Alckmin quer tucanos próximos do PP de Maluf para eleições |
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| 06/01/12, 14:36 | |
Na terça-feira, em encontro no Palácio dos Bandeirantes com o deputado Bruno Araújo (PE), que será o novo líder dos tucanos na Câmara, o governador pediu ao parlamentar que se aproximasse da sigla, dona do quinto maior tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, atrás do PT, PMDB, PSDB e DEM. Alckmin quer que a bancada tucana tenha boa relação com o PP num momento em que o DEM, principal aliado dos tucanos, está fragilizado no Congresso após a perda de quadros para o PSD, partido criado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Sem um candidato natural no PSDB para disputar a Prefeitura de São Paulo, Alckmin dedica-se à construção de um arco de alianças que garanta tempo de TV para o nome que lançar. Os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli pretendem disputar prévias em março, mas Alckmin quer o ex-governador José Serra como candidato. Nos cálculos dos tucanos, o candidato do PSDB será competitivo se contar com o apoio do DEM e do PP, que garantiriam, pelo menos, cinco minutos em cada um dos dois blocos diários na propaganda eleitoral gratuita na televisão. Maluf, hoje cortejado por Alckmin, era inimigo dos tucanos. Foi um dos principais adversários políticos do governador Mario Covas (1933-2001), de quem Alckmin é herdeiro político. |
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Palácio dos Bandeirantes proibiu a PM de dar mais informações à imprensa sobre a operação espalha indigência….Agora, as mentiras serão contadas apenas pela Secretaria de Estado da Justiça. 4
Poder público bate cabeça em operação na cracolândia
Órgãos de assistência social foram avisados apenas às vésperas de a PM agir
Oficialmente, Estado e prefeitura negam precipitação e dizem que estava tudo acertado previamente
| Juca Varella/Folhapress | ||
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| Policiais militares revistam suspeitos durante operação nas ruas da cracolândia, no centro |
DE SÃO PAULO
A despeito do prévio acordo político entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) para intervir na cracolândia ainda no início do ano, a deflagração da operação policial no centro de São Paulo já no dia 3 de janeiro foi decidida pela PM sem a participação de órgãos de assistência social da cidade.
Setores diretamente ligados ao assunto, como a Secretaria Municipal da Assistência Social, ficaram sabendo da data da operação apenas cinco dias antes -às vésperas da virada do ano.
Os órgãos municipais receberam um e-mail de um membro do Comuda (Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool) que esteve no prédio da PM na quinta do dia 29 de dezembro, quando a data da operação foi informada pelos policiais.
Na mensagem, o conselheiro alertava para a necessidade de reforçar equipes a fim de lidar com as consequências da ação policial.
Um grande centro de acolhimento da prefeitura na região capaz de atender até 1.200 viciados sequer estava pronto, motivo pelo qual a pasta da Assistência defendia que a operação não ocorresse tão cedo. O centro será aberto só no dia 30 deste mês.
Um integrante da cúpula da Segurança Pública afirmou à Folha, em caráter reservado, que houve precipitação do início da operação. Ainda faltava, disse ele, uma série de reuniões para afinar os detalhes da intervenção.
Pode ter havido, segundo ele, uma falha de comunicação interna na Policia Militar.
O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, nega ter havido tal precipitação. Oficialmente, governo e prefeitura dizem que tudo foi acertado previamente.
No final da tarde de ontem, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, proibiu a PM de dar mais informações à imprensa sobre a operação. Agora, a comunicação será feita apenas pela Secretaria de Estado da Justiça.
SÓ DEPOIS
Ontem, apenas no quarto dia da operação, o governo Alckmin anunciou que decidiu reservar 286 vagas de acolhimento social -já contratadas anteriormente- apenas para viciados em crack.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, haverá vagas em 33 instituições em 12 regiões do interior do Estado, onde usuários de crack da capital podem morar por longos períodos e passar por tratamentos de desintoxicação.
A gestão Kassab, no entanto, nunca afirmou que tinha necessidade desse tipo de atendimento. Ao contrário, alega que há vagas suficientes contratadas por ela.
“Toda pessoa de rua que é dependente química e que aceitar tratamento, terá tratamento”, afirma a vice-prefeita de São Paulo e secretária da Assistência Social, Alda Marco Antonio, referindo-se à capacidade da prefeitura de dar conta da demanda.
Segundo ela, a Assistência tem 10 mil leitos de retaguarda para moradores de rua que podem ser usados por viciados. Já a Secretaria Municipal da Saúde, afirmou Alda, tem 360 vagas próprias “e mais tantas quantas forem necessárias no setor privado” específicas para o tratamento.
Também só ontem a Prefeitura de São Paulo informou que vai emitir um alerta para os profissionais de saúde de 15 AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) de que elas terão de se preparar para receber dependentes químicos.
(ROGÉRIO PAGNAN, EVANDRO SPINELLI, AFONSO BENITES, RAPHAEL SASSAKI E PATRÍCIA CAMPOS MELLO)
NÃO SEI DE NADA!
07/01/2012–15h22
Kassab diz que não foi avisado de operação na cracolândia
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse que não foi avisado do início da operação da cracolândia. Ele visitou ontem as obras de um complexo destinado ao atendimento de pessoas de rua, dependentes de álcool, crack e outras drogas.
