Está programada para a próxima quarta-feira (13) uma gigantesca passeata na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, do contingente de segurança que trabalha no Distrito Federal 13

Passeata armada
Uma manifestação de agentes e delegados da Polícia Federal e das policias civil e militar do DF vai coincidir com a chegada em Brasília dos presidentes da China, da Rússia e do primeiro ministro da Índia para o encontro com o presidente Lula
Leonel Rocha

Está programada para a próxima quarta-feira (13) uma gigantesca passeata na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, do contingente de segurança que trabalha no Distrito Federal. Agentes e delegados da Polícia Federal e das polícias civil e militar do DF, além dos bombeiros, vão incorporar o modelito sindicalista para reivindicar a adoção do novo plano de carreira das categorias. A diferença para as manifestações dos outros servidores públicos é que na passeata dos funcionários do setor de segurança, os policiais estarão armados com fuzis, metralhadores e revólveres durante o protesto.

A passeata de quarta-feira (13) vai coincidir com a chegada em Brasília dos presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dimitry Medvedev, e do primeiro ministro da Índia, Manmohan Singh, para o encontro com o presidente Lula. Em vários Estados agentes, delegados e pessoal administrativo da PF também vão paralisar as atividades na quarta-feira para pressionar o Congresso a votar a nova lei orgânica da categoria.

Nesta sexta-feira (9) uma assembleia dos policiais do DF contou com a participação de quase 300 pessoas. Muitas delas armadas. Depois da assembleia, foi organizada uma carreata que passou pela Esplanada dos ministérios e chegou a ir ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) onde está funcionando a Presidência da República. A manifestação de hoje foi organizada pelos dirigentes sindicais e contou com a simpatia do comando da PM, que organizou o trânsito para facilitar a vida dos sindicalistas.

Em 2008, em São Paulo, uma passeata armada terminou em grande tumulto. Os policiais civis paulistas estavam em greve e protestavam rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. A Polícia Militar tentou impedir o avanço da marcha, e houve o confronto, que acabou com 25 feridos, entre eles, um oficial da PM baleado. Leia textos de ÉPOCA sobre aquele episódio:

>>Só falta rolar na lama
>> Campanha salarial e baderna policial

 

“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”…GOZADO, NÉ? 3

12/04/2010 – 18:15
Agência Estado

No interior de SP, delegados só prendem casos graves

Agência Estado

Por José Maria Tomazela

Sorocaba, SP – Com as cadeias superlotadas e sem vaga para novos presos, os delegados da Polícia Civil da região de Sorocaba, no sudoeste paulista, só estão pedindo a prisão temporária de suspeitos ou acusados em caso de crimes graves. A orientação partiu do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, como uma medida extrema.

“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”. Nos demais, eles devem concluir o inquérito e só então pedir a prisão preventiva, já que nesse caso o preso vai para um Centro de Detenção Provisória (CDP).

A medida se deve à situação de caos em que se encontram as prisões vinculadas à Secretaria da Segurança Pública na região. A cadeia de Itapeva, a 280 km de São Paulo, está sob ameaça de interdição pela Justiça. Uma vistoria realizada na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara constatou que o prédio tem capacidade para 50 detentos, mas abrigava 191. De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), os presos dormem nos banheiros, os sanitários estão entupidos e sem chuveiro e, para tomar banho, eles usam canequinhas.

Os médicos que atendem os detentos a cada 15 dias não conseguem extinguir doenças provenientes da superlotação, como a sarna. O prédio não tem laudo do Corpo de Bombeiros, nem alvará da Vigilância Sanitária e está em condições precárias.

O titular do Deinter 7 disse que a cadeia de Itapeva não é a única com problemas. “Todas as nossas unidades estão com 300% da capacidade nominal e em algumas temos limitações impostas pela Justiça.”

O excedente chega a 1.100 detentos na região. Em Cesário Lange, a cadeia é para 12 presos, mas abriga 56 e já chegou a ter 80. De acordo com o diretor, todos os dias há necessidade de fazer o remanejamento de presos para aliviar a tensão no sistema, o que ocupa parte do efetivo da Polícia Civil e prejudica outras atividades, como a investigação.

