GERALDO ALCKMIN E O CANDIDATO A DEPUTADO NEY SANTOS FILIADO AO PCC – PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL 152

15/09/2010 16h59 – Atualizado em 15/09/2010 17h58

Delegado diz que pode pedir prisão de candidato a deputado em SP

Ney Santos ainda não foi ouvido pela polícia sobre as acusações.
Ferrari foi apreendida na operação da Polícia Civil.

Do G1 SP

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Ferrari foi apreendida na operaçãoFerrari foi apreendida na operação (Foto: Marcelo Mora/G1)

O delegado seccional de Taboão da Serra, Raul Godói Neto, disse que poderá pedir a prisão preventiva do candidato a deputado federal Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos (PSC), depois de analisar toda a documentação e o material apreendidos em operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (15).

Ao todo, segundo o delegado, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão na região de Taboão da Serra em uma ação para obter dados sobre o candidato, que é investigado em inquérito que tramita sob sigilo. Ele é suspeito de estelionato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

Foram apreendidos documentação contábil, computadores e anotações pessoais. “Desde meados de 2006, ele registrou um acúmulo significativo de imóveis e bens de alto valor, como uma Ferrari, além de estabelecimentos comerciais”, disse o delegado. Além da Ferrari, que o candidato utilizava em sua campanha política, Ney Santos também adquiriu um modelo esportivo Porsche, que não foi apreendido.

“O valor total dos bens acumulados por ele neste período ainda não é possível mensurar, porque muita coisa está subfaturada ou então em nome de ‘laranjas’. Depois de analisarmos toda a documentação apreendida, existe sim a possibilidade de ser pedida a prisão dele”, disse Neto.

Além disso, outras pessoas podem ser arroladas no mesmo inquérito. “Mas, sem dúvida, o chefe de todo o esquema seria ele”, disse. De acordo com o delegado, o candidato aparentemente patrocina a própria campanha eleitoral.

O delegado poderá ouvir ainda nesta quarta-feira o depoimento de Ney Santos, que está na delegacia seccional de Taboão reunido com seus advogados desde as 11h30. Ele ainda não se pronunciou sobre as acusações. Os advogados também não falaram. Segundo Neto, Ney Santos cumpriu condenação por rooubo de 2003 a 2006. Além disso, a polícia vai investigar também a ligação dele com uma facção criminosa que age a partir dos presídios paulistas.

Depois de uma denúncia anônima, a polícia começou a investigar o crescimento do patrimônio dele. Em três anos, após sair da prisão em 2006, ele adquiriu casas em condomínios caros, carros importados, postos de combustíveis e montou empresas. De acordo com a polícia, a maior parte dos bens não está declarada no imposto de renda.

O presidente do PSC, Regis de Oliveira, afirmou que o partido não irá tomar uma decisão que prejudique a corrida eleitoral a não ser que haja algum indício forte de irregularidade. “Não vamos tomar nenhuma medida até que sejam apuradas todas as informações. Não há nada de concreto até o momento e é preciso lembrar que o registro dele foi deferido pelo TRE.”

“Se não houver nada contra ele depois, como é que ficamos? Temos de tomar muito cuidado antes de tomar uma decisão”, disse Oliveira.

As investigações foram iniciadas graças ao fortalecimento da Corregedoria na atual gestão e a fraude no DIRD foi cessada 10

15/09/2010 10h33 – Atualizado em 15/09/2010 12h09

Secretaria transfere policiais que quebraram sigilos pessoais

Eles teriam vasculhado dados a pedido a Petrobras, dizem jornais.
Empresa diz que é prática corrente e faz parte da sua política de segurança.

Do G1 SP

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito que apontou que alguns policiais civis da Divisão de Capturas, do Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), quebraram ilegalmente o sigilo funcional de diversas pessoas e foram transferidos da divisão onde trabalhavam. A Secretaria da Segurança Pública do estado não informou quantos policiais foram transferidos e para onde foram.

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (15) pela assessoria de imprensa da secretaria após os jornais “O Estado de S.Paulo” e “Folha de S.Paulo” publicarem que a Polícia Civil violou sigilos de candidatos a emprego em concurso público a pedido da empresa estatal brasileira Petrobras.

Segundo “O Estado de S.Paulo”, mais de 400 mil pessoas tiveram os dados vasculhados no período de dez anos, de 2000 a 2009, a pedido da Petrobras. As pessoas seriam candidatas a vaga de um emprego na estatal ou em empresas terceirizadas contratadas por ela. A “Folha de S.Paulo” informa que a investigação da Corregedoria detectou que, de janeiro de 2008 a julho de 2009, a Divisão de Capturas passou à Petrobras fichas criminais de 70.499 pessoas. Em troca, os policiais teriam recebido brindes.

Procurado pelo G1 para comentar o assunto, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou que o caso menciado acima tem de ser apurado com rigor. “Apesar de entender que os dados funcionais não são sigilosos e, portanto, não há quebra de sigilos nisso, entendo também que é preciso apurar se houve irregularidade na maneira que esses dados foram obtidos”, disse D’Urso por telefone, nesta quarta.

A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que o inquérito da corregedoria foi aberto em 2009. E que a investigação foi relatada à Justiça e ao Ministério Público no dia 3 de setembro deste ano. O órgão disse ainda que o delegado que realizou a investigação e a Corregedoria da Polícia Civil não vão se manifestar sobre o assunto.

Ainda, de acordo com os jornais, a Corregedoria da Polícia Civil entendeu que a prática da quebra dos sigilos funcionais configura crime e improbidade administrativa. Eles informam que a conclusão do delegado José Ferreira Boucinha Neto, da Corregedoria, é a seguinte: as pessoas “tiveram sua vida pregressa devassada de forma irregular e ilegal de modo a atender única e exclusivamente aos interesses empresariais da Petrobras. “

A Petrobras diz, em nota, que “o levantamento de informações sócio-funcionais é prática corrente no meio corporativo e faz parte da sua política empresarial de segurança, com o objetivo de garantir a segurança das instalações e das operações da companhia. É importante ressaltar que os dados são públicos. O levantamento consta inclusive dos editais dos processos seletivos de contratação de empregados da Petrobras. Este procedimento da Companhia já permitiu à Polícia Civil do Governo do estado de São Paulo a prisão de 15 foragidos da Justiça em 2009.”