A inauguração será até o início fevereiro, a um custo de R$ 8 milhões.
Segundo Kassab, não era necessário o aviso porque prefeitura e polícia são instituições independentes.
A informação de que o prefeito não fora avisado foi publicada ontem no jornal “O Estado de S.Paulo”.
A operação começou sem que o complexo que ele visitou estivesse pronto. O prefeito minimizou o episódio, sob o argumento de que a prefeitura tem outros locais para encaminhar os dependentes de crack.
Defensoria Pública e direitos humanos…Usuário na mão de Deus…PM massacra craqueiros…Governo Federal diz que ações da Polícia Militar “são absolutamente afrontantes” 23
Defensoria distribui cartilhas sobre direitos de usuários
DE SÃO PAULO
A Defensoria Pública de São Paulo distribuiu ontem na área da cracolândia, região central de São Paulo, panfletos com orientações contra eventuais abusos de policiais e guardas.
No informativo, os defensores informam telefones das corregedorias da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana para encaminhamento de denúncias.
Os panfletos informam, também, direitos básicos dos cidadãos como:
1) sempre ser tratado com edução e respeito;
2) ficar, sentar ou deitar ou reunir-se em local público, desde que pacificamente;
3) saber o motivo pelo qual está sendo abordado.
Conforme a Folha revelou ontem, a nova fase da operação policial será dispersar moradores de rua que estiverem em vias ou praças. O objetivo é, diz a PM, evitar o surgimento de uma nova cracolândia.
Os panfletos foram distribuídos por uma base móvel da defensoria. Em cerca de uma hora, em torno de 20 pessoas pediram cópias.
Também esteve lá uma equipe da guarda municipal reclamando da distribuição das informações. Os guardas disseram que os viciados estavam usando o informativo para enfrentá-los.
Além de distribuir os papéis, os defensores recolheram depoimentos de usuários sobre supostos abusos praticados por PMs e guardas. Ao menos dez pessoas apresentaram reclamações.
Na mão de Deus
Fernando dos Santos Deus, craqueiro, com chumbo no corpo e atropelado, sobrevive
LAURA CAPRIGLIONE DE SÃO PAULO
Usuário de crack, 31 anos, o morador de rua Fernando dos Santos Deus tinha ontem a clavícula direita fraturada, a cabeça e as costas em carne viva, o rosto com um rasgo que lhe ia da têmpora direita à orelha, hematomas por todo o corpo.
Santos Deus afirma que foi atropelado por um carro da Força Tática da Polícia Militar na madrugada de ontem, entre 2h e 4h da manhã.
Local: cracolândia, região central de São Paulo.
Dentro do carro, segundo o morador de rua, estariam policiais que fazem parte do contingente mobilizado há quatro dias na operação contra o consumo de crack.
Santos Deus disse que os soldados não lhe prestaram socorro e que teve de esperar ferido, jogado na rua, durante pelo menos uma hora, até a chegada da equipe do resgate do Corpo de Bombeiros.
Relatos idênticos foram ouvidos ontem durante todo o dia pela coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, Daniela Skromov de Albuquerque. Instalada em plena cracolândia, em uma base móvel, ela recolheu denúncias de maus-tratos contra os usuários de drogas.
TESTEMUNHAS
A moradora de um edifício vizinho contou que o atropelamento aconteceu quando um grupo de dependentes reunidos para comprar e fumar crack estava sendo dispersado pelos policiais.
Santos Deus teria tropeçado na guia da calçada, e caído. “A viatura passou duas vezes por cima dele”, disse ela. Outros usuários de crack repetiram o mesmo enredo.
Nenhum testemunho mencionou o número do carro oficial ou suas placas.
A Defensoria Pública também colheu relatos de moradores da cracolândia sobre uso de gás pimenta para dispersar concentrações de usuários, xingamentos, humilhações, “constrangimentos ao direito de ir, vir, permanecer e circular”, além de ter fotografado duas pessoas com marcas de agressões recentes “causadas, segundo as denúncias, por PMs ou guardas civis metropolitanos”, explicou a defensora Daniela.
Ontem à tarde, a Folha encontrou Santos Deus sozinho na portaria do pronto socorro do Hospital do Servidor Municipal, à espera de atendimento. Ele não apresentou documentos, não disse onde mora, não falou sobre familiares vivos ou mortos. Seu nome pode nem ser o que declarou.
Colocado em uma cadeira de rodas, com a cabeça enfaixada, um tufo de algodão pregado na altura da orelha, camiseta dura por causa do sangue coagulado, a roupa colada nos ferimentos, gemendo de dor, a toda hora ele ameaçava cair do assento.
Só com muito esforço conseguia se comunicar, assim mesmo de forma confusa. E caía no sono todo o tempo.
Uma atendente na portaria do hospital explicou que o morador de rua estava ali dentro, sem atendimento algum, porque tinha saído “voluntariamente” do hospital.
Outra atendente, percebendo que ele não podia ter saído se estava dentro, dispôs-se a encaminhá-lo, enfim, para tratamento.
Levado à sala do raio-X, Santos Deus surpreendeu os médicos com sua radiografia -além de confirmar a fratura no ombro, viu-se que o jovem tinha uma incrível constelação de pontos (brancos na chapa) dentro do corpo, na altura da pélvis e espalhados por todo o tórax.
