PORTA- VOZ DA SECRETARIA MENTIU – Sr. Lucas Tavares , de 2003 a 2010, procuramos a corregedoria e a SSP-SP levando informações depurativas…Resultado: em maio de 2011, ingressamos na lista dos 2.242 maus policiais demitidos das polícias…Meu caro, só existe corrupção “ESQUEMATIZADA” na Polícia Civil porque a Secretaria sempre impôs preço e certas obrigações em troca de cargos , transferências, absolvições e outros favores…Aprimorados foram os mecanismos de castigo e reprimenda aos “caguetas”; nada mais! 10

23/07/2013 – 04h00

Governo de São Paulo comenta crítica de delegado de polícia

Em carta publicada no domingo (Painel do Leitor), o delegado Paulo Lew parte de premissas equivocadas e, portanto, confunde os leitores ao sugerir que faltaria vontade política da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo para combater a corrupção nas polícias.

Como pretenso conhecedor da matéria, Paulo Lew esquece-se de dizer que a corrupção é um problema corrente nas polícias de todo o mundo. A diferença entre elas são os mecanismos de controle que, no caso de São Paulo, têm sido aprimorados.

De 2007 até hoje, 2.242 maus policiais foram demitidos das polícias. Se o delegado tem alguma outra informação que possa colaborar nesse processo interno de depuração, deve procurar a corregedoria, sob pena de prevaricar ao não fazê-lo.

LUCAS TAVARES, coordenador de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)

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21/07/2013 – 04h30

Delegado comenta editorial da Folha sobre a Polícia Civil

PAULO LEW, DELEGADO DE POLÍCIA
DE SÃO PAULO (SP)

Em relação ao editorial “Bandido ao quadrado” (“Opinião”, 18/7), cabe lembrar que, nos últimos 20 anos, tempo que teria sido suficiente para faxinar e reestruturar toda a Segurança Pública, os tais “bandidos ao quadrado” sempre foram chefiados por Alckmin, além de José Serra e Mário Covas, bem como por seus secretários de Segurança, escolhidos a dedo no seio da instituição responsável pelas prisões no Denarc (Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico).

Será que há mesmo o mencionado intento de limpeza?

PROMOTORES SÁDICOS + JUÍZES FROUXOS = DELEGADOS ACOVARDADOS…O Ministério Público nutre absoluto desrespeito pelos Delegados de Polícia…É impossível trabalhar com essa raça nos perseguindo contando com a tibieza de alguns juízes de 1ª instância 3

Delegado acusado de improbidade derruba condenação em 2ª instância –

Em 2ª instância, a desembargadora Maria Laura de Assis Moura Tavares, 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, deu provimento ao recurso do delegado, Heweraldo Weber Gonçalves , para julgar improcedente o pedido inicial e afastar a pena, imposta pela Justiça de Birigui.

Em 2ª instância, a desembargadora Maria Laura de Assis Moura Tavares, 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, deu provimento ao recurso do delegado, Heweraldo Weber Gonçalves , para julgar improcedente o pedido inicial e afastar a pena, imposta pela Justiça de Birigui.

A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra Heweraldo Weber Gonçalves, delegado de polícia, por não ter ele, em 21 de outubro de 2008, na cidade de Birigui lavrado auto de prisão em flagrante de Nelson Franzo que tinha sido detido por policiais militares por estar portando uma espingarda sem ter autorização legal.

Em 1ª instância, foi condenado as sanções previstas no artigo 12, inciso III, da Lei de Improbidade Administrativa.

A sentença de julgou parcialmente procedente o pedido, para declará-lo ato de improbidade administrativa porque deixou de praticar ato de oficio, por não ter efetuado prisão em flagrante de Nelson Franzo,

A condenação foi de pagamento de multa civil no valor de cinco vezes a remuneração atual. Em recurso, alegou que independência funcional na sua atuação como delegado de polícia e que entendeu que não estavam presentes os requisitos que autorizariam a lavratura de auto de prisão em flagrante, e que inocorreu o crime previsto no artigo 319 do Código Penal, por falta de atuação dolosa.

Afirmou ainda que não recebeu qualquer vantagem indevida, e que não está caracterizado ato de improbidade administrativa, o que impõe a reversão do julgado. Informa que agiu dentro do poder discricionário conferido ao delegado de polícia, por ter entendido que a arma não tinha condições de efetuar disparo, o que afastaria a condição de flagrância da pessoa que lhe foi apresentada. “Tem-se dos autos que, no caso concreto, o ato praticado pelo réu foi bem justificado, conforme consta do boletim de ocorrência O réu não se quedou inerte, como alega o autor.

Heweraldo deu andamento ao inquérito, tendo sido posteriormente oferecida denúncia em face de Nelson, como incurso no artigo 14 da Lei n° 10.826/03, e proferida sentença que o condenou à prestação de serviços à comunidade ou à entidade pública e prestação pecuniária.

Os fatos, portanto, guardam correlação lógica com a medida que foi tomada e com a forma em que foi tomada. Houve coerência entre a conduta do agente público e as circunstâncias à sua volta, que indicam a

inexistência de ato de improbidade administrativa.

Assim, a prova existente não é suficiente para um juízo condenatório, até porque a improbidade administrativa exige certeza sobre a

irregularidade da conduta do indivíduo, inexistente no caso.

Ao contrário, os depoimentos e o agir das partes envolvidas levam a crer que não foi praticado oato de improbidade administrativa previsto no inciso II, do artigo 11, da Lei 8.429/92.

Cabe destacar que o réu adotou as medidas necessárias para apurar a conduta de Nelson, tanto que este último foi réu em ação penal decorrente do evento em questão.

Não há qualquer indício de que o réu Heweraldo agiu com dolo e nem de que ele tenha atuado em razão de sentimento pessoal, sendo certo que a lei de improbidade administrativa busca punir o agente desonesto, e não aquele meramente inábil ou incompetente. O réu não atuou buscando fimilegítimo ou benefício próprio.

O réu alega que se quer conhecia Nelson até a data dos fatos e realmente não há qualquer indício de que eles se conheciam ou de que o réu tivesse qualquer interesse na liberdade de Nelson.

Não se pode afirmar que, in casu, houve inobservância de dever de ofício ou mesmo má-fé, ante as provas juntadas aos autos. No caso

em exame, não se pode considerar demonstrada a intenção específica de omissão, de forma que o réu não pode ser enquadrado nos dispositivos previstos na Lei n° 8.429/82.

Conclui-se, portanto, inexistir ato de improbidade administrativa, mas apenas potencial irregularidade incapaz de ofender os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que devem nortear os atos da Administração Pública.

O apelante informa que agiu dentro do poder discricionário conferido ao delegado de polícia, por ter entendido que a arma não tinha condições de efetuar disparo, o que afastaria a condição de flagrância da pessoa que lhe foi apresentada”, concluiu a desembargadora.

Ethos Redação

Marilda Pansonato Pinheiro – IDOLATRIA AO MP : OS “SANTOS DE BARRO” 27

Caros,

Segue artigo já publicado em vários jornais do interior. Espero que cada colega consiga reproduzí- lo nos jornais locais.

” Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda”. Edmund Burke

IDOLATRIA AO M.P :  OS “SANTOS” DE BARRO
O Ministério Público (MP) assume, com o aval da sociedade civil – em época de manifestações e passeatas contra a Proposta da Emenda Constitucional (PEC) n.º 37, o papel de defensor da justiça. Acima do bem ou do mal, como “Paladinos da Justiça”, promotores e procuradores são acusadores e também condutores da investigação.   E o que vemos agora são desmandos e arbitrariedades como os ocorridos durante a operação que culminou na prisão ilegal do delegado Clemente Calvo Castilhone Júnior, coordenador da Unidade de Inteligência do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).  Castilhone permaneceu quatro dias preso sob a sórdida e leviana acusação de repassar informações sobre operações do MP.

