Os sem-noção, Coluna Carlos Brickmann 1

Os sem-noção, Coluna Carlos Brickmann
(*) Coluna exclusiva para a edição dos jornais de Quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
1 – Os policiais militares de Salvador podem ter toda a razão a seu lado. Mas uma corporação armada não pode desafiar o Governo. Isso não é greve: é motim. E deixar uma cidade sem polícia, com aumento do número de crimes, é pior que motim: é considerar que seu próprio trabalho é inútil. Então, por que pagá-los?
2 – O governador baiano Jaques Wagner pode ter toda a razão a seu lado ao condenar o motim e exigir disciplina da tropa. Mas não pode esquecer que, quando estava na oposição, apoiou uma greve igualzinha. Agora é a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar. Que não se faça de vítima.
3 – Os erros que levaram à calamidade são antigos e nacionais: pagar a um PM pouco mais de R$ 2 mil mensais para que arrisque sua vida todos os dias é obrigá-lo a morar na favela, a viver endividado, a perguntar-se se vale a pena lutar por quem não lhe paga. Isso vale em todos os Estados. E os governadores, seja qual for seu partido, pagam mal à PM; avaliam por baixo a vida dos outros.
Em outras épocas, quando governador não tirava férias para ajoelhar-se e gritar “Caramuru” na frente de Fidel Castro enquanto seu Estado pegava fogo, o mineiro Milton Campos teve de enfrentar uma greve da PM por falta de pagamento. Seus assessores lhe recomendaram que enviasse um trem blindado, cheio de soldados, à cidade onde se reunia o comando da greve.
Sempre ponderado, Milton Campos forjou uma frase clássica:
“Não seria melhor mandar para lá o trem pagador?”
Pressão total
Jaques Wagner já não é a pessoa mais firme do mundo, e está sendo submetido a forte pressão federal, para que não faça concessão alguma. O Planalto teme que os eventos baianos se repitam nos Estados. Motivos para que a greve se espalhe, há: a PM ganha mal mesmo e pede a aprovação da PEC-300, uma emenda constitucional que determina que recebam pelo menos o salário pago hoje em Brasília, o maior do país. A PEC-300 está no Congresso e o Governo manobra para impedir que seja votada (se for para o voto, quem terá coragem de votar contra o aumento?)
Teme-se que Rio, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Acre e Espírito Santo sigam os passos dos baianos.
Baixo nível
Bem que a TV Cultura de São Paulo tentou dar voz a pelo menos dois lados, na greve da PM baiana: o Jornal da Cultura, de Maria Cristina Poli, convidou o historiador Marco Antônio Villa e o diretor da Infraero (e ex-deputado) Aírton Soares para debater o caso. Aírton não deixou Villa falar: gritou sem parar, interrompeu no início, aos berros, as frases do outro convidado, falou por cima, impediu que o telespectador sequer ouvisse o que ambos tinham a dizer (em TV, como em rádio, interromper a fala do outro é falta de educação – mais do que na vida diária, pois gera tamanho ruído que não é possível entender nenhum dos dois).
Soares levou vantagem: não tinha o que dizer e censurou quem tinha.
Questão no ar
O Ministério Público faz questão de fazer investigações. Quando alguém vai preso, o Judiciário decide se continuará preso ou não. Como se sentirão os PMs (e os policiais civis, que ganham salários tão ridículos quanto), sabendo que o MP paga a um procurador em início de carreira nove vezes o salário de um PM? Ou quatro vezes o salário de um delegado de primeira classe? E que os juízes não precisam entrar em greve, porque raramente o Governo nega seu aumento? E estão todos no mesmo ramo: segurança pública e combate à criminalidade.
Aprendendo a voar
Agora, vai: um dos consórcios privados que, com dinheiro do BNDES, vão tocar os aeroportos que a presidente Dilma privatizou, foi buscar know-how na Argentina. Outro procurou a mundialmente famosa expertise da África do Sul.
Já o menor dos aeroportos licitados traz o savoir-faire dos franceses.
De empresa pública a privada
E como se fez a privatização dos aeroportos? Nos três consórcios, a Infraero tem 49%. Num deles, que opera o maior dos aeroportos, Guarulhos, juntam-se três fundos de pensão estatais, Previ, Funcef e Petros – ou seja, quem manda é o Governo.
Quem paga, também: o BNDES entra com 80% dos investimentos, com aqueles jurinhos legais que o caro leitor não vai achar em lugar nenhum.
O mundo gira
O tempo passa, o tempo voa, nem a poupança Bamerindus continua numa boa. Houve tempo em que, se o time perdesse, podia ser aniversário até do presidente do clube: ninguém iria fazer festa em público. Se este colunista fosse torcedor do Santos, estaria irritadíssimo com a comemoração logo após a derrota.
Quanto é?
Há cinco portais na Internet (CGU, Senado, Instituto Ethos, Tribunal de Contas da União, Ministério dos Esportes) com informações sobre os gastos da Copa de 2014. Cada um traz uma informação diferente e muita gente ficou confusa. Bobagem: este colunista sabe quanto vai custar a Copa.
É o triplo do cálculo sério mais alto. Haverá escândalo, inquérito e gente com o bolso cheio.

