Arquivo da categoria: Sem-categoria
EM TEMPO REAL: DR. ALEXANDRE ZAKIR FALA SOBRE ESTREIA DO PROGRAMA “OPERAÇÃO DE RISCO”! 58
A TARDE É SUA – Sonia Abrão
O Delegado enfático: Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Técnico-Científica.
Puro exercício autopromocional…
Zakir me fez lembrar de um conto de Machado de Assis: TEORIA DO MEDALHÃO.
E por tudo aquilo que vejo e escuto de vocacionados só me resta : CHALAÇAR.
De quando em quando, entre mil Mandarins, deparamos com um, e só um entre mil, que não se dedique à arte da publicidade barata .
Percebeste?
Percebi!
DARCI SASSI DISSE: “NUNCA HOUVE OBRA”…SÓ UM SERVICINHO DE MEIO MILHÃO DE REAIS 20
Outro lado
Delegado não fala; empresa nega irregularidade
DA REPORTAGEM LOCAL
O delegado seccional de Jacareí, Darci Sassi, não quis atender a reportagem. Por intermédio da Secretaria da Segurança Pública, disse que desconhece a investigação do Ministério Público Estadual.
O policial, procurado desde a última sexta-feira, afirmou que foi realizado no local apenas um serviço de engenharia, não uma reforma estrutural. “Nunca houve obra”, disse.
O empresário Oseias Ferreira de Mello, sócio majoritário da EBCI, afirmou não existir nenhuma irregularidade e que sua empresa funciona em Campinas, apesar de não haver registro oficial sobre isso. A prova da regularidade da empresa é ter participado das disputadas públicas. “A gente não deve nada”, disse. “Eu fiquei sabendo por vocês. Estamos totalmente a fim de explicar tudo”, disse.
Sassi e Mello divergem, porém, sobre o término da obra. O policial afirma que ela foi concluída no final do ano passado.
Já o empresário afirma que ainda faltam algum ajustes. “O grosso da obra está concluído. Como ela tem cinco anos de garantia, uns pequenos ajustes estão sendo feito”, afirmou.
Sem investigação
A Secretaria da Segurança Pública informou não haver no momento nenhuma investigação em andamento contra Sassi e que não há informações sobre a investigação feita pela Promotoria. A investigação sobre a reforma da delegacia fazendária, na capital, foi arquivada no final de 2008. Sassi é apontado como um dos responsáveis por essa reforma, feita de maneira clandestina. A Secretaria da Fazenda, responsável pela pregão eletrônico, afirmou que não poderia responder à Folha ontem. A reportagem questionou o fornecimento de endereço errado pela empresa EBCI.
(RP e AC)
O Ministério Público Estadual investiga o suposto desvio de verba da reforma, que foi feita a pedido do delegado seccional da cidade, Darci Sassi. 6
Promotoria investiga reforma em delegacia
Unidade de Jundiaí continua com os problemas estruturais de antes das obras de R$ 520 mil; Ministério Público suspeita de desvio de verbas
O delegado seccional Darci Sassi e a empresa EBCI, responsável pela obra, são alvos da investigação; empresa nega irregularidade
ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
A delegacia central de Jacareí (a 75 km de São Paulo) recebeu R$ 520 mil de dinheiro público para ser reformada. Hoje, um mês após a conclusão das obras, no entanto, o prédio apresenta os mesmos defeitos e problemas estruturais de antes do gasto de mais de meio milhão.
O Ministério Público Estadual investiga o suposto desvio de verba da reforma, que foi feita a pedido do delegado seccional da cidade, Darci Sassi.
A empreiteira responsável pela obra foi a EBCI Empresa Brasileira de Construções Industriais, criada em 2008 com um capital social de R$ 200 mil.
Só no ano passado, ela ganhou seis pregões eletrônicos no valor de R$ 1,4 milhão, entre Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Agricultura.
O sócio majoritário da companhia é o engenheiro Oseias Ferreira de Mello, 27, que mora com a mãe, Aparecida de Mello, numa casa da periferia de Cosmópolis, região de Campinas.