Muito além do linchamento moral promovido por uma ação sem base legal, afinal no Direito pátrio a prisão é exceção e não a regra. Tal leviandade ganhou proporção midiática consolidada pelo clamor público que sem demora, julgou e aniquilou com a vida e a carreira de um inocente. Em poucos dias, Castilhone foi atacado pela mídia, tendo seu nome e rosto divulgados em manchetes nacionais e internacionais apresentando-o como “aliado do tráfico”.

À categoria, ora representada pela ADPESP, cabe se posicionar de forma convicta para que tais injustiças, desmandos e humilhações públicas sejam aniquilados do paradigma imposto pelo MP. Em reação, Ato de Desagravo diante da arbitrariedade e escracho público ao qual a categoria foi submetida com o episódio da prisão de Clemente Castilhone. Não somos contra a punição de maus policiais, tampouco, defendemos a impunidade, mas, nos posicionamos a favor da investigação embasada nos pressupostos da Lei. E ainda que fosse culpado, neste caso seria tipificado como Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por se tratar de uma  infração de menor potencial ofensivo, para o qual a medida constritiva seria juridicamente incabível .

Cabe à sociedade civil a responsabilidade por ter saído às ruas, marchado e enfrentado os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em nome de uma causa pouco conhecida. Após a rejeição da Câmara dos Deputados à proposta de emenda constitucional que definiria claramente a inviabilidade de investigação pelo Ministério Público, ações como a de prisão de Clemente ou como a deflagrada na cidade de Santos – onde integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em operação coordenada pelo MP invadiram erroneamente e sem mandado judicial, duas residências de cidadãos inocentes que não tinham nenhuma ligação com o crime organizado- serão cada vez mais frequentes. Logo a idolatria da sociedade civil ao Ministério Público cairá por terra diante dos desmandos e arbitrariedades encenados pelos  travestidos de “Paladinos da Justiça”, mas verdadeiros “santos” de barro.   

Ao Governo do Estado de São Paulo é válida a reflexão sobre sua política de segurança pública que há 20 anos traz à frente dessa pasta, especialmente, membros do Ministério Público, que a cada dia ratifica sua falência funcional tornando a polícia investigativa uma instituição enfraquecida, cujos prejuízos se tornam cada vez mais amargos.

O basta ao desrespeito será dado em 29 de julho, data em que a categoria protagonizará a “Operação Blecaute”, em um ato em que todos os Delegados e Policiais Civis do Estado de São Paulo paralisarão suas atividades por duas horas.

 Marilda Pansonato Pinheiro – Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

Associação dos Delegados de Polícia do Brasil – ADEPOL / BR: Nota de Repúdio 14

Enviado em 24/07/2013 as 0:34 – IRINEU

23/07/2013 – Nota de Repúdio

A Associação dos Delegados de Polícia doBrasil – ADEPOL/BR, diante de evento amplamente divulgado na imprensa acerca da operação de alguns membros do Ministério Público de São Paulo que resultou na prisão do Delegado de Polícia civil Clemente Calvo Castilhone Junior, assim se manifesta:

O Estado Democrático de Direito impõe aos cidadãos e às instituições o irrestrito e fiel respeito às leis e, em especial, à Constituição. E tal imperativo se sobreleva em relação às ações do Ministério Público, a quem incumbe a defesa da ordem jurídica.

A promoção de investigações criminais sem autorização constitucional e por meio de procedimento não previsto em lei, por si só, afigura-se causa para eloquente censura. Entretanto, julgando-se acima do império da legalidade, o Ministério Público passou a se valer de suas investigações como elemento de propaganda, objetivando a desmoralização de agentes públicos e instituições.

Ao promover investigações ao arrepio da lei e ao vazar o áudio e as degravações de escutas telefônicas a um programa televisivo de elevada audiência, o Ministério Público talvez tenha conseguido se promover para um tipo de publico que não tem o alcance dos riscos que tais atos ostentam para a estabilidade jurídica e democrática do País. Entretanto, causa espécie, preocupação e indignação àqueles que
vislumbram nisso uma atroz ameaça aos elevados valores democráticos e humanísticos que, a grande custo, inspiraram a elaboração da Constituição Cidadã.

O desrespeito à legalidade e o vilipendio ao direito à honra e a presunção de inocência são ataques que não alcançam apenas a um indivíduo, mas a toda a coletividade e, precipuamente, ao Estado brasileiro.

O escudo inquebrantável da independência funcional e a falta de controle externo não são supedâneos a ações ministeriais que não observem a estrita legalidade e o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana. Tampouco justificam ações que visem à intimidação de pessoas e categorias profissionais, “in casu”, os delegados de polícia.

A ADEPOL/BR repudia os atos midiáticos praticados por alguns membros do Ministério Público paulista e manifesta a sua grave preocupação com a forma irresponsável com que essa instituição vem afrontando a ordem jurídica pátria.

Paulo Roberto D’Almeida
Presidente
Associação dos Delegados de Polícia do Brasil – ADEPOL/BR

AUTO-INVESTIGAÇÃO – Qual o perfil que o Serviço Técnico de Análise de Perfis Criminais e Transgressores traçará do delegado chefe das Corregedorias Auxiliares…Outrora suspeito de suposta inércia em relação aos crimes do alto escalão , vazamento de informações e pretenso emprego irregular de viatura e combustível do Erário para transitar diariamente de Rio Preto a ACADEPOL 5

Enviado em 23/07/2013 as 23:17 – sérgio

É isso aí, Fubica, naquele prédio da Rua da Consolação é somente um excesso de divisões, dcfs e outras merdas, é um tal de semana magra-semana gorda que nunca, mas nunca deveria existir, ainda mais diante da falta de funcionários nas delegacias. Comecem a traçar o perfil ocioso dos que alí trabalham, além de acabar com essa putaria do dia sim-dia não existente na maioria dos departamentos da Polícia ( além de algumas delegacias também o fazerem), e, se é prá ouvir denuncia contra policiais, que as referidas sejam devidamente apuradas prá DEPOIS punirem e não o contrário, como são feitas hoje, sem escracho de foto e nome na imprensa. Puna-se os maus funcionários, mas nunca cometa-se INJUSTIÇAS, vamos evitar acidentes! Fui!!!

Lima é suspeito de vazar informações a respeito de investigações sigilosas contra policiais de uma delegacia especializada da cidade, investigados por envolvimento com o crime organizado

por Flit Paralisante • Sem-categoria

http://www.votechapa3.com.br/luis_lima.html

Luís Fernando Camargo Cunha Lima·

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo/São Francisco em 1989.
Iniciou a carreira de Delegado de Polícia em 1990 e já trabalhou no DEGRAN, DEMACRO, DECAP, DECON, Secretaria de Segurança Pública e Corregedoria.
É professor da Academia de Polícia – disciplina de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. É autor do livro “Perfil social do crime”.
· Delegado de Polícia de 1ª Classe, em exercício na Corregedoria Geral.

LUÍS FERNANDO CAMARGO CUNHA LIMA – EX-CORREGEDOR AUXILIAR DO DEINTER-5

Ex-corregedor foi afastado

Em 2009, o então chefe da Corregedoria da Polícia Civil em Rio Preto, Luís Fernando Camargo da Cunha Lima, foi afastado do cargo após suspeita de vazar informações de diligências realizadas por subordinados contra policiais ligados à máfia do jogo de azar.

