O Flit Paralisante: Uma Crônica da Inocência Policial com direito à logomarca da Polícia Civil 14

O Flit Paralisante: Uma Crônica da Inocência Policial com direito à logomarca da Polícia Civil

Era mais um dia comum na cadeia especial , sob a imponente logomarca da Polícia Civil.

Os bravos defensores da lei, acusados injustamente de um pequeno mal-entendido envolvendo a execução de um tal Gritzbach, chegavam para seus depoimentos.

Coitados, tão inocentes quanto recém-nascidos.

O primeiro foi chamado para depor. Entrou na sala com a confiança de quem nunca quebrou sequer uma unha, quanto mais uma lei.

“Eu?

Astuto?

Imagine!

Sou mais para o lado simplório, sabe?

Nem sei amarrar os cadarços direito”, declarou, tropeçando propositalmente para provar seu ponto.

O segundo, não querendo ficar para trás na competição de quem era o mais desprovido de inteligência, afirmou: “Eu até tentei planejar algo, mas meu QI de ameba não permitiu.

Mal consigo contar até dez sem os dedos dos pés!”

O terceiro, ah, esse era o mais inofensivo de todos! Jurou de pé junto que nem conseguia matar uma mosca.

“Perigoso? Eu?

Só se for perigosamente fofo!”, exclamou, fazendo olhinhos de cachorro abandonado.

E assim seguiu-se o desfile de inocência.

A cada frase, os investigadores da PF ficavam mais convencidos de que estavam diante não de policiais corruptos, mas de um grupo de escoteiros perdidos que, por engano, ostentaram distintivos e pegaram em armas.

Ao final do dia, sob a mesma logomarca da Polícia Civil que testemunhou tantas confissões comoventes, nossos heróis incompreendidos saíram de cabeça erguida.

Afinal, quem poderia acusar seres tão simplórios, burros e inofensivos de qualquer coisa além de serem fofos demais?

E o Flit Paralisante?

Bem,  virou Flit Desodorizante e ficou guardado para a próxima vez que alguém decidisse morrer espontaneamente perto deles.

Porque, como todos sabem, isso acontece o tempo todo com policiais inocentes.

A Sombra do PCC: Um Desafio Além do Crime 2

 

Em uma era onde a segurança pública se tornou um dos pilares fundamentais da sociedade brasileira, nos vemos diante de um fenômeno que transcende as barreiras tradicionais do crime organizado.

O Primeiro Comando da Capital (PCC), outrora uma simples facção nascida nos presídios paulistas, evoluiu para se tornar uma entidade quase onipresente, cujos tentáculos se estendem muito além das grades que inicialmente o confinavam.

Esta organização, que hoje opera em 22 estados brasileiros , em países vizinhos e até na Europa, não é apenas uma ameaça à lei e à ordem.

O PCC representa um complexo desafio à própria estrutura social e cultural do Brasil.

Sua influência permeia comunidades inteiras, moldando comportamentos, ditando regras de convivência e, em muitos casos, suprindo lacunas deixadas pelo poder público.

O “proceder”, código de conduta da facção, tornou-se uma constituição paralela em certas áreas, regendo não apenas as atividades criminosas, mas também aspectos da vida cotidiana.

Esta realidade sombria nos força a questionar: até que ponto o Estado brasileiro perdeu o controle de seus territórios mais vulneráveis?

A narrativa de resistência e solidariedade propagada pelo PCC encontra eco em comunidades marginalizadas, onde o sentimento de abandono pelo poder público é palpável.

Esta retórica, embora fundamentada em premissas criminosas, oferece um senso de pertencimento e identidade que o Estado falhou em proporcionar.

Mais alarmante ainda é a penetração cultural da organização.

Sua influência sobre a juventude, especialmente em áreas periféricas, representa uma ameaça geracional.

Quando o crime organizado se torna um modelo de ascensão social e econômica, estamos diante de uma falência não apenas da segurança pública, mas de todo um projeto de nação.

O desafio que o PCC apresenta vai muito além do combate armado ou da repressão policial.

Exige uma resposta abrangente , por parte da União, que aborde as raízes sociais, econômicas e culturais que permitem o florescimento de tais organizações.

Requer um Estado presente, não apenas em sua capacidade punitiva, mas em sua habilidade de oferecer oportunidades, educação e dignidade.

É imperativo que a sociedade brasileira e seus líderes reconheçam a complexidade deste fenômeno.

O PCC não é apenas um problema de segurança pública estadual, mas um sintoma de falhas sistêmicas mais profundas em nossa sociedade.

Somente por meio de um esforço conjunto, que envolva não apenas as forças de segurança, mas também educadores, assistentes sociais, líderes comunitários e a sociedade civil como um todo, poderemos começar a reverter esta situação.

O Brasil se encontra em uma encruzilhada.

O caminho que escolhermos para lidar com o PCC e organizações similares definirá não apenas o futuro da segurança pública, mas o próprio tecido social e cultural de nossa nação.

É hora de uma abordagem corajosa, inovadora e, acima de tudo, humana para enfrentar este desafio.

O futuro de gerações depende das ações que tomarmos hoje.

A indecente iniciativa do oficialato da PM ao fazer do Barro Branco uma Universidade privativa …Mais uma vez se superaram na arte de fazer da coisa pública fundo particular    13

Preservar a Missão, Respeitar a Sociedade 

A proposta de transformar a Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB) em uma universidade privativa para policiais militares ( oficiais de carreira )   e seus familiares é, no mínimo, preocupante.