Aparecida conta que, dois anos antes de Mello abrir a empreiteira com capital de R$ 200 mil, precisou fazer um empréstimo bancário para pagar as despesas da formatura do filho.
A Promotoria investiga se o engenheiro é só um “laranja”, ou seja, o dono de fachada da empresa. O delegado Sassi é o outro alvo da investigação.
Também chamou a atenção do Ministério Público o fato de o endereço da empreiteira registrado na junta comercial estar localizado em Araras, entre Campinas e Ribeirão Preto, e não ter qualquer identificação em sua frente. Na sexta passada, durante o horário comercial, ninguém atendeu a Folha no endereço. Os vizinhos disseram que uma família mora ali.
Segundo o promotor Nelson Garcia Rosado, por causa das evidências de irregularidades, ele encaminhou a investigação ao Gaeco (grupo do Ministério Público que apura o crime organizado) para que sejam analisadas outras licitações das quais a empreiteira participou.
“É claro que essa empresa não poderia realizar a obra [da delegacia]”, afirmou Rosado.
Preços
As suspeitas de irregularidades na reforma da delegacia foram apresentadas ao Ministério Público pelo advogado Antonio José Ferreira dos Santos, que comparou a planilha de serviços contratados na obra com os de fato realizados.
Foram enumerados pelo menos 15 pontos não executados dos serviços contratados, como a implantação de uma rota de fuga de incêndio. Materiais reutilizados foram apresentados como materiais novos, segundo o advogado. “Não foi feito quase nada”, afirma Santos.
Policiais de Jacareí ouvidos pela Folha dizem que o valor da obra realmente feita não ultrapassa R$ 100 mil.
Indícios
Para o especialista em direito administrativo Carlos Ari Sundfeld, o fato de a empreiteira não informar corretamente o endereço de sua sede não é por si só um crime. “São indícios que justificam uma apuração para saber se a empresa é, de fato, operante”, afirmou.
Procurado, o delegado seccional responsável pela obra se recusou a falar com a Folha. Mello, o sócio majoritário da empreiteira, afirmou que não há nenhuma irregularidade na reforma e que a sede da empresa funciona atualmente em Campinas.
O advogado Daniel Bialski, que defende o delegado Robert Leon Carrel, vai contestar judicialmente o resultado do laudo produzido pela PF. 2
Laudo aponta desvio de droga apreendida por policiais em Itu
Caso aconteceu em 2003; 4 policiais chegaram a ser presos.
Advogado de um dos suspeitos diz que vai contestar laudo.
Da Agência Estado
Foto: Arte/G1mapa itu (Foto: Arte/G1)
Laudo produzido pelo Núcleo de Criminalística da Polícia Federal em São Paulo indica a possibilidade de desvio de drogas apreendidas por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em setembro de 2003 no aeroclube de Itu, a 101 km de São Paulo. O documento atesta que os cinco fardos de cocaína pura tinham entre 128,4 kg e 156 kg. A quantidade estimada é no mínimo 30,4 quilos maior do que a equipe chefiada pelo delegado Robert Leon Carrel diz ter encontrado no avião usado pelos traficantes – 98 kg.
O policial atualmente é chefe da Divisão de Administração do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), unidade responsável pelas delegacias da região metropolitana. O suposto sumiço do entorpecente levou Carrel, outro delegado e dois investigadores para a cadeia em junho de 2008.
A ordem de prisão foi expedida pela 29ª Vara Criminal da capital, que acolheu na íntegra a acusação de tráfico de drogas e peculato. Os policiais foram soltos 24 dias depois por habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Os peritos federais realizaram duas simulações distintas para indicar o provável peso do carregamento de entorpecente – uma com a droga não compactada e outra com o entorpecente prensado, como provavelmente foi transportado. A conclusão do primeiro ensaio é de “massa não menor que 128,4 kg”. O segundo apontou “massa não menor que 156 kg”.
O pedido de auxílio da perícia federal partiu do Ministério Público Estadual (MPE). Desde o início das investigações, defesa e acusação divergem sobre a quantidade de droga apreendida. Perícia feita pelo MPE sustenta que a aeronave levava cerca de 200 quilos de cocaína. O parecer foi feito por meio de comparação de imagens, tendo como referência reportagens veiculadas pelas TVs. O piloto Pierre Delannoy, um dos quatro presos na operação em Itu, afirma que o carregamento era de 300 quilos.
