800 DELEGADOS INVESTIGADOS: As denúncias não são atuais, há muito tempo estão sendo feitas e nada acontece 7

2010/02/06 at 8:59 – LUCINHA

Primeiramente, quero esclarecer que não conheço o radialista, sequer tinha ouvido seu nome.
Não posso concordar que a denuncia contra os delegados é um jogo para desmoralizar o ex governador, é utopia ou manobra para defesa.
A corrupção na PC/SP não é de hoje e, considerando-se todas as denuncias arquivadas e as que nem foram registradas por manobras, falar em 800 é ser no mínimo passivo.
Sugiro ao radialista que sem qualquer parcialidade faça um levantamento dos delegados do Estado de São Paulo e os crimes pelos quais são investigados e, que use os mesmos critérios para investigadores de polícia.
Certamente saberá que os PAs por atraso, falta aos plantões, falta de crachá e outros besteirinhas são minoria e, se não na totalidade, a grande maioria foi punido rapidamente, afinal a Corregedoria tinha que mostrar trabalho, então mostrou encima dos policiais que quase morrem de tanto fazer bico, ou seja, os idiotas honestos (sem querer ofendê-los, pois, fizeram a opção mais difícil, uma vez que convivem no meio de uma grande maioria corrupta).
Existem casos de delegados e investigadores que há anos rolam na corregedoria sem qualquer providência, acredito que por motivos alheios ao meu conhecimento….e por crimes graves, tais como corrupção ativa e passiva, uso da máquina administrativa para fins particulares, manipulação de ips, de escuta telefonica, enriquecimento ilícito (bens incompatíveis com a renda), dentre outros. Isso certamente não é canetada, é quadrilha organizada e quem participa está sempre sendo beneficiado em tudo.
Basta analisar que 3ª, 4ª classe chefiam departamentos tidos como elite. Um bom exemplo disso é o policial pena que era 3ª classe e chefiava a Estelionato – DEIC, os tiras da roubo a banco que foram exonerados, inclusive, um deles preso em flagrante pela corregedoria por extorção na porta do DEIC, e ESTÃO TODOS REINTEGRADOS, o Pena depois de dois anos de cadeira volta para o DIRD, os do roubo a banco citados no escandalo Malheiros voltaram para a própria delegacia de roubo a bancos, outros tiras do meio são indicados rapidamente para promoções de classe.
Como voce explica que esses e outros tenham tantos bens ganhando o salário que ganham???
Não foi herança, as suas respectivas famílias são de origem humilde.
Vá investigar quem faz escolta de operação pagamento da maioria dos bancos privados, dos combustíveis, dos bingos e dos caça níqueis, os carros que ficam escondidos no pátio do hotel ao lado do DEIC e nos estacionamentos particulares próximos à departamentos de elite. Faça um levantamento dos imóveis frequentados (residências) desses delegados denunciados e dos integrantes de suas equipes, os carros que utilizam, as viagens, o consumo diário, entre outros mimos, levante os donos “laranjas”, intime o cara e mande ele provar de onde veio o dinheiro para adquirir esses bens. É muito fácil investigá-los e provar as falcatruas. Faça um levantamento dos ips instaurados por essas autoridades e, com um mínimo de conhecimento irá perceber as manobras. Vou dar outro exemplo simples, verifique o caso do promotor que matou o motoboy, leia o relatório da PM que atendeu a ocorrência, é totalmente divergente do BO; verifique o caso da G4 (empresa de segurança) que usava ferramentas do Estado, todos os envolvidos continuam no Garra; vá verificar os ips, escutas, flagrantes, etc da roubo a banco; releia o depoimento do Marcola na CPI das armas (descaracterizam dizendo que palavra de bandido comum não tem crédito, talvez só de bandidos oficiais); vá na galeria pagé; na Santa Ifigênia; no Bahamas; etc,etc,etc….
Após isso acredito que não virá falar em manobras para desmoralizar este ou aquele governador.
As denúncias não são atuais, há  muito tempo estão sendo feitas e nada acontece, atual só tem o número de 800 e, se pensar melhor o reportér nem citou outros mais.
Caro radialista, sei que sua função é dar a informação, mas não podemos esquecer que é formador de opinião pública, quero crer que não tenha investigado a fundo para vir falar em manobra para desmoralização de quem quer que seja, que tenha sido ingênuo, para não ter que acreditar que esteja agindo assim à mando de algum interessado em tapar a sujeira que novamente veio a público. Se pensar um pouco sua atitude está no mesmo patamar do repórter, se ele denunciou sem provas, voce está defendendo também sem provas, sem conhecimento de causa.
Caso necessário ou tenha interesse posso ajudá-lo fomentando-o com alguns documentos que podem embasá-lo melhor, assim, certamente não estará tão disposta quanto à defesa.
É como muitos dizem: As pessoas de bem estão encurraladas, sem eira nem beira e as que deveriam fazer o bem, ou seja, proteger a sociedade estão preocupadas único e exclusivamente com suas cadeiras e que proporcionam-lhes poder e dinheiro (com suas exceções é claro, ainda que raríssimas).
Lamento a sua posição, o combate ao crime nas ruas é responsabilidade da Polícia Militar, a Civil é Polícia Judiciária, de investigação, instaura inquérito, mas depende de como manipulam esses procedimentos antes de serem remetidos ao Fórum, podem perfeitamente serem para induzir promotores e juízes para o bem ou para o mau, dependendo do averiguado ou de quem querem tirar do caminho por algum motivo.