“Nossa expectativa é de que a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória da Secretaria de Administração Penitenciária) resolva ou pelo menos alivie o problema”, disse. Está em obras um CDP em Iperó e há previsão de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) em Porto Feliz, além de um complexo feminino em Votorantim. A Prefeitura de Porto Feliz é contrária à obra e tenta o embargo judicial.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que até 2011 serão construídas 49 novas unidades prisionais no Estado de São Paulo, gerando mais 39.540 vagas

AS FAXINEIRAS DA DELEGACIA SEXIONAL DE RIBEIRÃO PRETO…SERÁ? 40

COMENTÁRIO DE POLICIAL INDIGNADO

Seria engraçado, se não fosse ridículo!

O Delegado Sexional de Ribeirão Preto, manda o seu bagre ensaboado mor, prá dar uma resposta idiota dessas!

Sabem porque?

Porque na Sexional de Ribeirão (que fica coladinha com o Deinter 3), as unicas coisas que recebem atenções diárias das Autoridades, são as mini saias, decotes e preguiça – das mocinhas que deveriam ser responsáveis pela faxina do prédio (que está a um passo de virar um pardieiro)!

Porém o que as “meninas” menos fazem por lá – é limpar (pelo menos o prédio)! Passam todo o período da manhã circulando rebolativamente pelos corredores e se esfregando em todos os homens que passam (cruzam) por elas! Já o período da tarde, depois de vestirem mini vestidos, ficam circulando pelo pátio, angariando novos fregueses…

Tudo isso, é claro, quando não estão ocupadas, “BRINCANDO DE PIÃOZINHO” (palavras delas!), na sala do Delegado Sexional ou no restaurante da esquina almoçando com ele; ou – ainda – na copa recebendo presentinhos como: calcinhas fio dental da mais cara Boutique de Langerie da cidade ou um celular de última geração, do Bagre ensaboado; ou – ainda – recebendo ëntusiásticas atenções do “tira” de confiança do Sexional, que só faz questão de ser simpático com as dedicadas “meninas”!

Essas mocinhas se acham tão importantes, que comentam, prá quem quiser ouvir, em todos os lugares onde vão:

– que os Delegados da Sexional “comem em sua mão” e fazem tudo o que elas querem…

– que ganharam viagem de reveillon do “Marquinhos” prá um hotel de luxo…

– que gsnharam dinheiro prá reformar a casa…

– que ganharam as motos (zero) que usam, mas que agora, estão a fim de um carro…

– que o Delegado novo ficou “doidinho” por elas…

– que o tira de confiança do Delegado ganhou uma sala só prá ficar com elas…

– que, este ano, pela terceira vez, ficarão como responsáveis pela separação de todas as roupas arrecadadas pela “campanha do agasalho” – e que, de novo, “tudo o que prestar” elas vão levar prá casa e, o que não servir, vão vender…

Assim sendo, é claro que o Digníssimo Sexional de Ribeirão e seu Primeiro Assistente ( que nunca sabe nada de nada) não conseguem tempo (ou energia) prá se atualizarem sobre qualquer assunto da Delegacia, já que, inclusive nos finais de semana, frequentemente, participam de reuniões em chácaras que são abrilhantadas, adivinhem por quem?

 Pelas dedicadíssimas faxineiras da Sexional número 1 do estado de São Paulo!

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Verdadeiramente, Ribeirão Preto sempre foi hospitaleira.

O  povo é muito acolhedor; as mulheres lindas.

A gente se adapta rapidamente aos bons costumes da terra…

( P.S.: ” BRINCANDO DE PIÃOZINHO”, mas  que brincadeira é essa? )

O MINISTÉRIO PÚBLICO E A POLÍTICA PARTIDÁRIA Resposta

O MP e as atividades políticas

12 de abril de 2010 | 0h 00

– O Estado de S.Paulo

A Constituição de 88 multiplicou as prerrogativas e concedeu autonomia funcional e administrativa ao Ministério Público (MP). Agora, vários membros da instituição pleiteiam o direito de atuar na vida política e partidária do País. Alegam que, elegendo-se para cargos no Executivo e Legislativo, eles conseguirão afastar o risco de esvaziamento da instituição.

No mês passado, o MP sofreu um duro revés quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara rejeitou o projeto que ampliava os direitos coletivos que podem ser objeto de ação civil pública, o que aumentaria os poderes dos promotores e procuradores. A CCJ entendeu que, todas as vezes que a corporação teve suas prerrogativas alargadas, foram cometidos abusos.