Na ocasião, o Diário apurou que um delegado investigado foi informado que seus telefones haviam sido grampeados por ordem da Justiça. Em março de 2011, a Corregedoria flagrou um cassino clandestino que funcionava em uma chácara de Catanduva. 23 pessoas foram detidas, incluindo a gerente do cassino e outros dois funcionários do local.

Os indícios de vazamento das investigações revoltaram promotores e policiais que trabalham no caso. “Temos acompanhado há um tempo as investigações da Corregedoria de Rio Preto e percebemos que elas não progridem em razão do vazamento. Há uma estranha relação de subordinação do corregedor (Camargo) com o chefe da Polícia Civil de Rio Preto (Antônio Mestre Filho)”, afirmou um promotor. Nem promotores nem policiais sabem dizer, no entanto, se a divulgação indevida é dolosa (de má fé) ou culposa (sem intenção). “Fica o ponto de interrogação. Não sabemos se o delegado esteve no Deinter por outro motivo e, sem querer, soltou a informação que acabou no ouvido do investigado ou se foi de propósito. O fato é que isso não aconteceu pela primeira vez”, disse um policial. Não é a primeira vez que o nome do delegado da DIG aparece relacionado ao crime organizado. No ano passado, ele teria escapado de uma investigação que resultou na ação penal contra o investigador Francisco Seraguza. O investigador foi processado em fevereiro do ano passado por formação de quadrilha, corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Lima afirma desconhecer denúncia
O delegado corregedor Luís Fernando Camargo da Cunha Lima diz desconhecer qualquer denúncia formulada contra ele na Corregedoria Geral. “Não tenho consciência de nenhuma apuração contra mim. Não fui notificado, nem intimado a prestar esclarecimentos sobre nada”, disse o delegado ontem à tarde ao Diário. Camargo é suspeito de vazar informações de investigações relacionadas ao envolvimento de policiais de uma delegacia especializada da cidade com o crime organizado. A denúncia contra o corregedor foi entregue pelo Ministério Público. “Quem trabalha como corregedor, eventualmente é denunciado por policiais e investigado até mesmo por conta de denúncias anônimas. São ossos do ofício”, afirma Camargo. “Vou responder a qualquer questionamento. Meu trabalho é transparente e não me recuso a prestar os esclarecimentos necessários.”

Corregedor há 14 anos, seis deles em Rio Preto, Camargo afirma que já foi investigado outras vezes, mas nada foi comprovado. Ele não informou o teor das investigações. “Como julgo sindicâncias, processos administrativos e mando instaurar inquérito contra policiais, é normal que surjam alguns desafetos”, diz. De acordo com Camargo, eventualmente são feitas visitas às delegacias e ao Deinter-5 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), mas de cunho “estritamente profissional”. “A Corregedoria é um órgão independente da polícia. Nos reportamos diretamente ao secretário de Segurança Pública.

04/04/13 09:03 – São José do Rio Preto

Corregedoria manda para SP inquérito sobre ‘vazamento’

A Corregedoria Geral de Polícia Civil transferiu o inquérito da Operação Queda D’Água, que estava sendo presidido em Rio Preto, para a Divisão de Crimes Funcionais, em São Paulo. O inquérito investiga a participação de pelo menos cinco policiais no vazamento de informações para a máfia de caça-níqueis que atua na região.

Victor Augusto

A Corregedoria Geral de Polícia Civil transferiu o inquérito da Operação Queda D’Água, que estava sendo presidido em Rio Preto, para a Divisão de Crimes Funcionais, em São Paulo. O inquérito investiga a participação de pelo menos cinco policiais no vazamento de informações para a máfia de caça-níqueis que atua na região.

A mudança foi divulgada pela Secretaria de Segurança do Estado um dia depois de o Diário publicar reportagem com duras críticas do Gaeco, grupo especial do Ministério Público, sobre a nomeação da delegada Cristina Helena Spir Sant’Ana para assumir a chefia do órgão corregedor. Cristina responde a procedimento interno que apura a fuga de um preso da cadeia quando ela era delegada em Tanabi. Além disso, o marido dela, o também delegado Ricardo Afonso Rodrigues é suspeito de suposta violação de sigilo funcional, acusado de vazar ações da corregedoria para os policiais investigados na Operação Queda D’Água.

De acordo com o ex-corregedor de Rio Preto e que agora atua na chefia das Corregedorias Auxiliares (Interior), Luiz Fernando Camargo da Cunha Lima, o inquérito será investigado pela Divisão de Crimes Funcionais. “Ainda não tenho o ofício em mãos sobre a vinda do inquérito para São Paulo, mas sei que ele será analisado pelos delegados da Divisão de Crimes Funcionais. Também não posso falar sobre os critérios que fizeram o inquérito vir para cá, já que essa é uma decisão do corregedor-geral”, afirmou Lima.

Os promotores do Gaeco de Rio Preto, João Santa Terra e Evandro Ornelas Leal, responsáveis pela Operação Queda D’Água, afirmam que até agora também não foram informados oficialmente sobre as mudanças. “Contudo, se de alguma forma a eventual mudança na presidência do inquérito acarretar prejuízo para a investigação, como com o deslocamento para São Paulo, este órgão do Gaeco tomará as providências cabíveis no âmbito judicial”, diz a nota enviada ao Diário.

Os promotores também aguardam ser comunicados sobre os motivos que levaram a mudança no comando da corregedoria em Rio Preto, com o afastamento dos delegados Laércio Ceneviva e Airton Douglas Honório das investigações. “Ainda estamos esperando informações contundentes que justifiquem o fato de modificar a presidência de uma investigação extremamente sensível bem na sua fase mais importante”, afirmam.

Outro lado

Procurada por telefone e na corregedoria, a delegada Cristina Helena não quis atender a reportagem. Por telefone a secretária da corregedoria, que se identificou como Edinice, afirmou que a delegada estava em uma ligação e que o ramal dela estava ocupado. A reportagem foi até a corregedoria e o atendente Marcos disse que ela não poderia falar a reportagem.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou apenas que “as investigações estão sob sigilo e acompanhadas pelo MP”. A nota afirma ainda que “ a Corregedoria, dentro do devido processo legal, punirá quem quer que seja culpado, pouco importando sua condição pessoal ou profissional”

https://flitparalisante.wordpress.com/2013/07/23/apos-prisoes-no-denarc-corregedoria-cria-servico-para-tracar-perfil-criminal-dos-policiais/

“PARECE SER ” – Policiais civis de SP prometem parar em protesto contra prisão de delegado 45

23/07/2013 – 18h28

 

 Folha de São Paulo

ANDRÉ CARAMANTE
AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

Entidades que defendem interesses de delegados da Polícia Civil de São Paulo promoverão nos próximos dias protestos contra a prisão do chefe do Denarc (narcóticos) suspeito de vazar informações internas da corporação.

Em uma das manifestações, policiais civis de todo o Estado planejam não registrar ocorrências entre 10h e 12h da próxima segunda-feira (29). O protesto, organizado pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia de SP), vem sendo chamado de “Operação Blackout”.


O delegado Clemente Calvo Castilhone Júnior era chefe do setor de inteligência do Denarc, e 
ficou preso dos últimos dias 15 a 18.

Três promotores do Gaeco (grupo de promotores que investigam crime organizado) de Campinas acusaram Castilhone Júnior de vazar informações de uma operação policial que visava prender traficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) na região de Campinas (a 93 km de São Paulo).