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Profissão: “Contador de Mentira”…Igreja culpa “o Brasil” por pedofilia endêmica na vigararia…Horra, a solução é simples e barata para os teoricamente celibatários : CASTRAÇÃO! 3

Padre: Brasil ‘tolera’ pedofilia e Igreja não sabe como agir 08 de fevereiro de 2012 11h36 atualizado às 13h11  

Líderes católicos não “têm ideia” do que fazer em relação aos abusos sexuais cometidos por sacerdotes no Brasil, onde a pedofilia é “mais tolerada culturalmente” do que em outros países ocidentais, informou um especialista brasileiro nesta quarta-feira. “Não há ideia do que poderia ou deveria ser feito”, afirmou o padre Edênio Valle, um psicólogo conselheiro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que fornece orientação a padres, num encontro no Vaticano sobre o tema.

“Medidas e procedimentos efetivos por parte da Igreja em curto, médio e longo prazos, até onde eu sei, não estão sendo planejados”, disse. “Problemas secretos não são debatidos seriamente”, acrescentou. “Não há locais de amparo, recuperação e cuidado para as vítimas. Geralmente, elas são apenas removidas da cena”, disse.   ( QUEM SÃO AS VÍTIMAS?…OS PADRES? )

Valle afirmou que há boa vontade na Igreja brasileira – em parte devido à insistência do Vaticano – para encontrar “respostas urgentes e competentes”, mas isso se tornou mais difícil pela tolerância cultural à pedofilia. “Essa moderação relativa em relação aos escândalos dos padres católicos é devido ao fato de que a pedofilia e a efebofilia são comportamentos culturalmente mais tolerados no Brasil do que na Europa ou na América do Norte”, explica. A efebofilia é definida pela preferência sexual de adultos por adolescentes.

Valle disse que os bispos brasileiros devem adotar uma posição clara contra o abuso sexual em todas as suas formas, assim como estabelecer comitês especiais para conduzir pesquisas, inspecionar a implementação de regras e prover apoio às vítimas.

A Igreja Católica foi atingida por milhares de escândalos de abuso nos últimos anos, a maior parte na Europa e nos Estados Unidos. Funcionários do Vaticano alertam que muitos casos na África, Ásia e América Latina ainda não vieram à tona. A conferência de quatro dias na Universidade Gregoriana do Vaticano tem por objetivo aplicar na Igreja Católica com mais força as estritas regras contra abusos adotadas em países como os Estados Unidos, onde os escândalos dos abusos foram divulgados primeiro.

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Em matéria de mentira institucional : NADA;  NINGUÉM GANHA DE PADRE!