Outro baque que os promotores e procuradores poderão sofrer é a aprovação – dada como certa – do projeto do deputado Paulo Maluf (PP-SP) que pune membros da corporação que agirem com má-fé, buscando promoção pessoal ou visando a objetivo político. Como Maluf responde a várias ações criminais, promotores e procuradores do MP o acusam de legislar em causa própria. Mas o fato é que, desde que, há mais de dez anos, três procuradores da República lotados em Brasília usaram acintosamente suas prerrogativas para favorecer o PT, fazendo denúncias infundadas contra ministros do governo do presidente Fernando Henrique, a classe política vê os promotores com reserva. Hoje, quase findo o período de governo do presidente Lula, nem o PT tem interesse na ampliação dos poderes do MP. O partido teme ser vítima do mesmo tipo de perseguição sofrida pelo PSDB.

Além do veto da classe política à ampliação das competências dos promotores e procuradores, como ficou evidente na rejeição do projeto da nova lei de ação pública e no apoio que tem sido dado por vários partidos ao projeto de Maluf, a corporação corre o risco de sair derrotada em sua queda de braço com a Polícia Federal (PF). Sob a justificativa de melhor combater o crime organizado, promotores e procuradores reivindicam a prerrogativa de realizar investigações criminais. Reagindo a essa pretensão, integrantes da PF se mobilizaram para tentar aprovar quatro outros projetos.

Alegando que promotores e procuradores ferem sistematicamente a imagem, a honra e a dignidade dos investigados, o primeiro projeto institui o controle judicial sobre os inquéritos civis, o que reduz a força do MP. O segundo projeto equipara os poderes da PF aos do MP. O terceiro dá ao diretor da PF status de ministro, concede autonomia financeira ao órgão e o equipara ao MP, em matéria de investigação criminal. O quarto projeto anula a resolução do Conselho Nacional do Ministério Público que autorizou promotores e procuradores a promover o controle externo dos órgãos policiais.

É nesse contexto que vários membros do MP querem poder participar de atividades político-partidárias. Essa prerrogativa foi concedida pela Constituição de 88, mas foi revogada em 2004, na reforma do Judiciário. Desde então, só os membros do MP que ingressaram na carreira antes de 1988 têm o direito de concorrer a eleições sem renunciar à carreira profissional. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), procurador aposentado, apresentou proposta de emenda constitucional (PEC) que permite atividade político-partidária aos que entraram no MP até 2004. Mas, por causa da campanha eleitoral e da má disposição do Congresso em relação aos promotores, a PEC não será votada este ano.

Pelo tipo de função exercida pelo MP, que é o órgão encarregado de zelar pela moralidade administrativa e pela ordem jurídica, não faz sentido seus integrantes participarem de atividades político-partidárias. Como os juízes, que também são proibidos de se candidatar, promotores e procuradores perderiam isenção, autoridade e credibilidade se passassem a disputar votos e se se imiscuíssem no jogo partidário. O Ministério Público tem poderes e prerrogativas que o impedem de funcionar como partido político, pelo menos durante a plena vigência do regime democrático

MINISTÉRIO DO REINO DO ARRUDA 4

Por Eugênia Lopes, Agencia Estado, Atualizado: 12/4/2010 20:05

Em casa, Arruda faz oração com grupo religioso

Dezenas de pessoas deixaram nesta noite a residência do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (ex-DEM), em um condomínio no Park Way, bairro de classe média alta de Brasília. O grupo chegou ao local pouco tempo depois de Arruda, que deixou hoje a prisão, e foi fazer uma oração junto com o ex-governador.

 

Os visitantes não quiseram se identificar e apenas comentaram, ao deixar o condomínio, que o ex-governador está abatido.

Um casal dos visitantes disse que hoje se encerra uma corrente de orações que começou com a prisão de Arruda, em 11 de fevereiro, e que hoje o grupo fez uma oração pela vida “do melhor governador que o Distrito Federal já teve”. Durante cerca de uma hora e meia em que estiveram na casa, as pessoas oraram e cantaram músicas religiosas.

 

O ex-chefe da Casa Civil do governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel, também estava presente.