A ideia, embora possa parecer bem-intencionada, desvia-se do propósito original da instituição e levanta questões éticas, legais e sociais que não podem ser ignoradas.

A APMBB, criada em 1910, tem uma missão clara e nobre: formar e aperfeiçoar os oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, preparando-os para atuar com excelência na preservação da ordem pública e na proteção da sociedade.

Qualquer mudança que comprometa essa missão deve ser analisada com extrema cautela. 

A APMBB é uma instituição pública, mantida com recursos do Estado, e seu foco deve permanecer no interesse coletivo, não em benefícios particulares.

Transformá-la em uma universidade exclusiva para policiais e seus familiares configuraria um desvio de finalidade, além de representar um uso indevido de recursos que pertencem a todos os cidadãos.

A administração pública tem o dever de agir com impessoalidade, assegurando que todos sejam tratados de forma igualitária, sem privilégios ou distinções.

Criar uma instituição de ensino restrita a um grupo específico fere esse princípio fundamental e abre um precedente perigoso. 

Além disso, a proposta coloca em risco a qualidade da formação policial.

A APMBB é reconhecida por seu rigor e especialização, preparando oficiais para lidar com desafios complexos e situações de alto risco.

Diluir esse foco com a oferta de cursos gerais poderia comprometer a excelência do treinamento, impactando diretamente a eficiência e a segurança da corporação.

A sociedade paulista, que depende da Polícia Militar para sua segurança, não pode arcar com os custos de uma formação fragilizada. 

Outro ponto crítico é o risco de elitização e corporativismo.

A Polícia Militar deve ser uma instituição integrada à sociedade, e não uma entidade isolada.

Restringir o acesso à educação superior a um grupo específico pode criar barreiras entre a corporação e a comunidade, alimentando desconfianças e prejudicando a relação de confiança que deve existir entre os policiais e os cidadãos.

A polícia existe para servir à sociedade, e qualquer medida que afaste essa conexão deve ser evitada. 

É importante ressaltar que iniciativas para aprimorar a formação e o bem-estar dos policiais são sempre bem-vindas.

No entanto, elas devem ser implementadas dentro dos limites legais e éticos, sem desviar recursos públicos ou criar privilégios.

Parcerias com instituições de ensino já existentes, programas de bolsas de estudo e políticas de incentivo à educação são alternativas mais adequadas e inclusivas, que beneficiam não apenas os policiais, mas toda a sociedade. 

A APMBB é um patrimônio da sociedade paulista, símbolo de tradição e excelência na formação policial.

Sua missão deve ser preservada, e qualquer mudança em sua estrutura deve ser feita com transparência, responsabilidade e respeito aos princípios constitucionais.

A Polícia Militar tem um papel fundamental na garantia da segurança pública, e sua credibilidade depende, em grande parte, da integridade e do compromisso com o interesse coletivo. 

Portanto, é essencial que essa proposta seja reconsiderada.

A sociedade espera que suas instituições públicas atuem com ética, eficiência e transparência, sempre em benefício do bem comum.

Preservar a missão da APMBB é garantir não apenas a excelência da formação policial, mas também a confiança da população na instituição que zela por sua segurança. 

Credibilidade se constrói com respeito à missão e à sociedade. E é isso que esperamos de nossas instituições.

A Polícia Civil em Segundo Plano – Um Legado de Desequilíbrio na Segurança Pública 4

Ao longo das últimas décadas, a política de segurança pública em São Paulo foi marcada por uma escolha estratégica que privilegiou a Polícia Militar (PM) como principal pilar de sustentação do Estado, relegando a Polícia Civil (PC) a um papel secundário e subalterno.

Esse desequilíbrio, consolidado sob governos do PSDB (centro-direita)  não apenas fragilizou a capacidade investigativa do Estado, mas também contribuiu para a perpetuação de ciclos de violência e corrupção que hoje assolam a sociedade paulista.

E sob o atual governo, mais alinhado ao populismo de extrema-direita, esse cenário se agravou, com o recrudescimento da corrupção e da violência policial, evidenciando a falência de um modelo que prioriza o espetáculo da força em detrimento da eficiência e da justiça.

A Polícia Militar, com sua estrutura hierárquica rígida e foco no policiamento ostensivo, foi historicamente vista como o braço forte do Estado, capaz de garantir a ordem pública por meio da presença visível e da repressão imediata.

No entanto, essa ênfase no modelo militarizado de segurança acabou por marginalizar a Polícia Civil, responsável pelas investigações e pelo combate ao crime organizado.

Enquanto a PM recebia investimentos robustos em equipamentos, treinamento e efetivo, a PC era deixada à míngua, com recursos escassos, salários defasados e estruturas precárias.

Esse desequilíbrio não foi casual.

Governadores  mal assessorados ,  em sua busca por resultados rápidos e visíveis, optaram por priorizar o policiamento ostensivo, que oferece uma resposta imediata à sensação de insegurança da população.

No entanto, essa estratégia ignorou o fato de que a segurança pública eficaz depende não apenas da presença de agentes nas ruas, mas também de investigações sólidas, inteligência policial e combate às estruturas criminosas que operam nas sombras.

Ao relegar a Polícia Civil a um papel coadjuvante, esses governos criaram um vácuo que foi habilmente explorado por organizações criminosas, como o PCC, que encontraram na corrupção e na infiltração das instituições policiais um terreno fértil para expandir suas operações.

A retórica de “mão dura” e a exaltação da violência como solução para a criminalidade resultaram em um aumento alarmante da letalidade policial.