Policiais usam redes sociais para unificar estratégias de protesto 9

Policiais usam redes sociais para unificar estratégias de protesto

FELIPE BÄCHTOLD

DE PORTO ALEGRE

 

Redes sociais e blogs viraram ferramentas fundamentais na organização dos protestos de PMs pelo país.

Como a categoria é proibida de manter sindicatos, ela usa perfis no Twitter e no Facebook e comunidades no Orkut para fazer o trabalho de unificação.

No site de uma associação baiana de PMs, os participantes agendam reuniões e até sugerem que pneus de carros policiais sejam esvaziados -em Salvador, PMs chegaram a furar pneus de ônibus.

Um dos comentários diz: “Convocação: todos os PMs têm que se dirigir às suas Companhias Independentes, só os covardes não vão.”

Um site mantido por um soldado do Espírito Santo prega uma “greve nacional” para pressionar o governo pela aprovação no Congresso da PEC 300, que cria um piso federal para a categoria.

O deputado estadual de Santa Catarina Sargento Amauri Soares (PDT), dirigente da Associação Nacional de Praças, lembra que em uma revolta de policiais no Estado, há três anos, o site da entidade local chegou a ser tirado do ar pela Justiça.

“Hoje, o presidente da associação coloca uma notinha no Twitter e o Estado inteiro lê em segundos”, afirmou o parlamentar capixaba.

Um sargento da PM da Bahia acampado na Assembleia do Estado afirma que o movimento não teria resistido nem um dia sequer sem o “mundo da internet”.

O movimento dos PMs baianos usou as redes para oferecer contrapontos às informações do governo e anunciar suas reivindicações.

O soldado Pedro Queiroz, que participou das paralisações no Ceará em janeiro, disse que a militância virtual pode estimular uma sequência de protestos pelo país.

“Como há uma integração, talvez os companheiros de uns Estados vejam como é a articulação e se inspirem em copiar”, afirmou Queiroz.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/24673-policiais-usam-redes-sociais-para-unificar-estrategias-de-protesto.shtml

Governo vê riscos de crise da PM se alastrar para seis Estados 9

RJ, PA, PR, AL, ES e RS são casos ‘explosivos’, segundo serviço de inteligência

Movimento de policiais também preocupa no DF; iniciada há oito dias, paralisação na Bahia chega a impasse

DE BRASÍLIA

DE SALVADOR

DO RIO

O governo federal vê risco elevado da greve da PM baiana se alastrar para mais seis Estados. O Rio é considerado o mais crítico de todos eles, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias.

Além do Rio, onde a polícia decide amanhã se para ou não, o serviço de inteligência do Palácio do Planalto classifica como “Estados explosivos” Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

O acompanhamento começou após os conflitos se agravarem em Salvador, onde a greve dos PMs foi decretada na terça da semana passada.

O governo federal monitora ainda o Distrito Federal, que ontem registrou protesto de apoio aos PMs da Bahia.

“Se não tiver aumento, não terá segurança no Carnaval. Se está ruim em Brasília, imagina em outros Estados?”, disse o sargento Edvaldo Farias, da Associação dos Oficiais Administrativos da PM. O piso brasiliense, de R$ 4.000, é o maior do país. Na Bahia, por exemplo, ele é de R$ 2.173,87.

A presidente Dilma Rousseff foi comunicada na sexta de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300.

A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs. O problema é que, por limitações de verba, nem Estados nem a União estão dispostos a bancar a medida.

Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu adiar para amanhã, mesmo dia em que os policiais do Estado decidirão ou não pela greve, a votação da proposta do governo estadual de reajuste para as polícias.

Há representantes de policiais fluminenses em Salvador. A ideia é verificar as ações do governo federal, além de conversar com líderes do movimento e com os policiais que não aderiram a ele.

IMPASSE

A greve da Bahia chegou a um impasse. O líder do movimento, Marco Prisco, diz que as reivindicações salariais estão “bem encaminhadas”.

O problema, afirma, está no pedido de prisão dos líderes do movimento, decretado pela Justiça. Na lista dos procurados, ele diz que ninguém retornará ao trabalho sem que haja uma anistia geral.