VISÃO DOUTRINÁRIA INADEQUADA?…TOLERÂNCIA ZERO! 4

Visão Doutrinária sobre a Gratificação para Atividade Delegada

Em relação à Gratificação para Atividade Delegada, entendemos que embora possam existir pontos positivos, eles são distantes das questões macro da Segurança Pública, já que o município da capital possui condições para bem organizar a cidade, através dos poderes que lhe confere o Código Municipal de Posturas, de mecanismos operacionais como a Guarda Civil Metropolitana e os fiscais dos diversos setores da prefeitura e de local físico próprio, podendo ser sugerido, como alternativa, o Sambódromo do Anhembi, ou outro sitio para confinar os marreteiros que afetam a vida da cidade, principalmente no centro, desde que haja estrutura de transporte urbano facilitando o acesso à população.
Como todo município, o da capital também detém o , que lhes dá competência para aplicar sanções e atuar na apreensão de mercadorias, interdições de estabelecimentos irregulares, cassação de licenças, alvarás, permissão ou concessão etc.
Talvez os inúmeros coronéis na inatividade contratados pela Prefeitura possam  ser o elo com a Secretária de Segurança Pública do Estado, para disciplinar os setores que atuam irregularmente, e reorganizar a cidade, pois competência para isso eles têm de sobra.
O prefeito da capital possui um colossal tesouro e não sabe a riqueza que têm.
Um ponto comercial irregular se fiscalizado, dificilmente se tornará local de crime. Isto é o que se chama prevenção primária, que o município, com a colaboração dos munícipes, deve exercer. Ela precede a prevenção própria da missão da Polícia Militar, como força pública do Estado, contribui para que esta seja ainda mais efetiva e diminui os casos que conseguem passar pelos crivos do sistema, exigindo a ação repressiva da sociedade organizada, como contrabando, descaminho, furtos, roubos, pirataria etc…
Foi assim que William Bratton desencadeou o projeto ”TOLERÂNCIA ZERO” em Nova York.
Por isso, entendemos desnecessário desviar integrantes da Policia Militar de suas missões constitucionais, para trabalho de responsabilidade do município, exceto nos casos de perturbação da ordem pública, quando couber o uso do Poder de Polícia de Segurança Pública, próprio da Polícia.
Nossa posição continua sendo a mesma: voltada para o interesse público. Sempre que couber, estaremos sinalizando as premissas ultrapassadas e as medidas equivocadas que possam emperrar o sistema de segurança pública, visando sempre influenciar decisões no interesse da sociedade.
Não é mero “contrariar por contrariar”, apenas entendemos que o processo deveria ser em sentido inverso: o município utilizando o Código Municipal de Posturas, como escalão de atuação preventiva, em sintonia com o policiamento desse campo exercido pelo Estado, viria ajudar (e muito!) no combate à criminalidade, colaborando também com o sistema de persecução penal.
E não o Estado deslocar os seus recursos para fazer o que, cabendo ao município, não caracteriza boa aplicação dos meios de que dispõe. Será verdadeiro marco de evolução histórica, no campo criminal, o dia em que os municípios passarem a atuar como primeira frente de prevenção, dentro de suas competências legais, cuidando de bem iluminar ruas e praças, cortar mato próximo às escolas, urbanizar a periferia, executar operações freqüentes em estabelecimentos e feiras que agem fora da lei, com atenção especial às biroscas que poderiam ser lacradas ou ter estabelecido horário para fechamento.
A Polícia Militar tem sido o ar que a população respira, pois faz tudo, existindo até máxima consagrada no tempo, que afirma: “O que ninguém resolve, a PM resolve” porém o que interessa à população é o homem na rua, através de um bom policiamento  – missão precípua da Polícia Militar.  Só que esse ecletismo que a leva a atuar em diversas frentes, enfraquece e põe em risco a unidade da sua atuação principal.
Este é um fator que deve ser incluído na visão dos governantes, no momento em que retratam o seu parcimonioso reconhecimento oficial à dignidade dos nossos profissionais, nos restritos números da retribuição salarial que lhes atribuem
Enfim, como o Estado e o Município têm os mesmos problemas em relação à segurança pública e detêm, depois da União, os maiores orçamentos do país, poderiam criar um fundo comum entre ambos para essa área, visando dar salário digno para os policiais militares da capital complementado com verba do município, e estabelecer tratativas junto à SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) que já possui fundo próprio, para que esta proveja (complemente a provisão de recursos) para os demais municípios do interior, mas padronizando os salários em valores justos e único para todos policiais militares do Estado e não criar mais uma categoria salarial na Corporação.
Com isso, teríamos a diminuição substancial dos “bicos”, que têm sido crônico transtorno para os comandos da Polícia Militar.
Esta é a sugestão. 