Sugiro que leia o relatório da CPI DOS GRAMPOS, vai entender que quando interessa envolvem opositores sem qualquer dificuldade, afinal a policia judiciária tem a faca e o queixo na mão (entenda-se alguns promotores também, pequenas trocas de favor).
Sua experiencia vem de informações e as informações dos denunciantes dos flits vem da visão diária, do meio, de quem sofre na própria pele e, caso interesse não sou Alckmista, só consto de Serras da natureza e também não sou Aloisista, sou mesmo é MALUFISTA (pelo menos a corrupção era menor).
O GRANDE BANDIDO LUCIO FLÁVIO JÁ DIZIA POLÍCIA É POLÍCIA E BANDIDO É BANDIDO, mas hoje é bandido polícia e polícia bandido

(escrito por LUCINHA )

Blog post Delegado é afastado acusado de comandar o crime em Ilha Bela (SP) 16

Delegado é afastado acusado de comandar o crime em Ilha Bela (SP)

Imbroglione | 05/02/2010 at 19:33 | Categories:

A Delegacia-Geral da Polícia Civil determinou o afastamento preliminar, por 180 dias, do delegado Vanderlei Pagliarini de Almeida Filho. Ex-titular da Delegacia de Ilhabela, no litoral paulista, ele é investigado por quase uma dezena de crimes supostamente praticados durante os 12 anos em que chefiou o distrito.

O delegado-geral, Domingos Paulo Neto, acolheu manifestação da Corregedoria, que pede a demissão de Almeida Filho a bem do serviço público.

As investigações sobre o delegado ganharam força em dezembro, depois que promotores do núcleo do Vale do Paraíba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e homens da Corregedoria cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Sérgio Henrique Peixoto, o Sérgio Ganso.

Apesar de não ter cargo público, testemunhas afirmam que ele atuava como policial em Ilhabela, e andava armado.

Na casa dele foram apreendi dos um revólver calibre 38, uma carabina, granadas, spray de pimenta e munição comprada pela Polícia Civil.

Além disso, descobriu-se que Peixoto é foragido – foi condenado por um assassinato em Goiana (PE). Ele conseguiu fugir do cerco dos corregedores.

 No dia da apreensão, o delegado Almeida Filho compareceu espontaneamente à delegacia para apresentar cópia de um contrato de venda do revólver encontrado na casa de Peixoto.

O comprador seria Aparecido Alves da Silva, o Cido, que explorava o pátio de veículos apreendidos em Ilhabela.

Embora o documento tivesse data de abril de 2003, a arma ainda continuava registrada em nome do delegado.

 A partir daí, quatro inquéritos foram instaurados para apurar a conduta de Almeida Filho.

Segundo o Gaeco, ele é investigado por formação de quadrilha, prevaricação, participação em usurpação de função pública e porte ilegal de armas, entre outros.

Uma das suspeitas é de que o delegado esteja envolvido em esquema de grilagem de terra.

 As apurações correm sob sigilo.

 Procurado ontem, Almeida Filho não respondeu à ligação.

   

INDENIZAÇÃO EM TORNO DE R$ 2,3 MILHÕES MANCHA A MEMÓRIA DE MARIO COVAS…DE HERÓI A MERCENÁRIO “POST MORTEM” 30

Família de Covas deve receber R$ 2,3 milhões  ( gentileza do JOW ) 

O ex-governador de São Paulo Mario Covas, morto em 2001, foi considerado anistiado político pela Comissão da Anistia, em São Paulo. Com a decisão, a família do político deve receber indenização em torno de R$ 2,3 milhões.

 A informação é da Agência Brasil.

O processo em questão foi requerido por Florinda Gomes Covas, a dona Lila, mulher do ex-governador. Ela pediu o pagamento de uma quantia referente ao período em que Covas teve seus direitos políticos cassados. Ele deixou de receber seu salário de deputado federal entre 1969 e 1979.

Durante este período, Covas trabalhou como engenheiro na cidade de Santos, onde nasceu. Seguindo o texto da lei, a relatora do processo afirmou que, ao estado, cabe pagar uma prestação única de 300 salários mínimos, com o teto de R$ 100 mil. São 30 salários mínimos por ano de privação do trabalho.

“O Estado brasileiro pede perdão à família de Mario Covas e o declara anistiado político post mortem”, afirmou Sueli Belatto, integrante da Comissão da Anistia. Durante o relato, Sueli leu trechos de discursos de Covas, incluindo também depoimentos que o então deputado prestou aos militares após o Ato Institucional número 5. “A liberdade é algo pelo qual se merece morrer em qualquer lugar do mundo”, disse Covas, ao ser questionado se morreria pela liberdade de outros países, como o Vietnã.

O neto do ex-governador, o advogado Gustavo Covas Lopes, representou dona Lila na sessão de julgamento. “Ele [Mario Covas] teve uma vida pública bem forte, era respeitado por todos os partidos políticos, todo mundo o reconhecia como um grande homem. Só faltava o Estado brasileiro”, disse. “Em um país em que político é sinônimo de corrupto e ladrão, é mais que uma alegria, é uma honra ser neto de um político como o meu avô.”

