CASO RICARDO JOAQUIM e MILITANTES DO PSDB : Assassino de aluguel – depois da execução do crime – foi transferido para a sede da organização criminosa…( Coincidência ou a pedido político-partidário ? ) – Será que apenas capangas de políticos são remanejados? 10

Os executores são o soldado da PM e o ex-policial militar. Ambos foram reconhecidos pessoalmente por testemunhas, que apontam o primeiro como o autor dos tiros. Na época do crime, esses dois acusados estavam lotados no 3º BPM/M. Quase um mês depois, o segundo pediu baixa da Polícia Militar. Posteriormente, o outro foi transferido para o batalhão de Praia Grande.

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Terça-feira, 11 de setembro de 2012 – 06h56

Papo com editores

Insegurança e medo tomam conta em Praia Grande

Suzana Fonseca

A tentativa de assalto a turistas que caminhavam no calçadão da orla do Bairro Guilhermina, em Praia Grande, e que terminou com duas pessoas baleadas no último sábado, trouxe à tona, mais uma vez, a discussão sobre a falta de segurança no Município. E a necessidade de aumentar o efetivo da Polícia Militar que atua na Cidade.
Segundo o comando da PM em Praia Grande, para atender à população fixa, que já é de mais de 262 mil habitantes, e a flutuante, que gira em torno de 900 mil por mês, é preciso aumentar o efetivo em, no mínimo, 50% – a PM não divulga os números do efetivo. Com vistas a esse aumento, um documento foi elaborado e entregue para estudo do escalão superior da corporação.
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O comandante do 45º Batalhão de Policiamento Militar do Interior (45º BPMI) de Praia Grande, tenente-coronel PM Roberto Xerez, calcula que de 400 mil a 500 mil pessoas vieram para o Município – número comparado ao do Ano-Novo – durante o feriado prolongado. “Tudo que estava ao nosso alcance, levando-se em conta nosso efetivo, nossos meios, tomamos as providências”, garantiu o comandante.
“Escalas extras – colocamos o pessoal da administração para trabalhar –; ronda escolar dobrou; pessoal da escolta, que trabalhou toda a semana, foi escalado também; veio um pelotão de Santos para nos ajudar. Nosso pelotão de operações também foi colocado na rua”, enumerou Xerez.

Créditos: Davi Ribeiro

A Guarda Municipal de Praia Grande também tem procurado auxiliar a Polícia Militar na segurança pública

Atuação
A ação dos marginais na Cidade, de acordo com o comandante, vem sendo combatida pela PM na medida do possível. “Não podemos fazer milagre. Estamos trabalhando com o efetivo que temos, sem entrar em detalhes, estamos fazendo o máximo”, afirmou Xerez.
“Nossos números de produtividade são crescentes: número de armas apreendidas, de pessoas abordadas, de flagrantes realizados, tudo tem aumentado”, destacou o comandante.
“O problema é que não existe mais fim de semana prolongado em Praia Grande. Todo final de semana descem de 200 mil a 300 mil pessoas para o Município. É a maior população flutuante do Estado de São Paulo. Cerca de 900 mil pessoas visitam a Cidade por mês”.
Para atender à demanda do Município, Xerez admite que é necessário aumentar o efetivo de policiais. “Com certeza, no mínimo, teria que se aumentar o efetivo em 50%”, calcula.
“Dentro da realidade da Polícia Militar, é inviável o que estou falando. Mas dentro das características bem particulares da Cidade, nosso efetivo teria que ser aumentado”, declara o comandante.
Tursitas e moradores relatam o medo
“Moro em São Paulo. Tenho apartamento aqui em Praia Grande há 20 anos. Minha esposa não vem mais para cá, com medo. A gente está arriscado a levar um tiro por nada.”
Isso aqui está um absurdo! A polícia não dá conta. Esses moleques ficam no calçadão com bicicleta roubada, só esperando para escolher quem vai ser a próxima vítima.”
Faz uns dois meses, um moleque parou de bicicleta, entrou e levou meu celular, que eu tinha comprado fazia três dias.”
“Ontem à noite, uma senhora passava na rua e foi assaltada. Cinco garotos de bicicleta levaram a bolsa dela.”
“Falo para minhas filhas olharem na rua antes de saírem de casa: se tiver dois moleques de bicicleta, elas não saem.”
Os relatos acima são de pessoas que estão com medo da violência no Município. A primeira é turista e tem apartamento no Guilhermina, um dos mais movimentados da Cidade em feriados prolongados ou finais de semana normais. Já as demais são moradoras: uma do Guilhermina e as outras do Caiçara, bairro considerado tranquilo, principalmente durante a semana.
Entre sexta e segunda-feira, a Praia Grande foi destaque nas manchetes policiais da região e do Estado. Todos os dias. Famosa por receber a maior fatia do bolo de turistas que procuram as praias da Baixada Santista em feriados prolongados, a Cidade, dessa vez foi lembrada pela falta de segurança.
“Não saio de casa com correntinha, celular ou dinheiro. Não levo nada e mesmo assim estou arriscado a levar uma bala”, afirma um morador do Boqueirão.
“Fui assaltado em 2001. Levaram meu carro. Por sorte não fizeram nada comigo”, conta o comerciante Djalma Diniz Dantas, que mora em São Paulo. “Estou tentando vender meu apartamento há três anos e não consigo. Não aguento mais a violência daqui. A gente vem para descansar e não consegue. Não pode nem sair na rua.”
No Caiçara, moradores reclamam da ousadia de garotos que cometem assaltos em plena luz do dia. “Eles andam sempre em dois, de bicicleta. Acho que vêm lá do Melvi”, diz um morador do bairro.