A pedido da Corregedoria de Polícia Civil, que na ocasião instaurou procedimento para apurar a atuação dos policiais, o Instituto de Criminalística também se manifestou sobre o caso. O laudo faz duras críticas ao trabalho do MPE. “Mensurações em imagens para comparar algo de tamanha seriedade são, no mínimo, irresponsáveis”, escreveram. O texto afirma que o assistente técnico do MPE “confundiu alhos com bugalhos”.
A técnica de comparação adotada pela PF foi a mesma do MPE. Ao contrário do órgão, que usou pacotes com farinha de trigo para compor o cenário da apreensão, os peritos federais tiveram autorização da Justiça para usar 100 tijolos de cocaína prensada. Simulacros com dimensão e massa idênticas aos tijolos de cocaína interceptados pelo Denarc foram confeccionados para se atingir o suposto peso da carga.
Contestação
O advogado Daniel Bialski, que defende o delegado Robert Leon Carrel, vai contestar judicialmente o resultado do laudo produzido pela PF. “No 17º quesito formulado pela defesa, os próprios peritos dizem ser “impossível realizar uma avaliação definitiva do peso do material apreendido”, destaca Bialski. “Isso acaba com o processo.”
Ele também aponta erros nas medições feitas pela PF. “Os peritos dimensionaram os simulacros de modo maior do que eles realmente eram. Essa estrutura de cálculo está equivocada e vamos demonstrar isso”, afirmou.
Nesta semana, o advogado juntará aos autos um laudo particular, além de pedido para que a PF refaça a perícia. “O que foi encontrado de droga dentro do avião foi integralmente apreendido. Essa história de desvio é uma falácia.” Bialski afirma que o peso bruto da apreensão, que inclui o material usado para embalar a droga, girou em torno de 110 quilos.
O advogado Adriano Salles Vanni, que defende os investigadores, não retornou a ligação.
A PF analisou ainda a viabilidade técnica de o monomotor Cessna 210 ter decolado com 200 quilos de cocaína, peso anunciado em nota distribuída pelo Denarc no dia da apreensão e reproduzida no site da Secretaria da Segurança Pública. “Diante de tal configuração da aeronave, o transporte de 200 kg de cocaína, distante ainda cerca de 70 kg do máximo comportado, é plenamente factível”, diz o laudo, na folha 10.
Divergências
Obra Jacareí…DARCI SASSI É INVESTIGADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO 18
- doc 1
- doc 2
- doc 3
- doc 4
Novo presidente da OAB critica corrupção no país e pede ‘vergonha na cara’ 1
Ophir Cavalcante citou escândalo do DF e pediu fim à impunidade.
No começo do mês, OAB-DF tirou do site notícias sobre o caso.
Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília
Foto: Eugenio Novaes/divulgaçãoO presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. (Foto: Eugenio Novaes/divulgação)
O novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defendeu nesta segunda-feira (1º) em seu discurso de posse o fim da impunidade no país. Ele citou o suposto esquema de distribuição de propina no Distrito Federal, que ficou conhecido como o mensalão do DEM em Brasília.
O escândalo começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados, o que ele nega.
“Vergonha na cara. Eis a receita básica de nossa emancipação. Somente com ela, e a partir dela, poderemos considerar a República efetivamente proclamada”, discursou Cavalcante, que sucede a Cézar Britto no cargo.
-
Vergonha na cara. Eis a receita básica de nossa emancipação. Somente com ela, e a partir dela, poderemos considerar a República efetivamente proclamada “
Cavalcante disse que a principal bandeira de sua gestão será o combate à corrupção no país. “A corrupção é uma de nossas maiores tragédias. Dinheiro em meias, em cuecas, em bolsas, oração para agradecer a propina recebida são anomalias inconcebíveis, que demonstram total subversão de valores por parte dos que deveriam dar o exemplo”, disse.