A empresa destaca ainda que o levantamento de informações sócio-funcionais não tem como objetivo impedir a contratação de egressos do sistema penitenciário. “O apoio à reinserção social de egressos faz parte das ações de responsabilidade social da Petrobras”, diz a nota, destacando projeto que já atendeu a 550 egressos.

Leia abaixo a íntegra da nota da Secretaria de Segurança Pública:
“Por determinação do SSP, instaurou em julho de 2009 sigilo funcional identificação de registros diversos. Relatado em 3 de setembro deste ano. Policiais Civis suspeitos foram transferidos da divisão.

Por determinação do secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, a Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou, em julho de 2009, o inquérito policial 325/09, responsável por apurar uma possível violação de sigilo funcional cometida na Divisão de Capturas, do Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird). A investigação foi relatada à Justiça e ao Ministério Público em 3 de setembro deste ano.

As investigações foram iniciadas graças ao fortalecimento da Corregedoria na atual gestão e a fraude foi cessada. Os policiais civis suspeitos foram transferidos da divisão.

Esclarecemos que a Divisão de Capturas é responsável pelo controle do cumprimento de mandados de prisão remetidos pela Justiça. A população tem acesso ao atestado de antecedentes pela internet ou em postos do Poupatempo.

Para que exista maior controle das pesquisas a antecedentes criminais, a atual diretoria do Dird determinou que tais consultas sejam feitas pela Divisão de Capturas após requisição por escrito, assinada por uma autoridade policial.

As polícias civil e militar fazem consultas ao B.O. criminal sempre que necessário para investigação ou para o policiamento preventivo. Não são permitidas consultas para particulares – sejam pessoas físicas ou jurídicas”

O inquérito feito pela Corregedoria da Polícia Civil sobre a quebra do sigilo funcional será apreciado pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital, que poderá denunciar os policiais suspeitos na área criminal. Procurado pelo G1 na manhã desta quarta (15), o Ministério Público informou que está averiguando quem cuidará do caso.

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O Presidente da OAB , aparentemente, confunde o atestado de antecedentes criminais com  o famigerado DVC, ou seja, a ficha policial que ganhou o nome da antiga  Delegacia de Vigilância e Captura.

No atestado de antecedentes um “malandro” –  envolvido em dezenas de inquéritos; com dezenas de indiciamentos –  que não tenha sofrido condenação figura como FICHA LIMPA.

Obviamente, tal tipo não busca emprego na Petrobras.

Enquanto no DVC um honesto motorista profissional  –  mera e automaticamente  indiciado por lesão corporal em acidente de trânsito,   nem sequer denunciado –   figurará como FICHA SUJA.

Os dados do sistema de identificação criminal da Polícia Civil são absolutamente sigilosos para fins civis; por força do art. 20, § único, do CPP.  

Lembrando que, rotineiramente, por diversas falhas, pessoas honestas são surpreendidas tendo contra si mandado de prisão.

De se refletir; a  quantas pessoas as portas do mercado de trabalho  foram fechadas em razão DESSE BANDO DE PULHAS venderem as ditas “folhas corridas” ?

Dr. Mazloum, disseram más línguas que o mimo era insignificante:R$ 2,50 2

thais sabino
Direto de São Paulo

O promotor Saad Mazloum, do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira que vai averiguar se a quebra de sigilo criminal a pedido da Petrobras para a Polícia Civil se estende a nível federal. “Vou analisar o caso e eventualmente instaurar um inquérito civil para ver se houve ilegalidades”, afirmou. Se não houver ilegalidades, o processo será arquivado.

Nesta quarta-feira, o jornal Folha de São Paulo informou que a Polícia Civil de São Paulo quebrou o sigilo criminal a pedido da Petrobras de cerca de 70 mil pessoas em pelo menos dez anos. De acordo com o relatório da corregedoria da polícia, a prática atingiu em media 4 mil pessoas por mês entre 2000 e 2009.

De acordo com o promotor, os agentes públicos envolvidos podem perder a função e ter os direitos políticos suspensos. Segundo Mazloum, que recebeu o caso na terça-feira, caso seja provado que houve improbidade administrativa, os envolvidos ainda estão sujeitos a aplicação de uma multa civil entre outras punições.

A quebra de sigilo foi denunciada pelos próprios policiais. O promotor explicou que a busca de antecedentes criminais não é ilegal, e que uma pessoa pode requerer os documentos em um cartório ou no fórum, mas “a lei de execução penal cobra alguns limites”. Mazloum afirmou que alguém que já tenha cumprido pena por um crime cometido no passado tem o direito garantido pela Constituição que essas informações sejam mantidas em sigilo, e não discriminadas no atestado de antecedentes.

“Isso acontece justamente para que esta pessoa possa ser reinserida no mercado”, disse o promotor, que afirmou ainda que as informações ficam disponíveis apenas para o Ministério Público e o Judiciário, para que possam ser usadas no caso de um novo processo contra o individuo. Além disso, Mazloum citou o problema da recompensa por esses dados. Ele afirmou que vai “investigar se houve brinde, mimo e quem os recebeu”.