Cel. Res. PM Luiz Carlos dos Santos

Presidente da AOPM

DELEGADO DENUNCIADO POR ACERTO DE R$ 372,00…NÃO ACREDITO…NÃO ACREDITO…NÃO ACREDITO 21

 

MP denuncia delegado de polícia de Franca por concussão

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo de Franca, ofereceu denúncia (acusação formal à Justiça) contra o delegado de Polícia Milessandro Mazola Moreti, da Delegacia Seccional de Polícia de Franca, pela prática do crime de concussão (exigir vantagem indevida em razão do cargo que ocupa), praticado no dia 12 de dezembro de 2007 contra uma advogada atuante na Comarca e de um de seus clientes.

De acordo com a denúncia, naquele dia a Polícia Militar surpreendeu um homem vendendo entorpecentes e o conduziu à Delegacia de Polícia, onde Moreti atuava como delegado plantonista.

Quando a advogada do homem detido chegou à Delegacia, o delegado exigiu o dinheiro apreendido com o acusado de tráfico – R$ 172,00 -, mais R$ 200,00 para que ele não fosse autuado em flagrante por tráfico de drogas. Em troca, lavraria Termo Circunstanciado de Porte de Entorpecentes para uso próprio e o homem detido seria liberado, o que realmente aconteceu.

Com a lavratura do Termo Circunstanciado por Porte de Entorpecente, parcialmente digitado pelo próprio delegado, o homem foi liberado e o dinheiro apreendido foi devolvido, sendo imediatamente repassado ao delegado. Depois, Moretti telefonou para a advogada cobrando os outros R$ 200,00.

Os promotores do Gaeco – Núcleo Franca denunciaram o delegado por concussão, crime cuja pena é de 2 a 8 anos de reclusão, e requereram que Milessandro Mazola Moreti seja ainda condenado à perda do cargo.

A denúncia foi recebida na última quarta-feira (7) pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Franca.

Polícia
Sábado, 5 de dezembro de 2009
 
Polícia Militar prende dois traficantes na sexta-feira

Dois traficantes foram presos durante a noite de sexta-feira em duas ações da Polícia Militar. Em um dos casos uma mulher estava fazendo de sua residência no Jardim Paulistano ponto de distribuição de drogas. No total, 26 porções de crack foram apreendidas com a acusada. Já a outra prisão foi num bar no Jardim Vera Cruz. No local, a polícia prendeu um rapaz com 20 porções de crack e duas de cocaína.

Denúncias anônimas ajudaram a desmontar o esquema da venda de drogas controlado pela sapateira no Jardim Paulistano. Soldados da PM patrulhavam as proximidades do imóvel da acusada, viram quando dois viciados entraram na casa e logo saíram com drogas. Eles foram abordados na rua e confessaram que haviam acabado de comprar duas “pedras” de crack.

Diante das evidências, os soldados entraram na casa e encontraram mais entorpecentes. 26 porções de crack foram apreendidas, além de uma pequena balança, usada para pesagem da droga. A sapateira foi apresentada no plantão e recolhida à cadeia feminina de Batatais.

Outra prisão feita pelo delegado Milessando Mazola Moreti, que estava de plantão, foi de um sapateiro de 19 anos, no Jardim Vera Cruz. Denúncias feitas à PM apontavam que o acusado estava vendendo drogas dentro de um bar. Assim que o rapaz percebeu a chegada dos policiais tentou se desfazer da droga. Os soldados encontraram com ele 20 porções de crack e duas de cocaína. Nos dois casos indiciei os acusados por tráfico de drogas. Agora a Dise vai investigar onde eles conseguiram o entorpecente para vender”, disse o delegado de plantão, Milessandro Mazola.


Endereço da página:
http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=50801
Jornal Comércio da Franca ©

ANTES: LIVRE PARA ROUBAR…DEPOIS: LIVRE PARA GASTAR Resposta

Por Leandro Colon, Agencia Estado, Atualizado: 12/4/2010 15:54

Por 8 votos a 5, STJ decide libertar Arruda

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta tarde, por oito votos a cinco, soltar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, preso desde o dia 11 de fevereiro numa cela da Polícia Federal. A maioria dos integrantes da Corte seguiram voto do ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito sobre o esquema de corrupção no Distrito Federal.