O que o relatório deveria destacar: PODERIO POLÍTICO…( Sigilo para não arranhar a imagem de certos políticos e empresários da construção civil ) 2

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Os mandantes da morte de Ricardo Joaquim são os maiores fornecedores de manufaturados de alumínio para a construção civil da Baixada Santista, especialmente para  grandes empreendimentos em Praia Grande.

Desde 1992,  a cidade  prostrou-se  sob  domínio de pequeno grupo de construtores capitaneado por Alberto Mourão.

Também nas demais cidades da Baixada Santista , atualmente , tudo parece se resolver apenas  conforme desejo e vontade desses grandes “emprendedores”.

Na essencia, o quadro político lembra uma gigantesca quadrilha de “homens de bem”.

Sigilo de inquérito para não prejudicar as investigações ?

Não!

Sigilo: PARA NÃO ATRAPALHAR AS ELEIÇÕES.

AMEAÇA A DELEGADOS – Suspeito pela execução de Ricardo Joaquim foi denunciado por formar quadrilha com o prefeito de Praia Grande – do PSDB ; acusados de compra de votos e fraudes eleitorais…( Em 2005 reclamou ao prefeito de Praia Grande sobre investigação de sonegação fiscal e cinco policiais civis foram sumariamente demitidos ) 6

Execução

Ricardo Joaquim: inquérito está concluído

Eduardo Velozo Fuccia

Os delegados Cláudio Rossi e Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, respectivamente, titular e assistente da Delegacia de Guarujá, concluíram o inquérito policial sobre a execução do ex-secretário executivo de Coordenação Governamental daquele município, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, de 47 anos, e requereram a prisão preventiva das quatro pessoas que apontam como envolvidas no crime.
Esse desfecho confirma informação antecipada por A Tribuna na edição da última quarta-feira, apesar de os delegados terem decretado o sigilo do inquérito policial para não prejudicar a coleta de provas testemunhais e materiais.
Hoje, termina o prazo da prisão temporária de três dos quatro acusados e a juíza Carla M. L. de Figueiredo Gonçalves de Bonis decide sobre o pedido de preventiva feito pelos delegados.
Com 14 páginas, o relatório final da investigação da Polícia Civil aponta dois empresários do ramo de alumínio (DNA – de Praia Grande e ASA Alumínio de Campinas), um soldado lotado no 45º BPM/I (Praia Grande) e um ex-policial do 3º BPM/M (Água Funda – Zona Sul de São Paulo) como envolvidos no assassinato de Ricardo Joaquim, morto com três tiros, e na tentativa de homicídio contra outro homem, baleado no pé.