Segundo o novo presidente da OAB, as cenas gravadas da suposta distribuição de propina no Distrito Federal “falam por si”, apesar da falta de punição aos evolvidos no suposto esquema de corrupção. “As imagens falam por si, sim, mas expressam ainda um autismo revoltante, já que falam apenas para si, sem qualquer consequência penal para os infratores, que continuam em seus cargos e cinicamente ainda perdoam os que contra eles protestam”, afirmou.
No começo deste ano, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), retirou todas as notícias sobre o escândalo de sua página na internet. A página foi modificada depois da posse do novo presidente da entidade na Capital, Francisco Caputo, advogado do escritório que defende o governador.
ALHOS E BUGALHOS: O LAUDO DO PERITO NEGRINI – AGORA SUSPEITO DE FRAUDAR CONCURSOS – VIROU BUGALHO Resposta
Laudo aponta desvio de droga apreendida
Para peritos da PF, havia pelo menos 30,4 kg a mais de cocaína do que equipe do Denarc diz ter achado
Bruno Paes Manso e Bruno Tavares
Laudo produzido pelo Núcleo de Criminalística da Polícia Federal em São Paulo indica que os cinco fardos de cocaína pura apreendidos por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em setembro de 2003 no aeroclube de Itu, no interior de São Paulo, tinham entre 128,4 e 156 quilos. A quantidade estimada é no mínimo 30,4 kg maior do que a equipe chefiada pelo delegado Robert Leon Carrel diz ter encontrado no avião usado pelos traficantes (98 kg).
O policial hoje é chefe da Divisão de Administração do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), unidade responsável pelas delegacias da região metropolitana. O suposto sumiço do entorpecente levou Carrel, o também delegado Luiz Henrique de Moraes e os investigadores Ricardo Ganzerla e Cleuber Gilson Bueno para a cadeia em junho de 2008. A ordem de prisão foi expedida pela 29ª Vara Criminal da capital, que acolheu na íntegra a acusação de tráfico de drogas e peculato. Os policiais foram soltos 24 dias depois por habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Os peritos federais realizaram duas simulações distintas para indicar o provável peso do carregamento de entorpecente – uma com a droga não compactada e outra com o entorpecente prensado, como provavelmente foi transportado. A conclusão do primeiro ensaio é de “massa não menor que 128,4 kg”. O segundo apontou “massa não menor que 156 kg”.
A PF analisou ainda a viabilidade técnica de o monomotor Cessna 210 ter decolado com 200 kg de cocaína, peso anunciado em nota distribuída pelo Denarc no dia da apreensão e reproduzida no site da Secretaria da Segurança Pública. “Diante de tal configuração da aeronave, o transporte de 200 kg de cocaína, distante ainda cerca de 70 kg do máximo comportado, é plenamente factível”, diz o laudo, na folha 10.
O pedido de auxílio da perícia federal partiu do Ministério Público Estadual (MPE). Desde o início das investigações, defesa e acusação divergem sobre a quantidade de droga apreendida. O perito Ricardo Molina, assistente técnico do MPE, sustenta que a aeronave levava cerca de 200 kg de cocaína. O parecer de Molina foi feito por meio de comparação de imagens, tendo como referência reportagens veiculadas pelas TVs. O piloto Pierre Delannoy, um dos quatro presos na operação em Itu, afirma que o carregamento era de 300 kg.
A pedido da Corregedoria de Polícia Civil, que na ocasião instaurou procedimento para apurar a atuação dos policiais, o Instituto de Criminalística também se manifestou sobre o caso. O laudo assinado pelos peritos Osvaldo Negrini e Marcelo Voloch faz duras críticas ao trabalho de Molina. “Mensurações em imagens para comparar algo de tamanha seriedade são, no mínimo, irresponsáveis”, escreveram. O texto afirma que o assistente técnico do MPE “confundiu alhos com bugalhos”.