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Paga meu povo, paga!

Denegrir os delegados é parte de um jogo montado para desmoralizar o ex governador de São Paulo. 7

29.01.2010 00h.50  
  Em defesa da Polícia Radialista afirma que a Folha escrachou delegados da Polícia Civil de São Paulo.Marcos Badilho
  com Ricardo Faria  
     
  Na domingo, 24, o jornal Folha de São Paulo estampou: “A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga cerca de 800 dos 3.313 delegados do Estado. Os procedimentos foram abertos pelas mais variadas suspeitas (extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação, mau uso de dinheiro público etc). Até agora, 418 policiais foram removidos dos cargos ”.O combativo radialista João Alckmin, saiu em defesa da Polícia Civil, criticou o jornal, o Secretário de Segurança Pública e as instituições classistas. Por suas posições, Alckmin é ameaçado constantemente e já enfrentou um atentado à bala.“Em novembro, fazem três anos que recebi os dois tiros, um no braço e outro no pescoço que quase me deixou tetraplégico, provavelmente a mando da “banda podre” da Polícia Civil. Somente agora o inquérito foi remetido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a pedido do diretor da Polícia Civil do Vale do Paraíba, Dr. Márcio Dutra. Enfim, as investigações estão sendo bem conduzidas. Estou tranqüilo, continuo denunciando os envolvidos com máquinas caça-níqueis, com desmanches, adulteração de combustíveis, trafico de drogas e outras atividades ilícitas.” Assegurou João Alckmin.

Como vê essa matéria na Folha de São Paulo acusando 800 delegados? – João Alckmim – Trata-se de uma imbecilidade, uma estupidez. Nunca vi uma cretinice como essa na minha vida. Não são oitocentos delegados envolvidos com corrupção, a maioria deles responde a processo disciplinar; – Alguns por se apresentar sem o crachá; – Outros sem gravata; – Há os que teriam chegado atrasado, batido a viatura ou até por terem se demorado na volta do almoço. Grande parte da nossa polícia é composta por homens dignos, honestos e decentes. A reportagem do jornal teve ajuda da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública; – O próprio Muneta, chefe da assessoria, me confessou isso. Tanto é que fiz um Boletim de Ocorrência contra ele.

Então, não há 800 delegados corruptos? – Isso não existe! Vou lhe dar alguns dados. O que existia contra o Delegado Everardo Tanganelli foi arquivado; – O Delegado Ivaney Cayres não tem nenhum procedimento em andamento contra ele, e vai por ai afora. Os delegados citados foram destaque na administração Geraldo Alckmin, mas ninguem fala da guerra  deflagrada entre ele e o Aloísio Nunes Ferreira. Denegrir os delegados é parte de um jogo montado para desmoralizar o ex governador de São Paulo.

E quanto a existência de delegados desonestos, como é que fica? – Temos delegados corruptos, delegados ladrões, como também juizes, promotores, radialistas, jornalistas, médicos etc. A corrupção que a Folha de São Paulo estampa está só na Polícia Civil. Não conheço boa parte dos delegados, mas, pelo que levantei, dos oitocentos citados, setecentos e noventa tem problemas funcionais.

A matéria escrachou a Polícia Civil do Estado de São Paulo, como vê isso? – Estou muito a vontade para falar, pois sou um crítico feroz da corrupção policial. Mas, nesse caso específico, a acusação foi vergonhosa, um descalabro, um desserviço. Porque não falaram nada da Polícia Militar? 

Como assim? – Será que esqueceram que há alguns anos o filho do então comandante da PM foi preso, na própria casa, com carros roubados. Há outros deslizes.

E quanto ao Secretário da Segurança Pública? – O Dr. Antonio Ferreira Pinto prega moralidade, integridade, honestidade. Não o conheço. Dizem que se trata de um homem sério. Mas, é preciso lembrar que o Dr. Ferreira era o Secretário de Assuntos Penitenciários quando o Brasil foi levado às barras do Tribunal Internacional dos Direitos Humanos, sob acusação de torturas. Foi no Governo Geraldo Alckmin que muitos presidiários foram deixados ao relento sem ter onde dormir.

A acusação aos delegados seria parte de uma guerra política? – Exatamente, entre o Geraldo Alckmin e o Aloísio Nunes Ferreira. Estou muito a vontade para falar, pois não tenho relacionamento com o Geraldo. Se ele for candidato e não ganhar é muito melhor para mim. Também não sou amigo do Aloísio que, para quem não sabe, foi processado por roubo a bancos nos anos setenta, as chamadas expropriações.

O que acha da atuação da Polícia em relação ao jogo do bicho, ao tráfico, contrabando e outras atividades ilegais? – É uma vergonha, mas é preciso lembrar e definir as funções. O combate ao crime nas ruas é responsabilidade da Polícia Militar, a Civil é Polícia Judiciária, de investigação, instaura inquérito e remete ao Fórum. Boa parte das pessoas não sabe disso.

Qual a sua opinião sobre a Folha de São Paulo? – Não é só por essa matéria incriminando os delegados que não aprecio a Folha. Entre outras, nos anos setenta, o jornal cedeu veículos e uniformes aos órgãos de repressão para sequestrar, torturar e assassinar pessoas sem que ninguém tomasse conhecimento, as ações foram do Doi-Codi, Deops e Oban; – A Folha de São Paulo soltou uma matéria afirmando que não houve uma ditadura sim uma ditabranda no Brasil. Imagine só, o jornal mentiu, ocultou sequestros, prisões, torturas e assassinatos. Não acredito nesse jornal que posa de vestal tentando enxovalhar a honra da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A soldo não sei de quem.