Gonçalves alegou não haver mais “razões” para a prisão preventiva de Arruda. A decisão do STJ contrariou posição do Ministério Público Federal (MPF). Em requerimento enviado ao tribunal, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge pediu a manutenção da prisão de Arruda.

Arruda foi preso em fevereiro – por decisão do STJ – sob a acusação de coagir testemunhas e obstruir as investigações sobre o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Tentou, sem sucesso, um habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Em março, Arruda perdeu o cargo de governador. Foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária. Arruda deixou o DEM em dezembro depois da revelação do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro. Ele não recorreu da cassação e aceitou a perda da cadeira de governador.

Em sua decisão, Fernando Gonçalves alegou que, segundo a Polícia Federal, as próximas diligências da investigação sobre o “mensalão do DEM” serão “técnicas”, diminuindo as chances de Arruda interferir no inquérito. O ministro argumentou também que, cassado, Arruda também perdeu o poder de governador de atrapalhar a ação da polícia para apurar o esquema de corrupção.

CORRUPÇÃO: O CRIME QUE COMPENSA ( EM PORTUGAL, INCLUSIVE ) 1

O crime que compensa
11-Abr-2010
Boaventura Sousa SantosA corrupção é um crime que compensa. Os ganhos são sedutores, os riscos de detecção são baixos, a eventualidade de se vir a ser julgado e condenado é remota, a perda da reputação, quando ocorre, é passageira.Artigo de Boaventura de Sousa Santos.

 A corrupção é um crime que compensa. Os ganhos são sedutores, os riscos de detecção são baixos, a eventualidade de se vir a ser julgado e condenado é remota, a perda da reputação, quando ocorre, é passageira, e é quase sempre neutralizada pela “compreensível vontade” de ganhar (ou de deixar fazer) um negócio que afinal “reverte a favor” do país, da economia, da cidade, etc…

Em geral, o corruptor activo ou passivo não se vê a enveredar por uma carreira criminal. Olha para a ocasião como uma oportunidade que pode não se repetir e que qualquer um na mesma situação não desperdiçaria. Durante muito tempo os polícias de investigação criminal, treinados para investigar homicidas e bandidos, tiveram dificuldade em colar a imagem de criminoso a pessoas bem vestidas e bem falantes, de classe superior à deles, muitas vezes ameaçando retaliação por via de “ligações com os de cima”.

Em face disto, porque é que em certos países há tanta corrupção e noutros tão pouca?

Há pouca quando se verificam três condições: cultura de prevalência do público sobre o privado; prevenção por via de transparência e de mecanismos de acompanhamento dos processos onde pode ocorrer corrupção; combate eficaz ao crime quando ocorre e punição rápida e exemplar. A presença destas condições implica leis, instituições e meios; mas implica sobretudo cultura pública de prioridade do bem comum e do Estado como principal garante dele.

No nosso país não se verifica actualmente nenhuma destas condições. Nos últimos 30 anos dominou uma cultura-armadilha de instrumentalização do Estado através do discurso anti-Estado. A crítica do Estado, em vez de ter sido utilizada para criar espaços de genuína autonomia da economia e da sociedade civil – espaços que implicam riscos como condição de oportunidades – foi utilizada para criar oportunidades sem riscos mediante o recurso a um Estado-prostituto seguro que, não tendo utilidade geral, pode ser utilizado para servir interesses particulares cuja satisfação supera sempre pagamento. O PSD e o PS contribuíram por igual para a cultura da prostituição do Estado, servidos por uma bateria de comentadores e analistas conservadores que, com uma intensidade sem paralelo na Europa, foram convertendo diariamente a realidade do Estado a menos na ficção do Estado a mais.

Sendo um crime de oportunidade, a corrupção pode ser eficazmente prevenida, reduzindo as oportunidades de ela ocorrer. As oportunidades têm lugar em quatro domínios: grandes contratos de obras e de fornecimentos do Estado; parcerias público-privadas; urbanismo; financiamento dos partidos. Para qualquer destes casos há medidas de prevenção cuja eficácia está amplamente testada. Para os grandes contratos e parcerias, a criação de unidades de acompanhamento dos contratos constituídas por magistrados e técnicos especializados, pois uma vírgula ou um adjectivo podem significar milhões de euros. (O Tribunal de Contas faz hoje fiscalização concomitante mas limitada aos aspectos jurídicos. Ora a corrupção ocorre quase sempre numa zona cinzenta entre o legal e o ilegal, a zona do alegal.) Para o urbanismo, a introdução de mecanismos de democracia participativa, nomeadamente do orçamento participativo a nível municipal. Para o financiamento dos partidos, o financiamento público exclusivo.