Em 2024, São Paulo registrou o maior número de mortes por intervenção policial da última década, com um aumento de 49% em relação ao ano anterior.

Operações como a “Verão”, na Baixada Santista, que resultaram em 56 mortes em três meses, foram marcadas por denúncias de execuções sumárias e abusos de poder.

Essa política de confronto, longe de resolver o problema da violência, apenas alimenta um ciclo de brutalidade e impunidade.

Além disso, o atual governo falha  em combater a corrupção  institucionalizada dentro da Segurança Pública.  

Os recentes escândalos envolvendo delegados e investigadores da Polícia Civil, acusados de lavagem de dinheiro e vazamento de informações para o PCC, são um reflexo da falta de transparência e de controle interno.

A delação de Vinicius Gritzbach, que expôs uma rede de corrupção envolvendo policiais civis e o PCC, revelou a profundidade da crise institucional.

Em vez de adotar medidas efetivas para fortalecer a Polícia Civil e combater a corrupção, o governo optou por uma abordagem superficial, focada em discursos de ordem e repressão, que ignora as raízes estruturais do problema.

É urgente repensar esse modelo.

A segurança pública não pode ser reduzida a uma questão de força bruta; ela exige planejamento, inteligência e investimento em instituições capazes de combater o crime de forma eficaz e duradoura.

A Polícia Civil precisa ser valorizada, com melhores salários, condições de trabalho dignas e autonomia para atuar de forma independente e eficiente.

Ao mesmo tempo, é essencial fortalecer os mecanismos de controle interno e externo, para coibir a corrupção e garantir que os agentes públicos cumpram seu dever com integridade.

O Governos precisa reconhecer que a segurança pública é um direito fundamental e que sua gestão não pode ser pautada por escolhas políticas de curto prazo ou por discursos populistas.

A Polícia Militar tem seu papel, mas não pode ser o único pilar de sustentação do Estado.

Muito menos ser um órgão que vive muito mais em função de ser destacada como um tipo de funcionário público diferenciado ; merecedores de privilégios e indulgencias governamentais.

É hora de corrigir o desequilíbrio histórico e dar à Polícia Civil o lugar que ela merece na construção de uma sociedade mais segura e justa.

A segurança pública não se faz apenas com armas e fardas; ela se faz com inteligência, investigação e respeito aos direitos humanos.

O atual governo, no entanto, parece mais interessado em alimentar a cultura do confronto do que em promover reformas estruturais que garantam a eficiência e a integridade das instituições policiais.

Enquanto isso, a população paga o preço, com mais violência, mais corrupção e menos confiança no Estado.

I Shot The Sheriff – Paulo Bilynskyj causa danos para a Polícia Civil 12

 

Manifesto do Flit Paralisante: Pela Ética, Integridade e Respeito à Instituição Policial

À sociedade brasileira, 

À comunidade policial, 

Aos defensores da justiça e do estado de direito, 

O Flit Paralisante, em defesa dos valores democráticos, da ética profissional e da integridade das instituições públicas, vem a público manifestar sua profunda preocupação com a figura de Paulo Bilynskyj e os danos que sua conduta representa para a Polícia Civil e para a sociedade brasileira como um todo. 

Um ex-Delegado  que Desvirtua a Missão Policial

A carreira de delegado de polícia é uma das mais nobres e essenciais para a manutenção da ordem, da justiça e da segurança pública.

Delegados são guardiões da lei, responsáveis por investigar crimes, proteger os cidadãos e garantir que a justiça prevaleça.

No entanto, quando figuras como Paulo Bilynskyj ascendem a posições de destaque, essa missão é colocada em risco. 

Bilynskyj, que ingressou na Polícia Civil de São Paulo em 2012, tem se notabilizado não por seu compromisso com a justiça, mas por atitudes que mancham a reputação da instituição.

 Sua trajetória é marcada por controvérsias que desviam o foco do verdadeiro papel do delegado: servir à sociedade com ética, imparcialidade e respeito aos direitos humanos. 

A Exaltação do Inaceitável

Um dos episódios mais graves de sua conduta foi a exaltação pública de seu bisavô, que integrou a 14ª Divisão de Granadeiros da Waffen-SS Galizien, uma unidade nazista responsável por crimes contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial.

Ao glorificar um passado associado ao nazismo, Bilynskyj não apenas demonstra uma insensibilidade histórica e moral, mas também afronta os princípios universais de dignidade humana que deveriam guiar qualquer agente público. 

Essa postura é incompatível com os valores de uma sociedade democrática e pluralista, que rejeita veementemente qualquer forma de apologia ao ódio, à discriminação e à violência. 

A Politização da Segurança Pública

Como deputado federal, Bilynskyj tem utilizado sua plataforma para promover uma agenda ideológica polarizadora, distorcendo o papel da segurança pública e transformando-a em palco de disputas políticas.

Seu discurso inflamado e divisionista não contribui para a solução dos problemas reais da segurança no Brasil. Pelo contrário, alimenta tensões sociais e desvia a atenção das medidas necessárias para combater a criminalidade e garantir a paz social. 

A segurança pública não pode ser instrumentalizada para fins políticos ou ideológicos. Ela deve ser tratada com seriedade, técnica e compromisso com o bem-estar coletivo. 