Créditos: Rogério Soares

Aos 47 anos, Ricardo Joaquim foi morto com três tiros em 8 de março, durante uma reunião política do Partido

As vítimas participavam de uma reunião política do Partido da Pátria Livre (PPL), em um salão de festas no Jardim Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho, na noite de 8 de março, quando surgiram dois homens, um dos quais portando uma pistola calibre 45.
Após os disparos, a dupla fugiu pilotando motos e testemunhas afirmaram que os criminosos agiram como “profissionais”, conforme os delegados destacam no relatório.
Os executores são o soldado da PM e o ex-policial militar. Ambos foram reconhecidos pessoalmente por testemunhas, que apontam o primeiro como o autor dos tiros. Na época do crime, esses dois acusados estavam lotados no 3º BPM/M. Quase um mês depois, o segundo pediu baixa da Polícia Militar. Posteriormente, o outro foi transferido para o batalhão de Praia Grande.
Rossi e Lara entendem que os dois acusados da execução e os dois empresários apontados como mandantes cometeram dois homicídios – um consumado e outro tentado – qualificados pelo motivo torpe e pelo recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O inquérito agora será analisado pelo Ministério Público, a quem cabe denunciar ou não os indiciados, bem como requisitar eventualmente novas diligências.
No oferecimento de eventual denúncia, o MP não está vinculado à interpretação jurídica dada aos fatos pelos delegados. O Ministério Público pode, inclusive, vislumbrar a participação de outras pessoas não alcançadas na investigação policial. Dos quatro indiciados, todos negam o crime, inclusive o ex-policial, que indicou à equipe da Delegacia de Guarujá o local onde estava a suposta arma usada no crime.

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SP: prefeito é acusado de formar quadrilha para compra de votos

 
02 de maio de 2012 17h46 atualizado às 17h47

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) denunciou o prefeito do município de Praia Grande (SP), Roberto Francisco dos Santos (PSDB), pela prática dos crimes de formação de quadrilha e compra de votos. Além dele, foram denunciados o então candidato a vereador André Takeshi Yamauti (PPS), José Ronaldo Alves de Sales, Edis Vedovatti e Antonio Carlos Olimpo pelos mesmos crimes, além de Michele Menezes da Costa e Camila Branca Pereira, acusadas apenas do crime de compra de votos.

Segundo a denúncia, durante as eleições municipais de 2008, os cinco primeiros denunciados organizaram uma quadrilha com o objetivo de comprar votos de eleitores, visando beneficiar o então candidato a prefeito Roberto Francisco e o candidato a vereador André Yamauti. A quadrilha recebeu apoio logistico da empresa DNA Alumínios, de Edis Vedovatii, bem como de funcionários da administração pública municipal.

A compra de votos ocorreu mediante a contratação de “coordenadores de campanha”, que tinham a incumbência de corromper eleitores em favor dos dois candidatos. Os coordenadores recebiam cerca de R$ 300 para arregimentar os eleitores, que ganhavam R$ 50, mediante o compromisso de votar em Francisco para prefeito e em André Yamauti para vereador. Segundo depoimento prestado à Promotoria de Justiça, Yamauti narrou, com riqueza de detalhes, uma reunião ocorrida na sede do partido, pouco antes das eleições, quando houve a entrega de cerca de R$ 150 mil para financiar o esquema de compra de eleitores.

Com exceção de Roberto Francisco e Edis Vedovatti, apontados pelos envolvidos como líderes da organização criminosa, a procuradoria requereu, para os demais denunciados, a aplicação dos benefícios da delação premiada, caso venham a colaborar com a instrução criminal.

A pena do delito de corrupção eleitoral pode chegar até quatro anos de reclusão; já a do crime de formação de quadrilha varia de um a três anos.

Roger Franchini – Melhor Roteiro para “Inquérito Policial” 20

Amigos.

O curta “Inquérito Policial”, que roteirizei, agora está disponível na íntegra, no site “Porta Curta” da Petrobrás. Acabamos de ganhar o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cabo Frio.