Eram bolinhas de chumbo, usadas dentro da munição de balas calibre 12. Santos Deus já tomou um tiro da arma usada até para matar elefantes -e sobreviveu.
O médico receitou-lhe anti-inflamatório, analgésico e antibiótico e deu-lhe alta. Com o ombro enfaixado e tudo o mais doendo, Santos Deus, entretanto, não conseguia se levantar da cadeira de rodas do hospital.
REJEITADO
No serviço social do Pronto Socorro, a funcionária explicou que nenhum albergue municipal aceitaria um hóspede naquelas condições -da orelha dele quase 12 horas depois, ainda saía sangue.
Santos Deus, sem ter para onde ir, voltou para dentro do pronto socorro, onde deve ter passado a noite.
A assessoria de imprensa do Comando Geral da PM disse à Folha que a denúncia do atropelamento e da eventual omissão de socorro por parte dos policiais da Força Tática será investigada pela Corregedoria da instituição.
Governos federal e estadual discutem ação
DE BRASÍLIA
A Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, disse estar preocupada com a atuação policial na cracolândia. “Nas últimas 24 horas, tomamos conhecimento pela imprensa, pela Defensoria Pública de São Paulo e por movimentos sociais de ações policiais que são absolutamente afrontantes”, afirmou Ramaís de Castro Silveira, secretário-executivo.
Silveira disse ter recebido denúncias e imagens de PMs agredindo pessoas. “Não estamos tratando essas pessoas como doentes, mas como criminosos e, pior, com violência, tortura, privação de liberdade, sem ordem judicial.”
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP, que coordena as ações do Estado na operação, disse que pediu o material das denúncias para averiguação, mas que recebeu um vídeo de 2007 e não recebeu as denúncias descritas por Silveira.
A secretaria estadual diz que são inaceitáveis as atitudes descritas e que a iniciativa na cracolândia reúne, sim, a saúde e a assistência social. Segundo a pasta, integrantes da Defensoria negaram a existência das denúncias.
Silveira, de Brasília, afirmou que o “alerta vermelho” foi dado não pelo vídeo, mas por denúncias da pastoral, de movimentos de rua e da defensoria paulista, que seriam requeridas formalmente pela secretaria federal.
Ele disse que a pasta vai apurar as denúncias com mais profundidade e procurar os governos estadual e municipal ainda neste final se semana.
(JOHANNA NUBLAT E ANDRÉIA SADI)
Os ( tu ) canalhas já indiciaram um culpado pela desastrosa operação cracolândia: coronel Pm Pedro Borges do segundo escalão que pôs o time em campo sem nem sequer avisar o Comando-Geral da PM…( Quem acredita ?…Será que a PM virou zona em que cada comandante faz o que bem entende? ) 8
Operação na cracolândia foi deflagrada pelo 2º escalão
Em São Paulo
A Operação Cracolândia foi precipitada por uma decisão do segundo escalão da Polícia Militar (PM) e do governo do Estado. Há dois meses, a ação era planejada em alto nível. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e as cúpulas da Segurança Pública, Assistência Social e Saúde das duas esferas de governo estavam acertando tudo para que o trabalho começasse em fevereiro, depois da abertura de um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas na Rua Prates, no Bom Retiro.
Eles ( DO ALTO NÍVEL ) queriam evitar, por exemplo, que os dependentes se espalhassem pela cidade depois do cerco à cracolândia.
Outro objetivo era evitar que a operação focasse apenas políticas de segurança pública, ampliando-a para as pastas sociais.

Até que na segunda-feira houve uma reunião de segundo escalão, na qual Luís Alberto Chaves de Oliveira, o Laco, coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado da Justiça, disse ao coronel Pedro Borges, comandante da região central de São Paulo, que o governador queria a operação.
O coronel disse que poderia fazê-la de imediato, pois tinha acabado de receber 60 homens da escola de soldados.
Assim, na terça-feira de manhã, ele pôs o time em campo sem nem sequer avisar o Comando-Geral da PM, o governador e a Prefeitura.
E acabou abrindo uma crise nos dois governos.
Por isso, nesse primeiro momento, só a PM participou.
A Prefeitura achou que a Segurança Pública queria aparecer sozinha.
Kassab conversou com o governo estadual e ouviu as explicações.
O próprio coronel teve de se explicar com o Comando.
A cúpula da Segurança queria saber por que ele havia feito a operação sem informar ninguém.
Ainda na terça de manhã, quando a operação começou, o governador questionou o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo.
Nenhum deles sabia de nada.
Já com os policiais na rua, a Prefeitura convocou equipes de limpeza e de assistência social e a PM teve de dar continuidade à operação que só estava prevista para fevereiro.
Questionado pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, o governo do Estado negou precipitação. Segundo assessores do governador, Alckmin havia dado chancela para que PM e Coordenadoria de Políticas sobre Drogas escolhessem o momento adequado de pôr a tropa na rua. Mas não negou que ele desconhecia a data de início. Segundo a assessoria, não há mal-estar no governo e na relação com Kassab. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
CRACOLÂNDIA: PROCISSÃO DE ZUMBIS – MILK NEWS TV/PROG.81…( JUSTIÇA DE OLHOS ABERTOS NO BOLSO DOS PODEROSOS….( in ) SEGURANÇA FALIDA ) 18
O Jornalista João Leite Neto comenta os principais assuntos policiais e políticos do momento.