Festa com dinheiro dinheiro público 

O deputado federal do PL-SP não apenas foi à festa de Trump no dia 5 de novembro de 2024, como passou cinco dias em um hotel da rede Marriott na Flórida (de 3 a 7 de novembro), tendo estadia, viagem alimentação pagas pela Câmara dos Deputados, em um valor total de R$ 9.202,57, sem ter informado qualquer agenda oficial ou justifica para uso da verba pública.

O Dano à Imagem da Polícia Civil

A conduta de Bilynskyj,  ao associar seu nome eleitoral ao cargo que ocupou ,  representa um retrocesso para a Polícia Civil e para todos os esforços de modernização e profissionalização da instituição.

Suas ações alimentam estereótipos negativos sobre a corporação, desvalorizando o trabalho de milhares de delegados competentes, éticos e dedicados que diariamente lutam pela justiça e pela segurança dos cidadãos. 

A Polícia Civil merece líderes que honrem sua missão, que sejam exemplos de integridade e que inspirem confiança na sociedade. Infelizmente, Bilynskyj não se enquadra nesse perfil. 

Um Chamado à Ação

O Flit Paralisante conclama a sociedade brasileira, a comunidade policial e todas as instituições democráticas a refletirem sobre o tipo de liderança que desejamos para nossas instituições de segurança pública.

Não podemos permitir que figuras como Bilynskyj continuem a manchar a reputação da Polícia Civil e a comprometer a confiança da população em uma das instituições mais importantes do país. 

O Flit e o Tempo: Uma Crônica da Efemeridade 3

Na quietude de uma tarde qualquer, enquanto o sol se espreguiça delicadamente  sobre os telhados da cidade, um pensamento inusitado me ocorre: o quanto nossa existência se assemelha a um Flit paralisante.

Esse objeto, outrora tão comum em nossas residências, carregava consigo uma promessa de ordem e controle sobre o caos dos insetos voadores.

Com um simples apertar de gatilho, eis que surgia uma névoa mágica com perfume de querosene , capaz de deter o voo mais obstinado de uma mosca ou o zumbido mais insistente de um mosquito.

Saudades do meu bairro , da minha infância …

De São Vicente …onde estava …e sempre estou!

Sabor de algodão doce …

E de chocolate…

Queijadinha e das filas imensas para a Praia Grande!

Sem vidro, sem corte e sem morte!

Não seria nossa vida, em sua essência, uma busca constante por esse poder efêmero de paralisar o tempo, de congelar instantes fugazes antes que eles nos escapem por entre os dedos?

Somos todos, em certa medida, portadores de um Flit metafórico, tentando desesperadamente borrifar momentos de alegria, amor e realização, na esperança vã de que eles permaneçam imutáveis, suspensos no ar como partículas de inseticida.

Contudo, assim como o efeito do Flit se dissipa, levado pelas correntes invisíveis do ar, também nossas tentativas de reter o tempo se mostram infrutíferas.

O relógio, implacável em seu tique-taque, nos lembra constantemente da natureza transitória de nossa existência.

Talvez a verdadeira sabedoria não resida em tentar paralisar o tempo, mas em aprender a fluir com ele.

Ao invés de um Flit paralisante qualquer , deveríamos buscar ser como a água de um rio, que segue seu curso natural, contornando obstáculos e se adaptando às mudanças do terreno.

Nessa perspectiva, cada momento se torna precioso não por sua permanência, mas por sua singularidade.

Cada experiência, cada encontro, cada emoção é uma gota única nesse rio da vida, merecedora de nossa atenção plena e gratidão.

Ao final, percebemos que o verdadeiro “Flit paralisante” não é um objeto externo, mas nossa capacidade de estar presente, de vivenciar plenamente cada instante.

É através dessa presença consciente que podemos, paradoxalmente, transcender o tempo, encontrando o eterno no efêmero.

Assim, enquanto o sol se põe no horizonte, tingindo o céu com tons de púrpura e laranja, guardo meu Flit metafórico e me entrego ao fluxo da vida, sabendo que a verdadeira magia não está em paralisar o tempo, mas em dançar graciosamente com ele.

Desigualdade  Histórica – A Disparidade Salarial que Desafia a Justiça e a Segurança Nacional 2

 

 

A desigualdade salarial entre policiais e membros do Judiciário e do Ministério Público não é apenas uma questão de números.

É um reflexo de uma distorção histórica que desafia os princípios de justiça e equidade, pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática.

Enquanto juízes, promotores e procuradores desfrutam de vencimentos que, em muitos casos, ultrapassam o teto constitucional, os policiais, que arriscam suas vidas diariamente para garantir a segurança pública, recebem salários que não condizem com a importância e o risco de suas funções.

Essa disparidade não só é injusta, mas também mina a coesão social e a confiança nas instituições.

É corporativista e discriminatória , beirando espécie de racismo !

A estrutura das carreiras jurídicas, com suas  unilaterais progressões salariais vantajosas e benefícios polpudos , contrasta fortemente com a realidade das carreiras policiais.

Enquanto juízes e promotores , imoralmente, acumulam “penduricalhos” — auxílios-moradia, alimentação, transporte e outras gratificações —, os policiais enfrentam dificuldades para garantir o básico.

Essa diferença não se justifica apenas pela formação ou pela complexidade das funções.

Quem demonstra que a formação de operador de direito é mais qualificada e complexa ?

Afinal, policiais também passam por faculdades ,   por treinamentos rigorosos e desempenham um papel crucial na manutenção da ordem e da segurança, muitas vezes em condições precárias e de alto risco.

O poder político desempenha um papel central nessa equação. Juízes e promotores, por sua influência e representatividade, conseguem negociar salários e benefícios que muitas vezes escapam ao controle do teto constitucional.