Já não há mais mulheres e crianças dentro da Assembleia baiana, onde os grevistas se amotinam. A luz foi restabelecida no local ontem.

Apesar do aparente distensionamento, a tentativa frustrada de acordo levou ontem manifestantes à rampa da Assembleia para gritar em coro: “Ôôô, o Carnaval acabou!”

fonte: Folha de SP

MÉTODO GIRALDI: Policiais militares de Osasco tentam chacinar três investigadores 65

Do G1 SP

Três policiais civis foram baleados por policiais militares no Jardim Rochdale, em Osasco, na Grande São Paulo, na noite desta terça-feira (7). Os investigadores foram confundidos com criminosos.

Os três policiais civis de Franco da Rocha, também na Grande São Paulo, investigavam a denúncia de estelionato. Eles estavam em um carro descaracterizado e não usavam identificação. Uma vizinha viu os policiais civis entrando na casa e chamou a Polícia Militar.

Os PMs chegaram e deram voz de prisão sem saber que se tratava de uma investigação.

Segundo a PM, os policiais atiraram porque um dos investigadores fez um movimento brusco. Dois policias baleados foram levados para o Hospital Antônio Giglio, em Osasco, e passaram por cirurgia. Até as 6h40 desta quarta-feira (8) não havia informação sobre o estado de saúde deles. O outro foi levado para o Pronto-Socorro Rochdale e liberado em seguida.

O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Todos os policiais serão ouvidos.

PORRA!!!!! SERÁ QUE NOSSAS ILUSTRES AUTORIDADES NÃO SE PRONUNCIARÃO?

OS RACIONAIS JÁ PROFETIZAVAM EM 1992: ” FILHOS DA PUTA COMEDORES DE CARNIÇA”, REFERINDO-SE OBVIAMENTE A “GLORIOSA”!!!!!

SEGUNDO O APURADO ATÉ AGORA, A DILIGÊNCIA ERA LEGAL, A ENTRADA NA CASA FOI FRANQUEADA, OS TIRAS SE IDENTIFICARAM E O PIOR, OS CARNICEIROS IRIAM LEVAR OS COLEGAR PRO “ESQUISITO”, SÓ NÃO FIZERAM PORQUE UM DOS TIRAM CONSEGUIU ACIONAR O NEXTEL…. ESSA A PM DO PSDB DE SP. ( escrito por Carniça )

Nossos políticos não passam de bandidos burros, despreparados e corruptos!…PT acusado de matar opositores na Bahia…( O repórter Valdeck Filho foi demitido por defender o movimento paredista da Polícia Militar da Bahia ) 9

Esse macaco desse governador só está aí por causa da obsessão dessa cambada de vagabundo do PT, aliás de uma forma geral nosso políticos não passam de bandidos burros, despreparados e corruptos!

Mas parece que esse partidinho vagabundo composto pela pior espécie de gente, os tais socialista leva a incompetência e corrupção ao estado de arte!

Tomara que lula morra, tó de saco cheio desse lixo que instalou no país só roubando e fazendo populismo barato!

aldocampos          18 horas atrás

A Lei de anistia sancionada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, legitimou os movimentos reivindicatórios promovidos por policiais…Meu rei, não vai respeitar o companheiro Lula? 3

Sancionada a Anistia aos Militares (PL 3.777/2008)

14 jan 2010

 Autor: Danillo Ferreira ( Abordagem Policial )

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou ontem, 13 de janeiro, o Projeto de Lei nº 3.777/2008, que prevê a anistia dos policiais militares que foram punidos por participar de movimentos reivindicatórios em suas corporações – tanto penalmente quanto administrativamente. Abaixo, a Lei 12.191, que foi originada do Projeto:

LEI Nº 12.191, DE 13 DE JANEIRO DE 2010

Concede anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É concedida anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios.

Art. 2º É concedida anistia aos policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre o primeiro semestre de 1997 e a publicação desta Lei.