A técnica de comparação adotada pela PF foi a mesma de Molina. Ao contrário dele, que usou pacotes com farinha de trigo para compor o cenário da apreensão, os peritos federais tiveram autorização da Justiça para usar 100 tijolos de cocaína prensada. Simulacros com dimensão e massa idênticas aos tijolos de cocaína interceptados pelo Denarc foram confeccionados para se atingir o suposto peso da carga.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100201/not_imp504564,0.php
NOVA DEFINIÇÃO JURÍDICA PARA LITISCONSÓRCIO ATIVO FACULTATIVO EM SEDE DE CRIMES CONTRA A HONRA: “QUADRILHA OU BANDO” Resposta
TERMO CIRCUNSTANCIADO UMA EXPERIÊNCIA QUE NÃO DEU CERTO EM TODOS OS SENTIDOS: DA POLÍCIA AO PODER JUDICIÁRIO QUE NÃO QUER FUNCIONAR DIUTURNAMENTE Resposta
O registro de termos circunstanciados pela Polícia Militar, de acordo com a SSP, foi uma experiência que não deu certo, tanto que, passados seis anos de sua implementação, não foi ampliada para as demais regiões de São Paulo, …
BLOG DO DELEGADO – http://blogdodelegado.wordpress.com/
CALÚNIA…CALÚNIA… CALÚNIA! CORONEL LADRÃO NÃO EXISTE, DELEGADO LADRÃO NÃO EXISTE…JUIZ LALAU NUNCA EXISTIU..EU SOU DOIDO…EU SOU DOIDÃO…EU SOU BEBÃO….SOFRO DELÍRIOS PERSECUTÓRIOS E UM TIRA DA CORRÓ ACHOU R$ 1.700,00 NA MINHA CASA E QUERIA APREENDER…TÔ DOIDÃO…TÔ DOIDÃO…TÔ DOIDÃO PRÁ GANHAR UM MILHÃO 4
REVISTA ÉPOCA
A fortuna do coronel
O chefe de segurança do Tribunal de Contas de São Paulo tem patrimônio de quase R$ 4 milhões. Ele e o conselheiro que o indicou estão sob investigação
Wálter Nunes e Danilo Venticinque
INDICAÇÃO
Depois de ser indicado por Bittencourt (à esq.) para um cargo no TCE, Frances (à dir.) adquiriu carros e imóveis incompatíveis com salário de servidor
Os conselheiros de Tribunais de Contas dos Estados (TCEs), por serem os responsáveis pela fiscalização das contas públicas, deveriam ser cidadãos acima de qualquer suspeita. O que ocorre com Eduardo Bittencourt Carvalho, um dos mais antigos conselheiros do Tribunal paulista, é o oposto. As dúvidas que pairam sobre ele não param de crescer. Há meses, promotores do Ministério Público investigam se Bittencourt ficou rico depois de entrar para o TCE. Desconfiam que ele tenha movimentado quantias milionárias no exterior, além de esconder bens obtidos como propinas.
A Polícia Federal lidera uma segunda frente de investigação sobre Bittencourt. Na Operação Castelo de Areia, investigação sobre supostos crimes de diretores da construtora Camargo Corrêa, os policiais apreenderam manuscritos que sugerem pagamento de propina para Bittencourt em troca da liberação de obras do Metrô sob suspeita de irregularidades. Essa investigação está provisoriamente suspensa por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor Rocha. A última grande dúvida que esbarra em Bittencourt diz respeito à prosperidade de dois de seus assessores. Emílio Nicanor Galan Frances, tenente-coronel da Polícia Militar indicado por Bittencourt para chefiar a segurança do TCE, e sua mulher, Gisleine Aparecida Augusta Frances, funcionária de gabinete de Bittencourt, recebem como servidores públicos, mas acumulam um patrimônio de quase R$ 4 milhões.
O casal passeia em carros importados blindados, usufrui casas na praia e na serra, tem escritório próprio em bairro nobre paulistano e mora em uma luxuosa cobertura. Entre os bens está um apartamento avaliado em mais de R$ 1,6 milhão num condomínio de luxo em São Paulo. A cobertura dúplex onde vive o casal em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, tem piscina, terraço e churrasqueira e é avaliada em R$ 600 mil. Eles também têm apartamentos em Campos do Jordão e no Guarujá, avaliados em R$ 480 mil e R$ 400 mil, respectivamente, e outros dois apartamentos em São Paulo, com valores entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Na garagem, guardam carros esportivos e utilitários de luxo. Um Porsche Boxter preto é avaliado em R$ 170 mil. Há ainda um Mercedes-Benz B 200, um BMW 320I e um Peugeot 307.