“Se a moda pega, a polícia só vai fazer isso”, disse o promotor. As investigações serão baseadas nas provas documentais, que totalizam sete volumes. Mazloum tem seis meses para concluir os trabalhos.

https://flitparalisante.wordpress.com/2009/08/20/delegados-classe-especial-acusados-de-venda-de-pesquisas-criminais-para-a-petrobras/

PROMOTOR ACUSADO DE TENTAR COMER CONDENADA RECEBE RIDÍCULA SUSPENSÃO DE 22 DIAS…POR MUITO MENOS – EU NÃO CANTEI A DELEGADA – TOMAREI 45…45 FOI O QUE O PINTO ME DEU! 33

Promotor é suspenso por suposta tentativa de seduzir Suzane von Richthofen
15 de setembro de 2010 07h35 atualizado às 08h06 
Foto: Denny Cesare/Futura Press

O promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, de Ribeirão Preto (SP), foi suspenso por 22 dias após ser acusado de tentar seduzir Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002, dentro da Promotoria. A decisão da Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual foi motivada por denúncia da jovem, que afirmou que o promotor teria se oferecido para ajudá-la e teria colocado uma música romântica quando ela foi ao gabinete dele, em 2007, depor sobre supostos maus-tratos na Penitenciária de Ribeirão, onde estava presa. Berardo nega a acusação. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira e aplica a pena de suspensão ao promotor, segundo o texto, por ter “descumprido dever funcional” previsto na Lei Orgânica do Ministério Público Estadual. Segundo a decisão, o promotor descumpriu um dos artigos que diz que o profissional deve “manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo”. Durante a suspensão, o promotor não receberá salário. Ele afirmou que muitas das provas colhidas no processo eram falsas e que pessoas “mentiram descaradamente

Hallage afirmou que não autorizou nada e disse que, se soubesse, teria adotado as providências cabíveis. Testemunhas confirmam a versão. Abdalla afirmou que, ao descobrir o que se passava, avisou os superiores e mandou parar tudo e enviar à Corregedoria…ABDALLA FOI PUNIDO PELA DILIGÊNCIA E LEALDADE 29

Estatal afirma que procedimento é legal

Petrobrás diz em nota que levantamento de dados sócio-funcionais é prática corrente no meio corporativo

15 de setembro de 2010 | 0h 00

Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

A Petrobrás informou ontem que faz o levantamento dos dados sobre a ficha criminal de candidatos a emprego e defendeu a legalidade do procedimento. Por meio de nota, sua assessoria de imprensa afirmou que “o levantamento de informações sócio-funcionais é prática corrente no meio corporativo e faz parte da sua política empresarial de segurança”.

Veja também:

Polícia quebrou sigilo ilegalmente de mais de 400 mil a pedido da Petrobrás

De acordo com empresa, a prática tem como “objetivo garantir a segurança das instalações e das operações da companhia”. O texto da estatal prossegue afirmando que “é importante ressaltar que os dados são públicos”.

“O levantamento consta inclusive dos editais dos processos seletivos de contratação de empregados da Petrobrás.” Ainda segundo a empresa, esse procedimento já “permitiu à Polícia Civil do governo do Estado de São Paulo a prisão de 15 foragidos da Justiça em 2009”.

A nota da Petrobrás também refutou que os dados fossem usados para impedir ex-detentos de conseguir emprego, prejudicando sua reinserção social, defendida pelo Conselho Nacional de Justiça por meio do programa Começar de Novo, uma das principais iniciativas do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes durante o tempo em que esteve à frente do CNJ.

“É importante destacar que o levantamento de informações sócio-funcionais não visa a impedir a contratação de egressos do sistema penitenciário”, informou a nota da empresa. Segundo ela, “o apoio à reinserção social dos egressos faz parte das ações de responsabilidade social da Petrobrás”. A estatal conclui sua manifestação afirmando que “um dos exemplos dessa prática (reinserção de ex-presidiários) é o projeto Uma Chance, que já atendeu a 550 egressos”.

O projeto, segundo a empresa, integra o programa Começar de Novo, do CNJ. A Petrobrás não explicou por que sua gerência de segurança tinha a necessidade de pesquisar as fichas criminais de cerca de 1 mil pessoas por mês em São Paulo. Também não informou a razão de essas pesquisas serem feitas em São Paulo – desde julho de 2009 essa prática foi interrompida na Divisão de Capturas da Polícia Civil de São Paulo.

Quando a denúncia começou a ser apurada, em 2009, a direção da empresa negou que pagasse pelas pesquisas aos policiais. Os funcionários da empresa ouvidos no inquérito da Corregedoria da Polícia Civil declararam que a empresa fornecia material de escritório – papéis e cartuchos de impressora – à divisão. Também contaram que entregavam cestas básicas, brindes e pagavam viagens aéreas para o transporte de presos.

A Secretaria da Segurança Pública informou ontem que, com a conclusão do inquérito, foram abertos processos administrativos contra os policiais suspeitos. Durante o período em que as pesquisas foram feitas a Petrobrás foi presidida por Henri Philippe Reichstul (1999-2001), Francisco Gros (2002 a 2003), José Eduardo Dutra (2003 a 2005) e Sérgio Gabrielli.

No mesmo período, foram diretores da Divisão de capturas da Polícia Civil os delegados Fernando Miranda Vilhena (1999 a 2005), José Carneiro de Campos Rolim Neto (2005 a 2007), Reinaldo Correa (2007 a 2008), Eduardo Hallage (2008 a 2009) e Sérgio Abdalla (2009). Todos foram ouvidos pela Corregedoria e os três primeiros confirmaram ter conhecimento da realização das pesquisas. Hallage afirmou que não autorizou nada e disse que, se soubesse, teria adotado as providências cabíveis. Testemunhas confirmam a versão. Abdalla afirmou que, ao descobrir o que se passava, avisou os superiores e mandou parar tudo e enviar à Corregedoria.

Processo seletivo
“O levantamento consta dos editais dos processos seletivos de contratação e já permitiu à Polícia Civil a prisão de 15 foragidos da Justiça em 2009”

PETROBRÁS
NOTA À IMPRENSA

“O apoio à reinserção social dos egressos faz parte das ações de responsabilidade social da Petrobrás”

A Polícia Civil de São Paulo quebrou o sigilo criminal, a pedido da Petrobras, de milhares de pessoas que tentaram emprego na estatal ou em suas subsidiárias durante um período de pelo menos 10 anos…CADÊ OS NOMES DOS MEMBROS DA CÚPULA 12

SP: polícia violou sigilos por 10 anos a pedido da Petrobras
15 de setembro de 2010 08h57

A Polícia Civil de São Paulo quebrou o sigilo criminal, a pedido da Petrobras, de milhares de pessoas que tentaram emprego na estatal ou em suas subsidiárias durante um período de pelo menos 10 anos. Relatório da Corregedoria da Polícia Civil diz que a prática, chamada de “ilegal” pelo órgão, atingiu, em média, 4 mil pessoas por mês entre 2000 e 2009.