* O desabafo do jurista Hélio Bicudo:
“O campo mais propício da corrupção no Brasil hoje é o poder judiciário. Juiz que prevarica não pode ser juiz “.
* O desespero dos Policiais Civis de São Paulo.
Moradores da Vila dos Pescadores em Cubatão pedem socorro a Geraldo Alckmin 4
Governador Geraldo Alckmin venho lhe pedi uma ajuda para minha comunidade estamos vivendo em uma calamidade e uma vergonha viver numa Cidade tão rica e com pouco recurso o meu bairro estamos correndo risco de enchente tem muitos barracos caindo na mare e não temos ajuda de ninguém estou desesperada o meu barraco esta caindo como dos outros moradores estou pedindo a sua ajuda venha ate aqui para você ver a nossa situação desonesta de vida moramos na Vila dos Pescadores em Cubatão venha e veja o que você pode nos ajudar agradeço por sua atenção.
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Estado entrega 784 moradias do Programa de Recuperação da Serra do Mar
Residenciais Rubens Lara, Vila Harmonia e Parque dos Sonhos, em Cubatão, receberão famílias originárias de áreas de risco e proteção ambiental
O Governo do Estado de São Paulo cumpriu mais uma etapa na transferência de famílias da Serra do Mar para moradias construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Nesta sexta-feira, 6, o governador Geraldo Alckmin entregou 784 novas moradias em Cubatão, dando prosseguimento ao Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar. Do total, são 365 unidades do Residencial Rubens Lara, conjunto habitacional referência em sustentabilidade; 186 do Residencial Vila Harmonia (Bolsão 7); e 233 moradias do Residencial Parque dos Sonhos (Bolsão 9). Essas 784 novas moradias serão somadas às 1.541 já entregues, totalizando o atendimento a 2.325 famílias da Serra do Mar que já receberam imóveis da CDHU em Cubatão.
“São apartamentos, casas ou sobrados. Dois dormitórios, três dormitórios, todas com aquecedor solar, algumas também têm área de comércio e estão dentro de um dos maiores programas do País, que é o programa da Serra do Mar. Nós já entregamos 1.541 unidades, estamos em obras com outras 1.733 e vamos fazer ainda mais 1.300”, lembrou o governador.
Os imóveis são apartamentos, casas sobrepostas e sobrados, sendo 267 com três dormitórios (sendo 10 unidades de uso misto – aquelas com uma área que pode ser usada para comércio) e 517 com dois dormitórios. Todos os imóveis foram projetados com melhorias do padrão de qualidade da CDHU, como o terceiro dormitório em parte das unidades, azulejos na cozinha e no banheiro, medidor individualizado do consumo de água e gás, piso cerâmico em todos os cômodos, sistema de aquecimento solar para água do chuveiro e pé-direito ampliado de 2,4 para 2,6 metros.
O Residencial Rubens Lara é referência em sustentabilidade e terá 1.840 moradias no total, das quais 500 já foram entregues. É um empreendimento diferenciado, com vários modelos de moradias e equipamentos sociais. Construído em um terreno de aproximadamente 200 mil metros quadrados, desapropriado pelo Estado, terá prédios de cinco e nove andares, casas assobradadas e casas sobrepostas, praças, ciclovia, vagas de garagem, churrasqueira, quadras poliesportivas e paisagismo.
O Residencial Vila Harmonia contará com 600 residências, das quais 414 já tinham sido entregues. Já o Parque dos Sonhos será composto de 1.154 imóveis, sendo 163 entregues anteriormente. Os residenciais terão casas, apartamentos e sobrados, área de lazer com quadra poliesportiva e pista de skate, tratamento paisagístico, guarita e estacionamento.
Ainda na cidade, o governador visitou o Grotão, área de risco que vem sendo desocupada por estar em território de preservação ambiental nas encostas da Serra do Mar.
“Aqui são mais 5 mil famílias na Serra do Mar, que vão para bairros seguros lá em Cubatão. Então dessas 7 mil famílias que tínhamos aqui, ficarão duas mil em regiões que não têm área de risco e que serão urbanizadas. Essas 5 mil famílias estavam em áreas muito montanhosas, área de risco, cota 500, cota 400, como nós vimos no Grotão, que é uma área com risco de alagamento e deslizamento de terra”, afirmou Alckmin.
Programa Serra do Mar
Lançado no início de 2007, o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar é um dos principais projetos do Governo de São Paulo para promover a conservação, o uso sustentável e a recuperação socioambiental do Parque Estadual da Serra do Mar. A ação prevê o atendimento de 7.760 famílias moradoras de áreas irregulares do parque.
Ao todo, 5.350 famílias deverão deixar áreas de risco ou de preservação ambiental da Serra do Mar. Para receber essas pessoas, além da oferta de moradias em outros municípios, a CDHU está construindo três bairros em Cubatão: o residencial Rubens Lara, no Jardim Casqueiro, e os residenciais Vila Harmonia e Parque dos Sonhos, que somam 3.594 moradias.
Desde o início do programa, 2.093 famílias já deixaram as áreas de risco da Serra do Mar. Destas, 1.549 foram para novas moradias da CDHU, sendo 1.077 em Cubatão e 472 em outros municípios da Baixada Santista. Outras 544 recebem mensalmente auxílio-moradia de R$ 400, que será pago até que seja viabilizada uma moradia definitiva pela Companhia.