Frances, hoje licenciado da chefia de segurança do TCE, foi para o Tribunal em 1986, cedido pela PM. Saiu em 1993 para comandar outros batalhões, mas voltou em 1999, a convite de Bittencourt, para chefiar a segurança. Gisleine atua no TCE desde 1987, quando foi aprovada em concurso. Frances não diz quanto ele e a mulher ganham. Mas só a soma dos gastos mensais de condomínio, IPVA e IPTU de seus bens passa de R$ 6.500. O valor é o mesmo do salário pago pela PM a um tenente-coronel.
O Ministério Público quer saber se há ligação entre
os negócios de Bittencourt e os do coronel
Todos os bens do casal estão registrados em nome da Cutolo Empreendimentos e Participações Ltda., empresa que tem como sócios Frances, a mulher e os dois filhos. Segundo Frances, a Cutolo foi criada justamente para acomodar esse patrimônio todo. “Eu coloquei tudo no nome da empresa pensando na herança para minha mulher e meus filhos”, disse. “Não há nada de irregular nisso. A Cutolo tem uma conta bancária apenas e a coloco à disposição para investigação. Lá só entra o dinheiro que recebo dos imóveis que alugo.”
O dinheiro para a compra dos bens, segundo ele, veio da venda bem-sucedida de uma distribuidora de combustíveis chamada Mister Oil e de postos de gasolina que ele tinha em sociedade com um irmão (também da PM) e a cunhada. “Sempre tive cotas e participações em empresas de combustível, e a polícia sabe disso”, diz. Frances, o irmão e a cunhada compraram a distribuidora de combustível em 1995. Ele não revela o valor da compra nem da venda. “O valor da venda são os valores somados de todos os imóveis e carros que estão registrados na Cutolo.”
A Mister Oil foi vendida pelos irmãos Frances no dia 17 de abril de 2007. Até pouco tempo antes de ser negociada ela tinha pelo menos um grande cliente: justamente o Tribunal de Contas de São Paulo. Quem conta a história é o próprio tenente-coronel: “Houve uma licitação para fornecer combustível para os carros do TCE e ela foi deserta (sem participantes) . Então o Tribunal enviou uma carta convite, e a Cutolo foi a única que participou. Esse contrato valeu na gestão do presidente Cláudio Alvarenga (2002-2006), mas depois foi fechado por seu sucessor, Robson Marinho”, diz. A Lei no 8.666, que regulamenta as contratações públicas, diz que agentes públicos não podem “participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens” a órgãos públicos. “Eu não participava da administração da distribuidora. Só soube disso (do contrato da distribuidora com o TCE) depois.”
Recentemente Frances depôs a favor de Bittencourt no processo em que o conselheiro é acusado de enriquecimento ilícito, corrupção e lavagem de dinheiro. “Eu disse que nunca vi nada que desabone o doutor Bittencourt”, afirma. Os promotores esperam os dados de quebra dos sigilos fiscal e bancário de Bittencourt para pesquisar se há ligação entre os negócios de ambos. “Nunca tive nada com o doutor Bittencourt”, diz Frances. O advogado de Bittencourt, Paulo Sérgio Santo André, afirma a mesma coisa sobre seu cliente.
A lista de bens
O patrimônio do coronel Emílio Galan Frances está em nome da Cutolo Empreendimentos e Participações e é formado por imóveis e carros de luxo, como os modelos abaixo
Comentários
§ José Teixeira | SP / Ribeirão Preto | 31/01/2010 21:54
A fortuna do coronel
Prezados Senhores,estupefação,indignação e revolta,são os sentimentos que sinto,pelo logro,pela tapeação,e pelo papel de trouxa que estamos fazendo!!! Os “ilustres servidores”,devem ser rigorosamente punidos pela Justiça,através de medidas como as suas exonerações a bem do serviço público ,bem como proceder-se ao bloqueio destes bens aqui descobertos.Esperamos do Ministério Público uma ação contundente,porque a Revista Época,a qual cumprimento, já fez sua parte.