As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o relatório, entre janeiro de 2008 e julho de 2009, a Divisão de Capturas passou à Petrobras fichas criminais de 70.499 pessoas.

 Segundo o delegado José Ferreira Boucinha Neto, da Corregedoria, as vítimas “tiveram sua vida pregressa devassada de forma irregular e ilegal de modo a atender única e exclusivamente aos interesses empresarias da Petrobras”. Funcionários da estatal negam ter havido pagamento em troca de dados, mas dizem que a Petrobras ajudava a Divisão de Capturas doando material de escritório. A “parceria” entre a estatal e a Polícia Civil foi denunciada pelos próprios policiais, que disseram sofrer ameaças de transferência caso não fizessem pesquisas. Quando um nome consultado tinha problemas com a polícia ou a Justiça, sua ficha criminal era impressa e entregue aos funcionários da Petrobras. Segundo a Corregedoria, a prática fere a Lei de Execuções Penais e o Código Penal, que determinam que os dados criminais sigilosos de uma pessoa só podem ser acessados por policiais ou pela Justiça, em processos envolvendo o interessado.

Polícia quebrou sigilo ilegalmente de mais de 400 mil a pedido da Petrobrás

Três funcionários da estatal confessaram que pediam de 800 a 1.000 pesquisas de antecedentes criminais por semana aos policiais

15 de setembro de 2010 | 0h 00

Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

Policiais de São Paulo quebraram ilegalmente o sigilo das fichas criminais de mais de 400 mil pessoas de 2000 a 2009 a pedido da Petrobrás. Essa é conclusão de inquérito policial da corregedoria da Polícia Civil que aponta delegados e funcionários da Divisão de Capturas como responsáveis pela violação do sigilo funcional, crime punido com até seis anos de prisão.

Paulo Vitor/AE – 13/5/2010

Dados.

 A Petrobrás, no Rio: sistema antigo de pesquisa

Três funcionários da estatal confessaram ao depor que pediam de 800 a 1.000 pesquisas de antecedentes criminais por semana aos policiais. As pessoas que tiveram a vida vasculhada seriam candidatas a um emprego na estatal ou em empresas terceirizadas contratadas por ela.

Os corregedores receberam uma lista de um dos funcionários da estatal com os nomes das pessoas que tiveram o sigilo quebrado entre janeiro de 2008 a julho de 2009. Há 70.499 pessoas na planilha, das quais 69.229 tiveram o sigilo violado. Como a média de vítimas era de 4 mil por mês, calcula-se que o total de atingidos possa chegar a 460 mil no período de 2000 a 2009.

A corregedoria investigava o caso desde 2009, quando o Estado revelou a existência da quebra do sigilo – na época, a suspeita era que a violação tivesse afetado 60 mil pessoas. A estatal confirmou ontem que pedia as pesquisas e informou se tratar de “prática corrente no meio corporativo”.

O problema é que, para os corregedores, a prática configura crime e improbidade administrativa. Em seu relatório, o delegado corregedor José Ferreira Boucinha Neto afirmou que a ação dos policiais causou “prejuízo à administração pública e à milhares de pessoas que tiveram sua vida pregressa devassada de forma irregular e ilegal de modo a atender única e exclusivamente aos interesses empresarias da Petrobrás”.

O inquérito com 7 volumes e 1.465 páginas foi encaminhado no dia 3 de setembro ao Ministério Público Estadual, que pode denunciar os policiais acusados na área criminal. O MPE também pode pedir aos acusados e à Petrobrás o ressarcimento de supostos prejuízos causados ao Estado e sua condenação por improbidade administrativa na área civil. Para quantificar o prejuízo com as pesquisas ilegais, a corregedoria pediu à perícia criminal um laudo contábil sobre esses gastos.

Uma lista com 1.200 nomes de pessoas foi apreendida dentro da Divisão de Capturas antes que seus antecedentes criminais fossem pesquisados para a Petrobrás. Dez funcionários da divisão denunciaram a quebra do sigilo e o desvio de funcionários do Estado para executar o serviço particular para a empresa.

Marcelo de Sá Dias, gerente de segurança regional do gabinete do presidente da Petrobrás, disse ao depor que “eram encaminhadas relações nominais de pessoas interessadas em manter vínculo empregatício com a empresa e outras que compõem o grupo, visando à pesquisa de antecedentes criminais”.

Brindes.

O gerente afirmou que, desde 2001, entregava aos policiais material de escritório, como papel, toner e cartuchos de impressoras. Também entregava “cestas de Natal e brindes” aos policiais. De 2005 a 2007, Sá Dias contou que “passou a fornecer, com autorização de seus superiores, passagens aéreas que deveriam ser utilizadas nas remoções de presos dentro dos Estados da União”.

A corregedoria até agora não obteve a lista de presos que foram transportados. Os funcionários da estatal negaram que pagassem em dinheiro aos policiais. Os corregedores investigaram sete delegados de classe especial – o topo da carreira – que teriam conhecimento ou autorizado o que chamam de “parceria” com a Petrobrás.

Três delegados de classe especial e uma funcionária da Divisão de Capturas confessaram que mandavam fazer as pesquisas dos antecedentes criminais para a estatal. Eles contaram que dois integrantes da cúpula da Polícia Civil também tinham conhecimento do suposto esquema.

Os contatos da Petrobrás com a polícia eram feitos por meio de dois funcionários: Adílson Amaral e Regiane Souza de Lima. Eles contaram que mantinham contatos com delegados que autorizavam as pesquisas – a corregedoria recebeu da Petrobrás documentos que mostrariam que dois desses delegados autorizaram por escrito as pesquisas.