Divirtam-se com o filme em http://portacurtas.org.br/filme/?name=inquerito_policial_n_052109

Está no Youtube também, para espalhar mais fácil, em http://youtu.be/jN5kqJmM2V8

Abraços!

Roger Franchini
Twitter – Facebook

Sargento aposentado foi executado…( O Pinto mais o PCC estão equilibrando as contas da previdência pública; o Secretário expulsa dos quadros, o Partido retira deste mundo ) 19

Mais um PM morto no ABC. Salvo engano, é o terceiro nas últimas três semanas.
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O sargento aposentado da Polícia Militar João Luiz de Paula Ferreira, 55 anos, foi executado com dois tiros, um no coração e outro na perna direita, na noite de sábado. O crime ocorreu em frente à padaria onde trabalhava como segurança haviam oito anos na Vila Pires, em Santo André.

É a segunda ocorrência do tipo no Grande ABC em menos de 15 dias. Em 24 de agosto, o também sargento aposentado Valdinei Aparecido da Conceição, 53, foi morto com 23 tiros em um bar próximo de sua casa no Ferrazópolis, em São Bernardo. Na ocasião, um acusado de participação no crime morreu em tiroteio com policiais militares.

Em 15 de agosto, outro policial militar aposentado, de 65 anos, foi alvo de criminosos enquanto caminhava com o cachorro, em Santo André, mas os oito tiros acertaram muros e placas próximas.

Segundo testemunhos de amigos, familiares e funcionários do local, Ferreira era simpático e não tinha inimigos. Tinha o hábito de contar piadas e ouvir música em seu Palio preto, onde estava quando foi executado. Estava aposentado desde 2009, após trabalhar 30 anos na corporação, a maior parte deles na própria cidade.

Por volta das 22h, o segurança estava no veículo esperando o caixa da padaria fechar quando moto sem placa apareceu com dois homens. Foram três disparos feitos pelo garupa com pistola calibre 380. Um deles acertou a lataria do carro. Morador do Jardim Irene, chegou a ser socorrido ao Hospital São José, mas morreu no caminho.

Cerca de 100 pessoas compareceram ao enterro, no Cemitério Santo André, na Vila Humaitá. Ocaso foi registrado no 1º DP (Centro) da cidade, mas será investigado pelo departamento de Homicídios. Testemunhas não conseguiram dar detalhes dos autores pelo fato de estarem de capacete, mas as suspeitas recaem sobre um homem preso por ele há 20 dias por tentar roubar a padaria e que estaria solto.

A polícia também investigará a participação de dois homens presos na favela da Gamboa no quarta-feira. Um deles tinha no bolso carta de facção criminosa com orientação para executar policiais militares.
http://www.dgabc.com.br/News/5979953/sargento-aposentado-da-pm-e-executado-em-bico-.aspx
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,pm-aposentado-e-executado-com-tres-tiros-em-santo-andre,928143,0.htm

Colaboração: Melo

A Tribuna é denunciada ao Ministério Público do Trabalho 9

Atenção jornalistas

Ministério do Trabalho recebe

denúncia contra A Tribuna

O Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo (SJSP) ofereceu denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Jornal A Tribuna por conduta antissindical, com pedido de abertura de investigação.

A entidade entende que a dispensa, sem justa causa, do jornalista e sindicalista Eraldo José dos Santos é irregular, discriminatória e contrária à Constituição Federal. Fere também cláusulas trabalhistas, porque o jornalista goza de garantia de emprego pré-aposentaria.

O jornal ainda fere acordos internacionais, firmados na Organização Internacional de Trabalho (OIT), entidade que também será acionada pelo Sindicato nos próximos dias.

Além de buscar reparação na esfera judicial, o SJSP, por intermédio da Regional de Santos, está em plena campanha contra a empresa, que vem pressionando os jornalistas e tentando jogá-los contra a Diretoria Regional, agindo com covardia e como forma de represália à atuação do Sindicato.

A Diretoria Regional não vai se intimidar e vai continuar em campanha permanente contra a DIREÇÃO do Jornal. Veja manifestação realizada na Praia Grande em anexo, PRIMEIRA DE UMA SÉRIE QUE SERÁ REALIZADA. 