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de SP) prepara para a noite de quarta-feira (24) um ato de desagravo em sua sede, no centro de São Paulo.

A entidade sustenta que o Ministério Público Estadual “expôs de maneira leviana a imagem da Polícia Civil e, principalmente, do delegado de polícia” ao pedir à Justiça as prisões de Castilhone Júnior e de Fábio do Amaral Alcântara, também do Denarc.

A Adepolbr (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil) afirmou, em nota, que “o Ministério Público passou a se valer de suas investigações como elemento de propaganda, objetivando a desmoralização de agentes públicos e instituições”.

O promotor José Cláudio Tadeu Baglio, do Gaeco, afirmou no último dia 19 que a prisão de Castilhone Júnior foi “drástica, mas absolutamente necessária” para entender como o vazamento de informações ocorreu, mas reconheceu que o delegado não tinha participação no suposto esquema de corrupção e não vazou de forma proposital qualquer informação.

Nesta quarta-feira (23), o delegado Castilhone Júnior foi recebido na reunião do Conselho da Polícia Civil, órgão que reúne todos os diretores da instituição no Estado. Foi a primeira vez na história da polícia paulista em que um delegado que ainda não chegou ao topo da carreira pôde participar do encontro, em que recebeu apoio da cúpula da corporação.

REUNIÕES

De acordo com o Gaeco, o delegado Castilhone Júnior vazou informações apresentadas em duas reuniões do CIISP (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública de SP), órgão que integra as polícias Federal e Militar e vários setores da Polícia Civil paulista.

Em repúdio à prisão de Castilhone Júnior, outros membros da Polícia Civil que atuam no CIISP, segundo apurou a Folha, cogitam deixar o órgão com receio de que também sejam acusados de vazar informações.

Atualmente, integrantes do CIISP monitoram cerca de 200 telefones celulares de integrantes do PCC. Há também um sistema de escutas ambientais em celas da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), onde está a maior parte dos chefes da facção.

Em depoimento ao Gaeco no último dia 17, o delegado disse que só falou com seu superior no Denarc, Marco Antonio de Paula Santos, e com seus subordinados na inteligência do Denarc para tratar do possível apoio à operação do Gaeco contra os traficantes de Campinas.

Eram os traficantes do bairro São Fernando que, segundo o Gaeco, foram alvos de sequestros e extorsões por parte de alguns investigadores do Denarc.

Entre os extorquidos estavam dois homens acusados de serem da quadrilha de Wanderson Nilton Paula Lima, o Andinho. Ele está preso desde 2002. As interceptações telefônicas do Gaeco flagraram conversas de Andinho com os criminosos que supostamente eram extorquidos pelos policiais.

‘PARECE SER’

Além de reclamarem da prisão do delegado Castilhone Júnior, as entidades de classe ainda contestam as informações contra Rodrigo de Longhi Gomes de Mello, um dos policiais civis acusados de participação nas extorsões contra traficantes de Campinas. A pedido do Gaeco, ele foi preso mesmo depois de um acusado de tráfico não tê-lo reconhecido como envolvido no suposto esquema de corrupção.

“O terceiro policial eu não me recordo bem, mas parece ser a pessoa da fotografia abaixo [a do policial Mello]”, disse Lucas Escotão, suspeito de integrar o tráfico.

Na tarde desta terça-feira (23), Mello foi submetido a um reconhecimento a uma acareação com os suspeitos de tráfico e não foi reconhecido por nenhum deles.


O Gaeco pediu a prisão temporária de 13 policiais civis. Até hoje, três continuam foragidos.

Protestos de policiais civis termina pacificamente 35

Enviado em 23/07/2013 as 18:24 – ESCRIVÃ GATINHA

Protetos de policiais civis termina pacificamente
Cerca de 300 pessoas chegaram a bloquear a Avenida Morumbi, mas não houve confrontos
23 de julho de 2013 | 17h 16
Assine a Newsletter Bruno Ribeiro e Tiago Dantas – O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Terminou por volta das 17h, sem registro de ocorrências, a manifestação promovida por sindicatos e associações de membros da Polícia Civil no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, marcada para esta terça-feira, 23. O ato, que saiu do Parque do Povo, no Itaim, chegou a bloquear a Avenida Morumbi, onde fica o palácio, mas não houve maiores implicações ao trânsito da cidade.

Segundo o sindicato que representa os investigadores da Polícia Civil, cerca de 300 manifestantes compareceram. O sindicato informou que comitivas de policiais de cidades como Assis, Campinas, Jundiaí, além da região metropolitana, foram ao ato.

A Polícia Civil tem diversas categorias (e sindicatos e associações) diferentes, como investigadores, escrivães e delegados, além de peritos do Instituto de Criminalística (IC). As categorias estão em campanha salarial, com porcentuais de reajuste variados, além de outras pautas trabalhistas. Ainda não há data para uma eventual greve na polícia. Tanto o sindicato quanto a associação que representam os delegados de polícia não compareceram à manifestação.

Nesta manhã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que está disposto a conversar com os policias civis que pretendem entrar em greve. “Sempre abertos ao diálogo”, garantiu. Alckmin disse ainda que o governo pretende gastar R$ 700 milhões em benefícios aos policiais. “Este ano tivemos a incorporação do adicional por local de exercício (Ale), o que aumenta salário das Polícias Civil, Militar, Científica e Penitenciária.”

Após prisões no Denarc, Corregedoria cria serviço para traçar ‘perfil criminal’ dos policiais 35

do UOL23/07/201308h43

Do UOL, em São Paulo

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo terá um serviço para traçar o perfil dos investigadores e delegados da corporação como forma de prevenir possíveis desvios de conduta. A medida, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (23), ocorre após a prisão de dez policiais do Denarc (Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico) desde o dia 15, suspeitos de receber propina de traficantes em Campinas (94 km de São Paulo).

O Serviço Técnico de Análise de Perfis Criminais e Transgressores vai dar apoio às investigações que envolvam policiais e será responsável pela produção de estudos técnicos e “pesquisas comportamentais” para facilitar a identificação de perfis criminais na corporação, com o objetivo de prevenir “ilicitudes” e identificar a autoria de crimes cometidos por investigadores e delegados.

Policiais presos

Após uma semana foragido, o policial do Denarc (Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico) Danilo da Silva Nascimento se apresentou à Corregedoria da Polícia Civilna madrugada de segunda-feira (22). A informação foi confirmada pelo Ministério Público.

Nascimento era um dos quatro policiais do departamento que seguiam foragidos da Justiça desde a última segunda (15), quando foi deflagrada a operação do Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Corregedoria da Polícia Civil contra um grupo de 13 policiais do Denarc suspeitos de receber propina de traficantes em Campinas (94 km de São Paulo).