§ Maria | SP / Marília | 31/01/2010 14:43
A fortuna do Coronel
Coitado do Contador, provavelmente, vai responder pelo deslize. Pode falar o que for da Polícia Federal, mas é através de suas investigações, que ficamos sabendo das artimanhas do poder. De novo e sempre, parabéns aos funcionários públicos federais (Polícia Federal) detentores de poder e honra, honestos que cumprem seu dever.
§ Francisca Rodrigues | SP / Santana de Parnaíba | 30/01/2010 22:00
A fortuna do Coronel
Estou estarrecida com o absurdo da realidade trazida à tona pela Revista Época.O grande negócio é ser Conselheiro ou Coronel.Um deve fiscalizar e o outro prender;quem fiscaliza e quem prende?Caras de Pau!Sinto-me como cidadã,ultrajada e roubada.Parabéns aos Reporteres
NOTA DA ADPESP PUBLICADA NA FOLHA DE S. PAULO DE 31/1/10 10
Data: 31 de janeiro de 2010 20:56
Assunto: ANÚNCIO PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO DE 31/1/10
Para: roberto conde guerra

CENSURA AO FLIT PARALISANTE – QUE COR É SUA IMPRENSA? Resposta
Ler no Blog Cidadão Quem?
CHOVE A CULPA É DO SERRA! OBRAS DESABAM A CULPA É DO SERRA! DGP SE OMITE DE CONTER SUBORDINADOS EM GREVE LEGÍTIMA, A CULPA É DO SERRA! DELEGADO É LADRÃO HÁ 30 ANOS, CULPA DO SERRA!…MAS QUANDO A IMPRENSA ESTAMPA SUAS CARAS: CULPA DO GUERRA! 3
A POLÍCIA DE JOSÉ SERRA – no Blog ESTADO ANARQUISTA
A CAIXA DE PANDORA ENTREGAREI NO DIPO EM AGRADECIMENTO PELA BUSCA DE COMPUTADORES NO ARMARINHO DO BANHEIRO…PELOS MENOS A GELADEIRA CARCOMIDA NÃO ABRIRAM 10
Vixe….vão abrir a caixa de pandora.
______________________________________
Um Delegado, seis policiais, mais o síndico e o zelador, em busca de computadores “e outros elementos de prova a critério da autoridade” ( O CHEQUE EM BRANCO DADO PELO PODER JUDICIÁRIO ).
Assim abrem todas as gavetas…Desenrolando meias e cuecas…Abrem todas as pastas…Verificam caixas de som, etc.
DOUTOR TEM DINHEIRO AQUI!
Tinha mesmo: cerca R$ 1.500,00 ( mil e quinhentoss reais ), para as contas que vencerão a partir de amanhã!
Ainda bem que o Delegado não se deixou levar pelo tira “incendiário” ( quem será? )…
Do contrário levaria a dinheirama.
O “tira”, na despedida, parece que ficou bravo por ouvir “vocês deveriam fazer busca na cobertura de mais de um milhão do ex-seccional; não em casa de pobre”… ( certamente que as palavras e o tom não devem ter sido tão educados )
Respondeu: a Sra. não pode falar assim para o Delegado! É desacato!
Mas acho que ele quis dizer: NÃO PODE FALAR ASSIM DO MEU EX-TITULAR!
A busca serviu para duas coisas:
A uma: como não tenho nada para esconder, sabendo da iminente expedição do mandado, poderia ter determinado que escondessem os computadores e tudo mais que guardasse de ilegal. O QUE REVELA QUE SOU UM TROUXA!
POIS BOA-FÉ PROCESSUAL FIGURA APENAS NA LITERATURA JURÍDICA.
A duas: NUNCA TIVE E NÃO TENHO DINHEIRO…
Como todo bom Delegado pé-de-chinelo!
(PS: não foi o chefe, pois lá não esteve ).






