Segurança Nacional.

É no mínimo curioso – para não cogitar de distorção propositada da informação ao público – que o PNDH–3 não contém proposta alguma, e sequer sugere, a tal revisão da Lei de Anistia de 1979.

A única alusão à matéria está na referência à argüição pela Ordem dos Advogados perante o Supremo Tribunal, visando à declaração de que a tortura, os homicídios e outros crimes da repressão aos presos políticos não foram beneficiados por aquela Lei da Anistia (PNDH–3: Eixo Orientador VI: Direto à Memória e à Verdade): sobre o mérito da questão, o Plano não emite juízo; ao contrário, ao enumerar o rol de competências sugerido para a Comissão Nacional de Verdade, nele inclui a de “colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei n° 6.683”, isto é, a Lei de Anistia de 1979.

Quanto a idéia e às linhas gerais da proposta da Comissão Nacional da Verdade, minha opinião é decididamente favorável: viabilizar a reconstituição histórica daqueles tempos é um imperativo da dignidade nacional.

Para propiciá-la às gerações de hoje e de manhã, é necessário, descobrir e escancarar os arquivos, estejam onde estiverem, seja quem for que os detenha.

Passado um quarto de século da eleição de Tancredo Neves, e da retomada do processo democrático, divisar “revanchismo” nesse esforço de desvelar os segredos ainda remanescentes da historia das décadas anteriores seria animar o ressurgimento das “vivandeiras de quartel”, a que se referiu com desprezo o Marechal Castello Branco.

Outra coisa é compreender as feridas ainda não cicatrizadas dos que padeceram a tortura institucionalizada, ou da perda de entes queridos, muitos dos quais ainda jazem nos sepulcros clandestinos: o mínimo a reconhecer-lhes é o direito a verdade.

Ainda guardo certo constrangimento de externar opiniões sobre questões pendentes no Supremo Tribunal, que integrei por quase duas décadas. E em termos profissionais, me tenho recusado terminante e freqüentemente a fazê-lo, na observância da interpretação mais estrita do triênio da quarentena prescrita pela Reforma Judiciária.

Fui no entanto, modesto participe e testemunha privilegiada da luta pela anistia.

Relator, no Conselho Federal, da manifestação unânime da OAB sobre o projeto de lei da anistia – reivindicação pioneira da Ordem – afinal extraído do governo do General Figueiredo, nada tenho a alterar no parecer que então submeti aos meus pares

No projeto, havia um ponto inegociável pelo Governo: o § 1° do art. 1°, que, definindo, com amplitude heterodoxa, o que se considerariam crimes conexos aos crimes políticos, tinha o sentido indisfarçável de fazer compreender, no alcance da anistia, os delitos de qualquer natureza cometidos nos “porões do regime” – , como então se dizia – pelos agentes civis e militares da repressão.

Meu parecer reconheceu abertamente que esse era o significado inequívoco do dispositivo. E sem alimentar esperanças vãs de que pudesse ele ser eliminado pelo Congresso, concentrava a impugnação ao projeto governamental no § 2° do art. 1°, que excluia da anistia os já condenados por atos de violência contra o regime autoritário.

A circunstância me transformou em assessor informal, na companhia de Raphael de Almeida Magalhães, do ícone da campanha da anistia, o indomável Senador Teotônio Vilela. Teotônio foi um tipo singular daqueles tempos, que a incurável amnésia histórica dos Brasileiros começa a esquecer.

Acompanhei, por isso, cada passo da tramitação legislativa do projeto, pois Teotônio presidiu a comissão especial que o discutiu.

É expressivo recordar que, no curso de todo processo legislativo – que constituiu um marco incomum de intenso debate parlamentar sobre um projeto dos governos militares – , nenhuma voz se tenha levantado para pôr em dúvida a interpretação de que o art.1º, § 1º, se aprovado, como foi, implicava a anistia da tortura praticada e dos assassínios perpetrados por servidores públicos, sobre o manto da imunidade de fato do regime de arbítrio. O que houve foram propostas de emenda – não muitas, porque de antemão condenado à derrota sumária – para excluir da anistia os torturadores e os assassinos da repressão desenfreada.

É que – na linha do parecer que redigira, e que a Ordem, sem discrepância, aprovara –, também no Congresso Nacional, a batalha efetivamente se concentrou na ampliação da anistia, de modo a retirar do projeto governamental, a execrável regra de exclusão dos já condenados por ações violentas de oposição à ditadura. Exclusão tão mais odiosa na medida em que – contrariando o caráter objetivo do conceito de anistia – discriminava entre agentes do mesmo fato, conforme já estivessem ou não condenados.

A orientação de Teotônio – que Raphael e eu municiávamos – foi espargir emendas para todos os gostos, até identificar uma, de aprovação viável.
A eleita – pelo conteúdo e pela respeitabilidade do subscritor, o Deputado Djalma Marinho – um ex–udenista que continuou fiel ao discurso libertário da UDN: nela além de suprimir a odiosa regra de exclusão do §2º, ampliava-se o raio de compreensão do § 1º, de modo a tornar indiscutível que a anistia – malgrado beneficiasse os torturadores também alcançaria que a linguagem oficial rotulava de “terroristas”, já condenados ou não.