Além de novas moradias, a CDHU irá urbanizar os bairros Cota 95/100, Cota 200, Pinhal do Miranda e Fabril. As 2.410 famílias que ficarão em áreas já consolidadas da Serra do Mar receberão redes de água, esgoto e drenagem, abertura de ruas, calçadas, pavimentação e a instalação de equipamentos públicos como escolas, posto de saúde, de segurança, além de outros serviços como iluminação, telefone e a coleta de lixo. Além disso, todos os moradores terão a escritura definitiva do seu imóvel.
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| Secretaria da Habitação / CDHU(11) 2505-2490 | ![]() |
O desembargador Wálter Fanganiello Maierovitch acusa Kasab-Alckmin de tortura 18
Maierovitch: O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin
5 de janeiro de 2012
O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin na Cracolândia
É inacreditável. Em tempos de Tribunal Penal Internacional e de luta sem fronteiras por respeito aos direitos humanos e contra a tortura, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador do estado paulista, Geraldo Alckmin, adotam, na conhecida Cracolândia, violência contra dependentes de crack. A dupla de governantes acaba de oficializar a tortura.
Na quarta-feira (4), por determinação do prefeito da cidade de São Paulo e do governador do Estado, iniciou-se o denominado “Plano de Ação Integrada Centro Legal”. Esse plano, consoante anunciado, terá duração indeterminada.
O plano, como explicou o coordenador de políticas de drogas da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, consiste em obrigar os dependentes que vivem na Cracolândia a buscar ajuda, “pela dor e sofrimento” decorrentes da abstinência, junto às autoridades sanitárias ou redes de saúde.
Ao tempo do DOI-CODI, a tortura, como regra mestra, foi largamente empregada. A regra era torturar, física ou psicologicamente, para obter o resultado esperado.
Nos campos nazistas, a fome e o abandono levavam à morte. Auxiliavam na vazão, pois, eram insuficientes em número os fornos crematórios.
A tortura indireta posta em prática pela dupla Kassab-Alckmin tem o mesmo fundamento dos campos de concentração nazista. E a tortura imperava no DOI-CODI, de triste memória.
Em nenhum país civilizado emprega-se essa estratégia desumana a dependentes. Ao contrário, investe-se no convencimento ao tratamento e até nas salas seguras para uso de drogas.
As federações do comércio e da indústria da Alemanha apoiam os programas de narcossalas com 1 milhão de euros. E ninguém esquece a lição do professor Uwe Kemmesies, da Universidade de Frankfurt: “Podemos reconhecer que a oferta de salas seguras para o consumo de drogas melhorou a expectativa e a qualidade de vida de muitos toxicodependentes que não desejam ou não conseguem abandonar as substâncias”:
Desde os anos 90, a cidade convive com a Cracolândia e os governos são incapazes de adotar políticas adequadas. Nem as delegacias especializadas, tipo Denarc (delegacia de narcóticos), nem a polícia militar identificaram, até hoje, a origem do crack que é ofertado. Agora, numa ação policialesca, busca-se o cerco ao usuário para se chegar ao vendedor da droga. Vendedor que, evidentemente, não é o operador da rede de abastecimento de crack para as cracolândias brasileiras.
Uma questão sócio-sanitária, de saúde pública, não pode mais ser enfrentada com soluções torturantes, como pretendem Alckmin-Kassab.
Pano Rápido. Aguarda-se que a ministra responsável pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, tome medidas adequadas para suspender as torturas em São Paulo e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, inicie apurações criminais. E espera-se que a nova procuradora junto ao Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, natural de Gâmbia (África Ocidental), levante o que acontece na Cracolândia e enquadre as irresponsabilidades e desumanidades.
Wálter Fanganiello Maierovitch
A FARSA DO DOLO EVENTUAL EM SEDE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO – Motorista embriagado – preso por homicídio doloso – É INOCENTE…Imagens do local revelam que marido da vítima – flagrantemente – foi o causador do acidente 11
O indiciamento ocorreu após testemunhas terem afirmado que o Landerson Correa Rodrigues, 37, que dirigia o Fiat Idea em que estava Lilian, passou pelo sinal vermelho antes de ser atingido por um Peugeot no cruzamento da avenida Professor Abraão de Morais com a avenida Bosque da Saúde.
Lilian, que estava grávida, foi lançada para fora do carro e morreu no local. Os médicos realizaram uma cesárea de emergência, mas a criança também morreu depois de algumas horas.
O motorista do Peugeot, Carlos Alberto de Souza Dias Fiore, 29, foi preso após o acidente sob suspeita de dirigir embriagado e foi indiciado por homicídio doloso (intencional). Na quarta-feira (4), a Justiça fixou a fiança dele em R$ 20 mil.
Dentro do Peugeot dirigido por Fiore, a polícia encontrou várias garrafas de cervejas, energéticos e outras bebidas alcoólicas. A polícia diz que ele confessou que havia ingerido bebidas alcoólicas e tinha usado drogas.