Em julho de 2009, o delegado Sérgio Abdalla determinou a interrupção das pesquisas. Ele havia assumido a divisão havia dois meses. Ao Estado Abdalla contou que o sistema de pesquisa de dados existia havia 15 anos – o gerente da Petrobrás chegou a dizer que isso ocorria havia 20 anos. Mas foi a partir de 2000, segundo uma funcionária da Divisão de Capturas, que houve um “acréscimo considerável no número de pesquisas, chegando a uma média mensal de 4 mil”.
O QUE DIZ A LEI

“Nas mesmas penas deste artigo incorre quem permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública ou se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem. Pena – reclusão de 2 a 6 anos e multa.”

Essa é a redação do primeiro e do segundo parágrafos do artigo 325 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de Violação de Sigilo Funcional, definido como “revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo ou facilitar-lhe a revelação”.

O MENINO DE 22 ANOS NÃO PRESTOU ATENÇÃO NA VELHA MÁXIMA: “ATIRE PRIMEIRO, PERGUNTE DEPOIS” 9

14/09/2010  – 23h10

PMs confundem colega com assaltante e matam policial no Rio

DO RIO

Um policial militar à paisana foi morto por engano por PMs do 25º Batalhão (Cabo Frio), na tarde desta terça-feira, no bairro do Braga, em Cabo Frio (RJ).

O soldado Márcio Henrique de Freitas Teixeira, 22, que trabalha numa UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) de Copacabana, zona sul do Rio, foi confundido com um assaltante depois de trocar tiros com uma suspeita de praticar roubos no local.

Segundo a PM, ele estava prendendo a mulher quando os policiais militares deram voz de prisão.

Teixeira, assustado, teve uma reação brusca e foi baleado pelos PMs que o abordaram.

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Pela qual todo paisano – com arma na mão – é ladrão.

Obviamente, não existiu a tal reação busca.

Foi pura e simplesmente fuzilado como se fosse um marginal qualquer.

COM TODO RESPEITO, O DIGNO DELEGADO ANDA EQUIVOCADO DESDE 2002…O PRIMEIRO CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA INTEGRANDO DELEGADOS E OFICIAIS FOI REALIZADO NO MEADO DOS ANOS 70, NA GESTÃO DO CEL. ERASMO DIAS…DOIS ENTRE OS PRIMEIROS COLOCADOS RESPECTIVAMENTE: DOUTOR PAULO FURQUIM e TEN. CORONEL OCTAVIO ADAUTO FARIA COTRIM 25

 

Segunda-feira, 04/03/02 – 14:37

Secretaria da Segurança realiza o primeiro curso superior para integrar as polícias civil e militar
A Secretaria da Segurança Pública realiza pela primeira vez , no Estado de São Paulo, um curso de nível superior integrado, com a participação conjunta das polícias Civil e Militar, é o CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA – CSP.

“Este curso é importantíssimo para a política de segurança pública não só do Estado como a do Brasil, servindo de referência para outros estados ”, disse o delegado divisionário da Secretaria de Cursos Complementares da Academia de Polícia do Estado (Acadepol), José Emílio Pescarmona. Ele acrescenta: “Esta é a primeira vez que oficiais militares e policiais civis freqüentam juntos um curso de nível superior. É um passo importante para a integração das polícias”.

ESFORÇO – Para o delegado divisionário da Acadepol, José Emílio Pescarmona, a unificação nesse primeiro Curso Superior de Polícia é um grande avanço para a integração das polícias Civil e Militar. Segundo Pescarmona o sistema de avaliação será baseado em trabalhos elaborados, em grupos compostos por delegados e oficiais. Nas duas primeiras fases do curso, os alunos irão se dedicar apenas aos estudos e serão afastados do trabalho, nas outras duas fases complementares, eles terão de aplicar o que apreenderam já no exercício de suas funções.

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COM TODO RESPEITO, O DIGNO DELEGADO ANDA EQUIVOCADO DESDE 2002…O PRIMEIRO CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA INTEGRANDO DELEGADOS E OFICIAIS FOI REALIZADO NO MEADO DOS ANOS 70, NA GESTÃO DO CEL. ERASMO DIAS…DOIS ENTRE OS PRIMEIROS COLOCADOS RESPECTIVAMENTE: DOUTOR PAULO FURQUIM e TEN. CORONEL OCTAVIO ADAUTO FARIA COTRIM

Podem pesquisar naqueles anuários de legislação policial de 1976/77 ( na ADPESP ou ACADEPOL ). Foi realizado depois de os milicos promoverem UM MONTE DE INDESEJÁVEIS, ou seja, depois do caldo entornado tentaram moralizar a promoção a classe especial. Mas os Delegados, dizem, não gostaram da idéia de frequentar curso; assim logo trataram de melar o curso.

A grande diferença: HOJE INDESEJÁVEIS MORREM NA 2a. OU 1a. CLASSE.

Geraldo Alckmin afirmou nesta terça (14) que vai “trabalhar para ajudar o Serra”…COITADO DO MEU GOVERNADOR, GERALDO ASSINARÁ O ÓBITO, SEGURARÁ UMA ALÇA E LANÇARÁ A PRIMEIRA PÁ DE TERRA 36

Alckmin admite que Serra passa por momento difícil nas eleições

Geraldo Alckmin afirmou nesta terça (14) que vai “trabalhar para ajudar o Serra”

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, reconheceu que seu colega de partido José Serra vive um momento dificil nas eleições presidenciais. As últimas pesquisas de intenções de voto indicam vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.

“O quadro nacional não é fácil, mas a eleição não está decidida. Faltam quase 20 dias. Vamos trabalhar para ajudar o Serra”, disse Alckmin após palestra para membros da Associação Comercial de São Paulo.