Art. 3º A anistia de que trata esta Lei abrange os crimes definidos no Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969 (Código Penal Militar), e as infrações disciplinares conexas, não incluindo os crimes definidos no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e nas leis penais especiais.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de janeiro de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Fernando Luiz Albuquerque Faria

Para os policiais que participaram de movimentos reivindicatórios no período que a Lei se refere – de 1997 até a presente data – trata-se de um marco importante em suas vidas, principalmente para aqueles que foram excluídos. A medida lança um sério debate sobre a vigência de determinadas normas do Código Penal Militar, ou sua aplicabilidade para as polícias brasileiras, e dos estatutos disciplinares das PM’s.

Onde se lê “movimentos reivindicatórios” pode se ler “greve”, o que significa que foi criado um precedente para a legitimação de movimentos grevistas nas polícias militares. Frise-se, porém, que a anistia é uma sinalização para uma possível discussão no sentido de legitimar as greves nas PM’s, algo um tanto distante da legalização propriamente dita. Mas que passará a ser algo conflituoso punir alguém por qualquer tipo de reivindicação, passará.

Autor: Danillo Ferreira ( Abordagem Policial )

Marcelo Freixo: Precisamos de uma reforma completa e de democracia interna dentro da polícia. Se dentro da corporação não há democracia, como podemos exigir que essa polícia seja a garantia de um regime democrático? 8

07.02.2012 – 21h09

Deputado cobra “humildade” de Cabral e diz que governo do Rio “empurra” policiais para a greve

Hanrrikson de Andrade Do UOL, no Rio

  • Alerj/DivulgaçãoO deputado estadual fluminense, Marcelo FreixoO deputado estadual fluminense, Marcelo Freixo

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) fez duras críticas ao governador Sérgio Cabral durante a Ordem do Dia desta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) –na qual estava em votação a proposta encaminhada pelo governo do Estado para antecipar o reajuste salarial das entidades de classe da segurança pública.
O parlamentar afirmou que o medo de lidar com uma greve geral de policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários, levou o governador do Rio a “encaminhar um projeto às pressas” para a Alerj. Além disso, o deputado cobrou humildade do chefe do poder Executivo fluminense e considerou que uma simples proposta de antecipação de reajustes (aprovados em 2010) “empurra” os servidores para a paralisação.
“Essa mensagem que o governo manda é muito ruim e está muito distante dos desejos da população do Rio. Acho que o governador precisa de mais humildade. Se bem que é mais fácil ele dar o aumento do que se tornar uma pessoa humilde”, disse Freixo antes que o pleito fosse adiado para quinta-feira (9) por excesso de emendas.
“A mensagem que o governo manda foi feita às pressas, a partir da movimentação desses servidores e que foi empurrada para a Alerj. O projeto apenas antecipa reajustes já aprovados. Não há ganho real para essas categorias”, completou o parlamentar, que destacou a abrangência nacional das reivindicações dos profissionais da segurança pública.

Foto 7 de 67 – 03.fev.2012 – Cerca de 2 mil policiais militares ligados à Aspra-BA (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) seguem em greve na Bahia, nesta sexta-feira (3). Na noite de ontem, um grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança chegou a Salvador para patrulhar a cidade e ajudar a conter a onda de violência registrada após o início da paralisação Raul Spinassé/Agência a Tarde/AE

“A insatisfação desses servidores é nacional e está se espalhando pelo país. A mesma coisa que acontece na Bahia e já ocorreu no Ceará pode se repetir em outros Estados. O fato é que o governo federal e o Congresso estão perdendo uma grande oportunidade de promover um debate mais profundo sobre uma reforma completa das nossas polícias”, afirmou.
Freixo argumentou que a discussão sobre a segurança pública no Rio deve levar em consideração a questão da formação dos policiais e do convívio dos mesmos nos quartéis, delegacias etc. Segundo ele, a polícia precisa de mais “democracia interna”.
“Precisamos de uma reforma completa e de democracia interna dentro da polícia. Se dentro da corporação não há democracia, como podemos exigir que essa polícia seja a garantia de um regime democrático? Precisamos mudar os códigos de obediência dentro da polícia, pois estes são da época da ditadura. A polícia não teve a sua fase de transição democrática no contexto da segurança pública, o que é visível neste momento”, finalizou.