Enquanto isso, as categorias policiais, menos organizadas e com menor poder de lobby, lutam para obter reconhecimento e valorização.

Essa assimetria de poder não só perpetua a desigualdade, mas também reforça um sistema que privilegia alguns em detrimento de outros, alimentando a sensação de injustiça e descontentamento.

A falta de isonomia salarial entre as carreiras públicas é um problema que precisa ser enfrentado com urgência.

Não se trata apenas de equiparar salários, mas de reconhecer o valor e a importância de todas as profissões que compõem o serviço público.

Uma reforma ampla e estrutural do sistema remuneratório é necessária para corrigir essas distorções.

Isso inclui reavaliar os critérios para concessão de benefícios, estabelecer limites mais rígidos para o teto remuneratório e promover uma discussão transparente sobre os gastos públicos.

Além disso, é preciso questionar a lógica que sustenta os altos salários do Judiciário e do Ministério Público.

Enquanto o país enfrenta crises econômicas e sociais, com milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, é moralmente indefensável que uma parcela do funcionalismo público receba vencimentos que chegam a dezenas de salários-mínimos.

A justiça não pode ser cega às desigualdades que ela mesma ajuda a perpetuar.

A valorização das carreiras policiais é um passo essencial para corrigir essas distorções.

Equiparar os salários dos policiais aos de outras categorias não é apenas uma questão de justiça, mas também de segurança pública.

Policiais bem remunerados e valorizados tendem a ser mais motivados e comprometidos com seu trabalho, o que resulta em um serviço mais eficiente e uma sociedade mais segura.

Por fim, é fundamental que haja transparência e controle sobre os gastos com salários e benefícios no serviço público.

A sociedade precisa saber como e por que o dinheiro público é gasto, e deve ter voz ativa nessa discussão.

A desigualdade salarial entre policiais e membros do Judiciário ,  do Ministério Público ,  Procuradores do Estado e Defensores Públicos  é um problema que afeta a todos;  sua solução requer um esforço coletivo e um compromisso genuíno com a justiça e a equidade.

O Flit Paralisante  defende que é hora de enfrentar essa questão com coragem e determinação.

A justiça salarial não é privilégio de poucos, mas direito de todos.

E isso começa com a valorização de todos aqueles que dedicam suas vidas ao serviço público, em nome da segurança, da ordem e do bem-estar da sociedade.

Retificação sobre o posicionamento dos judeus americanos – 88 organizações judaicas subscreveram uma carta aberta ao presidente Trump se opondo aos planos de deportações em massa 1

Horas atrás publicamos um artigo que sugeria um suposto silêncio da comunidade judaica americana em relação às políticas de imigração do governo Trump.

Entretanto , conforme notícia da RNS – religionnews, reconhecemos a necessidade de retificar essa informação e apresentar um quadro mais preciso da situação.

Oposição ativa

Contrariamente ao que foi inicialmente relatado, ontem, 27 de janeiro , 88 organizações judaicas assinaram uma carta aberta ao presidente Trump se opondo aos planos de deportações em massa.

Também, grupos judaicos têm realizado protestos em frente a centros de detenção em diversos estados.

 Solidariedade com outras comunidades

A comunidade judaica americana tem demonstrado solidariedade com outros grupos afetados pelas políticas de imigração:

– Rabinos e líderes judeus têm se unido a organizações latinas e muçulmanas em manifestações conjuntas.

– O rabino Steve Einstein declarou que “a oposição ao fanatismo é um ato sagrado”, relacionando a experiência histórica judaica com a situação atual dos imigrantes.

Motivações históricas e valores

A oposição às políticas de deportação em massa está profundamente enraizada na experiência histórica e nos valores da comunidade judaica:

– Muitos judeus americanos descendem de famílias que imigraram para os EUA no início do século XX, buscando refúgio.

– A rabina Jill Jacobs, da organização T’ruah, afirmou: “É uma causa que os judeus sentem muito profundamente. Toda a nossa história é sobre ser expulso de um lugar e tentar encontrar um lugar seguro para viver”.

Conclusão

Reconhecemos nosso erro ao sugerir um silêncio da comunidade judaica americana sobre este assunto.

Na verdade, muitas organizações e indivíduos judeus têm sido vocais e ativos em sua oposição às políticas de deportação em massa, demonstrando solidariedade com outras comunidades afetadas e agindo de acordo com seus valores históricos e culturais.

Pedimos desculpas por qualquer mal-entendido que nossa publicação anterior possa ter causado e reafirmamos nosso compromisso com a precisão e a integridade jornalística.

A Paralisia do Silêncio: Trump, os Judeus e os Novos Párias

 

A Paralisia do Silêncio: Trump, os Judeus e os Novos Párias

Em um mundo que se gaba de ter aprendido com os erros do passado é perturbador assistir à repetição de certos roteiros.

Desta vez , mais uma vez , o palco é a América de Trump e o enredo uma distopia que parece ter sido copiada de um manual nazista, mas com novos protagonistas: os latino-americanos. 

Trump, com sua retórica inflamada e políticas de exclusão, transformou os estrangeiros — especialmente os vindos da América Latina — nos novos párias.

São eles os responsabilizados por todos os males do país, desde o desemprego até a criminalidade.

São eles os segregados, os detidos em condições desumanas, os separados de suas famílias.

São eles os “outros”, aqueles que não merecem compaixão, dignidade ou direitos. 