4Leia a matéria da Folha de São Paulo 

4Leia matéria no Flit Paralisante

4Delegada sai em defesa de colegas investigados

marcosbadilho@gmail.com – ricardo@vejosaojose.com.br

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), precisa iniciar já a sua campanha à Presidência da República para ter chances de vencer 11

Serra precisa começar já sua campanha, diz ‘Economist’
atualizado em 05 de fevereiro de 2010 às 00h43 

A revista britânica The Economist traz na sua última edição, publicada nesta quinta-feira, um artigo em que diz que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), precisa iniciar já a sua campanha à Presidência da República para ter chances de vencer. No texto, intitulado “Serra espera, um pouco pacientemente demais, pela Presidência”, a revista traça um perfil do governador, destacando que ele “é certamente um forte candidato a ocupar a vaga” de Luiz Inácio Lula da Silva.

“O líder na futura disputa presidencial no Brasil tem feito um bom trabalho governando o maior Estado do País. Mas para manter sua liderança, ele precisa começar a fazer campanha”, diz o artigo. “Apesar de todas as boas histórias que tem para contar sobre seu período como governador, a forte liderança que ele manteve nas pesquisas por um ano recentemente diminuiu, à medida que o presidente Lula, ainda imensamente popular após sete anos no governo, tem feito campanha com vigor para sua candidata, Dilma Rousseff.”

A revista ressalta que Serra e Dilma têm semelhanças ideológicas, embora o governador “pareça mais inclinado a impulsionar reformas fundamentais necessárias para melhorar os serviços públicos e acelerar a economia”. “Rousseff, embora seja uma administradora capaz, é ainda menos carismática que seu rival. Por isso, os números de Serra devem voltar a subir assim que ele inicie sua campanha.”

“Mas, o turbulento sistema multipartidário brasileiro, no qual candidatos precisam costurar delicadamente amplas coalizões, é duro para aqueles que perderam impulso. Serra precisa fazer comícios e começar a se promover agora, se não quiser ser lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve”, conclui o artigo.

S.O.S. – LIQUID’AÇÃO FLIT PARALISANTE…ÚLTIMOS DIAS! APROVEITEM QUE VAI ACABAR! 98

Processo 050.10.006282-2 – Crimes Contra a Honra (art. 138 a 140, CP) – JUSTIÇA PÚBLICA – ROBERTO CONDE GUERRA
– DIPO 4.2.1. – Fls. 88: “Intime-se o requerente a fornecer o endereço da empresa ‘Wordpress’, no prazo de 10 dias”. Adv. Helio
Bialski, OAB/SP n.º 16.758, Daniel Leon Bialski, OAB/SP n.º 125.000, João Batista Augusto Junior, OAB/SP n.º 274.839.
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FLIT PARALISADO

PODER JUDICIÁRIO: EXISTE, MAS POUCOS NELE CONFIAM…”EU ACREDITO NA JUSTIÇA DO MEU PAÍS”! 9

FGV: brasileiros duvidam da honestidade do
Judiciário

Extraído de: Parana Online  – 

Cerca de 70% da população brasileira duvida da honestidade e imparcialidade do Poder Judiciário, de acordo com pesquisa realizada pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede o Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil).

Os nordestinos lideram o ranking da desconfiança. Respectivamente, em Salvador e em Recife, 79,2% e 78,7% dos entrevistados disseram duvidar da honestidade e imparcialidade do Judiciário. Em seguida vieram Rio de Janeiro (71,7%) e São Paulo (71,4%). Completam a lista Belo Horizonte (68,5%), Brasília (67,4%) e Porto Alegre (59,5%).

Outro ponto mal avaliado pela população foi a capacidade de solução de conflitos. Na média nacional, 60,6% dos que responderam à pesquisa afirmaram que o Judiciário não é competente ou tem pouca competência para solucionar conflitos. Mais uma vez, Recife puxa essa média e destoa das outras capitais: 74,2% dos recifenses não acreditam que o Judiciário seja competente para solucionar conflitos. Na outra ponta da tabela, vem Porto Alegre, com 51,2% das respostas. No segundo lugar, com 62,4% do total está Brasília seguido pelo Rio de Janeiro (61,5%), São Paulo (60,7%), Belo Horizonte (58,9%) e Salvador (56,8%).

O ICJBrasil procurou avaliar o grau de satisfação em relação ao Judiciário. Dentre uma amostra de 1.588 pessoas, 25,9% participaram de algum processo judicial nos últimos 5 anos. Desta amostra, 30,2% afirmou que ficou muito insatisfeito com a atuação do Judiciário, 38,8% ficou pouco satisfeito, 29,6% ficou satisfeito e apenas 1,5% ficou muito satisfeito.

Morosidade

A lentidão também foi apurada pelo índice. São Paulo continua ostentando o posto de cidade que acredita que o Judiciário resolve os conflitos de forma muito lenta, com 94,6% das respostas, acima da média nacional (93,4%). Já Recife está no outro oposto da escala, com 90,9%. Outras respostas foram Brasília (94,3%), Porto Alegre (91,4%), Rio de Janeiro (92,9%), Salvador (93,8%) e Belo Horizonte (93%).