O DELEGADO NÃO É BURRO, APENAS ESTÁ ACOSTUMADO COM A ROTINA DO D.I.P.O. 9

PM/09/14 às 20:37 – CADELO

Bem feito. Se não és burro, agora passou a ser,pois se sabia da incompetência,não poderás alegá-la a seu favor. Portanto, doravante por burro serás conhecido,por burro serás apontado até o fim de tua carreira para que aprendas a agir nos estritos limites da lei, para que sirva de exemplo para futuros burros, que por cobiça de cargos sintam-se impelidos a trair e envergonhar seus seus pares e seus subordinados. Deverias jamais esquecer que representais o Estado e não um governo transitório,por sinal,RUIM. Deverias ser inteligente para perceber que a era do homem foda acabou em 1988. Se não percebeu nada disso não é preciso continuar. És somente BURRO.

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Ele segue a jurisprudência da  CASA DE MARIA JOANA.

NEGRITUDE JUNIOR É pequeninho…Pequeninho e fujão! NEGA A RAÇA! 15

Após desistir de debate, Netinho prevê “bombardeio”
14 de setembro de 2010 14h25 atualizado às 14h33

A democracia ganha com essa decisão, disse Netinho, durante visita a Paraisópolis. Foto: Rahel Patrasso/Futura PressNetinho visitou a cidade de Suzano, na Grande São Paulo, nesta terça-feira (14)
Foto: Rahel Patrasso/Futura Press
Vagner Magalhães
Direto de Suzano

O candidato do PCdoB paulista ao Senado, Netinho de Paula, afirmou nesta terça-feira (14) em Suzano, na Grande São Paulo, que a sua ausência no debate desta noite, promovido pela TV Gazeta e pelo jornal O Estado de São Paulo, não terá reflexo negativo na sua campanha. De acordo com ele, o fato da sua candidatura ter apresentado crescimento nas últimas pesquisas de intenção de voto – lidera no Ibope e aparece em segundo no Datafolha – faz com que ele vire alvo de ataques, notadamente do candidato do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira.

“Eu indo tem bombardeio, eu não indo, tem bombardeio todo dia. A postura que os adversários tem adotado na imprensa, na televisão, perante a mim, já mostra o desrespeito que seria. Aí, a minha assessoria achou por bem que era melhor não participar”, disse.

Netinho afirmou ainda que a desistência, por motivos de saúde, do candidato do PMDB, Orestes Quércia e a internação hospitalar de Romeu Tuma (PTB) esvaziaram a discussão. Quando o debate foi proposto, Netinho assinou documento garantindo a sua presença nesta noite.

Na televisão, o candidato Aloysio Nunes Ferreira tem afirmado que quem “bate em mulher é covarde” e que no Senado lutará pela aplicação da Lei Maria da Penha, que prevê punição pesada para aqueles que agridem mulheres. Em 2005, Netinho de Paula agrediu a ex-mulher, o caso se tornou público e acabou na Delegacia.

MALDITO REPÓRTER LEONARDO SOUZA DA FOLHA DE SÃO PAULO, VOCÊ FERROU O MEU GOVERNADOR JOSÉ SERRA! 19

14/09/2010 – 09h38

Comando tucano se queixa de atuação de Serra em debate

DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA
DO ENVIADO A ITAPETININGA (SP)

Integrantes da campanha de José Serra (PSDB) não escondiam ontem insatisfação com o desempenho dele no debate Folha/RedeTV!.

Tucanos se queixaram da falta de objetividade, do uso de expressões e da linguagem corporal. Tenso, Serra mal conseguia concluir o raciocínio dentro do tempo fixado. Sua performance foi discutida em reunião.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE) –que se reuniu com o ex-presidente FHC e tinha encontro marcado com Serra–, estava ontem determinado a propor mudanças no programa de TV.

Serra, por sua vez, classificou de “hilariante” o argumento da adversária Dilma Rousseff (PT) de que não há envolvimento da campanha na violação de sigilo na Receita porque ela não era candidata em 2009 –quando foi quebrado o sigilo de pessoas ligadas ao PSDB.

Serra disse que o presidente Lula lançou Dilma em 2008. “Até as paredes, o gramado da Esplanada, as lâmpadas da OAB, todo mundo sabe disso.”

Ele citou a Folha, que revelou a violação do sigilo do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge ao reafirmar que a ação foi eleitoral.

“Tudo apareceu a partir da reportagem da Folha. O repórter procurou um dos brasileiros que teve seu sigilo violado ligado ao partido, PSDB, apresentando a ele dados do seu Imposto de Renda. O repórter tinha a posse da informação. Perguntado pelo Eduardo Jorge, respondeu que tinha obtido os dados do comitê eleitoral da candidata Dilma.”

Mais tarde, Serra voltou ao assunto. “O repórter da Folha Leonardo Souza procurou o Eduardo Jorge com dados do Imposto de Renda dele. O Eduardo Jorge viu que o sigilo tinha sido quebrado, perguntou a ele de onde vinham esses dados. Ele [Souza] disse: do comitê eleitoral da Dilma.”

Na realidade, ao procurar Eduardo Jorge para confirmar a veracidade dos dados, o repórter informou que suas declarações de renda haviam circulado entre pessoas ligadas à chamada “equipe de inteligência” da pré-campanha de Dilma, exatamente como foi publicado no dia 12 de junho.

Em São Paulo, Serra disse que Dilma agiu, no debate de domingo, segundo a “regra do PT”: buscou se fazer de vítima ao comentar o suposto lobby na Casa Civil e a quebra de sigilo de tucanos.

Ao chegar ao centro de Itapetininga (SP), na caçamba de uma caminhonete, Serra foi surpreendido por cerca de 40 militantes do PT, que empunhavam bandeiras do partido e de Dilma.

Ele foi xingado e chamado de “safado” e “ladrão”. Não houve agressão física.

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Acho que a Folha acabou de enterrar o ” meu Governador”.