Votação adiada

Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) transferiram para a próxima quinta-feira (9), às 11h, a votação sobre a proposta de antecipação de reajuste salarial encaminhada pelo governo do Estado em resposta à ameaça de greve das entidades de classe da segurança pública. Policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários podem iniciar uma paralisação daqui a três dias.
O adiamento foi deferido em função do alto número de emendas sugeridas em complemento ao projeto de lei 1.184/12 — elas ainda serão apreciadas pelos líderes dos partidos antes da votação final. Pelo menos 78 propostas foram encaminhadas pelos parlamentares, das quais oito só do deputado Marcelo Freixo (PSOL).
Caso as emendas acolhidas resultem em uma alteração de mais de 50% do projeto de lei, um texto substitutivo deverá ser aprovado.
Uma das principais reivindicações da oposição diz respeito à concessão de auxílio-moradia — pelo projeto original, apenas PMs e bombeiros teriam direito. Vários parlamentares também defendem a inclusão do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) na discussão sobre o PL 1.184/12.
“O governo simplesmente excluiu o Degase de sua proposta, sendo este um segmento de extrema importância. Esse projeto precisa ser urgentemente ampliado”, afirmou o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). “Os servidores do Degase merecem o nosso respeito e também precisam ser valorizados”, completou o deputado Paulo Ramos (PDT).
Apesar da grande mobilização das categorias — que agendaram também para esta quinta-feira uma assembleia na qual a greve será ou não confirmada –, nenhum manifestante compareceu à Alerj no pleito de hoje. A segurança no entorno da Casa foi reforçada pelo Batalhão de Choque, e uma área de isolamento improvisada no acesso às escadas do portão principal.
As quatro categorias da segurança pública do Rio unificaram suas reivindicações e exigem do governo do Estado um piso salarial de R$ 3.500.

Proposta do governo

O governo oferece aos policiais civis, bombeiros e agentes penitenciáros uma antecipação dos reajustes salariais definidos pelas leis 5767 e 5768, aprovadas em 2010, que estabeleceram um aumento gradativo de 0,915% por mês no período entre janeiro de 2011 e dezembro de 2014 — seriam 48 parcelas, das quais 13 já foram pagas.
Se aprovada a antecipação, as 11 parcelas de 2012 serão aplicadas já neste mês, o que elevaria o piso salarial de um bombeiro, por exemplo, para R$ 2.100 (incluindo o auxílio-moradia de R$ 551,36), segundo o líder do governo na Alerj, o deputado André Corrêa (PSD).
“Nós definimos uma política de reajuste a partir de um esforço enorme e justo para valorizar as categorias. Quando o governador Sérgio Cabral assumiu, bombeiros e PMs recebiam apenas 900 reais. Com a antecipação, já em fevereiro, o menor salário passará para R$ 2.100. Em outubro do ano que vem, sobe para R$ 2.500”, disse.
O mesmo aconteceria em relação ao período posterior: as 11 parcelas de 2013 seriam antecipadas para fevereiro do mesmo ano, e as restantes de 2014 antecipadas para outubro de 2013. No fim do processo de reajuste, o percentual de aumento seria de pouco mais de 38% — número que gera revolta entre os profissionais da categoria.
Ainda de acordo com a proposta encaminhada pelo governo do Estado, os militares sem filhos que eram beneficiados com auxílio-moradia de 45% sobre o soldo passarão a receber os mesmos 107% pagos aos militares que têm dependentes.
“Não está no escopo do governo um aumento maior do que esse. Está totalmente fora de cogitação”, afirmou André Corrêa. Segundo o parlamentar, o projeto encaminhado pelo governador Sérgio Cabral causará um impacto de R$ 1 bilhão no orçamento do Estado.
Na segunda-feira (6), Cabral afirmou que a população do Rio “pode ficar tranquila quanto à manutenção da segurança pública para o Carnaval deste ano”. Segundo o governador, os rumores de orquestração de um movimento para a realização de greves das polícias em todo o país não prosperariam no Estado.
“Sabemos da tentativa de uma orquestração política para desestabilizar o Estado, mas isso vem de um grupo reduzido, um grupo que faz oposição irresponsável ao nosso governo, mas a corporação não vai se contaminar”, disse Cabral, em entrevista à rádio CBN.