 

 

No último domingo (2), a Regional de Santos, Baixada santista e Vale do Ribeira, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, realizou a primeira de uma série de manifestações contra o Jornal A Tribuna, pela demissão do diretor Eraldo dos Santos, contrariando leis trabalhistas brasileiras e internacionais. O palco foi a 9ª Meia Maratona A Tribuna Praia Grande. Além da faixa, foram distribuídos cerca de cinco mil panfletos, mostrando para a população como a direção do jornal trata os trabalhadores.

Carlos Ratton

Retrato falado 22

09/09/2012-03h00

Retrato falado: apenas dois investigadores ainda desenham criminosos à mão em SP

RENATA MIRANDA DE SÃO PAULO

A policial civil Tamara Andrade, 34, deixou o revólver de lado para combater a criminalidade com lápis, papel e borracha em uma pequena sala do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), no Carandiru, zona norte de São Paulo.

Retrato falado

Entre os sete policiais que se dedicam à produção de retratos falados na cidade de São Paulo, somente ela e Yoshi Kawasaki, 47, seu mestre, mantêm a técnica manual para desenhar criminosos. Os outros cinco migraram para o computador. “Embora seja mais demorado, prefiro fazer à mão. Tem mais poesia”, diz Tamara, graduada em artes visuais pela USP. “Somos investigadores de rostos.”

Além do Deic, outros dois departamentos mantêm retratistas na capital: o Decap (polícia judiciária) e o DHPP (homicídios).

Enquanto Tamara conta apenas com as descrições das vítimas e com sua própria habilidade, seus colegas têm à disposição um banco de imagens digital com milhares de olhos, narizes, bocas e sobrancelhas prontos para montagem. No ano passado, dos 130 retratos falados feitos no Deic, 88 foram digitais e 42, manuais.

Avesso a tecnologia, o veterano Yoshi Kawasaki é o outro investigador paulistano que não larga o lápis. “Sou teimoso. O tempo que demoraria para aprender a mexer no programa digital, aproveito para fazer mais desenhos.”

Com 20 anos de experiência, Kawasaki acredita que o desenho feito à mão é mais preciso. “Os detalhes que consigo colocar aumentam em 20% as chances de pegar o autor”, estima ele, que fez o primeiro retrato falado do motoboy Francisco de Assis Pereira, o “maníaco do parque”, no final da década de 1990.

Já o retratista do Deic Lino Barros, 47, abandonou a técnica manual por preferir a agilidade do digital. “É uma pena, mas o retrato feito à mão é uma arte que está morrendo.”

O desenho não chega a ser crucial para uma investigação, mas contribui na hora de excluir suspeitos, afirmam os policiais. “Também é um desabafo da vítima que serve, muitas vezes, para ajudar a curar o trauma causado pela agressão”, conta o investigador Gabriel Ferreira, 35. Ex-retratista, ele voltou às ruas há quatro anos. “Quem desenha o retrato falado é a própria vítima. A gente só empresta a mão.”

RUSSOMANO E OS “INSPETORES DE QUARTEIRÃO” : os antigos e eficientes agentes de inteligência policial 42

Russomanno rebate Serra e insiste em plano de segurança

Candidato do PRB afirmou que as polícias Civil e Militar de São Paulo não se comunicam como deveriam Foto: Ricardo Santos/Terra

Ricardo Santos

Direto de São Paulo

O candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, rebateu nesta sexta-feira as críticas do adversário do PSDB, José Serra, e insistiu em suas ideias para a segurança pública na capital. Na noite de ontem, em evento de campanha, o tucano chamou de “bobagem” a proposta de Russomanno de integrar vigilantes noturnos à polícia, além de dizer que “uma proposta dessas só é possível durante a eleição, quando pode tudo”, dando a entender que a considera inexequível na prefeitura.

“Talvez ele (Serra) não saiba, e aí eu vou explicar, que os guardas noturnos em São Paulo já foram cadastrados há muitos anos atrás pelas delegacias de polícia, e eles faziam um trabalho importante de informação para a polícia”, afirmou Russomanno, explicando que pretende cadastrá-los novamente, levantar seus antecedentes e ver sua aceitação na população local, para então dar aos vigias uniformes e rádios para que ele possa comunicar ocorrências e suspeitas à polícia. “Eles já foram cadastrados. Não existe nada de irregular, nada que não tenha existido.”