“Mesmo com os esforços do Conselho Nacional de Justiça em reduzir o volume de processos sem julgamento nos tribunais, dando maior agilidade aos casos, continua preocupante a constatação de que, em todas as capitais, permanece a sensação de que a Justiça é muito lenta para a esmagadora maioria da população”, analisa Luciana Gross Cunha, professora da Escola de Direito da FGV e coordenadora do ICJBrasil.

Quando demandada a responder sobre os custos de acesso ao Judiciário, é nítida a discrepância entre as capitais. Recife é a cidade com maior índice de pessoas que acredita que o custo de acesso ao Judiciário é elevado, 85,4%, enquanto em Brasília, 71,1% disseram que este custo é alto. Em segundo lugar, vem São Paulo, com 80,2% de respostas, seguido por Belo Horizonte (78,5%), Porto Alegre (75,8%), Rio de Janeiro (75,2%), Salvador (74,1%). A média nacional ficou em 78%.

O quesito de acesso ao Judiciário é um dos mais críticos do subíndice de comportamento. A média nacional de respostas que afirmam que o acesso ao Judiciário é inexiste ou difícil chega a 59% do total. Das capitais, Recife é a, de longe, a que mais reclama da inacessibilidade do Judiciário: 73%, seguido por Belo Horizonte (67,4%), Salvador (64,3%), São Paulo (60,5%), Brasília (56,2%), Rio de Janeiro (50,6%) e Porto Alegre (50,6%).

Caso Palocci

A FGV aproveitou a abordagem para questionar também a opinião da população em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Em agosto do ano passado, o STF rejeitou denúncia sobre quebra de sigilo contra ele. Para 39,8% dos entrevistados, a Corte Suprema não agiu de forma neutra no caso e mais de 23% não souberam opinar sobre o caso.

Apesar do mau desempenho do Judiciário em todos os setores avaliados, o Índice de Confiança na Justiça geral do quarto trimestre de 2009 avançou 3,5% em relação ao período imediatamente anterior, registrando 5,8 pontos, numa escala de 0 a 10. No terceiro trimestre de 2009, o ICJBrasil havia registrado 5,6 pontos.

O ICJBrasil começou a ser mensurado no segundo trimestre de 2009 pela FGV, em parceria com a Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), também da Fundação Getúlio Vargas – responsável pela mensuração dos Índices de Confiança da Indústria, do Consumidor e de Inflação.

Durante o quarto trimestre, foram entrevistados 1588 pessoas em 7 regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Porto Alegre) selecionados a partir de uma amostra definida pela faixa de renda familiar, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2007.

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Que remédio!

Como alguém com segundo grau consegue passar no concurso de Delegado? 23

A corrupção existe na polícia civil porque há aval do legislativo, executivo, etc. Na década de 90 foi aprovado no concurso pessoa que possuía apenas o 2º grau, tinha diploma falso. Apenas para clarear a menória, trata-se do Delegado Tonelada. Como alguém com segundo grau consegue passar no concurso de Delegado? Na época foi cogitado de abrir CPI para apurar os fatos, mas acabou em pizza, tendo em vista que são os Deputados que distribui cargos ao consursando. Minha indigação é que fiz concurso para Delegado, cheguei em 07 (sete) orais e não consegui ser aprovado, enquanto pessoas da região de Araçatuba/S.P., passavam no primeiro ou segundo oral. Há pouco dia fui assistir uma palestra com o professor Caetano – corregedor da polícia de São Paulo e tivemos o seguinte diálogo:
pergunta :- professor Caetano há racismo no concurso de Delegado de Polícia.
Resposta:- não há preconceito de cor, raça, religião, etc., basta estar preparado, portanto, estudem que vale a pena.
pergunta:- professor Caetano, carcereiro não é visto com bons olhos na corporação, há preconceito ao postular o cargo de delegado.
Resposta:- como disse anteriormente não há preconceito, basta estar preparado.
-pergunta:- professor Caetano o Dr. pode me informar porque fiz 07 orais e fui reprovado.
resposta:- o Sr foi Carcereiro, teve punição?REspondi que não, tive foi promoção.
O professor Caetano me disse: você não estava prepara, deveria continuar prestando concurso, talvez o oitavo seria a minha vez.

Ocorre que ele passou no primeiro oral.
Não preciso dizer mais nada.

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Simples,  a esposa do Tonelada era secretária do Presidente do Tribunal de Contas do Estado!