Com a prisão do policial, hoje, já são dez os policiais presos do órgão –mas o chefe da inteligência, o delegado Clemente Castilhone Júnior, preso na segunda-feira, teve o alvará de soltura expedido pela Justiça na última quinta-feira (18). Seguem foragidos, com mandado de prisão temporária expedido, os policiais Daniel Dreyer Bazzan, Danilo Leonel Rodrigues Santos e Silvio Cesar de Carvalho Videira

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2013/07/23/apos-prisoes-no-denarc-corregedoria-cria-servico-para-tracar-perfil-dos-policiais.htm

“A ÂNCORA ” – Delegado faz graves críticas à atuação da presidência da ADPESP; conclamando os pares a filiação maciça ao SINDPESP 104

Snap 2013-07-22 at 23.30.41Caros Colegas;
1 – Como todos sabemos um sindicato é a instituição com poderes de fato e de direito para representar legalmente uma classe de trabalhadores. Assim sendo o SINDPESP é o órgão que representa todos os Delegados de Polícia de São Paulo. Ocorre que, por muitos anos, nós Delegados inchamos a ADPESP (que tem natureza jurídica de clube, com fins recreativos) e deixamos a míngua o Sindicato. O motivo talvez tenha sido o ranço direitista que permeava nossa classe. Os antigos torciam o nariz para o Sindicato que trazia em seu contexto uma ideia de esquerda.
Hoje estamos tentando consertar este equívoco dando início a uma campanha de filiação maciça ao Sindpesp, para que este venha a ter a magnitude que lhe é de direito. Estamos privilegiando todas as atitudes do Sindicato, para que nossas reivindicações sejam não apenas legitimas mas legais.
2 – Quando a Marilda assumiu a presidência da ADPESP, ela trouxe consigo um frescor que empolgou a todos nós (e não só Delegados), um colega do interior e, ainda por cima, de terceira classe. Por um longo tempo ela teve o apoio da maioria absoluta dos Delegados que acreditamos ser ela a salvações da Polícia Civil.
Como sempre as coisas não são como sonhamos ou queremos. O poder corrompe, se você quiser saber a verdadeira personalidade de uma pessoa, dê-lhe algum poder. Foi o que aconteceu. A Marilda iniciou uma negociação secreta com o governador, chamou um pequeno grupo para participar e alijou todos os demais Delegados com a alegação de que não podia prestar contas para não vazar e prejudicar as negociações.
O tempo foi passando e nada ocorria, quando a paciência de todos foi se esgotando ela convocou uma Assembleia e durante, “milagrosamente” o telefone dela tocou e para surpresa de todos era o governador. Fingindo surpresa ela colocou no viva voz e o Dr. Alckmin fez um monte de promessas vazias. Alguns acreditaram e ela foi aplaudida. Empolgada ela disse que representava todos os Delegados de Polícia e não os operacionais, eles não eram seu problema e as respectivas associações ou sindicatos que lutassem por eles. Alguns combativos colegas tentaram argumentar que sem os operacionais não iríamos a lugar nenhum mas ela foi intransigente em deixa-los de fora.
Foi ai que começou a dissidência. Um pouco antes das eleições o governador enviou o projeto de carreira jurídica, ela garantiu que o projeto era seu e, parte da classe iludida votou por um segundo mandato.
Permanecendo no poder foi ai, então, que os pés de barro da “Santa” Marilda começaram a aparecer. Primeiro foi um e-mail ridículo enviado ao “Dr. Geraldo” expondo todo o seu peleguismo, depois vieram vários desmandos e decisões suspeitas, culminando no vergonhoso “caso” Sinfrônio, onde um indivíduo conseguiu ludibriar toda a diretoria da ADPESP e apropriou-se de um valor absurdo bem sob os narizes da Marilda e seu tesoureiro.
Em sua prepotência ela empinou o nariz e passou a agir como se nada tivesse acontecido. Só que desta vez muitos Delegados viraram as costas para a presidente e a ADPESP, chegando a uma campanha pela desfiliação. Ao ver seu poder diminuir o que fez a senhora? Voltou-se para os operacionais que ela tanto desprezara e, sem nenhum critério ou apoio passou a apoiar manifestações conjuntas.
3 – Ocorre que a preocupação dos Delegados (agora unidos com os colegas de todo o País) desviou-se um pouco da questão salarial para a sobrevivência. Após a rejeição da PEC 37, iniciou-se em Brasília um movimento para regulamentar a investigação pelo Ministério Público. O Dep. Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara apresentou um projeto de lei (PLC 5820/13) que praticamente coloca toda a Polícia Civil sob as ordens do MP e esvazia todos os poderes do Delegado de Polícia. Este projeto esta na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados – CSPCCO e o presidente, Dep. Otávio Leite, do PSDB/RJ, MP de coração e inimigo mortal da Polícia Civil, vai colocá-lo, com parecer favorável, em votação assim que voltarem do recesso parlamentar.
Como vocês veem, meus amigos, a questão é de sobrevivência. A força para impedir esta com São Paulo. Só que a Marilda rompeu com a ADEPOL e não quer saber de nada. Nossa cúpula, como sempre, finge que não é com eles. Toda nossa representação esta nas mãos do SINDPESP e dos colegas que fazem parte do grupo que criamos. Já estive em Brasília e vi que as coisas estão pretas para nós e as Polícias Civis de todos os Estados jogam a culpa na PC de São Paulo, que é chamada de “a Ancora”, pois impede o desenvolvimento de todas as demais.
Estes são os motivos porque estamos ignorando qualquer coisa por parte da Marilda e não estamos, por enquanto, participando das manifestações. Já preparamos um substitutivo que sera apresentado por um dos Deputados de São Paulo. Assim que passar este tsunami que nos ameaça em termos institucionais, pretendemos voltar nosso foco para os problemas de nosso Estado. Só que mais fortes e com o apoio de todas as instituições de Delegados do Brasil.
Espero ter me feito entender.

 Dr. Gilberto de Castro Ferreira – Delegado  de Polícia

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Em embarcações, peça pesada e de formato especial, presa a cordas ou correntes, e que, lançada ao mar, impede que a embarcação se desloque.

ADEPOL DO BRASIL – NOTA DE REPÚDIO – CASO DENARC 14

NOTA DE REPÚDIO
 
                   A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil – ADEPOL/BR, diante de evento amplamente divulgado na imprensa acerca da operação do Ministério Público de São Paulo que resultou na prisão do Delegado de Polícia civil Clemente Calvo Castilhone Junior, assim se manifesta.
                   O Estado Democrático de Direito impõe aos cidadãos e às instituições o irrestrito e fiel respeito às leis e, em especial, à Constituição. E tal imperativo se sobreleva em relação às ações do Ministério Público, a quem incumbe a defesa da ordem jurídica.
                   A promoção de investigações criminais sem autorização constitucional e por meio de procedimento não previsto em lei, por si só, afigura-se causa para eloquente censura. Entretanto, julgando-se acima do império da legalidade, o Ministério Público passou a se valer de suas investigações como elemento de propaganda, objetivando a desmoralização de agentes públicos e instituições.
                   Ao promover investigações ao arrepio da lei e ao vazar o áudio e as degravações de escutas telefônicas a um programa televisivo de elevada audiência, o Ministério Público talvez tenha conseguido se promover para um tipo de publico que não tem o alcance dos riscos que tais atos ostentam para a estabilidade jurídica e democrática do País. Entretanto, causa espécie, preocupação e indignação àqueles que vislumbram nisso uma atroz ameaça aos elevados valores democráticos e humanísticos que, a grande custo, inspiraram a elaboração da Constituição Cidadã.
                   O desrespeito à legalidade e o vilipendio ao direito à honra e a presunção de inocência são ataques que não alcançam apenas a um indivíduo, mas a toda a coletividade e, precipuamente, ao Estado brasileiro.
                   O escudo inquebrantável da independência funcional e a falta de controle externo não são supedâneos a ações ministeriais que não observem a estrita legalidade e o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana. Tampouco justificam ações que visem à intimidação de pessoas e categorias profissionais, “in casu”, os delegados de polícia.
                  A ADEPOL/BR repudia os atos midiáticos praticados pelo Ministério Público paulista e manifesta a sua grave preocupação com a forma irresponsável com que essa instituição vem afrontando a ordem jurídica pátria.
Paulo Roberto D’Almeida
Presidente da ADEPOL-BR

Grupos de extermínio da PM são organizados por policiais de “patente alta” e há envolvimento de políticos 22

Exclusivo: Em entrevista, policiais revelam como agem os grupos de extermínio em SP

Agentes afirmam que esquadrões de morte são organizados por policiais de “patente alta” e há envolvimento de políticos

Por Igor Carvalho

Dois policiais militares foram convidados a participar de grupos de extermínio que se organizam dentro da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ao recusar o convite, passaram a ser perseguidos dentro da corporação. P1 e P2, como serão chamados nessa matéria, estão ameaçados de morte, sofrem com escalas desumanas de trabalho e seguem isolados dos demais companheiros.