JUIZ CORAJOSO; APARECERÃO DEFENSORES DE COMPETÊNCIA CONCORRENTE, OUTROS DE COMPETÊNCIA RESIDUAL E OUTROS DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA 27

Juiz tira polícia paulista do caso da violação de sigilo de tucanos

14 de setembro de 2010 | 0h 00

– O Estado de S.Paulo

A Justiça interrompeu ontem à noite a investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a fraude que levou à violação do sigilo fiscal de Verônica Allende Serra e Alexandre Bourgeois, filha e genro do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB).
Em decisão de 45 linhas o juiz José Carlos Camargo, da 1.ª Vara Criminal de Santo André, barrou investida da Delegacia Seccional de Santo André e ordenou remessa à Justiça Federal do inquérito que fora aberto por ordem do Palácio dos Bandeirantes.
O magistrado alegou “incompetência absoluta” da Justiça estadual. A ordem frustra pedido de acesso ao histórico de chamadas telefônicas realizadas e recebidas por dois importantes personagens da trama, os contadores Antônio Carlos Atella Ferreira e Ademir Estevam Cabral – os dois são suspeitos de terem produzido documentos forjados para obter na Receita cópias de declarações de renda de Verônica e de Alexandre. 

Instaurado em 3 de setembro, o Inquérito nº 1.406/10 teve vida curta – durou 10 dias. Por meio desse inquérito o governo paulista planejava mergulhar no caso que revolta Serra e abala a Receita. Para evitar polêmicas com a Polícia Federal, a Seccional de Santo André formalmente visava à autoria de dois crimes, falsidade ideológica e falsificação de documento. A competência sobre a invasão do sigilo é da PF.

“O pedido de quebra de sigilo dos dados telefônicos não pode ser albergado”, decidiu o juiz Camargo. “É que falece competência à Justiça Estadual para conhecê-lo.”

O delegado da Polícia Civil José Emílio Pescarmona, que conduzia o inquérito estadual, pretendia identificar os mentores da fraude por meio de rastreamento e cruzamento de contatos telefônicos de Atella e Cabral. Por isso recorreu à Justiça criminal. “Ora, se a Justiça Estadual não é competente para o processo principal, corolário é que não é, também, para a cautelar de quebra de sigilo de dados telefônicos, uma vez que esta é mera antecipação de provas destinadas àquele”, assinalou o juiz em seu despacho.

Camargo invocou o artigo 109, inciso IV, da Constituição, que confere aos juízes federais processar e julgar os crimes políticos e as infrações penais “praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União”. Segundo o juiz “o uso do documento falso atingiu serviços e interesses da União (Receita)”. / FAUSTO MACEDO e BRUNO TAVARES

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Também aqueles que afirmem: JUIZ VERMELHO!

JUIZ 13!

Por que os paulistanos rejeitam Serra? 19

Dilma Rousseff chegou a 41% das intenções de voto na cidade São Paulo, contra 35% de José Serra. Pesquisa do DataFolha, 26 de agosto.

 

Assombro geral. Será o milagroso carisma do padim Lula? A onda vermelha? O Bolsa Família? Dilma tirou de Serra o apoio da Fiesp? Tudo tem explicações. Encontrar algumas exigem esforço. Outras estão no nariz. Comece procurando a principal.

 

 

Em dezembro de 2009, 61% dos paulistanos desaprovavam o governo do prefeito Gilberto Kassab, do DEM, sendo que 27% consideravam seu desempenho ruim ou péssimo.

Mês seguinte, a cidade foi inundada. Em fevereiro de 2010, a revista Época São Paulo publicou uma reportagem de capa corajosa sobre o tema, baseada em pesquisa do Ibope e em um mergulho nos orçamentos da prefeitura. O dado mais chocante: metade dos paulistanos desejava deixar a cidade.

 

Mais que tanto os paulistanos viam de defeito em Kassab? A lista é longa. Transporte? Caiu a verba da Secretaria de Transportes 29%, que ao mesmo tempo ficou mais caro. Melhor andar a pé? Não, as calçadas estão podres, e o investimento para reformá-las caiu 40%.
Vamos sair nadando, então, que as enchentes continuam, e o investimento em drenagens e saneamento em 2010 será 45% menor que o de 2009, segundo o orçamento do município.Vamos à segurança? 87% dos paulistanos acham a cidade muito insegura e 52% têm mais medo que sair à noite do que no ano passado.
Vamos enfrentar o crime? Claro que não. A verba prevista no Orçamento para a Secretaria Municipal de Segurança Urbana que inclui Defesa Civil e Guarda Civil Metropolitana, foi reduzida em 15%.Faltam recursos?
É tempo de crise? Não. A economia brasileira cresce rápido. E os impostos em São Paulo também. O IPTU subiu até 30% para casas e até 45% para imóveis comerciais, mas como mudou a base de cálculo, teve casos de aumento de 100% no IPTU.
Mas o problema vai bem além de ter dinheiro no orçamento. Mesmo quando há verba prevista, a administração Kassab não usa. Exemplos sobram. Só um: em 2009, foram previstos R$ 90 milhões para construir hospitais em Parelheiros, Vila Matilde e Brasilândia, três bairros muito carentes. Para 2010, as obras terão metade dos recursos. Dá trabalho construir hospital. É mais fácil fazer propaganda.