O paralelo com o que os nazistas fizeram com os judeus na década de 1930 é assustador.

Primeiro, veio a desumanização: os judeus  e ciganos foram retratados como parasitas, uma ameaça à pureza racial e ao bem-estar econômico da Alemanha.

Agora, são os latino-americanos que carregam o fardo de serem “criminosos”, “vagabundos” e “invasores”.

Depois, veio a segregação: os judeus , uma espécie de praga invasora , foram confinados a guetos, enquanto os latino-americanos são enjaulados em centros de detenção, tratados como animais. 

O mais absurdo, no entanto, é o silêncio ensurdecedor de uma parcela da sociedade que, em tese, deveria ser a primeira a levantar a voz: os judeus americanos que , ontem, lembraram os 80 anos da libertação de Auschwitz.

Muitos deles, descendentes de vítimas do Holocausto, parecem agora compactuar com a perseguição de outro grupo.

Será o medo?

A indiferença?

Ou a crença de que, desta vez, o alvo não são eles, e por isso podem se calar? 

O que esses judeus parecem esquecer é que o silêncio nunca é neutro.

Ele sempre beneficia o opressor.

Quando os nazistas começaram a perseguir os judeus, muitos alemães se calaram, e esse silêncio foi interpretado como consentimento.

Agora, a história se repete, e o silêncio dos judeus americanos ecoa como uma aprovação tácita à judiação dos latino-americanos. 

É preciso lembrar que o Holocausto não começou com câmaras de gás.

Ele começou com palavras de ódio, com políticas de exclusão, com a normalização da violência contra um grupo específico.

E é exatamente isso que estamos vendo hoje. 

A destruição desta vez não está  em campo de concentração ou  câmera de gás , mas numa paralisia moral que impede que as pessoas enxerguem o óbvio: quando permitimos que um grupo seja desumanizado, abrimos as portas para que todos sejam desumanizados.

O silêncio não é uma opção.

A história já nos mostrou onde ele nos leva.

 


Advertência : A comparação acima pode ter validade no sentido de destacar os perigos da desumanização, da retórica de ódio e do silêncio diante de políticas de exclusão.

Servindo como um alerta sobre como práticas aparentemente menores podem evoluir para violações mais graves dos direitos humanos se não forem contestadas.

No entanto, é crucial reconhecer as diferenças históricas e contextuais para evitar banalizar o Holocausto, um evento único em sua escala e horror.

A analogia até pode ser útil como uma ferramenta retórica para chamar a atenção para questões importantes, mas deve ser observada com cuidado e precisão, sempre contextualizando as diferenças entre os dois cenários.

Retificação: https://flitparalisante.com/2025/01/28/retificacao-sobre-o-posicionamento-dos-judeus-americanos-88-organizacoes-judaicas-subscreveram-uma-carta-aberta-ao-presidente-trump-se-opondo-aos-planos-de-deportacoes-em-massa/

A magistrada , o delegado e a Louis Vuitton pirata 6

 

A magistrada suspirou profundamente ao entrar em seu gabinete luxuoso no Tribunal de Justiça.

Seus saltos altos ecoavam no piso de mármore enquanto ela caminhava até sua mesa de mogno maciço.

Com um gesto suave, ela colocou sua bolsa Louis Vuitton de R$ 50.000 sobre a poltrona de couro.

“Mais um dia, mais um desafio”, murmurou para si mesma, ajeitando sua toga impecável.

Seu assistente, João Mané, entrou apressadamente com uma pilha de documentos.

“Doutora, temos uma audiência em 15 minutos sobre o caso do desvio de mercadorias no DEIC”, ele informou, hesitante.

A juíza  arqueou uma sobrancelha perfeitamente delineada.

“Ah sim, o caso do delegado  corrupto.

Irônico, não?”

Ela deu uma risada seca, pegando sua caneta de ouro para assinar alguns documentos.

O anel de diamantes em seu dedo cintilou sob a luz do escritório.

“João, lembre-me de passar na concessionária depois do expediente.

Preciso ver se meu novo carro importado já chegou”, ela comentou casualmente.

O jovem assistente assentiu, engolindo em seco.

“Claro, Doutora. Mais alguma coisa?”

“Sim”,  a rainha respondeu, levantando-se:  

“Agenda uma reunião com o setor de pessoal”

Precisamos discutir o aumento dos nossos… como eles chamam mesmo?

Ah sim, ‘direitos eventuais-naturais .”

Com um sorriso enigmático, a juíza pegou sua bolsa de grife e saiu da sala, pronta para mais um dia de “justiça” nos tribunais brasileiros.

O Sangramento Silencioso dos Cofres Públicos – Ou o “Corporativismo Mafioso” de carreiras que existem apenas “per se” 2

 

 

O Sangramento Silencioso dos Cofres Públicos

Os recentes pagamentos exorbitantes a ministros aposentados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) expõem uma ferida profunda no sistema público brasileiro: o corporativismo desenfreado que drena os recursos da nação.

Em outubro de 2024, seis ministros aposentados do STJ receberam mais de R$ 300 mil cada, com o valor mais alto chegando a R$ 349 mil.

Esses montantes astronômicos, muito além do teto constitucional de R$ 44 mil, são justificados por uma série de “penduricalhos” e verbas extras.