(Marcelo Camargo/ABr)

P1 e P2 aceitaram falar, sob condição de anonimato, comFórum. Foram necessários três encontros sem qualquer entrevista gravada, apenas negociando. Somente na quarta reunião, em um local reservado, no interior de São Paulo, os agentes decidiram falar. Foram mais de três horas de entrevista, com acusações que revelam uma estrutura corrompida e precária da Polícia Militar.

Os agentes afirmam que os oficiais de “patente alta” são responsáveis pela imagem ruim da corporação. Para P1 e P2, a perseguição a cabos, soldados e sargentos é equivocada.  Os assassinatos feitos por encomenda e o envolvimento com comerciantes, para prestação de serviços de segurança, tem aval de policiais de alta patente. “A coisa é grande, é gente grande, tem político envolvido no meio.”

Os números mostram que ações violentas fazem parte do cotidiano das polícias paulistas. De 2001 até 2011, policiais em serviço ou em folga foram responsáveis pela morte de 6.809 pessoas, no estado de São Paulo. A cifra é quase o dobro do total de civis mortos por agentes americanos em todos os estados dos EUA no mesmo período. Os índices fizeram com que, em maio de 2012, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugerisse ao Brasil a extinção da Polícia Militar.

Em 2012, 547 pessoas foram assassinadas em confronto com a Polícia Militar no estado de São Paulo. Os casos são registrados com o “auto de resistência seguida de morte”. “Está tão na cara que não é verdade, que não tem mais quem acredite. Se os oficiais inventarem esse teatro para se proteger nada acontece”, afirma P2, sobre os autos. Além dos números oficiais, há uma quantidade grande de homicídios que também podem ser responsabilidade degrupos de extermínio.

Confira a entrevista abaixo:

Fórum – Existe grupo de extermínio dentro da PM, no estado de São Paulo?
P1 – Sim, existe.

Fórum – Como operam esses grupos?
P1 – Como posso falar? Existem vários interesses que vem desse pessoal, dos comandantes, de querer algo em troca. É muita autoridade que dão para eles. Ou seja, ele comanda uma área, essa área é subordinada a ele, que é o chefe, passa atribuições, passa tais serviços e coloca você para trabalhar para outras pessoas. É ele que vê para onde a viatura vai ter que se deslocar, quem vê em quais comércios as viaturas vão ficar. Se você for contra os ideais do comando, é colocado em um pelotão em que vai ter que fazer alguns serviços desumanos, questão de horas de serviço, a sua escala vai ser pior, é um jogo mental. As pessoas que fazem o que eles [comandantes] querem, tem melhor escala, se tornam protegidos.

Fórum- Fazer o que eles querem, é participar de grupos de extermínio?
P1- Isso. Se for o caso, se for chamado para isso. Se você vê alguma coisa e delatar, sua família e você vão correr risco também.P2 – O que você quer saber é o seguinte: Tudo começa com os oficiais, não com a gente aqui embaixo. São oficiais, grandões. Quem comanda isso é gente de patente alta, todo mundo está enganado. Todo mundo só averigua soldado, cabo, sargento e até um tenente, mas não é, é coronel, é capitão e major. A coisa é grande, é gente grande, tem político envolvido no meio.

Fórum – Que tipo de político está envolvido no meio?
P2 – Você quer um exemplo? Na minha unidade tem um sargento que é o capanga de um político, ele é o testa de ferro dele. Esse cara se tornou o escalante na minha unidade, ele coloca a viatura aonde quer. Se os caras vão fazer algum tipo de serviço sujo em determinado local, ele tira a viatura dali e coloca em outro lugar.

Fórum – “Se os caras”? Quem são os “caras”?
P2 – Oficiais. Capitão e major. Ou mesmo o político. Então, é isso que acontece, só gente grande. Se nós fizermos algo, acabou pra gente, estamos numa situação de escravidão. Eu e o colega [outro policial presente na entrevista] estamos numa situação de escravidão. Estamos passando justamente o que você está perguntando, se a gente não participa [grupos de extermínio], a gente não presta.

Fórum – Vocês já participaram?
P2 – Não e não quero.

Fórum – O que acontece com quem se recusa a participar dos grupos de extermínio?
P2 – Sofre como estamos sofrendo: tortura psicológica, escalas, eu fui trancado numa sala, fui trancado por um sargento, porque estou afrontando um oficial, e ele é o braço direito desse oficial.

Fórum – Mas já te intimaram a participar desses grupos?
P2 – Já. Você não tem noção do que é isso aí, é uma máfia, pior do que o PCC. Você não tem noção do que é isso aí por dentro.

Fórum – Que tipos de interesses estão por trás desses grupos?
P1 – Começa com uma coisa de injustiça. Os policiais percebem que estão fazendo a coisa certa, mas os bandidos estão sempre saindo pela porta da frente. Aí começa o seguinte, a pessoa quer fazer justiça com a própria mão, aí a pessoa perde aquele ideal de proteção à sociedade e passa a oferecer perigo. Tem o envolvimento com o comércio, se torna um negócio, porque o cara tá precisando de um “serviço” e falam “ah, tem um cara aí que faz”, aí o cara já matou 10, 12, 15, começa a se tornar esse comércio de vidas.

Fórum – Estamos vendo chacinas nas periferias da cidade e na Grande São Paulo. Não me parece que a motivação seja só comercial.
P2 – Aí o problema é social e de governo. O governo tem autoridade para dar aumento para os “polícia”, dar rádio, armamento, comunicação, mas ele não faz. O governador não gosta de polícia, ele só pisa em polícia. O “polícia” está na rua imprensado, o povo não gosta de polícia e o governo não ajuda, é confronto direto, o que o camarada faz? “Não tem jeito, vou ter que partir para aquilo, vou ter que fazer”, e aí começa. Mata um, mata dois, mata dez.

Fórum – Ganha gosto em matar?
P2 – Tem gente que mata por gosto e tem gente que mata por necessidade. Veja bem: esse sargento que eu falei corre com gente errada, vagabundo e político. Aí ele ganha poder e ameaça os policiais da corporação. Chega na gente e fala: “Você tem filho e você tem pai, vou te matar”. “Ah, o senhor vai matar?”. Antes de o cara me matar, eu mato ele. Aí começa. Aí é um negócio que não para mais, porque aí você precisa matar outro, e outro, e não para mais. E tem aqueles que fazem por dinheiro. Esse sargento ameaçou de morte onze pessoas, tem uma firma em que o cara contratou ele. Funciona assim, o dono da empresa não quer pagar os direitos dos funcionários, ele contratou uma policial feminina e um policial, e eles foram nessa firma. Tem uma sala para eles, eles foram fardados e de viatura. O sargento recebe os funcionários, coloca a arma na cabeça e fala: “Se você não pedir a conta, eu mato você”, e ele mata mesmo. Esse cara não trabalha na rua, trabalha “interno”.