A Emenda Djalma Marinho – sustentada pelo discurso candente de Teotônio – contra toda força ainda esmagadora do governo autoritário –, dividiu literalmente a Câmara dos Deputados: foi rejeitada por 206 contra 202 votos!

A derrota sofrida no processo legislativo se converteu em vitória, vinda de onde menos se esperava: à base do princípio da igualdade, o Superior Tribunal Militar estendeu aos já condenados a anistia concedida aos acusados, mas ainda não julgados, dos mesmos crimes políticos .

Desculpem–me pelo tom de antecipadas “memórias póstumas” deste depoimento.

Se não pude evitá-lo, é por que a minha convicção jurídica continua a mesma do parecer apresentado à Ordem, em 1979: não obstante toda nossa repulsa à tortura estatal, os torturadores foram, sim, anistiados pela lei de 1979.

E lei de anistia é essencialmente irreversível, porque implica, na lição dos mestres, tornar não criminosos atos criminosos ao tempo de sua prática. E, por isso, sua eficácia jurídica se exaure e se faz definitiva, no momento mesmo em que entra em vigor.

É certo que a anistia se restringe a elidir caracterização penal do fato. Resta íntegra, quando se refere à ação de agentes públicos, a responsabilidade patrimonial do Estado pelos danos causados aos cidadãos. Mas essa, a responsabilidade civil – cujos efeitos a prescrição quinquenal poderia extinguir – as leis editadas sob o governo Fernando Henrique reassumiu.

Li e reli , com a veneração intelectual e o respeito pessoal por seu redator , o amigo Fábio Konder Comparato, a petição da OAB de hoje, de retratação da posição assumida em 1979. Mas dela não me convenci.

Não superei a impressão inicial de que a maestria do autor não logrou livrar a tese do pecado do anacronismo: ela pretende reler, à luz da Constituição de hoje, que fez da tortura crime “insusceptível de graça e anistia”, e de convenções internacionais que ditam a sua imprescritibilidade, a inequívoca interpretação de uma lei de 1979, editada sob a égide do autoritarismo da Carta de 1969, outorgada pela junta militar que assaltara o Poder. Para aceitar a tese, de minha parte, teria de repudiar convicções acendradas.

Por outro lado, hoje, é cômodo tachar de “posição imediatista e visão curta sobre direitos humanos” – como está em importante revista da semana o parecer que – submeti à OAB, em 1979, e que o Conselho Federal acolheu por unanimidade: afinal, hoje, não se tem presos políticos a libertar, nem processos a trancar, preocupações inadiáveis para os que então lutávamos pela anistia. E o crítico feroz de agora sequer fora escorraçado dos quadros da magistratura que – é justo dizê-lo – exerceu com brilho e dignidade.
“E la nave và

NULIDADE ABSOLUTA: EM PROCESSO ADMINISTRATIVO NÃO PODE HAVER DOIS VOTOS REPETIDOS DA MESMA PESSOA…ALIÁS, A AUTORIDADE QUE DETERMINA A INSTAURAÇÃO NÃO PODERIA – COMO OCORRE EM SÃO PAULO – PROFERIR VOTO E PARECER Resposta

Falha em processo  ( fonte: CONJUR )

Delegado demitido no Paraná deve voltar ao cargo

Em processo administrativo não pode haver dois votos repetidos da mesma pessoa. O entendimento é da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a volta de um delegado da Polícia Civil do Paraná ao cargo. Ele foi acusado de exigir propina, praticar ato considerado comprometedor para a função exercida e deixar de levar ao conhecimento da autoridade competente a ocorrência de falta funcional praticada por servidor subordinado. Na análise do processo administrativo, uma pessoa votou como representante do colegiado e, também, como conselheiro da Polícia Civil. E, por isso, o STJ entendeu que ele deveria ser reconduzido ao cargo.

Segundo a defesa, o delegado foi demitido sem comprovação da acusação e existem evidências de sua inocência. Além disso, argumentou que houve provas ilícitas, como a quebra de sigilo bancário sem autorização, e o voto do presidente antes dos demais conselheiros durante o julgamento do processo administrativo. Para o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, os fundamentos que dão suporte à defesa do delegado em relação ao julgamento “revestem-se de inquestionável plausibilidade jurídica”.

Napoleão Nunes Maia Filho determinou sanção suspensiva de 90 dias ao servidor, por aplicação analógica dos artigos 615 e 664 do Código de Processo Penal, e seu posterior retorno ao cargo. Segundo ele, a “atividade sancionatória ou disciplinar da administração pública se aplicam os princípios, garantias e normas que regem o processo penal comum, em respeito aos valores de proteção e defesa das liberdades individuais e da dignidade da pessoa humana”. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça

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Os dispositivos processuais dizem respeito ao desempate de votação. O “voto de minerva” ( Minerva ou Palas Atena, a deusa da sabedoria ) só poderá ser proferido se o Presidente do órgão julgador não tiver tomado parte da votação. Caso tenha votado prevalecerá, sempre, a decisão mais benéfica ao interessado.