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Saiba mais no BRASIL URGENTE:
Operação contra o crack ou higienização social e reintegração de posse gratuita em favor dos políticos e funcionários públicos proprietários dos imóveis “abandonados”?…( Brevemente os investidores imobiliários aparecerão para contabilizar o lucro, aguardem! ) 4
“Olha a pedra, olha a pedra de 5! Pedra de 5!” …( “Você prefere tratar um câncer localizado? Ou com ele espalhado por todo o corpo? É isso o que estamos fazendo: espalhando o câncer.” ) 11
06/01/2012-11h12
‘Pregão do crack’ atrai cerca de 300 usuários no centro de SP
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LAURA CAPRIGLIONE MARLENE BERGAMO DE SÃO PAULO
“Olha a pedra, olha a pedra de 5! Pedra de 5!” Eram 20h30 de ontem, quando, na esquina da avenida Rio Branco com a rua dos Gusmões, centro de São Paulo, abriu-se o feirão de crack, vendido aos gritos, como se fosse produto legal. Cerca de 300 usuários da droga arremataram suas pedras.
A quatro quadras dali, do outro lado da avenida Rio Branco, pelo menos 30 carros de polícia com os giroflex vermelhos ligados anunciavam a ocupação do território da cracolândia pelas forças da ordem. Ruas tranquilas, poucas pessoas nas calçadas. Uma cidade normal?
“Você prefere tratar um câncer localizado? Ou com ele espalhado por todo o corpo? É isso o que estamos fazendo: espalhando o câncer.”
A frase expressa o desalento de um dos cerca de 70 policiais ontem na operação. “E enquanto a gente está aqui, eles estão logo ali”, emendou o parceiro, um soldado da PM, apontando.
Bastava atravessar a avenida, para constatar que o inferno apenas tinha mudado de endereço.
Um homem lutava para se livrar do cerco de três jovens alucinados que tentavam roubá-lo (levaram-lhe guarda-chuva, blusa e celular). Outro usuário trazia debaixo do braço um cinzeiro, desses de portaria de hotel. Um idoso levava um carrinho de supermercado com uma geladeira de isopor, tênis velhos e uma caixa com embalagens cheias de cola branca. Tudo para vender ou trocar pela droga.
| Alessandro Shinoda – 4.jan.12/Folhapress | ||
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| Prédios que eram usados por dependentes na cracolândia ficam vazios; bairros vizinhos temem migração |
Ontem, terceiro dia do cerco à cracolândia, continuou a estranha dança entre polícia e usuários de crack.
Os homens da Força Tática –armados com fuzis e espingardas de balas de borracha– tangiam os esquálidos zumbis para fora de seus esconderijos, prédios em ruínas.
Minutos depois de dispersos, os usuários voltavam a se concentrar. Estavam exaustos. O dia todo andando –se sentassem ou deitassem na calçada, já um PM aparecia para tocá-los dali.
Edilaine, 18, apenas um dente na boca, cogitava voltar para a família, no Itaim Paulista, extremo leste da cidade. “A gente não pode fumar, não pode dormir e nem descansar. Está difícil.”
| Eduardo Anizelli/Folhapress | ||
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| Missionários da comunidade Missão Belém da Igreja Católica, faz romaria para tentar acolher viciados em SP |
Nem as irmãs e os frades da Missão Belém, católica, que atuam na recuperação de dependentes químicos escaparam. À noite, na praça Princesa Isabel, vizinha dali, três grupos de moradores de rua e de usuários de crack estavam sentados no chão, rezando e cantando com os missionários, quando chegou a PM.
“Mãos na cabeça” e todos foram revistados.
Sobre a tática anunciada pela prefeitura, de “dor e sofrimento” para obrigar os usuários de crack a pedir ajuda para sair da dependência, o padre Julio Lancelotti, 63, vigário episcopal para a população de rua, disse: “Isso é tortura. Dor e sofrimento levam ao desespero. Só a alegria e esperança podem provocar a mudança”.
PEC DA BENGALA “boa” apenas para marajás vagabundos e para quem recebe ( milhão ) “por fora” 11
04/01/2012
Bengalada no Congresso
O Congresso discute desde 2003 um projeto que muda a Constituição para aumentar a idade em que os juízes dos tribunais mais importantes do país são obrigados a se aposentar de 70 para 75 anos.
A medida, chamada de “PEC (proposta de emenda constitucional) da Bengala”, também autoriza que se aprove uma outra lei para estender essa medida aos funcionários públicos do país.
A idade-limite de 70 anos podia fazer sentido há algumas décadas, mas muita coisa mudou. A expectativa de vida dos brasileiros passou de 52,4 anos, em 1960, para 73,5 anos agora –e deve chegar a 81, em 2050.
Com os avanços da medicina e o aumento da qualidade de vida, as pessoas chegam muito mais ativas aos 70 anos hoje.
Uma prova disso são dois ministros do Supremo Tribunal Federal que, se não houver mudanças na lei, terão de se aposentar em 2012 porque completam 70 anos. Estão lúcidos e ativos e só vão sair porque serão obrigados.
É importante deixar claro que a nova regra não obriga ninguém a trabalhar além da conta. Se quiser se aposentar aos 70, o servidor ainda terá esse direito.
A proposta, embora boa, tem caminhado a passos lentos. O texto foi aprovado no Senado em 2005, passou por um monte de comissões da Câmara dos Deputados e está pronto para ser votado desde 2006. Mas permanece parado há cinco anos.