Oficiais da PM-RJ querem fazer novo concurso e voltar a ser praça para ganhar Bolsa Olímpica 11

JORNAL O DIA:
Oficiais querem fazer novo concurso e voltar a ser praça para ganhar Bolsa Olímpica
Sem benefício, tenente ganhará menos que soldado
POR MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio – O Bolsa Olímpica — benefício de R$ 1,2 mil para policiais civis e militares, bombeiros e guardas municipais que atuarão na Copa 2014 e nos Jogos de 2016 — está fazendo com que um grupo de tenentes, oficiais que não têm direito à gratificação, queira voltar a ser praça. O benefício será restrito a quem recebe até R$ 3,2 mil e, portanto, vai excluir os oficiais. Alguns passarão a receber menos do que subordinados beneficiados pelo programa do Ministério da Justiça.
Por isso, esses tenentes planejam fazer o próximo concurso para a PM — ainda sem data definida. Se passarem na prova, os oficiais deverão pedir baixa para entrar de novo na instituição. Inscrever-se num novo concurso foi a forma que os oficiais encontraram de protestar contra o benefício, já que fazem a prova fardados, o que, acredita o grupo, causará constrangimento na corporação.
Melhores salários são uma reivindicação antiga da Polícia Militar. Segundo o presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), tenente Melquisedec Nascimento, em 2005, PMs armaram um protesto devido às baixas remunerações. Na época, a governadora era Rosinha Garotinho e o secretário de Segurança Pública, Marcello Itagiba.
“Os policiais prometeram jogar suas espadas no mar, no Forte de Copacabana, porque o governo ofereceu um aumento bem abaixo do pedido pela classe. A ideia dos oficiais de fazer novo concurso e voltar a ser praça só mostra que a situação salarial do PM só piora a cada ano”, avaliou Melquisedec.
DESCONTO MAIOR
Benefício melhora o salário, mas aumenta também o imposto
Com a bolsa de R$ 1,2 mil, não só o salário dos praças aumenta, mas também o desconto no imposto de renda. Há três alíquotas. Segundo o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Vanderlei Ribeiro, cabos e soldados estão inseridos na mais baixa delas. Com o benefício, eles serão incluídos no percentual maior, o de 27,5%.
Um PM que paga pouco mais de R$ 100 por mês de contribuição passará a gastar cerca de R$ 500. “Na verdade, essa bolsa é de R$ 700, que é o que sobra. O governo dá com uma mão e tira com outra. É preciso definir a política salarial”, defende Ribeiro, que pretende entrar na Justiça contra o decreto do Bolsa Olímpica. “Já conversamos com os advogados. Ou todos os policiais recebem ou vamos pedir anulação do decreto”, disse ele.
A regulamentação do decreto deve ser publicada até semana que vem. 

fonte: Coronel Paúl 

Não basta só mudar o nome da PM: “O que tem de mudar é o caráter do policial, que não pode agir como um soldado em guerra” 32

04/02/2010 at 10:01 – by JOW

‘Não basta só mudar o nome da PM’

Especialistas cobram alteração na conduta e desmilitarização da estrutura e do treinamento da corporação

Filipe Vilicic

Há um consenso entre especialistas em segurança pública: só mudar o nome da Polícia Militar não basta para transformar o perfil da corporação. “A proposta de voltar a chamar de Força Pública é limitada”, afirma o juiz Sérgio Mazina, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim). A edição de ontem do Estado antecipou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) do governador José Serra (PSDB), publicado no Diário Oficial. “Há questões mais importantes a serem discutidas, como a integração das Polícias Civil e Militar no combate à criminalidade.”

O problema apontado por Mazina foi destacado também por outros estudiosos como importante elemento para o crescimento da criminalidade em São Paulo. Fato apontado em estatísticas da violência também antecipadas pelo Estado, na edição de terça-feira. Os dados revelaram, por exemplo, um aumento de 18% nos roubos nas cidades paulistas entre 2008 e 2009, quando ocorreram 257 mil casos desse crime.

O diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, está entre aqueles que apoiam a mudança de nome. “É uma atitude simbólica que representa muito em uma corporação cheia de simbolismos”, afirma. “O nome Força Pública ajuda a consolidar o empenho que ocorre há cerca de 15 anos de aproximar a corporação da população e reprimir abusos e ações violentas de policiais.”

Mizne, porém, diz acreditar que a troca não terá sentido se não for feita também uma desmilitarização da PM. “É preciso eliminar esse conceito da polícia”, defende. “Afinal, um militar é treinado para matar um inimigo. Algo muito diferente do trabalho de um policial, que defende o cidadão e deve preservar direitos até do criminoso.”

O coronel da reserva José Vicente da Silva Filho considera prejudicial a mudança. “O nome Força Pública confundirá as pessoas”, diz. “Isso porque o termo “polícia” é universal e mesmo um estrangeiro o identifica.” O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado, o coronel da reserva Luiz Carlos dos Santos, também discorda da alteração. “Chamar de Força Pública é apenas uma louvação ao passado da corporação”, diz. “Não vale os custos para trocar documentos e identificações de viaturas e uniformes. Será um gasto desnecessário.”

O coronel Silva Filho acrescenta que a alteração não traz vantagens para a população. “Só é de interesse interno da corporação, que quer exaltar um bom serviço, e uma manobra política para retirar um nome que remete à ditadura militar”, argumenta.

“O que tem de mudar é o caráter do policial, que não pode agir como um soldado em guerra”, afirma Maurício Campos, da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência. “Mas concordo que chamar de Força Pública, apesar de ser uma medida superficial, é melhor. Ao menos tira o militar do termo e pode ser uma forma de pressionar o governo federal a mudar a estrutura da polícia.”