O Malabarismo Jurídico

O STJ alega seguir “parâmetros definidos pelo CNJ”, mas a realidade é um elaborado esquema para contornar o teto salarial:

1. Pagamentos retroativos fora do teto constitucional

2. Revisão do índice de correção do auxílio-moradia

3. Implementação do “quinquênio”, um adicional por tempo de serviço

Essas manobras não são exclusivas do STJ. No Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministros chegaram a receber R$ 419 mil líquidos em um único mês.

O Custo para a Nação

Enquanto milhões de brasileiros lutam para sobreviver com um salário-mínimo, uma elite do funcionalismo público se apropria de recursos que poderiam ser direcionados para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública.

Este corporativismo descaradamente mafioso não apenas sangra os cofres públicos, mas também corrói a confiança da população nas instituições democráticas.

É um tapa na cara do cidadão comum que paga seus impostos e espera um serviço público eficiente e justo.

O Caminho para a Mudança

É imperativo que haja uma reforma profunda no sistema de remuneração do funcionalismo público. Precisamos de:

1. Transparência total nos pagamentos

2. Eliminação de “penduricalhos” e verbas extras

3. Respeito rigoroso ao teto constitucional

4. Revisão das aposentadorias especiais

O Brasil não pode mais tolerar uma casta de servidores públicos que se consideram acima da lei e da realidade econômica do país.

É hora de pôr fim a esse corporativismo predatório e restaurar a equidade e a responsabilidade fiscal no serviço público brasileiro.

Tomar no cu-porra-caralho – Faça São Paulo Grande Novamente, Tarcísio! 19

 

Ah, o nosso ilustre governador Tarcísio de Freitas!

Que figura, caros flitadores.

( Algo ridícula, não? )

Enquanto São Paulo ferve, ele se derrete todo pelo laranja trumpista.

Vejam só: mal Trump volta à Casa Branca e lá está nosso governador, todo pimpão, exibindo um boné com o slogan “Make America Great Again”.

E eu me pergunto: e São Paulo, Tarcísio?

Quem vai fazer São Paulo grande de novo?

Mas não, o homem prefere brincar de soldadinho.

Corta verba das câmeras policiais, infla o ego da PM e deixa a Polícia Civil de escanteio ( “judiada” ).

Até para discutir a Lei Orgânica da instituição ele põe um militar no comando!

É mole? É de cair o queixo, mas não o quepe.

E o povo?

Ah, o povo…

Segundo as pesquisas, mais da metade aprova essa “linha-dura” do nosso governador-capitão.

Será que não percebem que estão aplaudindo o próprio cerco?

Enquanto isso, a Polícia Civil, aquela que deveria investigar os crimes de verdade, fica a ver navios.

Ou melhor, a ver viaturas da PM passando, levando e trazendo o orgulho inflado do governador.

Tarcísio, meu caro, deixe de fazer tipo de subalterno do Trump e cuide do que importa.

Que tal fazer a Polícia Civil grande novamente?

Ou isso não cabe no seu boné de fã-clube trumpista?

Ah, tu és Carioca de passagem, né?

É triste, meus amigos.

Enquanto o governador sonha com Brasília lambendo Washington, São Paulo vive um pesadelo.

Mas quem sou eu para julgar?

Sou apenas um expulso delegado,  tentando entender como chegamos ao ponto em que bajular um presidente estrangeiro é mais importante do que cuidar da própria casa.

Que os ventos mudem, que o bom senso prevaleça.

Ou, pelo menos, que o governador troque o boné por um que diga “Faça São Paulo Grande Novamente”.

Seria um (bom) começo, não?

Policiais civis e a Lei Orgânica: um debate necessário 1

Policiais civis e a Lei Orgânica: um debate necessário

A decisão do governo paulista de excluir representantes da Polícia Civil do grupo de trabalho que discutirá a nova Lei Orgânica da corporação suscita preocupações legítimas e merece uma reflexão cuidadosa.

A nomeação de um militar da reserva para coordenar os debates sobre uma legislação tão crucial para o funcionamento da polícia judiciária do estado é, no mínimo, questionável.

Mas não surpresa , considerando a inclinação antidemocrática do governador bajulador  de neofacistas .

A Lei Orgânica da Polícia Civil não é apenas um conjunto de normas burocráticas, mas um instrumento fundamental que define direitos, deveres e a própria estrutura de uma instituição essencial para a segurança pública.

Ao afastar os principais interessados e conhecedores da realidade policial civil das discussões, corre-se o risco de produzir uma legislação descolada das necessidades reais da corporação e da sociedade.

É compreensível a apreensão manifestada pelas entidades representativas da Polícia Civil.

A ausência de participação efetiva no processo de elaboração da lei pode resultar em um texto que não contemple adequadamente as especificidades e desafios enfrentados pelos profissionais no dia a dia de suas atividades.

Além disso, a falta de transparência e diálogo nesse processo pode minar a confiança entre o governo e uma categoria fundamental para a segurança pública.

O governador Tarcísio de Freitas tem a oportunidade de corrigir esse equívoco e promover um debate mais amplo e inclusivo.

A participação de representantes da Polícia Civil no grupo de trabalho não apenas enriqueceria as discussões, mas também conferiria maior legitimidade ao processo e ao resultado ( final) .

É importante lembrar que uma polícia civil bem estruturada e valorizada é essencial para o combate eficaz à criminalidade e para a promoção da justiça.

Nesse sentido, a elaboração da Lei Orgânica deveria ser vista como uma oportunidade de modernização e aprimoramento institucional, e não como um processo impositivo e excludente.

O governo estadual ainda tem tempo de reconsiderar sua posição e abrir espaço para um diálogo construtivo com as entidades representativas da Polícia Civil.