O Congresso, sempre rápido nas medidas de seu próprio interesse, precisa apressar o passo e votar logo essa nova lei.
http://www.agora.uol.com.br/editorial/ult10112u1029568.shtml
Policial ou Delegado de Polícia? 6
06/01/2012
Policial é investigado em caso de morte de traficantes
Léo Arcoverde do Agora
Um policial do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) é investigado sob a suspeita de envolvimento em uma falsa transação de grande quantidade de cocaína que resultou na morte de dois estrangeiros, na noite do dia 26 de novembro de 2011, no condomínio Jardim Acapulco, no Guarujá (87 km de SP).
A suspeita da Polícia Civil é de que a mansão no condomínio de luxo onde ocorreram os assassinatos do colombiano Bernardo Castanho e do argentino Gabriel Alejandro Gonzalez tenha sido alugada pelo policial para ser usada nesse tipo de transação.
A existência dessa investigação foi confirmada ontem à tarde pelo chefe da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima. Ele não deu mais detalhes da apuração.
Segundo Lima, o duplo assassinato envolve uma trama na qual um grupo de um dos estrangeiros mortos tentou enganar o outro.
Migração da Cracolândia: maior concentração de viciados fica na Rua Hely Lopes Meireles 11
Após intervenção na Luz, cracolândias de bairros de classe média crescem
No Campo Belo, várias ruas estão tomadas por pessoas fumando crack
SÃO PAULO – Após a intervenção no bairro da Luz, minicracolândias de bairros de classe média nas zonas sul e leste também aumentaram de tamanho. Moradores, comerciantes e até viciados em drogas afirmaram acreditar que esteja acontecendo uma migração de usuários em busca de crack.
No Campo Belo, na zona sul da capital, várias ruas nos arredores da Avenida Jornalista Roberto Marinho estão tomadas por pessoas fumando crack. “A gente conhece os usuários de drogas que moram aqui, eles até nos cumprimentam. Dá para notar que desde quarta-feira várias pessoas estranhas passaram a circular pela área para usar drogas”, afirmou o segurança Gilvan Correa, de 42 anos.
Morador de rua e usuário de drogas, um catador de materiais recicláveis de 30 anos, que pediu para não ser identificado, afirma que o movimento de pessoas vindas de outros pontos da cidade ocorre principalmente na Rua Estácio Coimbra. “Aquilo ali está virando uma segunda cracolândia”, disse o rapaz.
Na tarde de quinta-feira, 5, nem a chuva intimidava os viciados. Cobertos com sacos plásticos, eles acendiam os cachimbos no meio da rua. Alguns se escondiam no canteiro central da Avenida Jornalista Roberto Marinho. Carros da Polícia Militar passavam pela área sem parar.
O ponto de venda de drogas que abastece a região, de acordo com moradores, fica em uma favela na Ruas dos Emboabas.
Na zona leste da cidade, no bairro do Tatuapé, a população também notou intensificação do número de usuários de drogas. “Quando fui abrir minha loja de manhã, havia meia dúzia de drogados dormindo ali. Deve ser gente vinda da cracolândia”, afirmou ele, que é dono de uma loja de tintas. A maior concentração de viciados fica na Rua Hely Lopes Meireles, na Ponte Aricanduva, e debaixo de uma alça de acesso da Marginal do Tietê. No fim da noite e de madrugada, os viciados são agressivos na tentativa de conseguir dinheiro de motoristas. Assim que eles conseguem o que querem, correm para a Favela do Pau Queimado, onde compram crack.
Na tarde de quinta-feira, a reportagem do Estado encontrou uma base comunitária da PM estacionada em um posto de gasolina na Avenida Airton Pretini. Após alguns minutos, porém, o veículo saiu. Perto dali, debaixo da alça da Marginal, era possível ver várias pessoas acendendo seus cachimbos.
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Em nova fase, ação anticrack dispersará moradores de rua
‘Ideia é sempre abordar’, diz comandante da PM, segundo quem cracolândia surgiu por causa de formação de grupos
Se pessoas estiverem consumindo drogas, serão levadas a DPs; caso não estejam, apoio social será solicitado
| Marlene Bergamo/Folhapress | ||
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| Usuário de crack foge da polícia no centro de São Paulo |
ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO
Para tentar acabar com o livre consumo de crack nas ruas de São Paulo, a PM passará a dispersar grupos de moradores de rua em toda a região central da cidade.
Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Álvaro Camilo, o objetivo é evitar o surgimento de novos territórios livres para o consumo e venda de drogas ilícitas, como ocorreu na cracolândia há cerca de 20 anos.
O coronel diz que os policiais vão passar a abordar esses grupos sempre que se depararem com eles ou forem solicitados por moradores de qualquer região, em especial do centro e bairros vizinhos.
“A ideia é sempre abordar. Se estiver consumindo droga, ou tráfico, a polícia vai fazer [o encaminhamento para o distrito]. Se não, vamos comunicar as assistentes sociais ou de saúde para agir.”
De acordo com o oficial, esse encaminhamento ao distrito será feito quantas vezes for necessário. “A ideia é não deixar formar mais esses grupos em nenhuma região da cidade. O que aconteceu lá [na cracolândia] foi isso, foram formando grupos.”