Policiais não descartam greve

Para Wanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Aspra-RJ), a greve não está descartada. Ele diz que o governo tem se recusado a discutir com o movimento, e o reajuste oferecido não atende às reivindicações.
“Queremos sentar para conversar, mas o governador se recusa. Não é possível dizer se vai haver greve ou não, a assembleia vai decidir isso, mas não se pode dizer que o governador não teve a chance de atuar para contornar a situação caso a greve de fato aconteça”, disse Ribeiro.
Já Francisco Chao, inspetor de polícia e diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindipol-RJ), diz que um dos maiores problemas é que o salário está composto por gratificações que perdem o efeito numa série de situações – como afastamento por licença média – além da grande disparidade nos salários entre os membros da corporação que tem formação equivalente.
“Na Polícia Civil a questão da greve não é novidade. Fizemos duas greves em 2007. Polícia boa e barata não existe, é necessário dignidade salarial. Além disso, a disparidade é muito grande entre agentes e delegados de polícia em inicio de carreira e a polícia não se limita a delegados”, disse Chao.
O Sindipol-RJ pretende realizar assembleia na noite desta quarta-feira (8) para decidir sobre um indicativo de greve. Já na quinta-feira (9), policiais militares, civis e bombeiros pretendem se reunir em assembleia conjunta na Cinelândia para deliberar sobre possível greve geral da segurança no Estado.

“Não é porque eu sou do PT que eu tenho que concordar com essas coisas. Não é possível que o governo não tenha condições de administrar essa situação… A greve não está só em Prisco e na Assembleia…A greve está na cabeça dos policiais” 2

Apesar de petista, críticas ao governo Jaques Wagner não faltaram. “Não é porque eu sou do PT que eu tenho que concordar com essas coisas. Não é possível que o governo não tenha condições de administrar essa situação. Tem que sentar, negociar e resolver logo. Não adianta pensar em invadir e acabar a greve na marra porque os policiais vão trabalhar insatisfeitos no Carnaval? Vão fingir que estão trabalhando? Acho que assim vai ser pior”, opinou Alcindo.

Para o vereador, a maior dificuldade para resolver o impasse está na revogação dos mandados de prisão. “Sei o que é sindicalismo. O corporativismo existe em todas as instituições. Eles não vão aceitar essas 12 prisões. A greve não está só em Prisco e na Assembleia. A greve está na cabeça dos policiais. Eles compraram a briga e estão unidos. Agora Wagner tem que negociar”, concluiu. (Bocão News)

 

Nem que tenhamos que parar essa nação, queremos ser reconhecidos pelo tanto que fazemos. Resposta

Lula, durante o seu pronunciamento na sanção da lei de cargos e salários da PM e BM do DF disse que os governos não podem pagar os mesmos salários aos demais bombeiros e policiais de todo o Brasil.
Então, nós bombeiros e policiais de todo o Brasil dizemos a uma só voz: Mas a União pode complementar muito bem os salários dos bombeiros e policiais de todo o Brasil. Compreendemos muito bem o Presidente Lula mas não podemos nos matar de trabalhar nas ruas e só ter uma entidade federativa com policiais e bombeiros valorizados como autênticos trabalhadores de segurança e ganhando satisfatoriamente bem.
Uma polícia e bombeiro ricos e uma polícia e bombeiro pobre não comporta mais.
Nem que tenhamos que parar essa nação, queremos ser reconhecidos pelo tanto que fazemos. É chegada a nossa hora. PEC 300 já.