Para Paula Miraglia, diretora executiva do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, o nome PM não traz conotações ruins. “Toda democracia precisa de controle social, uma polícia”, afirma. “O ponto é que há assuntos mais importantes a serem tratados.” Ela cita a necessidade de controle externo eficaz e revisão do treinamento.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100204/not_imp506046,0.php

DORMINDO COM INIMIGO: Quando tantos chefes policiais integram o rol de cidadãos suspeitos, chega a parecer um milagre que ao longo dos anos precedentes a criminalidade tenha recuado 3

FOLHA DE SÃO PAULO – OPINIÃO

São Paulo, quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010

RICARDO MELO

Dormindo com o inimigo

SÃO PAULO – Para quem acompanha as manchetes, a notícia de que a violência voltou a crescer em São Paulo não foi exatamente um raio em céu azul. Tudo indica que as medidas de combate à criminalidade adotadas no Estado nos últimos anos atingiram seu limite de eficácia. Sempre é fácil culpar a crise econômica, como faz o governo Serra. Difícil é convencer. Uma olhada na série histórica mostra que, mesmo com desemprego maior, foi possível no passado exibir avanços no combate à violência.
As razões para a inversão na curva de homicídios e a disparada de roubos e latrocínios parecem bem mais domésticas. Uma pista: reportagem de André Caramante publicada no último dia 24 informou que cerca de um quarto dos delegados da polícia civil paulista é alvo de algum tipo de processo.
Trocando em miúdos, tem-se que 800 funcionários dos mais diferentes escalões de comando, teoricamente encarregados de zelar pelo cumprimento da lei, enfrentam problemas variados com a Corregedoria. A lista de acusações é ampla. Vai de pequenos delitos a negócios milionários com traficantes e a cúpula do banditismo.
Casos de corrupção policial certamente nunca foram exclusivos da corporação paulista. O que impressiona é a espessura da sujeira. Quando tantos chefes policiais integram o rol de cidadãos suspeitos, chega a parecer um milagre que ao longo dos anos precedentes a criminalidade tenha recuado. Seja como for, mais cedo ou mais tarde o problema teria que aparecer nas estatísticas. Apareceu agora.
O atual secretário da Segurança se diz comprometido a colocar o dedo na ferida. Trabalho nada pequeno, nem tanto pela quantidade. Mais grave é que entre os 800 sob suspeita estão vários cardeais da corporação, gente que dificilmente entrega o distintivo sem antes fazer muito barulho. Mas, sem dúvida, o azul ou vermelho das futuras estatísticas dependerá sobretudo do resultado desta queda de braço.

JUSTIÇA GRAMATICAL? NÃO, JUSTIÇA DE JUÍZES QUE JAMAIS PRESIDIRAM AUDIÊNCIAS 1

Justiça gramatical

Claudio Weber Abramo

Imagine o eventual leitor que um agente da Polícia Federal de plantão em algum aeroporto brasileiro, num certo dia, receba um telefonema durante o qual alguém informe sobre a presença de um bombardeador suicida num avião que esteja prestes a decolar. Imagine ainda que, ao ser indagado sobre sua identidade, o denunciante decline de fornecê-la. Imagine também que, com base na informação recebida, o agente decida sustar a decolagem para averiguar a questão. Suponha, por fim, que a diligência resulte na confirmação da informação: o passageiro denunciado efetivamente veste um colete recheado com bananas de dinamite.

Pergunta-se: qual pode ser a consequência legal para o terrorista?

Resposta: nenhuma, ao menos segundo o entendimento do sr. Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme o ministro, denúncias anônimas não podem motivar iniciativas de agentes públicos. O certo seria o policial nada fazer a respeito. Pior, uma vez que teria cometido um ato ilegal, o agente poderia sofrer punição administrativa e mesmo ser processado. Quanto ao terrorista, seria libertado com desculpas. Poderia ainda processar o policial federal por danos morais.

Essa, sem tirar nem pôr, foi a decisão de Asfor Rocha ao conceder liminar a mandado de segurança impetrado por investigados na Operação Castelo de Areia contra a própria existência da ação penal contra eles. Para o ministro, parte dos indícios de práticas de corrupção de que são acusados executivos da empresa Camargo Corrêa e que informam o processo decorrente da Castelo de Areia seria inválida, porque a denúncia original foi anônima.

É claro que a responsabilidade dos executivos em questão teria de ser confirmada judicialmente antes de se poder afirmar que eles, de fato, cometeram crimes de corrupção.

No entanto, caso a liminar concedida por Asfor Rocha não seja derrubada no STJ e se recursos posteriormente apresentados ao Supremo Tribunal Federal forem rejeitados, não haverá decisão judicial alguma, porque não haverá processo.

O caso do ministro-presidente do STJ é exemplar de um particular tipo de disfuncionalidades da Justiça brasileira – a tendência manifestada por muitos magistrados de considerarem que a Justiça não passa de um jogo de formalidades sem relação com a vida. Para eles, a literalidade dos textos legais é muito mais importante do que a administração de justiça. Não atentam para o fato de que, se as situações concretas levadas aos tribunais devessem sempre ser decididas por aplicação mecânica de dispositivos legais, então, não existiria justificativa para a existência de juízes. Máquinas poderiam cumprir a tarefa, o que, aliás, fariam melhor do que seres humanos, pois a vantagem das máquinas é fazerem sempre tudo do mesmo jeito.

Justiça é outra coisa. As leis não são formuladas como exercícios sintáticos destinados a tertúlias entre operadores do Direito, mas para enfrentar situações concretas. Os códigos legais refletem, no limite, as expectativas de justiça emanadas da sociedade.