O ponto forte da ideia, segundo o candidato, é que o guarda noturno “sabe quem mora na rua, se existe alguém estranho naquele momento, e se houver, ele aciona a polícia via rádio e as viaturas vão checar se há algo de errado”. Além disso, Russomanno prometeu criar uma frequência de rádio e disponibilizá-la para que a Guarda Civil Metropolitana e as polícias Militar e Civil possam se comunicar.

“Hoje a PM não fala com a Polícia Civil. Eu acho que ele (Serra) não sabe disso. Se você vai na delegacia de polícia dizer que seu carro foi furtado ou que você foi assaltado, até chegar na PM vai demorar 24 horas”, criticou o candidato do PRB. As declarações foram feitas após uma carreata na manhã de hoje. Uma barulhenta comitiva de mais de 30 veículos acompanhou o candidato em carro aberto da Assembleia Legislativa até o Monumento à Independência, no Ipiranga.

Apoio de pastores Além da segurança pública, o candidato comentou uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que afirmou que a igreja evangélica Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, na zona sul, estabeleceu metas de votos a serem atingidas por seus pastores para eleger Russomanno. “Eu fico muito feliz de ter todas as igrejas me apoiando, muito feliz”, limitou-se a dizer ele.

A filosofia da Polícia Civil é agir dentro da lei 22

07/09/2012 12:08

Professor de jiu-jítsu morto em ação da Polícia

Policiais do Garra alegam que houve troca de tiros. Testemunhas dizem que lutador estava rendido Thaís Nunes thais.nunes@diariosp.com.br

Bruno Polleti/ Diário SP Família mostra quimono e luvas usadas por Alex para lutar jiu-jítsu Família mostra quimono e luvas usadas por Alex para lutar jiu-jítsu

Corregedoria da Polícia Civil, DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigam se o professor de jiu-jítsu Alex Sandro Nascimento, 41 anos, foi executado durante uma operação na madrugada de quinta (06) no Cambuci, Centro.

Policiais do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) foram até um cortiço na Rua Muniz de Souza apurar uma denúncia sobre a venda de drogas no local.

O boletim de ocorrência diz que o delegado Mário Palumbo Júnior e os investigadores José Augusto de Morais Neto e José Marcelo Espósito tinham prendido uma mulher e um homem quando os tiros começaram. Os policiais dizem que Alex atirou contra Neto. O investigador reagiu e o suspeito foi baleado.

Não é isso que familiares e vizinhos do professor relatam. Na versão deles, Alex tinha acabado de chegar da academia onde dava aulas de manhã e à noite. Era meia-noite quando ele e uma amiga foram até a porta do cortiço buscar uma pizza. Quando voltavam para casa, foram abordados pelos policiais civis. A mulher, que está com medo e não quis falar com a reportagem, teria levado uma coronhada. O professor, afirmam as testemunhas, foi baleado três vezes nas costas quando estava no chão.
DESPREPARO/ Para Ana Cristina do Nascimento, irmã de Alex, o lutador é mais uma vítima do despreparo da polícia paulista. “Todos sabem que ele não era bandido. A maioria dos alunos dele, inclusive, era investigador”, conta.

As duas pessoas presas, que seriam testemunhas-chave do caso, fugiram. A polícia não diz como eles conseguiram driblar diversos policiais dentro de um cortiço estreito.

Com Alex, a polícia diz ter apreendido um revólver calibre 32. O local do crime, segundo o boletim de ocorrência, estava prejudicado para a perícia.

Artur José Dian, chefe do Garra, diz que a ocorrência foi legítima. Já o delegado-geral, Marcos Carneiro, pondera. “Nós acreditamos que o policial diz a verdade sempre, mas vamos investigar o caso com rigor. A filosofia da Polícia Civil é agir dentro da lei.”