Fórum – Porque vocês acham que morre tanto negro na periferia?
P1 – O que acontece é o seguinte, a Polícia Militar de São Paulo é uma instituição forte, em que todo mundo tenta cumprir o certo. Isso que está acontecendo são pessoas de má índole que estão querendo acabar com a instituição. Mas veja bem, quem teria que fazer as coisas, não faz, foram lá fazer acordo com o PCC, com o Marcola. É uma instituição que tem como melhorar, mas as pessoas de patente alta não ajudam, não é todo mundo, não podemos generalizar.

Fórum – Como atua um grupo de extermínio?
P2 – Os “patente alta” têm uma equipe deles, de Força Tática, de RP, ou de Administração, eles têm os caras de confiança. Então, o que acontece, ele é o escalante, coloca uma viatura onde quiser, sai e manda o pessoal fazer o trabalho e tira as viaturas de perto.

Fórum – Então, se determinado oficial quer fazer uma ação em determinada área, ele tira as outras viaturas da região para poder atuar?
P2 – Isso. Mas é só nego grande, não é gente pequena. Sargento é pequeno, essa máfia é coisa pesada.

Fórum – O que vocês sentem, quando veem a forma como a Polícia Militar vem sendo tratada, com tanto descrédito?
P2 – Eu sinto pena, porque entrei na polícia para ser polícia, não vagabundo, vagabundo tem demais na rua. Então, assim, estou indignado porque o certo é errado, e o errado é certo e isso está prevalecendo, ou seja, estou sendo acusado por oficiais de fatos que não cometi, não tenho como provar, estou dependendo de advogados, pagando esses advogados.

Fórum – Tudo isso porque não quis participar desses…
P2 – É. Eu fiz o certo, fiz tudo que está na lei, afrontei um oficial grande, que não gostou de minha atitude. Estou sendo perseguido, humilhado, não tenho escala, sem ambiente social, estou sendo ameaçado e passando necessidade na minha casa.

Fórum – Quando o governador do estado coloca alguém que já comandou a Rota e que tem algumas mortes nas costas, para comandar a Polícia Militar, vocês sentem que, de alguma forma, quem está dentro pode entender que é uma carta branca para matar nas ruas?
P2 – De todo jeito tem [essa carta branca], com ou sem ele.

Fórum – Existem grupos de extermínio fora da capital e Grande São Paulo?
P2 – Sim, mas a maior pegada é na Baixada Santista, a Baixada é pior.

Fórum – A corregedoria e a Polícia Civil investigam o que acontece internamente, na Polícia Militar?
P2 – Só soldado e cabo. Foi o que eu falei, se eles fizessem um pente fino nos oficiais, vocês iriam se surpreender, não têm noção do que acontece ali dentro.
P1 – Vocês sabiam que em 2006, quando começaram os ataques do PCC, os oficiais alugaram quartos em um determinado hotel de Sorocaba e ficaram se protegendo lá, enquanto que o policial e sua família estavam morrendo?
P2 – Presta atenção em algo: o governo quer colocar a população contra a PM. Ele quer, não, está conseguindo fazer isso.

Fórum – Como fica o policial que tenta ser correto, ao ver tantos policiais que estão morrendo na rua?
P2 – Revolta. É desmotivação.
P1 – Seus ideias começam a se perder. Como vou dar segurança para a sociedade, se estou correndo risco de morrer? Começa a ocorrer uma guerra interna na corporação. Pô, você sai para fazer o patrulhamento e a cabeça fica pensando na mulher que tá em casa, no filho na escola.

Fórum – Qual o perfil do policial que atua em grupos de extermínio?
P1 – Calmo, bem sossegado, você nem imagina que ele seja capaz de fazer esse tipo de coisa.
P2 – E é oficial, patente alta.

Fórum – Se não partir do governo ou da Secretaria de Segurança Pública, não haverá mudança?
P2 – Não terá. Ou o governo limpa o alto escalão da PM, ou vocês não vão conseguir acabar com os grupos de extermínio. Tudo vem de lá, lá de cima. Ou limpa-se o alto escalão da PM, ou não haverá jeito.

Fórum – Nunca houve, dentro da unidade, uma tentativa de denunciar e se levantar contra tudo isso?
P1 – Estamos sufocados, não tem como. Se você abrir a boca, vai para o Presídio Romão Gomes, direto.

Fórum – Vocês pensam em sair da polícia?
P2 – Várias vezes.
P1 – Bastante.

Fórum – E porque vocês ficam?
P1 – É a vontade de fazer o correto, ainda acredito no ideal da Polícia Militar. A coisa mais gostosa do mundo é quando alguém está passando uma necessidade e você pode ajudar, aí depois a pessoa te procura e agradece pelo que fez.
P2 – Para que você tenha uma ideia do que estamos sofrendo. Você já pesou na balança que o que esses oficiais querem é a mesma coisa que o PCC quer? Você já parou para pensar que os policiais que morreram é tudo praça? Não tem oficial. Por que? O que nos chegou é que o acordo determinava que morressem somente praças (patentes baixas) e em dia de folga. Sabe por que? Para o governo não pagar os R$ 100 mil que a família tem direito, porque se morrer fardado tem que pagar o seguro que é R$ 100 mil.

Fórum – O comando da Polícia Militar, hoje, faz parte desse contexto do crime organizado em São Paulo?
P2 – Ele é o cabeça do crime organizado. É simples: o comandante da Polícia Militar, como ele visa lucro? Multa. A Rodoviária (Polícia) tem uma meta de multa, se não fizer aquele número ele tá fodido. Se não fizer, é cana.

Fórum – Vocês identificam que no comando da Polícia existem pessoas que enriqueceram em um nível que não é compatível com o que ganham?
P2 – (risos) Um monte.
P1 – Eles têm motorista particular. Tem notebook, celular, Nextel, carro, que ganham de parceiros, tudo de graça.

Fórum – O que vocês pensam da Rota?
P2 – É um mal necessário. Porque o governo descambou, desmoralizou a Polícia Militar. A Rota chegou ao extremo, em sua atuação, devido ao comando. O governo usa a Rota como se fosse escape, perdeu o controle.

Fórum – A PM é treinada para proteger ou matar?

P2 – Hoje, para porra nenhuma. Nem treinamento temos, nem bota para trabalhar eu tenho.

Fórum – O Tribunal de Justiça Militar intimida alguém? Como é a atuação do TJM?
P2 – Só tem coronel lá dentro. Qual deles tem curso de Direito? Alguém é promotor ou juiz lá? Quantos policiais inocentes, que não quiserem pertencer a máfia foram parar lá e eles condenaram? Para que existe isso, esse TJM? Para o alto comando não existe lei, a lei é eles. Eu quero saber porque oficial não é mandado embora da PM quando comete um crime? Porque o soldado é expulso e condenado, enquanto o oficial é transferido?

Fórum – O auto de Resistência Seguida de Morte está sendo usado da forma correta ou banalizou?
P1 – Até a gente lá dentro desconfia.
P2 – Está tão na cara que não é verdade, que não tem mais quem acredite. Se os oficiais inventarem esse teatro para se proteger, nada acontece. Porque a corregedoria da Polícia não investiga policiais? Oficial ganha R$ 20 mil por mês? Ganha carro? Eu soube que oficiais ganharam carros da Honda. Por que a corregedoria não bate pesado lá em cima?

http://revistaforum.com.br/blog/2013/07/exclusivo-em-entrevista-policiais-revelam-como-agem-os-grupos-de-exterminio-em-sao-paulo/

Atenção: onde fica esse Parque do Povo na região do Jóquei? 12

Por favor poderia informar no Flit para todos onde fica esse Parque do Povo na região do Jóquei? Não encontramos no google nem pelo GPS, e como muita gente vai sair de longe, pode ter dificuldades em encontrar o local. Obrigado.