FASES
Essa será a terceira fase da operação da PM iniciada na terça na cracolândia. A primeira deve durar 30 dias, com o objetivo de “sufocar” consumidores e desarticular o tráfico. A ideia é obrigar o viciado a buscar ajuda médica.
A segunda fase é dar atendimento de saúde e social aos viciados. A prefeitura prevê internações compulsórias -quando o viciado não concorda com o atendimento.
Depois disso, começarão as abordagens para dispersar grupos de moradores de rua.
Na terça, com o início da operação, PMs cercaram as ruas onde 400 usuários permaneciam reunidos 24 horas por dia consumindo drogas, principalmente o crack.
De acordo com o delegado-geral Marcos Carneiro Lima, a Polícia Civil também participa dessa fase.
Para o comandante da PM na região central, coronel Pedro Borges, o plano de prender todos os traficantes da cracolândia é utópico.
“Temos certeza de que não vamos acabar com o tráfico de drogas no centro. É utópico dizer que vai acabar”, disse.
Anteontem, o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo, afirmou que acabaria com o tráfico na cracolândia em 30 dias.
Na região, segundo a polícia, há microtraficantes. Muitos são usuários que vendem pedras para bancar o vício.
Em julho de 2009, a PM, em parceria com a prefeitura, realizou uma operação semelhante, mas o efetivo de homens na região acabou sendo gradativamente reduzido.
Kassab e Alckmin temiam ação do governo federal
CATIA SEABRA DE BRASÍLIA
A nova operação policial na cracolândia foi uma antecipação aos petistas.
Apesar do distanciamento político, Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) se uniram por temer que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), anunciasse algum pacote federal para a área, imprimindo no prefeito e no governador o rótulo de inoperantes.
O alvo de preocupação da prefeitura e do governo estadual é o lançamento do programa federal “Consultório de Rua”: transporte de equipes de saúde em vans, com a marca do governo Dilma.
O custo mensal de cada van é avaliado em R$ 50 mil, mas o aporte de recursos federais seria de cerca de R$ 18 mil. A avaliação era de que o governo federal colheria frutos do trabalho desenvolvido pela prefeitura, hoje com sete equipes de saúde nas ruas.
Cotado para a disputa pelo governo de São Paulo em 2014, Padilha chamou a atenção de tucanos ao declarar, em entrevistas, ter visitado a região da cracolândia até de madrugada.
Em conversas, Alckmin repetia que a dependência química é a pauta do momento e manifestou o temor de que o governo Dilma assumisse a bandeira de combate ao tráfico de drogas.
A proposta da operação nasceu há dois meses. Segundo integrantes do governo estadual e até do municipal, foi Kassab quem procurou Alckmin. O prefeito nega ter tomado a iniciativa.
A Folha apurou que a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Alda Marco Antonio, e o secretário municipal da Saúde, Januário Montone, procuraram Alckmin em nome do prefeito Kassab.
Durante os preparativos da operação, Kassab se preocupava com o efeito da operação -como a dispersão de dependentes químicos pela cidade- e queria dividir o ônus com Alckmin.
Mas havia também uma cobrança da opinião pública sobre o assunto, diagnosticada em uma pesquisa interna, comparando São Paulo ao sucesso de operações no Rio.
Policial que colidiu viatura com outro veículo não pagará conserto 11
05/01/2012-
A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença que julgou improcedente o pedido da Fazenda Pública do Estado de São Paulo para condenar um policial militar ao pagamento de danos materiais causados à viatura da corporação. Consta que, em novembro de 2002, o réu conduzia o veículo, quando foi acionado para atender uma ocorrência. Em razão do grande tráfego na via pública, dirigia entre as faixas da esquerda e do meio, com a sirene, luminosos e faróis ligados, enquanto os motoristas abriam passagem, quando colidiu com outro carro, causando avarias na viatura que totalizaram R$ 3.500. O réu contestou o pedido indenizatório bem como a imputação da culpa pelo acidente, argumentando que o motorista do veículo à frente sinalizou a permissão de passagem, mas freou bruscamente. A decisão da 2ª Vara Cível de Carapicuíba julgou a ação improcedente ao argumento de inexistência de culpa na ocorrência do referido acidente. De acordo com o relator do processo, desembargador Francisco Bianco, o apelado comprovou, de forma segura, que o acidente ocorreu por circunstâncias alheias a sua vontade, não havendo falar em imprudência ou imperícia capaz de caracterizar a responsabilidade pelos danos causados ao veículo oficial. Os desembargadores Nogueira Diefenthaler e Maria Laura Tavares também participaram do julgamento e acompanharam o voto do relator, negando provimento ao recurso.
Apelação nº 0144635-02.2008.8.26.0000
Comunicação Social TJSP – AG (texto) / AC (foto ilustrativa) imprensatj@tjsp.jus.br
A Band fala a verdade…( Só resta ao Governador mandar o Antonio F.P. faxinar suas gavetas e dar o fora ) 42
Diante de tantos erros seguidos e mostrados cabalmente pela imprensa, em particular a Band, chama a atenção que o Governador espere acontecer os problemas, para depois tomar providências.
Não é mais possível manter um setor tão importante para a sociedade sendo conduzido de maneira amadora.
governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu aos tucanos que se esforcem para manter o PP, do ex-prefeito Paulo Maluf, no arco de alianças que ele articula para a eleição municipal deste ano.