Carneiro afirma que o exame no corpo do professor vai esclarecer se os tiros foram feitos de baixo para cima e à curta distância. O delegado Palumbo e os investigadores Neto e Espósito não foram localizados pelo DIÁRIO.
Alex lutava jiu-jítsu há mais de 20 anos. Levava uma vida dedicada ao esporte e se preparava para uma competição no próximo mês. Tinha acabado de ficar noivo e era pai de duas meninas, de 10 e 3 anos. O professor não tinha passagem pela polícia. “Foi um engano, um erro. E agora? O estado vai pagar a pensão das filhas que ele deixou?”, questiona Ana.

Entrevista Ivaldo do Nascimento Aposentado ‘Perdi meu campeão e estou com medo da polícia’, diz pai

DIÁRIO_ Se o Alex não era traficante, por que foi baleado pelos policiais? IVANILDO NASCIMENTO_ Não tenho dinheiro para morar em mansão, só nesse cafofo. A polícia acha que todos que vivem aqui são bandidos. Estão errados. O meu filho trabalhava com carteira assinada, era um atleta e nunca se envolveria com drogas. Eu perdi meu campeão.

Como foi o comportamento da polícia nesta operação? Atiraram para depois saber quem era. Ainda me perguntaram o que ele estava fazendo na rua, como se fosse errado buscar uma pizza na porta de casa. Recolheram as balas, chamaram minha filha de vaca e o Alex de bandido sem o conhecer. Estou com muito medo das retaliações.

JOÃO ALKIMIN: Me engana que eu gosto! 22

Estive em várias Delegacias de Polícia e inclusive na Corregedoria, vi pregado nas paredes vários cartazes louvando a emenda constitucional nº35, onde se pode ler que o Delegado de Polícia agora é soberano em suas decisões.

Balela!

Para que se seja independente são necessários alguns requisitos: salário digno, inamovibilidade, irredutibilidade de salários, promoções sem o beneplácito da Administração.

Do contrário, a tal emenda não é absolutamente nada.

O Delegado de Polícia plantonista é independente enquanto o titular permitir que assim seja, o titular do distrito não pode contrariar o Seccional, o Seccional por sua vez, deve satisfações ao Diretor, o Diretor ao Delegado Geral e esse por fim ao Secretário de Segurança Pública.
Então que diabos de independência funcional é essa?
Policiais são absolvidos na esfera criminal, não existe falta residual,mas o Secretário determina a instauração de PAD.
Onde está a liberdade?
Teria o Delegado Corregedor coragem para dizer ao Secretário “não concordo e não vou instaurar o procedimento” ?
Não acredito. Duvido.
Cada um procura defender sua cadeira e em nenhuma hipótese irritar ou desagradar o Chefe de plantão, haja visto a demissão do Delegado Conde Guerra sem um motivo jurídico relevante e a do Delegado Frederico.
Portanto, essa história de independência funcional não passa de mais uma brincadeira de mau gosto, não só da Administração como dos nossos próprios políticos.
Afinal, que Deputado deixará de pugnar pela indicação de um titular de distrito, um seccional ou um diretor?
E sendo aceita tal indicação do político, qual a liberdade da autoridade policial para negar-lhe um pedido?
Nenhuma.
Pois quem sabe fazer, sabe também desfazer.
Por outro lado, ouvi comentários de fontes fidedignas da Corregedoria que fora instaurado processo administrativo contra a Delegada Maria Inês Trefiglio Valente no famoso caso da escrivã torturada. Uma dúvida me assaltou: somente ela? E o Secretário que segundo palavras da própria Dra. Maria Inês na televisão sabia dos fatos. Continuará processando a tudo e a todos e passará incólume por mais essa?
E o Ministério Público que se acha o “Guardião da integridade e da moralidade pública” ?
Quais providências tomou para apurar se o Secretário sabia dos fatos?
E se ficar provado que sabia, quais providências tomará?
Espero que não seja como aquela em que um Promotor de Justiça bêbado no interior de um estado, atropelou uma família e matou, foi punido com sua promoção para a Comarca da Capital. Se esse Promotor tivesse se encontrado antes com o Delegado Frederico, talvez uma família estivesse viva.
Ou então o Delegado teria sido demitido antes…
João Alkimin