Convocação: AMANHÃ AS 10:00 HORAS ESTARMOS NA ESQUINA DA RUA JOÃO THEODORO COM A AVENIDA TIRADENTES ( AO LADO DO QUARTEL DA ROTA) EM APOIO AOS POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES DA BAHIA. 9

Enviado em 07/02/2012 as 22:05 – WAGNER NUNES LEITE CONÇALVES

BOA NOITE, POLICIAIS PAULISTAS ESTOU REPASSANDO A PEDIDO DAS ENTIDADES DE CLASSES DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR:

CONVOCAMOS A TODOS PARA AMANHÃ AS 10:00 HORAS DA MANHÃ ESTARMOS NA ESQUINA DA RUA JOÃO THEODORO COM A AVENIDA TIRADENTES ( AO LADO DO QUARTEL DA ROTA) EM APOIO AOS POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES DA BAHIA.

DIVULGUE PARA SEUS AMIGOS E COLEGAS, PARTICIPE.

CONTAMOS COM SUA PRESENÇA NESSE ATO EM DEFESA DA DIGNIDADE DA FAMILIA POLICIAL

Bahia de ‘Nois’ Bananas [enrolados nas palhas da traição!) Resposta

 

A memória carlista mais as experiências acumuladas nas portas das greves(!) produziram no PT baiano uma descomunal ojeriza ao diálogo patrão/empregado, uma espécie de fobia irracional às [lídimas] demandas reivindicatórias dos trabalhadores, especialmente em relação aos servidores públicos estaduais…

O desprezo, a chacota, a enrolação despudorada e cínica, o viés autoritário, a falta de memória atinentes aos processos de luta empreendidos em recente passado oposicionista…

O caldo de cultura a explicar – ainda que parcialmente – os melancólicos e estapafúrdios fatos surreais que estão acontecendo na Bahia…

 Com a palavra o célebre e saudoso educador Paulo Freire: “O grande perigo de uma revolução é que ela ocorra sem uma prévia conscientização – os oprimidos de ontem  reproduzirão as [nefastas] condutas dos seus antigos opressores.” (Muitos destes opressores passarão a ser aliados, e o povo [os trabalhadores] continuará sendo os oprimidos de sempre)

NOTA ACAUTELATÓRIA: ainda que a derrocada do carlismo não significou uma revolução!

Longe disto…

Mais do que nunca, triste Bahia!

Onde veleja a embarcação da malvadeza…

Bahia de ‘Nois’ Bananas [enrolados nas palhas da traição!)

Messias Franca de Macedo

O Partido dos Trabalhadores não anistiará policial:É QUE O ANISTIADO DE HOJE PODERÁ SER O POLÍTICO LADRÃO DE AMANHÃ 9

Não querem concorrentes.

Em meio a “cenário de guerra”, grevistas na Bahia exigem anistia e volta de líder aos quadros da PM

UOL

Uma das novas condições dos grevistas para dar fim à paralisação é que Prisco, ex-soldado da PM, também seja reintegrado à corporação. Ele foi expulso após envolvimento em uma greve ilegal em 2001, mas uma decisão de 2010 anistiou os manifestantes, e, em 26 de janeiro de 2011, o Tribunal de Justiça da Bahia determinou sua reintegração –o que o governo estadual ainda não cumpriu.

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.02.2012 – 18h27 > Atualizada 07.02.2012 – 19h33

Polícia prende mais um policial apontado como líder grevista na Bahia

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Janaina Garcia Do UOL, em Salvador

O governo da Bahia divulgou nota afirmando que a Polícia Federal prendeu, na tarde desta terça-feira (7), mais um líder da greve dos policiais militares que estava com pedido de prisão decretado. O sargento Elias Alves de Santana, dirigente da Aspol (Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros Militares do Estado da Bahia), é apontado como um dos líderes do movimento de amotinados e foi preso em Salvador.