Fábio Morrone – Presidente do SIPOL de Presidente Prudente e Região.
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Povo Mário Pimenta Camargo

 

Av. Henrique Chamma, 420 – Pinheiros
Subprefeitura Pinheiros
Área: 133.547m²
Funcionamento: diariamente das 6h às 22h
Fone: (11) 3073-1217

ÔNIBUS
106A-10 Metrô Santana – Itaim Bibi
516N-10 Jd. Miriam – Itaim Bibi
637A-22 Itaim Bibi – Term. Jd. Angela
648P-10 Term. Capelinha – Pinheiros
677A-10 Term Jd Ângela – Metro Ana Rosa
677A-23 Brooklin – Term Jd Ângela
709G-10 Term. Guarapiranga – Itaim Bibi

+ informações: www.sptrans.com.br

TREM (CPTM)
Linha 9 -Esmeralda – Estação Cidade Jardim

Dia da Vergonha – Operação Blecaute – Ato de Desagravo da Polícia Civil 73

 : : Dia da Vergonha

Caros,

 

            INDIGNAÇÃO, talvez não seja a mais exata expressão para traduzir o sentimento que toma conta de nós diante de tantas injustiças, desmandos, escrachos e humilhações públicas as quais estamos sendo diária e sistematicamente submetidos sem esboçar reação.

            Prendem nossos pares ao arrepio da lei, os “interrogam” por 10 horas em suntuosos gabinetes, apresentam-nos à imprensa como “aliados de traficantes”, corruptos, destroem nossas famílias e nossa autoestima, enlameiam nosso nome, intitulam-se paladinos da justiça e não esboçamos reação.

            Apresentam-nos ocorrências fruto de ilegais mandados de busca endossados por parte do judiciário paulista, cumpridos pela “autoridade policial pm”, “maquiam” a verdade e nos entregam a ocorrência para endossarmos heresias jurídicas,  arbitrariedades e ilegalidades, colocando-nos de joelhos aos “agentes” do que um dia foi a autoridade e não reagimos.

            “Datenas” e “Rezendes” , especialistas em segurança pública, desvalorizam nosso trabalho, achincalham nossa profissão, nos dão aulas sobre como investigar e continuamos “lambendo” suas botas por meio minuto de fama para horas e horas de lama, mas ainda assim, não reagimos.

            É preciso REAGIR…  Por nós, pelas nossas famílias ,  pela nossa honra e dignidade. Não podemos mais sustentar a pecha de corruptos, inertes, letárgicos, subservientes, incompetentes e despreparados. TODOS são melhores que nós…. TODOS.  E todos nos achincalham de forma acintosa e destemida porque confiam na impunidade de seus atos.

            É preciso REAGIR… Primeiro com DESAGRAVO diante da maior arbitrariedade e escracho público ao qual todos nós fomos submetidos com a prisão do colega Clemente, a quem não conheço mas para o qual escancaramos as portas da Adpesp para que convoque a imprensa para uma coletiva e também para a moção de desagravo em data a ser por ele determinada, além das demais providências que o caso requer.  Não podemos modificar o que já passou mas podemos mudar o que virá.

            Também, no dia 29 de julho, data em que se comemora o nascimento da Princesa Isabel, vamos promover a “Operação Blecaute” em todo Estado de São Paulo, quando, por DUAS HORAS, ( das 10h às 12h) , vamos paralisar nossas atividades, cruzando nossos braços em protesto pelo tratamento a nós dispensado pelo governo do estado, pela descarada usurpação de nossas funcões pela polícia militar, pelo escracho público ao qual o ministério público tem nos submetido, pelo estrelismo pericial que se arvora “polícia científica”,  pela responsabilização diante do caos instalado na segurança pública  sempre atribuída à Polícia Civil, que “não prendeu ninguém”, vilipendiada, esquecida, humilhada , mas ainda assim SERVIL…

            BASTA…  Exigimos respeito. BASTA de servilidade, submissão, inércia…  BASTA de assumirmos a incompetência alheia.  BASTA de implorarmos por esmolas se merecemos retribuição e reconhecimento. BASTA, BASTA, BASTA…  

            Nos próximos dias, estaremos enviando material para ser utilizado no dia 29 de julho ( tarjas pretas, bandeiras pretas, panfletos etc) para TODOS os Delegados de Polícia, Sindicatos e Associações de classe, bem como visitando ( através de colegas por conta do exíguo tempo) as unidades policiais convocando toda Polícia Civil para o  que interna corporis será o“ Dia da Vergonha” e para a sociedade o dia da “Operação Blecaute” , quando por duas horas cruzaremos nossos braços.

            Força tarefa já está sendo orientada para convocar via telefone, sms, e-mail marketing, cartas, sinais de fumaça etc, TODOS os Policiais Civis para que os olhos da sociedade brasileira se volte para a Polícia Civil de São Paulo, demonstrando-se clara e cabalmente quais são os verdadeiros responsáveis pelo caos aqui instalado.

            A imprensa local deve ser acionada por cada colega e as informações passadas de pronto para Adpesp, em cuja sede estarão colegas Delegados de Polícia ( já temos voluntários mas precisamos de muito mais) , os advogados do Departamento Jurídico, o Setor de Comunicação Social , assim como todos os funcionários e estrutura da nossa Associação para prestarem imediato apoio, caso seja necessário.

            Toda imprensa será comunicada, mas cabe aos colegas de cada canto desse estado, informar a imprensa local para que acompanhe o manifesto.

            Que venha a “Operação Blecaute” para que a luz possa brilhar…

Agentes da Polícia Civil de São Paulo organizam uma passeata para amanhã (23), na zona sul da capital, até à sede do governo 23

PASSEATA

Polícia Civil de SP ainda não conseguiu ser atendida por Alckmin

Trabalhadores saem em passeata até a sede oficial do governo e ameaça entrar em greve a partir de 1º de agosto se não forem atendidos
por Redação, da RBA publicado 22/07/2013 14:04


DIVULGAÇÃO/SEPESP
Policia CivilUma das reivindicações da categoria é o direito à aposentadoria especial por atuar em situação de risco

São Paulo – Agentes da Polícia Civil de São Paulo organizam uma passeata para amanhã (23), na zona sul da capital, até à sede do governo. A manifestação é mais uma tentativa de serem recebidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a fim de discutir a pauta única de reivindicações da categoria que reúne agentes penitenciários, escrivães, delegados e investigadores.

A concentração deve sair às 14h da Praça do Povo, próximo ao Jóquei Clube, em direção ao Palácio dos Bandeirantes,Os policiais têm data-base em 1º de março e ameaçam entrar em greve no dia 1º de agosto, caso até não sejam recebidos.

Entre as reivindicações estão pagamento do salário de nível superior aos escrivães e investigadores, reestruturação das demais carreiras, aposentadoria especial pela lei federal 51/85, que garante o direito à aposentadoria de trabalhadores com profissões de risco em 25 anos de carreira, entre outras. Os policiais afirmam exercer as funções de maneira precária, com armamento defasado, viaturas sucateadas e escalas abusivas de serviços.

“A situação da segurança pública está lamentável, é necessária uma reformulação urgente para que se tenha uma polícia decente, que a população merece. O governador até agora não deu sequer uma resposta às nossas reivindicações e se recusa a nos atender. Estamos dispostos a entrar em greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), João Rebouças. O movimento é organizado também pelo sindicato dos escrivães (Sepesp) e tem participação de agentes de todos os segmentos da polícia civil