Quando não prevenida, a corrupção pode ser combatida pelas seguintes medidas: demissão imediata dos responsáveis dos institutos de regulação em caso de corrupção na área regulada; selectividade do combate, centrando-o na grande corrupção; criação de equipas de investigação especializadas e multidisciplinares; acesso irrestrito do MP às contas bancárias; protecção de denunciantes ou arrependidos; sistema de guarda em cofre e acesso restrito a inquéritos que atraem a violação do segredo de justiça; punição exemplar dos media por revelações indevidas que destroem prova.

Afirmar a vontade política de eliminar a corrupção e não adoptar estas medidas é pura hipocrisia.

Artigo publicado na revista Visão, 8 de Abril de 2010

Boaventura de Sousa Santos é Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É igualmente Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Director do Centro de Documentação 25 de Abril da mesma Universidade e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.

Policiais civis e militares são suspeitos de envolvimento com o esquema ilegal de bingos em Ribeirão Preto 5

 

Escuta cita policiais em esquema ilegal de bingos em Ribeirão

Investigação corre em sigilo e possibilidade foi levantada pela PF 

11/04/2010 – 18:22 

Jornal A Cidade 

Policiais civis e militares são suspeitos de envolvimento com o esquema ilegal de bingos em Ribeirão Preto. As suspeitas foram levantadas pela Polícia Federal durante a Operação Cassino, que desbaratou no início de março uma quadrilha que financiava os bingos clandestinos de Ribeirão Preto. 

A reportagem teve acesso ao processo que tramita na 5ª Vara Federal de Ribeirão em segredo de Justiça e apurou que as escutas telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram quatro policiais militares e três civis negociando com os donos e funcionários das casas de jogos. De acordo com o processo, “os indícios apontaram para o envolvimento de policiais civis, militares e possivelmente de um policial federal.” 

No processo que tramita na Justiça, o delegado da Polícia Federal Edson Geraldo de Souza escreveu que “alguns diálogos são claros e demonstram indubitáveis relações corruptas entre servidores públicos e demais investigados, implicando os interlocutores na prática de crime de violação de sigilo funcional com grave dano à administração pública, corrupção passiva e facilitação de contrabando.” 

Outro lado 

A porta-voz da PM, Lilian Caporal Nery, afirmou por e-mail que a “Polícia Militar desconhece as informações descritas”. 

A Delegacia Seccional de Ribeirão, por meio de mensagem eletrônica escrita pelo delegado Marco Antônio Sales, avisa que o assunto deveria ser tratado com a 3ª Corregedoria da Polícia Civil. 

Já o delegado titular da 3ª Corregedoria, Marcus Lacerda, não quis se pronunciar sobre o caso. “Eu não tenho que falar nada porque tudo o que tem está sob segredo de Justiça.”

POLÍCIA MILITAR BUSCA AUTOINCLUIR-SE NA CULTURA INDÍGENA 11

Sexta-feira, 09/04/10 – 10:18

Índios guaranis farão pajelança em quartel da Polícia Militar

 

Dentro da filosofia de Polícia Comunitária e buscando a inclusão social como  parte das comemorações do Dia do Índio (19 de abril), às 10 horas da próxima quinta-feira (15), o 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (12º BPM/I), sediado em Botucatu, receberá 20 integrantes da Aldeia Teguaporã, da cidade de Itaporanga, a 363 quilômetros da Capital. Liderados pelo cacique Darã, os índios apresentarão números de dança denominados ‘Mungaraí’ , acompanhados  de cânticos e movimentos herdados de seus ancestrais.

Após a apresentação, o cacique Dará e o pajé Awa Wyty iniciarão o ritual da ‘Pajelança’ – um termo genérico aplicado às diversas manifestações do xamanismo dos povos indígenas brasileiros, que se refere a rituais nos quais um especialista entra em contato com entidades não-humanas (espíritos de mortos, de animais etc.), visando resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.