Serra se candidatou três vezes a prefeito de São Paulo 

Em 2009, o orçamento para publicidade da prefeitura foi de R$ 31 milhões. O previsto no orçamento de 2010 era de R$ 126 milhões, podendo chegar até R$ 200 milhões. Ano de eleição, já viu. Resultado de tanta propaganda: segundo levantamento de julho, 58% dos paulistanos não aprovam o trabalho de seu prefeito, Gilberto Kassab.
Com ou sem anabolizante, a nota que ele ganhou da população em julho, de zero a dez, foi 5,5. A dois meses das eleições!Para que tentar limpar a barra, se a eleição para prefeito é daqui a dois anos e Kassab não concorre a nada desta vez? A questão é que São Paulo é a vitrine número um de José Serra e Kassab, seu herdeiro político na cidade.
Uma figura irrelevante em termos eleitorais, ex-malufista, se elegeu prefeito da maior cidade do país exclusivamente porque Serra o colocou lá.Nós, paulistanos natos ou transplantados, não perdoamos essa. Ainda mais depois de tudo que Serra fez para ser prefeito.
José Serra era deputado federal quando foi candidato a prefeito de São Paulo pela primeira vez em 1988, 22 anos atrás. Ficou atrás de Luiz Erundina, João Leiva e Paulo Maluf. Se reelegeu deputado federal com votação recorde no estado, 340 mil votos. Em 1994, se elegeu senador com 5,4 milhões de votos. O que fez em 1996? Concorreu de novo à prefeitura. Perdeu para Celso Pitta e ficou atrás de Luiza Erundina.
Depois foi ministro do planejamento, da saúde, candidato a presidente em 2002 contra Lula e – adivinha – se candidatou de novo a prefeito. Na sua terceira tentativa, Serra foi eleito prefeito de São Paulo. Foi no segundo turno, com 55% dos votos válidos, 3,3 milhões. Para isso, se dispôs a assinar um documento, prometendo que, caso eleito, não abandonaria o mandato para concorrer em outra eleição.
Tomou posse dia 1º de janeiro de 2005, para um mandato que deveria ser cumprido até 1º de janeiro de 2009.Pois um ano e três meses depois, dia 31 de março de 2006, deixou a prefeitura na mão de Gilberto Kassab, seu vice. Para, claro, se candidatar a governador.
Os paulistanos escolheram um prefeito tucano, que obssessivamente buscava ser prefeito de sua cidade fazia décadas. Levaram no lugar um obscuro malufista no lugar, ex-secretário de Celso Pitta.

Boris para Serra: ” O Senhor recomenda que os eleitores nunca mais votem no Senhor caso abandone o mandato pela metade?” 

Nas eleições para governador em 2006, naturalmente era forte o rumor de que Serra queria se eleger Governador só como trampolim para uma nova candidatura à Presidência. Em um debate na Record, Boris Casoy perguntou se ele cumpriria mandato até o final: “o senhor recomenda seus eleitores a não votarem mais no senhor se fizer o oposto”?
Serra disse: compromisso assumido.Serra se elegeu, contra Aloísio Mercadante, com 58% dos votos. Assumiu dia 1º de janeiro de 2007. No meio de 2009 já era claro que seria o candidato a presidente pelo PSDB, largando novamente o mandato antes da hora. Foi o que fez.
Mas antes disso, Serra tomou a decisão que selou seu destino na cidade.Nas eleições de 2008 para prefeito de São Paulo, ele apoiou seu apadrinhado Kassab, do DEM, e não o tucano Geraldo Alckmin. Pegou muito mal. Lealdade não é tudo mas é 100%. Ainda mais que Alckmin é querido de muitos paulistas e paulistanos. Foi vice de Covas, governador etc.
Embora seja do interior, é quase uma caricatura de paulistano feito por um cartunista carioca. É pálido, careca, só fala de trabalho e parece tomar banho de gravata.Em 2008, vinha de enfrentar Lula em 2006, e não deu moleza. Queimou a fita de Serra trair a confiança dos paulistanos na eleição para prefeito. Tostou, repetir o feito na eleição para governador.
Mas no meio disso, ainda teve esta bola nas costas de Alckmin, seu companheiro de partido, para apoiar Kassab.Que se elegeu exclusivamente graças a Serra, numa marola de factóides. Se tivesse feito um mandato brilhante nos anos seguintes, talvez a cidade desse um desconto para Serra.
Mas foi a tragédia acima, e completa com denúncias de desvios, jogatina imobiliária, truculência com miseráveis etc. Tudo isso é público, e um bom repórter investigativo encontraria muito mais argumentos que os que você acabou de ler.
Sou só um cara que sabe ler, que mora nesta cidade faz 27 anos e vê ela piorar ano após ano, e que desistiu de votar faz tempo. Esta é a principal explicação de porque Serra perde para Dilma na cidade de São Paulo. Nós, paulistanos, como o resto dos brasileiros, não conhecemos Dilma. Mas conhecemos Serra.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/08/31/por-que-os-paulistanos-rejeitam-serra/

Justiça Estadual retira Polícia Civil de São Paulo de apuração sobre quebra de sigilos 13

14/09/2010 – 10h44

Justiça tira polícia de São Paulo de apuração sobre quebra de sigilos

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Decisão da Justiça de Santo André (ABC) considerou que o inquérito sobre o uso de procurações falsas para quebrar o sigilo fiscal da filha de José Serra não deve tramitar no Judiciário de São Paulo, o que, na prática retira a Polícia Civil paulista das investigações do caso.

A medida frustra a expectativa do PSDB de que as apurações da Polícia Civil de São Paulo, sob o governo do partido, levassem à demonstração da ligação das violações a filiados do PT antes das eleições de outubro.

Os tucanos duvidam que o inquérito conduzido pela Polícia Federal sobre as quebras ilegais de pessoas ligadas a Serra seja concluído antes do primeiro turno.

A Polícia Civil havia pedido na quinta a quebra do sigilo telefônico de dois suspeitos, o contador Antônio Carlos Atella Ferreira e o office-boy Ademir Estevam Cabral.

Ao analisar esse requerimento, o juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André, José Carlos Camargo, considerou que a falsificação e o uso das procurações em nome de Veronica são crimes que atingiram “serviços e interesses da União (Receita)”, e por isso deve ir para a Justiça Federal.

O juiz então determinou a remessa do inquérito da Polícia Civil e o pedido de quebra de sigilo telefônicos para o Judiciário Federal. Segundo o advogado de Veronica, Sérgio Rosenthal, a medida fará com que o inquérito seja repassado à Polícia Federal.

O delegado Marcos Carneiro Lima, chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro SP não comentou a decisão, mas ressaltou que a investigação da Polícia Civil tinha o objetivo de apurar a eventual atuação de quadrilha de falsificadores também em órgãos estaduais.

O Ministério Público pode recorrer contra a medida.

A Receita Federal em São Paulo pediu ontem o retorno imediato da servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Na noite de quinta-feira, ela e seu marido foram detidos pela Polícia Civil suspeitos de tentar “esquentar” violações.