É claro que as leis mudam muito mais devagar do que as aspirações sociais. Isso não é mau, pois é necessário proteger o arcabouço jurídico de mudanças intempestivas, que no longo prazo se podem revelar contraproducentes. De toda maneira, um dos motivos pelos quais juízes existem é abreviar a distância entre as leis e as expectativas da sociedade.

É claríssimo que a formulação constitucional que proíbe a denunciação anônima (e, por consequência, também proíbe ao Estado ocultar a identidade de denunciantes) é demasiado abrangente e anacrônica. A base desse preceito são relações privadas: uma pessoa física não pode sofrer processo (por exemplo, por danos materiais) movido por alguém que permaneça não identificado.

Não é de modo algum o caso de processos movidos por agentes do Estado, como são os promotores públicos. Estes não agem anonimamente.

Observe-se que as convenções internacionais de combate à corrupção de que o Brasil é signatário explicitam a necessidade de se montarem mecanismos de recepção de denúncias sem exigência de identificação do denunciante. Isso é muito importante para se obterem informações, principalmente, de agentes do Estado e de funcionários de empresas envolvidas em corrupção (ou de seus concorrentes, claro), os quais de outra forma se sentiriam justificadamente vulneráveis. Sem esse tipo de proteção a investigação de possíveis atos de corrupção de alto coturno se torna quase impossível.

Vários órgãos brasileiros aceitam denúncias anônimas, como, por exemplo, a Controladoria-Geral da União (CGU). No sítio da CGU na internet podem-se denunciar suspeitas de corrupção sem necessidade de identificação. A CGU processa internamente essas denúncias e quando considera serem, em tese, plausíveis abre processos de investigação. Faz isso de ofício, quer dizer, o procedimento é desencadeado pelos agentes do próprio órgão.

O mesmo acontece com os serviços de Disque-Denúncia, que se espalham com grande sucesso por vários Estados do País e têm sido responsáveis pela redução de certos tipos de crimes, como sequestros.

Se dependesse de Asfor Rocha, tudo isso seria considerado ilegal.

No caso em questão, é evidente que o ministro poderia ter ponderado que tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público agem de ofício, e que, portanto, a denúncia contra os réus da Camargo Corrêa não foi anônima.

Ao não reconhecê-lo, o ministro-presidente do STJ emite o sinal claríssimo de que, se depender dele e daqueles que pensam como ele, no Brasil a investigação de corrupção deve ficar restrita a casos triviais.

Claudio Weber Abramo, bacharel em Matemática e mestre em Lógica e Filosofia da Ciência, é diretor executivo da Transparência Brasil, organização não-governamental dedicada ao combate à corrupção no País.

fonte: O ESTADO
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Envolvimento com questões operacionais
 
Estudioso, com boa formação acadêmica e articulado, Cesar Asfor Rocha costuma ser lembrado quando se cogita de indicações técnicas para o Supremo Tribunal Federal. Trabalhou nos estudos de reformulação do Código Civil e escreveu um livro sobre a obra do jurista Miguel Reale. É um incentivador da cultura do Nordeste. Recebe bem os advogados e os atende sem restrições.
 
COMO INFLUENCIA AS DECISÔES — Bom argumentador, é eclético e influente na 4a Turma (Direito Privado) e na Corte Especial — em especial em matéria de Processo Civil e Direito Comercial. No Direito Sucessório tem produzido acórdãos paradigmáticos. É rigoroso em Matéria Penal. Abriu precedente ao dar liminar em processo ainda não julgado na Segunda Instância para evitar danos às partes.
 
ATRIBUTOS ESPECIAIS — Oriundo da advocacia, respeita a jurisprudência, mas não se prende a formalismos. Busca celeridade e presteza nos julgamentos. Com o gabinete sempre em dia, envolve-se com as questões operacionais do Superior Tribunal de Justiça e sempre se prontifica a resolver conflitos e trâmites administrativos.
 
Entre as causas de maior destaque que relatou está a que decidiu que poupança é uma relação de consumo, assegurando a aplicação do Código do Consumidor nos contratos bancários. No julgamento da ação, o ministro afirmou que o Código de Defesa é claro ao definir o que são consumidores e fornecedores de produtos e serviços, enquadrando nesses conceitos as instituições. Os titulares das cadernetas de poupança não pagam diretamente pelos depósitos efetuados, mas os bancos obtêm remuneração do próprio uso do dinheiro dos poupadores, aplicando livremente no mercado financeiro um percentual máximo determinado pelo Banco Central, repassando apenas parte do lucro.

GLOBELEZA: JORNAL NACIONAL FALANDO DO ALAGÃO 2

Vejam só, minutos atrás, pela primeira vez, o Jornal Nacional brindou seus telespectadores com alguns segundos do inferno quente e molhado que martiriza o povo Paulistano.

Mas não para falar da desgraça dos infortunados das periferias.

Para falar dos 110 Km de congestionamento e, principalmente:

DANOS CAUSADOS PELA ENCHENTE NA REGIÃO DO SAMBÓDROMO.

Sim, danos em carros alegóricos, instrumentos e adereços de Escolas de Samba.

Estão deveras preocupados…

Com o Carnaval, semana que vem.                                                                                                                                                                

Nada mais!

Samba meu povo, samba!