O grupo benzerá as viaturas de Polícia Militar, bem como os portões da unidade policial. Sempre ao som de cânticos, o cacique Darã borrifará fumaça do Petenguá – uma espécie de cachimbo feito de madeira – nos veículos, policiais e convidados. O objetivo da cerimônia é proteger policiais e viaturas de tiroteios, acidentes de trânsito ou quaisquer perigos enfrentados no desempenho da profissão.

Batismo e nomes indígenas
Na segunda parte da cerimônia, o comandante do 12º BPM/I, juntamente com um aluno da rede pública de Botucatu, do Programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), serão batizados pelos índios e ganharão nomes no idioma Tupi-Guarani. O batismo indígena serve para dar proteção, além de promover a integração cultural dos povos.

O comandante do 12º BPM/I convida toda a população para participar do evento, que acontecerá em frente ao batalhão, na rua General Júlio Marcondes Salgado nº 414, no centro de Botucatu, a 235 quilômetros da Capital. Os índios levarão colares, pulseiras, arcos, flechas, cocares e outros artesanatos para exposição e venda. Quem comprar as peças também poderá ter os objetos benzidos pelo pajé Awa Wyty.

Intercâmbio cultural
O cacique Darã, líder da Aldeia Teguaporã, que conta com cerca de cem índios instalados  na cidade de Itaporanga –  oriundos das terras indígenas de Araribá, em Avaí –,  é o orientador do programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), que é aplicado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde 1999.

Em 2007, Darã participou da Conferência Anual do JCC, na cidade de Ogden, em  Utah, nos Estados Unidos, onde ministrou palestra para cerca de 1,8 mil estudantes, policiais e professores de vários países. Darã também é coordenador do Intercâmbio Cultural entre as tribos das etnias Tupi-Guaranis e Terenas com índios americanos da tribo dos Micossukees. Na mesma época, Darã e policiais militares do Estado de São Paulo visitaram a aldeia, que fica no Parque Nacional dos Everglades, no estado da Flórida, sendo recebidos pelo cacique Billy Cypress, que está agendando viagem ao Brasil.   

Setor de Comunicação do 12º BPM/I

EU ME AUTOLESIONO…NÓS NOS AUTOLESIONAMOS…EU ME AUTOINVESTIGO…TU AUTOINVESTIGA-SE…NÓS NOS AUTOABSOLVEMOS 10

10/04/10 – 09h51 – Atualizado em 10/04/10 – 14h33

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    Ministério Público exige explicação sobre 10 mortes em delegacias em SP

    Promotoria quer que corregedoria da Polícia Civil investigue as mortes.
    Das vítimas, duas não tinham antecedentes criminais.

     Da Agência Estado

    O Ministério Público Estadual de São Paulo quer que a Corregedoria da Polícia Civil investigue dez mortes de presos consideradas suspeitas ocorridas em distritos policiais de São Paulo em 2009. O objetivo é tirar os inquéritos das delegacias onde os detentos morreram. Para os promotores, não seria razoável que quem tinha a obrigação de zelar pela integridade física do preso fique responsável pela apuração de sua morte.

    O caso criou um impasse entre os promotores do Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) e a cúpula da Polícia Civil. É que os integrantes do Gecep pediram à polícia que publicasse um ato normativo para que os casos futuros fossem imediatamente assumidos pela corregedoria, a fim de garantir a transparência e a isenção necessárias aos inquéritos sobre as mortes.

    Os promotores consideram inadmissível que um policial investigue um crime que se passou dentro de sua própria delegacia. A cúpula da Polícia Civil manifestou-se por escrito contra o pedido feito pela promotoria e pretende manter as investigações sobre as mortes nas delegacias onde o fato ocorreu. As respostas do subdelegado-geral, Alberto Angerami, e do delegado-geral, Domingos Paulo Neto, foram encaminhadas aos promotores no dia 30, pelo secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.

    De acordo com o relatório dos promotores, dos dez presos mortos, dois não tinham antecedentes criminais, outros dois já teriam tentado suicídio anteriormente e um dos casos foi registrado pela delegacia como “autolesão”.

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    Nas regiões mais civilizadas deste Estado, quando de casos como os acima descritos, ou seja, mortes violentas ou suspeitas em dependências  da Polícia Civil, há muitos anos, as investigações são desenvolvidas pelos órgãos corregedores.