Essa atitude não apenas atenderia às reivindicações legítimas da categoria, mas também fortaleceria os princípios democráticos e a busca por uma segurança pública mais eficiente e alinhada com as necessidades da população paulista.

A construção de uma Lei Orgânica sólida e representativa é um passo fundamental para o fortalecimento da Polícia Civil e, consequentemente, para a melhoria da segurança pública em São Paulo.

É hora de o governo estadual demonstrar maturidade política (sonhar não paga imposto) e disposição para o diálogo e resolução das questões mais importantes para este Estado, reconhecendo a importância da participação dos policiais civis nesse processo crucial para o futuro da instituição.

Homenagem a Marco Antonio Bioto: Um Legado de Serviço e Compaixão 6

 

Marco Antonio Bioto, carinhosamente conhecido como Bioto NPN, foi muito mais do que um policial civil; ele foi um exemplo vivo de dedicação, compaixão e serviço à comunidade.

Sua jornada de mais de três décadas na Polícia Civil de São Paulo não foi apenas uma carreira, mas uma vocação que transcendeu os limites do dever profissional.

Ingressando na força policial em 1990, Bioto dedicou grande parte de sua carreira ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Suas múltiplas especialidades e inabalável comprometimento contribuíram significativamente para a segurança dos cidadãos de São Paulo.

“Nós Por Nós”

O verdadeiro legado de Bioto, no entanto, reside em sua incansável dedicação aos outros.

Fundador do NPN (Nós Por Nós), ele criou uma rede de apoio vital para policiais civis e penais, estendendo uma mão amiga aos que arriscam suas vidas diariamente para proteger a sociedade.

Judoca e Mentor

Com mais de 48 anos de experiência em judô, Bioto transformou sua paixão pelo esporte em uma ferramenta de mudança social.

Seus projetos sociais relacionados ao judô não apenas ensinaram técnicas marciais, mas também valores como disciplina, respeito e perseverança a inúmeros jovens.

Voz Policial

Como ativista, Bioto foi incansável na defesa dos direitos dos policiais.

Sua breve, mas impactante passagem pela Câmara Municipal de São Paulo em 2022 foi um testemunho de sua popularidade e do respeito que conquistou tanto entre seus pares quanto na comunidade.

Legado Imortal

O falecimento de Marco Antonio Bioto em 18 de janeiro de 2025 deixou um vazio imenso, mas seu espírito continua vivo através das vidas que tocou e das instituições que fortaleceu.

Descrito como “uma lenda” e “um anjo da guarda de carne e osso”, Bioto personificou o melhor da vocação policial: coragem, compaixão e um compromisso inabalável com o bem-estar dos outros.

Que o exemplo de Marco Antonio Bioto continue a inspirar futuras gerações de servidores públicos, lembrando-nos que a verdadeira grandeza reside não apenas no cumprimento do dever, mas na capacidade de ir além, tocando vidas e construindo uma comunidade mais forte e unida.

Seu lema “Nós Por Nós” permanece como um chamado à ação, lembrando-nos que, na união e no cuidado mútuo, encontramos nossa maior força.

Descanse em paz, Bioto NPN. Seu legado viverá para sempre nos corações daqueles que você serviu e inspirou.

Reunião do RESISTE-PCSP na sede da ADPESP 10

Foi realizada uma importante reunião em 23 de janeiro de 2025 , na sede da ADPESP , com representantes das 15 entidades das carreiras da Polícia Civil que compõem o Fórum Interassociativo e Intersindical das Carreiras Policiais Civis do Estado de São Paulo – RESISTE-PCSP.

O objetivo principal foi consolidar consensos e ações relacionadas à nova Lei Orgânica da Polícia Civil de São Paulo.

Principais pontos discutidos

  • Regulamentação da Lei Orgânica: O foco central foi deliberar sobre um documento conjunto a ser enviado ao governador Tarcísio de Freitas, visando a regulamentação da nova Lei Orgânica da Polícia Civil no estado.
  • Grupo de Trabalho: Discutiu-se a importância do trabalho coletivo das entidades na formulação do texto final da regulamentação, considerando o grupo de trabalho instituído pela Resolução Conjunta CC/SSP-1/2025.
  • Reivindicações prioritárias: Entre as principais demandas discutidas estão:
  1. Revisão salarial e valorização remuneratória
  2. Implementação de um Fundo Especial da Polícia Civil
  3. Regulamentação da jornada de trabalho
  4. Reformulação do plano de carreira
  5. Pagamento de adicional de insalubridade
  6. Garantia de paridade e integralidade das aposentadorias
  7. Indenizações específicas para condições de trabalho
  8. Criação de assistência à saúde para policiais e dependentes

Ações futuras

  • Ato Público: Foi aprovada a realização de um ato público, com data e local a serem definidos posteriormente.
  • Diálogo com o governo: O Fórum RESISTE-PCSP enfatizou a necessidade de participação direta na construção das políticas públicas voltadas à valorização dos policiais civis.

Contexto

O Fórum RESISTE-PCSP, criado há três anos, reúne 15 entidades de classe representando diversas carreiras da Polícia Civil paulista.

Sua atuação tem sido fundamental no processo de modernização e valorização da instituição, especialmente no contexto da nova Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei Federal nº 14.735/2023).

Esta reunião representa um passo significativo na busca por melhorias para a Polícia Civil de São Paulo, demonstrando a união e o empenho das entidades representativas em prol de uma segurança pública mais eficiente e valorizada no estado.